Santana (bairro de São Paulo)

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Santana
Santana vista do edifício Altino Arantes. Créditos: Samuel Kassapian.
Bairro de São Paulo Bandeira da cidade de São Paulo.svg
Dia Oficial: 26 de julho
Fundação: 26 de junho de 1782 (232 anos)
Imigração predominante:  Itália
Distrito: Santana
Subprefeitura: Santana-Tucuruvi
Região Administrativa: Nordeste

Santana é o principal bairro e um dos mais antigos da Zona Norte[1] da cidade de São Paulo, no Brasil.[2] Pertence ao distrito homônimo[3] e é administrado pela Subprefeitura de Santana-Tucuruvi.[4] Surgiu em 1782 e seu aniversário é comemorado no dia 26 de julho. Foi um dos primeiros bairros a ter um dia oficial (Lei 11 169, de 30 de março de 1992, sancionada pela prefeita Luiza Erundina).[5]

Originado da Fazenda de Sant’Ana, propriedade da Companhia de Jesus que foi pela citada primeira vez em 1560 pelo padre José de Anchieta, funcionou como o cinturão verde da "São Paulo dos Campos de Piratininga". As terras da fazenda foram divididas em sesmarias no início do século XIX.[6]

O Império do Brasil começou a nascer na Rua Alfredo Pujol, onde ficava a sede da fazenda,[7] pois foi ali que a família dos Andradas se estabeleceu e o lugar onde José Bonifácio de Andrada e Silva redigiu o manifesto paulista que ajudou na declaração do Dia do Fico por parte de dom Pedro I (posteriormente, houve a independência do país, em 1822).[8] Um pequeno núcleo se formou no entorno da antiga fazenda. Na planta de 1897, já aparece um traçado de ruas, mas as casas concentravam-se exclusivamente ao longo de algumas destas.[6]

O século XX marcou a integração de Santana à metrópole, dos bondes puxados a burros do século XIX à inauguração da primeira estação do metrô na década de 1970.[9] Com esse processo de desenvolvimento e avanços em sua infraestrutura, o bairro transformou-se em um dos principais polos comerciais da zona norte e da cidade.[10] Atualmente, o bairro apresenta considerável adensamento populacional e o fenômeno da verticalização em virtude da valorização dos terrenos destinados às classes média, média alta e alta.[11] [12]

Etimologia[editar | editar código-fonte]

Placa de um bonde do século XIX em exibição no Museu do Transporte

A palavra Santana é a junção de Santa Ana, formada pelo processo de justaposição da língua portuguesa, com fontes registadas desde sua fundação. Ao longo dos séculos, o bairro foi chamado de Sant'Anna, depois Sant'Ana, até o nome atual.

Santa Ana, mãe de Maria e avó de Jesus, foi nomeada como "Padroeira de Metrópole de São Paulo" pelo papa Urbano VIII em 25 de maio de 1782. Em 1621, o papa Gregório XV fixou 26 de julho como a data da festa litúrgica de Sant'Ana. A santa também é padroeira do bairro.[13]

História[editar | editar código-fonte]

Fazenda de Sant'Ana[editar | editar código-fonte]

Santana é o mais antigo núcleo de povoamento na cidade ao norte do Rio Tietê. O bairro foi conhecido por muito tempo como Fazenda Tietê ou Guaré, no caminho de Atibaia e de Minas Gerais. Os colonizadores portugueses trouxeram índios escravos, se instalando juntamente com jesuítas, que já haviam montado um colégio para a catequização. Foram estes [jesuítas] que trouxeram as primeiras melhorias para a fazenda, como o estabelecimento de alguns centros de plantação e criação de animais. Em 1673, a Fazenda de Sant'Ana passou a se desenvolver mais, tornando-se a fazenda mais importante do Colégio de São Paulo.[8]

A sede da fazenda, construída em 1734, ficava onde é hoje o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo.[7] Como reflexo da determinação do Marquês de Pombal de expulsar os jesuítas do Reino de Portugal e de suas colônias, confiscando seus bens, a fazenda passou a ser administrada pelo governo da Capitania de São Paulo, já não mais pela Companhia de Jesus. A fazenda tinha seus limites a partir das imediações do Jardim da Luz, seguindo o Rio Guaré (atual Tietê) e terminando aproximadamente em Mairiporã.[6]

