Ptolemeu VIII Evérgeta II

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Nota: Segundo a nomenclatura antiga, este rei recebia o número VII e o seu sobrinho VIII.
Rosto de Ptolemeu VIII Evérgeta II.

Ptolemeu VIII Evérgeta II (182 a.C.116 a.C.), dito Fiscon ("barrigudo", "grande ventre") foi um rei do Egipto pertencente à dinastia ptolemaica. Governou em dois períodos distintos, o primeiro entre 170 a.C. e 163 a.C. e o outro entre 145 a.C. e 116 a.C.

Era filho de Ptolemeu V Epifânio e da rainha Cleópatra I.[Nota 1] Ele era sobrinho de Antíoco IV Epifânio, irmão mais novo de sua mãe.[1] Ele era irmão de Ptolemeu VI Filometor e de Cleópatra II, que eram irmãos e casados.[2] Ptolemeu VI Filometor era filho de Ptolemeu V Epifânio e de Cleópatra I.[3]

Em 170 a.C. quando o seu irmão Ptolemeu VI Filometor foi feito prisioneiro pelo seu tio, o rei selêucida Antíoco IV Epifânio, Ptolemeu VIII tornou-se rei do Egipto junto com a sua irmã e cunhada, Cleópatra II. Segundo Juniano Justino, Ptolemeu VI e Ptolemeu VIII governaram juntos.[1]

Em resultado da rivalidade entre os dois irmãos Roma é chamada a mediar o conflito, tendo resolvido em 163 a.C. que Ptolemeu VI seria rei do Egipto e Ptolemeu VIII rei da Cirenaica. Apesar disso, Ptolemeu VIII não se dá por satisfeito e consegue convencer o senado romano a atribuir-lhe o domínio da ilha de Chipre. O seu irmão ignora esta resolução e consegue evitar que Ptolemeu VIII tome Chipre à força no ano 161 a.C.

Após a morte do seu irmão na Batalha de Antioquia (145 a.C.), contra Alexandre Balas,[4] Ptolemeu, que estava reinando na Cirenaica, tornou-se rei do Egipto,[2] tomando como esposa Cleópatra II que pretendia desta forma assegurar os interesses do filho, Ptolemeu VII, que tinha sido associado ao trono pelo pai. Assim que entrou em Alexandria, Ptolemeu VIII assassinou os seguidores do seu sobrinho, assassinando o jovem no dia em que casou com a mãe do menino (sua irmã).[2]

Ptolemeu VIII viria ainda a repudiar Cleópatra II para casar com a filha desta, a sua sobrinha Cleópatra III,[2] Esta situação gerou uma forte hostilidade entre mãe e filha. Ptolemeu VIII Evérgeta II e Cleópatra III tiveram dois filhos, Ptolemeu IX Sóter II e Ptolemeu X Alexandre I.[5]

Enquanto viúva de Ptolemeu VI, Cleópatra II mantinha grande popularidade, sendo apoiada pelos judeus de Alexandria e pelos intelectuais do Museu da cidade, que Ptolemeu VIII mandou perseguir. A rivalidade entre as facções que se formaram e que apoiavam Cleópatra II e Ptolemeu VIII, leva a que em 131 a.C o rei fuja para Chipre com Cleópatra III. No exílio, ao saber que suas estátuas no Egito estavam sendo destruídas, e acreditando que isto estava sendo feito para agradar sua irmã, Ptolemeu VIII executa um acto de represália contra Cleópatra II mandando matar o filho de ambos, Ptolemeu "Menfita" Novo Filopátor, enviando os pedaços da criança à rainha no dia do seu aniversário.[2][Nota 2]

Em 127-126 a.C. Ptolemeu VIII consegue reconquistar o Egipto, tendo acabado por se reconciliar com Cleópatra II. Os três governaram em conjunto a partir de 124 a.C. e até à morte de Cleópatra II.

