Ferroviário Atlético Clube (Fortaleza)

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Ferroviário
Ferroviario.png
Nome Ferroviário Atlético Clube
Alcunhas Tubarão da Barra
Peixe
Ferrão
Ferrim
Erreveceano
Time do povo
Time proletário
Tricolor coral
Torcedor/Adepto Coral
Tricolor
Mascote Tubarão
Principal rival Fortaleza
Ceará
Fundação 9 de maio de 1933 (85 anos)
Estádio Elzir Cabral
Capacidade 4 200 pessoas[1]
Localização Fortaleza, Brasil
Mando de jogo em Presidente Vargas (PV)
Arena Castelão
Capacidade (mando) 20 268 pessoas
63 903 pessoas
Presidente Walmir Araújo
Treinador Marcelo Vilar
Patrocinador
Material (d)esportivo Uniex
Competição Cearense - Série A
Copa Fares Lopes
Copa do Brasil
Brasileirão - Série C
Website www.ferroviario.com.br
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
titular
Cores do Time Cores do Time Cores do Time
Cores do Time
Cores do Time
Uniforme
alternativo
Temporada atual
editar

Ferroviário Atlético Clube é um clube de poliesportivo da cidade de Fortaleza, Ceará. Fundado por operários ferroviários em 1933, o clube sempre foi ligado as camadas mais populares do estado não tinha restrições e lhe dando popularidade diferente de outros da capital, sendo por décadas chamado de time do povo arrastando multidões aos estádios sendo durante décadas um dos times do Clássico do milhões do futebol cearense, símbolo da democratização do futebol nacional e precursor do profissionalismo no futebol cearense.

O Ferrão, como é conhecido, é um dos três grandes clubes do Estado, já disputou competições de Futsal, Basquetebol, Handebol, Hóquei sobre patins, Atletismo e Ciclismo. No futebol, principal esporte em que atua, foi o primeiro time da capital cearense a ter sido campeão brasileiro em uma divisão quando ganhou a Série D de 2018, além de 9 Estaduais e dentre outras conquistas.

O Ferroviário é um dos três grandes clubes do estado do Ceará. Tradicionalmente, faz dois clássicos contra seus históricos rivais: contra o Ceará Sporting Club, é chamado de Clássico da Paz (antigo Clássico dos milhões); contra o Fortaleza Esporte Clube, é denominado Clássico das Cores. Sua torcida é conhecida pela simpatia e pela lealdade ao Tubarão da Barra. Entre suas torcidas organizadas destacam-se a Falange Coral e a Ultras Resistência Coral.

Seu uniforme principal é composto por camisa branca com duas faixas horizontais (vermelha e preta) na altura do peito, calção branco e meias brancas, semelhante ao uniforme do São Paulo. Seu mascote é o tubarão. Seu estádio, a Vila Olímpica Elzir Cabral, tem capacidade para 4.200 pessoas.

História[editar | editar código-fonte]

Fundação[editar | editar código-fonte]

Ferroviário - 1938

O futebol cearense no seus primórdios foi praticado por rapazes da sociedade alencarina. A partir da década de 30, surgem os times com representantes das camadas mais baixas. Em 1933, a Rede de Viação Cearense começou a fazer serviços extraordinários no turno da noite, para consertar locomotivas, carros e vagões na oficina do Urubu. Os operários mais jovens que moravam longe dali, escolheram o futebol como passatempo entre os dois turnos da alienante jornada de trabalho. Formaram então dois times com os nomes das plantas que foram retiradas na preparação do campo de futebol: "mata-pasto" e "jurubeba". Da junção dos dois times formou-se o time "Ferroviário" que disputou várias partidas amistosas pela periferia operária até que, em 9 de maio, com a ajuda do funcionário da RVC, Valdemar Caracas, foi fundado oficialmente o Ferroviário Atlético Clube, além de técnico do time em 1945, quando conquistou o primeiro dos nove títulos estaduais do time no campeonato cearense de futebol.

Década de 30: Do Matapasto e do Jurubeba surgiu o Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Da união de duas equipes de operários da estrada de Ferro, surgiu o Ferroviário Atlético Clube. No ano de 1937 disputa a Série B do cearense e com sua conquista, assegura a vaga do estadual seguinte. Em seu primeiro estadual com os grandes do futebol local o Ferrão fica na nona colocação no total de dezesseis equipes na competição com um time formado em sua maioria pelos operários da Rede de Viação Cearense, Valdemar Caracas queria ir longe promoveu o início da profissionalização do futebol cearense em 1939 trazendo o zagueiro Popó do Great Western de Pernambuco. Era só o começo das primeiras contratações de fora na vida do clube, também do futebol pernambucano o craque Zuza e o extrema esquerda Chinês. Do interior do Piauí, veio o endiabrado Pepê. Mas foi de São Paulo a chegada mais festejada, o centro-médio Miro, titular do Corinthians em 1938 a equipe tinha até em Maracanaú, um sítio que era o local da concentração coral antes dos jogos a equipe fica na quinta colocação de sete equipes que disputaram o certame.[2]

Década de 40: O primeiro estadual e a denominação de o Clube das Temporadas[editar | editar código-fonte]

A década de 40, começa com o tubarão da barra, alcançando o vice-campeonato, perdendo para o Tramways Sport Club que tinha o apoio da empresa de energia do estado. No ano seguinte fica na quarta colocação, participando da estreia do Estádio Presidente Vargas, em 1942 mais um vice-campeonato, em 1943 ocupa a terceira colocação geral do estadual, no ano seguinte repete a colocação do estadual. No ano de 1945 o Ferrão entra disposto pela briga do campeonato daquele ano, disputando ponto a ponto com a equipe dos príncipes, que tentavam um inédito tricampeonato para equipe cintanegrina, final da história: Ferrão campeão cearense pela primeira vez.

Primeiro Gol do PV - Chinês

Em 1946 perde o bicampeonato para o Fortaleza, no ano seguinte, ambas equipes disputaram mais uma vez a final, no primeiro jogo: vitória do Fortaleza por 4x1, n segundo empate de 3x3 só que com contestação dos corais, pois um atleta ser expulso por reclamação. Em 1948 fica na quarta colocação, em 1949 mais um vice-campeonato.


