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Trio de Ferro: diferenças entre revisões

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Revisão das 23h01min de 18 de abril de 2011

Trio de Ferro é a denominação para a tríade de grandes clubes tradicionais de futebol paulistano formada pelo Sport Club Corinthians Paulista, pela Sociedade Esportiva Palmeiras e pelo São Paulo Futebol Clube. Neste conjunto, o Corinthians é a equipe mais antiga, fundada em 1910, seguida pelo Palmeiras, fundado em 1914 com o antigo nome de Palestra Itália. O São Paulo é o caçula dos três, já que surgiu em 1930 e foi refundado em 1935.

As três equipes estão entre as maiores detentoras de títulos do futebol nacional e historicamente tiveram seus atletas convocados para a Seleção Brasileira nas Copa do Mundo de Futebol da Fifa. Por conta da tradição e sucesso, também possuem uma imensa legião de torcedores não somente no seu Estado de origem, mas também em todo o País.

História

Time do Paulistano em 1901.
Time do Corinthians em 1914.
Time do Palestra Itália em 1916.
Time do São Paulo FC (da Floresta) em 1930.

O termo Trio de Ferro começou a ser utilizado a partir da década de 1920 do século XX, quando o Corinthians, o Palestra e o Club Athlético Paulistano, até então a maior potência da época, passaram a monopolizar a maior quantidade de títulos e torcedores do futebol paulista. Até o final daquela década, quando o futebol ainda não era um esporte profissional no País, as competições paulistas tinham o Club Athlético Paulistano como maior vencedor.

Fundado no final de dezembro de 1900, o Paulistano levantou 11 taças em 28 Campeonatos Paulistas possíveis (1905, 1908, 1913, 1916, 1917, 1918, 1919, 1921, 1926, 1927 e 1929). Contou na época com o maior jogador brasileiro da história do período amadorístico, o atacante Arthur Friedenreich.

Em 1929, com a cada mais vez maior proximidade do profissionalismo, o Paulistano, sempre fiel às raízes amadoras do esporte, fechou seu departamento de futebol. Alguns diretores do clube que não se conformaram com a atitude decidiram, porém, em conjunto com remanescentes da extinta Associação Atlética das Palmeiras, fundar o São Paulo FC, conhecido na época como São Paulo da Floresta, que conquistou o primeiro título paulista logo no segundo ano de vida, em 1931.

Após um período de turbulência financeira que obrigou o tricolor a fechar as portas, o clube foi refundado em 1935 e passou, a partir da década de 1940, a dividir as conquistas paulistas com o Corinthians e com o Palmeiras, que eram os times com maior torcida na cidade e no Estado de São Paulo.

Ainda na década de 1930, com o surgimento do Torneio Rio-São Paulo, em 1933, como a primeira competição regional brasileira de clubes e, mais tarde, com a criação das competições nacionais, a força dos integrantes do trio foi conhecida pelo restante do País. Não sem, pouco tempo depois, ser testada com o surgimento do Santos de Pelé, que conquistou uma grande quantidade de títulos disputados entre as décadas de 50 e começo da 70 e foi considerado uma das maiores equipes da história do futebol mundial.

A primeira aparição de destaque de um clube do Trio de Ferro em um torneio internacional foi a do Palmeiras, em 1951, com a conquista da Copa Rio, que foi disputada no País e é considerada o primeira competição interclubes da história a contar com equipes de mais de um continente, na ocasião da Europa e da América do Sul. Apesar de o torneio não ser reconhecido até hoje oficialmente pela Fifa, contou com algumas das equipes mais fortes da época de ambos os continentes, como o próprio Palmeiras e o Vasco da Gama, do Brasil, a Juventus, da Itália, o Nacional, do Uruguai, e o Sporting, de Portugal, entre outros.

Antes, o alviverde também havia sido primeiro do trio a conquistar um torneio regional, o Rio-São Paulo de 1933, que teve o São Paulo da Floresta como vice-campeão. Também foi o primeiro da tríade a vencer uma competição nacional, a Taça Brasil de 1960.

Se o Palmeiras foi o primeiro do Trio de Ferro a despontar em competições nacionais, o São Paulo foi o primeiro clube paulistano a brilhar internacionalmente em um torneio oficial, com a conquista das Taças Libertadores da América de 1992 e 1993. Nestes mesmos anos, o tricolor paulista obteve os títulos da Copa Intercontinental de Clubes, derrotando equipes históricas do futebol internacional, como o Barcelona, da Espanha, e o Milan da Itália.

O Corinthians, por sua vez, despontou internacionalmente em 2000, quando conquistou o primeiro Mundial de Clubes da Fifa. Classificado para o torneio como representante do país-sede, o Brasil, o alvinegro venceu, nos pênaltis, o Vasco da Gama na final da competição, no Estádio do Maracanã, na cidade do Rio de Janeiro, após o placar no tempo normal terminar empatado em 0 a 0. Antes, na primeira fase da competição, eliminou o Real Madrid, da Espanha.

