Hungria

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Magyarország
Hungria
Bandeira da Hungria
Brasão de armas da Hungria
Bandeira Brasão de armas
Hino nacional:
Himnusz ("Isten, áldd meg a magyart")
Hino ("Deus, abençoe os húngaros")
Gentílico: Húngaro

Localização da Hungria

Localização da Hungria (em vermelho)
- Continente Europeu (em cinza)
- União Europeia (em branco)
Capital Budapeste
47º26'N 19º15'E
Cidade mais populosa Budapeste
Língua oficial Húngaro
Governo República parlamentarista
 - Presidente János Áder
 - Primeiro-ministro Viktor Orbán
 - Presidente da Assembleia Nacional László Kövér
Independência História 
 - Formação do Reino da Hungria fevereiro de 1000 
 - Ocupada pelos Otomanos 29 de agosto de 1526 
 - do Império Austro-Húngaro 31 de outubro de 1918 
Entrada na UE 1 de maio de 2004
Área  
 - Total 93.030 km² (109.º)
 - Água (%) 0,74
População  
 - Estimativa de 2007 10.064.000 hab. (79.º)
 - Censo 2001 10.198.315 hab. 
 - Densidade 109 hab./km² (92.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 239,934 bilhões*[1]  
 - Per capita US$ 24 335[1]  
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 129,687 bilhões*[1]  
 - Per capita US$ 13 153[1]  
IDH (2013) 0,818 (43.º) – muito elevado[2]
Gini (2008) 24,96
Moeda Florim húngaro (forint) (HUF)
Fuso horário (UTC+1)
 - Verão (DST) (UTC+2)
Clima Temperado Continental
Org. internacionais UE, OTAN, OMC, Conselho da Europa, OCDE
Cód. ISO HUN
Cód. Internet .hu¹
Cód. telef. +36
Website governamental http://www.magyarorszag.hu

Mapa da Hungria

1. Também .eu, compartilhado com outros Estados-membros da União Europeia.

Hungria (em húngaro: Magyarország, pronunciado: [ˈmɒɟɒrorsaːɡ] ( ouvir)) é um país localizado na Europa Central,[3] especificamente na Bacia dos Cárpatos. Faz fronteira com a Eslováquia ao norte, Romênia ao leste, Sérvia ao sul, Croácia a sudoeste, Eslovênia a oeste, Áustria a noroeste e Ucrânia a nordeste. A capital do país é a cidade de Budapeste. A Hungria é um membro da União Europeia, da OTAN, da OCDE, do Grupo de Visegrád e do Espaço Schengen. A língua oficial é o húngaro, que é a língua não indo-europeia mais falada na Europa.[4]

Após séculos de sucessiva ocupação de celtas, romanos, hunos, eslavos, gépidas e ávaros, a Hungria foi fundada no final do século IX pelo grão-príncipe húngaro Árpád durante o Honfoglalás ("conquista da pátria"). Seu bisneto Estêvão I subiu ao trono em 1000 EC, quando converteu o país para um reino cristão. Até o século XII, a Hungria era uma potência média no mundo ocidental, alcançando seu auge no século XV.[5] Após a Batalha de Mohács, em 1526, e de cerca de 150 anos sob ocupação otomana (1541-1699), a Hungria ressurge sob o domínio dos Habsburgos e, mais tarde, formou uma parte significativa do Império Austro-Húngaro (1867-1918).

Suas fronteiras atuais foram estabelecidas pela primeira vez pelo Tratado de Trianon (1920) após a Primeira Guerra Mundial, quando o país perdeu 71% de seu território, 58% da sua população e 32% dos húngaros étnicos. Após o período entre-guerras, a Hungria aderiu às Potências do Eixo na Segunda Guerra Mundial, quando sofreu danos significativos. A Hungria ficou sob a esfera de influência da União Soviética, o que contribuiu para o estabelecimento de uma ditadura comunista que governou por quatro décadas (1947-1989). O país ganhou ampla atenção internacional por conta da Revolução de 1956 e da abertura parcial de sua fronteira anteriormente restrita com a Áustria, em 1989, o que acelerou o colapso de todo o Bloco de Leste.

Em 23 de outubro de 1989, a Hungria tornou-se novamente uma república parlamentar democrática e atualmente tem uma economia de alta renda,[6] com um alto Índice de Desenvolvimento Humano (IDH).[2] O país também é um destino turístico popular, atraindo cerca de 10 milhões de visitantes por ano.[7] A Hungria abriga o maior sistema de fontes termais[8] e o segundo maior lago termal do mundo (Lago Hévíz), o maior lago da Europa Central (Lago Balaton), e as maiores pastagens naturais do continente europeu (o Parque Nacional de Hortobágy).

Etimologia[editar | editar código-fonte]

O topônimo "Hungria" foi recebido pela língua portuguesa do francês Hongrie.[9] Crê-se que o termo originou-se no século VII, quando tribos magiares integravam uma aliança búlgara chamada On-Ogour, que em túrquico búlgaro significa "dez flechas".[10]

O gentílico "húngaro" é registrado em português a partir de 1512.[11]

História[editar | editar código-fonte]

Antiguidade[editar | editar código-fonte]

Pintura do final do século XIX, que retrata a chegada dos húngaros nas Planície da Panónia em 895.

