Pale Blue Dot

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Pale Blue Dot
Pale Blue Dot
O ponto azul-claro (PT)
Pálido Ponto Azul (BR)
Autor(es) Carl Sagan
Idioma Inglês
País  Estados Unidos
Gênero Divulgação científica
Editora Grupo Random House Publishing
Formato Brochura
Lançamento 1994
Páginas 384
ISBN 0-679-43841-6
Edição portuguesa
Tradução Augusto Manuel Marques e Jorge Landeck
Editora Gradiva
Lançamento 1995
Formato 24 cm
Páginas 429
ISBN 972-662-425-8
Edição brasileira
Tradução Rosaura Eichenberg[1]
Editora Companhia das Letras[1]
Lançamento 02 de maio de 1996
Formato Brochura
Páginas 496
ISBN 9788571645363
Cronologia
Shadows of Forgotten Ancestors
The Demon-Haunted World

Pale Blue Dot (Brasil: Pálido Ponto Azul /Portugal: O ponto azul-claro) é um livro escrito por Carl Sagan em 1994. Sagan foi inspirado pela fotografia da Terra, a 6,4 bilhões de quilômetros de distância, mostrando-a como um pálido ponto azul.[1]

Nele, Sagan coloca em questão a necessidade de nós humanos entendermos a raridade de recursos propícios à vida, demonstrando o quão pequeno é o nosso lar em um universo infinito onde não passamos de herdeiros temporários do nosso pequeno mundo que por acidente adquiriram a capacidade de destruí-lo.

Resumo[editar | editar código-fonte]

A primeira parte do livro examina as alegações feitas ao longo da história de que a Terra e a espécie humana são únicas. Sagan propõe duas razões para a persistência da ideia de um universo geocêntrico, ou centrado na Terra: o orgulho humano em nossa existência e a ameaça de torturar aqueles que o discordaram, particularmente durante o tempo da Inquisição Romana. No entanto, ele também admite que as ferramentas científicas para provar que a Terra orbitava o Sol não eram (até os últimos cem anos) suficientemente precisas para medir efeitos como a paralaxe, dificultando aos astrônomos provar que a teoria geocêntrica era falsa.

Depois de dizer que ganhamos humildade ao entender que não somos literalmente o centro do universo, Sagan embarca em uma exploração de todo o Sistema Solar. Ele começa com um relato do programa Voyager, no qual Sagan era um cientista participante. Ele descreve a dificuldade de trabalhar com os baixos níveis de luz em planetas distantes e os problemas mecânicos e de computador que assolavam as naves espaciais à medida que envelheciam e que nem sempre podiam ser diagnosticados e corrigidos remotamente. Sagan então examina cada um dos principais planetas, bem como algumas das luas - incluindo Titã, Tritão e Miranda -, focando se a vida é possível nas fronteiras do Sistema Solar.

Sagan argumenta que o estudo de outros planetas fornece contexto para a compreensão da Terra - e para proteger o único lar da humanidade da catástrofe ambiental. Ele acredita que a decisão da NASA de encerrar a exploração da Lua após o programa Apollo foi uma decisão míope, apesar de suas despesas e popularidade em declínio entre o público americano. Sagan diz que a exploração futura do espaço deve se concentrar em maneiras de proteger a Terra e estender a habitação humana além dela. O livro foi publicado no mesmo ano em que o cometa Shoemaker-Levy 9 colidiu com Júpiter, um evento que Sagan usa para destacar o perigo que a Terra enfrenta de um asteroide ou cometa causar danos substanciais se atingir a Terra. Ele diz que precisamos de vontade política para rastrear grandes objetos extraterrestres, ou corremos o risco de perder tudo. Sagan argumenta que, para salvar a raça humana, a colonização espacial e a terraformação devem ser utilizadas.

Posteriormente, a esposa de Sagan, Ann Druyan, desafia os leitores a escolher um dos outros pontos planetários fotografados e apresentados no livro e imaginar que existem habitantes nesse mundo que acreditam que o universo foi criado exclusivamente para si. Ela compartilhou a crença de Sagan de que os humanos não são tão importantes quanto pensam.

A primeira edição do livro inclui uma extensa lista de ilustrações e fotografias, muitas das quais extraídas de arquivos públicos de informações divulgadas pela NASA.[2]

Referências

  1. a b c Pálido Ponto Azul - Carl Sagan,Página visitada em 14 de fevereiro de 2015.
  2. SAGAN, Carl (2019). Pálido Ponto Azul. São Paulo: Companhia das Letras