História de Espanha

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Série
História de Espanha
Espanha na Pré-História
Espanha pré-romana
Hispânia
Visigodos e Suevos
Domínio árabe e a Reconquista
Reino das Astúrias
Reinos de Leão, Castela, Aragão e Navarra
Dinastia de Borgonha
Dinastia de Trastâmara
Reis católicos
Descobrimentos
Guerra Peninsular
Governo de Fernando VII
Guerras Carlistas
Dinastia de Sabóia
Primeira República
Segunda República Espanhola
Guerra da Sucessão Espanhola
Governo Franco
Guerra Civil
Categoria: História de Espanha

Não há consenso sobre quando surgiu efetivamente uma unidade administrativa precursora da actual Espanha. O nome de Espanha, evolução da designação do Império Romano Hispania era, até ao século XVII, apenas descritiva de Península Ibérica, não se referindo a um país ou estado específico, mas sim ao conjunto de todo o território ibérico e dos países que nele se incluíam. O termo começa talvez a ser utilizado como significando um estado específico depois da união pessoal, sob o rei Filipe, de Portugal e dos restantes reinos ibéricos, dos quais já era soberano. A partir de 1640, com a restauração da independência de Portugal, a designação Reino de Espanha manteve-se, apesar do estado com esse nome já não englobar toda a Península.

A abordagem da História de (ou da) Espanha mais comum é descrever em seus tópicos iniciais a História da Península Ibérica até os períodos anteriores à conquista da América.

Índice

[editar] Pré-História

Dólmen de Menga, sul da Espanha
Dólmen de Menga, sul da Espanha

A história da presença humana na península ibérica remonta a uns 800.000 anos, depois do descobrimento de um dos primeiros antepassados dos seres humanos em Atapuerca (Burgos) e ao que foi batizado como Homo antecessor. Em 1848 foi encontrado numa caverna do actual território britânico de Gibraltar um crânio de um homem de Neanderthal que teria aproximadamente vivido há 60.000 anos atrás.

Durante o Paleolítico Superior, há uns 16.000 anos atrás, a cultura Magdaleniense estava presente nas Astúrias, Cantábria e parte do País Basco, cujo registro mais notável são a presença da pinturas rupestres na caverna de Altamira. No Paleolítico Médio registros de pinturas rupestres foram encontradas na zona mediterrênea da península, fundamentalmente no que hoje é a província de Castellón.

Em 5500 a.C. aparece na península a cultura Campaniforme ou mais exatamente "Cultura do vaso campaniforme". Por volta de 3700 a.C. aparecem a cultura megalítica e a agricultura.

A aparição de culturas que usavam os metais despoletou em torno dos anos 3000 a 2500 a.C.. A sua distribução geográfica é maior e considera-se que a busca dos metais trouxe fluxos migratórios importantes, destacando Los Millares en Almería, com uma grande fortificação, e no curso do rio Tejo na zona portuguesa atual. De entre os achados da era dos metais está o dólmen de Menga e o dólmen de Viera.

Por outro lado no atual território português, há 20.000 anos o homem gravou milhares de desenhos representando cavalos e bovídeos nas rochas xistosas do vale do Côa, afluente do rio Douro, situado na região nordeste de Portugal.

[editar] Hispânia pré-romana

Os Celtas chegaram à península no primeiro milênio antes de Cristo, ocupando o que hoje é corresponde à Galiza, Astúrias, Cantábria, País Basco, norte de Castela e boa parte de Portugal.

A costa peninsular oriental foi ocupada primeiro pelos Fenícios, aproximadamente até 700 a.C.. Fundaram Gadir (Cádiz), Malaca (Málaga) e Abdera (Adra, na atual província de Almería).

Os Gregos se instalaram mais ao norte da costa, em Rhodes (Rosas) e Emporion (Ampúrias), na atual zona da Catalunha, encontrando os Iberos e trazendo aos dias de hoje as primeiras referências deste povo.

É o momento em qual aparece os Tartessos como civilização no vale de Guadalquivir. Os dados históricos deixados pelos Gregos nos falam de duas culturas presentes: Celtas e Iberos, uns ao norte e outros ao sul. Junto a estes conviviam na península os Celtíberos na zona central da Meseta, com cidades como Numancia, os Lusitanos, Galaicos, Astures, Cántabros e Vascones. A denominada civilização ibérica teve a sua origem, segundo a maioria dos autores, em uma mistura dos indoeuropeus dos Celtas, dos povoos ibéricos autóctones, da presença púnica e grega e do início da romanização.

Tumba Ibera em Azaila.
Tumba Ibera em Azaila.

No século III a.C., os Cartagineses iniciam na Península Ibérica um projeto imperialista mediterrâneo no qual fundam Qart Hadasht (Cartagena) que se converte rapidamente em uma importante base naval.

