Praia Grande (São Paulo)

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Estância Balneária de Praia Grande
  Município do Brasil  
Praia da Guilhermina, em Praia Grande.
Praia da Guilhermina, em Praia Grande.
Símbolos
Bandeira de Estância Balneária de Praia Grande
Bandeira
Brasão de armas de Estância Balneária de Praia Grande
[[Brasão|Brasão de armas]]
Hino
Lema Mare Nostrum
"Nosso Mar"
Apelido(s) "Cidade de Todos"
"PG"
Gentílico praia-grandense
Localização
Estância Balneária de Praia Grande está localizado em: Brasil
Estância Balneária de Praia Grande
Localização da Estância Balneária de Praia Grande no Brasil
Mapa da Estância Balneária de Praia Grande
Coordenadas 24° 0' 21" S 46° 24' 10" O
País Brasil
Unidade federativa São Paulo
Região intermediária[1] São Paulo
Região imediata[1] Santos
Região metropolitana Baixada Santista
Municípios limítrofes Norte e Nordeste: São Vicente e
Oeste: Mongaguá
Distância até a capital 72 km
História
Fundação 19 de janeiro de 1967 (53 anos)
Aniversário 19 de janeiro
Administração
Prefeito(a) Alberto Mourão (PSDB, 2017 – 2020)
Características geográficas
Área total [2] 149,253 km²
População total (Estimativa IBGE/2019[2]) 325 073 hab.
 • Posição SP: 26º
Densidade 2 178 hab./km²
Clima subtropical (Cfa)
Altitude 3 m
Fuso horário Hora de Brasília (UTC−3)
Indicadores
IDH (PNUD/2010[3]) 0,754 alto
 • Posição SP: 198°
PIB (IBGE/2017[4]) R$ 6 688 613,69 mil
 • Posição BR: 143º/SP: 33°
PIB per capita (IBGE/2017[4]) R$ 21 574,50
Outras informações
Padroeiro(a) São Pedro
Website http://www.praiagrande.sp.gov.br/ (Prefeitura)
https://www.praiagrande.sp.leg.br/ (Câmara)

Praia Grande é um município na Região Metropolitana da Baixada Santista, estado de São Paulo, Brasil. A população aferida na revisão censitária do IBGE em 2010 era de 262 061 habitantes. Na estimativa do IBGE para 1.º de julho de 2019, a população de Praia Grande era de 325 073 habitantes.[2] É a terceira cidade mais populosa do litoral paulista, depois de São Vicente e Santos. Com uma área de 149,253 km², a densidade demográfica em 2019 era de 2 178 habitantes/km².[2] O município é formado pela sede e pelo distrito de Solemar[5][6].

A cidade de Praia Grande tem uma das praias mais movimentadas do Brasil, tendo sido eleita pelo Ministério do Turismo como a quarta cidade que mais recebe turistas no país durante a temporada de verão, depois de São Paulo, Rio de Janeiro e Florianópolis.[7] Na alta temporada recebe cerca de 1,86 milhão de turistas[8] (mais de cinco vezes a sua população fixa). A cidade também teve uma rápida expansão, com crescimento de 56 000 habitantes entre 2000 e 2009, recebendo, em 2015, o título de "a cidade que mais cresce no Brasil".[9] Sua população estimada para 1.º de julho de 2019 era de 325 073 habitantes.[2]

Praia Grande é um dos 15 municípios paulistas considerados estâncias balneárias pelo governo paulista, por cumprirem determinados pré-requisitos definidos por Lei Estadual. Existem outros municípios, que não sendo estâncias balneárias, ainda assim são estâncias turísticas. Tal status garante a esses municípios uma verba maior por parte do estado, através do Departamento de Apoio às Estâncias do Estado de São Paulo, para a promoção do turismo regional. Também, o município adquire o direito de agregar, junto a seu nome, o título de "estância balneária", termo pelo qual passa a ser designado tanto pelo expediente municipal oficial quanto pelas referências estaduais. [carece de fontes?]

