Universidade Federal do Amazonas

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Universidade Federal do Amazonas
UFAM
Lema In universa scientia veritas - (A ciência como verdade universal)
Fundação 17 de janeiro de 1909 (107 anos)
Tipo de instituição Pública federal
Localização Manaus(sede), Amazonas
Reitor(a) Márcia Perales
Graduação 26 038[1]
Campus
Afiliações CRUB, RENEX
Orçamento anual 545 838 521,27 (2014)[2]
Página oficial http://portal.ufam.edu.br/

A Universidade Federal do Amazonas (UFAM) é uma instituição de ensino superior pública brasileira, sendo a maior universidade do estado do Amazonas e uma das principais da Região Norte do Brasil.[3] É a instituição de ensino superior mais antiga do Brasil,[4] originando-se da Escola Universitária Livre de Manáos, fundada em 17 de janeiro de 1909.[5] Mesmo com a extinção da Escola, permaneceu a Faculdade de Direito, que deu continuidade ao modelo atual do centro universitário. O fato foi registrado em 1995 no Guinness Book, o livro dos recordes.[6]

A instituição é a única de caráter pública federal existente no Amazonas. O campus principal da universidade situa-se em Manaus, constituindo-se no maior fragmento florestal urbano do Brasil dedicado à uma instituição superior de ensino, além de ser o terceiro no mundo, com 6.700.000 metros quadrados. A Universidade Federal do Amazonas possui, em sua rede de ensino, 109 cursos de graduação, 40 de stricto senso e dezenas no latu sensu, além de 645 grupos de pesquisa. De acordo com dados de 2013, a universidade possuía 25 000 estudantes e 2 700 servidores naquele ano.[3] De acordo com dados do ENADE de 2012, o curso mais bem avaliado da universidade é o de Design, com conceito de 5 pontos. Outros cursos, tais como Ciências Econômicas, Psicologia, Jornalismo e Geografia (licenciatura e bacharelado) também foram bem avaliados, com conceito final de 4 pontos.[7] Em contrapartida, o curso com avaliação mais baixa foi o de Direito, com conceito de 2 pontos.[8] Do outro lado, o Ranking Universitário Folha (RUF), de 2014, avaliou os cursos de Medicina, Farmácia, Engenharia civil e Serviço social como os de melhor qualidade de ensino na universidade, ocupando as posições 13ª, 13ª, 16ª e 18ª em nível nacional, respectivamente. O mesmo ranking apontou que os cursos de Nutrição (165ª), Matemática (153ª), Ciência da computação (153ª) e Arquitetura e Urbanismo (137ª) são os de menor qualidade entre os cursos da universidade avaliados.[1]

O Ranking Universitário Folha (RUF) colocou a universidade como a 40ª melhor instituição de ensino superior do país em 2014.[9]

História[editar | editar código-fonte]

A história da Universidade Federal do Amazonas inicia-se em 17 de janeiro de 1909, quando se fundou: a Escola Universitária Livre de Manáos (grafia arcaica), mais tarde renomeada Universidade de Manáos.[10] Embora situada na capital Manaus, a universidade à época também recebeu recursos financeiros de outros municípios do Amazonas.

A decadência econômica da região após o auge do Ciclo da Borracha culminou com a desintegração da Universidade em cursos superiores isolados. Após esse período, foi refundada em 12 de junho de 1962 pela Lei Federal 4.069-A,[11] sendo rebatizada com o nome de "Universidade do Amazonas" e constituída pela reintegração das instituições de ensino superior isoladas que atuavam no referido estado. Com a Lei Federal 10.468, de 20 de junho de 2002, passou a ser denominada Universidade Federal do Amazonas.

O Princípio[editar | editar código-fonte]

Em 17 de janeiro de 1909, surgiu a Escola Universitária Livre de Manaós, criada por inspiração do tenente-coronel do Clube da Guarda Nacional do Amazonas, Joaquim Eulálio Gomes da Silva Chaves. Em sessão de sessão de 12 de fevereiro de 1909, o Conselho constituinte elegeu Chaves para promover o reconhecimento oficial da escola e cuidar da publicação de seus estatutos. A lei nº 601, de 8 de outubro de 1909, considerou válidos os títulos expedidos pela Escola Universitária. O título de primeira universidade, é em razão dela reunir três áreas de conhecimento (Exatas, Humanas e Saúde) e já ter sido fundada com o nome de Escola Universitária[12] na data de 1909, porém o curso superior mais antigo do Brasil é o da "Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho" criado em 1792 (posteriormente fragmentado nos atuais Instituto Militar de Engenharia e Escola Politécnica da UFRJ).