Cartago e Roma se enfrentaram finalmente em uma série de guerras (Guerras Púnicas) pela hegemonia no Mediterrâneo Ocidental. Depois da derrota na Primeira Guerra Púnica, Cartago tenta resarcir-se de suas perdas da Sicília, Sardenha e Córsega, incrementando seu domínio na Ibéria.

Amílcar Barca, Aníbal e outros generais cartagineses situam-se nas antigas colônias fenícias da Andaluzia e o Levante baixo seu controle e procedem depois a conquista ou extensão de sua área de influência sobre os povos indígenas. Ao final do século III a.C., a maior parte das cidades e povos a sul dos rios Douro e Ebro, assim como as ilhas Baleares, reconhecem o domínio cartaginês.

No ano 219 a.C. produz-se a ofensiva de Aníbal contra Roma, tomando a Península Ibérica como base de operações e incluindo uma grande porcentagem de hispanos em seu exército.

Foi neste proceso que tentaram submeter a colônia grega de Sagunto, situada ao sul da fronteira do Ebro mas aliada de Roma, dando lugar à Segunda Guerra Púnica, que culminaría com a incorporação da parte civilizada (íbera) da península à República Romana.

[editar] Período romano

Ver artigo principal: Hispânia
O Aqueduto de Segóvia, importante obra de construção civil romana
O Aqueduto de Segóvia, importante obra de construção civil romana

Depois da Segunda Guerra Púnica entre 218 aC e 201 aC, pode-se considerar a Península Ibérica submetida ao poder de Roma. A campanha de ocupação, depois da expulsão cartaginesa, foi rápida, exceto no interior (Numancia) e o povo Cántabro que resistiu até a chegada de Augusto nos inícios do Império Romano.

Em 195 aC, os romanos dividiram o território ibérico em duas zonas: a Hispânia Citerior e a Hispânia Ulterior. Em 27 a.C., o general Agripa criou as províncias: Tarraconense, antiga Hispânia Citerior; a Bética e a Lusitânia, a partir da Hispânia Ulterior. Em 216, surgiu a Nova Hispânia Citerior Antoniniana, na região noroeste da península, aproximadamente onde hoje são as Astúrias. Diocleciano reuniu essas províncias, inclusive a Baleárica, a Tingitana e a Cartaginense, formando a diocese da Hispânia politicamente dependente das Gálias.

O processo de romanização entendido como a incorporação da língua, dos costumes e da economía romana se iniciu aproximadamente até 110 aC e duraria com toda sua força até meados do século III.

[editar] As invasões germânicas e o Reino Visigodo (séc. V - 711)

[editar] As Invasões

Na Península Ibérica, como em outras províncias, a predominância do Império Romano foi caindo gradualmente. Com os processos quase simultâneos da «desromanização» do Império Romano na Hispânia, há que citar uma debilitação da autoridade central nos séculos III, IV, e V, e da «romanização» das tribos germânicas, por exemplo, a adoção da lei romana que é evidente na Lex Gothorum (Lei dos Godos), a conversão ao Cristianismo, e a afinidade que alguns reis tinham pelo latim.

No inverno de 406, aproveitando a fusão do Rin, os Vândalos, Suevos, e Alanos invadiram o império com grande pujança. Ao cabo de três anos, cruzaram os Pirineus, chegaram à Península Ibérica, e dividiram entre si as partes ocidentais, que correspondiam aproximadamente a Portugal atual e Espanha ocidental até Madrid.

[editar] O Reino Visigodo

Ver artigo principal: Reino de Toledo

Os Visigodos, que tinham tomado Roma fazía dois anos, chegaram à região em 412, fundando o reino de Tolosa (Toulouse, no sul da França), e estenderam a sua influência gradualmente à Península, empurrando os Vândalos e Alanos para o norte de África, quase não dando tempo para que estes deixassem a sua marca na cultura Ibérica. Mais tarde, depois da conquista de Tolosa pelos Francos e da perda de grande parte dos territórios no que hoje é a França, os Visigodos mudaram a capital do reino para Toledo. Atribui-se que o apogeu do Reino Visigótico se deu durante o reinado de Leovigildo (572 - 586). Em 585 os Visigodos capturaram o rei dos Suevos, anexando os seus territórios.

Os visigodos eram os mais romanizados dos povos bárbaros. Eles mantiveram o sistema legal romano. O modo de produção era próximo do sistema feudal típico, e a religião predominante a católica. A cristologia classificada como heresia pela Igreja Católica denominada Arianismo propagou-se pelo reino, sendo combatida pelo rei católico Recaredo.

Curiosamente, a Espanha nunca entrou no período de analfabetismo que chamamos de Idade das Trevas, de que sofreram a Bretanha, Gália, Lombardia, e Alemanha nesses anos. A razão deve-se ao facto dos Visigodos terem sabido respeitar as instituções e as leis romanas, mantendo uma infraestrutura estável e arquivos históricos durante a maioria do intervalo entre 415, quando, segundo a tradição, começou o reino visigodo, e 711, quando foi destruído pelos árabes (na realidade estava já muito decadente antes de sua chegada).

