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Diferenças entre edições de "Maia"

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Os irmãos [[Soeiro Mendes da Maia]], [[Gonçalo Mendes da Maia]] e [[Paio Mendes, arcebispo de Braga|D. Paio Mendes da Maia]] tiveram um papel marcante no processo de independência de Portugal. [[Afonso I de Portugal|D. Afonso Henriques]], enquanto jovem, ter-se-á mantido no convívio e na familiaridade dos Mendes da Maia. O facto de [[Paio Mendes, arcebispo de Braga|Paio Mendes da Maia]] ocupar o cargo de arcebispo de [[Arquidiocese de Braga|Braga]] a partir de 1118 constituía um passo importante na pressão sobre a regência de [[Teresa de Leão|D. Teresa]].
 
Em 27 de maio de 1128, foi assinado o documento em que [[Afonso I de Portugal|D. Afonso Henriques]] concedia a [[Paio Mendes, arcebispo de Braga|D. Paio Mendes]] o direito a várias vilas e lugares, isenções e privilégios logo que obtivesse o governo de Portugal, aumentando o atrito entre o Infante e [[Teresa de Leão|D. Teresa]]. Em 24 de junho desse ano, quase um mês depois, travou-se a histórica [[batalha de S. Mamede]], de um lado o exército do [[Afonso I de Portugal|Infante]] e do [[Paio Mendes, arcebispo de Braga|Arcebispo]], comandados por [[Gonçalo Mendes da Maia]], "O Lidador", e o exército de [[Teresa de Leão|D. Teresa]] e o [[Fernão Peres de Trava|Conde Fernão de Trava]]. A vitória dos apoiantes de [[Afonso I de Portugal|D. Afonso Henriques]] levou à expulsão de [[Teresa de Leão|D. Teresa]], à criação do [[Reino de Portugal]] e à coroação do Rei [[Afonso I de Portugal|D. Afonso I]].<ref name=":1">{{Citar web|url=http://cultura.maiadigital.pt/estorias-e-memorias/estorias/brevissima-historia-da-maia|titulo=Brevíssima História da Maia — Maia Cultura|acessodata=2017-04-09|obra=cultura.maiadigital.pt|lingua=pt|arquivourl=https://web.archive.org/web/20170409111315/http://cultura.maiadigital.pt/estorias-e-memorias/estorias/brevissima-historia-da-maia|arquivodata=2017-04-09|urlmorta=yes}}</ref>
 
[[Paio Soares da Maia]], filho de [[Soeiro Mendes da Maia]], foi Alcaide de Montemor e da Maia e Alferes de [[Teresa de Leão]].
Em 1733, o pároco [[Luís de Oliveira Alvim]] descreve o ambiente de grande festa e animação, bem como a minuciosa preparação da [[procissão]], indício de que este culto seria muito anterior à data devido à importância que lhe era concedida. Na realidade, a Maia deverá ter sido um dos primeiros sítios em Portugal em que se realizaram festas e romarias a [[Nossa Senhora do Bom Despacho]] (1670).
 
Em 1952, escreveu [[Álvaro do Céu Oliveira]] no ''[[Almanaque da Maia]]'' que acorriam naquela altura milhares de pessoas, particularmente [[Póvoa de Varzim|poveiros]], para agradecer e invocar a proteção de [[Nossa Senhora do Bom Despacho]]. Descreve ainda a atmosfera festiva promovida pela presença popular acompanhada de dança, pelos concertos de conceituadas bandas do Norte do país e pelas várias barracas de diversões.<ref>{{Citar web|url=http://cultura.maiadigital.pt/estorias-e-memorias/estorias/romaria-a-nossa-senhora-do-bom-despacho|titulo=Romaria a Nossa Senhora do Bom Despacho — Maia Cultura|acessodata=2017-04-09|obra=cultura.maiadigital.pt|lingua=pt|arquivourl=https://web.archive.org/web/20170410132830/http://cultura.maiadigital.pt/estorias-e-memorias/estorias/romaria-a-nossa-senhora-do-bom-despacho|arquivodata=2017-04-10|urlmorta=yes}}</ref> Atualmente, a festa processa-se de uma forma semelhante à descrita anteriormente, com particular ênfase sobre a missa e a procissão mariana do domingo.
 