Século XIX[editar | editar código-fonte]

No início do século XIX, a Coroa tentou fundar um núcleo colonial distribuindo terras em sesmarias. Em 1887, viviam, ali, pouco mais que 130 pessoas, que cultivavam vinha, batata e milho. Anos depois, foi criada a Paróquia de Sant’Ana, tendo, por sede provisória, a Capela de Santa Cruz, no Alto de Santana.[14] Até 1897, as habitações encontravam-se apenas ao longo das atuais ruas Alfredo Pujol e Doutor César. Devido às inundações periódicas da várzea do Tietê, houve uma expansão lenta e a fazenda foi sendo dividida e subdividida, surgindo então o núcleo do atual bairro de Santana.[6] [8]

Independência

Em 1821, a sede da fazenda era chamada de Solar dos Andradas e, em dezembro deste mesmo ano, José Bonifácio de Andrada e Silva, vice-presidente da província, redigiu a representação paulista ao Governo Imperial neste solar.[7] Esta representação contribuiu para dom Pedro I realizar o Dia do Fico, no dia 9 de janeiro de 1822 na capital (Rio de Janeiro). O episódio do Dia do Fico prenunciou a declaração de independência do Brasil no mesmo ano.[6] Trecho da carta:

Cquote1.svg É impossível que os habitantes do Brasil que forem honrados e se prezarem de ser homens, e mormente os paulistas, possam jamais consentir em tais absurdos e despotismos. V. A. Real deve ficar no Brasil quaisquer que sejam os projetos das Cortes Constituintes não só para nosso bem geral mas até para a independência e prosperidade futura do mesmo Portugal.[15] Cquote2.svg
Chácara Baruel
Palacete Baruel, castelo construído no estilo gótico

No ano 1852, o alferes de milícias Francisco Antônio Baruel, representante de uma das primeiras famílias da Zona Norte, adquiriu terras no bairro. Ele era agricultor, criador de animais, fabricante de farinha e de telhas. Fabricava telhas no Sítio Morrinhos, transportando-as, por canoas, pelo Rio Tietê.[16] Formou a Chácara Baruel, que possuía a área de um alqueire (24 250 m²) e cuja sede situava-se em um castelo de estilo nórdico construído por volta de 1879. A Família Baruel ajudou na construção da Capela de Santa Cruz no Alto de Santana.[17] Tempos depois, este palacete, chamado também de "Castelinho de Santana", se tornou um orfanato dirigido por Pérola Byington. Francisco Baruel foi homenageado com uma rua que situa-se próximo ao palacete.[18]

Outro imóvel que restou da Chácara Baruel foi a casa de dona Maria, filha dos Baruel. Construída em estilo normando com estrutura sólida e rico trabalho arquitetônico, é um patrimônio histórico que preserva a história do bairro.[19] Nos anos 1950, a casa foi apropriada pela prefeitura e a Biblioteca Narbal Fontes foi criada na gestão do prefeito Jânio da Silva Quadros, recebendo, como patrono, o escritor e médico Narbal Fontes. Ocupa área de 1 450 metros quadrados, sendo circundada por um jardim com muitas árvores e bancos.[20]

Século XX[editar | editar código-fonte]

Dificuldades de acesso a Santana eram históricas e retardaram o desenvolvimento até meados do século XIX. Até então, a região produzia uvas e vinhos. Quando a Companhia Cantareira e Esgotos resolveu captar água na Serra da Cantareira para abastecer o reservatório da Consolação foi necessária a criação de um meio de transporte para locomoção de trabalhadores e materiais de construção. Por isso, o Governo do Estado resolveu construir a pequena linha férrea provisória do Tramway Cantareira.[2]

Ao final do ano de 1893, o trem já estava em operação. Passava por Santana na atual Avenida Cruzeiro do Sul transportando passageiros e cargas. Houve uma ampliação do sistema por meio de um ramal até Guarulhos. Este ramal começava na Estação Areal (próximo ao atual Parque da Juventude) e seguia pela Avenida General Ataliba Leonel.[21]

