Renault F1 Team

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França Renault Sport F1 Team
Renault Sport F1 logo as of 2016.png
Nome completo Renault Sport F1 Team
Sede Enstone, Oxfordshire, Inglaterra
Chefe de equipe Jérôme Stoll
Cyril Abiteboul
Diretor técnico TBA
Site oficial http://www.renaultf1team.com
Pilotos 20. Dinamarca Kevin Magnussen
30. Reino Unido Jolyon Palmer
Pilotos de teste TBA
Chassis RS16
Motor Renault
Pneus Pirelli
Combustível Total
Histórico na Fórmula 1
Estréia GP da Grã-Bretanha de 1977
Último GP GP do Brasil de 2011
Corridas concluídas 303
Campeã de construtores 2 (2005 e 2006)
Campeã de pilotos 2 (2005 e 2006)
Vitórias 35
Pole Position 51
Voltas rápidas 31
Pontos 1318
Posição no último campeonato
(2011)
5º (73 pontos)

A Renault F1 Team é uma equipe francesa de Fórmula 1, que irá retornar à Fórmula 1 em 2016.[1] Em sua última temporada (2011) competiu sob licença britânica e com o nome comercial de Lotus Renault GP.[2]

A Renault vendeu 75% da equipe a Genii Capital no final de 2009,[3] renomeando a equipe como Lotus Renault GP e anunciando a criação da Renault Sport F1 para fornecer motores e tecnologia a partir de 2011, que ainda controlava 25% da equipe.

A Proton, o atual proprietário da marca Lotus Cars, passou a controlar a equipe em 2012, renomeando-a para Lotus F1 Team e deixando a Renault como fornecedora de motores. Com a venda da equipe encerrou a segunda era do time francês, que deixou uma passagem bem sucedida com Fernando Alonso e a equipe como bicampeões mundiais de pilotos e de construtores, respectivamente, em 2005 e 2006.

Anteriormente a Renault já havia competido na Fórmula 1 como Equipe Renault Elf sob licença francesa desde o final dos anos 1970 até 1985, e retornou com o nome de Renault F1 Team em 2002, adquirindo a equipe Benetton, que por sua vez havia comprado a equipe Toleman em 1986.

História[editar | editar código-fonte]

Começo[editar | editar código-fonte]

Modelo RS01 utilizado na temporada de 1977.

A Renault estreou-se na Fórmula 1 no GP da Grã-Bretanha de 1977 com o piloto francês Jean-Pierre Jabouille. A empresa francesa marcou seus primeiros e únicos quatro pontos em 1978 com Jabouille no GP dos Estados Unidos. No campeonato de 1979, além de Jabouille, a equipe contou com o piloto René Arnoux. Nesta temporada, a equipe conquistou a primeira vitória na Fórmula 1 no GP da França com Jabouille e para completar a festa com Arnoux em 3º lugar. Em 1981, a equipe contou com o piloto Alain Prost. Na temporada de 1982 no GP da França. a Renault obteve a primeira vitória com dobradinha: Arnoux (vencedor) e Prost (2º colocado). A temporada de 1983, tanto Prost e a Renault ficaram com o vices no campeonato de pilotos e de equipes respectivamente. Também no campeonato de 1983, a empresa francesa forneceu motores para a equipe Lotus, Ligier em 1984 e Tyrrell em 1985 e que marcou a despedida da empresa francesa como equipe, porém continuou fornecendo motores para as três equipes citadas até 1986. Ainda em 1985, a equipe de Viry-Châtillon obteve a primeira vitória como fornecedora e foi no GP de Portugal com Ayrton Senna.

Fornecedora de Motores[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Renault Sport F1
Johnny Herbert pilotando modelo da Benetton Formula durante o Grande Prêmio do Canadá de 1995. A Renault forneceu motores para equipe neste ano.

Retornou a Fórmula 1 em 1989, formecendo motores para a equipe Williams. Dessa união conquistaram 5 títulos de construtores (1992, 1993, 1994, 1996 e 1997) e 4 títulos de pilotos, com Nigel Mansell (92), Alain Prost (93), Damon Hill (96) e Jacques Villeneuve (97). A Renault forneceu motores também para as equipes Ligier (1992 a 1994) e Benetton (1995 a 1997), conquistando o mundial de pilotos com Michael Schumacher e o de construtores no ano de 95, ambos com a Benetton. Retirou-se mais uma vez das pistas no final de 1997.

