Neil Armstrong

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Neil Armstrong
Armstrong em julho de 1969
Astronauta da NASA
Nome completo Neil Alden Armstrong
Nascimento 5 de agosto de 1930
Wapakoneta, Ohio, Estados Unidos
Morte 25 de agosto de 2012 (82 anos)
Cincinnati, Ohio, Estados Unidos
Ocupação anterior Aviador naval
Piloto de teste
Alma mater Universidade de Purdue
Universidade do Sul da Califórnia
Patente militar Tenente (júnior)
Tempo no espaço 8 dias, 14 horas, 12 minutos e 30 segundos
Seleção USAF Man In Space Soonest 1958
USAF Dyna-Soar 1960
Grupo 2 da NASA 1962
Missões Gemini VIII
Apollo 11
Prêmios

Neil Alden Armstrong (Wapakoneta, 5 de agosto de 1930Cincinnati, 25 de agosto de 2012) foi um engenheiro aeroespacial e astronauta norte-americano que tornou-se o primeiro homem a pisar na Lua em 1969. Ele também foi um aviador naval, piloto de teste e professor. Armstrong estudou engenharia na universidade e tornou-se em 1949 um aspirante da Marinha dos Estados Unidos, no ano seguinte virando aviador. Ele lutou na Guerra da Coreia a partir do porta-aviões USS Essex. Sua aeronave foi atingida por fogo antiaéreo em setembro de 1951 durante uma missão de bombardeio, com Armstrong sendo forçado a ejetar. Ele completou seu bacharelado em engenharia depois da guerra e foi para a Estação de Voo de Alta-Velocidade na Base Aérea de Edwards como piloto de teste, voando diversas aeronaves da Série Centenária e sete vezes no North American X-15. Também participou dos programas espaciais da Força Aérea, Man in Space Soonest e X-20 Dyna-Soar.

Armstrong entrou para o Corpo de astronautas da NASA em seu segundo grupo, que foi selecionado em 1962. Fez seu primeiro voo espacial como comandante da Gemini VIII em março de 1966, tornando-se o primeiro astronauta civil da NASA a ir para o espaço. Ele realizou junto com o piloto David Scott o primeiro acoplamento entre duas naves espaciais na história, porém a missão precisou ser abortada depois de Armstrong usar o combustível de seu controle de reentrada a fim de impedir um giro perigoso causado por um propulsor emperrado. Durante seus treinos na NASA para ser o comandante da Apollo 11, precisou ejetar do Veículo de Pesquisa de Alunissagem momentos antes de uma queda.

Ele e Buzz Aldrin, piloto do Módulo Lunar, realizaram em julho de 1969 a primeira alunissagem tripulada da história, passando duas horas fora da nave espacial enquanto Michael Collins permaneceu na órbita lunar dentro do Módulo de Comando e Serviço. Quando Armstrong pisou na superfície lunar, ele proferiu palavras que ficaram famosas: "É um pequeno passo para [um] homem, um passo gigante para a humanidade". Os três astronautas foram premiados com a Medalha Presidencial da Liberdade pelo presidente Richard Nixon. O presidente Jimmy Carter agraciou Armstrong em 1978 com a Medalha de Honra Espacial do Congresso, com ele e seus companheiros de missão recebendo a Medalha de Ouro do Congresso em 2009.

Armstrong aposentou-se da NASA em 1971 e foi lecionar no Departamento de Engenharia Aeroespacial da Universidade de Cincinnati, posição que manteve até 1979. Ele também serviu na comissão de investigação sobre o acidente da Apollo 13 em 1970 e na Comissão Rogers sobre o desastre do ônibus espacial Challenger em 1986. Também atuou como porta-voz de vários negócios e apareceu a partir de janeiro de 1979 em vários comerciais automobilísticos para a Chrysler. Apesar dessas aparições públicas, Armstrong ganhou a fama de recluso por sua insistência em manter certa discrição em sua vida particular. Ele morreu aos 82 anos de idade em 2012 por complicações de uma cirurgia de ponte de safena.

