Crise econômica no Brasil desde 2014

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Disambig grey.svg Nota: Para a crise política, veja Crise política no Brasil desde 2014.
Capa da revista Exame de 5 de agosto de 2015. Tem o texto "Prepare-se, a crise vai ser longa" sobre um fundo vermelho.
Capa da revista Exame de 5 de agosto de 2015, alertando sobre a crise.

A atual crise econômica no Brasil teve início em meados de 2014.[1][2] Uma de suas consequências foi a forte recessão econômica, levando a um recuo no produto interno bruto (PIB) por dois anos consecutivos. A economia contraiu-se em cerca de 3,8% em 2015 e 3,6% em 2016. A crise também gerou desemprego, que atingiu seu auge em março de 2017 com uma taxa de 13,7%, o que representava mais de 14 milhões de brasileiros desempregados.

A crise foi acompanhada e intensificada por uma crise política, que resultou em protestos contra o governo por todo o país. Dilma Rousseff, presidente na época, que tinha sido reeleita para seu segundo mandato, foi afastada do cargo definitivamente em agosto de 2016, com a conclusão de um processo de impeachment, assumindo seu vice Michel Temer, que também foi alvo de protestos.

Em 2016, os efeitos da crise econômica foram amplamente sentidos pela população, que precisou adaptar as contas para a realidade financeira. De acordo com uma pesquisa realizada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) no ano, quase metade dos entrevistados (48%) passou a usar mais transporte público e 34% deixaram de ter plano de saúde.[3] O aprofundamento da crise levou 14% das famílias a trocarem a escola dos filhos de particular para pública em junho, com percentual superior aos verificados em 2012 e 2013, antes da crise.[4] Além disso, os consumidores trocaram produtos por similares mais baratos (78%), esperaram liquidações para comprar bens de maior valor (80%) e pouparam mais para o caso de necessidade (78%).[5]

No primeiro trimestre de 2017, o PIB subiu 1%, sendo o primeiro aumento após oito quedas trimestrais consecutivas.[6] O Ministro da Fazenda Henrique Meirelles disse que o país "saiu da maior recessão do século".[7] Porém, o crescimento registrado caracterizou apenas o fim da recessão técnica, o que não significa o fim da crise. O desemprego continuou alto e ainda havia incertezas quanto ao futuro da economia, especialmente após diversos escândalos políticos.[8]

Contexto político[editar | editar código-fonte]

Imagem da Dilma em sua cerimônia de posse de seu segundo mandato. Ela aparece na imagem junto com sua filha, com Michel Temer e com Marcela Temer.
Dilma Rousseff em sua posse como presidente no dia 1.º de janeiro de 2015, ao lado de seu vice, Michel Temer.

A crise econômica manifestou-se de diversas formas e teve como agravante a crise política.[9] Dilma Rousseff, candidata do Partido dos Trabalhadores, venceu a eleição presidencial de 2014 derrotando o candidato do PSDB, Aécio Neves. Porém, a vitória foi muito apertada, tendo sido a disputa presidencial mais acirrada da história.[10] A campanha presidencial foi marcada por tumultos e controvérsias, principalmente devido à Operação Lava Jato, que trazia à tona um enorme esquema de corrupção que atingia em cheio a classe política e partidos.[11]

Em 2015, a crise econômica, bem como o avanço da Lava Jato, fizeram com que, ao longo do ano, milhões de pessoas fossem às ruas protestar contra o governo em todo território nacional.[12] Manifestações em defesa de Dilma também ocorriam.[13] Em dezembro, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, aceitou um pedido de impeachment contra Dilma por crime de responsabilidade.[14]

Em 12 de maio de 2016, o Senado Federal afastou Dilma Rousseff da presidência por 180 dias. Imediatamente, seu vice Michel Temer assumiu interinamente o cargo.[15] Em 31 de agosto, o Senado fez o julgamento final que removeu Dilma do cargo em caráter definitivo.[16] Logo nos primeiros meses de governo, Temer envolveu-se em controvérsias devido a ministros seus que estavam sendo investigados no âmbito da Lava Jato, bem como ele próprio.[17] O escândalo veio a público com áudios divulgados do ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, em delação premiada.[18] Ainda quando era presidente interino, comportando-se como se já fosse o presidente definitivo,[19] Temer estabeleceu seu plano de governo e colocou como prioridade "estancar o processo de queda livre na atividade econômica" em seu primeiro discurso estando frente à Presidência.[20]