Em 1999, o Palmeiras conquistou a Taça Libertadores da América, a segunda competição oficial internacional da equipe, que, um ano antes, havia vencido a Copa Mercosul.

Em 2005, o São Paulo ratificou sua imagem de maior vencedor do Trio de Ferro em torneios internacionais. O tricolor conquistou no mesmo ano a Libertadores, contra o Atlético Paranaense, e o Mundial Interclubes da Fifa, contra o Liverpool, da Inglaterra.

A equipe do Morumbi não é somente a maior vencedora internacional do Trio, mas também a equipe brasileira com a quantidade mais expressiva de títulos oficiais deste porte. São 2 Copas Intercontinentais de Clubes, 1 Mundial da Fifa, 3 Libertadores da América, 1 Supercopa Libertadores (1993), 2 Recopas Sul-Americanas (1993 e 1994)e 1 Copa Conmenbol (1994).

O Palmeiras, por sua vez, é a equipe brasileira com o maior número de conquistas dentro do País. O alviverde tem dez conquistas deste porte, com destaque para os quatro títulos (1972, 1973, 1993 e 1994) do Campeonato Brasileiro, principal disputa do País desde 1971, que tem, no entanto, o São Paulo como maior vencedor, com seis títulos (1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008). Além do Campeonato Brasileiro, o Palmeiras já venceu a Copa do Brasil de 1998, a Taça Brasil (1960 e 1967), o Torneio Roberto Gomes Pedrosa (1967 e 1969) e a Copa dos Campeões de 2000.

O Corinthians, que tem quatro conquistas do Campeonato Brasileiro (1990, 1998, 1999 e 2005) e três da Copa do Brasil (1995, 2002 e 2009), é o maior detentor de títulos (26) dentro do Estado de São Paulo pelo Campeonato Paulista. Ao lado do Palmeiras e do Santos, também tem o maior número (5) de conquistas do Torneio Rio-São Paulo.

Períodos ruins

Além das glórias conquistadas ao longo dos anos, as equipes do Trio de Ferro também já passaram por períodos bastante ruins nas suas respectivas histórias. Desde os problemas financeiros que levaram o São Paulo ao fechamento até os rebaixamentos no Campeonato Brasileiro de Palmeiras e Corinthians, bem como períodos longos sem conquistas de títulos dos três clubes, estes acontecimentos muitas vezes enfraqueceram o poder do trio.

Das três equipes, o Corinthians é a que ficou mais tempo sem títulos relevantes no futebol. Após a conquista do Campeonato Paulista de 1954, o tabu alvinegro se estendeu até o título do Campeonato Paulista de 1977.

O Palmeiras também passou por um longo período sem títulos, entre as conquistas do Campeonato Paulista de 1976 e do Campeonato Paulista de 1993. Com um período menor de jejum que os adversários, o São Paulo também ficou sem ganhar nada entre as conquistas do Campeonato Paulista de 1957 e do Campeonato Paulista de 1970.

Outro momento ruim na história de dois dos componentes do Trio de Ferro foi o rebaixamento no Campeonato Brasileiro, torneio de clubes mais importantes do País. O Palmeiras caiu para Segunda Divisão do campeonato nacional em 2002. O Corinthians, por sua vez, caiu em 2007. Ambos os clubes, com campanhas incontestáveis, conquistaram o título da divisão de acesso em 2003 e 2008, respectivamente, e retornaram à divisão de elite brasileira.

Corinthians e Palmeiras também chegaram a disputar, na década de 1980, a Taça de Prata, espécie de divisão de acesso do futebol brasileiro. A partir de 1981, os 40 clubes que disputavam a Primeira Divisão, denominada Taça de Ouro, eram determinados da seguinte forma: 13 Estados entravam com seus campeões, sete participavam com o campeão e o vice. O Estado de São Paulo contava com os seis melhores classificados do Paulistão e o Rio de Janeiro, com os cinco melhores do seu estadual. As outras duas vagas eram ocupadas pelos campeão e vice do ano anterior da Taça de Ouro.

A Taça de Prata era a competição destinada às equipes que não conseguiam se classificar à Taça de Ouro, mas contava com um regulamento que previa o acesso, no mesmo ano, para a Primeira Divisão, das equipes com melhor campanha. O Corinthians disputou a Taça de Prata de 1982 e conseguiu chegar à Taça de Ouro no mesmo ano. O Palmeiras disputou a Taça de Prata em 1981 e 1982, conseguindo avançar à Taça de Ouro somente em 1981.

