História da Liga dos Campeões da UEFA

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A história da Taça dos Clubes Campeões Europeus e da Liga dos Campeões é comprida e memorável, com cinquenta anos de competição à procura de vencedores e perdedores de todas as partes do continente.

Traçando a história da Liga dos Campeões desde o seu início, é possível dividir períodos em que equipas ou países específicos dominaram a competição, sendo rapidamente superadas por outra equipa ou equipas.

O formato do torneio também já sofreu várias mudanças significativas durante os anos, com a criação da fase de grupos em 1992 e a inclusão dos vice-campeões das ligas domésticas no torneio em 1997 como alguns dos exemplos mais notáveis.

1955 a 1960: a primeira era Real Madrid[editar | editar código-fonte]

O Real Madrid dominou as cinco primeiras competições. A equipe que era conduzida por Alfredo Di Stefano, Ferenc Puskás, Francisco Gento, Lenk e José Santamaría venceu as cinco finais confortavelmente. Enquanto este se tornava definitivamente o maior, Manchester United e muitos clubes Italianos ofereciam pouca resistência durante a década de 1950. Entretanto, os fatores combinados de 1958, Desastre aéreo de Munique e o estilo ortodoxo e cavaleiro do Real jogar resultaram numa pouca competitividade para derrotarem esta equipe.

Esta final foi o culminar de uma era, com a conquista por parte do Real Madrid da sua quinta final da Liga dos Campeões, na Escócia, Hampden Park. O Real Madrid venceu claramente o Eintracht Frankfurt da Alemanha Ocidental, por 7 x 3. Este jogo foi transmitido na televisão pela BBC e Eurovision com audiência de 135.000 espectadores, a maior audiência numa final da Liga dos Campeões da época.

1961 a 1966: Benfica e rivais de Milão dominam, e Real Madrid vence pela sexta vez[editar | editar código-fonte]

O domínio do Real Madrid chega ao fim através de seu maior rival local, o Barcelona, na primeira fase do torneio de 1961. O Barcelona foi até à final nesse ano no Estádio Wankdorf em Berna, na Suíça, onde foi derrotado pelo Benfica, comandado pelo atacante José Águas, de Angola, tendo como líder no meio-campo Mário Coluna e no gol Costa Pereira, ambos de Moçambique. Juntamente com Eusébio, na temporada seguinte, defenderiam o troféu vencendo o Real Madrid por 5 x 3 na final no Olympisch Stadion, Amesterdã, Países Baixos, num dos jogos mais incríveis da história da Champions League; O Benfica, vindo de Portugal, país que ainda possuía à data uma vasta população devido às suas possessões coloniais, conseguiu surpreender o mundo numa fantástica reconquista do título de campeão Europeu de clubes e tornou-se num dos 11 clubes lendários classificados pela FIFA.

O Benfica chega então à sua terceira final consecutiva em 1963, mas desta vez perde a primeira de duas finais para o Milan. Esta conquista grandiosa do Benfica trouxe evolução ao futebol de Portugal, dando assim a Seleção Portuguesa de Futebol condições de chegar ao terceiro lugar na Copa do Mundo composta toda pelos carismáticos jogadores do plantel do Benfica, alguns nascidos nas colônias portuguesas, que vieram a fazer parte da equipe titular na Copa do Mundo FIFA de 1966… Mas quem dava nas vistas nos anos seguintes era o rival de Milão, Internazionale que venceria o troféu em 1964 e 1965 ganhando do Real Madrid e do Benfica, respectivamente. A semifinal de 1965 foi memorável devido a controvérsia entre a Inter e o Liverpool, que resultou em alegados subornos e o resultado combinado para a equipe italiana que a jogar em San Siro venceu por 3 a 0.

Esta era foi terminada pelo Real Madrid, que desta vez levou a melhor sobre a Inter na semifinal de 1966. O outro finalista foi o Partizan Belgrado que saiu derrotado por 2 x 1 no estádio Rei Baudouin, em Bruxelas. O Real conquistou assim a sua sexta final da Taça dos Campeões, da qual apenas Paco Gento jogou todas as finais.

1967 e 1968: Vitórias britânicas[editar | editar código-fonte]

Em 1967, o Celtic se tornou o primeiro time da Grã-Bretanha a vencer a competição, batendo a Internazionale no Estádio Nacional, em Lisboa, Portugal. O time, que passou a ser conhecido como os Leões de Lisboa, treinada por Jock Stein, tinha todos os jogadores nascidos num raio de 25 milhas do Celtic Park, em Glasgow, o que permanece incomum pela longa tradição do evento em atrair os melhores e mais cosmopolitanos jogadores de todo o planeta. Para comparar, enquanto o Real Madrid tinha vários espanhóis nos anos 1950, suas maiores estrelas eram de outros países - Alfredo Di Stefano veio da Argentina, enquanto Ferenc Puskás veio da Hungria na Revolução Húngara de 1956.

Um ano depois, o Manchester United se tornou o primeiro time da Inglaterra a vencer a competição, batendo o Benfica por 4 x 1 na prorrogação no Estádio de Wembley, em Londres, Inglaterra. Esse jogo foi incrivelmente equilibrado e apesar do Manchester ter feito três gols no tempo extra, o Benfica poderia ter ganhado o jogo no tempo normal quando Eusébio perdeu uma chance incrível nos segundos finais.

Apesar de se passarem dez anos do desastre aéreo de Munique, vários fãs de todo o continente ficaram muito felizes por Matt Busby (treinador do Manchester United por longo tempo), que depois foi tornado cavaleiro pela Rainha Elizabeth II do Reino Unido, por serviços ao futebol.

1969 a 1973: Título italiano e domínio holandês[editar | editar código-fonte]

A Taça dos Campeões Europeus passaria então uma década e meia propriedade de apenas três clubes - cada um vencendo pelo menos três finais, e surgindo regularmente nas últimas eliminatórias da competição.

