Partido Progressista (Brasil)
| Partido Progressista | |
|---|---|
| Número no TSE | 11 |
| Presidente | Francisco Dornelles |
| Fundado em | 2003, antiga Arena (1966) |
| Sede | São Paulo |
| Ideologia | Democracia liberal, Populismo, Conservadorismo social, Conservadorismo liberal |
| Cores | vermelho, branco e azul |
| Website | |
| http://www.pp.org.br | |
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Partido Progressista (PP) é um partido de direita do Brasil.
Índice |
[editar] História
Sua mais conhecida liderança é o político, engenheiro e empresário paulista Paulo Maluf, que concorreu indiretamente à Presidência da República em 1985, pleito, que na ocasião foi vencido por Tancredo Neves,e diretamente em 1989 no qual ficou em 5° lugar, pleito este vencido por Fernando Collor. Maluf conquistou então a Prefeitura de São Paulo em 1992 e assim pode conservar sua liderança junto aos membros da agremiação. Após o impeachment de seu pupilo político eleito como prefeito, em sua sucessão, Celso Pitta, Maluf foi pouco a pouco perdendo seu cacife político. No interior da legenda também possuem peso político os representantes dos estados do Sul — o PP ainda é o maior partido do Rio Grande do Sul, tendo eleito em 2010 a jornalista política Ana Amélia Lemos como senadora pelo estado, numa coligação entre PP, PSDB e PPS — Em Santa Catarina o partido mostra suas forças principalmente em torno da família Amin, Esperidião Amin foi eleito duas vezes governador e também prefeito da capital, Florianópolis, sua mulher Ângela Amin elegeu-se duas vezes prefeita de Florianópolis e por duas vezes disputou a eleição para governador do estado, tendo perdido ambas, inclusive em 2010 para o democrata Raimundo Colombo
O PP é o segundo partido brasileiro com maior número de filiados, de acordo com dados do TSE. Suas cores são o vermelho, o branco e o azul e seu símbolo é uma flor estilizada. Seu código eleitoral é o 11.[1]
[editar] História
[editar] Arena: o partido do governo militar
As origens do Partido Progressista estão ligadas à ditadura militar (1964–85), quando surgiu a Aliança Renovadora Nacional (Arena) — partido do governo — e, posteriormente, ao processo de redemocratização do Brasil que culminou com a eleição de Tancredo Neves e José Sarney, presidente e vice-presidente da República, pelo Colégio Eleitoral em 15 de janeiro de 1985.
[editar] Partido Democrático Social (PDS)
Encerradas as eleições gerais de 15 de novembro de 1982 as atenções do mundo político se voltaram para a sucessão do presidente João Figueiredo (1979-1985) e nisso as lideranças governistas agregadas no Partido Democrático Social - sucessor da ARENA - passaram a defender uma miríade de nomes com vistas à sucessão, dentre os quais o do vice-presidente Aureliano Chaves, do senador Marco Maciel, do Ministro da Desburocratização Hélio Beltrão e até do General Costa Cavalcanti, diretor-geral da Itaipu Binacional. Após uma série de acontecimentos políticos, a disputa pela candidatura na agremiação situacionista restringiu-se aos nomes do deputado federal Paulo Maluf e do ministro do Interior Mário Andreazza, sendo que o primeiro foi ungido candidato ao vencer a convenção nacional do PDS. Mesmo vitoriosa, a candidatura de Maluf acabou por cindir irremediavelmente o partido sendo que tal fato levou os dissidentes liderados por José Sarney e Antonio Carlos Magalhães a criarem o Partido da Frente Liberal (atualmente Democratas), sendo que o primeiro se filiou ao PMDB poucos meses antes da eleição em uma manobra para concorrer a vice de Tancredo Neves, e assim contribuírem decisivamente para a vitória do candidato presidencial oposicionista, que participou das Diretas Já, maior movimento de massas da história do país, que pretendia o restabelecimento das eleições presidenciais em 1984, por meio da aprovação de uma emenda constitucional apresentada pelo deputado Dante de Oliveira e que acabou derrotada pela maioria parlamentar do PDS, em abril do mesmo ano.
Vigoroso quando no governo, o PDS passou ao declínio na oposição e viu reduzir a cada dia o número de governadores, prefeitos e parlamentares eleitos sob sua marca: o próprio Maluf amarga uma série de reveses ao ser derrotado nas eleições para governador de São Paulo em 1986, prefeito da capital em 1988, presidente da República, em 1989, e novamente para o governo, em 1990. Mesmo quando venceu a eleição para prefeito em 1992 ao derrotar o senador petista Eduardo Suplicy, no segundo turno, Maluf percebeu a necessidade de uma nova legenda no fragmentado quadro partidário brasileiro para se manter influente no plano nacional como expoente político de direita, em especial após o impeachment do presidente Fernando Collor, cuja candidatura o PDS apoiou no segundo turno, tendo participado do referido governo.
