Objeto voador não identificado

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OVNI
Catálogo de Observações de OVNIs, The National Archives UK (Reino Unido)
Sinônimos UFO, UAP, OANI, PAN, Disco Voador
Formas catalogadas

Fonte: MoD

Esferas, discos, charutos, estrelas/pontos, triângulos, pirâmides, cones, retângulos, cilindros, diamantes, bumerangues

Objeto voador não identificado (OVNI) é um estímulo visual que provoca um relato, por um ou mais indivíduos, de alguma coisa vista no céu e que o observador não identifica como tendo uma origem natural ordinária, parecendo suficientemente enigmática a ponto de comprometê-lo a fazer um relatório a polícia, autoridades do governo, para a imprensa, ou a representantes de organizações civis devotadas ao estudo desses objetos.[1] Essa é a definição acadêmica para OVNI, expressa no Relatório Condon, produzido por um grupo de pesquisadores da Universidade do Colorado, sob direção científica do físico nuclear Dr. Edward Condon e financiado pela Força Aérea dos Estados Unidos – USAF. Foi endossado pela Academia Nacional de Ciências dos Estados Unidos.[2]

O falecido astrônomo estadunidense J. Allen Hynek, um prestigiado cientista que estudou a temática OVNI,[3] em seu livro The UFO Experience de 1972, dividiu seus pares em dois grupos. Um ridicularizava o assunto, se recusando a investiga-lo. O outro, se investigasse, o trataria como um fenômeno psicológico, mesmo que envolvesse mais de uma pessoa. Declarações foram contestadas por ele: de que nunca pessoas treinadas cientificamente relatavam OVNIs. Ele contestou. De que os relatos vinham de pessoas sem instrução, novamente contestou: não significava sem inteligência. Que vinham de pessoas com instabilidade mental. Hynek alegou que pesquisas com doentes mentais não comprovavam tal ligação. Em 1981, escreveu que três aspectos trouxeram grande descrédito ao tema: que os declarados OVNIs eram na maioria dos casos equívocos de eventos comuns; a crença do não estamos sós e grupos muito ativos de crentes em visitas celestiais, com fervor quase religioso.[4] Para combater esses equívocos e a noção de que OVNI é sinônimo de visitantes espaciais, em 1972 ele o definiu como: a percepção relatada de um objeto ou luz vista no céu ou sobre a terra, de aparência, trajetória ou dinâmica geral ou comportamento luminescente que não sugere uma lógica, não tendo uma explicação convencional e que não é só uma mistificação da percepção original, mas permanecendo não identificada após uma análise exaustiva de todas as evidências disponíveis por pessoas que são tecnicamente capazes de com bom senso fazer uma identificação, quando possível.[5]

O astrofísico e escritor francês Jacques Vallee em seu livro Anatomy of a Phenomenon de 1965, propôs uma das primeiras definições de OVNI: seriam manifestações encontradas entre relatos da percepção de uma imagem visual, comumente interpretada pela testemunha como a de um objeto voador material, que possuiria pelo menos umas das seguintes características: uma aparência que, para a testemunha, seria incomum e um comportamento que, para a testemunha, seria incomum.[6] Em 1990, em seu livro Confrontations, Vallee retomou a discussão de sua proposta de 1965 e a definição proposta por Hynek em 1972. As duas, na verdade, seriam insuficientes. Em Hynek, uma primeira inconsistência seria o pressuposto de que sempre haveria um grupo de pessoas capazes de chegar a um consenso sobre luzes estranhas e a segunda porque deixava de fora uma gama de fenômenos que outros pesquisadores consideravam importante no contexto OVNI, como o próprio Vallee. Esses fenômenos aparentemente distintos e não ligados aos objetos voadores não identificados, na verdade, integrariam um conjunto de fenômenos interligados, como seres vistos ou efeitos físicos incomuns em contexto não OVNI. Vallee reformulou sua definição: Os fenômenos UFO são encontrados entre relatos de objetos, luzes, seres ou efeitos físicos que são considerados pelas testemunhas como anomalias por causa de sua aparência ou comportamento.[7]

Termos correlatos[editar | editar código-fonte]

UFO

UFO é o acrônimo para Unidentified Flying Objects (Objetos Voadores Não Identificados). Esse termo foi criado no âmbito do Projeto Livro Azul, pelo capitão da USAF, Edward J. Ruppelt. Em seu livro The Report on Unidentified Flying Objects[8] de 1956, Ruppelt declara: “UFO é o termo oficial que eu criei para substituir as palavras discos voadores". No Oxford English Dictionary, é atribuída a primeira referência publicada do termo ao major da Marinha Donald Keyhoe em 1953[9].

UAP

UAP é o acrônimo para Unidentified Aerial Phenomena (Fenômenos Aéreos Não Identificados) utilizado no âmbito da National Aviation Reporting Center on Anomalous Phenomena – NARCAP[10], como alternativa ao termo UFO, porque usado muitas vezes como sinônimo de espaçonave extraterrestre. Sua definição pela NARCAP guarda semelhanças com a definição do Relatório Condon e de Hynek. O cientista chefe da NARCAP, Dr. Richard F. Haines, definiu em 1980 o UAP como o estímulo visual que provoca um relatório de observação de um objeto ou luz vista no céu, com aparência e, ou dinâmica de voo que não possuam a lógica de um objeto voador convencional e que permaneça não identificado após a análise de todas as evidências disponíveis por pessoas que são tecnicamente capazes de fazê-lo[11].

PAN

PAN é o acrônimo para Phénomenès Aérospatiaux Non identifiés (Fenômenos Aeroespaciais Não Identificados), utilizado no âmbito do Grupo de Estudos e de Informações sobre os Fenômenos Aeroespaciais Não Identificados – GEIPAN[12] do Centro Nacional de Estudos Espaciais – CNES[13] da França.