Nessa década ganha a alcunha de Clube das Temporadas porque quase sempre derrotava as equipes expressivas do futebol nacional pelo país, desses jogos, um dos mais importantes deu-se contra o Fluminense, que tinha sagrado-se Super Campeão Carioca de 1946. Na temporada de amistosos pelo Norte-Nordeste, o clube das Laranjeiras massacrou equipes em Pernambuco, Bahia, Paraíba, Maranhão e Pará. Em terras cearenses, o Fluminense aplicou goleadas de 5–0 no Fortaleza e 5–1 no Ceará. No dia 1º de janeiro de 1949, um grande público compareceu ao Estádio Presidente Vargas esperando mais uma goleada do time carioca, dessa vez sobre a equipe coral. Mas todos foram surpreendidos por uma exibição de gala do Ferroviário. Com um gol de Manuel de Ferro aos 28 minutos do primeiro tempo e outro gol de Zuzinha aos 22 do segundo, o time dos operários da estrada de ferro derrotara o todo poderoso Fluminense por 2–0.


Década de 50: Surge a denominação: Time do Povo e Time Proletariado e mais dois estaduais com a força proletária[editar | editar código-fonte]

Em 1950 o Ferrão conquista mais um estadual com três pontos na frente do Fortaleza, em 1951 mais um vice-campeonato, em 1952 ganhou em 1952 as alcunhas de Time do Povo e de Time Proletariado, por ser o único ligado ao povo, diferente dos times elitizados (Ceará, Fortaleza, América-CE) e do time dos acadêmicos (Gentilândia), todos participantes do campeonato de 1952, [3] retorna ao trilhos da conquista com mais um campeonato após uma emocionante sequência de 4 jogos improvável contra o Ceará.

No dia 11 de janeiro de 1953, já as 41 minutos do segundo tempo, o Ceará comemorava o título cearense em cima do Ferroviário. Foi quando Macaúba marcou um gol e deu a vitória coral pelo placar de 2–1, forçando a realização de uma melhor de três. Nos dois jogos seguintes, nos dias 18 e 25 de janeiro, uma vitória coral por 1×0, gol de Augusto, e um empate em 1–1, gol de Nirtô. Nirtô e Augusto foram os marcadores do quarto jogo decisivo, vitória coral na semana seguinte, de virada, 2–1 com um grande carnaval no PV, uma conquista quase que improvável para um time proletário e tecnicamente inferior ao adversário formado por em sua grande maioria por operários da antiga Rede de Viação Cearense, desde eletricistas a bombeiros.[4]

Em 1953 mais um vice-campeonato, no ano seguinte um quarta colocação. Em 1955 mais um vice-campeonato pros corais, no ano seguinte uma péssima sétima colocação no certame com oito equipes, em 1957 uma quarta colocação, tendo Pacoti como artilheiro do estadual com 24 gols. Em 1958 ocupa a terceira colocação tendo Zé de Melo como artilheiro com 21 gols e quarto colocado em 1959.

Década de 60: A quebra do jejum de títulos com o último título invicto no Estado[editar | editar código-fonte]

Em 1960 o Ferrão fica na segunda colocação perdendo o estadual para o Fortaleza, em 1961 e 1962 fica na quinta colocação, 1963 fica com o vice-campeonato, em 1964, 1965 e 1966 repete a quinta colocação. Em 1967 conquista um vice-campeonato.

O ano de 1968 a diretoria coral passa por uma renovação com a chegada de jovens engenheiros da RFFSA e capitaneados pelo presidente Elzir Cabral, começavam a escrever uma nova história para o clube ao vencer mais um estadual o último campeão invicto,.[5] como assim é conhecido até hoje o elenco do coral daquele ano, quebrando um longo jejum de títulos desde 1952, com ampla supremacia e entrou para história eterna do futebol alencarino. No dia 28 de julho, o jogo decisivo foi contra o Fortaleza, que também brigava pelo título naquele domingo, João Carlos marcou para o Ferrão e Croinha anotou o seu para o Fortaleza. O empate de 1x1 garantiu a conquista coral. O treinador Ivonísio Mosca de Carvalho mandou à campo: Cavalheiro, Wellington, Flodoaldo (Luiz Paes), Gomes e Barbosa; Edmar e Coca Cola; Mano, João Carlos, Paraíba e Raimundinho (Lucinho) com a presença do locutor que trouxe bons fluidos pra a equipe coral, Oliveira Ramos, criador do slogan "Aí é Ferrim, meu filho", dita espontaneamente para realçar glórias e momentos de alegria do time coral nos gramados locais voltando para a narração da final do Cearense de 1968 para a TV Ceará trouxe bons fluidos Fortaleza.[6] Em 1969 fica na terceira colocação.

Década de 70: O começo da década com título e mais outro jejum[editar | editar código-fonte]

O começo da década vem com mais uma conquista coral com o título de 1970, perde a hegemonia em 1971 ficando na terceira colocação, em 1972 fica na quinta colocação, no triênio: 1973, 1974 e 1975, o Ferrão fica na terceira colocação do cearense, em 1976 a equipe coral ocupou a quinto lugar, em 1977 e 1978 a terceira colocação, colocando fim ao jejum de títulos somente em 1979 com a chegada do treinador Urubatão Calvo Nunes muda a postura do time após irregular campanha no 1º turno, goleia Ceará por 4x2 e o Fortaleza por 5–0. Venceu o turno e colocou o time coral na final, faltando 40 dias muda o comando e César Moraes assume depois sagrou-se campeão cearense,[7] evitando o penta do Ceará ainda tendo Paulo César como artilheiro com 29 gols.

Década de 80: O fim do jejum em 1988[editar | editar código-fonte]

Em 1980 chega a final numa melhor de três, no dia 20 de novembro de 1980 o Ferroviário vence o Ceará no Castelão no primeiro jogo da melhor de três. Bibi (filho de Didi) encheu o pé e fez um gol de placa e o da vitória por 1–0 logo depois aconteceu um terremoto em Fortaleza[8] ficando marcado pra sempre na memória dos corais essa partida, mas depois perde o campeonato de 1980 e 1981 para o Ceará e 1982 e 1983 para o Fortaleza. Em 1984 tem um queda ficando em oitavo lugar de dez que disputaram. Em 1985, 1986 e 1987 ocupa a terceira colocação do estadual, sendo que em 1985 tem o artilheiro do estadual Luisinho das Arábias com 24 gols. Em 1988 quebra o jejum de 9 anos com o gol de Marcelo Veiga de pênalti contra o Fortaleza, no ano seguinte perde o estadual para o Ceará.