Apesar de que a nobreza visigoda praticava o arianismo, este gozou de muito pouca popularidade entre a população hispano-romana da península, fiel em sua maioria à doutrina católica romana. Desde a coroação visigoda, específicamente no ano 587, o rei Recaredo, já convertido ao catolicismo, tratou de conciliar assim mesmo a religião ariana com a católica, mas com pouco êxito. Finalmente, impôs-se a opção católica pela força, dispensando a igreja ariana de seus bens em favor de sua antagonista.

[editar] Invasão Muçulmana

Ver artigo principal: Invasões árabes

696 invasão muçulmana a Melilla

709 invasão muçulmana a Ceuta

Os territórios árabes, junto com a fé islâmica, tinham se propagado velozmente. Em 711, os muçulmanos (árabes e berberes) já tinham o controle no norte da África. Ainda no mesmo ano, liderados por Tárique capturaram e mataram o rei visigodo Rodrigo na batalha de Guadalete.

Depois da morte do rei Witiza, os nobres e bispos da península elegem o Rei Rodrigo duque da Bética. Os filhos de Witiza queriam como rei Aquila, duque da Tarraconense, e por isso pactam com os árabes através de Don Julián, conde de Ceuta. Rodrigo, que estava lutando contra um levantamento dos bascos, ao interar-se da invasão árabe acude com seu exército. Perde a batalha de Guadalete devido a deslealdade dos Witizanos. Com sua morte, os árabes se animam a continuar com a luta.

Em 772, Tarik conquista Toledo e chega a León; Muza conquista Sevilha e chega a Mérida. Posteriormente uniriam suas forças para tomar Zaragoça. Em 773, em virtude da derrota da dinastia omíada pelos abássidas, o emir Abderraman I torna o Emirado de Córdoba independente do de Damasco, da qual fazia parte. Após seu reinado, sobe ao poder Abderraman II.

O filho de Muza completa a conquista da península, a exceção das zonas montanhosas cantábricas e pirenácias em 716, passando a território franco. Carlos Martel detém o avance árabe em Poitiers em 732.

Em 929 Abderraman III criou o Califado de Córdoba, o que supõe a separação definitiva do califato de Bagdad.

[editar] A Reconquista

Ver artigo principal: Reconquista

Naturalmente o avanço dos mouros não se deu sem resistência. Os adeptos do Islão estenderam seus territórios até o sul da atual França, quando foram derrotados pelos francos, liderados por Carlos Martel, em 732.

Antes disso, porém, já havia esforços por parte de povos cristãos para expulsar os muçulmanos da Península Ibérica. A primeira vitória contra os mouros dentro da península foi empreendida por Dom Pelágio, o primeiro rei de Astúrias, na batalha de Covadonga (722). Desde então, e à medida que as vitórias cristãs se foram sucedendo, começaram a chegar vagas de cavaleiros europeus para ajudar os Reis Cristãos na sua senda pela reconquista da Península Ibérica, eram as primeiras Cruzadas. Como sinal do reconhecimento e mérito pela ajuda, os reis Cristãos davam aos cruzados porções de terra, títulos, e casamento com filhas de nobres locais, ou até mesmo do próprio rei, ficando com o dever de gerir o território, lutar contra os Mouros e prestar vassalagem ao Rei.

Isto veio fazer com que a Reconquista não fosse exactamente uma cooperação entre reis Cristãos contra os Mouros, pois na realidade, os reinos cristãos no norte da Península Ibérica guerrearam uns com os outros (na luta pelo poder, sucessões ao trono, ou até mesmo a indepêndencia. Muitos condados tentaram a indepêndencia, mas só os Condados Portucalense e o de Castela o conseguiram, tornando-se mais tarde no Reino de Portugal um e no Reino de Castela o outro) tanto quanto contra os muçulmanos. Os dois principais reinos cristãos eram: o Reino de Astúrias sediado em Oviedo; e Navarra. Com as derrotas dos omíadas foi criado o Reino de Leão em 913. Sancho III de Navarra pôs seu filho Fernando na liderança de Castela. Ele conseguiu unir Navarra, Galiza, Astúrias e Leão sob sua liderança. Com a morte de Fernando, o reino foi dividido entre os filhos Afonso, Sancho e Garcia. Garcia nunca chegou ao poder; Afonso foi exilado após tentar tomar o poder de Sancho. Após a morte de Sancho II, Afonso retornou ao trono de Castela.

A rendição de Granada
A rendição de Granada

Castela e Portuscale (Portugal) passaram a ser então os dois reinos a fazer frente aos Mouros, uma vez que Castela conseguia unir debaixo da mesma coroa Galiza, Astúrias, Navarra e Catalunha. Portuscale conseguiu mais eficazmente e rapidamente expulsar os Mouros, sendo que no século XIII, o rei Dom Afonso III (1248 - 1249) conseguiu expulsar definitivamente os Mouros do Algarve, terminando assim a reconquista portuguesa. A Partir daqui, Portugal foi afirmando a sua indepêndencia e identidade, até ao século XV, em que foram iniciados os Descobrimentos, com a exploração e conquista do norte de África. Castela já foi bem mais lenta na sua reconquista, sendo que a terminou por completo nos finais do século XIII.

