Quebec

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Canadá Quebec

Québec (francês)

 
  Província  
Bandeira de Quebec
Bandeira
Brasão de armas de Quebec
Brasão de armas
Lema: Je me souviens
(do francês: Eu me lembro)
Confederação 1 de julho de 1867 (1.°)
Capital Quebec
Maior Cidade Montreal
Administração
- Tipo Monarquia constitucional
- Premier François Legault
- Tenente-governador J. Michel Doyon
Área
- Total 1 542 056 km²
- Terra 1 365 128 km²
 - Água 176 928 km²
População (2016)
 - Total 8 164 361 [1]
    • Densidade 6 hab./km²
Informações
- PIB nominal C$ 380.972 bilhões (2.°)
- PIB per capita C$ 46,126 (10.°)
- IDH (2017) 0,912 – muito alto[2]
- Fuso horário UTC-5 e UTC-4
Código postal G, H, J
Língua oficial Francês[3]
Abreviação Postal QC
Código ISO 3166 CA-QC
Membros do Parlamento 78 de 338 (23,1%)
Membros do Senado 24 de 105 (22,9%)
Website www.gouv.qc.ca

Quebec ou Quebeque[4][5] (em francês: Québec)[6] é uma das dez províncias do Canadá. É limitado a oeste por Ontário e pelas águas da Baía de James e da Baía de Hudson, ao norte pelo Estreito de Hudson e pela Baía de Ungava, a leste pelo Golfo de São Lourenço e pela província de Terra Nova e Labrador, e ao sul pela província de New Brunswick e pelos estados americanos do Maine, New Hampshire, Vermont e Nova Iorque. Também compartilha fronteiras marítimas com Nunavut, Ilha do Príncipe Eduardo e Nova Escócia. Quebec é a maior província do Canadá por extensão territorial e a segunda maior divisão administrativa do país, apenas o território de Nunavut é maior. A província de Quebec é historicamente e politicamente considerada parte do Canadá Central juntamente com Ontário.

Quebec é a segunda província mais populosa do Canadá, depois de Ontário.[7] É a única a ter uma população predominantemente francófona, sendo o francês a única língua oficial a nível provincial. A maioria dos habitantes vive em áreas urbanas perto do rio São Lourenço, entre Montreal e a Cidade de Quebec, a capital. Aproximadamente metade dos moradores da província vive na Grande Montreal, incluindo a Ilha de Montreal. As comunidades anglófonas e as instituições de língua inglesa estão concentradas no oeste da ilha de Montreal, mas também estão significativamente presentes nas regiões de Outaouais, Municipios Orientais e Gaspé. A região do norte do Quebec, que ocupa a metade norte da província, é escassamente povoada e habitada principalmente pelos povos aborígines.[8]

O clima ao redor das grandes cidades é continental, com invernos frios e nevados e com verões quentes e geralmente úmidos, mas as temporadas de inverno mais longas dominam e como resultado as áreas setentrionais da província são marcadas por condições de tundra.[9] Mesmo no centro do Quebec, em latitudes comparativamente mais ao sul, os invernos são severos em áreas do interior.

Os debates sobre a independência do Quebec desempenharam um grande papel na política da província. Os governos do Partido Quebequense realizaram referendos sobre soberania em 1980 e 1995. Embora nenhum dos dois tenha passado, o referendo de 1995 teve a maior participação eleitoral na história do Quebec, mais de 93%, e só falhou por menos de 1% dos votos.[10] Em 2006, a Câmara dos Comuns do Canadá aprovou uma moção simbólica reconhecendo o "Quebec como uma nação dentro de um Canadá unido".[11][12]

Embora os recursos naturais substanciais da província sejam, há muito tempo, a base de sua economia, setores da economia do conhecimento, como o aeroespacial, as tecnologias da informação e comunicação, a biotecnologia e a indústria farmacêutica também desempenham papeis importantes na economia. Todas essas indústrias contribuíram para ajudar Quebec a se tornar uma província economicamente influente dentro do Canadá, perdendo apenas para Ontário na produção econômica.[13]

Etimologia e mudanças territoriais[editar | editar código-fonte]

A chegada de Samuel de Champlain, pai da Nova França, no local onde atualmente se encontra a Cidade de Quebec.

O termo "Québec", que vem da palavra algonquina kébec, que significa "onde o rio se estreita", originalmente se referia à área em torno da cidade de Quebec, onde o rio São Lourenço se estreita para um caminho cheio de pedras. As primeiras variações na grafia do nome incluíram Québecq (Levasseur, 1601) e Kébec (Lescarbot, 1609).[14] O explorador francês Samuel de Champlain escolheu o nome Québec em 1608 para o posto colonial que usaria como sede administrativa da colônia francesa da Nova França.[15] A província é por vezes referida como "La belle province" (em português: "A bela província").

A Província de Quebec foi fundada na Proclamação Real de 1763, depois que o Tratado de Paris transferiu formalmente a colônia francesa do Canadá para a Grã-Bretanha após a Guerra dos Sete Anos.[16] A proclamação restringiu a província a uma área ao longo das margens do rio São Lourenço. A Lei de Quebec de 1774 expandiu o território da província para incluir os Grandes Lagos e o vale do rio Ohio e ao sul da Terra de Rupert, restaurando mais ou menos as fronteiras anteriormente existentes sob o domínio francês antes da conquista em 1760.[17] O Tratado de Paris (1783) cedeu territórios ao sul dos Grandes Lagos para os Estados Unidos.[18] Após o Ato Constitucional de 1791, o território foi dividido entre o Canadá Inferior (atual Quebec) e o Canadá Superior (atual Ontário), com cada um recebendo uma assembleia legislativa eleita.[19] Em 1840, eles se tornaram o Canadá Oriental e o Canadá Ocidental depois que o Parlamento Britânico unificou as regiões formando o que chamaram de Província do Canadá. Este território foi redividido formado as província de Quebec e Ontário na Confederação do Canadá em 1867.[20] Cada uma das regiões se tornou uma das primeiras quatro províncias.

Em 1870, o Canadá comprou a Terra de Rupert da Companhia da Baía de Hudson e nas próximas décadas o Parlamento do Canadá transferiu para Quebec partes desse território, o que triplicou o tamanho da província.[21] Em 1898, o Parlamento Canadense aprovou a primeira Lei de Extensão do Limite de Quebec que expandiu as fronteiras provinciais para o norte, incluindo as terras dos povos aborígines locais.[22] Isto foi seguido pela adição do Distrito de Ungava através da Lei de Extensão das Fronteiras do Quebec de 1912 que acrescentou as terras mais setentrionais dos inuítes, criando a atual província de Quebec.[22] Em 1927, a fronteira entre Quebec e Terra Nova e Labrador foi estabelecida pelo Comitê Judiciário Britânico do Conselho Privado. Quebec oficialmente contesta esses novos limites territoriais.[23]

História[editar | editar código-fonte]

Povos indígenas e exploração europeia[editar | editar código-fonte]

Lagos glaciais Agassiz e Ojibway.

Na época do primeiro contato europeu e posterior colonização, as nações indígenas algonquiana, iroquesa e inuíte controlavam o que hoje é o Quebec. Seus estilos de vida e culturas refletiam a terra em que viviam. Algonquianos organizados em sete entidades políticas viviam vidas nômades com base na caça, coleta e pesca no terreno acidentado do Escudo Canadense (na Baía de James os povos cree, innu, algonquinos) e nas Montanhas Apalaches (os povos mi'kmaq e abenaki).[24] Os povos iroqueses de São Lourenço (um ramo dos iroqueses), viviam vidas mais estabelecidas, cultivando milho, feijão e abóbora nos férteis solos do Vale de São Lourenço. Eles parecem ter sido posteriormente suplantados pela nação mohawk.[25] Os inuítes até hoje continuam a pescar e caçar baleias e focas no severo clima ártico ao longo das costas da Baía de Hudson e da Baía de Ungava.[26] Essas pessoas trocavam pele e comida e às vezes guerreavam com outras nações indígenas.

Nova França[editar | editar código-fonte]

Uma representação de Jacques Cartier, de Théophile Hamel, 1844.

Por volta de 1522-1523, o navegador italiano Giovanni da Verrazzano persuadiu o rei Francisco I da França a encomendar uma expedição para encontrar uma rota ocidental para Catai (China). Em 1534, o explorador bretão Jacques Cartier plantou uma cruz na Península de Gaspé e reivindicou a terra em nome do rei Francisco I. Foi a primeira província da Nova França. No entanto, as tentativas iniciais francesas de colonizar a região tiveram um fracasso. Os navios de pesca franceses, no entanto, continuaram a navegar para a costa do Atlântico e para o rio São Lourenço, fazendo alianças com as Primeiras Nações que se tornariam importantes quando a França começasse a ocupar a terra.[27]

Três chefes da nação indígena dos hurões de Quebec. A Nova França tinha em grande parte relações pacíficas com os povos indígenas, como seus aliados, o hurões. Após a derrota dos hurões por seus inimigos mútuos, os iroqueses fugiram de Ontário para Quebec.