A Estação Santana ficava na Rua Alfredo Pujol, entre a Rua Voluntários da Pátria e a Avenida Cruzeiro do Sul, não muito distante de onde, mais tarde, foi construída a Estação Santana do metrô. Além de garantir o acesso, a ferrovia ajudou a desenvolver o bairro rapidamente. Mas, em 31 de março de 1965, após 72 anos de uso, o trem foi desativado, pois frequentemente ocorriam acidentes nas ruas de Santana, oferecendo um risco à segurança dos moradores e também para liberar caminho para o metrô.[6]

A energia elétrica permitiu que os trólebus reforçassem o transporte até a chegada da Linha 1 do metrô, em 1975, quando foram inauguradas as estações Santana, Carandiru e Tietê, além do Terminal Santana.[22] Por esses avanços houve um "boom" imobiliário na década levando o bairro a ser um dos principais polos comerciais da cidade.[23]

Trem da Linha 1 - Azul do Metrô e, ao lado direito, a antiga Casa de Detenção de São Paulo
O Carandiru

A Casa de Detenção de São Paulo, popularmente conhecida como "Carandiru" por ter sido construída sobre o córrego de mesmo nome,[24] estava aberta à visitação pública após sua inauguração e chegou a ser considerada como um dos cartões-postais da cidade. Entretanto, após a década de 1940 quando atingiu sua lotação máxima entrou em decadência. Novos pavilhões eram construídos, mas ainda assim aumentava a superlotação. Pelo descaso do governo, no ano de 1992 houve uma intensa rebelião que terminou com 111 presidiários mortos.[25] Esta rebelião é conhecida como o Massacre do Carandiru, foi considerado um dos episódios mais sangrentos da história penitenciária mundial.[26] Somente no ano de 2002 a casa foi desativada e parcialmente demolida transformando-se no que é hoje o Parque da Juventude.[27]

Primeira transmissão de rádio

No dia 3 de junho de 1900, o padre Landell de Moura, considerado "pai brasileiro do rádio", realizou a primeira transmissão da voz humana por rádio, com registro da imprensa, da Avenida Paulista, provavelmente de onde hoje está situado o Museu de Arte de São Paulo até o bairro de Santana, no Colégio Irmãs de São José (atual Colégio Santana). Na época, o padre era o pároco da Capela de Santa Cruz ao lado do colégio.[28]

Em 1916, no ponto onde hoje está o Museu de Arte de São Paulo, existia o Belvedere Trianon, de onde se podia avistar o Colégio Irmãs de São José. Pela notável situação geográfica, é muito provável que tenha sido este ponto, pois a comunicação com o telefone sem fio, que utilizava a luz, não poderia ter obstáculos materiais à frente.[6]

O trânsito é o principal problema que aflige a população do bairro[29]

Atualidade[editar | editar código-fonte]

O bairro é arborizado e bem atendido no transporte, água, esgoto, moradia e comércio.[30] congestionamentos, zonas de meretrício da Avenida Cruzeiro do Sul e Rua Voluntários da Pátria na altura do Campo de Marte, inúmeras pichações, alagamentos em suas vias mais centrais[31] [32] e grande número de moradores de rua em seu centro.[8]

Para a diminuição dos congestionamentos em suas vias, o bairro ganhará uma ligação subterrânea, chamada até então de "Elo Norte" pela Companhia de Engenharia de Tráfego. O complexo viário com dois túneis ligará a Avenida Cruzeiro do Sul com a Avenida Engenheiro Caetano Álvares no Mandaqui.[33] O túnel beneficiará os moradores dos bairros de Lauzane Paulista e do Mandaqui, pois, para acessar essas regiões, é necessário atravessar as ruas do Alto de Santana e de Santa Teresinha, áreas congestionadas devido à alta verticalização. Orçado em R$ 338 mi, o projeto removerá 340 imóveis, principalmente os localizados no centro de Santana. A conclusão da obra está prevista para o ano de 2012.[34] Além dos dois túneis estão previstas: uma faixa exclusiva para bicicletas e uma calçada.[35]