Aos poucos as terras de domínio mouro foram se reduzindo até uma pequena porção em Granada. A Espanha foi unificada através dos reis católicos: Isabel I de Castela e Fernando II de Aragão. Sob seu reinado, os mouros foram expulsos da Península Ibérica, o poder da nobreza foi reduzido e castelos de nobres foram destruídos. Os mouros e judeus foram obrigados ao batismo ou ao exílio, caso recusassem eram mortos.

A reconquista foi finalizada em 1492 com a tomada de Granada por parte dos Reis Católicos que a anexaram à Coroa de Castela. Neste mesmo ano ocorre o descobrimento da América, em nome da coroa, por Cristóbal Colón.

[editar] Das Espanhas à Espanha

O momento histórico exato em que se faz referência a Espanha pela primeira vez não está claramente definido.

Na Península se falava dos reinos de Leão, Navarra, Castela, Aragão e de Portugal como reinos hispânos. Mas quando por razões dinásticas ou de conquista um deles conseguía ter baixo seu cetro a maior parte da Espanha cristã, se auto proclamava "Imperator totius Hispaniae", como foi o caso de Sancho o Maior de Navarra, ou de Alfonso VI e Alfonso VII de Leão e de Castela.

Os Reies Católicos eram conhecidos como Reis das Espanhas. Em 1493 o governo municipal de Barcelona se refire a Don Fernando como o "Rey de Spanya, nostre senyor" (ou "Rei da Espanha, nosso senhor"). A partir de Carlos I, todos os reis se autodenominam Rei das Espanhas, colocando esta legenda (em latim) nas moedas acunhadas durante seus reinados, ainda que normalmente utilizassem outros títulos, desde Rei de Castela até Senhor de Vizcaya e de Molina, ou simplemente, Eu o Rei.

Amadeo I é o primeiro que oficialmente utiliza a denominação de Rei da Espanha, já que os anteriores utilizavam o título abreviado de Rei da Espanhas. A partir de Amadeo, já todos adotam este título.

No Concílio de Constanza os quatro reinos de Portugal, Aragão, Castela e Navarra aparecen formando uma só entidade ("nação espanhola") e compartindo o mesmo voto.

[editar] A conquista da América

Ver artigo principal: Descobrimentos espanhóis
O Descobrimento da América por Cirstóvão Colombo
O Descobrimento da América por Cirstóvão Colombo

Ainda no período dos reis católicos, a Espanha empreendeu uma política de financiamento de exploraçoes marítimas, rivalizando poder com Portugal. Entre elas, a viagem de Cristóvão Colombo tornou a América conhecida à Europa. A partir desse fato, a Espanha colonizou as terras do Novo Mundo e através de seus conquistadores, diversos povos indígenas foram reprimidos, como as civilizações Inca, Asteca e Maia.

Para evitar disputas com outras nações européias, a Espanha firmou com Portugal através do Papa Alexandre VI o Tratado de Tordesilhas, para definir os territórios do Novo Mundo que pertenceriam a cada país.

A Espanha trouxe do continente americano gigantescas porções de prata e ouro. Entretanto esse modo de exploração foi prejudicial ao país. Enquanto a economia era dependente das colônias na América, outras atividades como o comércio não foram desenvolvidas como em outros países, por exemplo a Inglaterra. Isso provocou a desvalorização da moeda espanhola e diversas crises econômicas.

[editar] Dinastia Habsburgo

Ver artigo principal: Casa de Habsburgo
O Imperador Carlos I
O Imperador Carlos I

O Império Colonial Espanhol atingiu seu auge e declinou sob a dinastia dos Habsburgos (chamada também de Casa da Austria). A Espanha obteve sua maior extensão graças à conquista de territórios na América e outras colônias de ultramar sob Carlos I, também intitulado Imperador Carlos V do Sacro Império Romano-Germânico.

Após a morte de Carlos I em 1556, o extenso reino se dividiu em duas porções: o Sacro Império de um lado; a Espanha e os Países Baixos de outra, sob o controle de Filipe II. Felipe II, aumenta seus territórios na América e une a coroa de Portugal com seus territórios de Ultramar, iniciando a breve União Ibérica que se converteu na maior potência económica e militar do mundo.

A grande extensão gerou conflitos internos. Em 1640 Portugal readquire sua independência. Em 1648 o rei Filipe IV reconhece a independência dos Países Baixos com o fim da Guerra dos Oitenta Anos. Ao domínio de Filipe V, da dinastia Bourbon, que persiste até hoje.