O São Paulo nunca chegou a ser rebaixado em competições nacionais, mas disputou o Campeonato Paulista de 1991 num grupo de clubes mais fracos que fizeram, como o tricolor, campanhas ruins na competição do ano anterior. Para os torcedores dos times rivais, a passagem do São Paulo do grupo mais forte, que continha equipes como Corinthians, Palmeiras e Santos, para o mais fraco foi considerada uma espécie de "rebaixamento". Mas, como o regulamento de 1991 previa um cruzamento entre os melhores colocados dos grupos nas semifinais, o São Paulo se classificou em primeiro lugar entre os mais fracos, batendo, nas fases seguintes, o Palmeiras, na semifinal, e o Corinthians, na final, conquistando assim o título daquela edição confusa do Paulistão.

Confrontos

Derby Paulista no Estádio do Pacaembu em 2010
Ficheiro:Bambis - sao paulo and corinthians - campeonato paulista of 2009 - 01.jpg
Majestoso no Estádio do Morumbi em 2009
Choque Rei no Estádio Palestra Itália em 2007

Segundo a tradição do equilíbrio nos confrontos do Trio de Ferro, O Corinthians tem menos vitórias nos clássicos contra o Palmeiras, que tem menor vitórias nos confrontos contra o São Paulo, que tem menos vitórias nas partidas contra o Corinthians. O clássico mais antigo e que envolve a maior rivalidade é o realizado entre Corinthians e Palmeiras, chamado de Derby. Depois dele, o que envolve maior rivalidade e até uma certa dose de inimizade por razões históricas é o clássico entre Palmeiras e São Paulo, chamado de Choque-Rei. Já o confronto entre Corinthians e São Paulo, é chamado de Majestoso e reúne atualmente as maiores torcidas da capital e do Estado.

  • Corinthians x Palmeiras, o Derby Paulista
    • Partidas: 335 (de 6 de maio de 1917 até 6 de fevereiro de 2011)
    • Vitórias do Corinthians: 115
    • Vitórias do Palmeiras: 120
    • Empates: 100
    • Gols do Corinthians: 448
    • Gols do Palmeiras: 489
  • Palmeiras x São Paulo, o Choque Rei
    • Partidas: 297 (de 30 de março de 1930 até 27 de fevereiro de 2011)
    • Vitórias do Palmeiras: 97
    • Vitórias do São Paulo: 103
    • Empates: 97
    • Gols do Palmeiras: 390
    • Gols do São Paulo: 403
  • São Paulo x Corinthians, o Majestoso
    • Partidas: 307 (de 25 de maio de 1930 até 27 de março de 2011)
    • Vitórias do São Paulo: 98
    • Vitórias do Corinthians: 113
    • Empates: 96
    • Gols do São Paulo: 430
    • Gols do Corinthians: 444

Títulos

Competições Internacionais SC Corinthians São Paulo FC SE Palmeiras
Copa Rio Internacional / Taça Intercontinental / Mundial de Clubes 1 3 1
Campeonato Sul-Americano de Campeões / Copa Libertadores da América 0 3 1
Copa Sul-Americana / Copa Conmebol 0 1 0
Copa Mercosul 0 0 1
Supercopa Libertadores 0 1 0
Recopa Sul-Americana 0 2 0
Copa Ouro Sul-Americana 0 0 0
Copa Master da Conmebol 0 1 0
Pequena Taça do Mundo 1 2 0
Total 2 13 3
Competições Nacionais SC Corinthians São Paulo FC SE Palmeiras
Campeonato Brasileiro (pós-1971) 4 6 4
Campeonato Brasileiro (Taça Brasil) 0 0 2
Campeonato Brasileiro (Torneio Roberto Gomes Pedrosa) 0 0 2
Copa do Brasil 3 0 1
Supercopa do Brasil 1 0 0
Copa dos Campeões 0 0 1
Campeonato Brasileiro - Série B 1 0 1
Taça Cidade de São Paulo (Nacional)[1][2] 0 1 1
Copa dos Campeões Mundiais 0 2 0
Total 9 9 12
Competições Regionais SC Corinthians São Paulo FC SE Palmeiras
Torneio Rio-São Paulo 5 1 5
Copa dos Campeões Estaduais Rio-São Paulo 1 11 4
Total 6 12 9
Competições Estaduais SC Corinthians São Paulo FC SE Palmeiras
Campeonato Paulista 26 21 22
Supercampeonato Paulista 0 1 0
Campeonato Paulista Extra 0 0 2
Campeonato Paulista de Aspirantes 9 14 5
Campeoanto Paulista de Segundos Quadros 8 3 12
Torneio Roberto Gomes Pedrosa (paulista) 0 1 0
Taça Cidade de São Paulo 7 1 4
Taça Estado de São Paulo 1 0 0
Copa Bandeirantes 1 0 0
Torneio Laudo Natel 1 0 1
Taça Governador do Estado de São Paulo 1 3 0
Taça Competência 3 0 4
Torneio Início Paulista 8 3 8
Total 65 47 58
Total geral 82 81 82

O Trio de Ferro unido

Torcida do Corinthians em clássico contra o Palmeiras.
Ficheiro:Palestra itália.JPG
Torcida do Palmeiras no Estádio Palestra Itália.
Torcida do São Paulo no Estádio do Morumbi na final da Libertadores de 2005.