Samuel de Champlain fez parte de uma expedição de 1603 da França que viajou para o rio São Lourenço.[28] Em 1608, ele retornou como chefe de um partido de exploração e fundou a cidade de Quebec com a intenção de tornar a área parte do império colonial francês. A Habitation de Québec de Champlain, construída como um posto permanente de comércio de pele, era onde ele iria forjar um comércio e, finalmente, uma aliança militar, com as nações algonquina e hurão.[29] As Primeiras Nações trocavam peles por muitas mercadorias francesas, como objetos de metal, armas, álcool e roupas.

Coureurs des bois, voyageurs e missionários católicos usavam canoas para explorar o interior do continente norte-americano.[30] Estabeleceram fortes de comércio de pele nos Grandes Lagos, na Baía de Hudson, no rio Ohio e rio Mississipi, bem como no rio Saskatchewan e no rio Missouri.[31]

Depois de 1627, o rei Luís XIII da França permitiu que a Companhia da Nova França introduzisse o sistema senhorial e proibisse a colonização na Nova França por outros que não fossem católicos romanos.[32]

Em 1629 houve a rendição de Quebec, sem batalha, a corsários ingleses liderados por David Kirke durante a Guerra Anglo-Francesa. No entanto, Samuel de Champlain argumentou que a tomada das terras pelos ingleses era ilegal, pois a guerra já havia terminado, ele trabalhou para que as terras voltassem para a França. Como parte das negociações em andamento de sua saída da Guerra Anglo-Francesa, em 1632 o rei inglês Charles concordou em devolver as terras em troca de que Luís XIII pagasse o dote de sua esposa. Estes termos foram assinados em lei com o Tratado de Saint-Germain-en-Laye. As terras em Quebec e Acadia foram devolvidas à Companhia da Nova França.

A Nova França tornou-se uma Província Real em 1663 sob o rei Luís XIV da França com um Conselho Soberano que incluía o intendente Jean Talon.[33] A população cresceu lentamente sob o domínio francês,[34] assim permaneceu relativamente baixa, como o crescimento foi em grande parte alcançado através de nascimentos naturais, em vez de pela imigração.[35] Para incentivar o crescimento da população e corrigir o grave desequilíbrio entre homens e mulheres solteiros, o rei Luís XIV patrocinou a passagem de aproximadamente 800 jovens francesas (conhecidas como les filles du roi) para a colônia. A maioria dos franceses do local eram agricultores, e a taxa de crescimento populacional entre os próprios colonos era muito alta.[36]

Guerra dos Sete Anos e capitulação da Nova França[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Guerra dos Sete Anos

As autoridades da Nova França se tornaram mais agressivas em seus esforços para expulsar comerciantes e colonos britânicos do Vale do Ohio. Eles começaram a construção de uma série de fortificações para proteger a área.[37] Em 1754, George Washington lançou um ataque surpresa contra um grupo de soldados canadenses que dormia nas primeiras horas da manhã. Chegou numa época em que nenhuma declaração de guerra havia sido emitida por nenhum dos dois países. Esta agressão nas fronteiras preparou o cenário para a Guerra Franco-Indígena, uma designação dos Estados Unidos; no Canadá é geralmente chamada de a Guerra dos Sete Anos, embora os franco-canadenses a chamem de La guerre de la Conquête (em português: A Guerra da Conquista) na América do Norte.[38][39] Em 1756, a França e a Grã-Bretanha estavam combatendo na Guerra dos Sete Anos em todo o mundo. Em 1758, os britânicos atacaram a Nova França por via marítima e tomaram o forte francês em Louisbourg.

Em 13 de setembro de 1759, as forças britânicas do general James Wolfe derrotaram as do general francês Louis-Joseph de Montcalm, nas planícies de Abraão, fora da Cidade de Quebec. Com exceção das pequenas ilhas de Saint Pierre e Miquelon, localizadas na costa da Terra Nova, a França cedeu suas possessões norte-americanas à Grã-Bretanha através do Tratado de Paris (1763) em favor da conquista da ilha de Guadalupe por sua então lucrativa indústria canavieira. A Proclamação Real Britânica de 1763 renomeou o Canadá (parte da Nova França) como a Província de Quebec.

Ato de Quebec[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Ato de Quebec
A província de Quebec em 1774.

Com a agitação crescendo nas colônias ao sul, que um dia se tornaria a Revolução Americana, os britânicos estavam preocupados que os franco-canadenses pudessem apoiar a crescente rebelião. Naquela época, os franco-canadenses formaram a vasta maioria da população da província de Quebec (mais de 99%) e a imigração britânica não estava indo bem. Para garantir a lealdade dos cerca de 90.000 canadenses de língua francesa à coroa britânica, o primeiro governador James Murray e o último governador Guy Carleton promoveram a necessidade de mudança. Havia também uma necessidade de compromisso entre as demandas conflitantes dos súditos canadenses francófonos e os dos súditos britânicos recém-chegados. Esses esforços dos governadores coloniais acabaram resultando na promulgação do Ato de Quebec em 1774.[40]

O Ato de Quebec proporcionou ao povo quebequense sua primeira Carta de Direitos e abriu o caminho para o posterior reconhecimento oficial da língua francesa e da cultura francesa na província. O ato também permitiu que os falantes de francês, conhecidos como "Canadiens", mantivessem a lei civil francesa e sancionassem a liberdade de religião, permitindo que a Igreja Católica Romana permanecesse, um dos primeiros casos na história da liberdade de prática religiosa sancionada pelo Estado.[41]

Efeitos da Revolução Americana[editar | editar código-fonte]

Embora o Ato de Quebec não tivesse relação com os acontecimentos de Boston em 1773 e não fosse considerado um dos Atos Intoleráveis, o momento de sua passagem levou os colonos britânicos ao sul a acreditar que fazia parte do programa puní-los. O Ato de Quebec ofendeu uma variedade de grupos de interesse nas colônias britânicas. Os especuladores de terras e colonos se opuseram à transferência de terras ocidentais anteriormente reivindicadas pelas colônias para um governo não representativo. Muitos temiam o estabelecimento do catolicismo em Quebec e que os franco-canadenses estavam sendo cortejados para ajudar a oprimir os americanos britânicos.[42]

Defesa de Quebec de um ataque americano durante a Batalha de Quebec em dezembro de 1775.

Em 27 de junho de 1775, o general George Washington e seu exército continental invadiram o Canadá em uma tentativa de conquistar Quebec. Reforços britânicos subiram o rio São Lourenço em maio de 1776, e a Batalha de Trois-Rivières se transformou em um desastre para os americanos. O exército retirou-se para Ticonderoga. Embora tenha sido dada alguma ajuda aos americanos pelos habitantes locais, o governador de Carleton puniu os simpatizantes americanos e o apoio público à causa americana chegou ao fim. Em 1778, Frederick Haldimand substituiu Guy Carleton como governador de Quebec. A chegada de 10.000 lealistas ao Quebec em 1784 destruiu o equilíbrio político que Haldimand (e Carleton antes dele) havia trabalhado tão duro para conseguir. O crescente número de ingleses encorajou-os a fazer maiores exigências de reconhecimento com o governo colonial.[43] Para restaurar a estabilidade de sua maior colônia norte-americana remanescente, o rei George III enviou Carleton de volta a Quebec para remediar a situação.[44]

Em dez anos, o Quebec passou por uma mudança dramática. O que tinha funcionado para Carleton em 1774 provavelmente não teve sucesso em 1784. Especificamente, não havia possibilidade de restaurar o equilíbrio político anterior, havia simplesmente muitos ingleses dispostos a negociar com os 145 mil canadenses ou seu governador colonial. A situação pedia uma abordagem mais criativa para resolver os problemas.[45]

Separação da Província de Quebec[editar | editar código-fonte]

Um Plano da Parte Habitada da Província de Quebec, c. 1785 por James Peachey. Coleção Peter Winkworth. Biblioteca e Arquivos Canadá, e000756679

Os lealistas logo solicitaram que o governo fosse autorizado a usar o sistema legal britânico ao qual estavam acostumados nas colônias americanas. A criação do Alto e do Baixo Canadá, em 1791, permitiu que a maioria dos legalistas vivesse sob as leis e instituições britânicas, enquanto a população de língua francesa do Baixo Canadá podia manter sua conhecida lei civil francesa e a religião católica.[46] Portanto, o governador Haldimand (por sugestão de Carleton) atraiu legalistas para longe da Cidade de Quebec e Montreal, oferecendo terra livre na costa norte do Lago Ontário para qualquer um que desejasse jurar lealdade a George III. Os legalistas receberam assim concessões de terra de 81 hectares por pessoa. Basicamente, essa abordagem foi projetada com a intenção de manter os falantes de francês e de inglês o mais distantes possível. Portanto, após a separação da Província de Quebec, o Baixo Canadá e o Alto Canadá foram formados, cada um com seu próprio governo.[45]

Rebelião no Baixo Canadá[editar | editar código-fonte]

O incêndio dos Edifícios do Parlamento em Montreal ocorreu na noite de 25 de abril de 1849.