O primeiro clube a dominar foi o Ajax, que primeiro perdeu a final de 1969 para o Milan e teve de ver os seus rivais do Feyenoord conquistarem o título em 1970. Depois deste episódio, o Futebol total de Johan Cruijff, Barry Hulshoff, Ruud Krol, Johan Neeskens, Arie Haan, Gerrie Mühren e Piet Keizer dominou por três confortáveis anos, despachando Panathinaikos de Atenas, Internazionale e Juventus de Turim em uma rápida sucessão.

Cada jogador podia se adaptar para jogar em qualquer número de posições e funções - artilheiros se revezando com defensores por conta própria, Krol criando tantas oportunidades quanto Mühren, Cruijff parando tanto quanto Hulshoff. Criado por Rinus Michels e refinado por Ştefan Kovács, o Ajax parecia imbatível até Cruijff optar por ir para o Barcelona do técnico Michels, em 1973. Com isso, o rápido envelhecimento de vários jogadores e a posterior perda de Neeskens, o Ajax não brigou mais pela principal competição da Europa por 20 anos.

1974 a 1976: O domínio triplo do Bayern[editar | editar código-fonte]

O Bayern Munique foi o clube seguinte a dominar a competição, vencendo-a três vezes consecutivas na década de 1970.

Liderado por Franz Beckenbauer, com Sepp Maier, Gerd Müller, Uli Hoeneß e Paul Breitner, o Bayern continuou o Futebol total, acrescentando-lhe rigidez e organização, criando igualmente uma receita vencedora.

Derrotando primeiro o Atlético Madrid após um replay em 1974, o Bayern venceu então o Leeds United por 2 x 0 numa final com problemas com o público no Parc des Princes, Paris, França em 1975; e finalmente o Saint-Étienne, em Hampden Park, Glasgow, em 1976. Novamente, com o envelhecimento da equipe, o Bayern não teve mais vitórias na era da Taça Europeia.

1977 a 1985: Hegemonia inglesa e festa italiana com fim trágico[editar | editar código-fonte]

Em 1977, ao obter o título derrotando na final o Borussia Mönchengladbach por 3 x 1 em Roma, o Liverpool iniciou uma época de supremacia dos clubes ingleses, que ganhariam seis títulos consecutivos, num total de sete títulos em oito anos. O próprio Liverpool, em 1978, foi campeão, ao ganhar do Club Brugge em Wembley.

O Liverpool perdeu na primeira fase do campeonato de 1979 para o também inglês Nottingham Forest, que acabou ganhando o torneio no que foi uma das mais impressionantes ascensões ao topo do futebol continental na história futebolística da Europa. O Nottingham derrotou a equipe sueca Malmö por 1 x 0 na final em Munique; e pelo mesmo placar derrotou o Hamburgo, no ano seguinte, na final em Madrid. O Liverpool voltou novamente a sagrar-se campeão em 1981 quando venceu o Real Madrid, em Paris, pelo placar de 1 x 0, conquistando assim seu terceiro troféu.

Mostrando a força do futebol inglês no período, o Aston Villa ganhou a competição em 1982 com uma vitória simples sobre o Bayern em Roterdã. Em 1983 o Hamburgo surpreendeu a Europa após vencer a Juventus de Michel Platini e se tornar Campeão europeu. No entanto, o Liverpool regressou à final do campeonato no ano seguinte para derrotar a Roma na cidade do adversário, após uma disputa de pênaltis, ganhando o título pela quarta vez. O Liverpool voltaria a defender o título em Bruxelas, no ano seguinte, mas a derrota para a Juventus por 1 x 0 tornou-se irrelevante frente à Tragédia de Heysel, onde 39 torcedores da Juventus morreram. Como punição, os clubes ingleses ficaram 5 anos impedidos de jogar na Liga, sendo o Liverpool impedido por 6 anos.

1986 a 1988: Steaua Bucareste, Porto e PSV[editar | editar código-fonte]

Com o banimento dos clubes ingleses das competições europeias por um período de 5 anos, o domínio inglês deu lugar a uma sequência de conquistas inéditas por parte de três clubes; Steaua Bucareste, Porto e PSV Eindhoven.

Tanto Steaua Bucareste, como o PSV ganharam as suas finais através das penalidades, após um empate sem gols no tempo regulamentar e prorrogação.

O Steaua Bucareste derrotou o Barcelona por 2 x 0 em 1986 e o PSV derrotou o Benfica por 6 x 5 em 1988.

Em 1987, o Porto, depois de ter sido derrotado 3 anos antes pela Juventus na Final da Taça das Taças de 1984, iria vencer a sua primeira competição europeia.

Derrotou o Bayern Munique, na final da então Taça dos Campeões por 2 x 1 num jogo marcado pelo gol sui generis apontado de calcanhar pelo jogador Argelino do ano de 1987, Rabah Madjer.

1989 a 1991: AC Milan e Estrela Vermelha de Belgrado[editar | editar código-fonte]

O Milan conquistou o bicampeonato em 1989 e 1990. Porém, falhou na tentativa do tri quando foi derrotado ainda nas quartas de final para o Olympique de Marselha com um placar agregado de 4 x 1. Os 56.000 torcedores presentes no estádio Estádio San Nicola, em Bari, viram a equipe iugoslava do Estrela Vermelha vencer nos pênaltis os franceses do Olympique de Marselha, na final de 1991, após um jogo sem gols. Neste ano, os clubes ingleses já poderiam voltar a competir nas competições europeias, mas o Liverpool, que venceu o campeonato inglês tinha mais um ano para cumprir.

A esta altura o Benfica encararia a sua sétima final na Champions League, perdendo em 1990 para o Milan por 1 x 0. Esta foi a última vez que o Benfica chegou a uma final do torneio até hoje.