Década de 90: O ciclo gordo do Tubarão com o bicampeonato[editar | editar código-fonte]

A década começa com o Ferrão ocupando a parte debaixo da tabela ficando na sétima colocação em 1990, em 1991 soube pra quarta colocação e em 1992 cai pra sexto geral. Em 1993 fica com a quarta colocação, fazendo a base para o time bicampeão que viria em 1994 fazendo 55 pontos em 37 jogos, 21 vitórias, 13 empates e 3 derrotas, marcando 81 gols e sofrendo 24 gols tendo saldo de 57.

Em 1995 em 47 jogos, faz 103 pontos oriundo de 30 vitórias, 13 empates e 4 derrotas, marcando 95 gols e sofrendo 35 gols tendo saldo 60 gols e Batistinha artilheiro no primeiro estadual com 20 gols e Robério no outro com 26 gols, perde o tricampeonato em 1996 para o Ceará, em 1997 fica na terceira colocação, no ano seguinte ganha um turno mais perde de novo mais uma final para o Ceará. Em 1999 cai pro sétimo lugar geral.

Década de 2000: A década em branco[editar | editar código-fonte]

Em 2000 o Ferrão tem uma péssima campanha no estadual com a oitava colocação, em 2001 sobe pra sexto geral, quinto em 2002 e vai pra final com o Fortaleza em 2003 perdendo o título, em 2004 fica mais uma vez na parte debaixo da tabela na sétima colocação, no ano seguinte sobe para terceira colocação, quarta em 2006, repete a quinta colocação em 2007 e em 2008, sobe para a terceira em 2009.

Década de 2010: Da queda pra Segundona do Estadual ao retorno a elite do Estadual e ao Título Brasileiro[editar | editar código-fonte]

A década de 2010 começou com campanhas pífias no estadual que culminaram com o temido rebaixamento, em 2011, o time coral ficou a um ponto de ser rebaixado.[9] No ano seguinte acabou terminando o certame entre os três últimos rebaixados. Porém, o time de Crateús foi punido com a perda de 13 pontos por escalação irregular de 3 jogadores e acabou caindo para a série B, salvando o Ferroviário.

Em 2013 o Ferrim joga bem o primeiro turno, ficando em segundo lugar. Mas no segundo turno acaba em último, terminando a classificação geral num modesto 7º lugar, [10] em 2014 o pesadelo coral se confirma: pela primeira vez em sua história o time é rebaixado para a série B de 2015, junto com Tiradentes e Crato.[11]

Em 2015 o Ferroviário disputou, pela primeira vez nesse século a Série B do Campeonato Cearense. Depois de uma fraca campanha, terminou a classificação em 6º lugar, não conseguindo o sonhado acesso.[12] Em 2016 o Ferroviário disputou, pela segunda vez em sua história, a Série B do Campeonato Cearense. Terminou a competição em 3º lugar, não conseguindo o sonhado acesso, no entanto, no dia 15 de dezembro de 2016 a Federação Cearense de Futebol informou em coletiva de imprensa realizada na sede desta, que o Guarany de Sobral não apresentou documentos que comprovavam a regularidade fiscal do clube, ficando assim automaticamente rebaixado para a segunda divisão de 2017. O Ferrão herda a vaga e disputará o Campeonato Cearense Série A de 2017 e após a desistência do Alto Santo (campeão da segunda divisão estadual durante a temporada de 2016), o Ferroviário volta a disputar a Série A do Campeonato Cearense. O clube objetivou principalmente voltar à figurar no cenário nacional, buscando alcançar uma vaga na Série D do Campeonato Brasileiro e na Copa do Brasil de 2018. O time começa o campeonato com uma pré-temporada bem reduzida, devido à confirmação da sua participação na Série A ter se dado a poucos dias do início dos jogos. Foi mantida a base do elenco que disputou a Série B em 2016, mas também realizaram-se diversas contratações para reforçar o elenco, trazendo contribuições famosas do torcedor cearense, como é o caso do técnico Marcelo Vilar, consagrado principalmente no futebol paraibano e dos atacantes Assisinho e Mota, um dos maiores ídolos do rival Ceará. O jogo inicial da nova fase do Ferroviário foi contra o rival Fortaleza, no dia 15/01. Ao contrário ao que a imprensa e muitos acreditavam, o "Ferrim" conseguiu um empate de 2x2 contra o atual bicampeão cearense, mostrando que ainda tinha forças e poder para surpreender na temporada. Na 1ª fase, o time coral terminou na sexta colocação, se classificando às quartas-de-final, onde ganhou do Horizonte nos pênaltis após dois empates por 1x1, chegando à semifinal e garantindo vaga na Série D de 2018 e com vice- campeonato cearense em 2017, também garante vaga na Copa do Brasil e Copa do Nordeste para a temporada seguinte.

Em 2018 o Ferroviário estreou com derrota na Copa do Nordeste, perdendo por 3 a 1 do ABC-RN, a equipe acabou não rendendo o esperado sendo eliminado na fase de grupo, já na Copa do Brasil após 14 anos de ausência, a equipe começou uma jornada heroica contra o Confiança (ambas equipes têm uma importante característica histórica em comum, possuem origens proletárias. Enquanto o Ferrão foi fundado por trabalhadores da rede ferroviária, em 1933, a equipe sergipana surgiu dentro de uma fábrica de tecelagem, três anos depois, em 1936.) em 7 de fevereiro saiu como vencedor após um jogo complicado. [13] Avança pra segunda fase pra enfrentar o Sport na Ilha do Retiro em Recife. Após está perdendo por 3 a 0 até os 30 minutos do 2º tempo, quando deu início à reação até o empate. A partida precisou ser decidida nas penalidades, com o time coral batendo os pernambucanos por 4 a 3 e avançando para a 3ª fase da Copa do Brasil. O feito garante ao clube da Barra do Ceará mais R$ 1,4 milhão de cota na competição. Os torcedores presentes na Ilha do Retiro presenciaram uma retomada que vai ficar marcada na história do Ferroviário dirigido na época pelo treinador Ademir Fonseca . A equipe foi presenteada pela entrega máxima dentro de campo, não desistindo de um jogo que já parecia perdido. [14] foi buscar o placar com uma partida inspirada de Valdeci, que saiu do banco para servir os companheiros e marcar o terceiro do Ferrão. O Sport começou a construir o placar no 1º tempo, com gol de Anselmo. No 2º tempo, ampliou com Fabrício e Marlone. O Ferroviário perdia por 3 a 0 até os 30 minutos da etapa final, quando Mazinho descontou de cabeça. O mesmo Mazinho voltou a balançar as redes aos 37 minutos. E, aos 41 minutos, o incansável Valdeci empatou o jogo. Nos pênaltis, o goleiro Bruno Colaço brilhou e pegou duas cobranças, garantindo o Ferrão na próxima fase da Copa do Brasil.