Infância

Neil Alden Armstrong nasceu no dia 5 de agosto de 1930 perto da cidade de de Wapakoneta, Ohio, Estados Unidos,[1] filho de Stephen Koenig Armstrong e Viola Louise Engel. Era de ascendência alemã e escocesa,[2][3] tendo também uma irmã chamada June e um irmão de nome Dean. Seu pai trabalhava como auditor para o governo estadual,[4] consequentemente a família mudou-se muitas vezes por Ohio, vivendo em dezesseis cidades pelos catorze anos seguintes.[5] O amor de Armstrong por voar cresceu no decorrer desse período, tendo começado bem cedo com apenas dois anos quando seu pai o levou para assistir a Corrida Aérea de Cleveland. Aos cinco ou seis anos ele voou de avião pela primeira vez em Warren quando seu pai lhe levou em um passeio dentro de um Ford Trimotor.[6][7]

A última mudança da família ocorreu em 1944, quando finalmente retornaram para Wapakoneta. Armstrong estudou no Colégio Blume e fez aulas de voo no aeródromo da cidade.[1] Ele ganhou um certificado de estudante de voo em seu aniversário de dezesseis anos, então realizou seu primeiro voo solo no mesmo mês, tudo antes de adquirir uma habilitação de motorista.[8] Fez parte dos Escoteiros e chegou a alcançar o nível mais alto de Águia Escoteira.[9] Quando adulto, foi reconhecido pelos Escoteiros da América com os prêmios de Águia Escoteira Distinta e Búfalo Prateado.[10][11] Enquanto viajava para a Lua no dia 18 de julho de 1969, Armstrong saudou e mandou uma mensagem aos escoteiros.[12] Dentre alguns dos itens pessoais que ele levou e trouxe de volta da Lua estava uma insígnia dos escoteiros.[13]

Armstrong, em 1947 aos dezessete anos, começou a estudar engenharia aeroespacial na Universidade de Purdue. Foi a segunda pessoa de sua família a estudar em uma universidade. Ele também fora aceito no Instituto Tecnológico de Massachusetts, porém foi dissuadido de estudar lá por um tio ex-aluno, que lhe disse que não era necessário ir até Cambridge em Massachusetts para conseguir uma boa educação. Suas mensalidades foram pagas sob o Plano Holloway, em que os aplicantes comprometiam-se a dois anos de estudos, seguidos por dois anos de treino de voo, depois por um ano de serviço na Marinha dos Estados Unidos como aviadores e então a finalização dos estudos nos últimos dois anos para um bacharelato.[14] Ele não fez os cursos sobre ciência naval, e também não entrou no Corpo de Treinamento de Oficiais da Reserva Naval em Purdue.[15]

Serviço na marinha

Armstrong como alferes da marinha em 23 de maio de 1952.

A convocação de Armstrong para a marinha chegou em 26 de janeiro de 1949, exigindo que ele se apresentasse na Base Aeronaval de Pensacola na Flórida para treino de voo com a classe 5-49. Ele foi aprovado nos exames médicos e tornou-se um aspirante de marinha em 24 de fevereiro.[16] Os treinos foram realizados em um North American SNJ de treinamentos, que ele voou sozinho pela primeira vez em 9 de setembro de 1949. Fez seu primeiro pouso em um porta-aviões no dia 2 de março de 1950 no USS Cabot, feito este que considerou comparável a seu primeiro voo solo.[17] Ele foi então transferido Base Aérea de Corpus Christi no Texas para treinos no Grumman F8F Bearcat, culminando em um pouso no USS Wright. Armstrong foi informado em 16 de agosto por carta que fora totalmente qualificado como aviador naval. Sua mãe e irmã compareceram a sua cerimônia de formatura em 23 de agosto de 1950.[18]

Sua primeira designação oficial na marinha foi para o Esquadrão de Frota de Serviço Aéreo na Base Aeronaval de San Diego, Califórnia. Foi colocado em 27 de novembro de 1950 para o VF-51, um esquadrão a jato, tornando-se seu oficial mais jovem e realizando em 5 de janeiro de 1951 seu primeiro voo a jato a bordo de um Grumman F9F Panther. Foi promovido a alferes em 5 de junho e fez seu primeiro pouso a jato em um porta-aviões no USS Essex dois dias depois. O Essex partiu para a Coreia em 28 de junho, com a VF-51 a bordo a fim de atuar como caça-bombardeiro durante a Guerra da Coreia. O esquadrão voou na frente até a Base Aeronaval de Barbers Point no Havaí, onde fizeram um rápido treinamento como caça-bombardeiro antes de retornarem ao navio em julho.[19]

Dois F9F-2 Panthers voando na Coreia, com Armstrong pilotando o S-116 (esquerda).

