História do socialismo nos Estados Unidos

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O marxismo nos Estados Unidos teve fortes influências nas sociedades fora e dentro do país, sendo um movimento social fora dos partidos tradicionais e bastante expressivo na história estadunidense, indo com um posicionamento pacifista com relação ao ao governo do país.[1]

Primórdios[editar | editar código-fonte]

Ainda no século XIX, comunistas como Joseph Weydemeyer e Karl Marx entraram em contato com o governo de Abraham Lincoln no combate a escravidão.[2][3][4]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Influentes intelectuais norte-americanos, especialmente judeus,[5] mulheres e do movimento negro participaram do partido, dentre eles: W.E.B. Du Bois, Harry Haywood, James Patrick Cannon, Elizabeth Gurley Flynn, Claudia Jones,[6] Franz Boas,[7][8] Ashley Montagu[9] e Max Shachtman; sendo este discurso fortemente influenciado pelo discurso de Lênin de emancipar as nações subjugadas pelo imperialismo e mais tarde pelo discurso não-alinhado de Mao Tsé-Tung[10][11] eram membros do movimento socialista, inclusive porque incluso o movimento comunista do país pregava uma solidariedade por classe anterior a da raça.[12][13] O movimento comunista russo esteve fortemente articulado com setores da sociedade norte-americana pelo menos desde 1905, chegando a inclusive dar suporte a NEP além de receber como exilado o Leon Trótski antes da Revolução na Europa[14] e o movimento negro comunista norte-americano chegou a dar uma base ideológica e política para a descolonização de países como Gana e a posterior ideologia pan-africanista.[15]

Nos anos 30 se estabeleceu uma aliança forte entres os populistas norte-americanos liderados por Huey Long e o movimento comunista ianque[16] e depois apoiaria de forma dividida o FDR,[17] sendo que posteriormente o presidente rompe com com este apoio.[18][19] Durante a Segunda Guerra Mundial, o movimento comunista saltou de 20 mil para 7 milhões de membros no país, apesar da crescente divisão entre socialistas e comunistas.[20]

Nos anos 50 o Partido Comunista dos Estados Unidos foi fortemente espionado pelo FBI e seus membros aliciados politicamente pelo então chefe do departamento John Edgar Hoover que buscava mais credibilidade da agência junto a mídia,[21] sendo que se descobriu que o movimento comunista norte-americano dava um suporte expressivo inclusive na fundação do Partido Comunista Canadense que na época se chamava Partido Progressista dos Trabalhadores e no movimento comunista mexicano, uruguaio, argentino e venezuelano.[22][23][24] Nesta mesma época, o partido foi perseguido não apenas pelo Estado, mas também por associações da alta sociedade norte-americana.[25] Na mesma época, houve um racha no PCUSA entre trotskistas e stalinistas com o triunfo dos últimos, inclusive este partido teve forte influência moscovita[26][27][28][29][30] e chinesa.[31]

Ainda nos anos 50, informantes do PCUSA deram informações erradas sobre as intenções chinesas de criar “várias guerras da Coreia” na Ásia e sobre a ideologia política inicial de Fidel Castro,[32][33][34][35][36][37][38][39][40][41] levando o governo norte-americano a se afastar do novo governo cubano e facilitar o seu alinhamento com os soviéticos, além de dar informações erradas que atestariam o envolvimento de Martin Luther King e de JFK com o Partido Comunista Cubano.[42][43][44][45][46][47][48][49] Também estrangeiros no país como Einstein favoreceram no país o socialismo como política.[50]

Século XXI[editar | editar código-fonte]

A Guerra ao Terrorismo tem comprometido várias salvaguardadas de liberdades individuais naquele país, inclusive pressionado membros do Partidos comunistas norte-americano e canadense, sendo um processo que começou em 2001 e continuou pelo menos até o governo Obama.[51] Na segunda década do século XXI, anarquistas norte-americanos emigraram para regiões controladas por insurgentes curdos afiliados ao grupo classificado como terrorista pelo departamento de estado norte americano chamado PKK em contraposição aos Estados daquela região e para combater o fundamentalismo islâmico.[52]

Reflexos em outros movimentos sociais[editar | editar código-fonte]

Vários membros do governo norte-americano desde os anos 70 já simpatizaram em algum momento da sua vida com a ideologia marxista ou foram influenciados pelos primeiros, principalmente os neoconservadores e criacionistas através do Trotskismo[53] sendo que o principal expoente,[54][53][55][56][57][58][59][60][61][62][63][64][65][66][67] chegando a influenciar os 2 partidos principais do país.[68] Nos anos 60, o movimento inspirou várias organizações do movimento negro, como o Partido dos Panteras Negras.[69]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • Seldes, George. One Thousand Americans. New York: Boni & Gaer, 1947.
  • Seldes, George. You Can't Do That. New York: Modern Age, 1938.
  • Thomas, Norman. The Choice Before Us: Mankind at the Crossroads. New York: Macmillan, 1934.
  • Thomas, Norman. After the New Deal, What? New York: Macmillan, 1936.
  • Dennis, Lawrence. "Fascism for America". Socialism, Fascism, and Democracy, v. 180, The Annals of the American Academy of Political and Social Science, July 1935.
  • Ward, Harry F. "The Development of Fascism in the United States". Socialism, Fascism, and Democracy, v. 180, The Annals of the American Academy of Political and Social Science, July 1935.
  • Ceplair, Larry. Under the Shadow of War: Fascism, Anti-Fascism, and Marxists, 1918-1939. New York: Columbia University Press, 1987.
  • Hoover, Edgar J. Masters of Deceit: The Story of Communism in America and How to Fight It. New York: Henry Holt, 1958.