O Império Romano estabeleceu a província da Panônia na região a oeste do Danúbio. No século IV, com as ondas de migração, os hunos passaram pelas terras húngaras e estabeleceram um império que terminou 455. Após a queda do Império Romano em 476, sucederam-se ondas migratórias de germanos, eslavos, ávaros, francos, búlgaros e, finalmente, magiares, estes no final do século IX.

Segundo a tradição, os magiares atravessaram os Cárpatos e entraram na planície panônia em 895, sob a liderança de Árpád, o líder dos magiares que queria a aproximação com a Europa Cristã.[12] Em 1000, o rei Santo Estêvão I, filho de Géza da dinastia dos Árpads, fundou o Reino da Hungria, ao receber uma coroa enviada pelo Papa Silvestre II e sedimentou o reino em 1006, com o extermínio dos opositores crentes da fé pagã.[13]

Entre 1241 e 1242, uma invasão mongol devastou a Hungria, com grandes perdas em vidas e propriedades. Quando os mongóis foram embora, o rei Béla IV, mandou construir castelos de pedra, que seriam importantes na batalha contra os otomanos, no século XIV.

Independência e guerras otomanas[editar | editar código-fonte]

Hungria dividida, aproximadamente em 1550, nas três partes: otomana ao sul, austríaca a oeste e o principado sob a Dinastia dos Zápolya a leste.

Paulatinamente, o Reino da Hungria conseguiu livrar-se das ingerências polacas, boêmias e papais, consolidando a sua independência. Matias Corvino, que reinou entre 1458 e 1490, fortaleceu o país, repeliu os otomanos e fez com que a Hungria se tornasse um centro cultural europeu durante o Renascimento.

A independência da Hungria chegou ao fim em 1526, após a queda de Nándorfehérvár (Belgrado) e a derrota para os otomanos na batalha de Mohács.[14] O Reino foi então dividido em três partes: o terço meridional caiu sob o controle otomano e o ocidental, sob o controle austríaco. A porção oriental permaneceu nominalmente independente, com o nome de Principado da Transilvânia e sob a dinastia dos Habsburgos, que retomariam a totalidade da Hungria das mãos dos otomanos 150 anos depois, no final do século XVII.

Com o recuo dos turcos, começou a luta da nobreza húngara por autonomia no seio do Império Austríaco. A Revolução de 1848 e a posterior guerra civil eliminaram a servidão e garantiram os direitos civis, mas a revolução foi duramente reprimida pelos austríacos em 1849. Em 1867, porém, após duras batalhas internas e externas, o Império Austríaco obrigou-se a fazer reformas internas, e para evitar a independência húngara, fez um acordo na qual reconhecia o Estado autônomo da Hungria, surgindo então a chamada Monarquia Dual, ou Império Austro-Húngaro.

Primeira Guerra Mundial[editar | editar código-fonte]

Composição étnica da Áustria-Hungria em 1910

O governo húngaro, que era autônomo mas obedecia às mesmas regras que a Áustria, deu início a um processo de magiarização das populações de outras etnias, o que motivou o nacionalismo sérvio, eslovaco e romeno dentro do reino. A magiarização continuou até o término da Primeira Guerra Mundial, quando todo o Império Austro-Húngaro desmoronou. Em novembro de 1918, a Hungria tornou-se uma república independente. Após uma experiência comunista sob Béla Kun, que proclamou uma república soviética húngara, e uma invasão por tropas romenas, forças militares de direita sob o comando do Almirante Miklós Horthy, entraram em Budapeste e instalaram um novo governo. Em 1920 elegeu-se uma assembleia unicameral, expressivamente de direita, Horthy foi indicado Regente e a Hungria voltou a ser uma monarquia, embora sem rei designado.[15]

O Tratado de Trianon, criado para se refazer a paz com os países vencedores, assinado em junho de 1920, determinou as fronteiras da Hungria no pós-guerra. O território perdido foi distribuído da maneira seguinte: a Hungria foi reduzida a 93.000 km²; a Romênia recebeu a Transilvânia 102.000 km²; a Croácia, a Eslavônia e a Voivodina uniram-se à Sérvia (63 000 km²); a Tchecoslováquia recebeu a Rutênia e a Eslováquia num total de 63 000 km²; a Áustria recebeu a Burgenland (4 000 km²) da qual a cidade de Sopron voltou à Hungria após o referendo de 1921. Com o Tratado de Trianon, o país perdeu 71% de seu território, 66% de sua população, grande parte das suas reservas de matéria prima e seu único porto marítimo (Fiume, hoje Rijeka, na Croácia) para os países vizinhos.[16]