Avança para terceira fase para enfrentar o Vila Nova, dia 28 de fevereiro empate de 1x1 no Estádio Presidente Vargas [15], já no jogo de volta dia 15 de março no Serra Dourada lotado. A primeira etapa do jogo foi bastante equilibrada, com oportunidades para as duas equipes, mas aos 21 minutos da etapa inicial, em cobrança de falta, Janeudo abriu o placar. Resultado do primeiro tempo. O segundo tempo de jogo foi de grande pressão do time mandante, que buscava o empate de qualquer maneira, tinha a posse de bola, mas não ameaçava efetivamente a meta do goleiro Léo. O Ferrão conseguiu se defender bem e manter o placar de 1 x 0 até o final do jogo. Com o resultado o Tubarão da Barra chega na quarta fase da Copa do Brasil. Apenas com a premiação da Copa do Brasil, o Ferrão já faturou mais de 4 milhões de reais pensando especialmente na Série D (4° Divisão Brasileira)[16] . Encerra participação frente ao Atlético Mineiro derrota em Belo Horizonte por 4x0 no dia 4 de abril [17] e 2x2 na capital cearense no dia 18 de abril ficando na 21ª colocação na Copa do Brasil[18]

Campanha do Título Brasileiro
Fase Data Jogo
1ª Fase 22 de abril de 2018 Cordino 1 x 1 Ferroviário
1ª Fase 28 de abril de 2018 Ferroviário 1 x 1 4 de Julho
1ª Fase 6 de maio de 2018 Interporto 2 x 3 Ferroviário
1ª Fase 12 de maio de 2018 Ferroviário 1 x 1 Interporto
1ª Fase 20 de maio de 2018 4 de Julho 0 x 1 Ferroviário
1ª Fase 27 de maio de 2018 Ferroviário 0 x 0 Cordino
2ª Fase 3 de junho de 2018 Cordino 3 x 3 Ferroviário
2ª Fase 9 de junho de 2018 Ferroviário 1 x 0 Cordino
Oitavas de Final 18 de junho de 2018 Ferroviário 1 x 0 Altos
Oitavas de Final 23 de junho de 2018 Altos 2 x 4 Ferroviário
Quartas de Final 1 de julho de 2018 Ferroviário 3 x 2 Campinense
Quartas de Final 9 de julho de 2018 Campinense 1 x 0 Ferroviário
Semi-Final 16 de julho de 2018 Ferroviário 3 x 1 São José
Semi-Final 22 de julho de 2018 São José 2 x 1 Ferroviário
Final 30 de julho de 2018 Ferroviário 3 x 0 Treze
Final 4 de agosto de 2018 Treze 1 x 0 Ferroviário

No dia 27 de maio começa a Campeonato Brasileiro por Ferroviário empata em 1x com o Cordino, após os 6 jogos se classifica em primeiro colocado do Grupo 4 com 10 pontos em 6 jogos, tendo 2 vitórias e 4 empates e nenhuma derrota com 7 gols marcados a favor e 5 contra com aproveitamento de 55.6%, avança pra segunda fase pra enfrentar novamente o Cordino confrontos realizado em |3 de junho empate em 3 x 3 e vitória coral por 1x0 no jogo da volta[19] que consegue a classificação para enfrentar o Altos após duas nas Oitavas de Final, 1 x 0 em casa[20] e 2 x 4 fora, avança para quartas de finais[21] valendo o acesso contra o Campinense vitória em Fortaleza por 3 x2 [22]e derrota no tempo normal por 1 x 0 mas vencendo por 5 x 4 nos pênaltis[23]. Agora nas semis o Ferrão enfrentaria Esporte Clube São José do Rio Grande do Sul com os placares de 3 x 1[24] na ida e mesmo perdendo fora de casa por 2 x 1 se classifica pra a grande final[25],

Nos dias 30 de julho o primeiro jogo da final vitória por 3 x 0[26] em cima do Treze e na volta em Campina Grande no dia 4 de agosto mesmo perdendo por Treze por 1 x 0 [27]se torna Campeão Brasileiro da Série D de 20018 e tornando o primeiro time da capital cearense a ter um título brasileiro. foram 10 jogos com 7 Vitórias, 6 Empates e 3 Derrotas com 26 Gols marcados e 18 Gols sofridos e o artilheiro da competição foi Edson Cariús do Ferrão com 11 gols.

Campeonato Brasileiro[editar | editar código-fonte]

O Ferroviário já participou por 6 vezes da Série A do Campeonato Brasileiro, sendo a última delas em 1984, quando terminou em 33º. Seu melhor resultado foi o 27º lugar em 1981.

Na Série B, já esteve por 8 vezes, sendo a última delas em 1991, onde ficou em 44º, enquanto que o melhor resultado foi um 6º lugar em 1971.

Na Série C, disputou a competição por 12 vezes, sendo um dos clubes mais importantes desta divisão do futebol brasileiro. É o clube que mais balançou as redes adversárias, e um dos clubes que tem o maior somatório de pontos ao longo da história na Série C. Suas melhores classificações foram o 6º lugar de 1997 e o 5º de 2006, ano este em que ascenderam à Série B, 4 clubes, 3 dos quais chegaram a Série A nos anos seguintes (Vitória e Ipatinga em 2008, e Grêmio Barueri em 2009), além do Criciúma, o campeão da competição, único time que o Ferrão não conseguiu vencer naquele ano. Dentre os vários jogos históricos daquela campanha, pode-se citar o massacre sobre o Bahia por 7x2 no PV, quando somente no primeiro tempo o Ferrão já vencia por 5x0.

Já pela Série D o clube participou pela 1 vez, no ano de 2009, ficando na 15º colocação geral. Voltou à quarta divisão nacional em 2018, após garantir vaga chegando às semifinais do Cearense de 2017.