Armstrong teve sua primeira ação na guerra em 29 de agosto de 1951, quando escoltou um avião de reconhecimento sobre Sŏngjin.[20] Cinco dias depois, em 3 de setembro, voou em uma missão de reconhecimento armado sobre instalações de transporte e armazenamento ao sul do vilarejo de Majon-ni, oeste de Wonsan. Ele fez uma corrida de bombardeamento em baixa altitude a 560 quilômetros por hora, porém seu F9F Panther foi atingido por fogo antiaéreo. Sua aeronave então colidiu com um poste a seis metros de altura enquanto tentava retomar o controle, algo que rasgou um metro da asa direita.[21] Ele conseguiu voar sua aeronave de volta para território amigo, porém ejetar era a única opção pela perda dos ailerons. Armstrong tinha a intenção de ejetar sobre a água e esperar resgate pelos helicópteros da marinha, entretanto o vento levou seu paraquedas de volta para a terra. Um carro dirigido por um colega da escola de voo o encontrou; não se sabe o que aconteceu com os destroços da aeronave, F9F-2 BuNo 125122.[22]

No total, Armstrong voou 78 missões na Coreia para um total de 121 horas no ar, um terço disso foi apenas em janeiro de 1952, com a última missão ocorrendo em 5 de março. Das 492 mortes que a marinha norte-americana sofreu na Guerra da Coreia, 27 foram do Essex. Armstrong recebeu a Medalha do Ar por vinte missões de combate, duas estrelas douradas pelas quarenta seguintes, a Medalha de Serviço Coreano e a Estrela de Combate,[23] a Medalha de Serviço de Defesa Nacional e a Medalha da Coreia das Nações Unidas. Sua comissão regular foi encerrada em 25 de fevereiro de 1952, com ele tornando-se um alferes da Reserva da Marinha dos Estados Unidos. Foi transferido em maio de 1952 para um esquadrão de transporte, o VR-32, logo depois de completar sua viagem de serviço no Essex. Armstrong foi dispensado do serviço ativo em 23 de agosto, porém permaneceu na reserva e foi promovido a tenente (júnior) em 9 de maio de 1953.[24] Ele continuou a voar como reservista, junto da VF-724 na Estação Aeronaval de Glenview em Illinois, em seguindo indo para a Califórnia, desta vez com a VF-773 na Base Aeronaval de Los Alamitos.[25] Permaneceu na reserva por oito anos, renunciando sua comissão em 21 de outubro de 1960.[24]

Universidade

Armstrong retornou para Purdue depois de seu serviço na marinha. Suas notas, que antes eram boas mas não excepcionais, melhoraram, aumentando sua nota média para um respeitável, mas não excepcional, 4,8 de 6,0. Ele entrou na fraternidade Phi Delta Theta e viveu dentro de sua república estudantil. Escreveu e co-dirigiu dois musicais como parte de uma revista de estudantes. O primeiro foi uma versão de Branca de Neve e os Sete Anões, co-dirigida por sua então namorada Joanne Alford da irmandade Alpha Chi Omega, com as músicas tiradas do filme da Walt Disney; o segundo musical foi The Land of Egelloc, com músicas de Gilbert e Sullivan porém com novas letras. Também foi presidente do Clube de Aviação de Purdue, voando as aeronaves do clube, uma Aeronca e dois Piper, que eram mantidos no vizinho Aeroporto Aretz em Lafayette, Indiana. Ele danificou o Aeronca em 1954 enquanto voava para Wapakoneta ao realizar um pouso forçado em uma fazenda, com o avião precisando ser rebocado de volta a Lafayette.[26] Armstrong tocou barítono na banda marcial de Purdue.[27] Foi feito um membro honorário da banda nacional da fraternidade Kappa Kappa Psi dez anos depois.[28] Ele se formou em janeiro de 1955 com um Bacharelato de Ciência em engenharia aeroespacial.[25] Completou cinco anos depois seu Mestrado em Ciências em engenharia aeroespacial pela Universidade do Sul da Califórnia.[29] Ele posteriormente receberia doutorados honorários de várias universidades.[30]

