Lapa (bairro do Rio de Janeiro)

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Aqueduto da Carioca
Casarões da Lapa

A Lapa é uma região do Centro da cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Por não ser oficialmente um bairro[1], seus limites são imprecisos e não oficiais. Conhecido como o berço da boemia carioca, também é famosa pela arquitetura, a começar pelo Aqueduto da Carioca, sua principal referência geográfica. O aqueduto foi construído para funcionar como aqueduto nos tempos do Brasil Colonial e, desde 1896, serve como via para o bonde que liga o Centro da cidade ao Morro de Santa Teresa.

[editar] História

O Aqueduto da Carioca é considerado a obra arquitetônica de maior importância do Rio Antigo e um dos principais símbolos da cidade. A imponente construção em estilo romano tem 17,6 metros de altura, 270 metros de extensão e 42 arcos que ligam o bairro de Santa Teresa ao Morro de Santo Antônio. O Aqueduto da Carioca foi construído em 1723, no período do Brasil Colonial e tinha, como objetivo, conduzir a água do Rio Carioca da altura do Morro do Desterro, atual bairro de Santa Teresa, para o Morro de Santo Antônio. A obra ajudaria a resolver o problema da falta de água na cidade. Problema este que já era antigo. Os estudos para trazer as águas do Rio Carioca para a cidade começaram nos primeiros anos do século XVII, mas as obras de instalação de canos de água no Rio de Janeiro só tiveram início um século depois.

Residiram na Lapa: Machado de Assis (cujos imóveis foram tombados) e diversos de seus personagens, Carmem Miranda, Manuel Bandeira, Jorge Amado (em momento de sua vida), Péricles Maranhão (autor de "O amigo da onça"), Lamartine Babo, Orestes Barbosa, Villa-Lobos etc.[carece de fontes?]

Nos últimos tempos, o paisagismo da Lapa sofreu significativas alterações. Onde era o Largo dos Pracinhas (uma praça anexa ao Aqueduto da Carioca), hoje existe o Circo Voador. A Rua dos Arcos, que atravessa o aqueduto, era um via ocupada por edificações centenárias, entre elas a Fundição Progresso, que hoje é uma casa de shows. A região nasce no final da Zona Sul, quando a Rua da Glória torna-se a Rua da Lapa. Também faz limite com o bairro de Santa Teresa e com o Bairro de Fátima.

Na tentativa de resgatar a vocação residencial da região, foi criado o movimento Eu Sou da Lapa. Inspirado na famosa campanha I love NY, que ajudou a revitalizar a cidade estadunidense que estava em decadência na década de 1970, o movimento busca resgatar o orgulho de dizer "Eu sou da Lapa". Com o apoio do poder público e a adesão da maioria dos estabelecimentos comerciais da Lapa, o Eu Sou da Lapa foi espalhado pela cidade, mas com poucas conquistas efetivas na área de segurança, reinserção da população de rua e combate ao crime, antigas reclamações dos moradores aos poderes públicos.

Outrora famosa por inspirar tipos como Madame Satã e os malandros cariocas que tanto habitaram as páginas literárias dos nossos autores, a Lapa é, hoje, ponto de referência absoluta para os amantes da vida noturna. Uma das características marcantes do bairro é a absoluta harmonia com que convivem as mais diversas tribos musicais. Desde os anos 1950, quando começou a ser chamada de "Monte Martre Carioca", a Lapa é palco de encontro intelectuais, artistas, políticos e, principalmente, do povo carioca, que ali se reúne para celebrar o samba, o forró, a música popular brasileira, o choro e, mais recentemente, a música eletrônica e o rock.

Nos últimos anos, a região consolidou-se como o segundo maior destino de turistas estrangeiros na cidade, ficando atrás apenas do bairro de Copacabana.

O Passeio Público, a Escola Nacional de Música e a Igreja de Nossa Senhora do Desterro da Lapa são referências para o turista que quer ver uma boa amostra da arquitetura do Rio antigo.

A Escadaria do Convento de Santa Teresa, obra do artista chileno Jorge Selarón, também é outro ponto marcante da região.

Para o público que prefere a música eletrônica e os shows de rock, destacam-se, dentre outros, a Fundição Progresso e o Circo Voador, reinaugurado em 2004.

A Lapa possui uma infinidade de bares e casas de shows que atendem a todos os gostos. Só para se ter uma ideia da atual efervescência do bairro, mais de quinze novos estabelecimentos foram abertos apenas em 2009.


Referências

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