Rua Direita (São Paulo)

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Rua Direita é uma via importante localizada na região da , no centro da cidade de São Paulo, capital do Estado de São Paulo, Brasil. Tem início na Praça da Sé e término na Rua São Bento. Forma em conjunto com a rua Quinze de Novembro e a rua São Bento, o histórico triângulo do centro da cidade.[1] Faz esquina com a rua José Bonifácio, o Largo da Misericórdia e a rua Quintino Bocaiuva.

Origem[editar | editar código-fonte]

Delineou-se sem nenhum planejamento, por força da necessidade. Do Pátio do Colégio, berço de São Paulo, seguindo-se pela Igreja da Misericórdia, e após, a Igreja de Santo Antônio. Dali precipitava-se para o Vale do Anhangabaú, subia-se no que futuramente seria a Ladeira do Piques: rua Quirino de Andrade, e então o caminho de Pinheiros, atual Rua da Consolação. Entrava-se no sertão.

Por estar no primeiro trecho no planalto, e não por ser absolutamente reto é que a rua ganhou o nome de 'Direita'. Inicialmente, "Direita de Santo Antonio". Também "Direita da Misericórdia", sendo os templos religiosos as referências.

Foram seus moradores ilustres, o Barão de Iguape(Antônio da Silva Prado), o Barão do Tietê(José Manoel da Silva), e ainda o senador Nicolau de Campos Vergueiro.

O Edifício Guinle, situado na rua, é considerado o 1º arranha-céu de São Paulo, com 7 andares, sendo o precursor da verticalização na cidade, construido entre os anos de 1913 a 1916, de autoria do arquiteto Hipólito Pujol Junior, com sua construção apenas aprovada pela Prefeitura após laudo oficial, pois o então prefeito Barão de Duprat duvidou que um edifício de tal porte tivesse estabilidade. Pediu um aval ao engenheiro Antônio Francisco de Paula Souza, o diretor da Escola Politécnica. Possui figuras que lembram folhas e frutos de café, que remetem à riqueza do "ouro verde" que viabilizou a construção do prédio no início do século 20.

Comércio[editar | editar código-fonte]

Desde os meados do século XIX, a série de lojas da rua Direita era iniciada pela Casa Lebre, funcionando em casarão de propriedade do Barão de Tietê, esquina com a rua XV de Novembro, loja que sobreviveu por décadas. No início do século XX, começaram a aparecer lojas bem mais sofisticadas, quando foram adotadas vitrinas e atendimento mais elaborado. Assim surgiu a Casa Alemã (depois,Galeria Paulista de Modas), que construiu uma moderna sede na rua Direita e atravessou décadas. A Casa Au Bon Marché, quase na esquina da atual Praça do Patriarca e depois, quase em frente, instalou-se a Casa Bonilha. O luxuoso Cine Alhambra, no ano de 1928, ocupou o local onde ficava a loja Au Bon Diable. E ainda se estabeleceram na rua Ao Preço Fixo, Sedanyl, Tecelagem Francesa, Casa Henrique, Casa Cosmos, Casa Sloper, Lojas Brasileiras, Lojas Americanas, Marcel Modas e outras tantas que mantiveram longamente a sua tradição comercial.

Referências

  1. Rua Direita SampaArt. Visitado em 1 de março de 2011.

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • AMERICANO, Jorge: São Paulo Naquele Tempo (1895 - 1915). Carrenho Editorial/Narrativa Um/Carbono 14, 2004.
  • PIRES,Mario Jorge: Sobrados e Barões da Velha São Paulo. Editora Manole Ltda., 2006.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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