Armstrong conheceu Janet Elizabeth Shearon, que estava cursando economia doméstica, em uma festa da Alpha Chi Omega.[31] Segundo o casal, não houve um verdadeiro namoro e nenhum dos dois pode se lembrar das circunstâncias que levaram ao seu noivado. Eles casaram-se em 28 de janeiro de 1956 na Igreja Congressional de Wilmette, Illinois. Armstrong viveu no alojamento dos solteiros quando foi trabalhar na Base Aérea de Edwards, enquanto Janet viveu em Los Angeles. O casal se mudou para uma casa no Vale Antelope depois de um semestre. Ela terminou seus estudos, algo que arrependeria-se depois na vida. Eles tiveram três filhos: Eric, Karen e Mark.[32] Karen foi diagnosticada com um tumor maligno no meio do seu tronco cerebral; tratamento com raio-X retardou seu crescimento, porém sua saúde se deteriorou ao ponto que ela não conseguia mais andar ou falar. Karen morreu de pneumonia, relacionada com sua doença, em 28 de janeiro de 1962, aos dois anos de idade.[33]

Piloto de teste

Armstrong tornou-se um piloto de teste de pesquisas experimentais logo depois de se formar em Purdue. Ele se candidatou a Estação de Voo de Alta-Velocidade do Comitê Nacional para Aconselhamento sobre Aeronáutica (NACA), localizada na Base Aérea de Edwards. A NACA não tinha nenhuma vaga aberta naquele momento e repassou sua candidatura para o Laboratório Lewis de Propulsão de Voo em Cleveland, onde Armstrong fez seu primeiro voo de teste em 1 de março de 1955.[34] Seu tempo em Cleveland durou apenas dois meses até uma posição na Estação de Voo de Alta-Velocidade ficar disponível, com ele apresentando-se para trabalhar em 11 de julho de 1955.[35]

Armstrong em 1956 como piloto de teste da Estação de Voo de Alta-Velocidade.

Em seu primeiro dia, foi encarregado de pilotar aviões de perseguição durante os lançamentos de aeronaves experimentais de bombardeiros modificados. Ele também voou nesses bombardeiros modificados, e em uma dessas missões teve seu primeiro incidente na Base Edwards. Armstrong estava em 22 de março de 1956 voando em um Boeing B-29 Superfortress,[36] que deveria lançar um Douglas D-558-2 Skyrocket. Ele sentou no posto do piloto à direita enquanto à esquerda o comandante, Stan Butchart, pilotava a aeronave.[37] O motor número quatro parou de funcionar enquanto subiam para nove mil metros e a hélice passou a girar livremente. Butchart apertou o botão para fazer a hélice travar, porém descobriu que esta ação apenas diminuía a rotação antes dela voltar a crescer, podendo se desfazer caso girasse muito rápido. O Superfortress precisava manter uma velocidade de 338 quilômetros por hora a fim de soltar o Skyrocket e não podia pousar com a outra aeronave presa em sua barriga. Armstrong e Butchart abaixaram o nariz do Superfortress com o objetivo de ganharem velocidade e então soltaram o Skyrocket. A hélice se desintegrou no momento do lançamento e pedaços danificaram o motor número três e também acertaram o motor número dois. Os dois foram forçados a desligar o motor número três e também o motor número um, já que este estava criando torque. Eles fizeram uma descida longa e circular desde nove mil metros usando apenas o motor número 2, conseguindo pousar em segurança.[38]

Armstrong foi piloto de teste para os caças da Série Centenária, incluindo o North American F-100 Super Sabre, McDonnell F-101 Voodoo, Lockheed F-104 Starfighter, Republic F-105 Thunderchief e Convair F-106 Delta Dart. Também voou o Douglas DC-3, Lockheed T-33 Shooting Star, North American F-86 Sabre, McDonnell Douglas F-4 Phantom II, Douglas F5D Skylancer, Boeing B-29 Superfortress, Boeing B-47 Stratojet e Boeing KC-135 Stratotanker.[39] Ele voou em mais de duzentos modelos diferentes de aeronaves no decorrer de sua carreira.[29] Seu primeiro voo em uma avião a foguete foi em 15 de agosto de 1957 dentro do Bell X-1B, chegando a uma altitude de 18,3 quilômetros. O mau projetado trem de pouso dianteiro falhou, como já tinha acontecido várias vezes em voos anteriores. Armstrong também voou no North American X-15 sete vezes,[40] incluindo no primeiro voo do sistema Q-Ball, o primeiro voo da fuselagem X-15 número 3 e o primeiro voo do siste de controle de voo adaptativo MH-96.[41][42] Tornou-se um funcionário da Administração Nacional de Aeronáutica e Espaço (NASA) quando esta foi estabelecida em 1 de outubro de 1958, tendo absorvido a NACA.[43]