Praia Grande forma, junto com os municípios de Bertioga, Cubatão, Guarujá, Itanhaém, Mongaguá, Peruíbe, Santos e São Vicente, a Região Metropolitana da Baixada Santista, criada pela Lei Complementar 815, de 30 de junho de 1996, tornando-se, assim, a primeira Região Metropolitana brasileira criada sem status de capital estadual. A região possui 1 765 927 habitantes, conforme atualização do Censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística divulgado em 2013.[10]

História[editar | editar código-fonte]

Entrada da Fortaleza de Itaipu, construída no início do século XX.
Forte de Jurubatuba, inaugurado em 1919.

Até a chegada dos portugueses, no século XVI, as terras do atual município eram habitadas pelos índios tupiniquins.[11] A região foi uma das primeiras colonizadas pelos portugueses no Brasil, quando da chegada de Martim Afonso de Sousa no litoral de São Paulo em 1532. Martim Afonso funda a primeira vila brasileira, São Vicente, da qual o território que pertenceria a Praia Grande foi parte até 1967.

No século XVI, Praia Grande, que estava estrategicamente localizada entre São Vicente e Itanhaém, foi caminho do padre José de Anchieta, quando este viajava para Itanhaém. Nessa época, a região do município era conhecida como "Praia da Conceição".[12][13]

No século XVII, na região em que hoje se situam os bairros do Boqueirão e do Canto do Forte, forma-se um núcleo populacional de caráter essencialmente agrícola e surgem vários sítios ao longo da atual orla de Praia Grande e no núcleo populacional anteriormente citado. Estes sítios produziam produtos agrícolas e artesanais, vendidos nas vilas de Santos e São Vicente. O transporte da produção era feito ou em canoas que percorriam o Rio Piaçabuçu até o Porto do Piaçabuçu, no atual bairro de Caieiras, ou saindo de São Vicente e chegando num porto, hoje localizado na atual região do Portinho.[12][13]

No início do século XX, com a abertura da Fortaleza de Itaipu (1902), da Estrada de Ferro Santos-Juquiá (1912) e, principalmente, da Ponte Pênsil (1914), investidores imobiliários se interessam pela faixa de 22,5 km de praias contínuas, que mais tarde seria a cidade de Praia Grande, e os sítios começaram a ceder lugar aos primeiros loteamentos. Nessa época, os banhos de mar em Praia Grande eram recomendados com fins terapêuticos, para tratar da saúde, por conta da concentração de iodo, mas, com o passar do tempo, o banho de mar com fins terapêuticos foi perdendo importância.

O movimento pela emancipação política de Praia Grande começou na década de 1950, devido à infraestrutura precária, com falta de saneamento básico, escolas, transporte, hospitais, abastecimento de água, luz e vias de acesso, mas houve resistência por parte de São Vicente. Em 1963, houve um plebiscito sobre a emancipação de Praia Grande, no qual a grande maioria da população votou a favor da emancipação.

Em 19 de janeiro de 1967, Praia Grande se desmembra de São Vicente, tornando-se um município, e o engenheiro Nicolau Paal foi nomeado interventor federal no município, com instalação provisória da prefeitura no Ocian Praia Clube. A primeira eleição municipal em Praia Grande foi realizada em 15 de novembro de 1968, tendo como prefeito eleito Dorivaldo Loria Júnior.

Desde a década de 1960, Praia Grande recebia o turista de um dia, que vinha à praia para se divertir no mar. Não havia infraestrutura turística para atender o número de turistas. Vários ônibus chegavam e ficavam ao longo da praia. As famílias traziam o que comer e não se importavam com o lixo que produziam, sujando a areia, o mar, as ruas e as praças.[14][15]

Depois da emancipação, a cidade acelerou levemente o ritmo de crescimento experimentado desde a década de 1950, ganhando maior qualidade em seus serviços públicos, dada a proximidade do poder municipal com a realidade da população local. Na década de 1980, a cidade ganhou novo impulso para seu crescimento, com a inauguração da Ponte do Mar Pequeno (no trecho final da Rodovia dos Imigrantes), ligando a ilha de São Vicente à cidade, e resolvendo dois problemas de uma só vez: além de desafogar o trânsito na saturada Ponte Pênsil, a cidade ganhava uma ligação direta à capital, sem a necessidade de se passar pelas cidades de Santos e São Vicente, a fim de acessar a Via Anchieta, então a única opção para se chegar à capital. Assim, Praia Grande passou a ser o balneário mais próximo da capital.