Em 1837, os moradores do Baixo Canadá (liderados por Louis-Joseph Papineau e Robert Nelson) formaram um grupo de resistência armada para buscar o fim do controle unilateral dos governantes britânicos.[47] Eles fizeram uma Declaração de Direitos com igualdade para todos os cidadãos sem discriminação e uma Declaração de Independência do Baixo Canadá em 1838.[48] Suas ações resultaram em rebeliões no Baixo e no Alto Canadá. Um exército britânico despreparado teve que mobilizar a milícia; as forças rebeldes conseguiram uma vitória em Saint-Denis, mas logo foram derrotadas.

Após as rebeliões, Lord Durham foi convidado a realizar um estudo e preparar um relatório sobre o assunto e oferecer uma solução para o Parlamento Britânico avaliar.[49] Após o relatório de Durham,[49] o governo britânico fundiu as duas províncias coloniais na chamada Província do Canadá em 1840 com o Ato de União. As duas colônias permaneceram distintas em administração, eleição e leis.

Em 1848, Baldwin e LaFontaine, aliados e líderes do Partido Reformista, foram convidados por Lord Elgin para formar uma administração juntos sob a nova política de governo responsável. A língua francesa posteriormente recuperou o status legal no Legislativo.[50]

Confederação canadense[editar | editar código-fonte]

Na década de 1860, os delegados das colônias da América do Norte Britânica (que incluia o Canadá, Nova Brunswick, Nova Escócia, Ilha do Príncipe Eduardo e Terra Nova) reuniram-se em uma série de conferências para discutir o status autogovernado de uma nova confederação. A primeira Conferência de Charlottetown teve lugar em Charlottetown, na Ilha do Príncipe Eduardo, seguida pela Conferência de Quebec na Cidade de Quebec, que levou a uma delegação indo a Londres na Inglaterra, para apresentar uma proposta de união nacional.[51]

Como resultado dessas deliberações, em 1867, o Parlamento do Reino Unido aprovou os Atos da América do Norte Britânica, prevendo a confederação da maioria dessas províncias. A antiga Província do Canadá foi dividida em duas partes anteriores, que se tornaram as províncias de Ontário (Canadá Superior) e Quebec (Canadá Inferior). Nova Brunswick e Nova Escócia juntaram-se a Ontário e Quebec no novo Domínio do Canadá. As outras províncias então se juntaram à Confederação, uma após a outra: Manitoba e os Territórios do Noroeste em 1870, Colúmbia Britânica em 1871, Ilha do Príncipe Eduardo em 1873, Yukon em 1898, Alberta e Saskatchewan em 1905, Terra Nova em 1949 e finalmente Nunavut em 1999.[52]

Primeira e Segunda Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Quando a Grã-Bretanha declarou guerra em 4 de agosto de 1914, o Canadá foi automaticamente envolvido como um domínio. Cerca de 6.000 voluntários do Quebec participaram da frente europeia. Embora a reação ao alistamento fosse favorável na parte inglesa do Canadá, a ideia era profundamente impopular em Quebec. A crise de recrutamento de 1917 fez muito para destacar as divisões entre os canadenses de língua francesa e inglesa.

Durante a Segunda Guerra Mundial, a participação do Quebec foi mais importante, mas levou à crise de recrutamento de 1944 e à oposição. Muitos quebequenses lutaram contra o poder do eixo entre 1939 e 1945 com o envolvimento de muitos regimentos francófonos, como Les Fusiliers Mont-Royal, o Régiment de la Chaudière e muitos mais.

Revolução Tranquila[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Revolução Tranquila
Adélard Godbout implementou um programa de legislação progressista que estabeleceu as bases para a Revolução Tranqüila

O governo conservador de Maurice Duplessis e sua Union Nationale dominaram a política de Quebec de 1944 a 1959 com o apoio da Igreja Católica.[53] Pierre Trudeau e outros liberais formaram uma oposição intelectual ao regime de Duplessis, estabelecendo as bases para a Revolução Tranquila sob os liberais de Jean Lesage. A Revolução Tranquila foi um período de dramática mudança social e política que viu o declínio da anglo-supremacia na economia de Quebec,[54] o declínio da influência da Igreja Católica Romana,[10] a formação de companhias hidroelétricas sob a Hydro-Québec,[54] além do surgimento de um movimento pró-soberania sob o governo do ex-ministro liberal René Lévesque.

Crise de Outubro[editar | editar código-fonte]

A partir de 1963, um grupo paramilitar que ficou conhecido como Front de libération du Québec (FLQ) lançou um programa de propaganda e terrorismo de uma década que incluía atentados a bomba, assaltos e ataques dirigidos principalmente a instituições inglesas,[55] resultando em pelo menos cinco mortes. Em 1970, suas atividades culminaram em eventos referidos como a Crise de Outubro, quando James Cross, o comissário de comércio britânico para o Canadá, foi sequestrado juntamente com Pierre Laporte, um ministro provincial e vice-premier.[56] Laporte foi estrangulado com seu próprio rosário alguns dias depois. Em seu manifesto publicado, os militantes declararam: "No próximo ano, Bourassa terá que enfrentar a realidade; 100.000 trabalhadores revolucionários, armados e organizados". A pedido do premier Robert Bourassa, o primeiro-ministro Pierre Trudeau invocou o Ato de Medidas de Guerra.

Partido Quebequense e unidade nacional[editar | editar código-fonte]

Em 1977, o recém-eleito governo do Partido Quebequense de René Lévesque apresentou a Carta da Língua Francesa, que definiu o francês como a única língua oficial do Quebec em áreas de jurisdição provincial.[57]

Lévesque e seu partido participaram das eleições de 1970 e de 1973 em Quebec, sob uma plataforma que separaria o Quebec do resto do Canadá. O partido não conseguiu ganhar o controle da Assembleia Nacional de Quebec ambas as vezes (embora sua parcela de votos tenha aumentado de 23% para 30%) e Lévesque foi derrotado em ambas as vezes nas eleições que ele disputou.[58] Na campanha eleitoral de 1976, ele suavizou sua mensagem prometendo um referendo (plebiscito) sobre a associação de soberania em vez da separação total, pela qual Quebec teria independência na maioria das funções do governo, mas compartilharia algumas outras, como uma moeda comum, com o resto do Canadá. Em 15 de novembro de 1976, Lévesque e o Partido Quebequense conquistaram o controle do governo provincial pela primeira vez. A questão da soberania-associação foi colocada antes dos eleitores no referendo de Quebec em 1980. Durante a campanha, Pierre Trudeau prometeu em uma votação dizer "não" a um voto para reformar o Canadá. Trudeau defendeu a patriação da Constituição do Canadá no Reino Unido. O documento constitucional existente, a Lei Britânica da América do Norte, só poderia ser alterada pelo Parlamento do Reino Unido a pedido do Parlamento Canadense.

Os resultados do referendo de Quebec de 1995 por distrito. Vermelho escuro significa majoritariamente "não", enquanto azul escuro significa majoritariamente "sim".

Sessenta por cento do eleitorado de Quebec votou contra a proposta de associação de soberania.[59] As pesquisas mostraram que a esmagadora maioria dos quebequenses ingleses e imigrantes votaram contra, e que os quebequenses franceses estavam quase igualmente divididos, com os eleitores mais velhos menos favoráveis e os eleitores mais jovens mais a favor. Após sua derrota no plebiscito, Lévesque voltou a Ottawa para começar a negociar uma nova constituição com Trudeau, seu ministro da Justiça Jean Chrétien e os outros nove primeiros provinciais. Lévesque insistiu que Quebec fosse capaz de vetar quaisquer futuras emendas constitucionais. As negociações rapidamente chegaram a um impasse. Quebec é a única província que não concordou com a patriação da Constituição Canadense em 1982.[60]

Nos anos seguintes, duas tentativas foram feitas para obter a aprovação do Quebec para a constituição. O primeiro foi o Acordo do Lago Meech de 1987, que foi finalmente abandonado em 1990, quando a província de Manitoba não o passou dentro do prazo estabelecido. O premier de Terra Nova, Clyde Wells, expressou sua oposição ao acordo, mas, com o fracasso em Manitoba, o voto a favor ou contra Meech nunca ocorreu em sua província. Isso levou à formação do Partido Soberano do Bloco Quebequense em Ottawa sob a liderança de Lucien Bouchard, que havia renunciado ao gabinete federal.[61] A segunda tentativa, o Acordo de Charlottetown de 1992, também não conseguiu ganhar força. Este resultado causou uma cisão no Partido Liberal de Quebec que levou à formação do novo partido Ação Democrática liderado por Mario Dumont e Jean Allaire.

