Osorkon II

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Capitel Hatorico de Bubástis. Hall de Osorkon II. Louvre

Osorkon II ou Usermaatra-Osorkon II, foi um faraó da XXII dinastia egípcia, reinou de 874 a.C. a 850 a.C. Esta dinastia que teve a sua capital em Tânis, nordeste do delta do Nilo, teve uma origem líbia. Pode dizer-se que a época líbia da história do Egipto é complexa, e a prova-lo estão os vários reis ou governadores que governaram o país em simultaneamente. Osorkon II, filho de Takelot I e Kapes, teve quatro esposas, a saber: Karomama I ou Karoma I, Meritmut, Dyedmutesanj, e Istemkheb ou Isetemhebet. Destas esposas teve cerca de 8 filhos incluindo Takelot II, que o sucedeu no trono, e Nimlot, que foi sumo sacerdote de Amón de 855 a.C. a 845 a.C.

Quando Osorkon II morreu de pois de um longo reinado de 24 anos foi enterrado na cidade capital Tânis, dentro na necrópole real, onde foi encontrada a sua tumba por Pierre Montet, em 1939.

O seu reinado foi caracterizado ao princípio por uma renovação do poder real, para o que terá contribuído a colocação dos filhos em postos importantes do governo do país. No entanto a sua influencia viu-se limitada.

Triada de dioses. Motivo escultórico da época de Osorkon II. Museu do Louvre

Mandou restaurar o templo de Elefantina debaixo do controlo do vice-rei cuchita, que era seu neto. Embeleza também outros templos como o de Bastet na sua cidade de Bubástis e inicia também trabalhos nas cidades de Leontópolis, Mênfis e Tânis. Na cidade de Bubástis, mandou edificar um templo à Deusa felina tutelar Bastet. Nesse templo construiu uma monumental sala de Granito vermelho decorada com belos relevos representando-o a ela e à rainha Karoma I celebrando o seu jubileu (heb-sed) no ano 22 do seu reinado. Osorkon II procurou demonstrar que era o verdadeiro soberano diante dos sacerdotes de Tebas, que rejeitavam a sua legitimidade. No entanto, dita um decreto que concede a cidade de Tebas um estatuto especial. A esta cidade é concedido o estatuto de principado e aceita que seu primo Horsiese I suceda a seu pai Sheshonq II no cargo de Sumo sacerdote de Amón.

Esta concessão, que vem estabelecer um precedente de transmissão hereditária de cargos, debilita o poder real. Esta decisão causou divisões no Egipto e levou a que em 870 a.C. Horsiese I se declare rei de Tebas. Com as gerações seguintes os herdeiros de Horsiese I vão disputar o poder em linhagens diferentes e vários reis governam ao mesmo tempo. O Tratado de aliança com Biblos é ameaçado pela expansão do Império da Assíria com o rei Assur-Nasirpal II, que reinou de 884 a.C a 859 a.C. e também com o seu filho Salmanasar III que reinou de 859 a.C. a 824 a.C. que estenderam as suas fronteiras desde o norte da Mesopotâmia até ao rio Eufrates, a Síria, a Orontes e a costa de Amurru.

Os reinos de Damasco e Israel aliaram-se para proteger o norte da Síria dos novos invasores.

Em 853 a.C. Osorkon II enviou com contingente de mil mercenários egípcios para prestar ajuda a esta aliança e a Benhadad, rei da Síria, com o fim de tentar parar a progressão dos Assírios. O combate teve lugar no vale de Orontes, perto de Qarqar. Este acontecimento vem assinalar uma nova fase na política exterior egípcia: A do apoio aos reinos Sírio e palestinos.

O Egito, graças a esta aliança com os hebreus e sírios consegue resistir ais exércitos assírios de Salmanasar III. Os reinos sírio-palestinianos vieram a constituir uma linha da frente na defesa do Egito contra a invasão assíria.

Foi precedido no trono por Takelot I e sucedido por Takelot II.

Titulatura[editar | editar código-fonte]

Nome de Sa-Rá
Hieroglifo
G39 N5
Z1
<
M17 Y5
N35
N36
V4 Aa18 M17 D21
N29
N35
>
Transliteração mri-jmn Osr.kn
Transliteração (ASCII) mri-imn Osr.kn
Transcrição Meri-amun Osorkon
Tradução "Osorkon, o amado de Amon."
Nome de Nesut-bity
Hieroglifo
M23
X1
L2
X1
<
N5 F12 H6 M17 Y5
N35
U21
N35
>
Transliteração Wsr-Mȝˁt-Rˁ stp-n-Jmn
Transliteração (ASCII) wsr-MAat-ra stp-n-Imn
Transcrição Wasermaat-rá Setepen-amun
Tradução "Poderosa é a justiça de . O eleito de Amon."
Nome de Hórus
Hieroglifo
G5
C10 E2 M3
D40
U6
Srxtail.jpg
Transliteração kȝnḫt mr-Mȝˁt
Transliteração (ASCII) (Hr) kAnxt mr-maat
transcrição (Hórus) Kanekhet Merimaat
Tradução "O touro forte, amado de Maat."


Referências[editar | editar código-fonte]

  • A Mitologia Egípcia, Gama Editora, Dep. Legal nº 157043/00, 1ª edição Junho de 2001. (Portugal)
  • Os Faraós, Gama Editora, Dep. Legal nº 157042800, 1ª edição Setembro de 2001. (Portugal)
  • Maravilhas do Egipto, Gama Editora, Dep. Legal nº 157013/00, 1ª edição Março de 2002. (Portugal)


Precedido por
Takelot I
Faraó
XXII dinastia
Sucedido por
Takelot II


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