  • PAN  Classe  A:  Observação explicada de forma inequívoca;
  • PAN  Classe  B:  Observação em que a suposição feita pelo GEIPAN é considerada muito provável;
  • PAN  Classe  C:  Observação não explorada por falta de informações;
  • PAN  Classe  D:  Observação não explicada apesar da evidência disponível para o GEIPAN.
    • PAN D1: Correspondente a fenômenos estranhos, associado a um único testemunho, nenhuma foto ou vídeo. 
    • PAN D2: Que correspondem a fenómenos muito estranhos e alta consistência: várias testemunhas independentes e / ou fotografia ou vídeo e / ou vestígios na terra[14].
Formas de OVNIs, catálogo do SIOANI 1968-1969

OANI

OANI é o acrônimo para Objetos Aéreos Não-Identificados, utilizado pela Força Aérea Brasileira, no âmbito do Sistema de Investigação de Objetos Aéreos Não Identificados - SIOANI, que foi uma estrutura organizacional criada pelo Comando da 4ª Zona Aérea, para investigação e pesquisa científica dos OANIs, entre os anos de 1969 e 1972[15]. Sua área de atuação foi principalmente o Estado de São Paulo, mas investigou casos em vários outros.

Discos Voadores

A expressão popular disco voador é traduzida do inglês flying saucer (pires voador), utilizada pela primeira vez na edição de 25 de junho de 1947 do jornal Y East Oregonian, quando foi publicado uma entrevista com o piloto civil Kenneth Arnold, sobre sua observação de nove objetos voadores em forma de disco muito brilhantes, que comparou a pires saltando sobre a água, quando sobrevoava a área do Monte Rainier, Estados Unidos. No mesmo dia, um despacho de imprensa enviou a notícia ao escritório da Associated Press em Portland,[16] espalhando a história dos discos voadores por todo o globo. Na cultura popular e nas mídias é comumente utilizado para denominar genericamente um objeto voador não identificado hipoteticamente extraterrestre. Muitos ufologistas e entusiastas tratam os termos OVNI, UFO e discos voadores como sinônimos de naves de outros planetas, visão não compartilhada por tantos outros ufologistas e entusiastas e pela ciência.[17]

Encontros imediatos - Classificação[editar | editar código-fonte]

Encontro imediato ou contato imediato é um evento em que uma ou mais pessoas percebe a presença de um OVNI e, ocasionalmente, seus hipotéticos ocupantes. Dois sistemas de classificações desses encontros são amplamente aceitos.

Sistema Hynek

J. Allen Hynek apresentou seu sistema de classificação em seu livro The UFO experience: A scientific enquiry, publicado em 1972. Na visão de Hynek, nos relatórios de UFOs observados a grandes distâncias, a percepção errada do objeto ou luz brilhante é uma hipótese com a qual se trabalha, mas nos encontros próximos ou imediatos, principalmente nos casos de mais de uma testemunha, se torna insustentável considerar a experiência apenas dentro dos limites de percepção equivocada, já que excedem em muito qualquer margem a ponto de termos que considerar que houve uma verdadeira experiência anômala. Em suas palavras: “Será que temos, então, um fenômeno no qual várias pessoas sofrem temporariamente de insanidade em um determinado momento, mas em nenhum outro momento antes ou depois? Se assim for, temos de lidar com uma nova dimensão do fenômeno OVNI”.[18]

Os relatos foram classificados em seis categorias. As três primeiras são observações à distância, enquanto que as três últimas são propriamente os ditos Encontros Imediatos. A linha de corte na distância foi arbitrada em duzentas jardas ou cerca de cento e oitenta metros. É a regra de ouro.[4]

Classificação:

A – Observações relativamente distantes:

Luzes Noturnas: A testemunha observa um ponto luminoso ou fonte extensa;

Discos diurnos: a grande maioria das observações diurnas se referem a objetos de aparência metálica, discoidais, ovais (às vezes cilíndricas);

Radar e Radar-Visual: O radar é a fonte primária de informação, mas a observação visual concomitante traz maior importância.

B – Observações relativamente perto:

CE-I: Encontros Imediatos do 1o grau Não há interação com a testemunha ou o ambiente.

CE-II: Encontros Imediatos do 2o grau Há interação entre o OVNI e o ambiente, como no sistema de ignição de um automóvel, queimaduras no solo, ou efeitos físicos em plantas, animais e humanos.

CE-III: Encontros Imediatos do 3o grau Ocupantes do OVNI, com aparência humanoide ou não, são relatadas. Geralmente não há contato direto ou comunicação com a testemunha. Eventualmente, nos anos recentes, incidentes de custódia foram relatados[19].

Sistema Vallee

O francês Jacques Vallee, que chegou a publicar livro em parceria com Hynek[20], considerou em seu livro Confrontations (1990), que a classificação Hynek era insuficiente porque o famoso ufologista achava que sempre haveria um grupo de pessoas capaz de chegar a um consenso sobre luzes estranhas, deixando de fora muitos fenômenos que ufologistas e pesquisadores consideravam relevantes e que havia uma gama de fenômenos associados a OVNIs na literatura, como anomalias do tipo poltergeist, que precisariam ser considerados[21]. Vallee é um dos principais teóricos da hipótese interdimensional para explicação do fenômeno.

Para unificar seu sistema de classificação com o sistema Hynek, ele incluiu a dimensão psíquica e outros relatos anômalos, que acredita terem uma conexão com o fenômeno OVNI[22].

Sistema Vallee de Classificação de OVNI, baseado no livro de Jacques Vallee, Confrontations – A Scientist's Search for Alien Contact, 1990.

Tipos de casos[editar | editar código-fonte]

Dois extensos estudos sobre relatos de OVNIs foram produzidos por órgãos oficiais de seus países. O Relatório Condon, no âmbito do University of Colorado UFO Project, tendo como contratante a Força Aérea dos Estados Unidos e realizado entre os anos de 1966 e 1968. Esse estudo tem sido e continua a ser o documento público e cientifico mais influente sobre o problema.[23] O segundo estudo é o Relatório Condign, no âmbito do projeto Unidentified Aerial Phenomena in the UK Air Defence Region, patrocinado pelo Ministério da Defesa do Reino Unido, entre os anos de 1997 e 2000. Esse estudo deve ser lido mais como um relatório de inteligência ao invés de um estudo científico.[24]

Relatório Condon[editar | editar código-fonte]

Os relatos de observações de UFO, geralmente trazem poucas informações que auxiliem a descobrir a verdadeira natureza do objeto avistado. Quando informações específicas que descrevem um objeto não identificável são apresentadas, "a fiabilidade dessa informação também deve ser avaliada, sendo necessária alguma corroboração ou verificação independente"[25].

