Guerra Civil Iugoslava

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Da esquerda pra direita, sentido horário: soldados e policiais eslovenos transportando prisioneiros do JNA; um tanque M-84 iugoslavo danificado durante a batalha de Vukovar; armamentos anti-tanque durante o cerco de Dubrovnik; covas das vítimas do massacre de Srebrenica de 1995; um veículo blindado da ONU em Sarajevo durante o cerco da cidade.

A Guerra Civil Iugoslava (português brasileiro) ou Jugoslava (português europeu) é o nome dado a uma série de violentos conflitos bélicos ocorridos no território da antiga República Socialista Federativa da Iugoslávia, que ocorreram entre 1991 e 2001. Para a maior parte, o conflito tem em comum uma unidade no sentido da criação de várias limpezas étnicas em áreas sérvias dentro da Iugoslávia, e sua eventual união com a Sérvia propriamente dita, criando assim um Estado povoado por uma esmagadora maioria de etnia sérvia. O ideal de uma "Grande Sérvia", foi a percepção e a meta principal para muitos dos combatentes sérvios e voluntários envolvidos no conflito que, especialmente para os membros das unidades paramilitares sérvias envolvidas no combate. Dezenas de milhares de não-sérvios foram mortos (mais de cem mil pessoas morreram no conflito) e centenas de milhares tiveram de fugir de suas casas, numa guerra que deixou um rastro de extrema violência. Os croatas e bósnios, em particular alegaram que o estabelecimento de um Estado foi resultado da ambição dos dirigentes sérvios, e incluiu esta reivindicação nos respectivas campanhas de guerra.

A guerra civil terminou com grande parte da antiga Iugoslávia reduzida à pobreza, enormes perturbações económicas e persistente instabilidade em todo o território onde ocorreu os piores combates. As guerras foram os conflitos mais sangrentos em solo europeu desde o final da Segunda Guerra Mundial, tornaram-se famosas pelos crimes de guerra que envolveu, inclusive a limpeza étnica em massa.[1] Foram também os primeiros conflitos em mais de cinquenta anos onde foi formalmente julgado genocídios de caráter fundamental e muitos participantes individuais foram posteriormente acusados de crimes contra a humanidade.[2] O Tribunal Penal Internacional para a ex-Iugoslávia (TPIJ) foi criado pela ONU para julgar esses crimes.[3]

De acordo com a ong Centro Internacional para Justiça Transicional, os conflitos na antiga Iugoslávia deixaram um saldo de mais de 140 000 mortos.[4] Outras 4 milhões de pessoas ficaram temporariamente desalojadas.[5]

Terminologia[editar | editar código-fonte]

Termos alternativos em uso incluem a "Guerra dos Balcãs", ou "Guerra na (ou da antiga) Iugoslávia", "Guerras de Secessão iugoslavas ", bem como a "Terceira Guerra dos Balcãs" (um termo de vida curta cunhada pelo jornalista britânico Misha Glenny, aludindo às guerras balcânicas de 1912-1913)[6] . Essas guerras foram caracterizados por amargos conflitos étnicos entre os povos da antiga Iugoslávia, principalmente entre sérvios, de um lado e croatas, bósnios e albaneses de outro, mas também entre Bosnios e croatas na Bósnia e macedónios e os albaneses na República da Macedónia. O conflito que tinha suas raízes em vários problemas políticos subjacentes, problemas econômicos e culturais, bem como tensões étnicas e religiosas de longa data.

Os países que compunham a ex-Iugoslávia.

Conflitos[editar | editar código-fonte]

As guerras civis iugoslavas podem ser divididas em dois grupos distintos de vários conflitos:

1. Guerra de Independência Eslovena (1991)

2. Guerra de Independência Croata (1991-1995)

3. Guerra da Bósnia (1992-1995)

  • Guerras em ocorridas em áreas povoadas por albaneses:

1. Guerra do Kosovo (1996-1999)

2. Conflito no Sul da Sérvia (2000-2001)

3. Conflito na Macedônia (2001)

  • Operações aéreas da OTAN contra a Sérvia:

1. Operação Força Deliberada (bombardeio sobre a República Srpska - 1995-1996)

2. Operação Força Aliada (bombardeio sobre a Iugoslávia - 1999)

Antecedentes[editar | editar código-fonte]

O presidente sérvio Slobodan Milošević com seu desejo inequívoco de defender a unidade dos sérvios, um status de ameaça de cada república rompendo com a federação, além de sua oposição às autoridades albanesas do Kosovo, inflamou ainda mais as tensões étnicas.