Em 30 de outubro de 1995, com o Partido Quebequense de volta ao poder desde 1994, ocorreu um segundo referendo sobre a soberania. Desta vez, foi rejeitado por uma pequena maioria (50,6% votarão NÃO e 49,4% votarão SIM).[62]

Status especial[editar | editar código-fonte]

Dada a herança da província e a influência do francês (única entre as províncias canadenses), tem havido debates no Canadá sobre o status único (statut particulier) de Quebec e seu povo, total ou parcialmente. Tentativas anteriores de emendar a constituição canadense para reconhecer Quebec como uma "sociedade distinta" (referindo-se à singularidade da província dentro do Canadá em relação a lei, idioma e cultura) não tiveram sucesso, no entanto, o governo federal do primeiro-ministro Jean Chrétien endossaria mais tarde o reconhecimento de Quebec como uma sociedade distinta.[63]

Em 30 de outubro de 2003, a Assembleia Nacional de Quebec votou unanimemente para afirmar "que o povo de Quebec forma uma nação". Em 27 de novembro de 2006, a Câmara dos Comuns aprovou uma moção simbólica movida pelo primeiro-ministro Stephen Harper declarando "que esta Câmara reconhece que os quebequenses formam uma nação dentro de um Canadá unido".[64][65][66] No entanto, há um debate considerável e incerteza sobre o que isso quer dizer.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Mapa do Quebec

Localizado na parte leste do Canadá, e (de uma perspectiva histórica e política) parte do Canadá Central, Quebec ocupa um território quase três vezes do tamanho da França ou do Texas, a maioria dos quais é muito pouco povoada.[67] Sua topografia é muito diferente de uma região para outra devido à composição variada do solo, o clima (latitude e altitude) e a proximidade com a água. A planície de São Lourenço e os Apalaches são as duas principais regiões topográficas no sul de Quebec, enquanto o Escudo Canadense ocupa a maior parte do centro e do norte da província.[68]

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

Quebec tem uma das maiores reservas mundiais de água doce, ocupando 12% de sua superfície. Tem 3% da água doce renovável do mundo e apenas 0,1% da sua população.[69] Mais de 500 mil lagos, incluindo 30 com uma área superior a 250 quilômetros quadrados, e 4500 rios que despejam suas torrentes no Oceano Atlântico, através do Golfo de São Lourenço e do Oceano Ártico, e pelas baías de James, Hudson e Ungava. O maior corpo de água do interior da província é o Reservatório de Caniapiscau, criado na realização do Projeto da Baía de James para produzir energia hidrelétrica. O lago Mistassini é o maior lago natural do Quebec.[70]

Quedas d'água de Michel no rio Ashuapmushuan em Saint-Félicien e Saguenay-Lac-Saint-Jean.

O rio São Lourenço tem alguns dos maiores portos continentais do Atlântico, em Montreal (a maior cidade da província), Trois-Rivières e Cidade de Quebec (a capital). Seu acesso ao Oceano Atlântico e ao interior da América do Norte fez dele a base da exploração e da colonização francesa nos séculos XVII e XVIII. Desde 1959, o canal de São Lourenço fornece uma ligação navegável entre o Oceano Atlântico e os Grandes Lagos. A nordeste da Cidade de Quebec, o rio se expande para o maior estuário do mundo, o local de alimentação de inúmeras espécies de baleias, peixes e aves marinhas.[71] O rio deságua no Golfo de São Lourenço. Este ambiente marinho sustenta a pesca e portos menores nas regiões de Bas-Saint-Laurent, Côte-Nord e Gaspé. O rio São Lourenço com o seu estuário constituiu a base do desenvolvimento do Quebec através dos séculos.

Topografia[editar | editar código-fonte]

Rio Jacques-Cartier

O ponto mais alto de Quebec, a 1652 metros, é o Mont d'Iberville, localizado na fronteira com Terra Nova e Labrador, na parte nordeste da província.[72] A região fisiográfica mais populosa é a Basses-terres du Saint-Laurent, que se estende para nordeste a partir da porção sudoeste da província ao longo das margens do rio São Lourenço até a região da Cidade de Quebec, limitada ao norte pelos Montes Laurentides e ao sul pelos Apalaches. Abrange principalmente as áreas de Centre-du-Québec, Laval, Montérégie e Montreal, e as regiões do sul de Capitale-Nationale, Lanaudière, Laurentides e Mauricie, inclui a ilha Anticosti e outras pequenas ilhas,[73] além da ecorregião das florestas baixas do Golfo de São Lourenço.[74] Sua paisagem é baixa e plana, exceto por afloramentos ígneos isolados perto de Montreal, antigamente cobertos pelas águas do Lago Champlain. As colinas de Oka também se erguem da planície. Geologicamente, as terras baixas formavam um vale há cerca de 100 milhões de anos e são propensas a terremotos frequentes e significativos.[68] As camadas mais recentes de rochas sedimentares foram formadas no leito marinho do antigo mar no final da última era glacial, cerca de 14000 anos atrás.[75] A combinação de solos ricos e facilmente aráveis e o clima relativamente quente dessa parte do Quebec faz deste vale a área agrícola mais prolífica da província. As florestas fornecem a maior parte da safra de xarope de bordo da primavera no Canadá. A parte rural da paisagem é dividida em trechos de terra retangulares estreitos que se estendem do rio e remontam do século XVII.

Mais de 95% do território do Quebec fica no Escudo Canadense. Geralmente, é um terreno montanhoso bastante plano e exposto, intercalado com pontos mais altos, como os Montes Laurentides, no sul de Quebec, as montanhas Otish, no centro de Quebec, e as montanhas Torngat, perto da Baía de Ungava. A topografia do Escudo foi moldada por glaciares das sucessivas eras glaciais, o que explica os depósitos glaciais de pedregulhos, cascalho e areia, e por água do mar e lagos pós-glaciais que deixaram para trás depósitos espessos de argila em partes do Escudo. O Escudo Canadense também possui uma complexa rede hidrológica de talvez um milhão de lagos, pântanos, córregos e rios. É rica em recursos florestais, minerais e hidrelétricos que são um dos pilares da economia do Quebec. Indústrias primárias sustentam pequenas cidades nas regiões de Abitibi-Témiscamingue, Saguenay-Lac-Saint-Jean e Côte-Nord.

Resorte Mont Tremblant, nos Montes Laurentides.

A Península do Labrador é coberta pelo Escudo Canadense,[76] pontilhada por montanhas como as montanhas Otish. A Península de Ungava é composta principalmente pelas montanhas D'Youville, montanhas Puvirnituq e pela cratera Pingualuit. Enquanto a altitude baixa e média predomina no oeste de Quebec até o extremo norte, altas montanhas emergem na região da Capitale-Nationale para o extremo leste, ao longo de sua longitude. Na porção da Península do Labrador, a região do extremo norte de Nunavik inclui a Península de Ungava e consiste de tundra ártica plana, que é habitada principalmente pelos povos inuítes. Mais ao sul estão a taiga subártica e a floresta boreal do Escudo Central, onde abetos, pinheiros e choupos fornecem matéria-prima para as indústrias de papel, celulose e de madeira do Quebec. Embora a área seja habitada principalmente pelas Primeiras Nações dos povos cree, naskapi e innu, milhares de trabalhadores temporários residem em Radisson para atender ao maciço Projeto Hidrelétrico da Baía de James nos rios La Grande e Eastmain. A porção sul do Escudo se estende até os montes Laurentides, uma cadeia de montanhas ao norte, que atrai turistas locais e internacionais para colinas de esqui e resorts à beira de lagos.

A região dos Apalaches do Quebec tem uma estreita faixa de montanhas antigas ao longo da fronteira sudeste da província. Os Apalaches são na verdade uma enorme cadeia que se estende do Alabama até a Terra Nova. No meio, atravessa Quebec cerca de 800 quilômetros, das colinas de Montérégie até a Península Gaspé. No oeste de Quebec, a altitude média é de cerca de 500 metros, enquanto na Península de Gaspé, os picos dos Apalaches estão entre os mais altos do Quebec, excedendo os 1000 metros.

Clima[editar | editar código-fonte]

Tipos climáticos do Quebec segundo Köppen.
Baie-Saint-Paul durante o inverno.
Cidade de Quebec, no inverno.