Todo seu território é urbano com alta taxa de densidade demográfica. O fenômeno da verticalização cresce ano após ano e surge como consequência da valorização dos terrenos existentes.[36] Incorporadoras desenvolvem projetos de edifícios residenciais de médio e alto padrão, tanto que há locais em Santana em que o metro quadrado chega a custar R$ 7 mil.[37] Em virtude da expressiva valorização, o metro quadrado de algumas vias santanenses sofreu acréscimos de pelo menos 100% no projeto do Imposto sobre a propriedade predial e territorial urbana, exemplo da Avenida Brás Leme.[38] O bairro está localizado no distrito de Santana que possui o maior índice de desenvolvimento humano (0,925) da zona norte da cidade e o 19º maior dentre os 96 distritos.[39]

O bairro pode ser dividido basicamente em duas regiões:

O Centro de Santana, região comercial do bairro
Centro de Santana

É zona mais antiga do bairro. Possui forte concentração comercial, especialmente nas proximidades das ruas Leite de Morais, Doutor César, Alfredo Pujol e Voluntários da Pátria; a última é considerada como centro de comércio popular portando 600 lojas e um pequeno shopping.[40] A região é conhecida pela autossuficiência, já que possui diversos tipos de comércio e serviço, além de trabalho e instituições de ensino.[12]

Apresenta baixo grau de verticalização se comparado ao Alto de Santana e ótima infraestrutura de transporte. Está relativamente degradado. Após a construção do Parque da Juventude, aumentou o processo de especulação imobiliária na região.

Em 2010, ano de eleições, houve o início de um processo de reurbanização do Centro de Santana. A Subprefeitura de Santana-Tucuruvi fez obras de revitalização visual, remoção de camelôs e gentrificação da Rua Voluntários da Pátria e suas adjacências.[41]

Destaca-se a Avenida Brás Leme, via residencial e comercial arborizada, ocupada por edifícios de classe média. É uma das atrações na temporada natalina, por sua decoração. A região é classificada pelo conselho regional de corretores de imóveis como "zona de valor C", tal como os bairros de Barra Funda, Tatuapé e Butantã.[42]

Alto de Santana, região nobre do bairro
Alto de Santana

Local onde Landell de Moura realizou a primeira experiência de transmissão de ondas de rádio[43] e também via de acesso de trólebus que ligavam o alto de Sant'Ana (como era chamado na época) aos bairros da Lapa, Freguesia do Ó e Penha.[44] Atualmente, é uma zona residencial muito verticalizada, delimitada pelas ruas Conselheiro Moreira de Barros e Pedro Doll, onde tem ocorrido expressiva valorização nos últimos anos. Apresenta edifícios de alto padrão e o metro quadrado em algumas vias chega a 7 000 reais.[45] Por causa da especulação imobiliária, empreendimentos imobiliários localizados em regiões relativamente distantes do bairro, como Mandaqui e Lauzane Paulista, são erroneamente anunciados como "lançamento no Alto de Santana".

"Alto de Santana" também é uma denominação comumente utilizada para se referir não só à parte alta de Santana, mas também ao bairro de Vila Santana. Recebe a classificação "zona de valor B" pelo conselho regional de corretores de imóveis, assim como outras áreas nobres da capital como Brooklin, Vila Olímpia, Pinheiros e Jardim Paulistano.[42]

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localização geográfica[editar | editar código-fonte]

O bairro é relativamente extenso, de sul ao norte começando aproximadamente no trecho inicial da Avenida Morvan Dias de Figueiredo (Marginal do Rio Tietê) e terminando no alto da Rua Voluntários da Pátria, após a rua Pedro Doll.

Santana limita-se ao norte com a Vila Santana e Mandaqui, a oeste com Santa Teresinha, Vila Bianca, Jardim São Bento, Chora Menino e Casa Verde Baixa, a leste com Carandiru, Vila Siciliano, Jardim São Paulo e Vila Guilherme e ao sul com o Bom Retiro e o Canindé.

Relevo[editar | editar código-fonte]

Por encontrar-se próximo à Serra da Cantareira, a maior parte do seu território é acidentado, com diversas altitudes. A topografia do bairro apresenta basicamente dois trechos distintos: da Marginal Tietê, passando pelo Campo de Marte, até os arredores da Estação Santana, a região é plana e mais baixa, pois apresenta baixos terraços pluviais da várzea do rio Tietê, mantidos por cascalhos e aluviões antigos (720-730m). Ao longo várzea há um espesso solo turfoso escuro que estende-se até os sopes mais suaves das colinas.