Em 2017, mais escândalos surgiram. Em 17 de maio, os proprietários do frigorífico JBS disseram, em delação, que gravaram Temer autorizando a compra do silêncio do deputado Eduardo Cunha, quando este já se encontrava preso pela Lava Jato. Em uma gravação de áudio, um dos donos da empresa teria dito a Temer que estava pagando uma "mesada" a Cunha a fim de que permanecesse calado na prisão.[21] Apesar do governo de Temer ter sobrevivido a esse e a vários outros escândalos, houve um desgaste da imagem política do presidente. Houve vários protestos populares e dúvida se Temer poderia continuar no cargo.[22] Os escândalos afetaram a tramitação das reformas propostas pelo governo que visavam a recuperação econômica.[23]

Causas[editar | editar código-fonte]

Capa da revista The Economist que mostra a estátua do Cristo Redentor decolando como um foguete. O título, traduzido, é "O Brasil decola".
Brazil takes off ("O Brasil decola", em tradução livre). Capa de 2009 fala sobre o momento favorável da economia brasileira.
Imagem ao lado mostra outra capa da mesma revista cujo título, traduzido, é "O Brasil estragou tudo?" e o Cristo aparece seguido de um rastro de fumaça com trajeto errante.
Has Brazil blown it? ("O Brasil estragou tudo?", em tradução livre). A The Economist, em 2013, já questionava medidas econômicas do governo.

Antes de apontar as causas da crise, é relevante entender primeiro a economia do Brasil das últimas décadas. Houve um aumento significativo no preço das commodities (como petróleo, minério de ferro e soja) desde o final dos anos 1990 até o início de 2012, impulsionado pela crescente demanda da China. Foi um período favorável para a economia brasileira, que depende da sua exportação, e o consequente crescimento econômico gerou euforia.[24]

O Brasil foi um dos últimos países a sentir os efeitos da crise econômica global de 2008, que começou nos Estados Unidos. Contudo, a fraca demanda internacional posterior levou à desaceleração do crescimento brasileiro. Ao final do governo Lula em 2010, o país registrou uma taxa de crescimento do PIB de 7,5%, a maior expansão desde 1986. Porém, o estímulo ao consumo no governo Lula não foi acompanhado pelo crescimento na produtividade.[24]

Outra narrativa, esta de caráter mais liberal, entende o boom dos anos 2000 como simples consequência das condições macroeconômicas locais criadas no fim da década de 1990 durante o governo Fernando Henrique Cardoso, entre elas o fim da hiperinflação e a adoção do tripé macroeconômico, composto pelo regime de metas de inflação, pelas metas de superavit primário e pela taxa de câmbio flutuante.[25]

Em 2013, antes do início da crise, a revista liberal britânica The Economist já havia feito críticas à gestão econômica do governo, tendo lançado um relatório que foi matéria de capa.[26] A matéria faz um contraste entre dois momentos discrepantes da economia brasileira. Antes, o país sinalizava um futuro bastante promissor ao registrar crescimento alto em 2010, sendo o melhor desempenho em décadas. Para aumentar o entusiasmo, o Brasil foi escolhido para sediar tanto a Copa do Mundo em 2014 quanto as Olimpíadas em 2016. Porém, o país fez poucas reformas durante os anos de crescimento econômico.[27]

Instabilidade política[editar | editar código-fonte]

A crise política afeta a economia ao aumentar incertezas e afastar investimentos. Mercados mais líquidos e sujeitos a movimentos especulativos de curto prazo, como a bolsa de valores e o mercado de câmbio, são os primeiros a responder quando algum escândalo surge.[28][29] Por exemplo, após as delações do empresário Joesley Batista que envolviam o presidente Temer, no âmbito da Operação Lava Jato, a bolsa sofreu forte queda, bem como o real.[30] O impeachment de Dilma e o início do governo Temer não foram capazes de estancar a crise política.[28]

Algumas consultorias calcularam que a retração na economia do país causada pela Operação Lava Jato seria em torno de 1% a 1,5% do PIB por ano.[31] Os efeitos diretos e indiretos da Operação Lava Jato na economia do país podem ter causado, segundo projeção da consultoria Go Associados para 2015, uma retração de mais 140 bilhões de reais na economia do país.[32] Bruno Lavieri, da 4E Consultoria, afirmou que os efeitos na economia são da corrupção, e não da operação. "Não seria a Lava Jato a responsável pela destruição de empregos, a estagnação etc., mas todo o esquema de corrupção que motivou a investigação"[33][34]