Após voltar de um período de dez anos de cativeiro entre os partas, Demétrio II Nicator atacou o Egito, mas teve que se retirar quando encontrou a oposição de Ptolemeu Fiscon.[6]. Cleópatra, irmã de Ptolemeu VIII e sogra de Demétrio II Nicator, havia prometido o trono do Egito.[7] Ptolemeu instalou Alexandre Zabinas como rei da Síria;[6][7] Demétrio foi derrotado em uma batalha perto de Damasco, tentou fugir para Tiro, que recusou sua entrada, e foi morto ao tentar escapar de barco, no primeiro ano da 164a olimpíada.[6]

Antes de morrer Ptolemeu VIII concedeu o poder a Cleópatra III e aos dois filhos que teve com ela, para que ela escolhesse qual seria o rei.[8]

Titulatura[editar | editar código-fonte]

Nome de Nesut-bity
Hieroglifo
nswt&bity
<
R8 N8 R8 F44 Q3
X1
V28 U21
N35
D4
Aa11
C1 C12 S34 S42
>
Transliteração Jwˁ-nṯr.wy-pr.wy Stp-n-Ptḥ Jr-mȝˁ.t-Rˁ Sḫm-ˁnḫ-Jmn
Transliteração (ASCII) Jwa-n-ntchr.wy-pr.wy stpn-ptah jr-mAa.t-ra skhm-ankh-jmn
Transcrição Iwan-entcher wyperwy setepen-ptah ir-maat-ra sekhem-ankh-imun
Tradução "O herdeiro do deus Filópator. O eleito de Ptá. Aquele que realiza a justiça de . A imagem viva de Ámon."
Nome de Sa-Rá
Hieroglifo
G39 N5
 
<
Q3
X1
V4 E23
Aa15
M17 M17 S29 S34 I10
X1
N17
Q3
X1
V28 U6 M17 M17
>
Transliteração Ptwlmys ˁnḫ-ḏ.t Mr(y)-Ptḥ
Transliteração (ASCII) Ptwlmys ankh-djt Mry-ptah
Transcrição Ptwlemys Ankh-djet mery-ptah
Tradução "Ptolomeu, que tenha vida eterna. O amado de Ptah."

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências

Notas

  1. Ptolemeu V Epifânio e Cleópatra I são os pais de Ptolemeu VI Filometor, e Cleópatra II, Ptolemeu VI e Ptolemeu VIII Fiscon são irmãos.
  2. O texto de Justino não traz o nome do filho de Ptolemeu VIII.

Referências

  1. a b Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 34.2 [em linha]
  2. a b c d e Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 38.8 [em linha] Erro de citação: Código <ref> inválido; o nome "justino.38.8" é definido mais de uma vez com conteúdos diferentes
  3. Políbio, Histórias, Livro XXVIII, 20.9
  4. Eusébio de Cesareia, Crônica, 96, Os reis da Ásia Menor após a morte de Alexandre, o Grande
  5. Eusébio de Cesareia, Crônica, 59, Sobre os que governaram o Egito e a cidade de Alexandria após Alexandre da Macedônia. Dos escritos de Porfírio
  6. a b c Eusébio de Cesareia, Crônica, 97, Os reis da Ásia Menor após a morte de Alexandre, o Grande
  7. a b Justino, Epítome das Histórias de Pompeu Trogo, 39.1 [em linha]
  8. Justino, Epítome das Histórias de Pompeius Trogus, 39.3 [em linha]

Árvore genealógica (incompleta) baseada no texto, com uma pequena extrapolação (Cleópatra III filha de Ptolemeu VI):

Ptolemeu IV Filopátor
Arsínoe III
Antíoco III Magno
Laódice
Ptolemeu V Epifânio
Cleópatra I
Ptolemeu VIII Evérgeta II
Cleópatra II
Ptolemeu VI Filometor
Ptolemeu "Menfita" Novo Filópator
Cleópatra III
Ptolemeu VII Novo Filópator
Ptolemeu IX Sóter II
Ptolemeu X Alexandre I
Ptolemeu XII
Cleópatra
Ptolemeu XI Alexandre II
Precedido por
Ptolemeu VII Novo Filópator
Lista de faraós
Dinastia ptolemaica
Sucedido por
Ptolemeu IX Sóter II