Anti-indigenismo

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Anti-indigenismo é um tipo específico de racismo etnorreferenciado que tem como base a pré-noção de que existe uma suposta superioridade dos euro-descendentes em relação às populações nativas das Américas. Não se caracteriza como uma corrente filosófica na atualidade, mas se expressa em atitudes de certas camadas das sociedades eurocentradas da contemporaneidade, na relação de alteridade mantida com as populações indígenas com as quais co-habitam territórios. Por vezes o anti-indigenismo se relaciona com o não reconhecimento dogmático do caráter de humanidade das populações indígenas.

Antiindigenismo no Brasil[editar | editar código-fonte]

O Brasil possui uma longa tradição anti-indigenista. Um dos fenômenos políticos partícipes desta tradição foram as políticas de branqueamento da população implementadas pelo governo no período do Brasil império. Buscava-se eliminar traços de um Brasil negro e indígena através do transplante de populações europeias imigradas.

Na atualidade, por conta das políticas de demarcação de terras indígenas, uma série da manifestações contra as populações indígenas foram publicizadas por militares e autoridades, entre estas o Deputado federal Jair Bolsonaro.

É um índio que está a soldo aqui em Brasília, veio de avião, vai agora comer uma costelinha de porco, tomar um chope, provavelmente um uísque, e quem sabe telefonar para alguém para a noite sua ser mais agradável. Esse é o índio que vem falar aqui de reserva indígena. Ele devia ir comer um capim ali fora para manter as suas origens'
Pronunciamento antiindigena do parlamentar Jair Bolsonaro durante audiência pública sobre o Macuxi que teria lhe atirado um copo de água.[1]

Na perspectiva do analista e jornalista Jânio de Freitas

O anti-indigenismo brotado do pós-Segunda Guerra, ou nos últimos 60 anos, é um confuso coquetel. Em doses variáveis, é feito de preconceito étnico, concepções primárias de segurança nacional, interesses mal percebidos do capital internacional dedicado à exploração de riquezas naturais, idem em relação a grandes explorações agrícolas e, como tempero, os subprodutos da Guerra Fria. Bem apropriado, portanto, a uma regra da história: o indígena paga sempre.[2]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Indigenismo y Anti-Indigenismo en América Latina, por Huaman Luis Alberto Reyes

Referências

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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