A volta como equipe[editar | editar código-fonte]

Modelo R202 da temporada 2002.

No início de 2000, a Renault anuncia a sua volta para a Fórmula 1, através da compra da equipe Benetton, mas mantendo o nome da equipe por mais uma temporada. 17 anos depois, na temporada de 2002, a Renault volta a ter uma equipe oficial na Fórmula 1 e tendo como pilotos: Jarno Trulli e Jenson Button. Em 2003, contrata o piloto Fernando Alonso para o lugar de Button. Alonso conquista a primeira vitória na carreira e duas poles da equipe após seu retorno a Fórmula 1, tornando o mais jovem piloto a obter uma vitória e uma pole na história da categoria até então. O campeonato de 2005 obtém 8 vitórias e 7 poles e conquista o primeiro título de construtores na sua história como equipe oficial e o de pilotos com Fernando Alonso. Ambos repetiram a dose em 2006 tornando-se bicampeões.

A partir de 2007, a equipe Renault não irá mais ter estampadas em seus carros as cores amarela e azul que eram usadas pelo seu principal patrocinador a marca japonesa de cigarros Mild Seven, pelo fato de seu novo patrocinador ser o grupo financeiro holandês ING, que é avaliado em 71,3 bilhões de euros, as cores do carro são azul e laranja nesta temporada.

Após a decepcionante temporada anterior, a Renault traz para 2008, o bicampeão Fernando Alonso, retornando a equipe, e o estreante Nelson Ângelo Piquet. O R28, modelo preparado para temporada, enfrentou muitos problemas aerodinâmicos e no motor, parecidos com o R27 na primeira metade do campeonato. Mas na 2ª fase do campeonato, a equipe não só melhorou, como conseguiu duas vitórias e um 2º lugar com Alonso e um 2º com Nelsinho Piquet.

Para a temporada de 2009, a dupla foi mantida, mas os resultados não foram melhores, Alonso obteve apenas o 3º lugar em Singapura como melhor resultado da equipe no ano. Piquet não pontuou, e foi substituído na décima primeira etapa, pelo piloto de testes da equipe, o francês Romain Grosjean, que até o momento disputava o campeonato de GP2 Series. Sem poder testar antes de correr, Grosjean também foi mal e não pontuou em nenhuma das provas restantes, deixando os pontos da equipe a cargo de Fernando Alonso.

Polêmica[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2009, o piloto Nelson Angelo Piquet, após ser demitido da Renault, trouxe a público a denúncia de que a batida que deu com seu carro durante o GP de Singapura de 2008, ocorreu a pedido da direção da equipe, de maneira a que a entrada do pace-car na pista e da bandeira amarela no circuito favorecessem o primeiro piloto da equipe e bicampeão mundial, Fernando Alonso, que acabou vencendo a prova.[4]

Em 21 de setembro de 2009, após confirmar as denúncias, a FIA baniu o diretor da equipe, Flavio Briatore, da Fórmula 1 indefinidamente, e aplicou uma restrição sob condicional de dois anos à Renault, podendo a suspensão ser aplicada imediatamente caso ela cometa qualquer outra infração até a temporada de 2011.[5] [6]

No dia 24 de setembro, o banco holandês ING, principal patrocinador da equipe, anunciou a rescisão do contrato com a Renault. A empresa considerou que a conduta dos dirigentes foi muito grave e poderia afetar a imagem dos patrocinadores.[7]

A venda e a nova fase da equipe[editar | editar código-fonte]

Ao fim de 2009, a Renault vendeu a parte majoritária de sua equipe para um grupo de investimentos de Luxemburgo. Entretanto, a montadora ainda permaneceu com 25% da equipe e com o fornecimento de motores para a categoria, que foi confirmando quando a Red Bull Racing anunciou que permaneceria utilizando os motores Renault para 2010.

Robert Kubica foi contratado para o lugar de Alonso em 7 de outubro de 2009,[8] porém com o acordo sobre a venda da equipe, Kubica e seu agente, Daniel Morelli, pediram esclarecimentos sobre os planos da equipe, agora sob uma nova gestão, para confirmar se o piloto permaneceria na mesma.[9] Após os esclarecimentos, o agente de Kubica confirmou que o piloto permaneceria na Renault para 2010.[10]

Em 5 de janeiro de 2010, Eric Boullier foi anunciado como novo chefe de equipe da Renault, susbstituindo Bob Bell, que retorna à sua antiga função de diretor técnico.