Desaceleração da economia chinesa e queda dos preços das commodities[editar | editar código-fonte]

Uma das causas externas apontada foi a desaceleração da economia chinesa.[35] Para Steven Tobin, do Departamento de Pesquisa da Organização Internacional do Trabalho (OIT), a diminuição da demanda externa, em especial da China, somado à queda nos preços das commodities, foram fatores que contribuíram para a crise. Porém, ainda segundo Tobin, esse cenário externo desfavorável acabou revelando fraquezas estruturais do país, como a baixa produtividade.[36] Entre junho e dezembro de 2014, o índice de preço das commodities divulgado pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) teve queda acumulada de 29,3%, queda essa que foi aumentando até ser interrompida em janeiro de 2016.[25]

Em 2015, a revista The Economist afirmou também que as causas imediatas da crise eram externas,[37] e que a queda dos preços das commodities explicava, em parte, a crise.[38] A publicação afirmou ainda que a presidente Dilma Rousseff poderia ter aproveitado melhor a onda de commodities de seu primeiro mandato para diminuir o Estado inchado, que engolia 36% do PIB em impostos. Em vez disso, o governo optou por garantir empréstimos subsidiados e incentivos fiscais onerosos para indústrias favorecidas.[37]

Silvia Matos, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia, da Fundação Getúlio Vargas, concluiu que os fatores externos foram responsáveis por 30% da crise.

Silvia Matos mostra [...] através de uma análise comparativa, que embora outras economias também tenham experimentado redução do crescimento nos últimos anos, a desaceleração brasileira foi mais intensa. Isso ocorreu mesmo em comparação com países da América Latina, que formam um grupo de controle natural para as comparações de desempenho. Em seguida, confirma esse diagnóstico por meio de uma análise econométrica de dados de painel com uma amostra de 14 países emergentes. De fato, os resultados indicam que apenas 30% da desaceleração brasileira pode ser explicada por fatores externos. Diante disso, Silvia Matos conclui que fatores específicos à nossa economia são os mais relevantes para explicar a piora de desempenho da economia brasileira
FGV (4 de abril de 2017). A Crise de Crescimento do Brasil. [S.l.]: Elsevier Brasil. ISBN 9788535266382 

Erros na política macroeconômica[editar | editar código-fonte]

Para Luiz Fernando Furlan, que foi ministro do governo Lula, houve um exagero nos gastos e subsídios, gerando um aumento da dívida pública e o endividamento das famílias.[24] Gustavo Franco, presidente do Banco Central durante o governo Fernando Henrique Cardoso, afirmou que a crise foi inteiramente autoinfligida e que as causas estavam relacionadas a "medidas macroeconômicas locais equivocadas que deram errado".[39]

Em um estudo acadêmico de 2017 sobre o assunto, chegou-se à seguinte conclusão sobre a origem da crise:[40]

A crise de 2014/2017 da economia brasileira teve como origem uma série de choques de oferta e demanda, na maior parte ocasionados por erros de políticas públicas que reduziram a capacidade de crescimento da economia brasileira e geraram um custo fiscal elevado. [...] O esgotamento da NME devido à perda de capacidade financeira do governo reduziu diversos investimentos da economia brasileira a partir de 2015, com a forte redução do investimento da Petrobras sendo um exemplo marcante. A crise de sustentabilidade fiscal que se seguiu elevou o risco país, a taxa de juros de longo prazo e a incerteza, reduzindo consumo e investimento de forma substancial em 2015 e 2016. A recomposição de preços e a política monetária necessária para recolocar a inflação na meta também contribuem para a recessão, principalmente devido à perda de credibilidade do Banco Central. [...]
de Holanda Barbosa Filho, Fernando (2017). «A crise econômica de 2014/2017». SciELO 

"NME" se refere à Nova Matriz Econômica. Adotada em 2011, foi um conjunto de:[40]

[...] políticas de forte intervenção governamental na economia que combinaram política monetária com a redução da taxa de juros e política fiscal com dirigismo no investimento, elevação de gastos, concessões de subsídios e intervenção em preços.