Em 2018, após boa campanha na Série D do Campeonato Brasileiro, o Ferrão conquistou o tão sonhado acesso à terceira divisão nacional, ao vencer o Campinense na primeira partida disputada no Castelão por 3x2, e perder a segunda por 1x0 (vitória nos pênaltis por 5x4). Após vencer o São José pelo agregado de 4-3, passou para a Final da Serie D. Na final jogou contra o Treze, no jogo de ida venceu por 3-0 e, no jogo de volta, perdeu pelo placar mínimo de 1-0. O Ferroviário ganhou o seu primeiro título brasileiro, sendo o segundo time cearense a ganhar um brasileiro.

Estrutura[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Estádio Elzir Cabral
Muro da Vila olímpica Elzir Cabral com desenhos de ídolos corais e a Taça da Série D

Situada em um dos mais tradicionais bairros da capital cearense, na Barra do Ceará, marco zero da cidade de Fortaleza Vila Olímpica Elzir Cabral desde a segunda metade da década de 1960 é a sede e o estádio do clube. Elzir de Alencar Araripe Cabral, presidente por quatro oportunidades entre 1950 e 1960, foi o principal responsável pela aquisição do terreno onde hoje está localizado o estádio, que, por justiça, recebe o nome do ex-dirigente e ex-engenheiro da RFFSA (Rede Ferroviária Federal S/A).

Com uma extensa área de 5 hequitares, entre espaços livres e já construídos, a sede coral possui uma estrutura física que conta com estacionamento privativo, salão de festas, sala de troféus, sala de imprensa, ambiente administrativo, academia, alojamentos, refeitório, além do Estádio Elzir Cabral, que, segundo o CNEF (Cadastro Nacional de Estádios de Futebol), possui, atualmente, capacidade oficial para 4.200 torcedores. Sua inauguração para jogos oficiais aconteceu no dia 19 de março de 1989 na partida entre Ferroviário e Guarani de Juazeiro, placar de 6x0 para o tubarão da barra, o gol inaugural foi marcado por Cacau, nesse jogo teve o maior público presente oficialmente 8.922 torcedores. A maior goleada imposta pelo Ferroviário em seu estádio foi no Campeonato Brasileiro de 1998: 7×0 em cima do Corisabá/PI.

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Escudo[editar | editar código-fonte]

De acordo com o estatuto do clube, o símbolo do Tricolor da Estrada de Ferro é formado por um triângulo isósceles branco, invertido, com base maior elevada por um retângulo com altura igual à metade da lateral do referido triângulo. Dentro dessa parte alongada encontra-se outro retângulo, de cor preta, com as iniciais FAC em branco. No interior do triângulo uma faixa branca de largura igual a um quarto da lateral menor com dois triângulos escalenos, um vermelho à esquerda e outro preto, à direita.

A estrela dourada, introduzida no escudo, representa a conquista do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2018 - Série D.

Mascote[editar | editar código-fonte]

Tubarão, mascote do time da Barra

O Mascote do Ferroviário Atlético Clube é o Tubarão, chamado por sua torcida de Tubarão da Barra. A "Barra" mencionada é a Barra do Ceará, um dos bairros mais conhecidos de Fortaleza.

Uniformes[editar | editar código-fonte]

O uniforme titular é composto de camisa branca com três faixas horizontais à altura do peito sendo a primeira vermelha seguidas pela branca e pela preta. As faixas vermelha e preta devem ter cinco centímetros de largura e a branca deve ter largura igual a 2,5 centímetros. O escudo cobre inteiramente as faixas.

Já o uniforme reserva é composto alternadamente por faixas vermelhas, brancas, pretas e novamente brancas, todas verticais. Na altura do coração encontra-se o escudo do clube.

O terceiro uniforme de 2015 é pela primeira vez usado uma cor diferente das três tradicionais do clube, na volta do Ferroviário a Série B do Estadual depois de 78 anos. Em 2008 o terceiro uniforme na cor preta, padrão utilizado até o ano de 2010 voltando em 2013.[28]

Torcida[editar | editar código-fonte]

A torcida do Ferroviário é a 13ª maior do Nordeste e 45ª do Brasil, segundo o Datafolha, com cerca de 200 mil torcedores, segundo a Gazeta Mercantil.

Elenco atual[editar | editar código-fonte]

Temporada de 2018[editar | editar código-fonte]

Goleiros
Jogador
Brasil Diego
Brasil Remerson
Defensores
Jogador Pos.
Brasil Oswaldo Z
Brasil Túlio Z
Brasil Valdir LD
Brasil Fernandes LE
Meio-campistas
Jogador Pos.
Brasil Sapé V
Brasil Davi Ceará M
Brasil Enercino M
Atacantes
Jogador
Brasil Édson Cariús
Brasil Emerson Catarina
Brasil Klenisson
Comissão técnica
Nome Pos.
Brasil Marcelo Vilar T

Ídolos no futebol[editar | editar código-fonte]

Jogador No Ferroviário Outros Clubes
Marcelo Veiga
(lateral)
Ídolo coral no final dos anos 1980, marcando inclusive o gol do título do campeonato cearense de 1988. Santos, Internacional, Portuguesa, Goiás e Bahia.
Celso Gavião
(zagueiro)
Líder do time campeão cearense de 1979. Vasco da Gama e campeão mundial em 1987 pelo Porto.
Nasa
(meio-campista)
Proveniente do futebol de Juazeiro do Norte. Bi-campeão cearense pelo Ferroviário em 94/95. Campeão da Taça Libertadores em 1998 pelo Vasco da Gama.
Lima
(meio-campista)
Proveniente do futebol do Amazonas. Considerado o Pulmão de Aço, Campeão cearense pelo Ferroviário em 94. União São João, Roma e Lokomotiv Moscou.
Jardel
(atacante)
Iniciou nas categorias de base do Ferroviário. Brilhou no time principal do Ferroviário em 1990. Regressou ao Ferrão em 2009, disputando o Campeonato Cearense. Vasco da Gama, Grêmio, Porto, Sporting, Galatasaray, Bolton Wanderers e Newell's Old Boys.
Pacoti
(atacante)
Nascido em Quixadá, começou a carreira no Ferroviário, onde sagrou-se artilheiro do campenato cearense de 1957. Sport, Vasco da Gama e Sporting.
Mirandinha
(atacante)
O primeiro jogador brasileiro a jogar no futebol inglês. Nasceu no Ferroviário, onde ainda iniciaria sua carreira como técnico. Ponte Preta, Fortaleza, Palmeiras, Corinthians e Newcastle United. Convocado também para a Seleção Brasileira.
Jorge Veras
(atacante)
Foi o grande artilheiro do Ferroviário em 1982 e 1983. Destacou-se novamente no Ferrão como técnico das categorias de base. Criciúma (maior artilheiro de todos os tempos desse clube até hoje), Fortaleza e Grêmio.
Mazinho Loyola
(atacante)
Outra cria da casa, estreou no Ferroviário em 1987 e foi campeão cearense de 1988. Finalizou sua carreira no próprio Ferrão. Fortaleza, São Paulo, Internacional e Paraná.
Mota
(atacante)
Artilheiro das equipes inferiores do Ferroviário, estreou no time principal em 1997. Campeão mineiro e brasileiro de 2003 pelo Cruzeiro. Ceará, Cruzeiro, Sporting, Seongnam Ilhwa Chunma e Pohang Steelers