1992 a 1996: Domínio espanhol, francês, italiano e holandês[editar | editar código-fonte]

Clubes ingleses voltaram à Liga no início dos anos 1990, mas nenhum deles conseguiu chegar sequer às quartas de final. O Arsenal (1991-92), Leeds United (1992-93), Manchester United (1993-94 e 1994-95) e o Blackburn Rovers (1995-96) lutavam para fazer alguma diferença na Europa e eram frequentemente derrotados por equipes bem mais fracas. Isso acontecia em grande parte pela lei inglesa que só permitia que três jogadores fossem estrangeiros, fazendo com que as equipes não pudessem escalar seus melhores jogadores.

A coroa europeia, então, continuou na cabeça dos clubes continentais. Na final de 1992, jogada no Estádio de Wembley, a vitória foi do Barcelona. O Olympique Marselha venceu a final de 1993, mas foram proibidos de defender o título no que foi apenas o início de um colapso que surgiu pelo descobertas de denúncias de partidas locais arranjadas por um de seus cartolas, Bernard Tapie. O clube eventualmente perdeu o status de clube da primeira divisão do campeonato francês quando foi descoberto que Tapie havia alterado a contabilidade do clube. Enquanto isso, a final de 1994 foi vencida com uma goleada do Milan sobre o Barcelona por 4 x 0. O Milan ainda chegou à final no ano de 1995, mas perdeu por 1 x 0 para um empolgante Ajax que possuía o jovem atacante Patrick Kluivert, autor do gol do título e até hoje, o jogador mais jovem a marcar um gol numa final do principal torneio de clubes do planeta, feito alcançado quando tinha apenas 18 anos, 10 meses e 23 dias de vida. O Ajax chegou novamente na final de 1996, mas não conseguiu defender o título contra a equipe da Juventus após decisão por pênaltis.

Nessa época, a Lei Bosman, que mudaria radicalmente o futebol europeu, já estava em vigor.

1997 e 1998: Muralha amarela e Os Galácticos[editar | editar código-fonte]

O Borussia Dortmund entrou na lista dos campeões da liga europeia em 1997 quando derrotou os até então atuais campeões do torneio, o time da Juventus na final, depois de ter derrotado os campeões ingleses do Manchester United na semifinal. Mas a temporada de 1996-97 foi uma temporada de progresso para o futebol inglês na liga europeia, porque o Manchester United era então a primeira equipe inglesa a chegar entre os oito melhores na era pós-Heysel.

Em 1997-98, os vice campeões de algumas ligas europeias foram autorizados a disputar o torneio. O título de 1998 foi para o Real Madrid, que levantou a taça pela sétima vez na história, sendo a primeira desde 1966.

1999: Manchester United volta a levar o título[editar | editar código-fonte]

Numa final emocionante, o Manchester United conquistou o título de Campeão da Europa. O Manchester foi a primeira equipe inglesa a conquistar a "tríplice coroa": ganhou a Liga dos Campeões, a Premier League e a Copa da Inglaterra.

A decisão, disputada em Barcelona (Espanha), é considerada a final mais emocionante de todos os tempos na Liga dos Campeões, já que o Manchester perdia por 1 x 0 para o Bayern de Munique até aos 45 minutos do segundo tempo. Mas após uma virada espetacular com gols de Teddy Sheringham, aos 46 minutos, e Ole Gunnar Solskjær, um minuto depois, os "diabos vermelhos" conquistaram o título europeu.

2000 a 2005: Cinco campeões de cinco países diferentes[editar | editar código-fonte]

A última Liga Europeia do século XX foi vencida pelo Real Madrid, campeão espanhol, que venceu o também espanhol Valencia por 3-0. A temporada 1999-2000 também viu algumas ligas tradicionais, incluindo a liga inglesa, classificar três equipes para participar na liga milionária.

A Liga dos Campeões, nos primeiros cinco anos do 3º Milênio, foi conquistada pelos clubes das cinco maiores potências do futebol europeu da atualidade: Alemanha, Espanha, Itália, Portugal e Inglaterra. Dessas, 3 foram disputadas nos pênaltis.

O gigante alemão Bayern de Munique ganhou a primeira do Século XXI, em 2001 sobre o Valencia. O jogo terminou 1 x 1, e o clube alemão venceu o clube espanhol nos pênaltis por 5 x 4. A partida foi disputada no San Siro, em Milão.

Em 2002, o Real Madrid foi campeão pela nona vez, vencendo o Bayer Leverkusen por 2 x 1, no Hampden Park em Glasgow, na Escócia. A partida ficou marcada pelo espetacular voleio do francês Zinedine Zidane, tornando-se um dos gols mais bonitos da história da Liga dos Campeões da UEFA.

A final de 2003 foi italiana, mas jogada em Inglaterra, e o vencedor foi o Milan, que venceu a Juventus nos pênaltis por 3 x 2, após empate de 0 x 0 no tempo normal. A partida foi disputa em Old Trafford, estádio do Manchester United.

Em 2004, o Porto derrotou o Monaco por 3 x 0 (Carlos Alberto, Deco e Dmitriy Alenichev) no estádio Arena AufSchalke em Gelsenkirchen, na Alemanha. Depois de eliminar candidatos como Manchester United, Deportivo La Coruña, Lyon, entre outros, a equipe de José Mourinho venceu a final contra o Monaco, que por sua vez tinha eliminado equipes como Chelsea e Real Madrid. Vítor Baía foi considerado o melhor goleiro da Europa nessa temporada pela UEFA.

Em 2005, quando todos apontavam o Milan como favorito, o Liverpool de Luis García, Xabi Alonso e Steven Gerrard, surpreendeu o time italiano e levantou o troféu. Numa das finais mais emocionantes da história da Liga dos Campeões, o primeiro tempo terminou com uma vitória de 3 x 0 do Milan. A equipe inglesa conseguiu o empate nos primeiros 15 minutos do segundo tempo. Após a prorrogação sem gols, o Liverpool conquistou o seu quinto título europeu na disputa por pênaltis.