A partir das ruas Conselheiro Saraiva, Alfredo Pujol e do final da avenida Cruzeiro do Sul, começa a apresentar elevação considerável caracterizada por altas colinas e espigões secundários nas abas das primitivas plataformas interfluviais das colinas paulistas de 750 a 810 metros, geologicamente esses terrenos são formados por materiais xistosos e graníticos sendo o topo coberto por material sedimentar.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O histórico Córrego Carandiru (também conhecido como Carajás), que banhava a Fazenda de Sant' Ana, atravessa o bairro e arredores até desaguar no Rio Tietê. Foi completamente canalizado em 1960 pelo então prefeito Adhemar de Barros.[46] Em 2007, o Programa Córrego Limpo, do governo do estado, deixou-o despoluído.[47]

O abastecimento de água em Santana é feito pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp). Na pesquisa do ano 2000, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística constatou que 95,56% dos domicílios do bairro possuíam rede geral de água.[48]

Clima[editar | editar código-fonte]

A região mais baixa do bairro, várzea do Rio Tietê, está 722 metros acima do nível do mar (adotando, como referência, o Aeroporto Campo de Marte), além de estar ao sul do Trópico de Capricórnio. Possui assim um clima subtropical, do tipo Cwa segundo a classificação de Köppen. A temperatura média anual é, pela média aritmética das temperaturas mensais mostradas abaixo, de 19,8°C. Apresenta invernos amenos e verões com temperaturas moderadamente altas, aumentadas pelo efeito da poluição e da alta concentração de edifícios.[49]

A precipitação pluviométrica anual é de aproximadamente 1 455 mm, com maior concentração de chuvas nos meses de verão.[50]

Santana apresenta uma incidência anual de raios relativamente alta, devido principalmente a fatores como urbanização, asfaltamento, muitos prédios e poluição.[51]

Tabela climática de Santana
Temperatura e precipitação
Mês Jan Fev Mar Abr Mai Jun Jul Ago Set Out Nov Dez Média
Média máxima (°C) 27,0 27,0 27,0 24,0 21,0 21,0 21,0 22,0 22,0 23,0 24,0 26,0 23,75
Média mínima (°C) 19,0 19,0 19,0 17,0 14,0 13,0 12,0 13,0 14,0 16,0 16,0 18,0 15,83
Precipitação (mm) 239 218 160 76 74 56 43 38 81 124 145 201 121,25
Fonte: Weather Underground (temperaturas) e The Weather Channel (precipitação)

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Aeroporto Campo de Marte e, ao fundo, o panorama do bairro

Transportes[editar | editar código-fonte]

Devido às inundações sazonais do Rio Tietê, que causavam transtorno ao acesso do bairro, houve, no início da década de 1940 a construção da Ponte das Bandeiras, estabelecendo a ligação do bairro com o Centro paulistano. Na época, Prestes Maia, o prefeito, considerava a obra como o portão de entrada da cidade. Já na década de 1970, o bairro completou sua integração com o resto da cidade pela construção da linha 1-Azul do Metrô.

As três estações do metrô do bairro na Avenida Cruzeiro do Sul

Atualmente, o bairro é um dos mais servidos na cidade por estações do metrô. São três estações: Tietê, Carandiru e Santana, duas dessas estações estão ligadas a dois importantes terminais rodoviários da capital, como o Terminal Santana, terminal de grande porte utilizado apenas para o transporte coletivo municipal com linhas destinadas essencialmente à região norte, mas também com destinos às outras regiões de São Paulo e o Terminal Tietê, considerado o maior do Brasil e um dos maiores do mundo, liga a cidade a quase todos os estados brasileiros e a algumas cidades dos países vizinhos.[2] [52] O bairro possui acesso fácil a importantes vias, como a Marginal Tietê e a Rodovia Presidente Dutra. Os principais acessos ao Centro são feitos pelas pontes Cruzeiro do Sul, das Bandeiras e da Casa Verde.