Anteriormente, de 2006 a 2010, o Estado havia sido determinante na expansão do mercado interno através do incentivo ao consumo, com aumento do salário mínimo, transferência de renda, entre outras medidas. Porém, ao final do governo Lula, crescia a visão de que essa estratégia seria insustentável. A NME, adotada no início do governo Dilma, foi um conjunto de medidas para beneficiar o setor industrial, visando a redução dos custos das empresas nacionais e o aumento da competitividade diante da concorrência estrangeira.[25] A NME já havia sido culpada pelo mau desempenho da economia bem antes do início da crise. Ainda em 2012, Márcio Holland, então Secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, atribuiu ao baixo crescimento da economia no ano o que ele chamou de "nova matriz macroeconômica". Foi a primeira vez que esse termo foi utilizado.[41][25]

Início[editar | editar código-fonte]

Segundo o Comitê de Datação de Ciclos Econômicos (Codace) da Fundação Getúlio Vargas, a economia brasileira encontrou-se formalmente em recessão a partir do segundo trimestre de 2014.[40] Porém, o desequilíbrio na economia só foi percebido mais claramente no final do ano, pouco após a reeleição de Dilma, quando houve uma sucessão de divulgações de dados econômicos negativos.[42]

Características[editar | editar código-fonte]

Recessão[editar | editar código-fonte]

Gráfico que mostra a alteração percentual do PIB do Brasil de 2010 a 2016.
Alteração percentual do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil, segundo dados do IBGE.[43] Percebe-se o baixo crescimento em 2014 e as fortes quedas nos anos seguintes.

Foi verificado que o país entrou em recessão técnica após o término do segundo trimestre de 2014. Na definição dos economistas, a recessão técnica é um crescimento econômico negativo por dois trimestres consecutivos. A recessão técnica diferencia-se da recessão de fato, quando a situação do país se deteriora significativamente. O Ministro da Fazenda, Guido Mantega, suavizou esse resultado econômico e, em comparação com a Europa, afirmou que no Brasil "estamos falando de dois trimestres, e sabemos que a economia está em movimento. Recessão é quando tem desemprego aumentando e a renda caindo, aqui temos o contrário."[44][45]

Os sinais de que uma forte recessão viria já foram percebidos por alguns especialistas devido a essa recessão técnica e, posteriormente, ao pequeno crescimento no ano, que foi de apenas 0,5%. No ano de 2015, a economia contraiu-se em 3,8%, sendo a pior recessão desde 1990, durante o governo Collor.[46][47] Porém, em 2016, o PIB teve outra queda forte, o que fez com que a recessão se tornasse a pior da história. Foi a primeira vez, desde a década de 30, que o país esteve em recessão por dois anos seguidos. Neste período, o PIB per capita caiu 11%.[48][49][50]

No primeiro trimestre de 2017, foi registrado um aumento do PIB de 1%, sendo o primeiro aumento após oito quedas trimestrais consecutivas (desde 2015).[51] Após exatos dois anos, no primeiro trimestre de 2019, a economia voltou a recuar depois de fracos crescimentos. Foi registrada uma queda de 0,2% no PIB, o que o fez voltar para o mesmo patamar de 2012.[52]

A recessão teve influência no rombo nas contas públicas registrado desde 2014. Este fenômeno ocorre quando o governo gasta mais do que arrecada. As contas do setor público registraram um déficit primário de 155,7 bilhões de reais em 2016, ou seja, as despesas do setor público superaram as receitas com impostos e tributos em 155,7 bilhões de reais naquele ano. No ano anterior, o déficit foi de 32,5 milhões. Em 2016 foi maior ainda, fechando em 155,8 bilhões.[53] O Brasil passou a liderar na dívida privada[54] além de passar a ter a maior dívida externa privada da história.[55]

Desemprego[editar | editar código-fonte]

Desemprego desde março de 2012 a setembro de 2017. Cada linha vertical corresponde a um mês. Fonte:PNAD/IBGE[56]

O desemprego, no ano de 2014, ainda não havia dado sinais que iria aumentar. Na média do ano, a taxa de desemprego foi de 6,8% de acordo com a Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua). Outra pesquisa do IBGE, a PME (Pesquisa Mensal de Emprego), indicou um desemprego médio de 4,8%. Essa pesquisa, porém, é realizada apenas em seis grandes metrópoles, sendo menos abrangente do que a PNAD, que é realizada em cerca de 3 500 municípios.[57][56]