=== Festa do Santo Ovídio ou Feira das Cebolas ===
 
=== Reiseiros da Maia ===
Além das [[Janeiras]], outra manifestação pública do fervor religioso de tempos passados tinha lugar na Maia. Por toda a região de [[Entre Douro e Minho]], bem como na margem sul do [[Rio Douro|Douro]], eram largamente conhecidos os [[Reiseiros da Maia]], um grupo amador de atores que representavam de terra em terra o nascimento, vida e morte de [[Cristo]] durante a [[Natal|época natalícia]].<ref>{{Citar web|url=http://cultura.maiadigital.pt/estorias-e-memorias/estorias/a-maia-e-a-gastronomia|titulo=A Maia e a Gastronomia — Maia Cultura|acessodata=2017-04-09|obra=cultura.maiadigital.pt|lingua=pt|arquivourl=https://web.archive.org/web/20170410132903/http://cultura.maiadigital.pt/estorias-e-memorias/estorias/a-maia-e-a-gastronomia|arquivodata=2017-04-10|urlmorta=yes}}</ref> Além disso, geralmente os papéis eram representados pelas mesmas pessoas ao longo dos anos, ou passados a pessoas da família, sendo que por vezes os membros de uma determinada família passavam a ser conhecidos pelo nome das personagens que representavam.<ref>{{Citar web|url=http://www.folclore-online.com/textos/carlos_gomes/janeiras_reisadas.html|titulo=Textos e Opiniões: Janeiras e Reisadas|acessodata=2017-04-09|obra=www.folclore-online.com}}</ref>
 
Apesar da sua popularidade, deixou-se de observar este tipo de autos em meados do [[século XX]]. Ainda assim, o seu legado sobreviveu e as suas peças foram posteriormente representadas por um grupo teatral amador homónimo que representaria pelas Terras da Maia. O facto de ser um grupo amador levou assim ao acontecimento e posterior divulgação de diversas gaffes, uma das quais particularmente hilariante.
Pensa-se que a águia dourada fosse o emblema da família dos [[Mendes da Maia]], exaltando os valores e feitos guerreiros de [[Gonçalo Mendes da Maia]], significando valentia, bravura e vitória. As espigas de trigo representam a fertilidade das Terras da Maia e as cruzes da [[Ordem dos Templários|Ordem do Templo]] e da [[Ordem Soberana e Militar de Malta|Ordem de Malta]] evocam a importância e a ação que estas ordens militares tiveram no território maiato. As faixas ondadas de azul e prata representam os rios [[Rio Leça|Leça]], [[Ribeira de Almorode|Almorode]], e todos os cursos de água abundantes na Terra da Maia, que contribuem para a sua fertilidade e servem os propósitos de comunicação e geração de força motriz para as mós dos moinhos.
 
A heráldica do município foi em 2009 atualizada. Onde se lia “Concelho da Maia” pode-se agora ler “Município da Maia”, e a bandeira era [[Partições do campo (heráldica)|esquartelada]] em vez de [[Partições do campo (heráldica)|gironada]].<ref>{{Citar web|url=http://www.cm-maia.pt/index.php/camara/coluna-2-camera/heraldica-do-municipio|titulo=Heráldica do Municipio|acessodata=2017-04-10|obra=www.cm-maia.pt|ultimo=User|primeiro=Super|lingua=pt-pt|arquivourl=https://web.archive.org/web/20170426064944/http://www.cm-maia.pt/index.php/camara/coluna-2-camera/heraldica-do-municipio|arquivodata=2017-04-26|urlmorta=yes}}</ref>
 
== Economia ==
A [[agricultura]] sempre teve um papel importante na cultura da Maia. O concelho foi em tempos lugar de grande produção agrícola, abastecendo a cidade do Porto e arredores com os produtos das suas terras. Aliás, a Maia, ainda na altura designada de ''Barreiros'', era conhecida como o “celeiro do Porto”. A produção agrícola atual da Maia é dominada pelo cultivo de [[Forragem animal|forragem]] destinada à alimentação de [[bovinos]], e pelo cultivo de [[Cereal|cereais]] como o [[trigo]], a [[aveia]] e o [[milho]], recorrentemente presentes na heráldica das freguesias. A [[viticultura]] também se encontra presente, realizando-se em pequenas zonas, geralmente limites de campos, com estruturas adequadas ao suporte da [[vinha]], ou mesmo em propriedades exclusivamente dedicadas a esse negócio que se tornam cada vez mais frequentes.
 
