Avenida 23 de Maio
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| Subprefeitura: | Sé, Vila Mariana |
| Bairro: | Liberdade, Bela Vista, Vila Mariana, Paraíso |
| Início*: | Anhangabaú |
| Término*: | Avenida Rubem Berta |
| Comprimento: | 3.200 m |
| Designação anterior: | Avenida Itororó |
| (*):O início e o término do logradouro geralmente é indicativo, apontando as vias principais. | |
23 de Maio à noite. Foto por Silvio Tanaka |
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A Avenida 23 de Maio, originalmente conhecida como Avenida Itororó, é uma das mais movimentadas avenidas do município de São Paulo, sendo o principal corredor de ligação dos bairros da subprefeitura da Vila Mariana à região central da cidade. Faz parte do Corredor Norte-Sul.
[editar] História
O projeto da avenida é de 1937, como Avenida Itororó, projeto do ex-prefeito Prestes Maia[1], mas só seria inaugurada em 1967, como ligação entre o centro da cidade e o aeroporto de Congonhas.[2] Na década de 1970, por causa de curvas mal projetadas e um péssimo pavimento, era considerada perigosa[2]: cerca de dez pessoas morreram por mês, em média, durante esse período.[3]
Três dos viadutos que passam sobre a avenida — Condessa de São Joaquim, Dona Paulina e Pedroso — têm uma estrutura interna, cuja função original é desconhecida.[2] No Dona Paulina funciona hoje o serviço funerário municipal; já no Condessa de São Joaquim, que já funcionou como albergue, moravam em 2006 famílias de sem-teto.[2]
Para as comemorações do 450.º aniversário da cidade, em 25 de janeiro de 2004, a avenida foi fechada para o tráfego de veículos a partir da zero hora. A interdição no sentido Ibirapuera foi do Anhangabaú à saída para a Rua Coronel Oscar Porto; no sentido oposto, entre a Rua Estela e o Anhangabaú.[4] A intenção era transformar a avenida em "um imenso palco com shows, carros alegóricos, culinária e várias outras atrações".[5] Haveria 31 carros alegóricos, cada um representando uma subprefeitura do município.[5]
Em 2010 a avenida era a segunda em número de acidentes com motoqueiros em São Paulo, atrás apenas da Marginal Tietê, sendo que 70% dos acidentes na via envolvem motocicletas.[6] Em janeiro de 2008 foi feito o teste, por uma semana entre as 10 e as 16 horas, de uma faixa exclusiva para motocicletas, nos moldes da que havia sido implantada meses antes na Avenida Sumaré, com cones separando a faixa da esquerda para esse fim.[7] Entretanto, depois de apenas dois dias, o congestionamento na via tinha dobrado, e o fim dos testes foi decretado após o terceiro dia.[8] O prefeito Gilberto Kassab disse que, apesar de a experiência ter sido "boa", a "intensidade do trânsito superou as expectativas".[8]
Em julho de 2010, após a abertura da motofaixa na Rua Vergueiro, cogitou-se proibir a circulação de motocicletas na avenida, mas depois da saída do secretário de Transportes Alexandre de Moraes o novo secretário, Marcelo Cardinale Branco, congelou a proposta.[6] Em setembro foi anunciado que a medida seria adiada por tempo indefinido, segundo a Secretaria de Transportes, porque a motofaixa da Vergueiro não conseguiria absorver todo o volume de motocicletas da 23 de Maio.[9] Para Branco, a proibição na 23 de Maio teria de ser acompanhada pela construção de novas motofaixas.[9]
[editar] Características
Construída sobre o antigo córrego Itororó, que foi canalizado, a avenida consiste numa via expressa em sua totalidade, isto é, não é endereço de nenhum estabelecimento residencial ou comercial, tendo barreiras de contenção em seus lugares. Há, contudo, um trecho da avenida fisicamente integrado à rua Estela, que causa a impressão de formarem uma única via, devido às características topográficas desse trecho.
Seu nome trata-se de homenagem ao dia em que quatro estudantes, dois da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo e dois da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo, Martins, Miragaia, Dráusio e Camargo (MMDC), foram vítimas marcantes da Revolução Constitucionalista de 1932 e tombaram num conflito, em plena Praça da República.
Seu limite de velocidade, que era de 80 km/h, foi baixado para 70 km/h em fevereiro de 2010, para, segundo a Companhia de Engenharia de Tráfego, "dar mais segurança aos usuários e uniformizar a velocidade em toda a extensão" do Corredor Norte-Sul.[10] Na verdade, o trecho da avenida entre o viaduto Dona Paulina e o túnel do Anhangabaú tem velocidade permitida menor (60 km/h), por estar em uma curva.[10] A mudança foi recebida por opiniões divergentes dos motoristas.[11]
Referências
- ↑ Gilberto Amêndola. (25 de janeiro de 2007). "O início da metrópole". Jornal da Tarde (13 303): pág. 2F. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X. Página visitada em 6/3/2010.
- ↑ a b c d Arthur Guimarães. (3 de dezembro de 2006). "A 23 de Maio que ninguém conhece". Jornal da Tarde (13 250): pág. 8A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X. Página visitada em 6/3/2010.
- ↑ Bruno Ribeiro. (2 de dezembro de 2011). "Mais de 8 horas para liberar a 23 de Maio". Jornal da Tarde (15 075): pág. 5A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X.
- ↑ Mauro Mug. (25 de janeiro de 2004). "Comemorações mudam o trânsito na cidade". Jornal da Tarde (12 207): pág. 9A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X.
- ↑ a b (25 de janeiro de 2004) "Maior evento dos 450 anos de SP, Parada será hoje na 23 de Maio". Diário de S. Paulo (39 781): pág. A3. São Paulo: Organizações Globo. ISSN 15196771.
- ↑ a b (31 de agosto de 2010) "Veto a motos na 23 é adiado". Metro (885): pág. 4. São Paulo: Grupo Bandeirantes de Comunicação/Metro Internacional.
- ↑ Naiana Oscar. (22 de janeiro de 2008). "Faixa de moto e trânsito na 23 de Maio". Jornal da Tarde (13 665): pág. 4A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X. Página visitada em 6/3/2010.
- ↑ a b Naiana Oscar. (22 de janeiro de 2008). "Faixa de motos fracassa". Jornal da Tarde (13 667): pág. 4A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X. Página visitada em 6/3/2010.
- ↑ a b (21 de setembro de 2010) "Kassab recua: motos ficam na 23 de Maio". Jornal da Tarde (14 638): pág. 3A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X.
- ↑ a b Renato Machado. (6 de fevereiro de 2010). "Limite de velocidade é reduzido". Jornal da Tarde (14 411): pág. 4A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X. Página visitada em 6/3/2010.
- ↑ Paulo Justus. (7 de fevereiro de 2010). "Novo limite na 23 divide motoristas". Jornal da Tarde (14 412): pág. 5A. São Paulo: S.A. O Estado de S. Paulo. ISSN 1516294X. Página visitada em 6/3/2010.