Mesorregião do Sul Catarinense

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Sul Catarinense
Unidade federativa  Santa Catarina
Mesorregiões limítrofes Grande Florianópolis; Serrana; Metropolitana de Porto Alegre (RS); Nordeste Rio-Grandense (RS)
Área 9.709,247 km²
População 925.177 hab. censo. 2010
Densidade 95,3 hab/km²
Indicadores
PIB R$ 13.505.140.000 IBGE/2008
PIB per capita R$ 14.597,36 IBGE/2008

A mesorregião do Sul Catarinense é uma das seis mesorregiões do estado brasileiro de Santa Catarina. É formada pela união de 46 municípios agrupados em três microrregiões.

História[editar | editar código-fonte]

Mesmo sendo o resultado da mistura de diversas etnias, o Sul catarinense é a região mais italiana do Estado. Cerca de 65% da população é descendente de italianos, sendo que em alguns municípios esse percentual chega a quase 100%. Os imigrantes começaram a chegar em 1877, atraídos pela promessa de receberem terras para cultivo, e a imigração durou até 1895. Grande parte destes italianos vieram do norte da Itália, das regiões do Vêneto, da Lombardia, do Tirol italiano e do Friul-Venécia Juliana, em escala decrescente de imigrantes. Sua fixação foi feita em colônias inicialmente nos vales do rio tubarão e rio Urussanga, como Azambuja, 1877, e Urussanga, 1878, Grão-Pará, 1883, Treze de Maio, 1887, e depois desceu também para perto da bacia do rio Araranguá, como Criciúma, 1880, e os variados núcleos da Colônia Nova Veneza, a partir de 1891.

Além desses imigrantes, a região ainda teve como influência a imigração dos Açorianos ainda no século XVIII, concentrados na região do litoral-norte, nos atuais municípios de Imbituba e Laguna, e depois espalhados principalmente pelas outras regiões perto do litoral.

Vindos das colônias alemãs de Teresópolis e São Pedro de Alcântara, na atual Grande Florianópolis, e fixados na Colônia Grão Pará, os alemães, a partir de 1875, colonizaram principalmente os vales do rio Braço do Norte e Capivari, sendo marca nos municípios do norte da Mesorregião. Colonos de origem eslava, como poloneses e russos, foram fixados na região de Criciúma e no vale do rio Tubarão por volta de 1890, mas já haviam chegado levas mais esporádicas para a Colônia Grão Pará em 1887. Mesmo assim, a influência italiana é a mais forte e está presente na religiosidadee no espírito das pessoas, na arquitetura, na culinária e na produção de vinho.

Turismo[editar | editar código-fonte]

Colonizada por italianos, a região é formada por pequenas cidades, onde os brasileiros, netos e bisnetos de italianos, preservam os costumes dos antepassados. Cantinas com comida italiana, vinhos e belezas naturais são os atrativos turísticos da região.

Microrregiões[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]