As populações e os topónimos de várias freguesias foram consideravelmente influenciados pelas atividades económicas subordinadas à [[silvicultura]]. [[Vila Nova da Telha]] era conhecida como a terra das “pinheireiras”, mulheres que tinham a apanha da [[pinha]] por modo de vida.<ref>{{Citar web|url=http://juntavilanovadatelha.pt/paginas/historia/|titulo=Junta de Freguesia - História|acessodata=2017-04-10|obra=juntavilanovadatelha.pt|ultimo=Marketing|primeiro=H2.3 Web|lingua=en}}</ref> As freguesias mais a nascente, particularmente [[Silva Escura (Maia)|Silva Escura]]<ref>{{Citar web|url=http://www.freguesias.pt/portal/heraldica_freguesia.php?cod=130614|titulo=.:: Junta de Freguesia de Nogueira e Silva Escura ::.|acessodata=2017-04-10|obra=www.freguesias.pt|ultimo=Freguesias.PT|primeiro=Desenvolvido por Portal das Freguesias -|arquivourl=https://web.archive.org/web/20170411135134/http://www.freguesias.pt/portal/heraldica_freguesia.php?cod=130614|arquivodata=2017-04-11|urlmorta=yes}}</ref> e [[Nogueira (Maia)|Nogueira]]<ref>{{Citar web|url=http://www.freguesias.pt/portal/apresentacao_freguesia.php?cod=130610|titulo=.:: Junta de Freguesia de Nogueira - Maia ::.|acessodata=2017-04-10|obra=www.freguesias.pt|ultimo=FREGUESIAS.PT|primeiro=Desenvolvido por|arquivourl=https://web.archive.org/web/20170411055405/http://www.freguesias.pt/portal/apresentacao_freguesia.php?cod=130610|arquivodata=2017-04-11|urlmorta=yes}}</ref>, são especialmente conhecidas pela produção de [[Fruta seca|frutos secos]], como a [[castanha]] e a [[noz]].
 
Atualmente, na área da [[silvicultura]], domina a exploração económica, ainda que reduzida, do [[pinheiro]] e do [[Eucalyptus|eucalipto]]. Apesar de ter importância económica bastante reduzida, o [[Eucalyptus|eucalipto]] abunda no concelho, particularmente a norte e este,<ref>{{Citar web|url=http://ambiente.maiadigital.pt/ambiente/solo/mais-informacao-1/sobre-os-usos-do-solo-na-maia/|titulo=Sobre os usos do solo na Maia… — Portal do ambiente|acessodata=2017-04-10|obra=ambiente.maiadigital.pt|lingua=pt}}</ref> como [[espécie invasora]], responsável pela redução acentuada da biodiversidade na Maia.
 
== Gestão de resíduos ==
A [[Maiambiente|Maiambiente E.M.]] é a entidade municipal encarregue da remoção dos resíduos sólidos urbanos, limpeza urbana e recolha a pedido de outros tipos de resíduos.<ref>[http://www.maiambiente.pt/ArtigoDisplay.aspx?ID=3&PagTitle=Quem%20Somos Maiambiente - Quem somos] {{Wayback|url=http://www.maiambiente.pt/ArtigoDisplay.aspx?ID=3&PagTitle=Quem%20Somos |date=20090521120101 }}. Consultado a 17 de maio de 2017.</ref> A Maiambiente administra 5 [[Ecocentro|ecocentros]] (Águas Santas, Folgosa, Moreira, Nogueira e Santa Maria de Avioso)<ref>[http://www.maiambiente.pt/Contacto.aspx Maiambiente - Contacto] {{Wayback|url=http://www.maiambiente.pt/Contacto.aspx |date=20180111060151 }}. Consultado 17 de maio de 2017.</ref> e dezenas de [[Ecoponto|ecopontos]], [[Oleão|oleões]] e contentores de roupa.
 