No dia 31 de janeiro de 2010, foi apresentada a nova pintura do carro da equipe, em um Renault F1 de 2009. O carro de 2010 foi apresentado apenas em 1 de fevereiro de 2010.[11] Juntamente com as cores, foram apresentados pilotos: Vitaly Petrov, como piloto titular, ao lado de Robert Kubica; Ho-Pin Tung, como piloto de reserva; Jérôme d'Ambrosio e Jan Charouz como pilotos de testes.[12]

Lotus Renault[editar | editar código-fonte]

No dia 8 de dezembro de 2010, foi anunciado o acordo entre a equipe Renault e o Grupo Lotus, que comprou as ações que pertenciam ao fundo de investimentos Genii Capital. A equipe passou então a se chamar Lotus Renault GP Team a partir da temporada de 2011 e a correr com licença inglesa a partir de 2011.[13] O uso do nome Lotus gerou uma disputa jurídica pelo nome entre esta equipe com a Lotus Racing que usava o nome Lotus desde o início da temporada de 2010 (e que foi renomeada para Team Lotus para disputar a temporada de 2011), diante do impasse, ambas as equipes acabaram participaram da temporada de 2011 com o nome Lotus.[14] A questão só foi resolvida em novembro de 2011 quando a Team Lotus decidiu que iria usar o nome Caterham a partir da temporada de 2012.[15]

Lotus[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Lotus F1 Team

A partir da temporada 2012, a equipe passou a se chamar apenas Lotus, contando com uma nova dupla de pilotos formada por Kimi Räikkönen e Romain Grosjean.

No GP de Abu Dhabi, Raikkonen venceu e levou a Lotus a sua primeira vitória na temporada, e sua primeira após retornar à categoria.

Havia 25 anos que um carro da Lotus não vencia na Fórmula 1 desde o GP dos Estados Unidos de 1987.[16]

O novo retorno como equipe[editar | editar código-fonte]

Após a Lotus F1 Team sofrer uma grave crise financeira, a Renault, em dezembro de 2015, comprou a escuderia de volta para a disputa da temporada de 2016.[17] [18] [19] [20]

Em dezembro de 2015, um porta voz da Renault havia confirmado que a equipe iria manter Pastor Maldonado e Jolyon Palmer, contratados pela Lotus,[21] [22] como sua dupla de pilotos para a temporada de 2016.[23] [24] Porém, problemas com o patrocinador levaram a equipe a dispensar os serviços de Maldonado, contratando para seu lugar o dinamarquês Kevin Magnussen, ex-McLaren.[25] [26]

Pilotos[editar | editar código-fonte]

Galeria[editar | editar código-fonte]

Títulos Mundiais de Pilotos[editar | editar código-fonte]

Campeonatos Pilotos Temporadas
2 Espanha Fernando Alonso 2005, 2006

Títulos Mundiais de Construtores[editar | editar código-fonte]

Campeonatos Pilotos Temporadas
2 Espanha Fernando Alonso 2005, 2006
Itália Giancarlo Fisichella

Resumo da Equipe[editar | editar código-fonte]

  • 2011: 19 GPs; 0 vitórias; 73 pontos, 5º no mundial
  • 2010: 19 GPs; 0 vitórias; 163 pontos, 5º no mundial
  • 2009: 17 GPs; 0 vitórias; 26 pontos, 8° no mundial
  • 2008: 18 GPs; 2 vitórias; 80 pontos, 4° no mundial
  • 2007: 17 GPs; 1 pódio; 51 pontos, 3° no mundial
  • 2006: 18 GPs; 8 vitórias; 7 poles; 206 pontos, Campeã Mundial
  • 2005: 19 GPs; 8 vitórias; 7 poles; 191 pontos, Campeã Mundial
  • 2004: 18 GPs; 1 vitória; 3 poles; 105 pontos, 3º no mundial.
  • 2003: 16 GPs; 1 vitória; 1 pole; 88 pontos, 4º no mundial.
  • 2002: 17 GPs; 23 pontos, 4º no mundial
  • 1985: 15 GPs; 16 pontos, 7º no mundial
  • 1984: 16 GPs; 1 pole; 34 pontos, 5º no mundial
  • 1983: 15 GPs; 4 vitórias; 3 poles; 79 pontos, 2º no mundial
  • 1982: 16 GPs; 4 vitórias; 10 poles; 62 pontos, 3º no mundial
  • 1981: 15 GPs; 3 vitórias; 6 poles; 54 pontos, 3º no mundial
  • 1980: 14 GPs; 3 vitórias; 5 poles; 38 pontos, 4º no mundial
  • 1979: 15 GPs; 1 vitória; 6 poles; 26 pontos, 6º no mundial
  • 1978: 14 GPs; 3 pontos, 12º no mundial
  • 1977: 5 GPs; Não pontuou