As tensões provinham da composição multiétnica do primeiro reino da Iugoslávia e da relativa supremacia demográfica e política dos sérvios. Estas tensões foram exploradas pelo Eixo Roma-Berlim-Tóquio na II Guerra Mundial, que estabeleceu um Estado fantoche contendo a maioria parte da Croácia e da Bósnia-Herzegovina. Foi posto no comando do Estado Independente da Croácia para uma organização fascista, a Ustashe, que conduziu uma política de genocídio contra civis sérvios no território. A milícia sérvia Chetniks retaliou contra os croatas. Ambos lutaram e foram derrotados pelo movimento de tendência comunista e anti-fascista, os Partisans Iugoslavos, composta por membros de todos os grupos na área, que resultou na formação da República Socialista Federativa da Iugoslávia.

No caso de áreas povoadas por albaneses, a principal causa foi o crescimento da população albanesa em áreas que anteriormente eram minoria. No caso do Kosovo, alguns sérvios interpretaram este crescimento da influência albanesa como uma perda de suas terras ancestrais.

As Novas Repúblicas e a Guerra Civil[editar | editar código-fonte]

Em janeiro de 1990, o Partido Comunista da Iugoslávia convoca um congresso em Belgrado, em que os membros do partido resolvem aceitar a instalação de um regime multi-partidário no país. Entretanto Milošević se recusa a permitir outras reformas e as delegações da Eslovênia e da Croácia se retiram do congresso, provocando a dissolução do partido. Em julho do mesmo ano, o Partido Comunista da Sérvia muda o seu nome para Partido Socialista da Sérvia, mas mantém o seu patrimônio, a sua estrutura de poder e o controle sobre a mídia estatal. Milošević também mantém firme controle sobre o partido e aumenta consideravelmente seus poderes.[7]

O Presidente croata Franjo Tuđman recusou-se a partição Croácia em linhas étnicas, o que revoltou os nacionalistas sérvios que quiseram permanecer em união com a Sérvia. E resultou na eclosão da violência e da guerra entre croatas e sérvios quando a Croácia declara independência, que terminou em limpeza étnica dos sérvios da Croácia.

Em maio de 1991, os sérvios impediram a posse do croata Stipe Mesic na presidência do país. Temiam que um presidente croata atendesse as reivindicações da Croácia e da Eslovênia, que pretendiam o estabelecimento de uma confederação de Estados soberanos. A Sérvia se opôs a esse plano; como reação, em junho de 1991, Eslovênia e Croácia declararam separadas da Iugoslávia. A decisão não foi aceita pelo governo central, dominado pelos sérvios, que ordenou um ataque contra a Croácia e a Eslovênia. Em seguida foi à vez dos muçulmanos, da Bósnia-Herzegovina se declarar independente. Desgostosos com a perda da cidadania iugoslava, os sérvios, liderados pelo presidente Milošević, entraram em guerra com seus vizinhos, temendo serem desalojados por eles das regiões que ocupavam, algumas delas desde o século XVII, arrastando toda a região para uma guerra intermitente.

Guerra de Independência da Eslovênia e Croácia[editar | editar código-fonte]

Na Eslovênia, a guerra foi curta (ficou conhecida como Guerra dos Dez Dias) e acusou a vitória dos separatistas, que assim garantiram sua independência.[8] Na Croácia, porém, os combates se prolongaram por mais seis meses, com bombardeios aéreos, ofensivas blindadas e disputas corpo a corpo, que causaram muita destruição e milhares de mortes. A independência da Eslovênia e da Croácia foi oficializada e setembro, mas nem tudo foi resolvido: a população sérvia que habita a Croácia (cerca de 12% da população total) não aceita plenamente a separação. Cerca de 25% do território croata é controlado por sérvios, com o apoio do exército iugoslavo até o final da Guerra da Bósnia (1995). Estabeleceram-se aí duas regiões autônomas, que ficaram sob a proteção das forças de paz da ONU. Estimulados por Milošević, em outubro de 1990, os sérvios da região de Krajina, iniciaram seu processo de autoproclamação, que culminou com a criação da República Sérvia de Krajina, oficialmente declarada em 28 de fevereiro de 1991. Em 12 de maio daquele ano, um referendo restrito aos sérvios Krajina decidiu pela independência do controle croata, mas dentro da República da Iugoslávia. Não houve reconhecimento internacional Tropas iugoslavas são enviadas à região. Logo depois, começaram os primeiros confrontos entre sérvios e croatas pela hegemonia da região. Os custos da guerra são altos. Cerca de 20 mil pessoas morrem no conflito e cerca de 400 mil ficam desabrigadas. As vitórias sérvias levam a ONU a impor sanções econômicas contra a Iugoslávia. Ao final da Guerra da Croácia, deu-se o grande êxodo dos sérvios da Krajina e da Eslavônia Oriental quando uns 600 mil deles foram expulsos de volta para a República da Sérvia.