Durante as investigações das equipes de campo, em uma grande variedade de situações não foi possível se estabelecer identificações firmes e a falta de provas tornaram esses casos totalmente inconclusivos. O relatório coloca que esses casos inconclusivos podem não ter sido identificados como fenômenos comuns, por causa da falta de informação adequada. No entanto, alerta que alguns casos intrigantes envolveriam testemunhos de valor, que descreveriam experiências que só poderiam ser explicadas em termos da presença de veículos estranhos e as conclusões a respeito deles dependeriam inteiramente do crédito a que se daria ao testemunho pessoal. Quanto aos testemunhos registrados logo após o relato, esses poderiam ser considerados de maior confiabilidade, do que os relatos coletados entre dois a 20 anos mais tarde, "tanto por causa de falhas de memória e por causa de uma tendência à cristalização da história após repetidos relatos"[26].

O projeto concentrou suas investigações de campo nos relatórios UFOs na época considerados atuais, nos quais poderiam coletar testemunhos e provas num horizonte inicial de vinte e quatro horas[27].

As investigações agruparam os casos investigados da seguinte forma:[28]

Brincadeiras[editar | editar código-fonte]

Brincadeiras e Embustes

Balão de gás na forma de disco voador.

Por razões variadas, brincadeiras relacionadas a UFOs são comumente perpetradas pelos jovens de idade e de coração, por solitários e entediados. E foi constatado pelas equipes de campo que a maioria dos entrevistados são as vítimas dos brincalhões e não os próprios. Brincadeiras não descobertas[29], fraudes deliberadas e alucinações foram suspeitas em algumas outras investigações de campo. No estudo, os balões foram uma das principais brincadeiras que retornaram relatórios de UFO.

Caso 23[30]: Um piloto decolou da base aérea em um avião com um poderoso holofote móvel, com a intenção de provocar relatos de UFOs, no que foi bem-sucedido, tendo um grupo de pessoas em terra, relatado uma observação de UFO impressionante [31].

Brincadeiras fora de controle

O que começa como uma brincadeira desenvolve ocasionalmente uma notoriedade tão grande que o brincalhão cria uma teia de publicidade da qual não pode mais se livrar. O vínculo com a história fica tão forte que o embuste não pode mais ser admitido[32].

Caso 26[33]: Um guarda de segurança idoso, aborrecido e durante o trabalho, disparou sua pistola em um tambor de óleo. O caso foi parar na polícia e o homem disse que disparou contra um UFO em forma de charuto, contra o qual suas balas bateram e caíram de volta à terra. Sua história teve repercussão nacional. Mesmo depois de admitir à polícia que seus tiros tinham sido disparados contra o tambor a versão UFO continuou sendo amplamente divulgada.

Má interpretação[editar | editar código-fonte]

Má interpretação ingênua

Imaginações desimpedidas, acionadas pela visão de um objeto ordinário em condições que o tornavam extraordinário, causaram relatos de UFOs com características impressionantes.

Vênus: obra de Thomas Bresson.

Caso 37: Um UFO teria perseguido policiais e que o objeto havia iluminado o ambiente de tal forma que os oficiais dentro do carro podiam ler seus relógios de pulso. Um piloto de uma pequena aeronave enviada para perseguir o UFO o viu de distanciar dele a tal velocidade que foi impossível persegui-lo. De acordo com as descrições, o objeto exibido tinha várias cores e formas. Era tão grande quanto a lua no céu. Conforme indicado no relatório detalhado deste caso, os aspectos de apoio a observação UFO foram derrubados um por um à medida que foram investigados, apontando para Vênus como causa[34].

Má interpretação apoiada por dados oficiais

Quando informação oficial dada aos observadores por representantes da Força Aérea estavam equivocadas[35].

Caso 28: Relatos de UFO foram levados ao conhecimento de oficiais de uma base aérea. Eles não corrigiram a má interpretação dos observadores e ainda fizeram com que a interpretação apropriada fosse retirada da análise[36].

Não-eventos[editar | editar código-fonte]

Eventos UFO que foram previstos por pessoas que alegaram poderes psíquicos e de comunicação e relatos conflitantes de alegados eventos UFO em bases da Força Aérea[37].

Caso 19: Uma previsão de surgimento de disco voador por um das alegadas pessoas com poderes psíquicos não se materializou, apesar de verificada[38].

Caso 30: Um funcionário civil de uma base aérea da Califórnia confirmou, por telefone, que houve um evento UFO e que um relatório passou por suas mãos, sendo enviado as autoridades competentes. Essas autoridades, contatadas, insistiram que não houve nenhum evento[39].

Relatório Condign[editar | editar código-fonte]

Passagem de satélite Iridium

Os resultados do Projeto Condign foram compilados em um documento[40] de quatrocentas páginas intitulado Unidentified Aerial Phenomena in the UK Air Defence Region, que se baseou em cerca de dez mil relatórios recolhidos por pessoal da Equipe de Inteligência da Defesa (DIS) do Ministério da Defesa britânico. Foi à domínio público em 15 de maio de 2006.[41]

As explicações mais comuns para UAPs são aeronaves, satélites ou balões. Um conjunto de outros fenômenos artificiais, atmosféricos e naturais podem complementar as explicações. Além disso, existem as fraudes. A possibilidade extrema de objetos extraterrestres seria o ponto alto. No entanto, uma variedade de fatores e o uso da ciência são essenciais para separar e filtrar os casos.[42]

Os casos foram agrupados em sete tipos:[43]

Veículos aéreos feitos pelo homem[editar | editar código-fonte]

Aeronaves, helicópteros, planadores, balões meteorológicos, balões de ar quente sozinhos ou vários entrelaçados, paraquedas, asas-deltas, dirigíveis, são das muitas opções de objetos aéreos que podem ser confundidos por testemunhas com UAPs.[44][45]

Alguns relatórios de UAP podem ser atribuídos a programas secretos de aeronaves - nos quais podem ser relatados veículos aéreos incomuns, tanto na fase experimental como em serviço.[46]

Passagens de satélites, reentrada de satélites na atmosfera são outros fortes candidatos para relatos de UAP. Observações noturnas de satélites baixos são normalmente possíveis somente durante uma hora ou duas ao anoitecer. A sequência é invertida pela manhã. Podem emitir flashes graças ao reflexo do sol em seus painéis, em magnitudes que podem exceder as do planeta Vênus.[47]

Fenômenos meteorológicos e atmosféricos[editar | editar código-fonte]

Nuvem lenticular, Hawai.