A província do Quebec possui três regiões climáticas principais. O sul e o oeste de Quebec, incluindo a maioria dos principais centros populacionais, têm um clima continental úmido (tipo Dfb na classificação climática de Köppen) com quatro estações definidas, com temperaturas frescas e ocasionalmente verões quentes e úmidos e invernos frequentemente muito frios e com muita neve.[77] As principais influências climáticas são as do oeste e do norte do Canadá, que se movem para o leste, e as do sul e centro dos Estados Unidos que se movem para o norte. Devido à influência de ambos os sistemas de tempestades do centro da América do Norte e do Oceano Atlântico, a precipitação é abundante ao longo do ano, com a maioria das áreas recebendo mais de 1.000 milímetros de precipitação, incluindo mais de 300 centímetros de neve em muitas áreas.[78] Durante o verão, padrões climáticos severos (como tornados e trovoadas severas) ocorrem ocasionalmente.[79] A maior parte do centro de Quebec tem um clima subártico (tipo Dfc segundo Köppen), onde os invernos são longos, muito frios e nevados, e estão entre os mais frios no leste do Canadá, enquanto os verões são quentes, mas muito curtos, devido à maior latitude e à maior influência das massas de ar do Ártico. A precipitação também é um pouco menor do que mo sul, exceto em algumas das elevações mais altas. As regiões do norte do Quebec têm um clima de tundra (tipo ET, segundo Köppen), com invernos muito frios e verões curtos e frios. As principais influências nesta região são as correntes do Oceano Ártico (como a Corrente de Labrador) e as massas de ar continentais do Alto Ártico.

As quatro estações do calendário em Quebec são primavera, verão, outono e inverno, com condições diferentes por região. Elas são então diferenciadas de acordo com a insolação, temperatura e precipitação de neve e chuva.[80]

Na Cidade de Quebec, a duração da luz do dia varia entre 8h37 em dezembro e 15h50 em junho, a variação anual é muito maior (de 4h54 às 19h29) no extremo norte da província.[81] De zonas temperadas aos territórios do Extremo Norte, o brilho varia com a latitude, assim como também depende das auroras e o sol da meia-noite.

Quebec é dividido em quatro zonas climáticas: ártica, subártica, continental úmida e leste marítima. Do sul ao norte, as temperaturas médias variam no verão entre 25 e 5° C e, no inverno, entre -10 e -25° C.[82][83] Em períodos de calor e frio intensos, as temperaturas podem chegar a 35° C no verão e −40° C durante o inverno em Quebec,[84] elas podem variar dependendo do ambiente, humidade e resfriamento do vento.

O recorde da maior precipitação de inverno de todos os tempos foi registrado no inverno de 2007–2008, com mais de cinco metros de neve em áreas da Cidade de Quebec,[85] enquanto a quantidade média recebida por inverno é de cerca de três metros.[86] Em março de 1971, no entanto, viu-se a "tempestade de neve do século" com mais de 40 centímetros em Montreal e 80 centímetros em muitas regiões do sul de Quebec em um período de 24 horas. Além disso, o inverno de 2010 foi o mais quente e seco registrado em mais de 60 anos.[87]

Temperatura média máxima e mínima diária para locais selecionados em Quebec[88]
Local Julho Janeiro
Mínima Máxima Mínima Máxima
Montreal 16 26 −14 −5
Gatineau 15 26 −15 −6
Cidade de Quebec 13 25 −18 −8
Trois-Rivières 14 25 −17 −7
Sherbrooke 11 24 −18 −6
Saguenay 12 24 −21 −10
Matagami 9 23 −26 −13
Kuujjuaq 6 17 −29 −20
Inukjuak 5 13 −28 −21

Fauna[editar | editar código-fonte]

A vida selvagem terrestre de grande porte é composta principalmente por veados-de-cauda-branca, alces, bois-almiscarados, renas, ursos-negros e ursos-polares. A vida selvagem de porte médio inclui o puma, o coiote, o lobo oriental, o lince, a raposa do ártico, a raposa-vermelha, etc. Os pequenos animais vistos incluem mais comumente o esquilo-cinzento, a lebre-americana, a marmota, o gambá, o guaxinim, o esquilo e o castor-canadense.

A coruja-das-neves, é um ave oficial no Quebec

A biodiversidade do estuário e do Golfo do Rio São Lourenço consiste de uma fauna de mamíferos aquáticos,[89] dos quais a maioria sobe pelo estuário do Parque Nacional Marítimo Saguenay - São Lourenço até a Île d'Orléans, como a baleia-azul, a beluga, a baleia-anã e a foca. Entre os animais marinhos nórdicos, dois são particularmente importantes e devem ser citados: a morsa e o narval.[90]

As águas interiores são povoadas por pequenos e grandes espécies de peixes de água doce, como o achigã, o lúcio-americano o picão-verde, o Acipenser oxyrinchus, o lúcio-almiscarado, o bacalhau-do-atlântico, o truta do ártico, a truta, o Microgadus tomcod, o salmão-do-atlântico, a truta arco-íris, etc.[91]

Entre os pássaros comumente vistos na parte habitada do sul de Quebec, há o robin-americano, o pardal, o pássaro-preto-da-asa-vermelha, o pato-real, o zanate comum, o gralha-azul, o corvo-americano, o chapim-preto, alguns toutinegras e andorinhas, o estorninho e o pombo-da-rocha, os dois últimos tendo sido introduzidos em Quebec e são encontrados principalmente em áreas urbanas. A fauna aviária inclui aves de rapina como a águia-real, o falcão-peregrino, a coruja-das-neves e a águia-careca. As aves marinhas e semi-aquáticas observadas em Quebec são principalmente o ganso-canadense,[92] o corvo-marinho-de-orelhas, o ganso-patola, a gaivota-prateada, a garça-azul-grande, o grou-canadiano, o papagaio-do-mar e o mobelha-grande.[93] Muitas outras espécies de animais selvagens terrestres, marítimos ou aviários são vistos em Quebec, mas a maioria das espécies específicas de Quebec e as espécies mais comumente vistas estão listadas acima.[94][95]

A Fundação de Vida Selvagem do Quebec e o Centro de Dados sobre o Patrimônio Natural de Quebec (CDPNQ)[96] são as principais agências que trabalham com oficiais para a conservação da vida selvagem na província.

Flora[editar | editar código-fonte]

Dada a geologia da província e seus diferentes climas, há um número estabelecido de grandes áreas de vegetação em Quebec. Essas áreas, listadas em ordem do extremo norte ao extremo sul, são: a tundra, a taiga, a floresta boreal canadense (coníferas), a floresta mista e a floresta decídua.[97]

Na borda da Baía de Ungava e do Estreito de Hudson está a tundra, cuja flora é limitada a uma vegetação baixa de líquen com menos de 50 dias de crescimento por ano. A vegetação da tundra sobrevive a uma temperatura média anual de -8° C. A tundra cobre mais de 24% da área do Quebec.[97] Mais ao sul, o clima é propício para o crescimento da floresta boreal canadense, delimitada ao norte pela taiga.

As diferentes áreas florestais do Quebec.

Não tão árida quanto a tundra, a taiga está associada às regiões subárticas do Escudo Canadense e é caracterizada por um maior número de espécies de plantas (600) e de animais (206),[98] muitas das quais vivem lá durante o ano todo. A taiga cobre cerca de 20% da área total do Quebec.[97] A floresta boreal canadense é a mais setentrional e mais abundante das três áreas florestais em Quebec, que se estende pelo Escudo Canadense e pelas planícies superiores da província. Dado um clima mais quente, a diversidade de organismos também é maior, uma vez que existem cerca de 850 espécies de plantas e 280 espécies de vertebrados. A floresta boreal canadense cobre 27% da área do Quebec.[97] A floresta mista é uma zona de transição entre a floresta boreal canadense e a floresta decídua. Em virtude de sua natureza transitória, esta área contém uma diversidade de habitats, resultando em um grande número de espécies de plantas (1000) e vertebrados (350), apesar das temperaturas relativamente baixas. A ecozona da floresta mista cobre 11,5% da área de Quebec e é característica de áreas dos Montes Laurentindes, dos Apalaches e das florestas de planícies orientais.[98] A terceira área florestal mais setentrional é caracterizada por florestas decíduas. Devido ao seu clima (temperatura média anual de 7° C), é nesta área que se encontra a maior diversidade de espécies, incluindo mais de 1600 plantas vasculares e 440 vertebrados. Sua estação de crescimento relativamente longa dura quase 200 dias e seus solos férteis fazem dela o centro da atividade agrícola e, portanto, da urbanização de Quebec. A maioria da população de Quebec vive nesta área de vegetação, quase inteiramente ao longo das margens do rio São Lourenço. As florestas estacionais cobrem aproximadamente 6,6% da área do Quebec.[97]

A área florestal total do Quebec é estimada em 750.300 quilômetros quadrados.[99] De Abitibi-Témiscamingue até Côte-Nord, a floresta é composta principalmente de árvores coníferas como o pinheiro, o abeto-branco e o abeto-negro. Algumas espécies de árvores caducifólias, como a bétula, aparecem mais ao sul. A floresta caducifólia das Terras Baixas de São Lourenço é composta principalmente por espécies caducifólias como o bordo-açucareiro, o bordo-vermelho, a cinza-americana, a faia-americana, a nogueira-branca, o olmo-americano, a tilia-americana, a nogueira e o carvalho-vermelho-do-norte, bem como algumas coníferas, como o pinheiro-branco-oriental e o tuia-vulgar. As áreas de distribuição do vidoeiro de papel, o álamo-tremedor e as cinzas cobrem mais da metade do território do Quebec.[100]