Guerra da Bósnia (1992-1995)[editar | editar código-fonte]

O Presidente dos sérvios bósnios Radovan Karadžić que tinha uma agenda de perseguições agressivas para manter territórios sérvios de serem forçados a separar da Iugoslávia. Os exércitos sérvios bósnios seriam acusados de cometer um grande número de atrocidades como o genocídio do qual é acusado Karadžić

A desintegração da Iugoslávia continuou com a independência da Macedônia e da Bósnia-Herzegovina, em março de 1992. Somente em relação a independência da Macedônia (a mais pobre das repúblicas da Iugoslávia), a Servia não reagiu militarmente. Porém, na Bósnia, realizou-se um plebiscito sobre a independência. Os muçulmanos bósnios e os croatas que aí vivem votaram a favor, enquanto os sérvios boicotaram o plebiscito. Seguiu-se dessa forma, uma violenta e prolongada guerra civil, provocada pelos sérvios locais (31% da população), que não aceitavam a criação de um país dominado por bósnios muçulmanos (44% da população) e croatas (17%). Os sérvios-bósnios não aceitam a iniciativa, que significaria a frutração dos ideais da Grande Sérvia, eles perceberam que os muçulmanos seriam a etnia mais numerosa do novo país e se recusaram a aceitar esse fato. Proclamaram, então, a República Sérvia da Bósnia-Herzegovina (República Srpska) que seria uma parte da Iugoslávia, dominada pelos sérvios. Tal situação acabou gerando uma série de combates entre bósnios muçulmanos e bósnios ”sérvios”, estes apoiados pela Sérvia. A Europa, horrorizada, viu-se às voltas com as imagens de campos de concentração, de sítios às cidades, de bombardeios de artilharia, de tiros precisos dos francos atiradores, da morte a sangue frio da população civil. Tudo isso a fez lembrar a Segunda Guerra Mundial. A situação se agrava com a entrada da Croácia no conflito. No primeiro momento reivindica parte do território bósnio e, em uma segunda etapa, volta-se contra a Sérvia. Cresceu então entre os governos que compunham a OTAN o desejo de praticar algum tipo de intervenção armada, já que o boicote de venda de armas determinado pela ONU parecia não ter surtido nenhum efeito em diminuir a violência nos Bálcãs. Em meados de 1995, a Croácia retoma a iniciativa militar e recupera a maior parte do território ocupado pelos sérvios. Como resultado, mais de 200 mil servo-croatas se refugiam na Sérvia, ampliando os problemas econômicos do país, já sob sanções da ONU. Logo depois da vitória em seu próprio território, as forças croatas dão início a uma ofensiva contra os sérvios na Bósnia. Foi na Bósnia, em 1995, que se deram os primeiros bombardeios da OTAN (em geral aviões norte-americanos) contra os sérvios-bósnios para evitar que eles vencessem a coligação de croatas e muçulmanos apoiados pela Europa Ocidental. Isso leva Milošević a concordar em ir à mesa de negociação em Dayton e dar fim à guerra da Bósnia. Com as negociações, Milošević abandona o sonho de formação de uma Grande Sérvia e a ONU suspende parcialmente as sanções econômicas adotadas contra o país em 1991. Se por um lado o acordo assegurava a independência da Bósnia, por outro lado não evitava a divisão da ex-republica iugoslava em duas unidades autônomas: a Federação Muçulmano-Croata e a República Sérvia da Bósnia.[9]

República Federal da Iugoslávia (1992-2003)[editar | editar código-fonte]

A República Federal da Iugoslávia foi um estado formado pelas repúblicas da Sérvia e de Montenegro que existiu entre 1992 e 2003, quando foi reconstituído e renomeado para Sérvia e Montenegro. A federação surgiu da dissolução da República Socialista Federal da Iugoslávia, quando Croácia, Eslovênia, Bósnia e Herzegovina e a República da Macedônia se autodeclararam independentes.