No campo da meteorologia e outros fenômenos atmosféricos e óticos naturais, que podem gerar relatórios de UAPs, são elencados vários fenômenos, como: nuvens lenticulares e outras tipos de nuvens de pouco conhecimento do público em geral, Halos, Glórias, Fogo de Santelmo, miragem ótica, vórtices toroidais, eventos luminosos transientes como sprites e blue jets[48]. Em particular, temos os relâmpagos bola (ball lightning) e os relâmpagos conta (bead lightning)[49] que merecem destaque:[50]

  • Podem ocorrer até duas horas após uma tempestade e podem ser percebidos pelo olho humano como um objeto. Duram de alguns segundos a vários minutos.
  • Podem ocorrer em todas as situações meteorológicas, mesmo em céu claro, sem a presença de uma tempestade ou de raios visíveis ou convencionais.
  • Os sons e cores que podem ser produzidos por relâmpagos bola frequentemente são similares ao relatórios UAP na base de dados do Reino Unido.

Os relâmpagos bola já foram relatados na vizinhança de pântanos, vulcões e durante terremotos. As bolas/globos aparecem na chuva, em céu limpo, em condições de vento ou ainda, se movem contra o vento, podem ser associados a vórtices, na neve, perto do solo e em altitude. Sem dúvida, a maior ocorrência é durante tempestades ou condições ciclônicas. Também podem deixar uma trilha como meteoros. Relâmpago conta é observado geralmente a distância enquanto o relâmpago bola é próximo.[51]

Relâmpagos bola podem variar de alguns centímetros à doze-quinze metros de diâmetro. Efeitos óticos podem mudar a percepção de tamanho. Apresentam variados movimentos: rápido ponto a ponto, em trajetórias complexas, atraídos para recintos e interior de aeronaves, emergindo de lagos, etc. A velocidade geralmente é baixa (quando perto do chão como a de um homem andando ou correndo), podendo ser zero; ou altas, de cem a mil e duzentos m/s.[52]

Imagem de um sprite por aeronave da NASA em 1994. A cor vermelha é devido emissões de nitrogênio fluorescente provocadas por relâmpago.

Um exame da vasta gama de investigações sobre relâmpagos bola e conta, revelou que estariam certamente ligados a uma parte dos relatórios UAP recebidos a partir do espaço aéreo do Reino Unido. As descrições destas formas particulares de relâmpago correlacionam-se no tempo, cor e movimento, com a descrição qualitativa dada frequentemente por testemunhas de confiança.[53]

Outro achado da investigação, e considerado um dos mais importantes é o de um fenômeno óptico de absorção total, que pode existir no espaço entre corpos flutuantes carregados, dando a aparência de uma forma aerotransportada (por exemplo, uma forma que é um vazio triangular visual, entre três corpos e de que nenhuma luz é refletida).[54]

Efeitos relatados em seres humanos[editar | editar código-fonte]

O relatório investigou os efeitos em seres humanos causados por campos magnéticos emanados de UAPs e verificou que o cérebro humano sob efeito desses campos pode responder de uma maneira muito semelhante aos efeitos descritos por testemunhas de encontros imediatos.[43]

Três campos possíveis podem ser emanados de um UAP:[55]

  • Campos magnéticos: podem ser naturais, gerados ou armazenados. Em um UAP isso significaria geradores de campo grandes e pesados numa estrutura sólida ou então gerados por um UAP de plasma;
  • Campos elétricos: esses campos passariam, conceitualmente, entre o corpo do objeto e a terra, com o ser humano entre ambos;
  • Campos eletromagnéticos: compreende tanto componentes elétricos como magnéticos. Em UAPs, o principal interesse é se ele irradia ondas eletromagnéticas diferentes daquelas da parte visível do espectro.

As características de campo UAP são desconhecidas, mas é um fato corroborado que, além da luz, algum tipo de campo é emanado que tem efeitos adversos em algumas pessoas quando estão perto da fonte.[55] Parece haver quatro tipos de formações relacionadas à carga elétrica que podem ocorrer na atmosfera que causam campos magnéticos: relâmpago bola, plasma ionosférico, evento luminoso transiente e aerossol carregado eletricamente.[56]

Michael Persinger estudou o papel que os campos eletromagnéticos e infrassons podem desempenhar em causar a percepção de uma "sensação de presença".