2006 a 2008: Vitória catalã, revanche à milanesa e festa inglesa[editar | editar código-fonte]

Em 2006, o Arsenal, de Thierry Henry, da Inglaterra, e que nunca foi campeão europeu, chegou à final, depois de eliminar Real Madrid, Juventus e o surpreendente Villarreal. No entanto, precisava vencer em Paris o favorito Barcelona, de Ronaldinho Gaúcho, Deco, Samuel Eto'o e Henrik Larsson. O clube inglês saiu na frente com um gol de cabeça de Sol Campbell, mas os catalães viraram o placar no segundo tempo com uma magnífica participação de Henrik Larsson, que havia entrado durante o jogo, nos dois gols (de Eto'o e Belletti) e conquistaram pela segunda vez a Liga dos Campeões, coroando uma nova grande fase no clube azulgrená.

Em 2007, o Milan consegue a revanche depois de 2 anos após vencer o Liverpool, vencendo o jogo por 2 x 1 com 2 gols do "iluminado" Filippo Inzaghi. Seus destaques na competição foram os meias Kaká (artilheiro da competição), Seedorf e Gattuso, além do capitão Paolo Maldini, que levantou a taça pela quinta vez, na sua sétima final. A equipe italiana eliminou nas fases decisivas Celtic, Bayern de Munique e Manchester United, enquanto os ingleses bateram Barcelona, PSV e Chelsea.

Na temporada 2007-2008, o Liverpool bateu o recorde da maior goleada no formato atual, quando bateu o clube turco Besiktas no Anfield, na cidade de Liverpool, por 8 x 0. O recorde pertencia à Juventus que em 2003 bateu o Olympiakos da Grécia por 7 x 0 e também ao Arsenal, que também na temporada 2007-2008, venceu o Slavia Praga por 7 x 0.

As semifinais da temporada 2007-2008 foram entre Barcelona x Manchester United e Chelsea x Liverpool. Os vencedores foram Chelsea e Manchester United, que se enfrentaram na final. Pela terceira vez na história dois clubes do mesmo país se enfrentam na final da Champions League, e pela primeira vez, dois ingleses. A final foi no Estádio Luzhniki em Moscou, Rússia, e terminou nos pênaltis, após empate no tempo normal e prorrogação em 1 x 1. Cristiano Ronaldo (artilheiro da competição) e John Terry (capitão do Chelsea) erraram as suas cobranças, e o goleiro Edwin Van Der Sar garantiu o título dos Red Devils ao defender a cobrança de Anelka.

2009 e 2010: Barcelona outra vez e fim do tabu nerazzurri[editar | editar código-fonte]

Foi a 54ª edição do torneio Europeu de clubes de futebol e a 17ª edição com o atual formato. O grande favorito era a equipe inglesa do Chelsea, detentora de um elenco milionário, mas os ingleses foram derrotados nas semifinais diante do poderoso Barcelona, em casa, quando nos últimos minutos o Barcelona empatou o jogo, e classificou-se nos critérios de gols marcados fora de casa, já que haviam empatado por 0 x 0 a primeira partida no Camp Nou. A partida final da competição foi disputada no Stadio Olimpico de Roma, no dia 27 de maio, entre Barcelona e Manchester United, com vitória do clube espanhol por 2 x 0, golos de Eto'o, aos 9 minutos do primeiro tempo e Messi, aos 24 do segundo tempo.

Com dois gols do argentino Diego Milito, a Internazionale bateu o Bayern de Munique por 2 x 0 no estádio Santiago Bernabéu, em Madrid, e foi campeão após 45 anos de jejum da equipa italiana, tendo eliminado na semifinal o atual campeão e favorito ao título Barcelona. Além disso, a equipe comandada pelo técnico José Mourinho fez história ao garantir uma inédita tríplice coroa em seu país. Antes de triunfar na Liga, a Inter já havia levantado os troféus do Campeonato Italiano e da Copa da Itália.

2011: Consagração azul e grená[editar | editar código-fonte]

A 56ª edição do torneio foi vencida pelo Barcelona, na decisão contra o Manchester United, repetindo a final de 2009 em pleno Wembley Stadium, Londres. Com um gol de Lionel Messi, um de David Villa e outro de Pedro, contra um de Wayne Rooney, a equipe catalã venceu o Manchester United Esta edição contou com uma semifinal envolvendo os dois grandes times da Espanha, Real Madrid e Barcelona, com um duelo entre os então melhores jogadores em atividade Cristiano Ronaldo (Real Madrid) e Lionel Messi (Barcelona). O argentino se destacou mais que o português e levou a que foi considerada a melhor equipe que o Barcelona já formou à próxima etapa.

2012: Festa inglesa em Munique[editar | editar código-fonte]

Na edição de número 57, foi a vez do Chelsea vencer pela primeira vez na sua história o torneio. A decisão foi no estádio Allianz Arena, em Munique, casa do seu adversário, Bayern de Munique. De um lado vinha o Chelsea, cuja presença era dita como um milagre, já que não havia conseguido classificação para a liga da temporada seguinte pela Premier League e vinha de uma vitória inesperada contra o Barcelona (clube tido como favorito a ganhar a competição naquela oportunidade) nas semifinais; do outro o Bayern de Munique, que jogava em casa, após derrotar o Real Madrid na Espanha. No tempo regulamentar, o Bayern abriu o marcador depois do cruzamento feito por Toni Kroos, passando pela zaga do clube londrino que apenas assistiu Thomas Müller cabecear a bola que, após tocar no chão, confundiu o goleiro Petr Čech. O jogo estava praticamente definido, mas o Chelsea ainda tinha esperanças colocando Fernando Torres para jogar, que nos acréscimos do segundo tempo conseguiu um escanteio em jogada na linha de fundo. Juan Mata cruzou, conseguindo encontrar o jogador costa-marfinense Didier Drogba que colocou na rede após cabeçada fulminante em Manuel Neuer. Na prorrogação, Frank Ribéry foi derrubado por Drogba na área, porém a oportunidade foi desperdiçada pelo holandês Arjen Robben do Bayern de Munique. Na decisão por pênaltis, embora o espanhol Juan Mata tenha perdido o pênalti pelo Chelsea, Petr Čech defendeu a cobrança do croata Ivica Olić e Bastian Schweinsteiger do Bayern de Munique acertou a trave. Tranquilamente, o jogador que na prorrogação cometeu falta dentro da área, Didier Drogba, converteu a última cobrança, dando para o Chelsea seu primeiro troféu na competição. Fato interessante é que o arqueiro bávaro Manuel Neuer também se mostrou eficaz em cobrança de pênaltis além de ter sangue frio, cobrando o terceiro pênalti do Bayern e convertendo, ao contrário dos seus companheiros de linha que desperdiçaram as suas cobranças.