Todavia, nos anos de 2015 e 2016, a crise econômica fez o desemprego disparar. A taxa média de 2015 foi de 8,5% e de 2016 foi 11,5%, segundo o IBGE. No último trimestre de 2016, a taxa já estava em 12%, ou 12,3 milhões de desempregados, em números absolutos.[58] A elevação do desemprego e a queda do salário dos trabalhadores menos qualificados acabaram por reverter rapidamente a redução da desigualdade salarial dos anos 2000.[25]

O auge do desemprego foi verificado em março de 2017, quando o país contava com aproximadamente 14,2 milhões de desempregados (taxa de 13,7%). No mês seguinte, abril, foi registrada uma pequena queda. Foi a primeira queda desde 2014. O desemprego em abril, que foi de 13,6%, ainda era considerado muito elevado.[56][59][60]

Durante todo o perído de crise, notou-se que, antes da crise, em fevereiro de 2014, havia 6,6 milhões de desempregados no país. Esse número mais que dobrou desde então até março de 2017, quando se contabilizou 13,4 milhões de pessoas sem trabalho.[61]

Inflação[editar | editar código-fonte]

Gráfico que mostra a inflação no Brasil (IPCA) de 1996 até 2016
Taxa de inflação anual (IPCA),[62] de 1996 até 2016.

A inflação do Brasil é medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo, mais conhecido como IPCA. Este índice refere-se ao aumento de preços (inflação) que afeta famílias com rendimento entre um e quarenta salários mínimos, abrangendo 11 das principais regiões metropolitanas do país. O Banco Central do Brasil fixa a meta do IPCA para um determinado ano. Em 2014, o índice fechou o ano em 6,41%, ficando abaixo do centro da meta do Banco Central, que era de 6,5%. A inflação de 2014 foi a maior desde 2011.[63]

Porém, em 2015, a inflação registrada foi significativamente maior, fechando o ano em 10,67%, a mais alta desde 2002, que foi o ano em que o mercado financeiro estava inseguro quanto ao primeiro mandato de um governo do Partido dos Trabalhadores, ficando bem acima da meta. Os dados relativos ao IPCA são divulgados pelo IBGE, que afirmou também que 24% da inflação do ano foi causada apenas pelo aumento da energia elétrica e dos combustíveis.[64]

Em 2016, a inflação foi de 6,29%, ficando abaixo do teto da meta. Algumas regiões metropolitanas, como São Paulo, Brasília, Goiânia e Vitória registraram taxas abaixo da média nacional. Curitiba teve a taxa mais baixa, que foi de 4,43%. As demais regiões metropolitanas analisadas pelo IBGE tiveram taxas acima da média.[65] Apesar da crise econômica, a inflação foi melhor que o esperado pelo Banco Central, pelo mercado, pelo Fundo Monetário Internacional (FMI) e também pelo governo Temer. 2016 foi um ano agitado devido à crise política, e por essa razão as previsões de inflação variaram bastante ao longo do ano.[66] No mesmo período o crédito oferecido por ano a economia brasileira foi mais de 3 trilhões ao ano.[67]

Aumento nos juros[editar | editar código-fonte]

Série histórica da taxa Selic desde junho de 1996 a julho de 2017. Fonte: Banco Central[68]

A taxa Selic é usada pelo Banco Central e é determinada pelo Comitê de Política Monetária (Copom).[69] Ela é utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação ou estimular a economia. Quando os juros estão baixos, a população tem mais acesso ao crédito, fazendo com que eles possam consumir mais. Porém, o consequente aumento da demanda pode afetar os preços caso a indústria não esteja preparada para atender a um consumo maior. No caso contrário, quando os juros estão altos, o consumo e o investimento são inibidos, evitando que haja inflação. Com o aumento da Selic, aplicações em títulos da dívida pública tornam-se mais atrativas, o que faz com que haja menos dinheiro no mercado para investimentos, pois tornariam-se menos lucrativos em comparação com lucros obtidos na aplicação em títulos.[70]

Com vistas a controlar a inflação, a taxa foi aumentada constantemente até chegar ao patamar de 14,25% ao ano em julho de 2015, o maior desde julho de 2006. O aumento havia sido a sétima elevação seguida da taxa.[71]

Aumento da desigualdade econômica[editar | editar código-fonte]

Evolução do índice Gini no Brasil entre 2012 a 2019. Fonte:Ibre/FGV[72]