Dreadnought húngaro durante a Primeira Guerra

A Hungria não quis aceitar a divisão de seu país, mas enfraquecida, não havia força militar para desfazer o tratado. O inconformismo com a perda de territórios e população foi a tônica do processo político húngaro do entre-guerras e perdura. Há quem diga que os húngaros que viviam em terras que passaram às mãos de outros países, sofriam alta discriminação e ataques (exemplo seriam as cidades húngaras alagadas pela criação de barragens na Transilvânia). Muitos húngaros abandonaram suas casas e migraram para outros países. O único país que futuramente ofereceria ajuda para recuperar as terras seria então a Alemanha nazista.[17]

Não se sabe a intenção dos países vencedores em dividir a Hungria de forma tão drástica, possivelmente para que o país não pudesse de tornar forte militar e culturalmente novamente. No museu das armas, em Paris, há um quadro que nomeia o tratado de Trianon como "Tratado de paz". Até hoje os húngaros sofrem com o resultado do Tratado de Trianon nos países vizinhos onde vivem, como, por exemplo a proibição por lei de que cidadãos eslovacos falem húngaro, impondo uma língua aos húngaros que ali vivem, e a proibição do presidente húngaro de entrar em território eslovaco de forma não oficial.[18]

Segunda Guerra Mundial e período contemporâneo[editar | editar código-fonte]

Mulheres judias capturadas no Gueto de Budapeste, outubro de 1944.

Após um período conturbado politicamente na década de 1920, e após o suicídio de Teleki Pál, primeiro-ministro húngaro que não concordava com uma Hungria nazista e não via saída frente a dominação alemã, assumiu István Bethlen, a Hungria então se aliou aos nazistas alemães a partir dos anos 1930, durante a Grande Depressão, na expectativa, conforme explicações de seus líderes da época, de obter de volta os territórios perdidos. E foi o que ocorreu, entre 1938 e 1941, a Hungria retomou territórios como a Eslováquia, a Rutênia, a Transilvânia e parte da Iugoslávia.[19]

Declarou guerra em 1941 à União Soviética, mesmo enfraquecida, pois até então seguia as intenções alemãs. Houve sucessivas derrotas, milhares de soldados húngaros foram enviados a campos de guerra em situações precárias onde foram aniquilados cerca de 40 000 homens, após a mudança de lado de vários países e principalmente da Romênia, a Hungria tentou um acordo com os Aliados, mas não foi aceita. Hitler com medo de que mudasse de lado, ordenou a invasão da Hungria em março de 1944. Depois de diversas batalhas por toda a Hungria, os alemães foram derrotados em 4 de abril de 1944.[20]

Tropas soviéticas deixam a Hungria em 1 de julho de 1990

Como consequência, ao fim da Segunda Guerra Mundial, tornou-se um Estado comunista sob a influência de Moscou. A Revolução de 1956 foi a oportunidade para que os húngaros se manifestassem contra o regime soviético instalado no país. Após o primeiro-ministro Imre Nagy implantar reformas democratizantes, apoiado pela população, a União Soviética invadiu a Hungria e, pela força das armas, acabou com a revolução, prendeu Nagy e executou-o tempo depois.[15]

No final da década de 1980, a Hungria foi um dos primeiros países da órbita soviética a procurar dissolver o Pacto de Varsóvia e a evoluir para uma democracia pluripartidária e para uma economia de mercado. As primeiras eleições livres nessa nova fase da história da Hungria foram realizadas em 1990, onde, com poucos votos, os socialistas foram rechaçados. Mas, em 1994, voltaram ao poder, apoiados pela queda do padrão de vida e da economia húngara. Desde então, socialistas e centro-direitistas disputam o poder político na Hungria. Seguiu-se de uma aproximação com o Ocidente que levou o país a aderir à Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 1999 e à União Europeia em 2004.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Kékes, o ponto mais alto do país

Com 93 000 km², a Hungria é um dos maiores países da Europa Central. Suas dimensões são de 250 quilômetros de norte a sul e 524 quilômetros de leste a oeste, com 2 258 quilômetros de divisas com os 7 países (Sérvia, Croácia, Eslovênia, Ucrânia, Romênia, Eslováquia e Áustria) que o cerca.

Sua população é estimada em 10 064 000 de habitantes, apresentando um decréscimo populacional desde o último censo oficial em 2001. Tal fato vem ocorrendo nos últimos anos, seguindo uma tendência de todos os países do leste europeu. A Hungria é um país mediamente povoado, apresentando uma densidade de 109 habitantes por km².

A maior cidade é a capital Budapeste, que em sua região metropolitana tem 2 550 000 de habitantes. Com menor proporção, a universitária Debrecen, em Hajdú-Bihar, é a segunda maior com 205 000 habitantes. A terceira é Miskolc, com pouco mais de 179 000 habitantes, no condado de Borsod-Abaúj-Zemplén, no nordeste húngaro.

Relevo[editar | editar código-fonte]

A maior parte do país é composta por planícies, que não chegam a 200 m de altitude. Em alguns pontos existem pequenas cadeias de montanhas, mas as que passam de 300 metros de altura são apenas 2% do território húngaro. O ponto mais alto é a montanha Kékes com 1.014 metros e está localizada à nordeste de Budapeste. O ponto mais baixo é nas proximidades de Szeged no sul, em uma depressão com 77,6 metros.

