Richard Feynman

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Ir para: navegação, pesquisa
Richard Feynman Medalha Nobel
Física
Richard Feynman ID badge.png

Feynman em Los Alamos, na década de 1940
Nacionalidade Estados Unidos Estadunidense
Residência  Estados Unidos
Nascimento 11 de maio de 1918
Local Far Rockaway, Queens, New York
Falecimento 15 de fevereiro de 1988 (69 anos)
Local Los Angeles
Actividade
Campo(s) Física
Instituições Projeto Manhattan, Universidade Cornell, Instituto de Tecnologia da Califórnia
Alma mater Instituto de Tecnologia de Massachusetts, Universidade de Princeton
Orientador(es) John Archibald Wheeler
Orientado(s) Albert Hibbs, George Zweig, Giovanni Rossi Lomanitz, Thomas Curtright
Conhecido(a) por Diagramas de Feynman, ponto de Feynman, fórmula de Feynman–Kac, aspersor de Feynman, teorema de Hellmann–Feynman, parametrização de Feynman
Prêmio(s) Prêmio Albert Einstein (1954), Prêmio Ernest Orlando Lawrence (1962), Nobel prize medal.svg Nobel de Física (1965), Medalha Oersted (1972), Medalha Nacional de Ciências (1979)
Assinatura
Feyn.jpg

Richard Philips Feynman (Nova Iorque, 11 de maio de 1918Los Angeles, 15 de fevereiro de 1988) foi um renomado físico estadunidense do século XX, um dos pioneiros da eletrodinâmica quântica.

Índice

[editar] Biografia

Nasceu em Nova York e cresceu em Far Rockaway. Desde criança demonstrava facilidade com ciências e matemática. Cursou física no Instituto de Tecnologia de Massachusetts onde, graças a John Slater, Julius Stratton e Philip Morse, além de outros professores, era devidamente conceituado.

Na graduação, em colaboração com Vallarta, publicou um artigo sobre os raios cósmicos. Outro artigo foi publicado no mesmo ano, creditado somente a Feynman, versando sobre forças moleculares.

Adicionalmente a seus trabalhos sobre física teórica, Feynman foi pioneiro na área de computação quântica, introduzindo o conceito de nanotecnologia, no encontro anual da Sociedade Americana de Física, em 29 de dezembro de 1959, em sua palestra sobre o controle e manipulação da matéria em escala atômica. Defendeu a hipótese de que não existe qualquer obstáculo teórico à construção de pequenos dispositivos compostos por elementos muito pequenos, no limite atômico, nem mesmo o princípio da incerteza.

Pós graduado em Princeton, sede do Instituto de Estudos Avançados, do qual participou Albert Einstein. Lá, fica sob a supervisão de Wheeler, com o qual cria uma teoria de eletrodinâmica clássica equivalente às equações de Maxwell. No seu trabalho, desenvolve a eletrodinâmica quântica, onde utiliza o método das integrais de caminho. Participa também do projeto Manhattan.

Torna-se professor da Universidade de Cornell e em seguida do Caltech (Califórnia, USA) onde atuou como professor por 35 anos e ministrou 34 cursos, sendo 25 deles cursos de pós graduação avançados, os demais cursos eram, basicamente, introdutórios de pós graduação, salvo o curso de iniciação à física ministrado para alunos dos 1° e 2° anos durante os anos de 1961-1962 e 1962-1963, cursos que originaram uma de suas mais conceituadas obras, o Feynman Lectures on Physics publicado, originalmente, em 1963. Dois anos depois, em 1965, Feynman recebeu o Nobel de Física por seu trabalho na eletrodinâmica quântica. Concebeu, ainda, a idéia da computação quântica, e chefiou a comissão que estudou o acidente do ônibus espacial Challenger em 1986.

[editar] Contribuições à Física

A maior contribuição de Feynman à Física foi o desenvolvimento da eletrodinâmica quântica, a qual foi desenvolvida paralelamente por Julian Schwinger e Sin-Itiro Tomonaga. Nela, utiliza o método das integrais de caminho.

Na década de 1950, Feynman trabalha na teoria das interações fracas, e nos anos 1960, ele trabalhou na teoria das interações fortes.

Também trabalhou na superfluidez do hélio líquido.

[editar] Experiência no Brasil

No começo da década de 50, Feynman se interessa pela América do Sul e acaba indo lecionar como convidado de Jayme Tiomno no Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas no Rio. Entre 1951 e 1952, Feynman passa vários meses no Brasil e sua estada é relatada no capítulo "O americano, outra vez!" do seu Livro “O senhor está brincando, Sr. Feynman!”. Entre outros assuntos ele descreve sua divertida experiência com o povo brasileiro, com a língua portuguesa e com a música (percussão e samba). No final do capítulo ele se utiliza da experiência que teve com seus alunos e suas falhas durante o aprendizado para fazer uma crítica ao método de aprendizado por meio da memorização mecânica em vez de usar o raciocínio.

[editar] Leitura

  • Livro: "O senhor está brincando, Sr. Feynman!"; Richard P. Feynman; tradução do original em inglês, "Surely You're Joking, Mr. Feynman!", publicado no Brasil pela Editora Elsevier; Rio de Janeiro; 2006.
  • Livro: "O Arco-iris de Feynman"; Leonard Mlodinow, publicado no Brasil pela Editora Sextante; 2005
  • Livro: "Física em 12 Lições : Fáceis e Não tão Fáceis"; Richard P. Feynman.
em Portugal, escritos por Richard Feynman
  • Livro: "O que é uma lei física?", Gradiva.
  • Livro: "Uma tarde com o senhor Feynman", Gradiva.
  • Livro: "O prazer da descoberta", Gradiva.
  • Livro: "O Significado de Tudo", Gradiva.
  • Livro: "QED", Gradiva.
  • Livro: "Nem sempre a brincar, Sr. Feynman", Gradiva.
  • Livro: "Deve estar a brincar, Sr. Feynman!", Gradiva.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas


Precedido por
Charles Hard Townes, Nicolay Gennadiyevich Basov e Aleksandr Mikhailovich Prokhorov
Nobel de Física
1965
com Shin'ichiro Tomonaga e Julian Schwinger
Sucedido por
Alfred Kastler


Outros projetos Wikimedia também contêm material sobre este tema:
Wikiquote Citações no Wikiquote
Commons Imagens e media no Commons

Ferramentas pessoais
Espaços nominais
Variantes
Ações
Navegação
Colaboração
Imprimir/exportar
Ferramentas
Noutras línguas