Referências

  1. "Renault compra Lotus e volta a correr na Fórmula 1 após quatro anos" (em português). Gazeta Esportiva. Consult. 9 de dezembro de 2015. 
  2. "A Lotus-RENAULT de 2011" (em português). Consult. 9 de dezembro de 2015. 
  3. "Boullier: "Pertenecemos a Genii, no al grupo Lotus" (em espanhol). F1 al día. Consult. 9 de dezembro de 2015. 
  4. Em depoimento à FIA publicado por site inglês, Nelsinho Piquet admite 'armação'
  5. "Renault handed suspended F1 ban". BBC. 21 de setembro de 2009. Consult. 21 de setembro de 2009. Renault have been given a two-year suspended ban from Formula 1 for their role in fixing last year's Singapore Grand Prix. 
  6. BBC Brasil
  7. Após seguradora espanhola, principal patrocinador da Renault rescinde contrato
  8. Robert Kubica vai substituir Fernando Alonso na Renault na temporada 2010
  9. Kubica não sabe se vai correr pela Renault, diz agente
  10. Kubica vai correr pela Renault em 2010 -- mídia
  11. f1.gpupdate.net/es/ (2010-01-31). "Petrov se une a Kubica en Renault" f1.gpupdate.net/es/ [S.l.] Consult. 2010-01-31.  Ligação externa em |publicado= (Ajuda)
  12. Warm Up (2010-01-31). "Renault terá Tung como 3º piloto. D'Ambrosio e Charouz serão reservas" esporte.ig.com.br [S.l.] Consult. 2010-01-31.  Ligação externa em |publicado= (Ajuda)
  13. Grupo Lotus anuncia acordo com a Renault e dará nome ao time em 2011 Globoesporte.com
  14. "Grupo Lotus anuncia compra da Renault. F1 terá dois times com mesmo nome" (em português). Consult. 7 de dezembro de 2015. 
  15. "Lotus vira Caterham e encerra polêmica com Renault" (em português). Consult. 7 de dezembro de 2015. 
  16. "Kimi Raikkonen vence em Abu Dhabi". carros e corridas - Um espaço sobre carros, motos e corridas. 4 de novembro de 2012. 
  17. "Renault compra Lotus e volta à F-1 em 2016" (em português). Consult. 7 de dezembro de 2015. 
  18. "Renault confirma compra da Lotus e volta à Fórmula 1 em 2016" (em português). Consult. 7 de dezembro de 2015. 
  19. "Renault anuncia finalização do processo de compra da Lotus" (em português). ESPN. Consult. 23 de dezembro de 2015. 
  20. "Em evento, Renault é primeira equipe da F1 a revelar pintura" (em português). Motorsport. Consult. 3 de fevereiro de 2016. 
  21. "Futura equipe da Renault, Lotus confirma permanência de Maldonado como titular para temporada 2016" (em português). Consult. 23 de dezembro de 2015. 
  22. "Lotus confirma Jolyon Palmer como piloto para 2016" (em português). Consult. 23 de dezembro de 2015. 
  23. "F1 – Renault confirma que vai manter Maldonado e Palmer em 2016" (em português). Autoracing. Consult. 23 de dezembro de 2015. 
  24. "Un portavoz de Renault confirma a Maldonado y a Palmer para 2016" (em espanhol). Consult. 23 de dezembro de 2015. 
  25. "Magnussen é confirmado como piloto da Renault para 2016" (em português). Motorsport. Consult. 3 de fevereiro de 2016. 
  26. "Renault deverá confirmar contratação de Magnussen na quarta-feira" (em português). Autoracing. Consult. 1 de fevereiro de 2016. 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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