Situa-se, em Santana, o Aeroporto Campo de Marte, construído no início do século XX e que foi a primeira infraestrutura aeroportuária da cidade de São Paulo. Atualmente, abriga a maior frota de helicópteros do Brasil e a maior do mundo desse tipo de aeronave, tendo superado a de Nova Iorque.[53] [54] É o quinto do país — após Congonhas, Guarulhos, Brasília e Galeão — em movimento operacional.[55]

Trem-bala

O Trem de Alta Velocidade Rio-São Paulo (TAV RJ-SP ou TAV Brasil) será um trem de alta velocidade ou de média velocidade com a função de interligar as duas principais metrópoles brasileiras: São Paulo e Rio de Janeiro. No Aeroporto Campo de Marte, haverá uma estação subterrânea do trem-bala e será a única parada prevista dentro do município. A ligação entre o Campo de Marte e o metrô ficará a cargo do governo do estado e deve incluir uma passagem subterrânea até a estação Carandiru.[56]

Colégio Santana, o mais antigo do bairro.
No Centro de Santana, encontra-se a maioria dos serviços de utilidade pública

Educação[editar | editar código-fonte]

Santana possui um sistema educacional público e privado que supre adequadamente a demanda por educação básica. Em seus limites há 3 universidades, 10 escolas públicas (que incluem escolas infantis, primárias, secundárias e escolas técnicas), 16 escolas privadas e três bibliotecas públicas.[57]

Existem escolas muito tradicionais no bairro, como os colégios: Santana, com mais de 110 anos de existência; SAA, Luiza de Marilac e CEDOM. Além do ensino básico, o bairro oferece inúmeras escolas de idioma e escolas técnicas — com destaque para a recém-inaugurada Etec Parque da Juventude, que oferece inúmeros cursos profissionalizantes e cursos técnicos.

Apresenta uma enorme de variedade de cursos, desde moda até uma escola de pilotagem no Aeroporto Campo de Marte (a maior escola de aviação da América Latina).[58] O ensino superior é recente, ministrado somente por instituições particulares. Algumas personalidades como a pintora Tarsila do Amaral e Ayrton Senna estudaram em colégios do bairro, ambos no Colégio Irmãs de São José (atual Colégio Santana).[59]

Utilidade pública[editar | editar código-fonte]

Santana conta com diversos hospitais, consultórios e clínicas. Abriga em seu território hospitais como: Alvorada, CEMA, San Paolo e Aeronáutica. O bairro também é servido pelo Hospital São Camilo (no bairro vizinho de Vila Santana) e pelo Conjunto Hospitalar do Mandaqui, um dos maiores da América Latina. Possui o pronto socorro Doutor Lauro Ribas Braga (Pronto Socorro Santana) e a UBS Joaquim Antonio Eirado (JAE).[60]

O bairro possui vários serviços públicos, como: o Centro de Controle de Zoonoses, um quartel do Corpo de Bombeiros, um Centro de Apoio ao Trabalho e o Centro de Preparação de Oficiais da Reserva de São Paulo.[2]

Economia[editar | editar código-fonte]

Comércio[editar | editar código-fonte]

Santana é um bairro que possui amplo comércio, apresentando vários edifícios comerciais, um pequeno shopping (Santana Shopping na Rua Voluntários da Pátria), várias agências bancárias, supermercados, restaurantes fast-food (como McDonald's e Bob's) e um grande número de lojas de roupas, sapatos e papelarias, fortemente concentrados na Rua Voluntários da Pátria (600 lojas) e no seu entorno.[40] O Multimídia Trade Center e o Complexo do Anhembi são estabelecimentos onde ocorrem feiras e amostras comerciais de negócios.

Há um diverso comércio popular, muito parecido com o da Rua 25 de Março, tendo se consolidado como polo de um comércio de produtos contrabandeados, pirateados e falsificados. Localiza-se na parte central do bairro, ao redor da estação Santana do metrô.

A parte alta do bairro apresenta um comércio específico para a classe mais abastada como: padarias gourmet, lojas de grife, clínicas de estética, academias e restaurantes modernos, concentrados principalmente na Rua Pedro Doll e no seu em torno.