Corinthians, São Paulo e Palmeiras já se uniram em um mesmo time, camisa e torcida por 2 vezes:

  • Combinado Corinthians/Palestra Itália/São Paulo 0 x 3 Combinado de Jogadores Mineiros

26 de março de 1941 - Estádio do Pacaembu - São Paulo

Combinado: King (São Paulo); Agostinho e Junqueirinha; Lola (Fiorotti), Dino e Del Nero (Palestra); Bazzoni, Remo Januzzi (São Paulo), Teleco (Corinthians) (Joane), Lima (Palestra) e Carlinhos.

Técnico: Vicente Feola (São Paulo)

Árbitros: Francisco Trindade; José Alexandrino

Público e renda: Desconhecidos

  • Combinado Corinthians/Palmeiras/São Paulo (Seleção Paulista) 1 x 1 Combinado River Plate/Boca Juniors (Argentina)

21 de janeiro de 1948 - Estádio do Pacaembu - São Paulo

Combinado: Oberdan Cattani (Palmeiras); Caieira (Renganeschi) (São Paulo) e Noronha (São Paulo) (Turcão), Zezé Procópio, Ruy (São Paulo) e Waldemar Fiúme (Palmeiras); Cláudio Christovam de Pinho (Corinthians), Ieso Amalfi (São Paulo), Servílio (Corinthians), Canhotinho e Teixeirinha (São Paulo) (Remo Januzzi (São Paulo).

Técnico: Vicente Feola (São Paulo)

Gol: Servílio

Árbitro: Artur Janeiro

Público e renda: Desconhecidos

Este jogo de 1948 foi um amistoso comemorativo pela passagem do Boca e do River Plate pelo Brasil. Durante dias, as equipes disputaram amistosos contra Corinthians, Palmeiras e São Paulo e os dirigentes dos clubes envolvidos decidiram fechar a passagem portenha pelo Brasil com o jogo entre os combinados. Um fato inusitado é que não havia um uniforme específico para a disputa. Para solucionar o problema, os brasileiros do Trio de Ferro escolheram um uniforme todo branco para a disputa. Os argentinos de Boca e River, do craque Di Stéfano, que não estavam prevenidos para a ocasião, jogaram com a camisa do Palmeiras.[3]

Torcidas

Os componentes do Trio de Ferro possuem três das quatro maiores torcidas do País, segundo os institutos de pesquisas.[4][5][6][7][8] Atrás apenas dos simpatizantes do Flamengo, do Rio de Janeiro, o Corinthians tem a segunda torcida mais numerosa brasileira, com cerca de 25 milhões de pessoas. Em São Paulo, na capital e no Estado, o alvinegro mantém a tradição de contar com o maior número de simpatizantes.

São Paulo e Palmeiras vêm logo depois do Corinthians na preferência popular do País. Historicamente, o alviverde disputou por vários anos a terceira colocação entre as maiores torcidas do País com o Vasco da Gama, do Rio de Janeiro. Mas, a partir do início da década de 1990, com o auge do tabu palmeirense de títulos e com o início das conquistas internacionais do São Paulo, a torcida tricolor cresceu de maneira relevante e já ultrapassou as torcidas do Vasco e do Palmeiras, apesar de a margem de erro de alguns levantamentos ainda garantir um empate técnico entre tricolores e alviverdes.

Em São Paulo, na capital e no Estado, com o grande crescimento da torcida tricolor, hoje é muito superior à do Palmeiras, que, na primeira metade do Século XX, chegou a disputar em número de simpatizantes com o Corinthians, sendo que na Capital paulista a diferença para a torcida do alvinegro já é pequena.

  • STORTI, Valmir e FONTENELLE, André - A história do campeonato paulista. São Paulo: Publifolha, 1997.
  • UNZELTE, Celso Dario - Almanaque do Timão. Sâo Paulo: Editora Abril, 2000.
  • UNZELTE, Celso Dario e VENDITTI, Mário Sérgio - Almanaque do Palmeiras. Sâo Paulo: Editora Abril, 2004.
  • DA COSTA, Alexandre - Almanaque do São Paulo. Sâo Paulo: Editora Abril, 2005.
  • NAPOLEÃO, Antonio Carlos - Corinthians x Palmeiras: Uma história de rivalidade. São Paulo: Editora Mauad, 2001.

Referências

Ver também

Ligações externas

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