Modulações do campo eletromagnético em níveis de energia muito baixos parecem causar respostas cerebrais tipo encontros imediatos, quando na presença de um UAP ao ar livre ou dentro de casa, podendo fazer que o cérebro interaja de forma incomum com a biblioteca da imaginação, gerando relatos que não são de fato uma verdadeira representação dos fatos. É notável que a leitura de relatórios UAP do século XX, não produziram evidências de alienígenas espaciais ou feixes de luzes.[57]

Muitos relatórios são de luzes intensas, de cores diversas, muitas de curta duração, podendo ser imagens em sequência. Relatos de duração mais longa, de até cinco minutos, poderiam ser atribuídos a estímulos instantâneos, seguidos de uma pós-imagem.[58] Entre dez e quinze segundos, estaríamos interpretando e adaptando o que é visto muito além do que realmente é registrado quimicamente dentro da retina. Parece improvável que no caso de várias testemunhas de UAPs, todas receberiam o mesmo estímulo ao mesmo tempo, a menos que muito próximos umas das outras.[59]

O relatório evoca trabalhos científicos publicados pelo neurocientista Michael Persinger[60], que usando campos magnéticos de baixa frequência, registrou atividade significativa do lobo temporal. Persinger é um dos expoentes da neuroteologia. Suas conclusões nos últimos anos tem sido objeto de críticas: seus resultados poderiam ser fruto de sugestão e não dos campos magnéticos[61]. Nas experiências de Persinger, seu trabalho teria demonstrado que as pessoas que já possuem altos níveis de atividade no lobo temporal provavelmente experimentarão atividades místicas ou paranormais, medo, experiências fora do corpo e formigamento ou vibração.[62]

Considerações importantes dentro do contexto UAP[63]:

  • A exposição de humanos a campos magnéticos fracos, causam efeitos estranhamente similares aos relatados por testemunhas de encontros imediatos;
  • Se um cérebro humano é afetado dessa forma, parece lógico que um UAP poderia emitir níveis semelhantes de energia magnética;
  • Percepção de alienígenas, tempo perdido, espaçonaves, acontecem na proximidade de UAPs, onde provavelmente o observador recebe os níveis adequados de energia;
  • Além do campo magnético temos as emissões de luz visível vistas por observadores UAP em todas as distâncias. Calor também é relatado.

A observação chave é que, embora muito fraco em comparação ao campo magnético da Terra, cerca de quinhentas vezes menor, o campo experimental foi utilizado em pulsos e rotacionado. Parece possível que os campos produzidos por um ou mais tipos de plasma possam irradiar e pulsar. Testemunhas próximas a eventos UAP muitas vezes relatam luzes pulsantes e até mesmo sons pulsantes.[64]

Fenômenos celestiais, ionosféricos e terrestre[editar | editar código-fonte]

Em formações rochosas específicas, uma luz pode ser produzida por certos materiais que têm a propriedade de emiti-la quando mecanicamente solicitados (triboluminescência) ou essa luz pode ser produzida em consequência de uma reação química (quimioluminescência). Esses dois fenômenos, segundo o relatório, podem ter sido os elementos de fundo para a teoria das chamadas Linhas de Ley, que seriam supostos alinhamentos entre vários sítios históricos ou arqueológicos ou a teoria das Ortotenias [65], que propõem que observações de OVNI estão alinhadas na superfície da Terra. Uma breve pesquisa demonstrou que essas teorias são estatisticamente inválidas, mas uma conexão UAP com as Linhas de Ley poderia existir, uma vez que alguns dos locais que supostamente formam essas linhas envolvem formações rochosas no Reino Unido[66]. O relatório cita um famoso local na Noruega, com formações rochosas semelhantes a de partes do Reino Unido, onde luzes enigmáticas surgem com relativa constância, provocando o chamado Fenômeno de Hessdalem[67], que vem sendo sistematicamente estudado em projeto no âmbito da Østfold University College[68].

Outras fontes de luzes da Terra estão ligadas a geologia e estatisticamente estão conectados a UAPs, conforme estudo entre 1972 e 1976 em Leicestershire, Inglaterra[69]. Forças físicas e elétricas se acumulam em áreas de atividade sísmica, possivelmente ao longo de semanas ou meses e as tensões resultantes em formações rochosas finalmente resultam em fraturas de rocha. No momento da fratura (e provado por experimentos laboratoriais), estas produzem partículas carregadas eletricamente antes do evento, que se manifestam como luz quando a fratura ocorre.[70] Nesse cenário, podem ocorrer luzes da Terra nas seguintes condições[71]:

  • Ao longo das falhas geológicas e a cerca de dois quilômetros das linhas de falha;
  • Em terra ou no mar, as luzes foram muitas vezes descritas como verdes em formas de globo ou triângulos;
  • Quando excepcionais condições meteorológicas estão presentes;
  • Quando o aumento da poluição causada pelo homem está presente (partículas no ar capazes de manter uma carga elétrica);
  • Quando existe uma presença gasosa ou quimioluminescente;

No relatório, a partir da tese que certos UAPs são gerados por cargas elétricas liberadas de tensões antes e depois de terremotos (aparentemente é necessária uma atividade sísmica de baixo nível), são listadas características que essas luzes da Terra geradas teriam, levando em conta relatos históricos e trabalhos elaborados dentro do projeto:[72]:

  • Formas: bolas, raias, brilhos, arcos, bumerangues, triângulos com cantos arredondados, discos, esferas, girinos; à luz do dia podem parecer com discos metalizados, brilhos, halos, charutos; as cores mudam rápido e podem ser âmbar-amarelo e branco e a cor vermelha muitas vezes ao centro;
  • Luzes que mudam de forma, voam, perto da superfície ou em altura, descritas frequentemente como: dançando, perseguindo, dividindo ou fundindo; podem sugerir condução inteligente; podem se mover juntas, levando à suposição de que estão nas extremidades de um objeto sólido;
  • Os relatos são prováveis à noite, ainda que ocorram à luz do dia;
  • Uma emissão de ondas eletromagnéticas está presente;

Outro fenômeno, o das manchas solares tem sido sugerido com algum tipo de correlação com UAPs. Em alguns ciclos solares de onze anos, surgiram erupções solares que produziram campos magnéticos complexos, que variam no poder de penetração na ionosfera, no grau de flutuação e na distribuição da intensidade sobre a Terra. Os efeitos diretos da radiação eletromagnética são confinados ao hemisfério iluminado do planeta, que se inverte a cada novo ciclo. Correlações entre a frequência de UAPs e atividade magnética solar exigiria pelo menos vários anos de relatórios na base de dados.[73].

Formas visíveis, movimentos e sons[editar | editar código-fonte]

Estrondo sônico.