Os SMEAS – Serviços Municipalizados de Eletricidade, Água e Saneamento da Maia são responsáveis pela distribuição de energia elétrica e água potável canalizada, e drenagem e tratamento de [[águas residuais]]. A parte de população servida por sistemas públicos de [[Rede de abastecimento de água|abastecimento de águas]] e de drenagem de [[águas residuais]] era de 98% em 2001, tendo atingido a totalidade da população em 2009 (Pordata).<ref>{{Citar web|url=http://www.pordata.pt/Municipios/Popula%C3%A7%C3%A3o+servida+por+sistemas+p%C3%BAblicos+de+abastecimento+de+%C3%A1gua+(percentagem)+(1995+2009)-4|titulo=PORDATA - População servida por sistemas públicos de abastecimento de água (%) (1995-2009) - Municípios|acessodata=2017-05-17|obra=www.pordata.pt}}</ref><ref>{{Citar web|url=http://www.pordata.pt/Municipios/Popula%C3%A7%C3%A3o+servida+por+sistemas+de+drenagem+de+%C3%A1guas+residuais+(percentagem)+(1995+2009)-5|titulo=PORDATA - População servida por sistemas de drenagem de águas residuais (%) (1995-2009) - Municípios|acessodata=2017-05-17|obra=www.pordata.pt}}</ref> Além disso, os SMEAS administram três [[Estação de tratamento de águas residuais|ETAR]] ([[ETAR de Parada|Parada]], [[ETAR de Cambados|Cambados]] e [[ETAR de Moreira (Maia)|Moreira]]), com uma capacidade instalada total de tratamento de 46.000m3 por dia, e um caudal atualmente tratado de 22.000m3 por dia. Assim, 86% da população é servida pelas ETAR, e a Maia é capaz de tratar uma parte maior das águas residuais produzidas do que a média portuguesa (Pordata, 2009).<ref>{{Citar web|url=http://www.pordata.pt/Municipios/Popula%C3%A7%C3%A3o+servida+por+esta%C3%A7%C3%B5es+de+tratamento+de+%C3%A1guas+residuais+(ETAR)+(percentagem)+(1995+2009)-7|titulo=PORDATA - População servida por estações de tratamento de águas residuais (ETAR) (%) (1995-2009) - Municípios|acessodata=2017-05-17|obra=www.pordata.pt}}</ref>
 
Atualmente, em parceria com a [[LIPOR]], a [[Maiambiente]] desenvolve vários projetos de preservação ambiental como a recolha a pedido de eletrodomésticos e objetos volumosos, a recolha seletiva de roupa e calçado e a recolha seletiva de óleos usados, a sensibilização para a preservação do [[rio Leça]] e seus afluentes, bem como o projeto de "Separação dentro de Portas", conhecido também por "Ecoponto em Casa", através da distribuição de contentores de lixo identificados por cores para separação dos resíduos domésticos e recolha seletiva,<ref>[http://www.maiambiente.pt/Projecto.aspx?PagTitle=Servi%C3%A7os%20/%20Projectos Maiambiente - Projectos]{{Ligação inativa|1={{subst:DATA}} }}. Acedido 17 de maio de 2017.</ref> um caso ainda raro de promoção ambiental em Portugal. Em resultado destes projetos, 27,5% dos resíduos produzidos na Maia são recolhidos por recolha seletiva (2017).<ref>[http://portal.lipor.pt:7777/pls/apex/f?p=2020:1:::::: Painel de Controlo - LIPOR]. Consultado 17 de maio de 2017</ref>
 
A [[LIPOR]] opera na Maia, mais propriamente em [[Moreira (Maia)|Moreira]], uma das duas únicas [[Incineração|centrais de valorização energética]] (central de incineração) de Portugal. A [[Central de Valorização Energética da LIPOR]] tem uma capacidade anual de 380.000ton e potência instalada de 25MW, suficiente para o abastecimento de 150.000 habitantes, superior à população maiata. As escórias resultantes da atividade da Central de Valorização Energética da LIPOR, bem como os resíduos que não podem ser incinerados na instalação, são destinados a confinamento técnico no [[aterro sanitário da Maia]], mesmo ao lado da central. O aterro sanitário tem uma capacidade de confinamento de 930.000ton, com um prazo de utilização estimado até 2019.<ref>[http://www.lipor.pt/pt/residuos-urbanos/confinamento-tecnico/descricao-unidade/ Confinamento técnico - Descrição unidade (LIPOR)]. Consultado 17 de maio de 2017</ref><ref>[http://www.lipor.pt/pt/residuos-urbanos/valorizacao-energetica/descricao-unidade/ Central de Valorização Energética - Descrição unidade (LIPOR)]. Consultado 17 de maio de 2017.</ref>
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