Os maiores e mais importantes rios que cruzam a Hungria são o Danúbio e o Tisza. O Danúbio é um dos rios mais importantes da Europa e, na Hungria, ele é navegável por 418 quilômetros. O Tisza é navegável por 444 quilômetros. Vale ainda ressaltar o lago Balaton, que com uma área de 592 km² é o maior lago da Europa Central e Oriental, e até é conhecido por "mar Húngaro". Outros lagos menores são o Velence e o Neusiedl, que tem 315 km² de superficie, mas apenas 75 km² em território húngaro (o restante localiza-se na Áustria).

Clima[editar | editar código-fonte]

A Hungria possui um clima temperado continental,[21] com um frio e úmido inverno e um verão quente. A temperatura média anual é de 9,7°C(com extremos de 42 °C e -29 °C).[22] A média pluviométrica é de 600 mm por ano. As chuvas são irregulares, caindo mais à oeste do Danúbio do que ao leste. Uma pequena vila, próxima de Pécs, tem um clima diferente do resto do país, semelhante ao clima mediterrâneo, o que é um diferencial na região.

Durante os anos 1980, a Hungria começou a sentir os efeitos da poluição das indústrias e dos agrotóxicos nas plantações. Continuamente foram relatados contaminações em reservatórios de água e uma sensível mudança na fauna. Até hoje, não foi feita nenhuma grande mudança sobre o meio ambiente. Açlık Oyunları

Demografia[editar | editar código-fonte]

Para 94% da população, na sua maioria composta por húngaros, a língua utilizada é o húngaro, uma língua fino-úgrica distantemente relacionada com o finlandês e o estoniano.

Existem muitas minorias étnicas na Hungria: ciganos (2,1%), alemães (1,2%), eslovacos (0,4%), croatas (0,2%), romenos (0,1%), ucranianos (0,1%) e sérvios(0,1%).[23]

Devido à sua história, quando países vizinhos faziam parte do mesmo país, existem minorias húngaras significativas em países vizinhos como Romênia (na Transilvânia), Eslováquia, Sérvia (em Voivodina), Ucrânia, Croácia (na Eslavônia) e Áustria. A Eslovênia, no entanto, tem um número muito grande de húngaros nas cidades próximas à fronteira e até adota o húngaro como língua oficial.

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Religião[editar | editar código-fonte]

Catedral Basílica de Santo Estêvão em Budapeste, sede da arquidiocese húngara. Cerca de 60% da população segue o catolicismo

A maioria dos húngaros era cristã no século X, data da criação do reino da Hungria. O primeiro rei, Santo Estêvão da Hungria trouxe o cristianismo ocidental ao país. E assim, a Hungria permaneceu até o século XVI, quando a onda protestante que atingia a Europa chegou ao país, primeiramente com o luteranismo e, em seguida, com o calvinismo. Mas na segunda metade desse mesmo século, os jesuítas prepararam uma grande contra-reforma para buscar novamente os fiéis perdidos. Construíram diversas escolas, igrejas e a mais antiga universidade da Hungria, que permanece até hoje, a Pázmány Péter. Os santos padroeiros da Hungria são Santo Estêvão da Hungria (o principal), São Gerardo Sagredo, mártir e tutor do seu filho Santo Américo e São Ástrico, bispo que coroou Estêvão[24] .

Os judeus sempre estiveram presentes na Hungria, desde os primórdios da Idade Média, e a maior sinagoga da Europa se localiza hoje em Budapeste. Entretanto, a maioria dos judeus sofreu com o holocausto, durante a invasão alemã na Segunda Guerra Mundial. A grande maioria foi deportada para os campos de concentração ou simplesmente executada. Atualmente, declaram-se judeus apenas 0,1% de toda a população húngara. Dados recentes apontam para que a húngaros sejam na sua grande maioria seguidores do Cristianismo com 86,7% da população a identificar-se com esta religião sendo que 57,8% são fiéis da Igreja Católica, 23,9% são protestantes, 5,0% seguem outras crenças cristãs, 11,3% não têm religião e 2,0% seguem outras crenças, onde se destacam as comunidades judaicas e muçulmanas.[25]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

O Presidente da República, eleito pela Assembleia Nacional da Hungria a cada 5 anos, é o comandante-chefe das forças armadas e nomeia o primeiro-ministro, cujo nome também deve ser aprovado pela Assembleia. O primeiro-ministro é quem seleciona o gabinete de ministros e, segundo a constituição húngara, dispõe da prerrogativa de demiti-los. Os indicados devem ser formalmente nomeados pelo presidente.

