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Banco do Estado do Rio de Janeiro (1950–1975)

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(Redirecionado de BERJ)
 Nota: "BERJ" redireciona para este artigo. Para o banco que existia entre 1997 até 2013, veja Banco do Estado do Rio de Janeiro (1997–2013).
 Nota: Para outros significados, veja Banco do Estado do Rio de Janeiro.
BERJ
Razão socialBanco do Estado do Rio de Janeiro S.A.
Empresa de capital fechado
AtividadeServiços financeiros
Fundação2 de maio de 1950
Encerramento15 de março de 1975
SedeNiterói, RJ
 Brasil
LocaisRio de Janeiro
ProdutosBanco
Sucessora(s)BANERJ
Agência do BERJ em Cabo Frio, 17 de abril de 1970.

O Banco do Estado do Rio de Janeiro (BERJ) foi um banco brasileiro fundado em 1950 pelo então governador fluminense Edmundo de Macedo Soares e Silva. Após ser incorporado ao Banco do Estado da Guanabara (BEG), em 1975, em decorrência da extinção e fusão do estado da Guanabara com o Rio de Janeiro, foi transformado no manteve o nome Banco do Estado do Rio de Janeiro, porém como o acrônimo "BANERJ".

O banco atuava como agente pagador e arrecadador do governo fluminense, sendo responsável por gerir as contas de todos os servidores estaduais, bem como dos servidores dos municípios do estado. Possuía, até 1969, 25 agências, mas com a incorporação do Banco Agrícola de Cantagalo naquele ano, o qual possuía considerável abrangência na região serrana fluminense, o BERJ passou a contar com 48 agências. Antes da sua extinção, possuía agências na maioria dos municípios do estado e, antes da sua extinção, em 1975, algumas inclusive na Guanabara. A partir de junho de 1969, o BERJ passou a integrar o Sistema CODERJ, com a transferência de suas ações do estado para a Companhia de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (CODERJ), juntamente com o Banco de Desenvolvimento do Estado do Rio de Janeiro (BANCODERJ), a CODERJ – Crédito, Financiamento e Investimento S.A., a CODERJ – Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários S.A., a CODERJ – Crédito Imobiliário S.A. e a CODERJ – Seguros S.A.

Apesar de incorporado pelo BANERJ nos anos 1970, o BERJ funcionou como gestor do pagamento de servidores ativos, inativos e pensionistas do Estado do Rio de Janeiro, até 2013, quando teve a denominação modificada, em 2 de setembro daquele ano, para Banco Bradesco Berj S.A.[1] Em 2011, o Bradesco o havia adquirido por R$ 1.773.717,710, um ágio de quase 100% valor mínimo estipulado pelo governo fluminense.[2] Desse valor, R$ 1,025 bilhão foi somente pelo banco e R$ 748 milhões pelo direito de operar as contas dos mais de 400 mil servidores fluminenses em leilão ocorrido em 20 de maio, no prédio da extinta Bolsa de Valores do Rio de Janeiro. O ágio sobre o valor mínimo foi de 99,78%. O Bradesco assumiu um crédito fiscal de R$ 3 bilhões, além do depósito do pagamento dos servidores ativos e inativos do Estado do Rio de Janeiro por três anos, a partir de janeiro de 2012. Em um dos últimos balanços tornados públicos, no primeiro semestre de 2014 o BERJ registrou lucro líquido de R$ 1,8 bilhão, contabilizando um Patrimônio Líquido de R$ 52,8 bilhões e Ativos Totais no montante de R$ 74,7 bilhões.[3] O BERJ funcionou administrando as contas que os servidores fluminenses possuíam no antigo Banerj, privatizado em 1997.[4]

O código tridígito COMPE do extinto banco Bradesco BERJ era 122 e sua última sede foi na Praça Pio X, nº 118, 6º Andar, Centro - Rio de Janeiro/RJ.


Referências

  • FONSECA, Herculano Borges da. As instituições financeiras do Brasil. 1970.