Richard Feynman

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Richard Feynman Medalha Nobel
Física
Nacionalidade Estadunidense
Residência  Estados Unidos
Nascimento 11 de maio de 1918
Local Far Rockaway, Queens, New York
Morte 15 de fevereiro de 1988 (69 anos)
Local Los Angeles
Atividade
Campo(s) Física
Instituições Projeto Manhattan, Universidade Cornell, Instituto de Tecnologia da Califórnia
Alma mater Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Universidade de Princeton
Tese 1942: The Principle of Least Action in Quantum Mechanics
Orientador(es) John Archibald Wheeler[1]
Orientado(s) Albert Hibbs, George Zweig, Giovanni Rossi Lomanitz, Thomas Curtright
Conhecido(a) por Diagramas de Feynman, ponto de Feynman, fórmula de Feynman–Kac, aspersor de Feynman, teorema de Hellmann–Feynman, parametrização de Feynman
Prêmio(s) Prêmio Albert Einstein (1954), Prêmio Ernest Orlando Lawrence (1962), Nobel prize medal.svg Nobel de Física (1965), Medalha Oersted (1972), Medalha Nacional de Ciências (1979)
Assinatura
Feyn.jpg

Richard Philips Feynman (Nova Iorque, 11 de maio de 1918Los Angeles, 15 de fevereiro de 1988) foi um renomado físico norte-americano do século XX, um dos pioneiros da eletrodinâmica quântica, e Nobel de Física de 1965.

Biografia[editar | editar código-fonte]

Nasceu em Nova Iorque e cresceu em Far Rockaway. Desde criança demonstrava facilidade com ciências e matemática. Cursou física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts onde, graças a John Clarke Slater, Julius Adams Stratton e Philip McCord Morse, além de outros professores, era devidamente conceituado.

Na graduação, em colaboração com Manuel Sandoval Vallarta, publicou um artigo sobre os raios cósmicos. Outro artigo foi publicado no mesmo ano, creditado somente a Feynman, versando sobre forças moleculares.

Adicionalmente a seus trabalhos sobre física teórica, Feynman foi pioneiro na área de computação quântica, introduzindo o conceito de nanotecnologia, no encontro anual da Sociedade Americana de Física, em 29 de dezembro de 1959, em sua palestra sobre o controle e manipulação da matéria em escala atômica. Defendeu a hipótese de que não existe qualquer obstáculo teórico à construção de pequenos dispositivos compostos por elementos muito pequenos, no limite atômico, nem mesmo o princípio da incerteza.

Pós graduado no Instituto de Estudos Avançados de Princeton, do qual participou Albert Einstein. Lá, fica sob a supervisão de John Archibald Wheeler, com o qual cria uma teoria de eletrodinâmica clássica equivalente às equações de Maxwell. No seu trabalho, desenvolve a eletrodinâmica quântica, onde utiliza o método da integral de caminho. Participa também do projeto Manhattan.

Torna-se professor da Universidade de Cornell e em seguida do Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech), onde atuou como professor por 35 anos e ministrou 34 cursos, sendo 25 deles cursos de pós graduação avançados, os demais cursos eram, basicamente, introdutórios de pós graduação, salvo o curso de iniciação à física ministrado para alunos dos 1° e 2° anos durante os anos de 1961-1962 e 1962-1963, cursos que originaram uma de suas mais conceituadas obras, o Feynman Lectures on Physics publicado originalmente em 1963. Dois anos depois, em 1965, Feynman recebeu o Nobel de Física por seu trabalho na eletrodinâmica quântica. Além disso, concebeu a ideia de computação quântica e chefiou a polêmica comissão que investigara o acidente do ônibus espacial Challenger, ocorrida em 28 de janeiro de 1986.

Contribuições à Física[editar | editar código-fonte]

A maior contribuição de Feynman à Física foi o desenvolvimento da eletrodinâmica quântica, a qual foi desenvolvida paralelamente por Julian Schwinger e Sin-Itiro Tomonaga. Nela, utiliza o método da integral de caminho.

Na década de 1950, Feynman trabalha na teoria das interações fracas, e nos anos 1960, ele trabalhou na teoria das interações fortes.

Também trabalhou na superfluidez do hélio líquido.

Experiência no Brasil[editar | editar código-fonte]

No começo da década de 1950, Feynman se interessa pela América do Sul e foi lecionar como convidado de Jayme Tiomno no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas no Rio de Janeiro. Entre 1951 e 1952, Feynman passou vários meses no Brasil e sua estada é relatada no capítulo "O americano, outra vez!" do seu Livro “O senhor está brincando, Sr. Feynman!”. Entre outros assuntos descreve sua divertida experiência com o povo brasileiro, com a língua portuguesa e com a música (percussão e samba). No final do capítulo se utilizou da experiência que teve com seus alunos e suas falhas durante o aprendizado para fazer uma crítica ao método de aprendizado por meio da memorização mecânica em vez de usar o raciocínio.

Cultura popular[editar | editar código-fonte]

No filme para TV da BBC Ônibus Espacial Challenger,ele foi interpretado por William Hurt [2]

Leitura[editar | editar código-fonte]

  • Livro: "O senhor está brincando, Sr. Feynman!"; Richard P. Feynman; tradução do original em inglês, "Surely You're Joking, Mr. Feynman!", publicado no Brasil pela Editora Elsevier; Rio de Janeiro; 2006.
  • Livro: "O Arco-iris de Feynman"; Leonard Mlodinow, publicado no Brasil pela Editora Sextante; 2005
  • Livro: "Física em 12 Lições : Fáceis e Não tão Fáceis"; Richard P. Feynman.
em Portugal, escritos por Richard Feynman
  • Livro: "O que é uma lei física?", Gradiva.
  • Livro: "Uma tarde com o senhor Feynman", Gradiva.
  • Livro: "O prazer da descoberta", Gradiva.
  • Livro: "O Significado de Tudo", Gradiva.
  • Livro: "QED", Gradiva.
  • Livro: "Nem sempre a brincar, Sr. Feynman", Gradiva.
  • Livro: "Deve estar a brincar, Sr. Feynman!", Gradiva.

Referências

  1. Richard Feynman em Mathematics Genealogy Project
  2. www.imdb.com/title/tt2421662/

Ver também[editar | editar código-fonte]

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Charles Hard Townes, Nicolay Gennadiyevich Basov e Aleksandr Mikhailovich Prokhorov
Nobel de Física
1965
com Shin'ichiro Tomonaga e Julian Schwinger
Sucedido por
Alfred Kastler


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