2013: Final alemã em Wembley[editar | editar código-fonte]

Depois de 58 anos de competição, enfim ocorria uma final alemã na Liga dos Campeões. O tetracampeão Bayern de Munique, após eliminar Arsenal, Juventus e Barcelona (com 7 x 0 no placar agregado, incluindo uma acachapante vitória por 3 x 0 na casa do rival) enfrentava o também campeão Borussia Dortmund, mas que era a grande surpresa da competição. Após anos no calvário, a equipe amarela havia retornado ao torneio na temporada passada, mas decepcionou ao cair na fase de grupos. Com a faixa de campeão alemão (conquistado sobre o próprio Bayern), passaram em primeiro lugar no chamado "grupo da morte", com Real Madrid, Ajax e Manchester City. Nas oitavas e quartas, eliminaram as zebras Shakhtar Donetsk e Málaga respectivamente. Para voltar a final, precisaram eliminar o Real Madrid novamente.

O palco do grande jogo era o lendário Wembley, em Londres. Ambas as torcidas fizeram um show nas arquibancadas, com destaque para a "muralha amarela". Após um primeiro tempo sem gols, o croata Mandzukic teve a honra de abrir o placar para os bávaros. O Borussia, que estava desfalcado de Mario Gotze, empatou em cobrança de pênalti de Ilkay Gundogan. E quando o jogo estava prestes a ir para a prorrogação, Arjen Robben recebeu passe de Franck Ribéry e tocou na saída do goleiro, para marcar o gol da 5ª conquista bávara da Liga dos Campeões. No duelo alemão, a festa ficou para o lado vermelho.

O Francês Franck Ribéry, campeão com o Bayern, foi eleito o melhor jogador da competição.

2014: Final madrilenha em Lisboa, com "La Décima" conquista merengue[editar | editar código-fonte]

12 anos depois da sua última conquista, a sonhada "La Décima" do Real Madrid finalmente aconteceu. Após uma fase de grupos espetacular, com 100% de aproveitamento, os merengues eliminaram três times alemães para chegar à final, em Lisboa: Os rivais Schalke 04 e Borussia Dortmund e o atual campeão Bayern de Munique. O adversário no Estádio da Luz seria o rival local: O Atlético de Madrid, que estava apenas na sua segunda final. E quase que os colchoneros conseguem estragar a festa dos rivais: até os 48 minutos do segundo tempo, Godín dava a vitória para o Atlético, mas o também zagueiro Sergio Ramos empatou e levou o jogo para a prorrogação. No tempo extra, não deu: Bale, Marcelo, e o artilheiro da competição Cristiano Ronaldo (que marcava o seu gol número 17, recorde na competição) marcaram e deram a vitória de 4 x 1 e o sonhado décimo título para os merengues.

2015: O pentacampeonato catalão[editar | editar código-fonte]

Realizada no Estádio Olímpico de Berlim, a edição de 2015 daria a Tríplice Coroa ao seu vencedor, pois tanto a Juventus quanto o Barcelona tinham conquistado o campeonato e a copa nacional na temporada (Itália e Espanha, respetivamente). A Velha Senhora voltava a final da competição após 12 anos, e trazia o futebol italiano de volta a uma final 5 anos após o título da Internazionale. Já a equipe blaugrana chegava à sua quarta final em nove anos.

Embalado pelo trio de ataque MSN, composto por Messi, Neymar e Suárez, o Barça eliminou o Manchester City, PSG e Bayern de Munique para chegar a Berlim (com direito a 11 gols do trio). Já a Juve, embalada por Tévez, Pirlo e Pogba, classificou-se em segundo no seu grupo e passou por Borussia Dortmund, Monaco e o atual campeão Real Madrid, na semifinal.

A grande final começou logo com um gol aos quatro minutos: Rakitić abriu o placar para o Barcelona. O clube italiano empatou no começo da segunda etapa, gol de Morata. Mas o uruguaio Luis Suárez e o artilheiro da competição, Neymar, marcaram e sacramentaram o quinto título aos culés.

2016: A revanche fracassada do Atlético de Madrid e "La Undécima" do Real[editar | editar código-fonte]

O técnico Zidane comandou o trio BBC (Bale, Benzema e Cristiano Ronaldo) e cia rumo a consagração em Milão. Depois de 120 minutos de um jogo muito difícil no qual terminou de 1 x 1 com gols de Sergio Ramos - que já havia feito um gol importante na final de 2014 também contra o Atlético de Madrid para os blancos - e Carrasco para colchoneros, o jogo foi para os pênaltis, na qual o Real Madrid foi perfeito e venceu por 5 x 3 com Cristiano Ronaldo convertendo a última cobrança. Ele também conseguiu um marca de 16 gols na competição. Zidane entrou para o grupo de campeões como treinador e jogador a conquistarem a "orelhuda". Também é o único a ser campeão da Liga dos Campeões da UEFA como jogador, treinador e assistente técnico.