No entanto, esta facilidade de acesso trouxe grandes inconvenientes, que viriam a ser solucionados a partir de 1993, quando a cidade iniciou uma verdadeira revolução: o sistema de transportes foi totalmente remodelado, mais de 90% das ruas foram pavimentadas, o esgoto iniciou uma expansão em coleta (que começou com 60% dos domicílios, com previsão de chegar a 100% até 2012), sendo tratado e arremessado a mais de 3 km da costa, a orla da praia e os principais pontos turísticos foram totalmente reurbanizados, proibiu-se a entrada de ônibus de excursões sem prévia licença da prefeitura, o sistema viário foi totalmente revisto e readequado (foi construída a Via Expressa Sul) e foi incentivado o turismo, o comércio e, principalmente, a construção civil, em intervenções que ocorreram até 2006.

Alguns projetos ainda deverão ser implantados na cidade, independentemente da administração, como o Aeroporto de Cargas na região do Andaraguá, os campi da Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho e da Universidade Federal de São Paulo, a transformação do aterro sanitário municipal em parque ecológico (que aguarda descontaminação do solo) e a Rota 700, que ligará o Anhanguera à Imigrantes.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Praia do Caiçara.

Praia Grande tem divisa com os municípios de São Vicente (nordeste) e Mongaguá (oeste). Existem ainda limites marítimos com os municípios de Santos (Nordeste) e Guarujá (Leste), nas águas da Baía de Santos, que banha o extremo leste da cidade e se une ao Mar Pequeno através do Estreito do Morro dos Barbosas, onde fica a Ponte Pênsil.

O Rio Piaçabuçu, que nasce no centro geográfico da cidade (e serve de divisa com o município de São Vicente) desemboca no Mar Pequeno, transformando toda a Zona Leste de Praia Grande em uma península. O norte, noroeste e parte do oeste da cidade é serrano, onde a altura aumenta em direção ao norte, onde fica o planalto da capital. O restante da cidade é planície litorânea.

Com 22,5 quilômetros de extensão, a costa de Praia Grande é dividida em 12 praias: Forte, Canto do Forte, Boqueirão, Guilhermina, Aviação, Tupi, Ocian, Vila Mirim, Vila Caiçara, Jardim Real, Balneário Florida e Solemar, sendo o centro da cidade no Boqueirão. Seu interior contém alguns mangues.

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima de Praia Grande é o subtropical úmido, sem meses secos, com verões quentes e invernos brandos, sendo o mês mais quente Janeiro, com uma média de 25 graus centígrados e o mais frio é julho, com uma média de 19 graus centígrados.

Dados climatológicos para Praia Grande
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Ano
Temperatura máxima média (°C) 28,2 28,8 28,2 26,3 24,7 23,2 22,6 22,6 23,6 24,9 26,1 27,1 25,5
Temperatura média (°C) 25,1 25,3 24,5 22,4 20,5 19,1 18,7 19,4 20,3 21,7 22,8 23,6 22
Temperatura mínima média (°C) 22,1 21,9 20,8 18,6 16,3 15 14,9 16,3 17,1 18,5 19,6 20,2 18,4
Precipitação (mm) 337 318 322 237 162 109 105 98 152 235 224 292 2 591
Fonte: Climate-Data.org[16]

Demografia[editar | editar código-fonte]

Até o início da década de 1990, a maior parte dos habitantes de Praia Grande morava junto à praia, concentrada principalmente na região compreendida entre a praia do Boqueirão, onde está localizado o centro da cidade, e a praia do Ocian. No entanto, a partir do meio dos anos 1990, o boom da construção civil, ocorrido graças a uma série de obras de infraestrutura, paisagismo e urbanização, que até então eram demasiadamente precários, acabou atraindo milhares de famílias para o município, em busca dos empregos oferecidos pelas empreiteiras e construtoras, causando um imenso inchaço populacional na região compreendida entre a atual Via Expressa Sul, a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega e a Serra do Mar, criando bairros periféricos, como Jardim Quietude, Ribeirópolis, Jardim Samambaia, entre outros. Hoje, já estão todos em via de urbanização, com escolas, creches, transporte público e pavimentação em grande parte de suas ruas, além de futuros investimentos de porte feitos pela prefeitura nesses locais, como os 16 milhões de reais que serão investidos no bairro periférico Glória, em sua completa reurbanização.