Conflitos no leste e sul[editar | editar código-fonte]

No Kosovo, na República da Macedônia e na Sérvia, os conflitos foram caracterizados por tensões políticas e raciais entre os governos eslavos e minorias albanesas em busca de autonomia ou independência, como foi o caso do Kosovo.

O conflito no Kosovo entrou em erupção em uma guerra em grande escala em 1999, enquanto o conflito entre macedônios e os sérvios sulistas foi marcado por confrontos entre forças de segurança estatais e guerrilheiros de etnia albanesa. A guerra do Kosovo terminou com o bombardeio da OTAN contra a República Federal da Iugoslávia,[10] mesmo depois distúrbios generalizados no Kosovo ecloram em 2004. O conflito no sul da Sérvia e na República da Macedónia terminaram com tratados de paz internacionalmente fiscalizados entre os insurgentes e o governo, mas a situação permanece frágil em ambas as regiões.

Guerra do Kosovo (1998-1999)[editar | editar código-fonte]

O termo Guerra do Kosovo ou Conflito do Kosovo é usado para descrever duas sequenciais e, às vezes paralelos, conflitos armados no Kosovo. Desde o início de 1998[11] até 1999, a guerra entre o exército de República Federal da Iugoslávia e os guerrilheiros rebeldes albaneses do Kosovo. A partir de 24 de março de 1999 a 10 de junho de 1999 ,[12] a OTAN atacou a Iugoslávia, e militantes albaneses continuaram batalhas com as forças iugoslavas, no meio de um deslocamento maciço da população do Kosovo estimada em cerca de 1 milhão de pessoas.

Desde o final da guerra da Bósnia, aumenta a tensão entre os kosovares albaneses e os sérvios do Kosovo. Em janeiro de 1998, iniciam-se confrontos entre as forças sérvias e os guerrilheiros do Exército de Libertação do Kosovo (ELK). Os albaneses passam a fazer uma guerra de guerrilha visando à independência e a expulsão dos sérvios da região. Milošević nega-se a outorgar o direito de autonomia aos albaneses, suprimido em 1989, e intervêm na província visando a repressão do terrorismo albanês. A OTAN, a União Europeia e os Estados Unidos, alegam que os albaneses estão sendo vítimas de uma limpeza étnica e condenam a repressão dos kosovares albaneses.

Em maio do mesmo ano, quando a guerrilha já controla cerca de 40% do país, Milošević concorda em negociar com os kosovares. No ano seguinte, Estados Unidos e União Europeia forçam os dois lados a retomar negociações na Conferência de Rambouillet. A Iugoslávia rejeita a proposta de maior autonomia para a província seguida pelo envio de uma força de paz internacional.

Com o impasse, a OTAN bombardeia a Iugoslávia - sem consultar a ONU ou qualquer outro organismo internacional - durante 78 dias. Ao todo, cerca de 18 000 pessoas morreram no conflito enquanto 1 milhão de albaneses fugiram para países vizinhos, como Albânia, Macedônia e Montenegro.[13] Milošević decide retirar suas tropas da província, mas não admite a derrota. Uma força de paz é enviada para o Kosovo, que passa a ser administrado de facto pela ONU.[14]

A guerra do Kosovo foi acreditada a ser a primeira guerra humanitária.[15] Foi o centro das manchetes por meses, e ganhou uma enorme quantidade de cobertura e atenção da comunidade internacional e da mídia. Kosovo e o bombardeio da Iugoslávia foi também uma guerra muito controversa e continua sendo um tema controverso, e desde o fim da guerra, o país continua a ser o território mais disputado na Europa.[16]

