Largo da Memória

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Largo da Memória
Largo da Memória 06.JPG
Cidade São Paulo, SP
Tombamento 1974
Órgão CONDEPHAAT

O Largo da Memória é um logradouro histórico localizado no centro da cidade de São Paulo, no Brasil. É delimitado pelas ruas Coronel Xavier de Toledo e Quirino de Andrade e pela Ladeira da Memória, próximo ao Vale do Anhangabaú. Criado no fim do período colonial, o largo abriga o mais antigo monumento de São Paulo, o Obelisco do Piques, inaugurado em 1814.

História[editar | editar código-fonte]

O largo foi construído no local antes conhecido como "Piques", de onde partiam caminhos para fora da cidade. Lá foi erguido em 1814 o Obelisco do Piques, projeto de Daniel Pedro Müller e Mestre Vicentinho, também conhecido como Pirâmide do Piques. A obra seria celebração do encerramento de um dos governos interinos do bispo Dom Mateus ou do fim de uma seca que castigara a região naquele ano.[1] A Pirâmide do Piques é considerada o primeiro monumento de São Paulo ou, como definiu Roberto Pompeu de Toledo em seu livro A Capital da Solidão, a "primeira obra inútil", cuja "função não dizia respeito a nenhum aspecto prático da vida".[1] "A pirâmide era sinal de que São Paulo deixava de ter a função de mero posto avançado para a conversão dos índios", escreveu o autor.[1]

Durante o século XIX, foi uma das "portas de entrada" da cidade e um importante ponto de encontro dos moradores da província, viajantes e escravos, atraídos pela água potável fornecida pelo chafariz do largo, numa encruzilhada da cidade.[2] No final daquele século ganhou uma figueira, que em 1986 era considerada "a árvore mais conhecida de São Paulo".[2] Em 1919, por ocasião das comemorações do centenário da independência do Brasil, foi submetido a uma reforma de autoria de Victor Dubugras e José Wasth Rodrigues, que lhe deram as feições atuais, com um novo chafariz, escadarias e azulejos com o brasão da cidade (escolhido em concurso público vencido por Guilherme de Almeida e Wasth Rodrigues, em 1917), além de projeto paisagístico que manteve a figueira no mesmo lugar.[2] A figueira só teve alguns galhos cortados quando da construção da Estação Anhangabaú, que fica alguns metros abaixo.[2]

O largo é tombado pelo patrimônio estadual (Condephaat) desde 1974 e pelo patrimônio municipal desde 1992.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. a b c Roberto Pompeu de Toledo. A Capital da Solidão: Uma história de São Paulo das origens a 1900 (em português). Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2003. págs. 302-304 p. ISBN 85-7302-568-9
  2. a b c d (12 de fevereiro de 1986) "Árvores notáveis". Veja em São Paulo: pág. 10. Editora Abril.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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