Ele se envolveu em vários incidentes que entraram no folclore da Edwards ou foram relatados nas memórias de colegas. Em 20 de abril de 1962, enquanto pilotava o X-15 pela sexta vez para testar o sistema de controle MH-96, Armstrong voou até uma altura de mais de 63 mil metros (o mais alto que chegou antes da Gemini). Ele segurou o nariz da aeronave por muito tempo durante a descida a fim de demonstrar o limitador de força g do MH-96, porém seu X-15 foi rebatido de volta a 43 mil metros. Acabou por passar do seu campo de pouso em Mach 3 a uma altura de trinta mil metros e foi parar 64 quilômetros ao sul da Edwards. Armstrong desceu o suficiente, virou em direção da área de pouso e pousou, por pouco não acertando as árvores de Josué no fim da pista. Foi o mais longo voo do X-15 tanto em tempo de duração e comprimento da pista terrestre.[44]

Armstrong com um X-15-1 depois de um voo de pesquisa em 1960.

Muitos dos pilotos de teste na Edwards elogiaram as habilidades de engenharia de Armstrong. Milton Thompson disse que ele era "o mais tecnicamente capaz dos primeiros pilotos do X-15". William H. Dana afirmou que Armstrong "tinha uma mente que absorvia coisas como uma esponja". Aqueles que voaram pela Força Aérea tinha opiniões diferentes, especialmente pessoas como Charles Yeager e William J. Knight, que não eram formados em engenharia. Knight falou que pilotos-engenheiros voavam de maneira que era "mais mecânica do que é voar", comentando que suas habilidades de voo não eram naturais.[45] Os sete voos de Armstrong no X-15 ocorreram entre 30 de novembro de 1960 e 26 de julho de 1962.[46] Sua velocidade máxima alcançada foi um Mach 5,74 (6420 quilômetros por hora) a bordo do X-15-1, tendo deixado o centro de pesquisa com mais de 2400 horas de voo.[47]

Armstrong teve seu único voo junto com Yeager em 24 de abril de 1962. Seu trabalho era voar um T-33 Shooting Star a fim de avaliar o Lago Seco do Rancho Smith em Nevada como possível local de pouso de emergência para o X-15. Yeager escreveu em sua autobiografia que sabia que o lago não era apropriado para pouso depois de chuvas recentes, porém Armstrong insistiu mesmo assim em voar. Enquanto tentavam apenas pousar sem parar, as rodas da aeronave atolaram e eles precisaram esperar por resgate. Segundo Armstrong, Yeager nunca tentou dissuadi-lo da missão e eles fizeram o primeiro pouso bem sucedido no lago. Então Yeager pediu para que ele fizesse de novo, desta vez mais devagar, e foi desta vez que atolaram, fazendo com que Yeager caísse na gargalhada.[48]

Armstrong se envolveu em 21 de maio no chamado "Caso Nellis". Ele foi enviado em um F-104 Starfighter para inspecionar o Lago Seco Delamar no sul de Nevada, mais uma vez para possíveis pousos de emergência. Armstrong novamente julgou mal sua altitude e não percebeu que seu trem de pouso ainda não tinha se estendido completamente. O trem de pouso começou a se retrair enquanto pousava, assim ele aplicou força total com o objetivo de abortar, porém o estabilizador vertical e a porta do trem de pouso tocaram no solo, danificando o rádio e vazando fluido hidráulico. Armstrong voou para a Base Aérea de Nellis, passou pela torre de controle e balançou suas asas, indicando uma aproximação sem rádio. A perda do fluido hidráulico fez o gancho traseiro se soltar, prendendo-se a uma corrente ancorada no chão e arrastando-a pela pista até parar. Demorou trinta minutos para que a pista fosse liberada e outra corrente fosse colocada no lugar. Armstrong telefonou a base de Edwards e pediu que alguém fosse buscá-lo. Thompson foi enviado na variante F-104B do Starfighter, a única aeronave de dois lugares disponível, porém ele nunca tinha voado nesse avião antes. Thompson conseguiu chegar em Nellis depois de muitas dificuldades, com ventos fortes dificultando o pouso e fazendo com que o pneu esquerdo estourasse. A pista foi fechada outra vez para que pudesse ser limpada, com Dana em seguida partindo para Nellis em um T-33 Shooting Star, porém quase saiu da pista no pouso na hora da chegada. O escritório de operações da base Nellis então decidiu evitar mais problemas, achando que seria melhor encontrar um transporte terrestre para os três pilotos voltarem para Edwards.[49]

Astronauta

Armstrong vestindo um traje espacial de treinamento da Gemini em 2 de março de 1964.

