Eletrobras Eletronuclear

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Eletrobras Eletronuclear
Eletrobrás Termonuclear S.A.
Sociedade de economia mista
Slogan Energia para novos tempos
Atividade Energia Elétrica
Fundação 1997
Sede Rio de Janeiro,  Rio de Janeiro,  Brasil
Proprietário(s) Eletrobras
Pessoas-chave Leonam dos Santos Guimarães
(presidente atual)[1]
Empregados 2594
Website oficial www.eletronuclear.gov.br

A Eletrobras Eletronuclear foi criada em 1997 com a finalidade de operar e construir usinas termonucleares no Brasil. Subsidiária da Eletrobras, é uma empresa de economia mista e responde pela geração de aproximadamente.

História[editar | editar código-fonte]

Foi criada em 1997 a partir da fusão da Nuclen - Nuclebrás Engenharia S/A[2] com a Diretoria Nuclear de Furnas, como uma subsidiária da Eletrobras, sendo uma empresa de economia mista. O capital social da Eletrobras Eletronuclear totalizava, em 31 de dezembro de 2008, R$ 3,3 bilhões com cerca 78% de ações ordinárias e 22% de ações preferenciais, sendo o acionista majoritário a Eletrobras, detentora de 99,81% do total das ações. Conta atualmente com cerca de 1.800 empregados.

Em setembro de 2021, foi criada a ENBPar, com o objetivo de assumir as atividades da Eletrobras que não podem ser privatizadas, como as empresas Itaipu Binacional e Eletronuclear (Usinas Angra 1, 2 e 3) e a gestão de políticas públicas, nos termos da lei 14.182/2021.[3]

Atuação[editar | editar código-fonte]

Tem por finalidade projetar, construir e operar usinas nucleares. Atualmente opera a Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto localizada em Angra dos Reis, com capacidade total de 2007 MW. Dentre os projetos da empresa destaca-se a construção de Angra 3, que tem entrada em operação prevista para 2018, o que aumentará a capacidade instalada em 1405MW. Segundo o Plano Nacional de Energia 2030 elaborado pela Empresa de Pesquisa Energética, a Eletrobras Eletronuclear deverá construir mais 4 usinas até o ano de 2030. Em 2008 a Eletrobras Eletronuclear alcançou o montante de 14.003.775 MWh de energia bruta gerada, o que a coloca como a maior geradora térmica do país.

Geração de energia[editar | editar código-fonte]

Usinas Nucleares:

Polêmicas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Lava Jato

A Eletronuclar foi alvo de uma operação da Polícia Federal (PF), batizada de "Radiotividade". De acordo com a PF, entre os fatos investigados, são objeto de apuração nesta fase a formação de cartel e o prévio ajustamento de licitações nas obras de Angra 3, e o pagamento de propinas a empregados da estatal.[4] O presidente da Eletronuclear, Othon Luiz Pinheiro da Silva (atualmente ex-presidente), foi alvo da Operação Lava Jato, preso pela Polícia Federal e levado para Curitiba. Em 27 de agosto de 2015, Othon foi indiciado pela PF.[5]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Principais gestores». Site Oficial. Consultado em 30 de abril de 2018 
  2. A Nuclen era subsidiária da Eletrobras desde a extinção da Nuclebrás
  3. Braziliense', 'Correio (13 de setembro de 2021). «Decreto cria estatal para assumir Eletronuclear e Itaipu após venda da Eletrobras». Economia. Consultado em 18 de junho de 2022 
  4. «Presidente licenciado da Eletronuclear é preso em nova etapa da Lava Jato». uol economia. 28 de julho de 2015. Consultado em 19 de setembro de 2015 
  5. «PF indicia ex-diretor da Eletronuclear preso na 16ª fase da Lava Jato». G1 Parana. 27 de agosto de 2015. Consultado em 19 de setembro de 2015 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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