Braskem

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Braskem
Razão social Braskem S/A
Empresa de capital aberto
Slogan Paixão por Transformar
Cotação B3BRKM3, BRKM5, BRKM6
NYSE: BAK
Latibex: XBRK
Atividade Química
petroquímica
Gênero Sociedade anônima
Fundação 16 de agosto de 2002 (19 anos)
Sede São Paulo
Proprietário(s) Novonor (38,25%)
Petrobras (32,15%)
Presidente Roberto Lopes Pontes Simões
Empregados 8.008[1]
Produtos Resinas polietileno (PE), polipropileno (PP), policloreto de vinila (PVC); e insumos químicos básicos, como eteno, propeno, butadieno, benzeno, tolueno, cloro, soda e solventes, entre outros.
Valor de mercado Aumento R$ 23,7 bilhões (Dez/2019)[2]
Lucro Aumento R$ 2,867 bilhões (2018)[3]
Faturamento Aumento R$ 58 bilhões (2018)[4]
Website oficial www.braskem.com.br

A Braskem é uma empresa brasileira do ramo petroquímico, produtora de resinas termoplásticas. Com quarenta unidades industriais em quatro países, é a maior de seu segmento nas américas e a maior produtora de polipropileno dos Estados Unidos.[5]

Histórico[editar | editar código-fonte]

A constituição da Braskem se deu em 2002, a partir da integração das empresas Copene, OPP, Trikem, Proppet, Nitrocarbono e Polialden, do Novonor, com forte participação da estatal petrolífera Petrobras. Está entre as seis maiores do mundo em seu segmento.

Uma das maiores produtoras de resinas termoplásticas nas Américas, conta com uma capacidade de produção de cerca de nove milhões de toneladas. Além disso, processa anualmente dez milhões de toneladas de químicos básicos, sendo a maior fabricante mundial de biopolímeros, produzindo anualmente duzentas mil toneladas de polietileno feito a partir de etanol de cana-de-açúcar, conhecido como Plástico Verde I´m Green.

Com ações ordinárias (BRKM3) e preferenciais (BRKM5 e BRKM6), está listada no nível 1 de Governança Corporativa da B3 e atende a requerimentos do Nível 2 e Novo Mercado.

Têm ações negociadas na Bolsa de Valores de Nova Iorque (EUA) e no Latibex, da Bolsa de Madri (Espanha). Em 2016, a Braskem celebrou Acordo de Leniência com autoridades do Brasil, EUA e Suíça, relacionado a fatos apurados envolvendo a companhia no âmbito das investigações da Operação Lava-Jato.[6]

Unidades[editar | editar código-fonte]

A empresa conta com quarenta unidades industriais, das quais vinte e nove em território brasileiro, nos estados de Alagoas, Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e São Paulo. Cinco estão nos Estados Unidos, duas estão na Alemanha e quatro no México, empregando cerca de oito mil trabalhadores.[7][8]

Produtos[editar | editar código-fonte]

Os principais produtos da Braskem são resinas polietileno (PE), polipropileno (PP), policloreto de vinila (PVC), eteno, propeno, butadieno, benzeno, tolueno, cloro, soda e solvente.[9]

Tragédia da Braskem em Maceió[editar | editar código-fonte]

Na tarde do dia 3 de março de 2018, após fortes chuvas no bairro do Pinheiro em Maceió, um tremor de terra de 2,5 na Escala Richter causou grandes rachaduras nos imóveis do bairro e causou grandes crateras no asfalto de várias ruas e começou a se expandir para outros bairros circunvizinhos.[10][11]

Depois de muitos estudos, foi descoberto que a causa das rachaduras e do afundamento dos imóveis era a exploração de sal-gema do solo do Pinheiro. Com isso, em 2019, a Braskem anunciou o encerramento da exploração de sal-gema em Maceió. Também foi iniciada a desocupação dos imóveis que estavam em áreas com risco de desabamento nos bairros do Pinheiro, Mutange, Bebedouro e Bom Parto. Foi iniciada também o tamponamento dos 35 poços de extração de sal-gema.[12][13][14][15]

Referências

  1. «Relatório Anual 2016». Braskem. Consultado em 4 de agosto de 2020 
  2. https://www.google.com.br/webhp?sourceid=chrome-instant&ion=1&espv=2&ie=UTF-8#q=braskem%20valor%20de%20mercado
  3. http://www.braskem-ri.com.br/portal/RI/arquivos/imagens/ER_4T15_Port.pdf
  4. http://www.braskem-ri.com.br/portal/RI/arquivos/imagens/ER_4T15_Port.pdf
  5. «Braskem» 
  6. «BRKM5 (BRASKEM PNA N1)» 
  7. «História» 
  8. «Perfil e Histórico» 
  9. «Braskem» 
  10. «Tremor de terra é registrado e assusta moradores de Maceió». VEJA. Consultado em 11 de agosto de 2021 
  11. «Braskem já tem projeto de drenagem superficial para o bairro do Pinheiro». www.braskem.com.br. Consultado em 11 de agosto de 2021 
  12. Rossi, Marina (14 de janeiro de 2020). «O bairro com data para sumir do mapa em Maceió». EL PAÍS. Consultado em 11 de agosto de 2021 
  13. Minas, Estado de; Minas, Estado de (29 de abril de 2021). «Bairros fantasmas surgem em Maceió após afundamento de terra; entenda». Estado de Minas. Consultado em 11 de agosto de 2021 
  14. Pajuçara, TNH1 com TV (31 de outubro de 2020). «Áreas do bairro Mutange podem desaparecer até 2025, diz geólogo». TNH1. Consultado em 11 de agosto de 2021 
  15. «Afundamento de Maceió provoca êxodo urbano de 55 mil pessoas». Metrópoles. 23 de maio de 2021. Consultado em 11 de agosto de 2021 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]