Armstrong foi selecionado em junho de 1958 para o programa Man In Space Soonest da Força Aérea dos Estados Unidos, porém a Agência de Projetos de Pesquisa Avançados cancelou seu financiamento logo em 1 de agosto, sendo suplantada em 5 de novembro pelo Programa Mercury, um projeto civil chefiado pela NASA. Ele não era elegível para se tornar um astronauta na época por ser um piloto de teste civil, já que a seleção estava restrita apenas a pilotos militares.[50][51] Foi escolhido em novembro de 1960 como parte de um grupo consultor de pilotos para o X-20 Dyna-Soar, um programa espacial militar sob desenvolvimento da Boeing para a Força Aérea, com ele sendo selecionado em 15 de março de 1962 como um de sete pilotos-engenheiros que voariam o X-20 Dyna-Soar quando o projeto saísse do papel.[52][53]

A NASA anunciou em abril de 1962 que estava aberta a novas candidaturas para um segundo grupo de astronautas para o Programa Gemini, uma nave espacial de dois lugares. Desta vez, a seleção estava aberta a pilotos de teste civis qualificados.[54] Armstrong visitou a Feira Mundial de Seattle em maio e compareceu a uma conferência sobre exploração espacial co-promovida pela NASA. Ele voltou de Seattle em 4 de junho e candidatou-se para tornar-se um astronauta. Sua candidatura chegou uma semana depois do prazo limite de 1 de junho, porém Dick Day, um especialista de simulação de voo com quem Armstrong tinha trabalhado na Edwards, viu a chegada atrasada da candidatura e a colocou antes de alguém percebesse na pilha junto com as que chegaram no prazo correto.[55] Armstrong, em junho na Base Aérea de Brooks, passou por exames médicos que muitos dos candidatos descreveram como dolorosos e em muitos momentos aparentemente sem sentido.[56]

Donald Slayton, Diretor de Operações de Tripulações de Voo da NASA, convocou Armstrong em 13 de setembro de 1962 e perguntou se ele estava interessado em juntar-se ao Corpo de Astronautas da NASA como parte daquilo que a imprensa estava chamando de "Os Novos Nove"; Armstrong respondeu sim sem hesitar. As seleções foram mantidas em segredo até três dias depois, porém os jornais já estavam relatando desde o início do ano que ele seria escolhido como o "primeiro astronauta civil".[57] Armstrong foi um de dois pilotos civis escolhidos pela NASA para o grupo;[58] o outro foi Elliot See, também um ex-aviador naval.[59] A NASA anunciou oficialmente em 17 de setembro a seleção de seu segundo grupo de astronautas durante uma conferência de imprensa. Comparado aos astronautas dos Sete da Mercury, o segundo grupo era mais jovem e com credenciais acadêmicas mais impressionantes.[56][60]

Programa Gemini

Os primeiros dois anos de Armstrong e do novo grupo na NASA foram dedicados a treinamentos e ao acompanhamento da fabricação dos motores, foguetes e espaçonave que se destinariam aos projetos Gemini e Apollo. Em março de 1966, ele realizou seu primeiro voo ao espaço como comandante da Gemini VIII, em companhia do astronauta David Scott, que anos depois comandaria a Apollo 15 e também pousaria na Lua[61]. A missão, problemática, era a junção no espaço com um foguete Agena não-tripulado, como teste para as futuras missões Apollo, em que a nave de comando precisaria se conectar e se separar do Módulo Lunar Apollo. Problemas de estabilidade no foguete, que começou a rodar sem controle sobre si mesmo após o engate das duas espaçonaves, causaram o aborto e o encerramento mais rápido da missão.[61]

Programa Apollo

Após esta primeira missão, Armstrong, a mulher dele e um grupo de astronautas e dirigentes da NASA acompanharam o Presidente dos Estados Unidos Lyndon Johnson numa viagem de relações públicas pela América do Sul, visitando 11 países e 14 cidades, com Armstrong impressionando por fazer suas saudações aos povos visitados na língua local. No Brasil, ele chegou a falar sobre sua admiração pelos pioneiros experimentos de Alberto Santos Dumont.[62]

Apollo 11

Ver artigo principal: Apollo 11
Câmera de TV externa do Módulo Lunar Eagle mostra Neil Armstrong pisando na Lua.