A nova universidade, concebida por Eulálio Chaves, já nasceu alicerçada no espírito democrático que hoje permeia a comunidade universitária, com respeito à pluralidade de idéias, elegendo diretamente Astrolábio Passos como seu primeiro diretor geral, com os votos dos docentes da Faculdade de Ciências Jurídicas e Sociais, Faculdade de Medicina, Faculdade de Ciências e Letras e Faculdade de Engenharia que, juntas, constituíram a Universidade de Manáos. A Universidade Federal do Amazonas é considerada a primeira universidade brasileira, pois originou-se da Escola Universitária Livre de Manáos, criada em 1909. Mesmo com a extinção da Escola, permaneceu a Faculdade de Direito, que deu continuidade ao modelo da atual UFAM. O fato foi registrado em 1995 no Guinness Book, o livro dos recordes.[13]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

A principal infraestrutura apresentada pela Universidade Federal do Amazonas é o Campus Universitário Senador Arthur Virgílio Filho, situada no bairro Coroado, Zona Leste de Manaus, em meio a um dos maiores fragmentos de floresta em zona urbana do Brasil.

Campus e Cursos Oferecidos[editar | editar código-fonte]

Atualmente a UFAM é composta por seis campus, detentores de calendários acadêmicos diferenciados. Enquanto que no campus de Manaus, o ano letivo tem início no primeiro semestre letivo (com exceção do curso de Fisioterapia e da turma de aprovados no SiSU para o curso de Medicina, cujo início do ano letivo se dá no segundo semestre letivo), nos campus do interior do estado, o ano letivo tem início no segundo semestre letivo. Segue abaixo a relação dos campus e dos seus respectivos cursos oferecidos:

Campus Manaus[editar | editar código-fonte]

Localizado em Manaus, sede da Grande Manaus, capital do estado do Amazonas. oferece os seguintes cursos de graduação, divididos em quatro grandes áreas do conhecimento:

Ciências Agrárias

São cinco os cursos de ciências agrárias oferecidos pela instituição, divididos em uma unidade acadêmica:

Ciências Biológicas

A Universidade Federal do Amazonas dispõe de onze cursos de graduação na área de ciências biológicas em Manaus, divididos em 6 unidades acadêmicas:

Ciências Exatas

Na área das ciências exatas, vinte cursos de graduação são oferecidos pela universidade, divididos em 3 unidades acadêmicas:

Ciências Humanas

A área de ciências humanas é a de maior número de cursos em graduação, que dispõe de vinte e dois cursos nesta área, divididos em 5 unidades acadêmicas:

Campus Benjamin Constant[editar | editar código-fonte]

Localizado em Benjamin Constant, cidade do Alto Solimões. O Multicampi de Benjamim Constant oferece os seguintes cursos de graduação: Administração em Gestão Organizacional, Antropologia, Ciências Agrárias e do Ambiente, Biologia, Química, Letras - Lingua e Literatura Espanhola, Letras- Língua e Literatura Portuguesa e Pedagogia.

Campus Coari[editar | editar código-fonte]

Localizado em Coari, cidade do Médio Solimões. O Multicampi de Coari oferece os seguintes cursos de graduação: Biotecnologia, Licenciatura em Ciências: Biologia e Química, Licenciatura em Ciências: Matemática e Física, Enfermagem, Fisioterapia e Nutrição.

Campus Humaitá[editar | editar código-fonte]

O Campus de Humaitá, município localizado na microrregião do Madeira, é o único situado no Sul do Amazonas. O Multicampi de Humaitá oferece seis cursos de graduação: Agronomia, Biologia, Química, Matemática, Física, Engenharia Ambiental, Letras - Lingua e Literatura Inglesa, Letras - Língua e Literatura Portuguesa e Pedagogia.

Campus Itacoatiara[editar | editar código-fonte]

Localizado em Itacoatiara, cidade da Grande Manaus. O Multicampi de Itacoatiara oferece os seguintes cursos de graduação: Agronomia, Ciências Farmacêuticas, Biologia, Química, Matemática, Física, Engenharia de Produção, Engenharia de Software, Engenharia Sanitária, Química Industrial, Sistema de Informação.

Campus Parintins[editar | editar código-fonte]

Localizado em Parintins, cidade do Baixo Amazonas. O Multicampi de Parintins oferece os seguintes cursos de graduação: Administração em Gestão Organizacional, Artes Plásticas, Comunicação Social - Jornalismo, Educação Física, Pedagogia, Serviço Social e Zootecnia.

Reitores[editar | editar código-fonte]

Em mais de cinco décadas de existência como Universidade Federal do Amazonas, a instituição teve nove reitores, sendo cinco bacharéis em direito, dois bacharéis em medicina, um em jornalismo e um em engenharia civil. O primeiro foi o professor Aderson Andrade de Menezes, da Faculdade de Direito, e o que permaneceu por menor espaço de tempo na reitoria.

O professor Octávio Mourão (1977—1984) foi o último reitor do regime militar, e o professor Roberto Vieira (1985—1989) o primeiro eleito pela comunidade acadêmica, no início da redemocratização do país.