Podemos dividir este período segundo os monarcas reinantes em:

[editar] Dinastia de Bourbon

Ver artigo principal: Dinastia de Bourbon

A casa de Bourbon começou a reinar na Espanha em 1700, com a coroação de Felipe V. Pouco depois, em 1702 começa a Guerra de Sucessão Espanhola na que Castela permanece majoritariamente fiel ao novo rei, enquanto que os antigos territórios da Coroa de Aragão ficam do lado de Carlos de Austria. Ao ganhar a guerra Felipe V fez amplas reformas administrativas para aproximar seu novo reino ao modo centralizado de seu país de origem.

Filipe V foi sucedido por Fernando VI, Carlos III e Carlos IV. No governo desse último, as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram o território espanhol e puseram o irmão José Bonaparte no poder. A casa dos Bourbon foi restaurada em 1813 com a posse de Fernando VII após a Guerra Peninsular. Nesse período de agitação interna, as colônias espanholas na América tiveram a oportunidade de lutar por sua independência. Até 1830, a Espanha tinha perdido a maioria de suas colônias no continente.

Conhece-se como período de Ilustração política na Espanha ao que abarca os reinados dos borbões desde Felipe V em 1700 até Carlos IV que finaliza seu reinado abrutamente em 1808, recogendo o movimento do século das luzes que se inicia na França e é a antesala da Revolução francesa.

[editar] Reinado de Fernando VII

No início do século aconteceu na Espanha a Guerra da Independência (ou Guerra Peninsular), um conflito armado entre 1808 e 1814 que opôs a Espanha e seus aliados Portugal e Reino Unido contra o Primeiro Império Francês, como conseqüência da política expanssionista de Napoleão I. Em 18 de março de 1812, aConstituição de Cádis, também conhecida por Constituição Espanhola de 1812 ou La Pepa é aprovada.

Durante o período de 1814 a 1820, Fernando VII restabelece o governo absolutista dos antecessores Bourbons. Suas medidas foram de repressão aos liberais. O novo rei também contestou a Constituição de Cádiz, o que levou a uma revolta chefiada por Rafael de Riego. Entre 1820 e 1823, a Espanha naõ é regida mais por Fernando VII depois de um golpe militar chefiado por Riego, este período é conhecido como o Triênio Liberal). Porém em 1823, Fernando VII restabelece seu reinado. Se denomina Década Ominosa (1823-1833) ao período da história da Espanha que corresponde à última fase do reinado de Fernando VII e a a restauração do absolutismo depois do Triênio Liberal.

[editar] Guerras Carlistas

Ver artigo principal: Guerras Carlistas

Devido a pouca idade da sucessora natural ao trono de Fernando VII, quando este morreu em em 29 de setembro de 1833, sua esposa, Maria Cristina de Bourbon, assumiu de imediato a regência e prometeu aos liberais uma política distinta ao do falecido rei.

Entre 1833 e 1840, desevolveu-se na Espanha a Primeira Guerra Carlista entre os partidários do infante Carlos María Isidro, conhecidos como carlistas e partidários de um regime absolutista; e os de Isabel II, partidários de um regime liberal e denominados cristinos por apoiar a regente María Cristina.

O Carlismo foi um movimento político legitimista de caráter anti-liberal e anti-revolucionário que pretendia o establecimento de um ramo alternativo da dinastía dos Bourbons ao trono espanhol, e que em suas origens propunha a volta ao Antigo Regime.

Do lado cristino, o General Baldomero Espartero após muitas lutas firmou a paz com o mediante o Convênio de Oñate, em 29 de agosto de 1839. Desfrutando de uma grande popularidade, Espartero se uniu ao Partido Progressista e conseguiu ser nomeado Presidente do Conselho de Ministros mas o apoio insuficiente o obrigou a renunciar. Espartero liderava, sem oposição, o Partido Progressista e necessitava de uma maioria suficiente nas Cortes. Porém acabou entrando em choque com a regente. Após uma rebelião generalizada contra María Cristina nas cidades mais importantes como Barcelona, Zaragoza e Madrid fazendo-a renunciar e entregar a Regência do Estado e a custódia de suas filhas, incluindo a da rainha Isabel, nas mãos do general. O modo ditatorial de governar, personalista e militarista provocou a inimizade de muitos de seus partidários de Espartero fez com que em 1841 se iniciasse uma Revolução. Em 1843, Espartero se viu obrigado a dissolver as Cortes.

[editar] Rainha Isabel II

Ver artigo principal: Isabel II de Espanha

Diante do fracasso da regência de Espartero, em 1843 as Cortes Gerais da Espanha resolveram reconhecer a maior idade de Isabel II quando ela tinha ainda apenas 13 anos, em 10 de novembro de 1843, Isabel II jurou a constituição de de 1837 que havia substituído a de Cádiz. Seu reinado até 1868 foi de altos e baixos. Seu início foi tumultuoso com sua indicação do progressista Salustiano Olózaga mas depois de alguns incidentes, este foi obrigado a renunciar e em seu lugar entrou o moderado Ramón María Narváez nomeado Presidente do Governo da Espanha. Foi no governo de Narváez que foi decretada a Constituição de 1845. Após o período de governo conhecido como década moderada, os progresistas chegaram ao poder em 1854 e ficaram até 1856 (este período conhecido como Biênio Progressista). Em 1860, através do General O’Donnell, a União Liberal chegaou ao poder. Neste mesmo ano, Carlos Bourbón fracassou em mais uma tentativa de reivindicar o trono a seu favor com uma nova guerra carlista. Em 1868, o reinado de Isabel II chegaou ao fim com a Revolução conhecida como A Gloriosa ( e também como "Setembrina"), revolução esta iniciada por descontetamentos com seu reinado.