O estudo catalogou um grande número de formas e cores de UAPs, não só pelas fontes do banco de dados do Reino Unido, mas de relatos de outros países, como Estados Unidos, Canadá, Austrália, França, Japão, México, Peru e Áustria. As formas catalogadas foram esferas, discos, charutos, estrelas/pontos, triângulos, pirâmides, cones, retângulos, cilindros, diamantes, bumerangues.[74]

As cores foram: vermelho, laranja, amarelo, branco/prata, azul, verde, cinza/negro, rosa e misturadas. Foram criadas tabelas criando correlações entre as formas, cores e situações. Essas tabelas servem como uma referência e todos os casos investigados devem ser apoiados por uma investigação mais aprofundada usando todas as evidências disponíveis para auxiliar uma tomada de decisão final entre um UAP explicável ou não explicável (por falta de dados) ou inexplicável (com dados suficientes para tal). Por exemplo, uma forma em disco de cores misturadas, vista a noite, por segundos ou horas, é uma referência a um possível UAP identificado como uma luz da Terra (triboluminescência, quimioluminescencia, cargas elétricas de atividades sísmicas) ou gás de pântano. Por outro lado, uma forma em disco negro ou como sombra, com luzes entre as extremidades, por segundos ou minutos, é uma referência a um possível UAP não identificado.[75]

O relatório também trata da ilusão de velocidade de objetos em afastamento. Quando UAPs são observados na escuridão da noite, se o observador não tiver uma outra referência simultânea, como um avião, com o qual possa comparar com a velocidade do objeto, determinar a real velocidade pode ser impossível. Do mesmo modo, sob luz solar intensa, a velocidade de um pequeno objeto esférico em afastamento é particularmente difícil de avaliar. Quando um objeto é visto como uma luz esférica, a sua área superficial se afastando é percebida como a área de um círculo (πr2), parecendo ter encolhido de acordo com a quadrado da distância para o observador. No entanto, se a luz é uma esfera de plasma ela pode não estar acelerando ou em velocidade linear, mas encolhendo de tamanho, de intensidade, sem chegar a se mover, no tempo de sua breve existência. Similarmente, uma luz aparentemente rotativa, pode ser uma luz oscilante, e que dá a impressão de uma luz em rotação.[76]

Quanto aos sons, em muitos relatórios de UAPs desenvolvendo alta velocidade, não são relatados a ocorrência do estrondo sônico. Alguns motivos para essa estranha ausência poderia estar relacionada aos seguintes fatores:

  • Velocidade superestimada do objeto;
  • Condições atmosféricas que suprimem ou diminuem o nível do som (uma onda de choque sônica é distorcida por ventos ou absorvida pelas nuvens);
  • O objeto na verdade está no espaço (satélites);
  • O objeto não perturbou a atmosfera através da qual pareceu passar;
  • O objeto na verdade não tem massa ou massa insignificante.

O design aerodinâmico da fuselagem de aeronaves pode reduzir efeitos de onda de choque, embora não eliminá-los.[77]

Detecção por radar[editar | editar código-fonte]

Testemunhas fiáveis relataram UAPs que, pelas descrições visuais, poderíamos razoavelmente esperar que fossem objetos suficientemente sólidos para produzir reflexões de radar. Havia uma discrepância inconcebível entre o número de relatos visuais em terra e os registros radar de UAPs no Reino Unido, mesmo estes podendo alcançar distâncias além do limite da visão humana. Alguns motivos para tal discrepância seriam que os operadores de radar desconsideram muitos sinais por reflexão fraca, suspeita de sinais espúrios ou por serem bandos de pássaros[78].

Radar: um pulso de ondas de rádio de alta freqüência é emitido e reflete a partir da superfície do alvo. O sinal de retorno, "eco", é recebido pela antena, e o tempo de ida e volta é medido. A distância até o alvo é proporcional ao tempo de viagem. No mostrador a distância é proporcional à distância do pulso.

As respostas dos UAPs a radares são variáveis. Em dezembro de 1989, cinco radares da OTAN estavam dentro da área de cobertura de um relatório UAP. Três radares detectaram, mas dois não. A implicação disso parece ser que, pelo menos, a superfície de reflexão oferecida a uma frente de onda de radar pelo UAP não se apresenta como um objeto sólido consistente. Esta variabilidade pode ser devido a forma, orientação, composição do material ou ambos. Se UAPs forem fenômenos meteorológicos como plasmas atmosféricos, seria esperado que sua intensidade decairia conforme se extinguiria sua existência. Quanto a medição de velocidade, na ausência de correlação cruzada entre radares, são poucas as ocasiões onde ela pode ser deduzida a partir de medições reais [79].

Ecos de radar podem ser obtidos devido à condutividade elétrica do ar ionizado. A camada emissora de luz, causada pelos elétrons, é provavelmente um alvo de radar efetivo[80].

O estudo considerou que certos alvos de radar registrados como UAPs, foram originados por plasmas atmosféricos, como relâmpagos bola e plasma carregado de partículas de poeira (dusty plasma) [81]. E destaca que uma esfera de plasma mais densa (ou outra forma) pode ser considerada um refletor perfeito[82].

Tecnologias exóticas[editar | editar código-fonte]

Inicialmente o estudo não descartou que uma descoberta extraordinária, mesmo extraterrestre, poderia explicar alguns eventos. Que tal conclusão (tendo em conta as características excepcionais atribuídas por algumas testemunhas), só poderia ser o resultado de tecnologias que envolveriam atributos científicos e de engenharia que ultrapassariam as aspirações da indústria aeroespacial na Terra. Entre outras, por exemplo: [83]

  • Viagens interplanetárias ou intergaláticas;
  • Se mover a altas velocidades na atmosfera (acima da velocidade do som) sem causar o estrondo sônico;
  • Capacidade de manobras além de nossa capacidade atual e acima do que humanos possam suportar;
  • Emitir algum tipo de campo invisível, que, quando próximo, pode causar efeitos incomuns em humanos e equipamentos. Na pior das hipóteses, uma exposição de curto alcance a um UAP pode causar alguns efeitos de perturbações mentais e físicas, além de causar temporariamente mau funcionamento em equipamentos elétricos e eletrônicos.
Espaçonave Alien, obra de Andrés Nieto Porras.