[editar] Partido Progressista Reformador (PPR)
Em convenção nacional datada de 4 de abril de 1993 o PDS se fundiu ao Partido Democrata Cristão (criado em 1985) e deu origem ao Partido Progressista Reformador (PPR). A nova agremiação disputou as eleições de 1994 e viu o senador Esperidião Amin ficar em sexto lugar na disputa pela Presidência da República, elegendo ainda três governadores de estado (Amazonino Mendes no Amazonas, Orleir Cameli no Acre e Siqueira Campos no Tocantins), dois senadores e cinquenta e dois deputados federais. Porém o reagrupamento de forças estaduais de perfil moderado e conservador seguiu adiante com a fusão, em 1995, entre o Partido Progressista Reformador e o primeiro Partido Progressista (PP), criado em 31 de janeiro de 1993 após a fusão de duas outras legendas, união que deu origem ao Partido Progressista Brasileiro (PPB), desde logo comprometido com o apoio ao Plano Real, ao governo Fernando Henrique Cardoso e à estabilização econômica do Brasil.
[editar] Partido Progressista Brasileiro (PPB)
O primeiro embate para o novo partido aconteceu nas eleições municipais de 1996 quando seus candidatos conquistaram 625 prefeituras dentre as quais em Manaus com Alfredo Nascimento, em Palmas com Manoel Odir Rocha e em São Paulo com Celso Pitta, cujo triunfo demonstrou a predominância de Paulo Maluf sobre os rumos do partido. Quatro anos mais tarde o partido triunfaria em Florianópolis com Ângela Amin, a mais vistosa das 618 vitórias do partido. Em 1998 o PPB elegeu Esperidião Amin governador de Santa Catarina e Neudo Campos governador de Roraima obtendo também duas cadeiras no Senado e sessenta assentos na Câmara dos Deputados em 1998, números que refluiriam drasticamente em 2002 quando a legenda perdeu as disputas por cargos majoritários e elegeu apenas quarenta e nove deputados federais.
[editar] Partido Progressista (PP)
Findo o governo Cardoso e completado mais um ciclo na vida política do país, a Convenção Nacional do PPB, buscando inspiração nas transformações políticas internacionais, decide, em 4 de abril de 2003, alterar sua denominação para Partido Progressista (PP). Com a eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2002, o PP passou a integrar a base de apoio ao novo presidente no Congresso Nacional, salientando seu temor em ser diminuído como ocorrera na única vez que fora oposição ao governo Sarney. Foi citado durante o Escândalo do Mensalão e principal protagonista do escândalo do Detran-RS.
[editar] Manifesto do Partido
Segundo consta em seu manifesto, o PP se propõe à construção de uma sociedade livre, democrática, justa, pluralista, solidária e participativa, em que se ressalte o absoluto respeito à dignidade da pessoa humana. Dirige-se ao povo brasileiro, objeto de toda a sua motivação, para afirmar o compromisso de orientar sua ação política e parlamentar na sustentação desses princípios, e mais os seguintes, todos detalhados no programa partidário:
- Sistema econômico livre, que favoreça a prática das regras de mercado, mas que tenha como objetivo maior o bem-estar dos brasileiros e a eliminação das desigualdades;
- Ação econômica que leve em conta valores sociais como a criação de riquezas para todos, através da geração de empregos, da renda poupança e do funcionamento de efetiva economia social de mercado;
- Liberdade de culto religioso, garantia da inviolabilidade, da privacidade, direito ao trabalho digno, ao salário justo, à moradia, à educação, à alimentação, à segurança, como, também, o exercício de uma imprensa livre e responsável e à preservação do meio ambiente.
[editar] Ranking da corrupção
Com base em dados divulgados pelo Tribunal Superior Eleitoral, o Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral divulgou um balanço, em 4 de outubro de 2007, com os partidos com maior número de parlamentares cassados por corrupção desde o ano 2000. O PP ocupa a quarta colocação no ranking, com 26 cassações, atrás do DEM, PMDB e PSDB.[2]
[editar] Eleições 2010
O partido elegeu 44 deputados federais e 4 senadores.
A executiva nacional do PP declarou apoio informal à candidatura de Dilma Rousseff à presidência, sem integrar a coligação da ex-Ministra.[3] Em São Paulo, o partido que tem por principal líder Paulo Maluf, se manteve neutro.