1977 to 1985 — Dominância inglesa, Hamburgo, Juventus e desastre do Heysel[editar | editar código-fonte]

Em 1977, ao obter o título derrotando na final o Borussia Mönchengladbach por 3 a 1 em Roma, o Liverpool iniciou uma época de supremacia dos clubes ingleses, que ganhariam seis títulos consecutivos, num total de sete títulos em oito anos. No ano seguinte, em 1978, o Liverpool torna-se o primeiro clube britânico ao vencer os campeões belgas, o Club Brugge, no Wembley.

O Liverpool perdeu na primeira fase do campeonato de 1979 para o também inglês Nottingham Forest, que acabou ganhando o torneio no que foi uma das mais impressionantes ascensões ao topo do futebol continental na história futebolística da Europa. O Nottingham derrotou a equipa sueca Malmö por 1 a 0 na final em Munique; e pelo mesmo placar derrotou o Hamburgo, no ano seguinte, na final em Madrid.

O Liverpool voltou novamente a sagrar-se campeão em 1981 quando venceu o Real Madrid, em Paris, pelo placar de 1 a 0, conquistando assim seu terceiro troféu.

Mostrando a força do futebol inglês no período, o Aston Villa ganhou a competição em 1982 com uma vitória simples de 1 a 0 sobre o Bayern em Roterdão.

Em 1983, o Hamburgo surpreendeu a Europa após vencer a Juventus de Michel Platini e se tornar campeão europeeu, numa final que não possuiu participação inglesa pela primeira vez em sete anos.

No entanto, o Liverpool retornou à final do campeonato no ano seguinte para derrotar a Roma no estádio do adversário, após uma disputa de grandes penalidades, ganhando o título pela quarta vez.

O Liverpool voltaria a defender o título em Bruxelas, no ano seguinte, mas a derrota para a Juventus por 1 a 0 tornaria-se irrelevante frente ao desastre do Estádio Heysel, onde 39 torcedores da Juventus morreriam. Como punição, os clubes ingleses ficaram 5 anos impedidos de jogar na Liga, sendo o Liverpool impedido por 6 anos.

As consequências do futebol inglês devido às acções dos fãs do Liverpool foram indiscutivelmente graves em termos de superioridade, com os clubes ingleses a lutarem para terem um impacto significativo aquando do seu regresso.

1992 a 1996 — Cosistência Italiana e o retorno do Juventus[editar | editar código-fonte]

Os clubes ingleses voltaram ao torneio em 1991, mas nenhum deles conseguiu chegar aos quartos-de-final. O Arsenal (1991-92), Leeds United (1992-93), Manchester United (1993-94 e 1994-95) e os Blackburn Rovers (1995-96) lutavam para fazer alguma diferença na Europa e eram frequentemente derrotados por equipas bem mais fracas. Isso acontecia em grande parte pela lei inglesa que só permitia que três jogadores fossem estrangeiros, fazendo com que as equipas não pudessem escalar seus melhores jogadores.

Os clubes da Serie A chegaram à final em sete temporadas consecutivas, vencendo duas. A final de 1992, jogada no Estádio do Wembley, foi vencida pelo Barcelona contra a Sampdoria. Barça, treinado por Johan Cruyff, era conhecido como "Equipa de Sonho" à data da sua vitória.

Marcel Desailly, que ganhou a Taça Europeia pelo Marselha e pelo A.C. Milan em anos consecutivos

A competição foi então renomeada para Liga dos Campeões da UEFA para a temporada de 1992-1993. Marselha venceu a final de 1993, vencendo o A.C. Milan, mas foram banidos mais tarde de defenderem o seu título no que foi apenas o início de um colapso que surgiu pelo descobertas de denúncias de partidas locais arranjadas pelo presidente Bernard Tapie. A equipa foi então despojada da Primeira Divisão Francesa depois de ter sido revelado que Tapie tinha alterado a contabilidade do clube. O Marselha permanece ainda como o único clube francês a ter ganho uma Taça Europeia/Liga dos Campeões.

Louis van Gaal, antigo treinador do Ajax, levou os jovens talentos a vencerem a Liga dos Campeões em 1995

Em 1994, o A.C. Milan reclamou o troféu por derrotar o Barcelona num resultado de 4-0, que muitos apontaram como um dos melhores desempenhos na final da Taça Europeia da era moderna. O Milan eram considerados os mais fracos, com dois importantes defesas forçados a ficar de fora, mas o treinador Fabio Capello rejeitou o tradicional catenaccio italiano, o que os levou a vencer o Barça de Johan Cruyff.[1] Marcel Desailly, defesa do Milan, já tinha jogado pelo Marselha quando os mesmos venceram a Liga dos Campeões, sendo o primeiro jogador a vencer a Taça em temporada consecutivas em clubes diferentes e o primeiro a ter-se transferido para o oponente da final.

Milan chegaria igualmente à final em 1995, mas perdeu por 1 a 0 para o Ajax composto pelo brilhante atacante de 19 anos Patrick Kluivert. Foi o primeiro triunfo do clube desde 1973, quando venceram três títulos consecutivos, e muitos dos jogadores dominariam também na selecção holandesa. O Ajax chegou novamente à final em 1996, mas perdeu para a Juventus depois das grandes penalidades.

Durante este tempo, o mundo do futebol tinha acabado de se adaptar às mudanças radicais trazidas pela Lei de Bosman, mais conhecida por autorizar jogadores sem contracto de se transferirem para outros clubes sem uma taxa de transferência. Contudo, o maior impacto foi sentido na Liga dos Campeões. As quotas para nações da União Europeia foram eliminadas, sendo que os jogadores de um estado membro da UE não eram considerados estrangeiros nos estados membros da UE.

1997 and 1998 — Fénix renascida[editar | editar código-fonte]

O Borussia Dortmund entrou na lista dos campeões da Taça Europeia em 1997 quando derrotaram os então campeões da Juventus na final, depois de terem derrotado os campeões ingleses do Manchester United na semifinal. Mas a temporada de 1996-97 foi uma de progresso para o futebol inglês na Taça Europeia, pois o Manchester United era então a primeira equipa inglesa a chegar entre os oito melhores na era pós-Heysel.