Em 2019, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística estimou a população de Praia Grande em 325 073 habitantes.[2]

Dados populacionais - censo 2010[editar | editar código-fonte]

Fonte: IBGE[2]

     • Urbana: 262.051 (100%)

     • Homens: 125.926 (48,05%)

     • Mulheres: 136.125 (51,95%)

Evolução demográfica da cidade de Praia Grande[18][19]

Etnias[editar | editar código-fonte]

Cor/Raça População
Branca 149 617 (57,09%)
Parda 94 571 (36,09%)
Negra 15 407 (5,88%)
Amarela 2 063 (0,79%)
Indigena 393 (0,15%)
Total 262 051 (100%)

Fonte: IBGE – Censo 2010[20]

Política[editar | editar código-fonte]

Interventor Federal

Nicolau Paal (1967-1968)

Interventor Estadual

Paulo de Souza Sandoval (1968-1969)

Prefeitos eleitos

Eleições municipais de 2008[editar | editar código-fonte]

O resultado das eleições de 2008 foi discutido na justiça, por denúncias de compras de votos. O coordenador da campanha da eleição de Roberto Francisco dos Santos, José Ronaldo Alves de Sales, admitiu ter participado de esquema de compra de votos. O juiz da 317ª Zona Eleitoral de Praia Grande chegou a decidir, em primeira instância, pela cassação do mandato em 21 de outubro de 2009, mas o prefeito conseguiu liminar dois dias depois o mantendo no cargo.[21]

Em sede de liminar, o relator do processo Flávio Yarshell relatou diversas falhas processuais na decisão de primeira instância, como a utilização na fundamentação da sentença de provas que o próprio juízo "veio a reputar inadmissível no processo" e depoimento de testemunha que deveria, em tese, figurar como coréu no processo. A decisão liminar não pode ser impugnada pois os advogados do candidato adversário perderam o prazo para recurso, eis que consideraram o termo inicial como a data da publicação da decisão, mas sem considerar o fato que já haviam tomado ciência no mesmo dia em que a decisão fora proferida.[22]

Em abril de 2010 o TRE de São Paulo julgou definitivamente improcedente as acusações de compra de voto contra o prefeito. Por unanimidade o Tribunal decidiu que a as provas contidas nos autos não possuíam credibilidade.[23]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Vista da Vila Caiçara.

Praia Grande é dividida em 2 distritos: o distrito de Praia Grande (sede) e o distrito de Solemar, próximo à divisa com Mongaguá. Os bairros podem ser caracterizados entre "bairros litorâneos", que ficam localizados entre a rodovia (Via Expressa Sul e Rodovia Padre Manoel da Nóbrega) e a praia, e "bairros periféricos", localizados na terceira zona residencial entre a rodovia e os morros ou o Rio Piaçabuçu, e a chamada "Região Serrana de Samaná". Desde 1992, com a criação do Projeto Rumo, cada bairro passou a ser identificado com uma cor diferente, inserida em todas as identificações públicas relativas a cada bairro.

Além disso, alguns bairros são subdivididos em regiões menores denominadas Praças Administrativas, que antigamente tornava endereços mais específicos, auxiliando o serviço dos correios, mas que, atualmente, servem apenas para agrupar lugares que possuem características comuns, para a administração municipal trabalhar em alguma necessidade específica.

Economia[editar | editar código-fonte]

Estátua de Netuno em Cidade Ocian.

A economia da cidade está baseada na prestação de serviços, comércio e turismo. Na prestação de serviços a cidade lidera na Baixada Santista em número de formalizações de Microempreendedores Individuais (MEI) e está entre as com melhor desempenho do Estado.[24] Se destacam laboratórios, profissionais liberais, serviços estéticos, empreiteiras e autônomos.