Uma pesquisa de 2019 do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Fundação Getúlio Vargas (FGV), obtida pela revista Valor Econômico, mostrou que o coeficiente de Gini, que mede de 0 a 1 a desigualdade econômica em uma sociedade, aumentou consecutivamente no Brasil desde 2015 e atingiu em março de 2019 o maior patamar desde o começo da série histórica, que foi no início de 2012. Mostrou também que as pessoas que ganham menos sofreram mais os efeitos da crise e que os mesmos estão demorando mais para se recuperar. Em 7 anos (isto é, de 2012 a 2019), a renda acumulada dos 10% mais ricos aumentou 8,5%, enquanto a dos 40% mais pobres caiu 14%.[73][74][72]

O aumento do índice Gini ocorreu apesar de o governo Jair Bolsonaro, logo no primeiro dia de governo, ter aumentado o salário mínimo para 998 reais, o que correspondeu a um aumento real de 1,1%, tendo sido o primeiro ganho real do salário minimo em dois anos. Para Daniel Duque, pesquisador do Ibre, a lenta melhora do mercado de trabalho nos últimos anos foi concentrada nas pessoas com melhores qualificações e experiência, potencializando a desigualdade. O desalento que resulta da desistência de procurar emprego é maior entre os menos qualificados e "[...] vem batendo recorde e ajuda a explicar por que, mesmo com redução do desemprego no ano passado, a desigualdade seguiu crescendo."[74]

Queda do comércio e da indústria[editar | editar código-fonte]

No primeiro semestre de 2016, 67,9 mil lojas fecharam as portas no país, o que corresponde em média a cerca de 375 por dia.[75] O varejo fechou 108,7 mil lojas em 2016 e 166,9 mil lojas ao longo de 2015 e do primeiro semestre de 2016. Os dados são da Confederação Nacional do Comércio e levam em conta apenas lojas de varejo que têm trabalhadores com vínculo empregatício. Para efeito de comparação, em 2014 o setor havia aberto 11,45 mil lojas.[76][77] A crise também aumentou a inadimplência. Em fevereiro de 2017 havia 58,3 milhões de devedores em todo o Brasil, tendo um acréscimo de 700 mil em 12 meses, listas de inadimplentes tiveram acréscimo de 700 mil nomes. Metade da população entre 30 e 39 anos estava inadimplente.[78]

A produção industrial começou a cair em 2014. Segundo o IBGE, o pior momento para a indústria foi no início de 2016. Após dois anos de queda, a produção brasileira apresentou nesse período uma queda de 18% em relação ao início 2014. A partir de então, os resultados começaram a melhorar vagarosamente.[79] As mais afetadas foram as pequenas indústrias. Devido ao fato de terem acesso restrito ao crédito e menos reservas para suportar o período desfavorável, é difícil para elas se recuperarem da recessão. As pequenas empresas são responsáveis pela metade dos empregos na indústria.[80]

Rebaixamento da classificação de crédito[editar | editar código-fonte]

Em 9 de setembro de 2015, considerando as dificuldades políticas do Brasil em implementar o ajuste fiscal proposto pelo governo Dilma e a previsão de déficit orçamentário feita pelo governo, a Standard & Poor's (S&P), agência americana de classificação de risco, rebaixou a nota do país para o nível "especulativo" (BB+).[81][82] Horas antes, o vice-presidente de comunicação estratégica da Moody's havia declarado que sua agência, ao contrário da S&P, havia mantido o selo de bom pagador ao país.[83] A Fitch também manteve a nota atribuída ao Brasil (BBB), embora tenha expressado preocupação quanto ao ritmo de crescimento do país.[84] Todos os rebaixamentos significaram em uma perda de confiança no Brasil por parte dos investidores, o que piorou a imagem do país no exterior.

Em 2016, as agências de classificação de riscos norte-americanas voltaram a rebaixar as notas de crédito do Brasil. Em fevereiro de 2016, a Moodys rebaixou a nota do Brasil para Ba2, último nível antes do grau especulativo.[85] No mesmo mês, a S&P rebaixou a nota de crédito do Brasil de BB+ para BB,[86] e no mês seguinte, a Fitch rebaixou a nota do Brasil para BB.[87][88]

Combate[editar | editar código-fonte]

Henrique Meirelles, Ministro da Fazenda do governo Temer.