Para se ter uma ideia da grande capacidade de revelar talentos do Ferroviário Atlético Clube, o Internacional, campeão da Copa Libertadores da América de 2006 e do Mundial de Clubes do mesmo ano, teve quatro jogadores que vestiram a camisa coral, sendo três deles egressos diretamente das categorias de base do Ferrão. São eles:

Jogador No Ferroviário Outros Clubes
Clemer
(goleiro)
Proveniente do futebol maranhense. Eleito o melhor goleiro do campeonato cearense de 1993 pelo Ferroviário. Remo, Portuguesa, Flamengo e Internacional. Convocado para a Seleção Brasileira.
Iarley
(meio-campista)
Categorias de base do Ferroviário. Defendeu o time principal do Ferroviário em algumas oportunidades e logo foi para a Europa. Real Madrid "B", Paysandu, Ceará, Boca Juniors, Dorados de Sinaloa, Goiás, Internacional e Corinthians.
Márcio Mossoró
(atacante)
Categorias de base do Ferroviário. Foi levado para o interior paulista pelo ex-treinador coral Edmundo Silveira. Paulista, Internacional, Marítimo (PT), Braga (PT) e Al-Ahli
Ediglê
(zagueiro)
Categorias de base do Ferroviário. Defendeu o Ferroviário e logo recebeu oferta do rival, de onde sai logo depois. Ceará, São Raimundo-AM, 15 de Novembro, Internacional, Marítimo (PT),
Portuguesa, Náutico e Linense

Títulos[editar | editar código-fonte]

NACIONAIS
Competição Títulos Temporadas
Campeonato Brasileiro - Série D 1 2018
ESTADUAIS
Competição Títulos Temporadas
Brasão do Ceará.svg Campeonato Cearense de Futebol 9 1945, 1950, 1952, Cscr-featured.png 1968, 1970, 1979, 1988, 1994 e 1995
Brasão do Ceará.svg Taça Fares Lopes 1 2018
Brasão do Ceará.svg Torneio Início do Ceará 5 1940, 1941, 1946, 1949 e 1966
Brasão do Ceará.svg Copa Estado do Ceará 2 1969 e 1970

Cscr-featured.png Campeão invicto

Estatísticas[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Temporadas do Ferroviário
Participações
Participações em 2019
Competição Temporadas Melhor campanha Estreia Última P Aumento R Baixa
Ceará Campeonato Cearense 80 Campeão (9 vezes) 1938 2019 1
2ª Divisão do Cearense 2 3º colocado (2016) 2015 2016 1
Copa Fares Lopes 7 Campeão (2018) 2010 2018
BandeirasNordesteBrasil.gif Copa do Nordeste 3 Oitavas-de-final (1997) 1997 2018
Brasil Campeonato Brasileiro 6 27º colocado (1981) 1979 1984 2
Série B 7 6º colocado (1971) 1971 1991
Série C 13 5º colocado (2006) 1988 2019
Série D 2 Campeão (2018) 2009 2018 1
Copa do Brasil 6 4ª fase (2018) 1989 2019

Números e fatos relativos[editar | editar código-fonte]

Gols históricos do Ferroviário
Gols: Nº: Marcador Data Partida Estádio Competição
1 Procópio 8 de junho de 1934 2–3 Fluminense/CE Campo da Praça das Pelotas
(atual Praça Clóvis Beviláqua)
Torneio Relâmpago
1000 Macaco 13 de Fevereiro de 1955 1–2 Ceará Estádio Presidente Vargas Estadual de 1954
2000 Facó 9 de Setembro de 1967 4–2 Fugas Estádio Elzir Cabral Partida amistosa
3000 Danilo 1 de junho de 1977 3–1 Quixadá Estádio Presidente Vargas Estadual de 1977
4000 Arimatéia 15 de outubro de 1986 1–0 Seleção de Caucaia Estádio Municipal Raimundo de Oliveira Filho Partida amistosa
5000 Rômulo 8 de março de 1998 2–2 Fortaleza Estádio Castelão Estadual de 1998
6000 Eliélton 19 de julho de 2009 3–0 Flamengo-PI Estádio Domingão Série C - 2009

O Ferroviário Atlético Clube é o único clube cearense a ter participado de todas as edições do Campeonato Cearense de Futebol entre 1938 e 2014.

Recordistas de gols[29]
Atleta Gol marcado Gols Período(s)
Macaco 115 1952–1959
Fernando 109 1944–1964
Zé de Melo 95 1955–1958
1963–1964
1966
Paulo César 88 1978–1979
1980–1981
Pipi 85 1945–1956
Artilheiros do Estadual
Atleta Ano(s) Gol marcado Gols
Mário Negrin 1943 8
Manuel de Ferro 1947 12
Pacoti 1957 24
Zé de Melo 1958 10
18
11
Lula 1975 8
Paulo César 1979 29
Luisinho das Arábias 1985 24
Cacau 1989 21
Batistinha 1994 20
Robério 1995 26
Rômulo 1998 15
Maurício Pantera 2004 12
Giancarlo 2013 19
Maiores número de jogos[30]
Atleta Nº de jogos Período
Manoelzinho 403 jogos 1946–1962
Nozinho 388 jogos 1947–1961
Doca 338 jogos 1978–1985
Fernando 328 jogos 1944–1964
Coca-Cola 324 jogos 1965–1973