Em 1997-98, os vice-campeões de algumas ligas europeias foram autorizados a disputar o torneio. O objectivo da UEFA era aumentar a qualidade do seu torneio principal incluindo mais equipa de topo das melhores ligas. O título de 1998 foi para o Real Madrid, que levantou a taça pela sétima vez na história, sendo a primeira após 1966, ao derrotar a Juventus por um resultado de 1 a 0, o que seria a terceira final consecutiva do clube (e a segunda derrota consecutiva).

1999 — "Football, bloody hell"[editar | editar código-fonte]

1999 vai ser lembrando pela tríplice coroa do Manchester United. O United percorreu um caminho impressionante até à final, ao se qualificar de um grupo que continha o Barcelona e o Bayern Munique, vencendo depois as gigantes italianas - Inter de Milão e Juventus - vencedora das duas últimas mãos. Eles conquistaram também uma grande reputação na Inglaterra ao vencer a Premier League e a FA Cup enquanto percorriam caminho para a final da Liga dos Campeões. Tendo sido bem sucedidos em ambas as competições, os presságios pareciam estar com o United para a Liga dos Campeões - com Roy Keane suspenso, o guarda-redes Peter Schmeichel, no seu último jogo pelo clube, iria ser o capitão da equipa nessa noite, que seria também o 90º aniversário de nascimento de Sir Matt Busby.

Os seus adversários, o Bayern Munique, também procuravam a tríplice coroa, e passaram a liderar o jogo apenas seis minutos depois do início, após a marcação de um livre por Mario Basler. O golo parecia ser suficiente para o Bayern, já que o Manchester não encontrou nenhum caminho para marcar, embora Schmeichel estivesse inspirado para manter a equipa no jogo. Quando o árbitro Pierluigi Collina assinalou três minutos de compensação, o clube inglês enviou toda os jogadores para o ataque e foram recompensados num canto de David Beckham, momento em que Teddy Sheringham equalizou o resultado depois de Ryan Giggs ter falhado. Faltando poucos segundos para o final da compensação, outro canto de Beckham providenciou perigo em que Shenrigham cabeceou para Ole Gunnar Solskjær, que lançou o pontapé que enviou a bola para a cobertura da rede e deu ao seu clube a vitória na Taça Europeia. Alex Ferguson, treinador do Manchester, memoravelmente resumiu a experiencia numa entrevista pós-jogo em que disse:

Era o primeiro título do clube desde 1968 e a primeira vitória inglesa desde o título do Liverpool em 1984.

2000 a 2002 — Domínio Espanhol[editar | editar código-fonte]

A temporada de 1999-2000 viu novamente mudanças nas entradas para a Liga dos Campeões. Agora, das três ligas principais (Espanhola, Italiana e Alemã, segundo as tabelas da UEFA) poderiam entrar quatro equipas, enquanto que as três seguintes (Inglesa, Francesa e Holandesa) apenas poderiam enviar três clubes.

Zinedine Zidane, que marcou o golo da vitória pelo Real Madrid na final de 2002

Nesta época, os clubes espanhóis voltaram ao topo da Europa e iniciaram uma espécie de domínio no século XXI depois de venceram duas Taças Europeias nos anos 1990 com o Barcelona em 1992 e o Real em 1998. A La Liga teve três semi-finalistas na Liga dos Campeões de 2000 (Real Madrid, Valencia e Barcelona) e a primeira final completamente de um só país, neste caso a Espanha, com o Real Madrid e o Valencia. O Real Madrid iniciou o século XXI ao mesmo estilo do século XX ao vencer o Valencia por 3 a 0, levantando a European Cup de novo. Esta foi então a primeira final a receber a participação de duas equipas do mesmo país. A caminho da final, o Real atingiu a notável proeza de eliminar sucessivamente o vice-campeão (o Bayern Munique, nas semifinais e o campeão (o Manchester United, nos quartos-de-final). O empate contra o United recebeu um status lendário entre os fãs do Madrid depois de uma memorável vitória fora em Old Trafford (2 a 3).

A La Liga teve outro bom desempenho na Champions League de 2001, com o Real Madrid e o Valencia a chegarem às semifinais novamente. Os Los Che chegaram de novo à final, apenas para serem derrotados de novo. O vencedor, desta vez, foi o Bayern Munique, que tinha anteriormente derrotado o Real Madrid nas semifinais, o que finalmente apagou a memória da sua derrota na final de 1999. O jogo acabou empatado 1 a 1, com o Bayern a vencer nos penaltys por 5-4. A vitória atribuíu ainda ao treinador Ottmar Hitzfeld a distinção de vencer a Taça Europeia com duas equipas diferentes, tendo levado em 1997 o Borussia Dortmund à vitória. O Valencia tinha agora acabado de perder duas finais consecutivas da Liga dos Campeões.

Foram "ouvidos" ecos da lendária vitória do Real Madrid em 1960 quando os mesmos defrontaram outra equipa germânica, o Bayer Leverkusen na final de 2002 no Hampden Park, em Glasgow. O Bayer tornou-se assim a primeira equipa a chegar à final sem ter ganho a sua liga doméstica. Com a sua política "Galactica", o Real Madrid pretendia contratar um jogador de classe mundial a cada ano. Nessa época, os mesmos adicionaram o FIFA World Player of the Year por múltiplas vezes, Zinedine Zidane, para o seu plantel depois de um recorde de €71 milhões. O francês mostrou habilidade ao acrobaticamente marcar de volley, aumentando o placar para 2-1, o que deu ao clube o seu nono título europeu, depois de vencerem o Barcelona nas semifinais. Nesta época, a Espanha dominou novamente ao ser o país com mais representantes nas meias-finais pela terceira época consecutiva (três em 200, dois em 2001 e outros dois em 2002), o que culminou com o terceiro título do Real Madrid em cinco anos.