As alianças entre a direita e antigos partidos de esquerda se repetem em vários lugares, como na Bahia, onde o PP fez parte da coligação do candidato petista, tendo inclusive indicado o seu vice.[4] Sobre esse tipo de coligações, a ex-prefeita de São Paulo e ex-petista Luísa Erundina declarou, ainda em maio de 2010 , que "Dá uma tristeza, uma agonia ver o PP do Maluf com o PCdoB. Está tudo igual."[5]
No Rio Grande do Sul, o PP junto ao PPS, aliou-se a candidata tucana Yeda Crusius para sua reeleição, tendo em contrapartida, lançado a jornalista política Ana Amélia Lemos que com mais de 3,4 milhões de votos se elegeu senadora, vencendo o ex-governador gaúcho Germano Rigotto (PMDB). No estado, o partido apoiou o candidato tucano a presidência José Serra, assim como no Paraná e em Minas Gerais. [6]
[editar] Bancada na Câmara dos Deputados
[editar] Composição atual
| Deputados | AC | AL | AM | AP | BA | CE | DF | ES | GO | MA | MG | MS | MT | PA | PB | PE | PI | PR | RJ | RN | RO | RR | RS | SC | SE | SP | TO |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| 39 | 1 | 1 | 1 | 0 | 3 | 1 | 0 | 0 | 2 | 1 | 5 | 0 | 1 | 0 | 1 | 2 | 1 | 3 | 2 | 0 | 1 | 0 | 6 | 2 | 0 | 4 | 1 |
[editar] Bancada eleita para a legislatura
| Legislatura | Eleitos | % | AC | AL | AM | AP | BA | CE | DF | ES | GO | MA | MG | MS | MT | PA | PB | PE | PI | PR | RJ | RN | RO | RR | RS | SC | SE | SP | TO | Diferença |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
|
|
44 | 8,58 | 1 | 1 | 2 | 0 | 4 | 1 | 0 | 0 | 2 | 1 | 5 | 0 | 2 | 0 | 1 | 2 | 1 | 3 | 3 | 0 | 1 | 1 | 6 | 2 | 0 | 4 | 1 | +3 |
|
|
41 | 7,99 | 1 | 1 | 2 | 0 | 3 | 2 | 0 | 0 | 2 | 0 | 3 | 1 | 2 | 1 | 0 | 1 | 1 | 3 | 2 | 1 | 0 | 1 | 5 | 3 | 0 | 5 | 1 | -8 |
|
|
49 | 9,55 | 2 | 0 | 0 | 1 | 2 | 1 | 0 | 2 | 3 | 1 | 4 | 0 | 1 | 1 | 1 | 3 | 0 | 4 | 6 | 1 | 0 | 1 | 6 | 4 | 1 | 3 | 1 | -11 |
|
|
60 | 11,70 | 1 | 0 | 1 | 0 | 1 | 1 | 2 | 1 | 1 | 0 | 7 | 1 | 0 | 1 | 1 | 2 | 0 | 5 | 6 | 1 | 0 | 4 | 5 | 4 | 1 | 12 | 2 |
Fonte: Portal da Câmara dos Deputados - Bancada na Eleição.
[editar] Participação do partido nas eleições presidenciais
| Ano | Candidato a Presidente | Candidato(a) a Vice-Presidente | Coligação | Votos | % | Colocação |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1998 | Fernando Henrique Cardoso (PSDB) | Marco Maciel (PFL) | PSDB, PFL, PPB, PTB e PSD | 35.936.540 | 53,06 | 1º |
| 1994 | Esperidião Amin | Maria Gardênia Gonçalves | sem coligação | 1.739.894 | 2,75 | 6º |
| 1989 | Paulo Maluf | Bonifácio José de Andrada | sem coligação | 5.986.575 | 8,28 | 5º |
Referências
- ↑ Tribunal Superior Eleitoral: Partidos políticos registrados no TSE, acessado em 25 de julho de 2007
- ↑ Desde 2000, 623 políticos foram cassados. DEM lidera ranking. O Globo. Página visitada em 11 de julho de 2010.
- ↑ Site oficial da candidata. Na reta final, mais apoio à candidatura de Dilma. dilma13.com.br. Página visitada em 2/10/2010.
- ↑ Regina Bochicchio (01/04/2010). Ser ou não ser da chapa de Wagner é só questão de tempo para César. A Tarde. Página visitada em 2/10/2010.
- ↑ Malu Delgado (15/5/2010). Erundina diz que dá agonia ver PP ao lado do PCdoB. O Estado de São Paulo. Página visitada em 2/10/2010.
- ↑ Título não preenchido, favor adicionar. Folha.com (22/10/2010). Página visitada em 8/11/2010.
[editar] Ligações externas
- Site oficial
- História do PPB - Versão anterior do site do PPB (atual PP) armazenada pelo archive.org, onde é apresentado o histórico de fusões partidárias até então
- Banco de dados do Iuperj segundo Jairo Nicolau