Alguns resultados expressivos obtidos pelo Ferroviário foram:

Ferroviário 4–2 Bahia Bahia, em 1940
Ferroviário 5–2 Pernambuco Santa Cruz, em 1941
Ferroviário 4–2 Bahia Bahia, em 1941
Ferroviário 2–1 Pernambuco Santa Cruz, em 1942
Ferroviário 4–2 Pernambuco Sport, em 1943
Ferroviário 3–2 Pará Paysandu, em 1946
Ferroviário 3–1 Pernambuco Náutico, em 1948
Ferroviário 2–0 Rio de Janeiro Fluminense, em 1949
Ferroviário 1–0 e 2–0 Rio de Janeiro Olaria, em 1949
Ferroviário 3–2 e 4–3 Paraíba Treze, em 1949
Ferroviário 1–0 Rio de Janeiro Olaria, em 1955
Ferroviário 2–1 Pará Paysandu, em 1955
Ferroviário 4–1 Rio de Janeiro Fluminense, em 1981
Ferroviário 4–0 Rio Grande do Norte América de Natal, em 2004
Ferroviário 7–2 Bahia Bahia, em 2006
Ferroviário 3–3 e 4–3 * Pernambuco Sport, em 2018 - * Penalidades


Jogos com grandes marcas[31][editar | editar código-fonte]

Jogos internacionais do Ferrão[editar | editar código-fonte]

No dia 14 de julho de 1957, enfrentou no PV o Montevideo Wanderers em um jogo muito disputado, mas com placar em 0–0. O Ferroviário, comandado pelo técnico Durval Cunha, atuou com Jairo, Manoelzinho (Lolô) e Nozinho; Renato, Macaúba e Eudócio; Zé de Melo, Pacoti, Macaco, Aldo e Fernando. Já os visitantes atuaram com Enríquez, Sosa e Tejera; Aude (Vásquez), Barrios e Méndez; Rumbo, Andrada, Sanabraia (Baska), Moscarelli (Giménez) e Rial.[32]

O Tubarão na Polar UTS Cup[editar | editar código-fonte]

Na primeira semana de junho de 2007, o Ferroviário representou o Brasil na competição Polar UTS Cup, que contava também com Centro Barber (das Antilhas Neerlandesas), Utrecht e Dordrecht (ambos da Holanda). O torneio foi realizado na cidade de Willemstad, capital das Antilhas Holandesas, que é situada na ilha de Curaçao.

Na primeira rodada, o Ferrão eliminou o Centro Barber por 2–0, e o Utrecht derrotou o compatriota Dordrecht por 2–1. Na grande final, os holandeses superaram os cearenses por 1–0, com gol de Leroy George aos 30 minutos do segundo tempo, restando ao Ferroviário apenas o vice-campeonato. Foi a primeira e única aventura coral fora do território brasileiro em toda sua história.[33]

Treinadores com mais jogos
Treinador Nº de jogos
*Babá 203 jogos
Lucídio Pontes 168 jogos
Vicente Trajano 154 jogos
Erandir Montenegro 138 jogos
Ivonisio Mosca de Carvalho 112 jogos

O artilheiro nacional[editar | editar código-fonte]

O Ferroviário teve, em 1992, o artilheiro do Campeonato Brasileiro da Série C: Jorge Veras, com 9 gols marcados e quando conquistou o título do Campeonato Brasileiro de Futebol de 2018 da Série D teve o artilheiro da competição o atacante Edson Cariús com 11 gols.

Gols do Fantástico[editar | editar código-fonte]

A torcida sempre esperava chegar o domingo de noite pra ver os Gols do Fantástico onde tinha a escolha do mais bonito da rodada em todo país na voz de Léo Batista. No dia 14 de junho de 1987 o atacante Ilo, na vitória diante do Fortaleza, que dois meses depois sagrava-se campeão cearense.[34]

O goleiro recordista[editar | editar código-fonte]

Marcelino chegou ao Ferroviário em dezembro de 1969 sendo campeão cearense no ano seguinte. Em 1973 teve grande repercussão nacional ao atingir o recorde de 1.295 minutos sem sofrer gols naquele ano, sendo atualmente a quarta melhor marca no Brasil e oitava no mundo inteiro. Foi de Fevereiro até junho daquele ano. Na longa lista de jogos sem sofrer gols, enfrentou Ceará, Fortaleza, Icasa,Quixadá, Calouros do Ar, Maguari-CE, Guarani de Juazeiro, Guarany de Sobral, Tiradentes e América-CE durante 15 jogos oficiais sendo o algoz do goleiro coral e o ex-coral Ibsen pelo Maguari-CE sendo noticias nacional dos jornais e da televisão, merecendo até destaque na Revista Placar.[35]

Jogos no Dia do Padoeiro[editar | editar código-fonte]

São José - Padroeiro com direito a estátua na sede do clube

O Padroeiro do Ferroviário é São José desde das décadas de 70 e 80, depois que o clube teve sua sede administrativa e alojamentos construídos e uma estátua do santo foi colocada no local para iluminar os atletas residentes na Vila Olímpica Elzir Cabral ou em regime de concentração. O clube atuou 21 vezes ao longo das décadas no dia do padroeiro: 19 de março:[36]

Galeria dos presidentes[editar | editar código-fonte]

  • 1933 – José Roque
  • 1933–1934 – Antônio Leite Barbosa
  • 1934–1934 – João Francisco do nascimento
  • 1934–1938 – José Maciel
  • 1938–1940 – Antônio Pereira de Menezes
  • 1940 – Armando Campelo
  • 1940 – Humberto Monte
  • 1940–1941 – Heitor Ribeiro
  • 1941 – Cícero Pereira de Carvalho
  • 1941 – Heitor Ribeiro
  • 1941–1943 – Jaime Quintaz Perez
  • 1943 – Vicente Sales Linhares
  • 1943 – Antonio Pereira de Menezes
  • 1943–1945 – Honório Correia Pinto
  • 1945–1958 – Francisco Porfírio Sampaio
  • 1958–1959 – Elzir Cabral
  • 1959 – Walter Machado da Ponte
  • 1959 – Gontram Pinho
  • 1960–1961 – Francisco Porfírio Sampaio
  • 1961–1963 – Francisco Isidoro Pessoa
  • 1963–1964 – Etevaldo Nogueira Lima
 