Foi constatado que ao menos que existissem lacunas nas informações de inteligência há muitos anos, a possibilidade de demonstrar que a presença inexplicada de relatos UAP se deve inteiramente ao fenômeno humano, embora não totalmente impossível, era claramente improvável.[83]

Conforme o estudo prosseguiu, surgiram alguns dados que correlacionaram fenômenos de objetos aéreos inexplicados com fenômenos naturais. Assim, os interesses da inteligência de defesa não foram aprofundados por investigações contínuas concentradas em possibilidades extraterrestres.[84]

Quanto a meios de propulsão de veículos, o empuxo de qualquer objeto deve ser ligeiramente menor do que a massa do corpo na aterrissagem e duas vezes o seu peso para uma aceleração na decolagem de 1g. Se um objeto de um diâmetro de cinco a vinte metros fosse decolar, então uma explosão muito quente e significativa deveria ser esperada na superfície. Nenhum desses efeitos secundários foram relatados nos milhares de relatórios UAP, mantidos no Ministério da Defesa do Reino Unido. A existência de supostas tecnologias exóticas muitas vezes requerem que admitamos forças além do entendimento humano e que contrariam as leis da física como as conhecemos hoje. Tais como:[85]

Tendo em vista os casos residuais sem explicação na base de dados, com grandes variações de velocidade e aceleração além da nossa tecnologia atual, se pode elencar alguns meios de propulsão alternativos: uso de plasma, combustível químico combinado com eletro-nuclear, propulsão magnética, propulsão hipersônica, uso de antimatéria, micro-ondas.[87]

Quanto a relatos de OVNIs, é verificado:[88]

  • Não existiriam relatos fiáveis de pouso e decolagem de veículos contendo seres. Nenhuma espaçonave extraterrestre e seus ocupantes foram vistos e artefatos ou materiais foram deixados para confirmar sua existência.
  • Não houve espaçonaves acidentadas, apesar de relatos de OVNIs por milhares de anos.
  • Não houve evidencias de comunicação entre seres e suas naves com os humanos.
  • Não houve evidencias de alguma nação que dominasse o uso da antimatéria para propulsão.

Fraudes[editar | editar código-fonte]

No Brasil, o primeiro grande caso jornalístico envolvendo um OVNI nasceu sob o estigma da fraude, no ano de 1952. Um OVNI teria sido observado e fotografado no bairro da Barra da Tijuca no Rio de Janeiro por um conhecido jornalista e outro também conhecido fotógrafo. Uma extensa matéria com as fotos foi publicada na extinta revista O Cruzeiro e causou grande repercussão nacional. A própria aeronáutica brasileira chegou a dar crédito a história, mas análises das fotografias demonstraram que era uma montagem[89].

Em 1958, fotógrafo Almiro Baraúna teria tirado quatro fotografias de um OVNI sobrevoando a Ilha da trindade, a bordo do navio da marinha Almirante Saldanha. As fotografias foram publicadas pela revista O Cruzeiro[90], causando grande polêmica. Em 2010, ao programa Fantástico da Rede Globo, a publicitária Emília Bittencourt, amiga de Baraúna, relatou que ouviu do próprio serem montagens[91]. Em 2011, Marcelo Ribeiro, também fotógrafo e sobrinho de Almiro Baraúna, revelou que ouviu de seu tio como teria produzido as montagens em seu laboratório caseiro.[92].

Fraudes foram perpetradas em muitos países. Durante a onda ufológica de 1954 na França, na cidade de Bélesta, um grupo de jovens à época, construiu um artefato com um aro de bicicleta e lâmpadas presas a ela, que utilizada na escuridão, se tornou um OVNI noticiado por todo o país[93].

Existem as fraudes modernas, como casos de adulterações de fotografias efetuadas com a utilização de programas de edição de imagens. Em 2007 um vídeo de OVNIs em sobrevoo baixo sobre palmeiras fez grande sucesso nas redes sociais ufológicas. Era o vídeo dos OVNIs do Haiti, que foi posteriormente assumido como fraude pelo autor, um profissional da computação gráfica[94]. Durante a onda ufológica belga de 1989-1990, uma fotografia da maquete de um OVNI triangular supostamente tirada na cidade de Petit-Rechain correu o mundo, virando até capa de livro. O autor da foto assumiu fraude em 2011[95].

Fotografias[editar | editar código-fonte]

Em 1997, o professor de física da Universidade Stanford, Peter Sturrock, organizou uma conferência com cientistas de diversas áreas para analisar o fenômeno OVNI, intitulada Physical Evidence Related to UFO Reports, também chamada de Painel Sturrock.[96] O painel se expressou sobre a questão das evidências fotográficas, dizendo ser improvável se produzir provas fotográficas suficientes para convencer um cientista da realidade de um fenômeno estranho a menos que uma série de condições fossem atendidas (elencadas em um dos anexos do painel). Eles também expressaram a preocupação de que, com o avanço das técnicas digitais modernas, talvez nunca seja possível excluir possíveis fraudes sem que testemunhos independentes ou outro registro corroborativo do evento esteja disponível.[97]

O Relatório Condon (1968), vinte e nove anos antes do Painel Sturrock, quanto a evidências fotográficas, diz ter falhado em revelar provas conclusivas da existência de discos voadores, mas não poderia ser dito que não existissem e que teria sido significativo que vários casos clássicos tivessem pouco valor probatório. [98] 

Uma fotografia que é reconhecida mundialmente como uma das melhores de um legítimo OVNI, foi tirada em 04 de setembro de 1971, na Costa Rica, durante o mapeamento aerofotográfico do Lago de Cote pelo governo daquele país. Dois estudos foram publicados sobre a foto:

  • Photo Analysis of an Aerial Disc Over Costa Rica - Journal of Scientific Exploration, Vol. 3, number 2 (1989) por Richard F. Haines, Jacques F. Vallee;[99]
  • Lago de Cote: Photo Analysis of an Aerial Disc Over Costa Rica : New Evidence - Journal of Scientific Exploration, Vol. 4, number 1 (1990) por Richard F. Haines, Jacques F. Vallee.[100]