Demografia[editar | editar código-fonte]

População histórica
AnoPop.±%
1851892 061—    
18611 111 566+24.6%
18711 191 516+7.2%
18811 359 027+14.1%
18911 488 535+9.5%
19011 648 898+10.8%
19112 005 776+21.6%
19212 360 665+17.7%
19312 874 255+21.8%
19413 331 882+15.9%
19514 055 681+21.7%
19564 628 378+14.1%
19615 259 211+13.6%
19665 780 845+9.9%
19716 027 765+4.3%
19766 234 445+3.4%
19816 438 403+3.3%
19866 532 460+1.5%
19916 895 963+5.6%
19967 138 795+3.5%
20017 237 479+1.4%
20067 546 131+4.3%
20117 903 001+4.7%
20168 164 361+3.3%
Fonte: Statistics Canada[101][102]


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Etnias do Quebec.[103]

  Brancos (87.2%)
  Asiáticos (4.0%)
  Negros (3.2%)
  Árabes (2.2%)
  Aborígenes (1.8%)
  Latinos (1.5%)
  Outros (0.1%)

No censo canadense de 2016, o Quebec tinha uma população de 8.164.361 habitantes em 3.531.663 de seus 3.858.943 domicílios, uma variação de 3,3% em relação à população no censo de 2011, que era de 7.903.001. Com uma área de terra de 1.356.625 quilômetros quadrados, a província tinha uma densidade populacional de 6,0 habitantes por quilômetro quadrado em 2016. Em 2013, a Statistics Canada estimou a população da província em 8.155.334.[104]

Com 1,69 filhos por mulher, a taxa de fertilidade de Quebec em 2011 estava acima da taxa do Canadá, que era de 1,61,[105] e era maior do que na virada do século XXI. No entanto, ainda está abaixo da taxa de fertilidade de substituição de 2,1. Isso contrasta com suas taxas de fertilidade antes de 1960, que estavam entre as mais altas de qualquer sociedade industrializada. Embora Quebec seja o lar de apenas 24% da população do Canadá, o número de adoções internacionais em Quebec é o mais alto de todas as províncias do Canadá. Em 2001, 42% das adoções internacionais no Canadá foram realizadas em Quebec. Em 2012, a população do Quebec chegou a 8 milhões, e está projetada para atingir 9,2 milhões em 2056.[106] A expectativa de vida em Quebec atingiu um novo recorde em 2011, com uma expectativa de 78,6 anos para homens e 83,2 anos para mulheres, o que dá a Quebec a terceira maior expectativa de vida entre as províncias canadenses, atrás das da Colúmbia Britânica e Ontário.[105]

Etnias[editar | editar código-fonte]

Origem étnica População Porcentagem
Canadenses 4.474.115 60,1%
Franceses 2.151.655 28,8%
Irlandeses 406.085 5,5%
Italianos 299.655 4,0%
Ingleses 245.155 3,3%
Aborígenes 219.815 3,0%
Escoceses 202.515 2,7%
Quebequenses 140.075 1,9%
Alemães 131.795 1,8%
Chineses 91.900 1,24%
Haitianos 91.435 1,23%

As porcentagens são calculadas como uma proporção do número total de entrevistados (7.435.905) e podem totalizar mais de 100% devido a respostas duplas. Apenas grupos com 1% ou mais dos entrevistados são exibidos.[107]

O censo de 2006 contou com uma população aborígene total de 108.425 (1,5%), incluindo 65.085 índios norte-americanos (0,9%), 27.985 métis (0,4%) e 10.950 inuítes (0,15%). Deve-se notar, no entanto, que há uma significante subcontagem, já que muitas dos maiores grupos indígenas regularmente se recusam a participar dos censos canadenses por razões políticas em relação à questão da soberania aborígene. Em particular, as maiores reservas de iroqueses e mohawks não foram contadas.[108]

Quase 9% da população do Quebec pertence a um grupo minoritário visível. Esta é uma porcentagem menor do que a da Colúmbia Britânica, Ontário, Alberta e Manitoba, mas superior à das outras cinco províncias. A maioria das minorias visíveis no Quebec vive em ou perto de Montreal.[108]

Minorias visívies[editar | editar código-fonte]

Minoria População Porcentagem
Minoria visível total 654.355 8,8%
Haitianos 188.070 2,5%
Árabes 109.020 1,5%
Latino-americanos 89.505 1,2%
Chineses 79.830 1,1%
Sul-asiáticos 72.845 1,0%
Sudeste-asiáticos 50.455 0,7%

Religiões[editar | editar código-fonte]

Quebec é única entre as províncias canadenses cuja população é majoritariamente católica romana, embora recentemente com baixa frequência à igreja. Este é um legado dos tempos coloniais, quando apenas os católicos romanos foram autorizados a se estabelecer na Nova França.[109] O censo de 2001 mostrou que a população era 90,3% cristã (em contraste com 77% para todo o país), com 83,4% de católicos (incluindo 83,2% de católicos romanos); 4,7% de cristãos protestantes (incluindo 1,2% de anglicanos, 0,7% da igreja unida; e 0,5% de batistas); 1,4% de cristãos ortodoxos (incluindo 0,7% ortodoxos gregos); e 0,8% outros cristãos; bem como 1,5% muçulmanos; 1,3% judeus; 0,6% budistas; 0,3% hindus; e 0,1% sikh. Um adicional de 5,8% da população disse que não tinha afiliação religiosa (incluindo 5,6% que afirmaram não ter religião alguma).[110]

Línguas[editar | editar código-fonte]

Mapa linguístico do Quebec.
Legenda:
  Maioria fala francês, menos de 33% fala inglês
  Maioria fala francês, mais de 33% fala inglês
  Maioria fala inglês, menos de 33% fala francês
  Maioria fala inglês, mais de 33% fala francês
  Maioria fala línguas indígenas
  Sem dados

A língua oficial do Quebec é o francês. Quebec é a única província canadense cuja população é majoritariamente francófona, cerca de 6.102.210 pessoas (78,1% da população) registraram como sendo sua única língua nativa no censo de 2011, e 6.249.085 (80,0%) registraram que era a língua que eles mais falavam frequentemente em casa.[111] O conhecimento do francês é difundido mesmo entre aqueles que não falam nativamente. Em 2011, cerca de 94,4% da população total relatou ser capaz de falar francês, sozinho ou em combinação com outras línguas, enquanto 47,3% relataram ser capaz de falar o inglês.[111]

Em 2011, 599.230 pessoas (7,7% da população) em Quebec declararam que o inglês era sua língua materna e 767.415 (9,8%) o usavam mais frequentemente como língua materna.[111] A comunidade anglófona têm direito a serviços em inglês nas áreas de justiça, saúde e educação,[112] serviços em inglês são oferecidos em municípios nos quais mais da metade dos residentes têm o inglês como língua materna. Os alófones (pessoas cuja língua materna não é nem francesa nem inglesa) compunham 12,3% (961.700) da população, segundo o censo de 2011, embora um número menor, 554.400 (7,1%), usasse essas línguas em casa.[111]

Um número considerável de moradores de Quebec considera-se bilíngue em francês e inglês. Em Quebec, cerca de 42,6% da população (3.328.725 pessoas) relatam conhecer ambas as línguas, essa é a maior proporção de bilíngues de qualquer província canadense.[111] Uma área específica do Cinturão Bilíngue chamada Ilha Oeste de Montreal, representada pelo distrito eleitoral federal de Lac-Saint-Louis, é a área mais bilíngue da província: 72,8% de seus residentes afirmam saber inglês e francês de acordo com o censo mais recente.[113] Em contraste, no resto do Canadá, em 2006, apenas cerca de 10,2% (2.430.990) da população tinham conhecimento de ambos os idiomas oficiais do país. Ao todo, 17,5% dos canadenses são bilíngues em francês e inglês.[111]

Em 2011, os idiomas de língua materna mais comuns na província foram os seguintes:

Língua Número de

falantes

Porcentagem
Francês 6.102.210 78%
Inglês 599.230 7,7%
Árabe 164.390 2%
Espanhol 141.000 1,8%
Italiano 121.720 1,6%

A seguir, os crioulos (0,8%), chineses (0,6%), gregos (0,5%), portugueses (0,5%), romenos (0,4%), vietnamitas (0,3%) e russos (0,3%). Além disso, 152.820 (2,0%) relataram ter mais de um idioma nativo.[111]

O inglês não é designado como idioma oficial pela lei de Quebec. No entanto, tanto o inglês quanto o francês são exigidos pelo Ato constitucional de 1867, para a promulgação de leis e regulamentos, e qualquer pessoa pode usar o inglês ou o francês na Assembleia Nacional e nos tribunais. Os livros e registos da Assembleia Nacional também devem ser mantidos em ambas as línguas.[114][115] Até 1969, o Quebec era a única província oficialmente bilíngue no Canadá e a maioria das instituições públicas funcionava em ambos os idiomas. O Inglês também era usado na legislatura, comissões do governo e tribunais.