[editar] Sexênio Democrático

Sexênio Democrático é o período da história da Espanha transcorrido desde o triunfo da revolução de setembro de 1868 até o pronunciamiento de dezembro de 1874 que deu inicio a etapa conhecida como Restauração.

[editar] Reinado de Amadeu I de Sabóia

Em 1868, Isabel II foi destronada e foi proclamada uma monarquia constitucional. Foi posto como regente o general Serrano e, em 1870 empossaram Amadeu I da casa de Sabóia o novo rei. Envolvido com a Terceira Guerra Carlista, iniciada em 1872 e pela insatisfação popular, Amadeu I renunciou em 11 de fevereiro de 1873.

Depois da Revolução de 1868, foi proclamada a monarquia constitucional na Espanha. Existiu na época uma dificuldade inerente a troca de regime e de encontrar um rei que aceitasse o cargo. Finalmente em 16 de novembro de 1870 com o apoio do setor progressista das Cortes Gerais e dos Carlistas, Amadeu I de Sabóia foi empossado como Rei, sucedendo a Isabel II.

Amadeu teve sérias dificultades devido à instabilidade dos políticos espanhóis, às conspirações republicanas, aos movimentos carlistas, ao movimento separatista de Cuba, às disputas entre seus próprios aliados e à uma tentativa de assassinato. Abdicou por iniciativa própria em 11 de fevereiro de 1873. A sua marcha proclamou-se a Primeira República Espanhola.


[editar] Primeira República

Ver artigo principal: Primeira República Espanhola

Com a renúncia da Amadeu I, a população de Madri e deputados republicanos fundaram a Primeira República Espanhola. São formadas duas correntes principais: os unitários, que preferem um estado de controle centralizado, e os federais, que propõem uma menor centralização do poder em favor de regiões administrativas menores.

A Primeira República Espanhola durou onze meses nos quais se sucederam quatro Presidentes. O primeiro presidente foi Estanislao Figueras (unitário). Em junho do mesmo ano, a assembléia constituinte empossa Francisco Pi y Margall (federal). Rebeliões separatistas por todo o país induzem a renúncia de Francisco Margall, que é sucedido por Nicolás Salmerón (federal), que ordena ao exército sufocar as revoltas.

A debilidade de seu nascimento que provocou a posterior restauração bourbônica deveu-se a vários fatores, entre os quais se destacam a falta de uma base social suficiente, dado o descontentamento dos campesinos e trabalhadores; a organizada oposição dos conservadores ou monárquicos, incluídos os levantamentos carlistas e a carência de uma burguesia que sustentasse o sistema.

[editar] Restauração

A Restauração Borubônica foi o período que aconteceu na Espanha desde o pronunciamento do general Martínez Campos em 1874, que acaba com a Primeira República, e a proclamação da Segunda República em 14 de abril de 1931. O período caracteriza-se por uma certa estabilidade institucional, a conformação de um modelo liberal do Estado e a incorporação dos movimentos sociais e políticos, fruto da revolução industrial, que começa sua decadência com a ditadura de Miguel Primo de Rivera em 1923.

[editar] Reinado de Afonso XII

Seu reinado consistiu principalmente em restaurar a monarquia e acabar com todas as lutas internas o que lhe valeu o apelido de "o Pacificador". Também aprovou a nova Constituição de 1876. Morreu em 1885 de tuberculose em Madrid.

[editar] Reinado de Afonso XIII

O rei Afonso XIII da Espanha
O rei Afonso XIII da Espanha

Afonso XIII era filho do rei Afonso XII de Espanha e de Maria Cristina de Habsburgo-Lorena. Foi proclamado rei na altura do seu nascimento e sua mãe foi a regente durante o perído de sua menoridade. Somente em 1902, ao completar 16 anos, foi declarado maior de idade e assumiu as funções de chefe de estado. Na época da regência de sua mãe, a Espanha perdeu as colônias deCuba, Puerto Rico e Filipinas. No século XX, com a guerra no Marrocos, a Espanha perdeu o dompinio militar que tinha sobre a cidade de Melilla. Devido a essas perdas, a Espanha sofreu numerosas revoltas sociais, que levaram a que o capitão Miguel Primo de Rivera a organizar um golpe de estado em 13 de setembro de 1923, protegido pelo próprio Alfonso XIII. Começaram então a surgir manifestações contra a monarquia que protegeu o ditador Rivera. Foi assim que os partidos políticos espanhóis se uniram contra o rei e este acabou renunciado à chefia do Estado, mas sem abdicar formalmente.