  • 1964 – Eutildes Eduardo de Alencar
  • 1964 – Milton Ribeiro de Sousa
  • 1964 – Valdemar Gomes da Silva
  • 1964 – Augusto Borges
  • 1964–1966 – Elzir Cabral
  • 1966 – Jonas Carlos da Silva
  • 1966–1967 – Wilson Leite Linhares
  • 1967 – Elzir Cabral
  • 1967 – José Firmo Frota Melo
  • 1968–1969 – Elzir Cabral
  • 1969–1972 – José Rego Filho
  • 1972–1973 – Aníbal Arruda
  • 1974–1975 – Aquiles Peres Mota
  • 1975 – Telmo Bessa
  • 1975–1977 – Chateaubriand Arrais Leite
  • 1978 – Célio Gondim Pamplona
  • 1979 – José Rego Filho
  • 1980–1981 – Antônio Carlos Montenegro
  • 1982–1984 – José Lima de Queiroz
  • 1984 – Moacir Pereira Lima
  • 1984–1987 – Caeatano de Paula Bayma
 
  • 1988–1989 – Domar Nogueira Pessoa
  • 1990 – Vicente Augusto Monteiro
  • 1990–1991 – Múcio Roberto
  • 1992–1993 – Edilson Sampaio
  • 1993–1997 – Clóvis Dias
  • 1998–1999 – Carlos Alberto Mesquita
  • 1999–2000 – Carlos Alberto Mota
  • 2000 – João Jorge Bruno de Pontes
  • 2000 – Vilemar Rodrigues
  • 2001 – Walmir Araújo
  • 2001 – William Braga
  • 2002–2003 – Múcio Roberto
  • 2004–2007 – Paulo Wagner Pinheiro
  • 2007–2008 – Francisco Machado Neto
  • 2008–2009 – Paulo Wagner Pinheiro
  • 2009–2010 – José Ribamar Pinto Soares
  • 2010–2011 – Luiz Gonzaga Neto
  • 2011–2012 – Vanderley Farias Pedrosa
  • 2013–.... – Edmilson Alves Júnior
  • 2016 - Vilemar Rodrigues
  • 2016 - José Newton Pereira Filho
  • 2017 – Nilton Ramos
  • 2017– Walmir Araújo (atual)

Livros sobre o Ferroviário[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «CNEF da CBF» (PDF). CBF.com. Consultado em 9 de março de 2012 
  2. «As impactantes contratações para o Campeonato de 1939». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  3. «Um título improvável oriundo da força proletária». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  4. «Um título improvável oriundo da força proletária». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  5. «BODAS DE OURO DO ÚLTIMO CAMPEÃO CEARENSE INVICTO». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  6. «Quando o locutor trouxe bons fluidos para a grande final». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  7. «Urubatão Nunes: a historia não lembra dos covardes». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  8. «Terremoto atingiu Fortaleza depois de triunfal vitória». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  9. http://www.bolanaarea.com/estaduais_ce_2011.htm Campeonato Cearense 2011. Visitado em 23 de agosto de 2015.
  10. http://www.bolanaarea.com/estaduais_ce_2013.htm Campeonato Cearense 2013. Visitado em 23 de agosto de 2015.
  11. http://www.bolanaarea.com/estaduais_ce_2014.htm Campeonato Cearense 2014. Visitado em 23 de agosto de 2015.
  12. http://globoesporte.globo.com/ce/futebol/cearense-serie-b/ Campeonato Cearense 2015 - Série B. Visitado em 23 de agosto de 2015.
  13. «Em jogo disputado, Ferroviário bate Confiança e avança para a segunda fase da Copa do Brasil». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  14. «Ferroviário-CE faz três gols no final, arranca empate na Ilha e elimina Sport nos pênaltis». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  15. «Ferroviário larga à frente, mas cede empate ao Vila Nova no primeiro duelo». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  16. «Ferroviário estraga festa do Vila Nova, vence no Serra lotado e avança». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  17. «Com Otero de maquinista, locomotiva do Galo atropela Ferroviário-CE e fica perto da vagaVenezuelano marca duas vezes em goleada do Alvinegro por 4 a 0 no time cearense, no jogo de ida da quarta fase da Copa do Brasil». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  18. «Atlético-MG passa susto, busca empate contra Ferroviário e confirma vaga na Copa do Brasil». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  19. «Ferroviário vence Cordino em casa e garante a permanência na briga pelo acesso». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  20. «Em casa, Ferroviário sai na frente, mas Altos-PI busca empate e decisão fica para a volta». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  21. «Edson Cariús destrói invencibilidade do Altos em casa e garante Ferrão nas quartas de final da Série D». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  22. «Em jogo de golaços, Ferrão bate Campinense em 1º duelo das quartas da Série D». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  23. «Ferroviário vence o Campinense nos pênaltis e conquista o acesso à Série C de 2019». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  24. «Ferroviário se impõe na reta final, faz 3 a 1, e leva vantagem para jogo de volta com São José». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  25. «Gaúchos fazem 2 a 1 em Porto Alegre no segundo jogo da semi. Porém, vitória por 3 a 1 na partida de ida garante vaga a cearenses». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  26. [Ferroviário anula Treze, vence por 3 a 0, e fica bem perto do título da Série D «https://globoesporte.globo.com/ce/futebol/brasileirao-serie-d/jogo/30-07-2018/ferroviario-treze.ghtml»] Verifique valor |url= (ajuda). Consultado em 6 de agosto de 2018  Ligação externa em |titulo= (ajuda)
  27. «Treze vence por 1 a 0, mas Ferroviário conquista a Série D e volta a ser campeão depois de 23 anos». Consultado em 6 de agosto de 2018 
  28. «Camisa Dourada». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  29. «Maior Goleador e recordista em número de jogos». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  30. «Maior número de jogos pelo Tubarão». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  31. «Principais jogo do Ferrão». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  32. «O dia que o Montevideo Wanderers visitou o Ferroviário». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  33. «Torneio no Caribe». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  34. «Gols do Fantástico». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  35. «Marca histórica do goleiro Marcelino chega aos 42 anos». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  36. «Retrospectiva de jogos no Dia do Padroeiro do Tubarão da Barra». AlmanaqueDoFerrão.com. Consultado em 1 de janeiro de 2015 
  37. Lançamento do Almanaque do Ferrão

Ligações externas[editar | editar código-fonte]