Como nota, a derrota tornou a época totalmente sem sucessos para o Bayer Leverkusen. Primeiramente, desceram para segundo lugar na Bundesliga no último jogo da época, depois perderam a final da Taça Europeia, e finalmente foram derrotadaos na final da Taça Alemã, conquistado uma inacreditável "quase-tríplice coroa". Por fim, alguns dos jogadores do Bayer (incluindo a estrela Michael Ballack) saíram derrotados da final do Mundial de 2002 pela Alemanha nesse Verão.

2003 — O retorno do Milan[editar | editar código-fonte]

A temporada seguinte viu o retorno dos clubes italianos ao topo da Europa. Embora tivessem dominado a competição nos anos 1990, os clubes italianos desceram tão depressa nos anos seguintes que em 2002 a Itália não possuiu um único representante nos quartos-de-final. Contudo, na época seguinte, três clubes italianos chegaram às meias-finais e a final opôs o A.C. Milan frente à Juventus. O Milan venceu então a sua sexta Taça Europeia ao vencerem os seus velhos rivais por 3-2 em grandes penalidades, depois de um empate sem golos. A vitória soube especialmente melhor ao capitão, Paolo Maldini, que levantou o troféu em Manchester exactamente 14 anos depois do seu pai, Cesare Maldini, o ter feito igualmente pelo Milan em Londres. Outro facto memorável foi realizado por Clarence Seedorf, que venceu a Liga dos Campeões pela terceira vez, e por três clubes diferentes. O jogador já tinha vencido outras duas finais pelo Ajax em 1995 e pelo Real Madrid em 1998.

A fase de grupos desse ano conseguiu também obter interessantes factos. Três equipas tiveram exactamente os mesmos resultados em todos os jogos. O Barcelona conseguiu com sucesso vencer todos os seis jogos, enquanto que o mediocre Spartak Moscow perdeu todos os jogos. O AEK de Atenas empatou seis vezes e tornou-se a primeira equipa que não se qualificou sem nenhuma derrota, acabando em terceiro. O Newcastle fez ainda história ao ser a primeira equipa a perder os três primeiros jogos e a qualificar-se para os oitavos-de-final, ao vencer a Juventus, o Dyanamo Kiev e o Feyenoord, acabando em segundo com 9 pontos.

2004 a 2006 — Resultados inesperados e retornos triunfantes[editar | editar código-fonte]

2005: O milagre de Istambul[editar | editar código-fonte]

Uma surpresa parecida repetiu-se em 2005, desta vez envolvendo dois dos clubes europeus mais bem sucedidos. Os campeões europeus por seis vezes, A.C. Milan, defrontaram o Liverpool, campeão por quatro vezes, no que pode ser considerada uma das finais mais dramáticas na história da competição. O Milan eram considerados os esmagadores favoritos, tendo reclamado o título dois anos antes e trazendo uma equipa repleta de estrelas que incluía Paolo Maldini e o ucraniano Andriy Shevchenko em conjunto com uma nova ameaça ao estilo do ataque brasileiro, o médio Kaká. O Liverpool, por outro lado, tinha lutado por uma campanha fraca na sua liga doméstica, acabando num humilde quinto lugar. Contudo, o clube produziu uma série de desempenhos incríveis na Europa, vencendo a Juventus pela primeira vez desde o Desastre de Heysel, e depois eliminando os campeões da Premiership, o Chelsea.

O Milan iniciou bem o jogo, com Maldini a marcar o golo mais rápido de uma final europeia, apenas 52 segundos do início do jogo. Os italianos tomaram então controlo do jogo, com um sensacional desempenho do brasileiro Kaká. Ao final da segunda parte, o clube de Milão já goleava por 3-0. Aos 3-0, o Liverpool parecia já morto e enterrado, tanto que uma pequena minoria dos apoiantes do Liverpool deixou o estádio durante o intervalo, uma decisão que os faria arrepender no fim.

O treinador espanhol Rafael Benítez mudou o curso do jogo a partir do momento que introduziu o médio germânico Dietmar Hamann. Depois do guarda-redes Jerzy Dudek ter defendido com sucesso um livre de Shevchenko, um dos maiores reaparecimentos numa final europeia estava prestes a começar. O capitão Steven Gerrard marcou e apenas dois minutos depois, Vladimír Šmicer reduziu o placar para 3-2. Quando o relógio marcava uma hora de jogo, o espanhol Xabi Alonso completou outro golo, e empatou com sucesso o placar para 3 a 3.

O Milan quase venceu no fim do prolongamento, quando Shevchenko falhou dois remates. Isso tornou-se crucial, já que o jogo prossegiu para uma desempate por grandes penalidades, em que o Liverpool trinfou por 3-2, em que Dudek mais uma vez defendeu um remate de Shevchenko. O Liverpool tinha acabado de conquistar a sua mais improvável Taça Europeia, e sendo o seu quinto título, o clube inglês recebeu a honra de manter o troféu original.

Os red's quase falharam na qualificação para a fase de grupos. Participando no Grupo A, em conjunto com o Monaco, o Deportivo La Coruña e o Olympiacos, o Liverpool encontrava-se no terceiro lugar no dia do sexto jogo, e tinham de vencer por uma vitória limpa ou por pelo menos uma vantagem de dois golos no seu último jogo com o Olympiacos. Ao fim da primeira parte, os gregos estavam a lideram por um golo. Embora Florent Sinama Pongolle tivesse empatado dois minutos antes do intervalo, o placar continuava 1-1 com menos de dez minutos para o final do jogo. Depois de 81 minutos, Neil Mellor ofereceu a liderança ao Liverpool e, com apenas quatro minutos para o fim do tempo regulamentar, Steven Gerrard marcou um golo espectacular que os qualificaram para a fase de eliminatórias.[2]

Referências

  1. «Champions League 1993» (em inglês). UEFA 
  2. «Liverpool 3-1 Olympiakos». BBC News (em inglês). British Broadcasting Corporation. 8 de dezembro de 2004