Referências

  1. Cuba’s Support For Revolutions, Self-Defense Remains Largely Intact Despite Western Propoganda
  2. “Putinism” in American History: Lincoln, Roosevelt, and the Fight Against ISIS
  3. Can You Explain It?
  4. 150 years since Lincoln’s Gettysburg Address
  5. Neil Baldwin, Henry Ford and the Jews: The Mass Production of Hate, 279; and Higham, Trading With the Enemy, 161; Upton Sinclair, The Flivver King: A Story of Ford-America (Pasadena, CA 1937), 236.
  6. Claudia Jones: Unknown Pan-Africanist, Feminist, and Communist
  7. Franz Boas Papers Date: 1862-1942 | Size: 59.0 Linear feet Mss.B.B61
  8. Robert F. Barsky. 2011. Zellig Harris: From American Linguistics to Socialist Zionism. MIT Press, Apr 15, 2011 p. 196
  9. Ashley Montagu; Pioneering Anthropologist
  10. The Socialist Revolution and the Right of Nations to Self-Determination
  11. A New Storm Against Imperialism
  12. Race hatred on trial, issued by Communist Party, U.S.A.
  13. A New Storm Against Imperialism
  14. WALL STREET AND THE BOLSHEVIK REVOLUTION
  15. W.E.B. Du Bois – The father of modern Pan-Africanism?
  16. Russia and China: What is Happening Beneath the Propaganda Curtain?
  17. Neil Baldwin, Henry Ford and the Jews: The Mass Production of Hate, 279; and Higham, Trading With the Enemy, 161; Upton Sinclair, The Flivver King: A Story of Ford-America (Pasadena, CA 1937), 236.
  18. “Putinism” in American History: Lincoln, Roosevelt, and the Fight Against ISIS
  19. Support for Hitler (or Fascism) in the United States
  20. Support for Hitler (or Fascism) in the United States
  21. The SOLO File: Declassified Documents Detail "The FBI's Most Valued Secret Agents of the Cold War"
  22. Office Memorandum
  23. Office memorandum
  24. SOLO Part 01 of 125
  25. Unrepentant Leftist: A Lawyer's Memoir
  26. The Making of Norman Finkelstein - Reality Asserts Itself (3/4)
  27. In Defense of the Communist Party and the Indicted Leaders, by William Z. Foster, July 1949 Box 2, Folder 111 American Left Ephemera Collection, 1894-2008, AIS.2007.11, Archives Service Center, University of Pittsburgh
  28. Lenin in Context
  29. To You Beloved Comrade Paul Robeson
  30. Doc 6
  31. Doc 3 A
  32. SOLO Part 01 of 125
  33. Doc 3 B
  34. Doc 6
  35. SOLO Part 20 of 125
  36. Doc 1
  37. Doc 5
  38. SOLO Part 02 of 125
  39. SOLO Part 11 of 125
  40. Doc 4
  41. Doc 3
  42. Enemies A History of the FBI by Tim Weiner
  43. Foiled Again
  44. Enemies: A History of the FBI by Tim Weiner – review
  45. Spying on Americans: A Very Old Story
  46. Findings
  47. SOLO Part 18 of 125
  48. SOLO
  49. Doc 6
  50. Why Socialism?
  51. (Interview) An outside expert’s view on S. Korea’s left-wing sedition scandal
  52. The Anarchists vs. the Islamic State
  53. a b Wald, Alan M. (1987). The New York intellectuals: The rise and decline of the anti-Stalinist left from the 1930s to the 1980s'. [S.l.]: University of North Carolina Press. ISBN 0-8078-4169-2 
  54. King, Bill (22 de março de 2004). «Neoconservatives and Trotskyism». Enter Stage Right: Politics, Culture, Economics (3): 1 2. ISSN 1488-1756  |capítulo= ignorado (ajuda)
  55. King, William (2004). «Neoconservatives and 'Trotskyism'». Taylor and Francis. American Communist History. 3 (2): 247–266. ISSN 1474-3892. doi:10.1080/1474389042000309817 
  56. Lind, Michael (7 de abril de 2003). «The weird men behind George W. Bush's war». London. New Statesman 
  57. Polygraph panic: CIA director fretted his vote for communist
  58. The New York Intellectuals and the invention of neoconservatism
  59. After Neoconservatism
  60. Origin of the Specious
  61. The Neocons: An Illustrated Progression
  62. Wald, Alan (2003). «Are Trotskyites Running the Pentagon?». History News Network 
  63. The Neoconservative Movement is Trotskyism
  64. NeoConservatism - Where Trotsky Meets Stalin & Hitler
  65. «NeoConservatism - Where Trotsky Meets Stalin & Hitler». Rense.com. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  66. «Springtime for Trotsky». LewRockwell.com. Consultado em 14 de fevereiro de 2014 
  67. Bailey, Ronald (julho de 1997). «Origin of the Specious». Reason. Consultado em 31 de março de 2008 
  68. JIM LOBE (29). «ESTADOS UNIDOS: O neoconservadorismo sobrevive» (HTML). IPS. IPS. Consultado em 30 de março de 2014  Verifique data em: |data=, |ano= / |data= mismatch (ajuda)
  69. ON THE IDEOLOGY OF THE BLACK PANTHER PARTY