A Assembleia Nacional (Országgyűlés) - o parlamento húngaro - é um órgão legislativo unicameral, com 386 membros eleitos diretamente. Na última eleição, 176 foram eleitos pelo voto direto dos distritos eleitorais, 152 pela representação proporcional do partido e 58 pelo votos de compensação. Num primeiro turno, os eleitores votam em um candidato e também em um partido. O candidato que obtiver mais de 50% dos votos do distrito eleitoral ocupa um assento na assembleia. Quando no distrito não houver a maioria ou a participação for menor que 50%, há segundo turno. este ocorre da mesma forma que o primeiro, mas o candidato mais votado assume o cargo. É declarada inválida a eleição que não obtiver 25% de participação, sendo esses assentos preenchidos com os votos de compensação. A distribuição dos votos de compensação é feita pela ordem de votação dos partidos.[26] Na Hungria, dois partidos dominam o cenário eleitoral: o Magyar Polgári Szövetség ("União Cívica Húngara"), ou Fidesz,[27] e o Magyar Szocialista Párt ("Partido Socialista Húngaro"), ou MSzP.[28]

O Poder Judiciário húngaro inclui a Corte constitucional, que é formada por apenas onze membros, e pode julgar a constitucionalidade das leis. Ademais, a Suprema Corte e os tribunais civis e penais são independentes do Poder Executivo.

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

As Forças Armadas da Hungria contam com dois ramos: as Forças Terrestres da Hungria e a Força Aérea da Hungria. As Forças Terrestres (ou Exército) são conhecidas como "Corpo de Defensores da Pátria" (Honvédség). Este termo foi originalmente usado para se referir ao exército revolucionário instituído pelo Lajos Kossuth e da Comissão de Defesa Nacional da Dieta Revolucionária Húngara em setembro de 1848, durante a Revolução Húngara.

A Hungria tem os navios de guerra mais bem equipados e preparados da Europa Central. Apenas o país opera forças baseadas em rios entre os membros da OTAN. Na década de 2000, o exército comprou novos navios de guerra de minas, restaurando ou aposentando os antigos. Em feriados nacionais, os navios de guerra navegam ao longo do rio Danúbio, em Budapeste.[29] [30] [31]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

A Hungria é membro das Nações Unidas desde dezembro de 1955 e foi um dos signatários dos Acordos de Helsinque, em 1975. Entre 1947 e 1989, a política externa da Hungria geralmente seguia o exemplo da União Soviética.

Desde 1989, a principal meta da política externa húngara é alcançar a integração em organizações econômicas e de segurança ocidentais. O país aderiu à Parceria para a Paz em 1994 e tem apoiado ativamente as missões da Força de Estabilização na Bósnia.

A Hungria tornou-se membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) em 1999 e da União Europeia em 2004.

Divisões administrativas[editar | editar código-fonte]

Mapa da Hungria com os 19 condados em laranja e a capital Budapeste em vermelho.

Administrativamente, a Hungria é dividida em 19 condados mais a capital, que é independente de qualquer condado. Esses são o terceiro nível de divisão administrativa da Hungria. Os 19 condados e Budapeste são agrupados em 7 regiões, para propósitos demográficos e de desenvolvimento. São eles o segundo nível de divisão húngaro: Transdanúbia Ocidental, Transdanúbia Meridional, Transdanúbia Central, Hungria Central, Hungria Setentrional, Grande planície setentrional, Grande planície meridional.

Os 19 condados são, ainda, subdividos em 173 sub-regiões e Budapeste é a sua própria sub-região. Cada sub-região pode ser classificada em "cidade" ou "vila", ou ainda em "condado urbano", que é uma cidade com direitos de condado, mas que tem que se submeter às ordens do condado na qual está inserida, não tendo, portanto, independência política do condado.[carece de fontes?]

Todas as capitais de condados são cidades com "direitos de condado" ou condados urbanos. Além delas, mais 5 cidades detém esses direitos: Érd, Dunaújváros, Hódmezővásárhely, Nagykanizsa e Sopron.

Condados da Hungria
Condado
(Capital)
Bács-Kiskun departemento blazono.jpg Bács-Kiskun
(Kecskemét)
Fejér
(Székesfehérvár)
HUN Komárom-Esztergom megye COA.jpg Komárom-Esztergom
(Tatabánya)
Tolna departemento blazono.jpg Tolna
(Szekszárd)
Baranya.jpg Baranya
(Pécs)
HUN Győr-Moson-Sopron COA.jpg Győr-Moson-Sopron
(Győr)
Nógrád departemento blazono.jpg Nógrád
(Salgótarján)
Vas departemento blazono.jpg Vas
(Szombathely)
Békés departemento blazono.jpg Békés
(Békéscsaba)
HUN Hajdú-Bihar COA.jpg Hajdú-Bihar
(Debrecen)
Pest departemento blazono.jpg Pest
(Budapeste)
Coa Hungary County Veszprém.svg Veszprém
(Veszprém)
Borsod-Abaúj-Zemplén departemento blazono.jpg Borsod-Abaúj-Zemplén
(Miskolc)
Coa Hungary County Heves.svg Heves
(Eger)
Somogy departemento blazono.jpg Somogy
(Kaposvár)
Coa Hungary County Zala (2010-).svg Zala
(Zalaegerszeg)
Csongrád departemento blazono.jpg Csongrád
(Szeged)
Jász-Nagykun-Szolnok departemento blazono.jpg Jász-Nagykun-Szolnok
(Szolnok)
Szabolcs-Szatmár-Bereg departemento blazono.jpg Szabolcs-Szatmár-Bereg
(Nyíregyháza)
Coa Hungary Town Budapest big.svg Budapeste
(Capital)