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Em dezembro de 1968, Donald Slayton, antigo astronauta do Projeto Mercury e então Chefe do Comitê de seleção de astronautas do Projeto Apollo, ofereceu a Armstrong o comando da Apollo 11, a missão que desceria primeiro na Lua. Esta escolha surgiu de uma reunião semanas antes, entre os principais diretores do programa Apollo, que decidiram que Armstrong seria o primeiro na Lua por causa de seu perfil: era parecido com o grande herói americano Charles Lindbergh, um homem de características discretas e essencialmente técnicas, sem grandes egos. Entre seus colegas, era conhecido pelo comportamento equilibrado, muito "sangue frio", característica que fazia dele um astronauta perfeito.

Toda a saga de Armstrong, Aldrin, Michael Collins e do voo pioneiro está contada na história da missão Apollo 11. Sua frase épica, "Este é um pequeno passo para [um] homem, um salto gigantesco para a humanidade" ao pisar pela primeira vez na superfície lunar, é uma das mais conhecidas na história, mas só veio à cabeça de Neil poucos momentos antes de descer da nave, já pousado na Lua.

Além dos importantes experimentos científicos que ali fizeram, ele e o piloto do Módulo Lunar, "Buzz" Aldrin, fincaram na Base da Tranquilidade uma bandeira metálica dos Estados Unidos e colocaram uma placa junto a uma das patas de apoio do Módulo Lunar Eagle, assinada pelos astronautas e pelo presidente americano Richard Nixon: "Aqui os homens do planeta Terra puseram pela primeira vez os pés na Lua, em 20 de julho de 1969. Viemos em paz em nome de toda a Humanidade".[63]

Retorno

Após a volta da Lua e um período de 21 dias de quarentena na Terra, Armstrong e a tripulação da Apollo 11 fizeram uma turnê mundial por dezenas de países, sendo recebidos em triunfo[64], das trincheiras dos soldados americanos no Vietnã à União Soviética, onde foi recebido pelo primeiro-ministro Alexei Kossygin, conheceu a primeira mulher a ir ao espaço, Valentina Tereshkova, e foi o primeiro ocidental a visitar o Centro de Treinamento de Cosmonautas Yuri Gagarin, no Cosmódromo de Baikonur, Cidade das Estrelas, até então um dos locais mais secretos da antiga União Soviética.

Vida após Apollo

Depois de anunciar que não mais iria ao espaço após a saga da Apollo 11, Neil Armstrong retirou-se da NASA em fins de 1970 e tornou-se professor de engenharia aeroespacial na Universidade de Cincinnati, onde permaneceria até 1979.[65] Rejeitou ofertas milionárias de grandes empresas para trabalhar como relações públicas ou em cargos de diretoria, assim como a oferta de todos os partidos políticos que desejavam tê-lo como candidato a qualquer coisa (ao contrário dos ex-astronautas John Glenn e Harrison Schmitt que entraram na política e se elegeram senadores).[64]

Comissões da NASA

Armstrong serviu em duas investigações de acidentes em voos espaciais. A primeira foi em 1970, depois da Apollo 13, onde, como parte do painel de Edgar Cortwright, ele produziu uma cronologia detalhada do voo. Armstrong pessoalmente foi contra a recomendação do relatório de reprojetar os tanques de oxigênio do módulo de serviço, a fonte da explosão.[66] Em 1986, o presidente Ronald Reagan nomeou-o à Rogers Commission que investigou o desastre do ônibus espacial Challenger que ocorreu no mesmo ano. Como vice-presidente, Armstrong era responsável pela parte operacional da comissão.[67]

Homenagens

Armstrong recebe a Medalha de Honra Espacial do Congresso das mãos do presidente Jimmy Carter. Janeiro, 1978.