Desde a década de 1970, outras línguas além do francês nos letreiros comerciais só foram permitidas se o francês receber uma proeminência marcante. Esta lei tem sido objeto de controvérsia periódica desde a sua criação. As formas escritas dos nomes de lugares franceses no Canadá mantêm seus sinais diacríticos, como acentos sobre as vogais no texto em inglês. Exceções legítimas são Montreal e Quebec. No entanto, as formas acentuadas são cada vez mais evidentes em algumas publicações. O Canadian Style afirma que Montréal e Québec (a cidade) devem manter seu acento em documentos federais ingleses.

Regiões administrativas[editar | editar código-fonte]

Regiões de Quebec
Ver artigo principal: Lista de regiões do Quebec

Oficialmente a província do Quebec é dividida em 17 regiões administrativas.[109] Antigamente as regiões administrativas foram usadas para organizar a prestação de serviços do governo provincial, hoje, as regiões são usadas como divisões censitárias pela Statistic Canada. A região de Montreal, com mais de 1.942.044 habitantes, é mais povoada das 17 regiões do Quebec, enquanto a região de Nord-du-Québec, com apenas 44.561 pessoas, é a menos povoada da província. Outras regiões com grande população (superior a 500.000) inclue as regiões de Montérégie, com 1.507.070 habitantes, Capitale-Nationale, com 729.997 habitantes e Laurentides, com mais de 589,400 pessoas.[109]

Centros urbanos[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lista de cidades do Quebec

Embora os termos "city" (que em inglês significa: cidade com uma população considerável) e "town" (que significa: pequena cidade) sejam usados no nome da categoria devido ao uso comum em inglês, Quebec não contém nenhuma "city" sob a sua lei atual; esta lista inclui todos as "villes", independentemente de serem referidas como "cities" ou "towns" por falantes de inglês.[116]

15 maiores centros urbanos do Quebec[117][118]
Posição Metrópole Região População
1 Montreal Montréal 3.824.221
2 Cidade de Quebec Capitale-Nationale 765.706
3 Gatineau Outaouais 314.501
4 Sherbrooke Estrie 201.890
5 Saguenay Saguenay–Lac-Saint-Jean 157.790
6 Trois-Rivières Mauricie 151.773
7 Saint-Jean-sur-Richelieu Montérégie 92.394
8 Drummondville Centre-du-Québec 88.480
9 Granby Montérégie 77.077
10 Saint-Hyacinthe Montérégie 56.794
11 Shawinigan Mauricie 55.009
12 Rimouski Bas-Saint-Laurent 50.912
13 Sorel-Tracy Montérégie 47.772
14 Joliette Lanaudière 46.932
15 Victoriaville Centre-du-Québec 46.354

Economia[editar | editar código-fonte]

No começo de sua história colonial, a economia do Quebec estava baseada principalmente na caça e comércio de peles de animais — especialmente a de castores. A partir do século XIX, a agricultura passou a ser a fonte de renda mais importante da província. No começo do século XX, a mineração e a indústria tornaram-se a maior fonte de renda do Quebec, sendo superadas pelo setor de comércio e serviços a partir da década de 1950. Atualmente, a economia do Quebec é bastante variada, e possui importância vital na economia canadense. Quebec é um importante centro econômico do Canadá, sendo a segunda província com o maior PIB entre as províncias canadenses (280 bilhões de dólares canadenses), só perdendo para Ontário.

O setor primário é responsável por 2% do PIB da província, A região do vale do Rio São Lourenço é uma fértil zona agrícola. O Quebec também é rico em florestas (coníferas), que fazem da indústria madeireira uma das mais importantes da província. A agricultura e a pecuária respondem por 1% do PIB da província, e empregam juntas aproximadamente 62 mil pessoas. O Quebec possui cerca de 30 mil fazendas que cobrem cerca de 2,5% da província. A pesca e a silvicultura respondem juntas por 1% do PIB da província, e empregando no total aproximadamente 22 mil pessoas.

O setor secundário é responsável por 30% do PIB do Quebec. A indústria de manufatura é a principal fonte de renda da província. A região metropolitana de Montreal é o segundo maior pólo industrial do Canadá, atrás somente de Toronto. Na região metropolitana de Montreal estão localizadas importantes indústrias de alta tecnologia — com destaque para a indústria de aviação, com o fabricante de aviões Bombardier, a fabricante de turbinas Pratt & Whitney e a fabricante de simuladores aeronáuticos CAE. A indústria de manufatura responde por 24% do PIB do Quebec, e emprega mais de 660 mil pessoas. A indústria de construção responde por 5% do PIB do Quebec e emprega cerca de 27 mil pessoas. A mineração emprega aproximadamente 18 mil pessoas e responde por 1% do PIB do Quebec.

O setor terciário é responsável por 68% do PIB do Quebec. Serviços pessoais e comunitários respondem por 22% do PIB da província, e empregam mais de 1,3 milhões de pessoas. Serviços financeiros e imobiliários respondem por 16% do PIB do Quebec, e empregam aproximadamente 183 mil pessoas. Montreal é o segundo maior pólo financeiro do Canadá. Está atrás somente de Toronto. O comércio por atacado e varejo responde por 12% do PIB do Quebec, e emprega cerca de 553 mil pessoas.

O turismo é uma importante fonte de renda no Quebec. As principais cidades turísticas da província são Montreal, a Cidade de Quebec, Mont-Tremblant e Gatineau. A província recebe centenas de milhares de turistas todo ano, a maioria dos quais vem de outras províncias do Canadá ou dos Estados Unidos. O Quebec é a segunda província que mais recebe turistas estrangeiros, perdendo somente para Ontário.

Transportes e telecomunicações respondem por 9% do PIB da província, empregando cerca de 320 mil pessoas. Montreal é o maior centro ferroviário e rodoviário do Canadá, o segundo maior centro portuário e o terceiro maior centro aeroportuário do Canadá. Serviços governamentais respondem por 6% do PIB do Quebec e empregam cerca de 207 mil pessoas. Utilidades públicas respondem por 3% do PIB da província, empregando cerca de 27 mil pessoas.

Cerca de 95% da eletricidade gerada e consumida no Quebec é gerada por usinas hidrelétricas, geridas pela Hydro-Québec. A grande quantidade de rios, lagos e terrenos acidentados em geral presente no Quebec propiciou a criação de diversas grandes hidrelétricas ao longo da província. Os 5% restantes são geradas em usinas termoelétricas a óleo ou com gás natural. O Quebec gera muito mais eletricidade do que consome. O excesso (cerca de 25% de toda a eletricidade gerada na província) é exportado para os Estados Unidos. Quebec exporta mais do que qualquer outra província canadense.

Política[editar | editar código-fonte]

O parlamento do Quebec, na capital da província, a Cidade de Quebec.

O Tenente-Governador representa a Rainha Isabel II como Chefe de Estado do Quebec. O chefe do governo, em prática, e também maior oficial do Poder Executivo da província, é o Premier, ou premier ministre em francês, governador ou primeiro-ministro em português, a pessoa que lidera o partido político com mais cadeiras na Assemblée Nationale, a Assembleia provincial. O governador do Quebec preside sobre um Conselho Executivo, que é o Gabinete da província. O gabinete é formado por 25 diferentes ministros, como o Ministro da Educação, da Economia, do Trabalho, etc, e renuncia se perde o suporte da maioria dos membros do poder Legislativo do Quebec.

O Poder Legislativo do Quebec é a Assemblée Nationale (Assembleia Nacional) que é composta por 125 membros. Cada um dos membros da Assembleia é eleito pela população de um dos 125 diferentes distritos eleitorais da província, para mandatos de até cinco anos de duração. Se o Tenente-Governador dissolver a Assembleia antes destes cinco anos, a pedido do governador, todos precisam concorrer às eleições novamente. Não há limite de termos que uma pessoa pode exercer. Até 1968, o Poder Legislativo do Quebec era bicameral, composto por uma Assembleia Legislativa e por um Conselho Legislativo. Neste ano, a última foi abolida, e a Assembleia Legislativa tornou-se a Assembleia Nacional.

A maior corte do Poder Judiciário do Quebec é a Cour d'appel du Québec. Esta é composta de 20 juízes, um deles escolhido por estes juízes para atuar como chefe de justiça. A Suprema Corte do Quebec é a segunda maior corte da província, e é composta por 143 juízes diferentes. Todos os juízes da Cour d'appel e da Suprema Corte são escolhidos pelo governador do Quebec e aprovados simbolicamente pelo Tenente-Governador. Os juízes continuam a exercer seus ofícios até os 75 anos de idade. O Poder Judiciário do Quebec é baseado no Código Civil Napoleônico, ao contrário de todas as outras províncias canadenses, baseadas na Common Law britânica.