[editar] Ditadura de Primo de Rivera

A Ditadura de Primo de Rivera foi o período que tornou-se parte da história espnhola desde o golpe de Estado do capitão general, Miguel Primo de Rivera, de 13 de setembro de 1923, até 28 de janeiro de 1930, pela sua substituição pela chamada Dita-branda do general Dámaso Berenguer.

A distribuição geográfica do crescimento da população espanhola entre 1920 e 1950 depois da crise económica de 1927 acentuada em 1929, a violenta repressão de trabalhadores e intelectuais e a falta de sintonia entre a burguesia e a ditadura, a monarquia, cumplice, será o objeto em questão a partir da união de toda a oposição em agosto de 1930 no chamado Pacto de San Sebastián. Os governos de Dámaso Berenguer, denominado a ditabranda, e de Juan Bautista Aznar-Cabañas, não fizeram outra coisa a não ser aumentar a decadência. Depois das eleições municipais de 1931, em 14 de abril proclama-se a Segunda República Espanhola, dando assim fim à restauração borbônica na Espanha.

[editar] Segunda República Espanhola

Ver artigo principal: Segunda República Espanhola
Bandeira da Segunda República Espanhola
Bandeira da Segunda República Espanhola

Foi o regime político entre 14 de abril de 1931, data de da proclamação da mesma e da saída da Espanha do Rei Alfonso XIII, e 1 de abril de 1939, data da vitória definitiva do bando insurgente na Guerra Civil Espanhola. Depois da demissão voluntária do general Miguel Primo de Rivera, Alfonso XIII tentou devolver o debilitado regime monárquico à senda constitucional e parlamentar. As eleções municipais de 12 de abril de 1931 upuseram uma derrota a Coroa. Constatando a falta de apoio popular nas cidades acabou renunciando e seguindo ao exílio.

Depois de sua proclamação, Niceto Alcalá-Zamora governou provisóriamente até 14 de outubro e após sua demissão foi substituído por Miguel Azaña. Em 10 de dezembro, após eleições, Niceto Alcalá-Zamora voltou ao poder, ficando neste cargo até 7 de abril de 1936, quando o novo governo da Frente Popular da Espanha pidiu sua demissão e novamente Manuel Azaña o substituiu. Em 9 de dezembro de 1931, foi aprovada uma nova Constituição Espanhola.

Conflitos entre as forças esquerdistas (que governaram de 1931 a 1933 e de centro-direita (1933 a 1935) culminaram com a guerra civil. Um ponto importante nesses conflitos foi o golpe de estado esquerdista de 1934 contra a entrada no governo da CEDA partido de direita que tinha ganhado legitimamente as eleições.

[editar] Guerra Civil Espanhola (1936-1939)

Ver artigo principal: Guerra Civil Espanhola

Foi o conflito bélico que se instalou depois de um falido golpe de estado de um setor do exército contra o Governo legal da Segunda República Espanhola e que assolou o país entre 17 de julho de 1936 e 1 de abril de 1939, concluindo com a vitória dos rebeldes e a instauração de um regime ditatorial encabeçada pelo general Francisco Franco.

Desde o golpe de estado de 18 de julho a república tinha na prática se acabado mesmo na zona leal onde o golpe não venceu imediatamente sendo sucedida nessa zona primeiro por diversas ditaduras de partidos e pelas tentativas de instalar a democracia direta por parte de grupos anarquistas como a CNT (Confederación Nacional del Trabajo) e depois por uma na prática ditadura comunista. Houve 70 mil assassinados na zona republicana e 55 mil assassinados na zona nacionalista. O número de vítimas civis ainda que se discuta, muitos acreditam que a cifra se sitou entre 500.000 e 1.000.000 de pessoas. A Revolução Espanhola (de esquerda) foi destruida militarmente pelos franquistas que tinham apoio da Alemanha, enquanto os grupos esquerdistas contavam apenas com um pequeno apoio da então URSS.

Essa guerra é freqüentemente considerada uma "prévia" da Segunda Guerra Mundial, pela participação de potências internacionais. A princípio os militares receberam apoio dos regimes fascistas europeus (Alemanha e Itália), Portugal e Irlanda. O Governo republicano recebeu apoio da URSS, único país comunista de Europa, e do México. França, Reino Unido e Estados Unidos, decidiram manter-se a margem do conflito.

[editar] Governo Franco

O General Francisco Franco governou a Espanha de 1939 até 1975.
O General Francisco Franco governou a Espanha de 1939 até 1975.