No comércio, se destacam vias como as avenidas Presidente Kennedy, Presidente Costa e Silva, Marechal Mallet, Vicente de Carvalho, Ayrton Senna da Silva, Avenida dos Trabalhadores, Presidente Castelo Branco e Milton Daniels, além das marginais da Via Expressa Sul (Avs. Ministro Marcos Freire e Roberto de Almeida Vinhas.

No turismo as praias são obviamente o principal destino, mas a cidade conta com diversas opções de biomas (rios, mangues, cachoeiras e região serrana), uma vasta história militar (Fortaleza de Itaipú, Aeroclube de Praia Grande,[25] ruínas de bombardeios sofridos na revolução de 32), a maior concentração de colônia de férias da América Latina (Avenida dos Sindicatos, com 10.000 leitos distribuídos em 55 colônias) e atrações artísticas e culturais (Palácio das Artes).

Diferentemente de grande parte dos municípios brasileiros, Praia Grande não possui um bairro denominado "Centro", mas sim quatro centros comerciais, explicado em parte por sua extensa área urbana: Boqueirão (em conjunto com Forte, Intermares, Tude Bastos e Guilhermina, é o maior, mais completo e serve de motor econômico do município); Cidade Ocian (segundo maior centro, é o que mais cresce e desde a entrega da obra de ampliação do viaduto 6 da Via Expressa Sul em 2011, está em processo de fusão com o centro do Quietude); Vila Caiçara (concentra comércios e serviços da Zona Sul da cidade) e Quietude (localizado na periferia, é formado na sua maior parte por comércio popular, prestação de serviços e MEI's.

As atividades industriais, ainda tímidas, estão começando a ser exploradas com a implantação do Complexo Empresarial Andaraguá. O complexo é um condomínio industrial contruído nas margens da Rodovia Padre Manoel da Nóbrega que vai contar com 212 galpões, linha férrea e pista para aviões de carga. As obras de instalação começaram em novembro de 2017,[26] com previsão de dois anos para início das operações e dez para conclusão total. O Complexo Andaraguá irá complementar as atividades do Pólo Industrial de Cubatão e do Porto de Santos, gerando mais de 15.000 vagas de trabalho e recebendo industrias voltadas à área de tecnologia, químicas e bioquímicas, farmacêuticas e de automóveis.[27]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Transportes[editar | editar código-fonte]

Praia Grande conta com dois terminais urbanorrodoviários, localizados nos bairros Tude Bastos (Terminal Rodoviário Tude Bastos) e Mirim (Terminal Rodoviário e Urbano Francisco Gomes da Silva 'Tatico'), de onde partem ônibus para as principais cidades do Brasil e até para o exterior (Paraguai, Uruguai e Argentina). A empresa concessionária do transporte público municipal em Praia Grande é a Viação Piracicabana. A rede municipal conta com 17 linhas, dentre as quais uma turística, que opera somente aos sábados, domingos e feriados (durante a temporada de verão, sua operação é contínua) e duas noturnas, que atendem diariamente cerca de 120 mil pessoas. Além disso, cada linha de ônibus, assim como os bairros, é identificada por uma cor.

Final da Via Expressa Sul (Km 10), na ligação com a Av. Ayrton Senna da Silva.

Através do Projeto Integração, cuja implantação começou em 1996 e que foi finalizado em 2004, as linhas intermunicipais metropolitanas não mais cruzam o município, com exceção daquelas cujo ponto final se encontram no bairro Samambaia, devido ao excesso de demanda naquela região, e no bairro Solemar, por atender também moradores do município vizinho Mongaguá, além da linha com destino a Peruíbe. Todas as demais desembocam nos terminais, onde, a partir de então, os usuários passam para o sistema municipal e vice-versa, pagando apenas a diferença de tarifa, quando houver. A cidade também foi pioneira na implantação da cobrança eletrônica de tarifa, através de cartões e bilhetes magnéticos além de ônibus adaptados aos portadores de deficiência física, ocorrida em 1998.

Os principais acessos para se chegar até Praia Grande são o Sistema Anchieta-Imigrantes (SP-150 e SP-160) e a Rodovia Padre Manoel da Nóbrega (SP-55), que, por ser o trecho estadual da Rodovia BR-101, liga a cidade às regiões Sul (via Rodovia Régis Bittencourt) e demais estados da Região Sudeste do Brasil, principalmente com o Rio de Janeiro.