O Quebec é dividido em 17 distintas regiões administrativas. Estas, por sua vez, estão divididas em regionalidades municipais e em municípios (ou cidades, em francêsville). Ao contrário do restante do Canadá, o Quebec não possui cidades primárias ou secundárias (cities e towns). Ville pode significar tanto uma cidade primária (city) quanto uma cidade secundária (town). A província não possui vilas. Todos os municípios do Quebec são oficialmente cidades. Basta a presença de uma sede de município para que uma área urbana seja considerada uma cidade, independente do seu número de habitantes — como é de praxe no Brasil, e diferentemente do resto do Canadá, onde uma área urbana precisa ter aproximadamente dois a cinco mil habitantes para ser considerada uma cidade. As cidades do Quebec são governadas por um prefeito e por um Conselho Municipal formado por ao menos seis membros, todos eleitos pela população da cidade. Impostos são responsáveis por cerca de 80% de toda a receita do orçamento do governo do Quebec. O resto provém de verbas recebidas do governo federal e de empréstimos. A região tem estado sempre em conflito com o governo pela independência.[119]

Educação[editar | editar código-fonte]

O sistema de educação do Quebec é presidido pelo ministro da Educação do Quebec. Este sistema possui algumas diferenças com os sistemas provinciais de educação do resto do Canadá.

No Quebec, todas as crianças morando na província são obrigadas a frequentar, no sistema escolar público, escolas que ensinam apenas em francês. Exceções incluem adolescentes que fizeram de seus estudos em inglês e no Canadá, filhos de pais que tiveram seus estudos em inglês e no Canadá, filhos de pais cujos irmãos/irmãs estão estudando em inglês no Canadá, ou se o pai das crianças optar por colocá-las no ensino privado. Atendimento escolar é compulsório para todas as crianças e adolescentes com mais de seis anos de idade, até a conclusão do segundo grau ou até os dezesseis anos de idade.

Em 2006, cerca de 17% das crianças da província estudavam em escolas privadas, a taxa mais alta do Canadá — escolas privadas são inclusive frequentadas por estudantes de classe média baixa. Escolas privadas são subsidiadas pelo governo do Quebec. No total, são 13 séries de ensino — treze anos de estudo — um a mais do que no resto do Canadá. Em 1999, as escolas públicas da província atenderam cerca de 1,023 milhões de estudantes, empregando aproximadamente 63 mil professores. Escolas privadas atenderam cerca de 102,6 mil estudantes, empregando aproximadamente 5,6 mil professores. O sistema de escolas públicas da província consumiu cerca de 7,75 bilhões de dólares canadenses, e o gasto das escolas públicas por estudante é de aproximadamente 6,9 mil dólares canadenses.

O Quebec é conhecido pelas suas instituições de ensino superior de qualidade, e, especialmente, de baixo custo — pois o ensino superior é pesadamente subsidiado pela província, mais do que no resto do país. Estudantes podem optar por estudar em universidades ou em CEGEPs, faculdades. Montreal possui quatro grandes universidades, e a cidade possui a maior percentagem (em relação à sua população) de estudantes universitários da América do Norte.

Transportes e telecomunicações[editar | editar código-fonte]

Via expressa em Montreal.

Antigas estradas construídas na Nova França chamavam-se Les Chemins du Roi ("As Estradas do Rei", em português). A primeira delas foi construída no começo do século XVII, e conectava Montreal com a Cidade de Quebec. Atualmente, a província é o maior pólo de transportes do Canadá, com o maior centro de transportes sendo Montreal.

O sistema rodoviário do Quebec caracteriza-se pelo seu sistema rodoviário de auto-routes. Auto-routes são rodovias primárias, chamadas no restante do país de highways. O Quebec possui cerca de 30 mil quilômetros de vias públicas na província, dos quais 90% deles são pavimentados e 2 881 são auto-routes. Montreal — o maior centro rodoviário do Canadá — e a Cidade de Quebec são os principais pólos ferroviários do Quebec. O Quebec possui cerca de oito mil quilômetros de ferrovias, que se concentram em Montreal, o maior centro ferroviário do Canadá, e na Cidade de Quebec.

Montreal é o maior centro portuário do leste canadense, o segundo maior do país do mundo e um dos principais da América do Norte. A construção do Canal de Lachine, em 1825, e, posteriormente, do South Shore Canal, em 1970, permitiu a passagem de grandes navios transatlânticos ao porto da cidade; e o Canal do Rio São Lourenço permitiu a esses navios passagem segura aos Grandes Lagos. Além de Montreal, existem outros 65 portos que movimentam algum degrau de carga e passageiros na província. Os portos mais importantes, além o de Montreal, são o da Cidade de Quebec, Baie-Comeau, Trois-Rivières e Sept-Îles. Estes portos são mantidos livres de gelo no inverno.

Três grandes aeroportos estão localizados no Quebec. Dois estão na região metropolitana de Montreal: o Aeroporto Internacional Pierre Elliott Trudeau, em Dorval — o terceiro mais movimentado do país, com seus 9,5 milhões de passageiros anuais — e o Aeroporto Internacional de Mirabel, em Mirabel — que movimenta apenas aviões de carga. Outro aeroporto internacional está localizado na Cidade de Quebec, o Aeroporto Internacional Jean Lesage.

O primeiro jornal publicado no Quebec foi o Québec City Gazette, publicado pela primeira vez em 1764, na Cidade de Quebec, publicado em inglês e em francês. Este jornal ainda é publicado em tempos atuais, sob o nome de Quebec Chronicle-Telegraph, tendo sido publicado somente em inglês a partir de 1842 (e mudado de nome para seu nome atual em 1884). O The Gazette of Montreal, o jornal publicado em francês de maior circulação no continente americano, foi fundado em 1778, em Montreal, sob o nome de La Gazette du Commerce et Litteraire. São publicados atualmente no Quebec cerca de 250 jornais diferentes — primariamente em francês ou em inglês, mas algumas em chinês, italiano ou outros idiomas, na região metropolitana de Montreal.

A primeira transmissão de rádio no Canadá foi realizada no Quebec, em Montreal. A primeira estação de rádio da província — e do país — foi fundada em 1920, em Montreal, pela mesma companhia que havia realizado a primeira transmissão de rádio do Canadá. A primeira estação de televisão do Quebec foi fundada em 1952, em Montreal. Atualmente, o Quebec possui cerca de 175 estações de rádio e 15 estações de televisão, que possuem sua programação primariamente em francês. Muitas das estações, porém, possuem sua programação em inglês ou mesmo em outros idiomas, como chinês e italiano, por exemplo, especialmente na região metropolitana de Montreal.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A bandeira do Quebec, a Fleurdelisé.
Iris versicolor.

Os quebequenses, um povo que também vive em minoria no resto do Canadá e no norte dos Estados Unidos, consideram o Quebec sua terra natal. Os quebequenses são a maior população francófona das Américas. Os laços históricos e culturais com a França fazem com que muitos considerem o Quebec seja diferente do restante do Canadá.

O padroeiro da província é São João Batista. A Saint-Jean-Baptiste é realizada todo ano em 24 de junho, e é considerada o Dia Nacional do Quebec, oficialmente, chamado de Fête nationale du Québec (Feriado nacional do Quebeque) desde 1977. A música Gens du pays, escrita e composta por Gilles Vigneault, é muitas vezes vista como o hino não oficial da província.

O Quebec é por vezes chamado de La Belle Province, que significa em português "A Bela Província". Até o fim da década de 1970, esta frase era mostrada nas placas de licenças de veículos em geral. Desde então, a frase foi substituída pelo lema oficial da província, Je me souviens, que significa "Eu me lembro". Um debate comum na cultura popular, tanto entre os canadenses anglófonos quanto para os francófonos, é sobre o que é que está a ser lembrado.

Símbolos da província[editar | editar código-fonte]

  • Bandeira: La Fleurdelisé. A bandeira é azul, com duas faixas, uma horizontal e outra vertical, que cruzam-se no meio da bandeira, e que a dividem em quatro partes iguais.
  • Lema: O lema do Quebec é Je me souviens, que significa em português "Eu me lembro". Esse lema está inscrito dentro da Assembleia legislativa da província e nas placas de licenciamento de veículos.
  • Brasão de armas: O brasão de armas foi criado em 26 de maio de 1868, e modificado posteriormente pelo governo do Quebec em 9 de dezembro de 1939. Caracteriza-se por um grande escudo, dividido em três linhas horizontais. A linha do alto é azul e possui três flores-de-lis. A linha do meio é vermelha e possui um leão dourado, símbolo dos ingleses. A terceira linha é amarela e possui três maple leaves, um símbolo do Canadá. Acima do escudo está inscrito uma coroa real — símbolo da realeza da Inglaterra — e embaixo do escudo, uma faixa prateada, onde está inscrito o lema do Quebec, Je me souviens.
  • Selo: Le Grand Sceau du Québec.
  • Emblema: Flor-de-lis, um símbolo tradicional da França real.
  • Flor: Iris versicolor
  • Pássaro: Bubo scandiacus

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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