O último ato de Neil Armstrong na Lua foi depositar na superfície um pequeno memorial com os nomes e as fotografias de Yuri Gagarin, Vladimir Komarov, Virgil Grisson, Ed White e Roger Chaffee, os americanos e soviéticos mortos durante o começo das viagens ao espaço, antes da chegada à Lua. De todos, apenas Gagarin não morreu numa nave espacial, mas num acidente de avião, seis anos após seu histórico voo em abril de 1961.

Em outubro de 1978 recebeu do Presidente dos Estados Unidos, Jimmy Carter, a Medalha de Honra Espacial do Congresso, criada em 1969 para premiar astronautas responsáveis por feitos excepcionais para a nação e a Humanidade, a maior honraria civil outorgada a um astronauta pelo governo norte-americano. Ele foi o primeiro a recebê-la.[68]

Neil Armstrong e Michael Collins condecorados pelo governo brasileiro, 1969. Arquivo Nacional.

Em 1972 foi recebido com emoção e alegria na cidadezinha de Langholm, na Escócia, berço do primeiro clã Armstrong e agraciado com o título de primeiro homem livre do burgo local.

O magistrado-chefe da cidade rasgou então uma lei de 400 anos de idade, que condenava à forca qualquer Armstrong encontrado na cidade, motivo pelo qual os Armstrong emigraram para os Estados Unidos ainda na época das caravelas.[69]

Existe uma pequena cratera na Lua, cerca de 50 km do local de onde alunissou a Apollo 11, e um asteroide, o 6469 Armstrong, batizados em sua homenagem.[65]

Vida pessoal

Armstrong durante uma palestra no Centro Espacial Kennedy, em 1999, na comemoração dos 30 anos do primeiro pouso na Lua.

Casado pela segunda vez, Neil Armstrong levava uma vida discreta, aparecendo somente em solenidades do governo americano relativas a tecnologia espacial e em palestras sobre o passado e o futuro da conquista do espaço. Há algum tempo, mostrou desânimo pelo fato da exploração espacial ter saído do interesse das grandes massas, depois da falta de continuidade de voos tripulados pelo homem para fora da órbita terrestre, sendo inclusive relegada a um segundo plano no currículo estudantil dos Estados Unidos: "O decepcionante é que, anos atrás, eu costumava ouvir que éramos citados nas aulas de Ciência. Hoje, eles dizem que aprendem sobre a Apollo 11 nas aulas de História".[70]

Em 1994 Armstrong processou a maior empresa de cartões de crédito da América por usar sua histórica frase ("este é um pequeno passo…") em cartões e decorações de árvores de natal e nunca mais deu autógrafos desde que descobriu que o site E-bay vendia, por quantias de até 50.000 dólares, objetos em mãos de colecionadores autografados por ele e pela tripulação da Apollo 11 e até falsificações vendidas como verdadeiras.[64]

Em maio de 2005 envolveu-se num dos mais inéditos casos de processo por direitos autorais que se conhecem, com seu barbeiro de mais de 20 anos, Marx Sizemore. Depois de cortar os cabelos de Neil, o barbeiro vendeu por U$ 3000 as mechas do cabelo cortado a um fanático colecionador, sem o consentimento ou conhecimento de Armstrong e foi obrigado pelo tribunal a devolver o cabelo ou o dinheiro. Sem ter como reaver os restos de cabelo, Sizemore devolveu os três mil dólares que Armstrong doou à caridade.[71]

Conhecido por ser um recluso e avesso à publicidade, certa vez Armstrong consentiu em estrelar um comercial de televisão para a Chrysler. Sua razão para isso foi por respeitar a história da engenharia da empresa e para ajudá-la a sair das dificuldades financeiras em que se encontrava.[72]

Neil Armstrong foi membro da Ordem DeMolay.[73]

Morte

Em 7 de agosto, Armstrong foi submetido a uma cirurgia cardíaca de emergência, após terem sido encontrados quatro obstruções em suas artérias coronárias. A partir de então esteve em recuperação num hospital em Cincinnati, cidade onde morava com a sua mulher[64]. No dia 25 de agosto de 2012, não resistindo a complicações relacionadas com as recentes intervenções cirúrgicas, acabou falecendo em Cincinnati, no estado de Ohio, aos 82 anos de idade.[74] O corpo de Neil Armstrong foi cremado, e suas cinzas lançadas no Oceano Atlântico[75] por sua viúva para fora do navio USS Philippine Sea.

Referências

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