Por causa da proximidade com o Centro, o Terminal Rodoviário Tietê, o Aeroporto Campo de Marte e o Anhembi Parque, o bairro reúne flats e hotéis, como Holiday Inn, o maior hotel do país.[61]

Cultura e lazer[editar | editar código-fonte]

Parque da Juventude e, ao fundo, o Panorama urbano do bairro

Localiza-se, em Santana, o Parque da Juventude, inaugurado em 2003. É composto pela Biblioteca de São Paulo, por 10 quadras poliesportivas, área de apresentações artísticas, pistas de corrida, uma escola técnica e uma unidade do Acessa São Paulo. Atualmente é uma das melhores áreas de lazer de São Paulo.[62] Também se localiza, em Santana, a Biblioteca Pública Nuto Sant'Anna, que leva o nome do escritor, poeta e historiador Benevenuto Silvério de Arruda Sant'Anna (morador de Santana).[63]

Apesar da pouca existência de museus na Zona Norte, o bairro abriga o Museu Aberto de Arte Urbana de São Paulo, o Museu do Dentista, que preserva a história da odontologia no país e o Arquivo Público do Estado‎‎, uma das principais fontes para pesquisas documentais no país, abrigando diversos arquivos documentação textual do período colonial ao Brasil República e um acervo com cerca de um milhão de imagens e microfilmes. Possui ainda um núcleo da Biblioteca Estadual, uma mapoteca e uma hemeroteca.[64]

No setor de entretenimento, Santana abriga o Teatro Alfredo Mesquita e um cinema no pequeno centro de compras Santana Shopping. Para a realização de eventos, o bairro é servido pelo Anhembi Parque, o segundo maior centro de eventos da América Latina. Abriga também o Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo, projetado por Oscar Niemeyer,[65] além da Arena Skol Anhembi, do Pavilhão de Eventos e do Auditório Elis Regina.[66]

Próximo à Via Professor Simão Faiguenboim, situa-se o tradicional clube náutico Esperia, que tem 80 mil metros quadrados de área.[67] Santana também foi berço de dois grupos musicais que fizeram sucesso em suas épocas: o grupo de pagode Jeito Moleque[68] e a dupla Os Vips, maior sucesso da Jovem Guarda,.[69]

O Instituto Ayrton Senna foi criado no bairro e estabeleceu-se nele até o ano de 2011

Solidariedade[editar | editar código-fonte]

Diversas entidades encontram boa estrutura no bairro pela facilidade de acesso, localização central e rede de serviços. Em Santana, está o Centro Presbiteriano Humanitário de Ação Social, que serve refeições e abrigo para moradores de rua. O centro ainda mantém o Abrigo São Martinho, que acolhe ex-dependentes químicos e que busca empresas que possam propor parcerias para inserção dos atendidos no mercado de trabalho. Outras instituições são a Promove Ação Social, que investe em atividades socioeducativas para a juventude e a Associação dos Amigos da Criança Autista, que oferece assistência a crianças com o distúrbio.[70]

A população também se mobiliza anualmente na "Festa Beneficente de Natal do Alto de Santana", realizada na Rua Pedro Doll. A comemoração tem a função de arrecadar alimentos que serão revertidos às instituições da região.[71]

Santana na mídia[editar | editar código-fonte]

Santanenses[editar | editar código-fonte]

Rua Paderewsky, onde as Senhoras de Santana moravam

A população do bairro já foi conhecida em âmbito nacional tanto que no início dos anos 1980 as "Senhoras de Santana" eram um grupo católico que protestava contra cenas despudoradas e abusivas na televisão, especialmente as novelas da Rede Globo e a favor da censura televisiva. Moravam na Rua Paderewsky, uma luxuosa rua no bairro. Logo a coligação ganhou má fama e era alvo de chacotas. Na época a expressão "Senhora de Santana" era usada para se referir a uma pessoa chata e inconveniente.[72]

As ideias das tais senhoras que atualmente são idosas permeiam até hoje. Tanto que em 2008 o bairro foi considerado pelo jornal Valor Econômico como o reduto paulistano do moralismo. Nas eleições do mesmo ano, Marta Suplicy, a "inimiga" das senhoras obteve um péssimo apoio da zona eleitoral de Santana, uma queda de 53% em relação às eleições anteriores. Isto expôs um componente constante no bairro, a religiosidade. Desde sua fundação, a Igreja tem presença forte no local, onde a tradição, família e propriedade fundamentam os argumentos contrários a Marta Suplicy em um bairro com forte apelo de católicos conservadores.[6] O candidato favorito do bairro foi Gilberto Kassab que teve o apoio de 82,38% do eleitorado santanense.

Ayrton Senna, um dos santanenses mais conhecidos.