A Via Expressa Sul, obra realizada pela prefeitura do município, tem mais de dez quilômetros de vias expressas, com limite de velocidade de 80 km/h, sem nenhuma interrupção, além de passagens subterrâneas para veículos e pedestres. A via também é cercada por mais de 60 quilômetros de ciclovias, sinalizadas e ladeadas por um extenso jardim. O investimento na pista chegou a noventa milhões de reais, dos quais 75 milhões foram provenientes de recursos próprios da prefeitura. É considerada um modelo de urbanização e desenvolvimento rodoviário para todo o país. A Via Expressa Sul liga o bairro do Boqueirão, na entrada da cidade, até a Vila Mirim, possibilitando rápido e seguro acesso a moradores e turistas que queiram se deslocar até a parte sul da cidade, ou até mesmo aos municípios do litoral sul do estado (Mongaguá, Itanhaém etc.)

Comunicações[editar | editar código-fonte]

Na telefonia fixa, a cidade era atendida pela Cia. Telefônica do Litoral Paulista, quando em 1976 passou a ser atendida pela Telecomunicações de São Paulo (TELESP)[28], que construiu as centrais telefônicas utilizadas até os dias atuais. Em 1998 esta empresa foi privatizada e vendida para a Telefônica[29], sendo que em 2012 foi adotada a marca Vivo[30] para suas operações.

Educação[editar | editar código-fonte]

Praia Grande possuía, em 2008, 137 unidades de ensino, sendo 62 escolas municipais, 24 escolas estaduais e 51 escolas particulares. [31] Nas unidades municipais, é desenvolvido o programa SuperEscola, onde os alunos têm os horários fora do período escolar preenchidos com atividades esportivas e culturais, como ginástica artística, natação, navegação, surfe, atletismo, teatro, música, dança, entre outras. As unidades estaduais participam do Programa Escola da Família, que disponibiliza a estrutura da escola nos fins de semana para a comunidade, desenvolvendo diversas atividades também.[carece de fontes?] Todos os anos, no mês de setembro, acontecem os jogos escolares, onde todas as escolas competem entre si em diversas modalidades, com direito a premiação e medalhas.[carece de fontes?]

Cultura e arte[editar | editar código-fonte]

Fachada do Palácio das Artes, em Praia Grande.

A cidade de Praia Grande conta desde setembro de 2008 com o Palácio das Artes, onde se localizam o Teatro Municipal Serafim Gonzalez, o Museu da Cidade, o Foyer Graziela Diaz Sterque, a Galeria de Artes Nilton Zanotti, um auditório e a sede da Secretaria da Cultura do município, onde há aulas de musicalização, teatro, violão, percussão e canto.[32] Todos os anos é realizado dentro da programação especial de fim de ano o Coral de Natal na sacada do Palácio das Artes.[33]

O município também foi cenário para diversas produções artísticas. Algumas cenas do filme Amanhã Nunca Mais foram rodadas na Cidade Ocian, com a participação de atores como Lázaro Ramos e Fernanda Machado.[34]

Outra a usar a cidade como locação foi a banda Tihuana. O clipe da música "Minha Rainha" foi rodado na praia bairro da Vila Caiçara.[35]

No dia 23 de setembro de 2018 aconteceu a 1ª Parada do Orgulho LGBT de Praia Grande.[36], organizada pela ONG APOLGBT/PG. O evento ocorreu nas ruas do bairro Sítio do Campo, terminando dentro do Kartodrómo Municipal, com shows, eventos socio-culturais e programações artísticas. As apresentações aconteceram por mais de dez horas, tornando-se a "Maior Parada LGBT do Litoral de SP", com estimativa de 70 mil pessoas presentes.[37]

Esportes[editar | editar código-fonte]

Em anúncio feito em 27 de janeiro de 2012, a cidade de Praia Grande foi escolhida pelo Comitê Organizador dos Jogos Olímpicos e Paraolímpicos Rio 2016 para receber delegações internacionais na fase de treinamentos que antecede ao evento. Foram escolhidos os Ginásios Falcão, Magic Paula e Rodrigão.[38]