Economia[editar | editar código-fonte]

Notas e moedas do florim húngaro
Fábrica de Audi TT em Győr

Durante o Império Austro-Húngaro, a Hungria foi o principal território utilizado para a agricultura. As vastas planícies que cobrem 90% do país e as terras férteis em abundância, comum nessa parte da Europa, favoreceram a intensivo uso da agricultura em toda a sua história. Durante o período socialista, a agricultura foi mecanizada e modernizada. Mas com o fim da URSS, a agricultura húngara perdeu o apoio que tinha do estado e sofreu de uma crise, só igualando a sua produção de 16 milhões de toneladas de grãos no século XXI.

Durante o regime socialista, a Hungria passou também por uma forte industrialização, através de projetos que usufruiam melhor os abundantes recursos naturais do país. Na década de 1980, a Hungria foi considerada o país mais moderno industrialmente, exportando bens de consumo até para grandes países industrializados como Alemanha e Estados Unidos.

Depois da queda do regime socialista, com o fim da União Soviética, o país sofreu um baque com a entrada e adaptação ao regime capitalista. No entanto, devido à sua economia já ser voltada à exportação, o país sofreu um menor viés em sua economia do que os outros países ex-soviéticos.

Entre 1990 e 1993, a economia húngara recuou 18%, frente à, por exemplo, 40% da Bulgária. Em 1994, após algumas reformas econômicas reagiu e, desde 1996 a taxa média de crescimento do PIB é de 4,3%. Em 2006, o PIB fechou em 197,1 bilhões de dólares,[32] sendo 80% vindo de capital privado e fortemente influenciado pelas altas taxas de capital estrangeiro aplicada no país.

Atualmente, a maior parte do PIB da Hungria vem da área de serviços, que sofreu um forte crescimento na década de 1990 com a capitalização da economia. A inflação e o desemprego diminuiram substancialmente desde 1998 - era de 13%, hoje é 7,4%. As medidas de reforma econômica, tais como a reforma da saúde, tributária e do financiamento da administração local, ainda não foram postas em prática pelo atual governo. Em 1 de janeiro de 2004, junto com outros países do leste, a Hungria entrou na União Europeia e o país prepara a economia para a adoção do euro, fato que se previa inicialmente ocorrer entre 2010 e 2014.[33]

Turismo[editar | editar código-fonte]

Banho medicinal em Héviz, Zala

O país é um popular destino turísticos europeu. A indústria do turismo aumentou quase 7% entre 2004 e 2005.[34] Os visitantes de outros países europeus compreendem mais de 98% dos turistas que vão para a Hungria. Áustria, Alemanha e Eslováquia são os maiores emissores de visistantes.[35] A maioria dos turistas chega ao país de carro e fica por curtos períodos de tempo.[36]

Budapeste tornou-se uma das atrações turísticas mais populares da Europa Central na década de 1990.[35] Entre as principais atrações da cidade estão Castelo de Buda, que abriga vários museus, a Igreja de Matias[37] e o Edifício do Parlamento.[35] A cidade tem muitos museus, três casas de ópera, além de banhos termais.[37] O Castelo de Buda, os diques do rio Danúbio e de toda a Avenida Andrássy são reconhecidos como um Património Mundial pela UNESCO.[38]

A Hungria mais de 1.300 nascentes termais, um terço das quais são usados em spas em todo o país. As fontes termais húngaras e a cultura do spa são promovidas aos turistas. Só a França, o Japão, a Sérvia, a Islândia e a Itália têm capacidade de água termal similar. Os banhos termais têm sido utilizados na Hungria há 2.000 anos para higiene, relaxamento e atenuação de dores. Os romanos foram os primeiros a usar águas termais da região, no século I, quando construíram banheiros nas margens do Danúbio.[39]

Panorama de Budapeste à noite

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Albert Szent-Györgyi, ganhador do Nobel e descobridor da vitamina C

Ciência e tecnologia[editar | editar código-fonte]

A Hungria é famosa pelo seu excelente ensino na matemática, que produziu diversos cientistas de sucesso. O rol de matemáticos famosos húngaros inclui Paul Erdős, famoso por ter seus trabalhos produzidos em 40 línguas na qual os números de Erdõs ainda são procurados; János Bolyai desenvolvedor da geometria não euclidiana em 1831 e John Von Neumann, um pioneiro da computação digital, que leva o seu nome em uma das arquiteturas de processador para computadores. Muitos dos cientistas judeus, como Erdõs e Von Neumann, sofreram perseguições durante a época do anti-semitismo na Europa e fizeram as suas contribuições nos Estados Unidos.[40]