Queda e Prisão de Milošević[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 2000, o presidente Slobodan Milošević convocou eleições, nesse momento o país sofria com as sanções impostas pelo ocidente, e milhares de sérvios estavam vivendo em pobreza absoluta. Quando Milošević se recusou a reconhecer a vitória do líder da oposição, Vojislav Kostunica, centenas de milhares de pessoas saíram às ruas das grandes cidades iugoslavas em protesto e uma greve geral chegou a paralisar o país. A era do regime autoritário de Slobodan Milošević terminou quando milhares de iugoslavos invadiram o parlamento, em Belgrado.[17] Milošević é afastado do poder e no dia 05 de outubro de 2000, o novo presidente, Vojislav Kostunica declara a libertação do país em discurso para meio milhão de pessoas reunidas no centro de Belgrado.[18]

Em janeiro de 2001, são restabelecidas as relações da Sérvia com a Albânia e em abril o ex-presidente Slobodan Milošević é preso, acusado de corrupção e abuso de poder. O presidente norte-americano George W. Bush impõe a extradição de Milošević para o Tribunal de Haia, como condição para a liberação de ajuda financeira para a reconstrução da Sérvia. Horas depois da autorização para a extradição, no dia 28 de junho, os Estados Unidos, a União Europeia e o Banco Mundial se comprometem a dar 1280 milhões de dólares para a Sérvia.

República Sérvia e Montenegro (2003-2006)[editar | editar código-fonte]

Em 2002, a Sérvia e o Montenegro assinaram um novo acordo no tocante à cooperação dentro da federação. No ano seguinte, com o patrocínio da União Europeia, a Iugoslávia desapareceu formalmente dos mapas e deu lugar a uma nova entidade chamada Sérvia e Montenegro, com o projeto de o Montenegro realizar um referendo sobre a independência até 2006.[19] Cujo resultado foi que o povo de Montenegro votou pela saída do país da federação em 21 de maio de 2006. A vitória foi apertada, com 55,5% dos votos, apenas 0,5 pontos percentuais a mais do necessário para a decisão do referendo e reconhecimento da independência por parte da União Europeia.

Em 3 junho de 2006, Montenegro declarou oficialmente a sua independência, com a Sérvia seguindo o fato dois dias mais tarde, efetivamente dissolvendo o último vestígio da antiga Iugoslávia.[20]

Independência do Kosovo (2008)[editar | editar código-fonte]

Após anos de negociações, Kosovo declara independência com apoio dos EUA e da UE. Isto veio na ocasião quando o aniversário de dez anos da Guerra de Kosovo estava aproximando (com o aniversário de cinco anos ser marcado por desassossego violento); o presidente dos EUA George W. Bush estava no seu último ano em poder e não era capaz buscar reeleição; e duas nações que previamente tinham se separado da Iugoslávia estavam em posições políticas importantes (Eslovênia que preside sobre a UE e Croácia uma sócia eleita do Conselho de Segurança da ONU). A proclamação foi informada ter sido adiada até depois da eleição presidencial sérvia de 2008, realizada em 20 de janeiro e em 3 de fevereiro. Kosovo era um importante tópico para as campanhas eleitorais. Entretanto, Rússia, República Popular da China e Sérvia se opõem ao reconhecimento internacional da independência Estado do Kosovo, que seria declarado definitivamente nesta data junto à ONU. Os russos sempre se opuseram aos movimentos separatistas do Kosovo.[21]

A situação permanece ainda em impasse, uma vez que a maioria dos Estados-membros das Nações Unidas ainda não reconheceram a independência de Kosovo, e a ONU encarregou a Regra da União Europeia da Missão de Lei em Kosovo para assegurar a continuação de presença civil internacional em Kosovo.[22] [23]

Referências

  1. [1]
  2. [2]
  3. www.icty.org/
  4. "Transitional Justice in the Former Yugoslavia", International Center for Transitional Justice. Página visitada em 8 de setembro de 2009.
  5. Transitional Justice in the Former Yugoslavia
  6. [3]
  7. [4]
  8. [5]
  9. [6]
  10. El Mundo. Yeltsin amenaza con la Tercera Guerra Mundial si la OTAN invade Yugoslavia (em español). Visitado em 21 de diciembre de 2009.
  11. Kosovo war chronology Human Rights Watch.
  12. Operation Allied Force NATO.
  13. [7]
  14. [8]
  15. Erro: campo title é obrigatório.
  16. [9]
  17. [10]
  18. [11]
  19. [12]
  20. [13]
  21. [14]
  22. [15]
  23. [16]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]