Várias medidas, em sua maioria impopulares, foram implementadas ou propostas tendo como objetivo recuperar a economia do país.[89] As principais medidas adotadas ou propostas durante o governo Temer foram:

Um ano após a aprovação da reforma trabalhista, porém, verificou-se que a queda do desemprego foi mínima, ao mesmo tempo em que houve aumento do trabalho autônomo, intermitente, temporário e terceirizado. Houve também redução no número de ações trabalhistas na justiça.[94]

O governo também liberou o saque das contas inativas do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). De acordo com um estudo do Ministério do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão, a medida permitiu reduzir a inadimplência e aumentar o consumo. Segundo o ministério, foram sacados 41,8 bilhões de reais de 24,8 milhões de contas inativas desde o início da adoção da medida, em março de 2017.[95][96] Um levantamento feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) mostrou que os recursos decorrentes dos saques geraram um impacto positivo de 10,8 bilhões de reais nas vendas do varejo entre março e julho do mesmo ano.[97]

Recuperação[editar | editar código-fonte]

Índices de fechamento diários do Ibovespa de 1º de janeiro de 2013 a 1º novembro de 2017

No começo de 2017, já havia sinais de recuperação econômica, mas concordava-se que o processo seria muito longo e lento.[98][99] Em setembro de 2017, foi divulgado que o desemprego recuou 4,8%, comparado ao trimestre de maio, mas ainda 9,1% maior em relação ao ano anterior. A melhora na ocupação ainda foi puxada pela informalidade e pelas contratações no setor público, segundo o coordenador de Trabalho e Rendimento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Cimar Azeredo.[100]

Um dos principais componentes da recuperação foi o crescimento do setor agropecuário, impulsionado por uma safra recorde de grãos em 2017. Esse setor, quando considerado em conjunto com atividades econômicas correlatas como os insumos e serviços ligados a essa cadeia, deve ser responsável por metade do crescimento econômico previsto para o país em 2017, apesar de representar 22% do PIB nacional.[101] Além disso, o aumento da produção de alimentos contribuiu para a redução da inflação, com a redução dos preços dos alimentos de 1,56%, entre janeiro a agosto de 2017, segundo os critérios de cálculo do IPCA.[102] Por sua vez, a queda da inflação criou condições favoráveis para o aumento do consumo[103] e a redução de taxa de juros Selic, o que também contribui para a retomada do crescimento econômico.[104]

Outro aspecto da recuperação observada em 2017 foi o crescimento das exportações. O valor das exportações em 2017 foi superior em 18,5%, quando comparado com as exportações em 2016. Essa elevação dos valores das exportações decorre mais da elevação dos preços do que do aumento das quantidades de produtos exportados. O maior índice de crescimento das exportações deu-se no segmento de produtos básicos que foi de 28,7%. Por outro lado, as importações cresceram em 10,5%, apesar do decréscimo, em 11,4%, das importações no segmento de máquinas e equipamentos para produção.[105]

Em 1 de março de 2018, foi divulgado pelo IBGE que o PIB brasileiro de 2017 subiu 1%, após dois anos consecutivos de retração. O PIB no período foi de 1,7 trilhões de reais.[106]

Percepção da população[editar | editar código-fonte]

Uma pesquisa do IBOPE em junho de 2015 mostrou que 87% da população reconhecia que o país vivia uma crise econômica.[107] Seis meses depois, em janeiro de 2016, uma pesquisa divulgada pelo Instituto Data Popular indicou que esse número tinha subido para 99%. Ainda segundo a pesquisa, 81% sabiam que o país vivia uma recessão e 51% dos entrevistados afirmaram que esta foi a pior crise pela qual o país já passou. Esta última informação foi explicada pelo presidente do instituto, Renato Meirelles. Segundo ele, apenas em torno da metade da população acha que esta foi a pior crise devido a dois fatores. O primeiro é que muitos dos entrevistados eram pessoas jovens e que não tinham lembrança da época de hiperinflação no Brasil no final do século anterior. O segundo fator é que como a situação atual veio após um processo de crescimento forte e da democratização do consumo, a sensação de perda tornou-se mais forte.[108]

No seundo semestre de 2019, o brasileiro se mostrou pessimista quanto ao fim da crise, sendo que 74% acreditavam que a crise adentraria 2020 e 26% se mostravam otimistas quanto ao futuro do país. Os números em geral foram mais negativos se comparados aos de janeiro de 2019, quando teve início um novo governo, isto é, o governo de Jair Bolsonaro.[109]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]