Muitas invenções são atribuídas a inventores húngaros. Algumas delas são os fósforos sem barulho de János Irinyi, o Cubo de Rubik de Ernő Rubik, e a lâmpada de criptônio de Imre Bródy. Ainda mais invenções são de húngaros, como a holografia (Dennis Gabor), a caneta esferográfica (László Bíró), a teoria da Bomba de hidrogênio (Edward Teller) e a linguagem de programação BASIC (John Kemeny, com Thomas E. Kurtz). Estes últimos inventores registraram seus produtos nos Estados Unidos, em vista da Segunda Guerra Mundial.[40]

Educação[editar | editar código-fonte]

O sistema educacional húngaro é obrigatório dos 5 aos 18 anos de idade. Aos 6 anos, os alunos entram nas escolas primárias: o currículo é dividido em duas fases, de 4 anos cada. Depois disso, eles podem escolher entre três tipos diferentes de escola de ensino secundário: o Liceu (que leva ao ensino superior), a escola profissional secundária (que leva à superior profissional) e a escola profissionalizante (que conduz ao mercado de trabalho).[41]

No entanto, o sistema de ensino do país é flexível e, em parte, existem pontes entre os tipos de ensinos oferecidos (graduados de uma escola profissional podem conseguir um programa de dois anos para ter acesso à educação profissional de nível superior, por exemplo).[42]

O ensino superior é um sistema dual, dividido em faculdades (que geralmente oferecem bacharelado) e universidades (que geralmente oferecem mestrado).[43] A educação e a formação do país foram classificadas na 44ª posição entre os 148 países avaliados no Global Competitiveness Report 2013-2014, promovido pelo Fórum Econômico Mundial.[44]

Cultura[editar | editar código-fonte]

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Gastronomia[editar | editar código-fonte]

Torta dobos, um dos pratos típicos húngaros mais conhecidos

A culinária húngara tem uma posição de destaque na cultura da Hungria, com tradicionais pratos como o goulash, difundido por todo o mundo e uma das bases da culinária húngara. A batata é usada em diversos pratos, e as sopas e os guisados são componentes da culinária dos húngaros.

Os pratos são geralmente temperados com páprica, cebola e pimenta preta. Os guisados são, comumente, encontrados com elementos tradicionais como carne de porco e de gado, como usado no pörkölt. Existe ainda, diversas sobremesas tais como o somlói galuska que é um doce coberto de creme de laranja ou rum. Na culinária húngara que são feitas com frutas, sendo elas umas das especialidades da cozinha húngara.

Existe ainda, uma influência de outros povos na culinária, como elementos da cozinha turca e a presença de doces e bolos, fruto da influência alemã. Mas durante a existência da Áustria-Hungria, alguns pratos, como o goulash, foram passados aos austríacos e tchecos.

Literatura[editar | editar código-fonte]

Primeira página do Gesta Hungarorum, escrito em 1200

Nos tempos antigos, a língua húngara era escrita com um alfabeto rúnico (no entanto ela não foi utilizada na literatura, devido aos interesses de uma interpretação moderna para ela). O país mudou para o alfabeto latino após ser cristianizado sob o reino de Estevão I(1000-1038). Não existem documentos anteriores ao século XI, sendo o mais antigo relato em húngaro um fragmento do documento de fundação da Abadia de Tihany (1055), na qual contém muitos termos húngaros, entre elas as palavras feheruuaru rea meneh hodu utu rea, "até a estrada militar de Fehérvár". O resto do documento está em latim. O mais antigo texto completo é o "Sermão e Oração para Funeral" (Halotti beszéd és könyörgés) (1192–1195), a tradução de um sermão em Latim. O mais antigo poema é o "Lamentos de Maria", tradução do Latim do século XIII. É também o mais antigo poema Fino-Úgrico. Entre as primeiras crônicas sobre a história húngara está o Gesta Hungarorum("Feitos dos Húngaros") e o Gesta Hunnorum et Hungarorum ("Feitos dos Hunos e dos Húngaros") por Simon Kézai. Ambos em latim. Tais crônicas misturam história com lendas, mas historicamente elas não são sempre certas. Outra crônica conhecida é a Képes krónika ("Crônica Ilustrada"), que foi escrita por Luis, o Grande.

O iluminismo húngaro aconteceu aproximadamente cinqüenta anos depois se comparados ao iluminismo da Europa Ocidental. Os novos pensamentos chegaram à Hungria através de Viena. Os primeiros escritores do iluminismo húngaro foram György Bessenyei e János Batsányi. Contemporâneos a eles, Mihály Csokonai Vitéz e Dániel Berzsenyi eram os grandes poetas da época e a grande figura da reforma da língua era Ferenc Kazinczy. Através dessa reforma, a língua húngara tornou-se praticável para explanações científicas, com a criação de muitas palavras novas para descrever as novas invenções, preservando assim a língua húngara.

Esportes[editar | editar código-fonte]

Ferenc Puskás, um dos melhores futebolistas do século XX

Destaca no desporto coletivo do polo aquático, bem como no lançamento de martelo. Também tem muita tradição a natação pela que Hungria conseguiu muitos sucessos internacionais, com nadadores como Tamás Darnyi, László Cseh, Krisztina Egerszegi e Katinka Hosszú. Sua figura máxima no desporto de todos os tempos foi o futebolista Ferenc Puskás, que realizou uma exitosa carreira no clube de futebol espanhol Real Madrid e na seleção húngara de futebol.