Outra fotografia foi tirada em 08 de junho de 1950, em McMinnville, Oregon, EUA. É uma das fotografias mais estudadas ao longo das décadas, com analises que defendem sua legitimidade e outros que sustentam ser fruto de uma fraude. Foi analisada dentro do Relatório Condon. Os estudos são:

Por motivo de direito de autor, a fotografia do UFO de McMinnville somente está disponível na Wikipédia inglesa, exclusivamente no verbete:


McMinnville UFO photographs


A exemplo da fotografia de McMinnville, uma foto tirada em Santa Ana (Califórnia), EUA, no dia 03 de agosto de 1965, também foi muito investigada, com analises díspares. Foi analisada pelo Projeto Livro Azul e considerada um embuste, já pelo Relatório Condon considerada inconclusiva e por muitos investigadores independentes considerada autêntica. Alguns dos estudos são:[104]

  • Projeto Livro Azul: Photo Analysis Report 65-48 por Frank McPeak;[105]
  • Relatório Condon: Santa Ana, Calif, caso 52, por William Kenneth Hartmann;[106]
  • Reanalysis of the 1965 Heflin UFO Photos - Journal of Scientific Exploration, Vol. 4, number 4 (2000) por Ann Druffel, Robert M. Wood e Eric Kelson;[107]

Uma outra fotografia clássica foi tirada em 24/25 de fevereiro de 1942 em Los Angeles, Califórnia, EUA, e faz parte da história da Segunda Guerra Mundial, naquela que ficou conhecida como A Batalha de Los Angeles.

  • The Army Air Forces in World War II, chapter 8, Air Defense of The Western Hemisphere de Wesley Frank Craven e James Lea Cate[108];
  • The Battle of Los Angeles -Photo analysis de Bruce Maccabee[109].


Regulamentação da Força Aérea Brasileira (FAB)[editar | editar código-fonte]

Em 10 de agosto de 2010 foi publicado no Diário Oficial da União a Portaria Nº 551/GC3[111], dispondo sobre o registro e o trâmite de assuntos relacionados a OVNIs no âmbito do Comando da Aeronáutica, alterando orientações oficiais anteriores de 1978 e 1989. Em seu primeiro artigo determina que "(...) As atividades do Comando da Aeronáutica (COMAER) relativas ao assunto “objetos voadores não identificados” (OVNI) restringem-se ao registro de ocorrências e ao seu trâmite para o Arquivo Nacional.". Estabeleceu que as ocorrências devem ser registradas em formulário próprio por todos os usuários do controle de tráfego aéreo e encaminhadas ao Comando de Defesa Aeroespacial Brasileiro - COMDABRA, que enviará periodicamente essa documentação ao Centro de Documentação da Aeronáutica - CENDOC, para posterior envio ao Arquivo Nacional[112].

Liberação de documentos oficiais

Em 5 de maio de 2008, foi encaminhado ao Ministério da Defesa ofício do Subchefe para Assuntos Jurídicos da Casa Civil da Presidência da República, recomendando providências para acesso público à documentação referente a OVNIs, conforme solicitação da Comissão Brasileira de Ufólogos - CBU, que fosse passível de desclassificação de seu grau de sigilo ou material não sigiloso ou que tenha sido vencido seu prazo de sigilo, e posterior envio ao Arquivo Nacional. Em 31 de outubro de 2008, o Arquivo Nacional no Distrito Federal recebeu do CENDOC, um primeiro conjunto de publicações compiladas, do período 1952-1969, relativo a OVNIs[113]. Novos lotes de documentos foram liberados ao longo do tempo e no sistema de informações do Arquivo Nacional encontramos documentos digitalizados de anos recentes[114].

A documentação pode ser acessada pelo sítio do Arquivo Nacional, através do Sistema de Informações do Arquivo Nacional - SIAN , sob o código de referência BR DFANBSB ARX.

Histórico

Em 13 de abril de 1978, o Ministro da Aeronáutica emitiu a nota ministerial C-002/Min/Adm[nota 1] com recomendações sobre o assunto OVNI. O ministro Joelmir Campos de Araripe Macedo fez uma digressão sobre o fenômeno OVNI pela Segunda Guerra Mundial e o interesse da Luftwaffe (força aérea alemã) nos relatórios sobre OVNIs dos seus pilotos e o tratamento recente da questão nos EUA, onde a USAF (força aérea americana) encerrou seus estudos, dizendo que não havia risco à segurança nacional. Recomenda a organização de um Registro de OVNI e de uma Comissão de Avaliação, composta por “elementos isentos de idéias ou opiniões preconcebidas”.

O ministro, no entanto, cometeu uma impropriedade ao citar uma organização alemã ligada a Luftwaffe chamada Sonder buro Nr.13 que cuidava de uma suposta Operação Uranus para estudo dos discos voadores. Tal organização foi citada na obra O Livro Negro dos Discos Voadores [115] de 1970, por Henry Durrant, sendo reconhecida como uma fraude pelo próprio autor do livro[116].

Em 28 de fevereiro de 1989 o Ministro da Aeronáutica Octávio Júlio Moreira Lima emitiu o aviso ministerial S-001/Min, referenciando a nota ministerial de 1978, e transferindo toda a responsabilidade pelo assunto OVNI ao COMDABRA, bem como a transferência de toda a documentação acumulada. Recomendou isenção de idéias, opiniões pessoais e sigilo[nota 2].

Histórico de Observações no Brasil[editar | editar código-fonte]

No Brasil, existem diversas regiões nas quais os relatos de OVNIs são bastante frequentes, sendo que em muitas delas os OVNIs fazem parte da própria cultura local da região. Dentre elas, podem-se destacar:[117][118]

Notas

  1. Arquivo Nacional, código de referência BR AN,BSB ARX.0.0.220, disponível digitalmente no Sistema de Informações do Arquivo Nacional
  2. Arquivo Nacional, código de referência BR AN,BSB ARX.0.0.268, disponível digitalmente no Sistema de Informações do Arquivo Nacional

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Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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