Congonhas

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Município de Congonhas
"Cidade dos Profetas"
Sanctuary of Bom Jesus do Congonhas.jpg

Bandeira de Congonhas
Brasão desconhecido
Bandeira Brasão desconhecido
Hino
Fundação 17 de dezembro de 1938
Gentílico congonhense
Prefeito(a) Anderson Costa Cabido (PT)
(20092012)
Localização
Localização de Congonhas
Localização de Congonhas em Minas Gerais
Congonhas está localizado em: Brasil
Localização de Congonhas no Brasil
20° 30' 00" S 43° 51' 28" O20° 30' 00" S 43° 51' 28" O
Unidade federativa  Minas Gerais
Mesorregião Metropolitana de Belo Horizonte IBGE/2008 [1]
Microrregião Conselheiro Lafaiete IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Belo Vale, Jeceaba, São Brás do Suaçuí, Conselheiro Lafaiete, Ouro Branco, Ouro Preto
Distância até a capital 75 km
Características geográficas
Área 305,579 km² [2]
População 48 550 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 158,88 hab./km²
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH 0,788 médio PNUD/2000 [4]
PIB R$ 851 473,257 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 17 714,67 IBGE/2008[5]

Congonhas é um município brasileiro do estado de Minas Gerais.

Índice

[editar] Geografia

Localiza-se a uma latitude 20º29'59" sul e a uma longitude 43º51'28" oeste, estando entre serras, a uma altitude de 871 metros. Sua população estimada em 2009 era de 45 742 habitantes. Possui uma área de 306,45 km².

A cidade é formada por dois distritos: Alto Maranhão e Lobo Leite [6].

A região é atravessada pelo rio Paraopeba e seu afluente, o rio Maranhão (em cujas margens se fundou o arraial primitivo), que recebe as águas dos riachos Santo Antônio, Goiabeiras e Soledade. O solo é rico em minério de ferro de alto teor.

Situada a setenta quilômetros de Belo Horizonte, Congonhas possui um expressivo conjunto de riqueza barroca do maior artista do gênero no Brasil: Antônio Francisco Lisboa, mais conhecido pelo apelido Aleijadinho. No adro do Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, Aleijadinho esculpiu em pedra-sabão as famosas imagens de doze profetas em tamanho real que são visitadas anualmente por milhares de turistas do Brasil e de todo o mundo.

Beco dos Canudos, antiga pousada dos romeiros. Hoje, um mercado de artesanato

Além disto, as seis capelas que compõem o jardim dos Passos em frente à basílica representam a via Sacra com belíssimas imagens esculpidas em cedro também por este grande artista barroco. Em 1985, todo este conjunto foi tombado pela UNESCO e transformado em patrimônio cultural da humanidade.

Os principais atrativos de Congonhas são: basílica Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, romaria, igreja de Nossa Senhora da Conceição, igreja do Rosário, museu da Imagem e Memória e o parque da Cachoeira.

Antes de ser a "cidade dos profetas", Congonhas foi e ainda é um grande centro de peregrinação. Todo ano, o município reúne milhares de fiéis em busca de cura das suas aflições. São, aproximadamente, cinco milhões de peregrinos que visitam Congonhas entre sete e catorze de setembro, período em que é comemorado no município o jubileu do Bom Jesus de Matozinhos.

Vista do santuário a partir do jardim dos Passos da Paixão

O município possui como maior fonte de renda a extração mineral e a indústria metalúrgica com destaque para a mina de Casa de Pedra (Companhia Siderúrgica Nacional- CSN), a Mina da Fábrica (antiga Ferteco Mineração S/A, hoje incorporada à CVRD) e a Mina Viga [7] (que atualmente pertence à Ferrous).

[editar] História

Teve origem em 1757 quando foi fundado o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos, por Feliciano Mendes, de Guimarães, nascido em Portugal, de início modesta cruz e oratório; ele era tão pobre que até morrer, em 1765, pedia esmolas.

Contribuíram com grandes quantias Francisco de Lima; Manuel Rodrigues Coelho, Bernardo Pires da Silva, de modo que se começou a nave central da igreja; em 1787 foi colocada diante do altar-mor a imagem do Cristo morto; custódia e vasos sacros de prata foram encomendados ao ourives Felizardo Mendes. Em 1819 requisitaram-se os serviços do pintor Manuel da Costa Ataíde para restaurar pintura da capela-mor. De 1769 a 1772 trabalhou ali o mestre João de Carvalhais, recebendo 32 oitavas «à conta da pintura do altar de Santo Antônio». Data de 1781 a última menção a Carvalhais: recebeu oito oitavas « de feitio de duas imagens de Cristo dos colaterais» para a igreja.

Em 1812 o barão Eschwege instalou no arraial, com a intenção pioneira no país de produzir ferro, sua Fábrica Patriotica, com Varnhagen e o intendente Câmara, sendo tal local situado às margens da rodovia BR 040, nas proximidades da Mina da Fábrica (nome dado em alusão a "Fábrica Patriótica"), hoje pertencente à VALE.

[editar] Santuário do Bom Jesus de Matosinhos

Célebre monumento histórico e artístico de Congonhas é o santuário barroco de Bom Jesus de Matosinhos, que é desde 1985 Patrimônio da Humanidade e um bem tombado pelo IPHAN. Construído em várias etapas, nos séculos XVIII e XIX, por vários mestres, artesãos e pintores, como o Aleijadinho e Manuel da Costa Ataíde, é uma das maiores realizações do barroco brasileiro.

Referências

  1. a b Divisão Territorial do Brasil. Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (1 de julho de 2008). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  2. IBGE (10 out. 2002). Área territorial oficial. Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Página visitada em 5 dez. 2010.
  3. Censo Populacional 2010. Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) (29 de novembro de 2010). Página visitada em 11 de dezembro de 2010.
  4. Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil. Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) (2000). Página visitada em 11 de outubro de 2008.
  5. a b Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Página visitada em 11 dez. 2010.
  6. Biblioteca do IBGE. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Página visitada em 4 de março de 2010.
  7. Jornal Hoje em Dia - Nairo Alméri. (16 de janeiro de 2010). "Ferrous dá partida no porto e o mineroduto" (em português). Hoje em Dia. Página visitada em 27 de janeiro de 2012.

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

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