Lista de reitores[editar | editar código-fonte]

Reitor Gestão Sob o nome
Pedro Botelho da Cunha 1909 - 1910 Escola Universitária Livre de Manaós
Astrolábio Passos 1910 - 1926 Universidade de Manáos
Aderson Andrade de Menezes 1964 - 1965 Universidade do Amazonas
Jauary Guimarães de Souza Marinho 1965 - 1970 Universidade do Amazonas
Áderson Pereira Dutra 1970 - 1976 Universidade do Amazonas
Octávio Hamilton Botelho Mourão 1976 - 1985 Universidade do Amazonas
Roberto dos Santos Vieira 1985 - 1989 Universidade do Amazonas
Marcos Luís Barroso Barros 1989 - 1993 Universidade do Amazonas
Nelson Abrahim Fraiji 1993 - 1997 Universidade do Amazonas
Walmir de Albuquerque Barbosa 1997 - 2001 Universidade do Amazonas
Hidembergue Ordozgoith da Frota 2001 - 2009 (dois mandatos) Universidade Federal do Amazonas
Márcia Perales Mendes Silva 2009 - 2017 (dois mandatos) Universidade Federal do Amazonas

Forma de ingresso[editar | editar código-fonte]

A universidade utiliza 4 formas de ingresso no ensino superior. Uma delas é através do Processo Seletivo Contínuo (PSC), vestibular seriado, criado no final da década de 1990, através da Resolução 18/98 do Conselho de Ensino e Pesquisa (CONSEPE), exclusivo para alunos das 3 séries do ensino médio das escolas reconhecidas e registradas no estado do Amazonas, que seleciona os candidatos que obtiveram melhor pontuação ao longo dos três anos do processo, sendo responsável pelo preenchimento de 50 % das vagas da universidade, tanto do campus da capital quanto dos campus do interior do estado. Outra forma de ingresso na UFAM é através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU), que utiliza as notas do Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) para o preenchimento dos outros 50% das vagas da universidade, substituindo, desde o processo seletivo para o ano de 2010 o Processo Seletivo Macro (PSM) e o Processo Seletivo Macro Verão (PSMV), que eram os vestibulares tradicionais da universidade e que preenchiam as vagas, respectivamente, do campus da capital e dos campus do interior. O Processo Seletivo Macro Verão, embora substituído pelo uso do SiSU, ainda pode ser considerada a terceira forma de ingresso na universidade, pois tem o papel de preencher as vagas que sobram das matrículas dos aprovados tanto no SiSU quanto no PSC, porém, o preenchimento se dá apenas para as vagas nos campus do interior. Existe ainda uma quarta forma de ingresso, o Processo Seletivo Extramacro (PSE), que é a forma de seleção para ocupação de vagas nas modalidades transferência facultativa, reopção de curso, portador de diploma e complemento de habilitação, cujo edital é previsto no calendário acadêmico da universidade.

Notas

  1. a b Ranking Universitário Folha (RUF) (8 de setembro de 2014). [ruf.folha.uol.com.br/2014/perfil/universidade-federal-do-amazonas-ufam-112260.shtml «Universidade Federal do Amazonas (UFAM) - Dados da Universidade»] Verifique |url= (Ajuda). Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de setembro de 2014. 
  2. «Gastos Diretos por Órgão Executor». Portal da Transparência - Controladoria Geral d uNIÃO (CGU). Consultado em 1 de fevereiro de 2015. 
  3. a b «Universidade Federal do Amazonas (UFAM)». Intercom Brasil. Consultado em 28 de janeiro de 2014. 
  4. OSSAME, Ana Célia. «Campus da UFAM abriga animais raros como gavião e sauim-de-coleira, dizem pesquisadores». A Critica. 
  5. BALLONI, Antônio José (coord.). «Relatório Técnico de Pesquisas do Projeto Gesiti Hospitalar» (PDF). Centro de Tecnologia da Informação Renato Archer. 
  6. «História - Universidade Federal do Amazonas; Escola Livre de Manaós». Universidade Federal do Amazonas (UFAM). 13 de abril de 2010. 
  7. «Relação de Cursos Recomendados e Reconhecidos». Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (CAPES) - Ministério da Educação (MEC). 2014. Consultado em 27 de maio de 2014. 
  8. «Resultados - 2012». Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (INEP). 2012. Consultado em 30 de abril de 2014. 
  9. Ranking Universitário Folha (RUF) (8 de setembro de 2014). «Ranking de universidades». Folha de S. Paulo. Consultado em 12 de setembro de 2015. 
  10. «Histórico». FES-UFAM. 
  11. «Instituição». Portal UFAM. 
  12. «Universidade Federal do Amazonas». Universia Brasil. 
  13. http://portal.ufam.edu.br/index.php/historia%7Cpublicado=História da Universidade Federal do Amazonas

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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