A Hungria também foi considerada até meados do século XX, como uma potência no futebol, possui dois vice-campeonatos de Copa do Mundo, na Copa do Mundo FIFA de 1938 e na de 1954, a seleção húngara de futebol também é a maior vencedora dos Jogos Olímpicos, com três títulos olímpicos conquistados nas Olimpíadas de 1952, 1964 e 1968, sendo que até hoje possui o recorde das duas maiores goleadas aplicadas em uma Copa do Mundo, com um 10 x 1 sobre El Salvador na Copa do Mundo FIFA de 1982 e 9 x 0 sobre a Coreia do Sul na Copa de 1954. Foi a primeira seleção não britânica a derrotar em solo inglês os inventores do futebol, a seleção inglesa, e em pleno Estádio de Wembley, em 1953. Têm à grande jogadora de tênis Zsofia Jakab que está jogando pela Longwood University atualmente, além da maior jogadora de xadrez de todos os tempos, Judit Polgar.

Também se destaca desde 1986 a realização do Grande Premio de F1, no autodromo da capital. Uma pista onde, segundo os criticos especializados no automoblismo, foi realizado o GP de F1 mais emocionante da era moderna do esporte, em 1990, com vitória de Therry Boutsen com uma Williams-Renault. Os brasileiros Nelson Piquet e Ayrton Senna também se destacaram na tradicional e quente pista hungara. A melhor participação de Hungria nos Jogos Olímpicos, foi em 1952 quando obteve em terceiro posto em quadro de medalhas.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Notas e referências[editar | editar código-fonte]

  • Lázár, István - Hungary - A brief History. 2ª edição. Editora Corvina. Budapeste, 1990. ISBN 963-13-2946-1
  • Perjes, Geza - War and Society in East Central Europe - Vol XXVI - The Fall of the Medieval Kingdom of Hungary: Mohács 1526 - Buda 1541. 206 páginas. Editora da Universidade de Columbia. New Jersey, 1989. ISBN 0-88033-152-6

Referências

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  2. a b Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  3. Geography ::Hungary cia.gov. Visitado em 31 de agosto de 2011.
  4. Globally speaking: motives for adopting English vocabulary in other languages – Google Books. [S.l.]: Google Books. Página visitada em 20 de setembro de 2010.
  5. Kristó Gyula – Barta János – Gergely Jenő: Magyarország története előidőktől 2000-ig (History of Hungary from the prehistory to 2000), Pannonica Kiadó, Budapest, 2002, ISBN 963-9252-56-5, p. 687, pp. 37, pp. 113 ("Magyarország a 12. század második felére jelentős európai tényezővé, középhatalommá vált."/"By the 12th century Hungary became an important European constituent, became a middle power.", "A Nyugat részévé vált Magyarország.../Hungary became part of the West"), pp. 616–644
  6. Income level. Banco Mundial. Acessado em 2 de setembro de 2015.
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  8. Search – Global Edition – The New York Times International Herald Tribune (29 de março de 2009). Visitado em 20 de setembro de 2009.
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  11. Dicionário Houaiss, verbete "húngaro".
  12. http://www.hungarian-history.hu/lib/lazar/zar04.htm
  13. http://www.hungarian-history.hu/lib/lazar/zar05.htm
  14. The Fall of The Medieval Kingdom of Hungary: Mohacs 1526 - Buda 1541 por Geza Perjes em http://www.hungarian-history.hu/lib/warso/warso19.htm
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  18. EuronewsPresidente húngaro impedido de entrar na Eslováquia (22 de agosto de 2009). Visitado em 2 de setembro de 2015.
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  24. Título não preenchido, favor adicionar (em inglês) Saints.SQPN. Visitado em 29/07/2012.
  25. http://www.joshuaproject.net/countries.php
  26. http://www.valasztas.hu/en/02/acts/1997c_en.html
  27. Site oficial do Fidesz (em húngaro e algumas partes em inglês) www.fidesz.hu
  28. Site oficial do MSzP (em húngaro) www.mszp.hu
  29. Warships of the Hungarian Defence Forces. Visitado em 30 de setembro de 2014.
  30. Minesweepers on the River Danube, commemorating the Battle of Nándorfehérvár (1456) Új Szó Online. Visitado em 30 de setembro de 2014.
  31. Ship register of Hungary. Visitado em 30 de setembro de 2014.
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  41. Eurydice. Compulsory Education in Europe 2013/2014 European commission. Visitado em 19 de maio de 2014.
  42. UNESCO-UNEVOC (Outubro de 2013). Vocational Education in Hungary. Visitado em 19 de maio de 2014.
  43. The Education System of Hungary Euroguidance Hungary (2002). Visitado em 19 de maio de 2014.
  44. Global Competitiveness Record 2013/2014. Visitado em 19 de maio de 2014.

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