No ano de 2007, o instituto Datafolha publicou, no jornal Folha de São Paulo, uma pesquisa feita com o intuito de saber qual o melhor lugar para se morar na cidade. O bairro eleito pelos paulistanos foi a Mooca, com 6% de aprovação; já Santana, Vila Mariana, Tatuapé e Ipiranga receberam individualmente 4% dos votos. A pergunta feita aos pesquisados foi: "Em que bairro da cidade de São Paulo você mais gostaria de morar, independente de suas condições financeiras ou de outras razões?"[73] Alguns bairros citados anteriormente (Santana, Tatuapé e Mooca), possuem uma população bairrista, tanto que lhe são atribuídos informalmente gentílicos como: "santanense", "tatuapeense" e "moquense" respectivamente.

Nasceram, no bairro, diversas personalidades do país, como: o piloto Ayrton Senna[74] [75] , o estilista Carlos Miele[76] , o padre Marcelo Rossi[77] [78] e o cantor Sérgio Reis[79] [80] . Já moraram no bairro: José Bonifácio de Andrada e Silva, o patriarca da Independência[7] , a nadadora Maria Lenk[81] e o inventor Roberto Landell de Moura.[82] Alguns desses moradores foram homenageados com ruas santanenses, a exemplo de Pedro Doll, político e proprietário de lotes[83] e Francisco Baruel, patriarca da influente Família Baruel.

Eventos[editar | editar código-fonte]

Após a década de 1970, Santana foi palco de diversos eventos como: o Carnaval de São Paulo, realizado todos os anos no Polo Cultural e Esportivo Grande Otelo, o Salão do Automóvel de São Paulo, a Super Casas Bahia, a Bienal do Livro de São Paulo e grandes feiras de negócios anualmente realizados no Pavilhão de Eventos do Anhembi.

O Aeroporto Campo de Marte e seus arredores receberam eventos com milhares de participantes tais como: a Marcha para Jesus, a maior do mundo;[84] as duas visitas do Papa ao país; o show do 1º de Maio da Força Sindical[85] e o Domingo Aéreo no Parque de Material Aeronáutica de São Paulo.[86] Em 2010 sediou uma corrida internacional da Fórmula Indy, a São Paulo Indy 300.[87]

O aniversário de Santana (bairro e distrito) anualmente é retratado por jornais regionais, coordenado pela Subprefeitura de Santana-Tucuruvi[88] é composto de caminhadas e diversas atividades de recreação e entretenimento.[89] No ano de 2009 houve uma corrida, missas em celebração ao aniversário, atrações no teatro Alfredo Mesquita e shows das bandas Fresno e Skank que atrairam milhares de fãs ao evento.[90] [91]

Filmes, novelas e livros[editar | editar código-fonte]

O bairro foi cenário da novela de Silvio de Abreu ambientada em São Paulo "Rainha da Sucata". Os personagens Maria do Carmo (Regina Duarte) e seus pais, Onofre (Lima Duarte) e Neiva (Nicette Bruno), moravam em uma mansão no bairro. A cidade cenográfica do folhetim reproduzia um quarteirão de Santana.[92] Em "Tiro e Queda", novela da Rede Record gravada em São Paulo, Santana é o lugar onde vivem todos os personagens de classe média da trama. Como o personagem Neco (Giuseppe Oristânio), um garçom português que prosperou na vida e que é dono de uma concorrida padaria do bairro. Sua filha Adriana (Guilhermina Guinle) era alvo de cobiça dos santanenses. O cruzamento de todas as tramas se dá em função do assassinato de um milionário que teria emergido em Santana. Algumas tomadas incluem cenas aéreas e paisagens do bairro.[93] [94]

Na literatura, a escritora Maria Cecília Teixeira Mendes Torres, em seu livro chamado "Bairro de Santana", publicado no ano de 1970, retratou a história e o desenvolvimento do bairro. Já no setor cinematográfico, Ugo Giorgetti, nascido no bairro, dirigiu, em 2008, o curta-metragem "Santana em Santana".[95] No filme Não por Acaso, do diretor Philippe Barcinski, o personagem Ênio, interpretado por Leonardo Medeiros, procura um imóvel de dois dormitórios no Alto de Santana.

Referências

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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

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Ver também[editar | editar código-fonte]