No início de 2013 foi anunciado o lançamento do Projeto Neymar Jr., que pretende transformar o campo do Grêmio em um complexo esportivo.[39]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (2017). «Base de dados por municípios das Regiões Geográficas Imediatas e Intermediárias do Brasil». Consultado em 10 de fevereiro de 2018 
  2. a b c d e f g «Praia Grande». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1.º de julho de 2019 
  3. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil» (PDF). Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 1 de agosto de 2013 
  4. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 29 de fevereiro de 2020 
  5. «Municípios e Distritos do Estado de São Paulo» (PDF). IGC - Instituto Geográfico e Cartográfico 
  6. «Divisão Territorial do Brasil». IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística 
  7. http://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2016/12/baixada-santista-esta-entre-destinos-mais-buscados-para-o-verao-de-2017.html
  8. http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/praia-grande-e-guaruja-estao-entre-as-cidades-mais-procuradas-pelos-turistas-em-todo-o-pais/?cHash=8e26f26a45d8c0f36f9c81da1c97f8d2
  9. «Praia Grande é a cidade que mais cresce no Brasil». Consultado em 18 de abril de 2015 
  10. [1]
  11. BUENO, E. Brasil: uma história. Segunda edição revista. São Paulo. Ática. 2003. p. 18-19.
  12. a b «História de Praia Grande (SP)». www.novoparkcruzeiros.com. Consultado em 29 de fevereiro de 2020 
  13. a b Guia de Turismo Praia Grande (SP) - 2017. Praia Grande: [s.n.] 2017. p. 4 
  14. «História de Praia Grande». www.praiagrande.sp.gov.br. Consultado em 29 de fevereiro de 2020 
  15. «História de Praia Grande». www.praiagrande.sp.gov.br. Consultado em 29 de fevereiro de 2020 
  16. «Clima: Praia Grande». Climate-Data.org. Consultado em 12 de julho de 2015. Cópia arquivada em 18 de janeiro de 2016 
  17. «Clima: Solemar». Climate-Data.org. Consultado em 18 de janeiro de 2016. Cópia arquivada em 14 de julho de 2015 
  18. «População de Praia Grande do início da luta por emancipação até a década de 70». Novo Milênio. Consultado em 3 de agosto de 2010 
  19. «População de Praia Grande entre os censos de 1970 e 2000» (PDF). Associação Brasileira de Estudos Populacionais. Consultado em 3 de agosto de 2010. Arquivado do original (PDF) em 17 de janeiro de 2012 
  20. «Tabela 3175 - População residente, por cor ou raça». Censo 2010. IBGE 
  21. «Prefeito e vice de Praia Grande têm cassação suspensa» 
  22. «TRE-SP - AC Nº 366 - Processo nº 3882302.2009.626.0000». Arquivado do original em 23 de junho de 2011 
  23. «TRE-SP livra prefeito de acusações de compra de voto». Arquivado do original em 21 de agosto de 2014 
  24. http://www.atribuna.com.br/noticias/noticias-detalhe/cidades/praia-grande-lidera-numero-de-microempreendedores-na-baixada-santista/?cHash=6dc3122bba1865563fa15d90422b29a1
  25. http://www.saopauloantiga.com.br/aeroclube-praia-grande/
  26. http://www.diariodolitoral.com.br/praia-grande/obras-do-aeroporto-de-praia-grande-comecam-em-novembro/103427/
  27. http://www.icipar.com.br/website/v1/projeto-andaragua/default.aspx
  28. «Área de atuação da Telesp em São Paulo». Página Oficial da Telesp (arquivada) 
  29. «Nossa História». Telefônica / VIVO 
  30. GASPARIN, Gabriela (12 de abril de 2012). «Telefônica conclui troca da marca por Vivo». G1 
  31. [2]
  32. [3]
  33. [4]
  34. [5]
  35. [6]
  36. 1ª Parada do Orgulho LGBT de Praia Grande
  37. «CONCULT - NOTA DE POSICIONAMENTO SOBRE 1ª PARADA DO ORGULHO LGBT DE SANTOS E DE PRAIA GRANDE». Prefeitura de Santos. Consultado em 9 de maio de 2019 
  38. [7]
  39. [8]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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