O governo do General Francisco Franco, conhecido como franquismo, começou quando este se proclamou caudilho da Espanha ao vencer a Guerra Civil Espanhola em 1939, e acabou com sua morte em 1975. Nos anos 40, o franquismo praticou uma forte repressão política dos perdedores da guerra (democratas liberais, nacionalistas periféricos, socialistas, comunistas, anarquistas, etc). A Espanha havía perdido na guerra uma parte significativa de sua população e de sua capacidade produtiva. A escasez multiplicou as situações de fome e perpetuaram a miséria extrema. A situação piorou com o início da Segunda Guerra Mundial, durante a qual a Espanha se declarou neutra. Com o final da guerra até 1965 surgiram guerrilheiros (chamados de maquis) contra o franquismo.

Nos anos 50, a posição geográfica da Espanha e seu regime político acabou se convertendo em estratégicos para Estados Unidos e seus aliados europeus frente à União Soviética na Guerra Fria. Diante disto, os Estados Unidos estabeleceu bases militares no território espanhol e como contrapartida, em 1951, a Espanha começou a receber assistência económica. A aliança da Espanha com os Estados Unidos acabou com o isolamento internacional e abriu a economía. Em 1957 um grupo de tecnocrátas entrou no governo e deu o giro definitivo à política económica colocando em prática um duro Plano de Estabilização conforme as diretrizes do Banco Mundial e do Fundo Monetário Internacional (FMI).

Nos anos 60 e princípios dos 70, o desenvolvimento económico melhorou de forma notável, ainda que desigual o nível de vida da maioria da população. Este crescimento económico foi propiciado pela expansão do turismo e pela entrada de divisas de emigrantes. Surgiram grupos terroristas como o ETA e o FRAP, e a repressão veio inclusive sob a forma de pena de morte. Em 1969, Juan Carlos I de Bourbon foi nomeado rei. Ainda com a monarquia estabelecida, Franco continuou como chefe de governo até 1975, ano da sua morte.

[editar] Transição para a democracia

As comunidades autônomas da Espanha estabelecidas na Constituição de 1978.
As comunidades autônomas da Espanha estabelecidas na Constituição de 1978.

Se entende por Transição Espanhola ou nova restauração borbônica, o processo pelo que a Espanha passou da ditadura de Francisco Franco, a um Estado social, democrático e de direito. As datas de duração mais aceitas são de 20 de novembro de 1975 para seu início (data de falecimento do ditador) e 28 de outubro de 1982 (vitória eleitoral do PSOE) para sua finalização.

O Rei Juan Carlos confirmou no posto de Presidente do Governo, Arias Navarro que pediu demissão em 1976. Neste mesmo ano se aprovou o Referéndum sobre a Lei para a Reforma Política e como consequência desta aprovação foram realizadas as primeiras eleições democráticas, em 15 de junho de 1977. Nas eleições triunfa a União de Centro Democrático (UCD), partido dirigido por Adolfo Suárez. Em 1978 aprova-se uma constituição democrática mediante referéndum.

Em 1979 ocorrem novas eleições legislativas nas quais a UCD conserva a maioria relativa no Congresso e a absoluta no Senado. Em 1981, Adolfo Suárez é demitido devido a distanciamento com o Rei e às pressões internas de seu partido. Durante a votação no Congresso de Deputados para eleger como sucessor a Calvo Sotelo se produz a tentativa de golpe de Estado, conhecido como Golpe de Estado na Espanha de 1981|23-F, que fracassou. Calvo Sotelo dissolveu o parlamento e marcou novas eleições para 1982. O resultado das eleições foi uma grave derrota da UCD e a vitória do PSOE, um partido de centro-esquerda.

[editar] Atualidade

Depois da restauração da democracia, o PSOE converteu-se em um dos grandes partidos do governo. Sob o comando de Felipe González, o PSOE assumiu a tarefa de governar a Espanha entre 1982 (quando obteve uma contundente maioria no Congresso) e 1996 (quando o desgaste do projeto socialista, o descrédito do PSOE devido à aparição de numerosos casos de corrupção e o envolvimento de altos cargos do PSOE como responsáveis do financiamento e direção do terrorismo de Estado dos Grupos Antiterroristas de Liberação, levou ao governo o Partido Popular).

Durante o governo do PSOE, o país acometeu uma notável transformação em todos os âmbitos, destacando-se a extensão dos serviços públicos e o Estado do Bem Estar ou a integração da Espanha na Comunidade Econômica Européia (1986). A derrota de 1996 e a posterior renuncia de Felipe González levou ao PSOE a uma grave crise de liderança que se estendeu até o ano 2000, quando o Congresso Federal elegeu a José Luis Rodríguez Zapatero como novo secretário geral.

Já no período democrático, a Espanha tenta superar problemas internos como o terrorismo. Entre 1983 e 1987 surgiram os Grupos Antiterroristas de Liberação ou GAL, organização que cometeu vários assassinatos, sequestros e torturas, tanto de membros do ETA como de civis. Isto foi chamado de a «guerra suja». Mais tarde pessoas ligadas ao GAL foram julgadas e condenadas, entre elas havia políticos do alto escalão, entre eles o próprio ministro socialista do interior, José Barrionuevo.

[editar] Fatos importantes

[editar] Ver também

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