História do gato-doméstico

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A história do gato-doméstico remonta à Antiguidade, segundo biólogos e historiadores[1][2]. Esses felinos têm acompanhado os humanos há tanto tempo que é possível afirmar que a sua história, em certos pontos, chega a se confundir com a própria história da humanidade[3].

Evolução[editar | editar código-fonte]

Miacis, o mais antigo ancestral dos gatos conhecido atualmente.

Os gatos-domésticos atuais são uma adaptação evolutiva dos gatos-selvagens africanos, o que faz com que estes possuam diversas características em comum com os grandes felinos selvagens, como o hábito de caminhar silenciosamente usando suas almofadas plantares, as avançadas técnicas de caça e a presença de unhas retráteis.[4] No entanto, cruzamentos entre diferentes espécimes os tornaram menores e menos agressivos aos humanos, atendendo assim ao objetivo de se criar um animal de pequeno porte, capaz de caçar roedores e viver nas mesmas habitações dos seres humanos.

Dinictis: um dos primeiros felinos.

O seu mais antigo ancestral conhecido é o Miacis, mamífero que viveu há cerca de 40 milhões de anos, no final do período paleoceno, e possuía o hábito de caminhar sobre os galhos das árvores. A evolução desse animal deu origem ao Dinictis, animal que já possuía a maior parte das características presentes nos felinos atuais.

A sub-família Felinae, que agrupa os gatos-domésticos, surgiu há cerca de 12 milhões de anos, expandindo-se a partir da África até alcançar as terras onde atualmente está o Egito. Inclusive, foram os egípcios o primeiro povo a adotar os gatos como animais de trabalho e estimação.Os gatos de estimação são muito mais sensíveis do que os gatos bravos, pois foram habituados a viver na casa das pessoas.Principalmente a doenças como no coração, nos pulmões estômago e rins é que ele são mais sensíveis, precisando de uma alimentação específica recomendada pelo veterinário, senão podem morrer dentro de meses ou poucos anos.

Os gatos na história[editar | editar código-fonte]

Quando as populações deixaram de ser nômades, a vida do ser humano passou a depender substancialmente da agricultura. Foi nesse momento que os gatos vieram a fazer parte do cotidiano das pessoas. Por possuir um forte instinto caçador, esses animais exerciam uma importante função na sociedade: acabar com os ratos e camundongos, que invadiam os silos de cereais e outros lugares onde eram armazenados os alimentos.

Uma estatueta de um gato, feita no Egito, representando a deusa Bastet.

Registros encontrados no Egito, como gravuras pinturas e estátuas de gatos, indicam que a relação desse animal com os humanos tiveram início há cerca de 9.500 anos. Elementos encontrados em escavações indicam que, nessa época, os gatos eram venerados e considerados animais sagrados.[3][5]. Bastet (Bast ou Fastet), a deusa da fertilidade e da felicidade, considerada benfeitora e protetora da humanidade, era representada como uma mulher com cabeça de gato e frequentemente figurava acompanhada de vários outros gatos em seu entorno.

Na verdade, o amor dos egípcios por esse animal era tão intenso, que havia leis proibindo que os gatos fossem "exportados". Qualquer viajante que fosse flagrado traficando um gato era punido com a morte. Quem matasse um gato era punido da mesma forma, e, em caso de morte natural do animal, seus donos deveriam usar trajes de luto[6].

Contudo, não tardou para que alguns animais fossem clandestinamente transportados para outros territórios, fazendo com que os gatos acabassem aumentando a sua área de abrangência. Ao chegarem na Pérsia antiga, também passaram a ser venerados. Lá havia a crença de que quando se maltratava um gato preto, corria-se o risco de estar maltratando um espírito amigo, criado especialmente para fazer companhia ao ser humano durante sua passagem na Terra. Desse modo, ao prejudicar um gato, a pessoa estaria atingindo a si mesma.

Devido ao fato de serem exímios caçadores e auxiliarem no controle de pragas, por muitos séculos, os gatos tiveram uma posição privilegiada na Europa cristã. Porém, no início da Idade Média, a situação mudou: gatos foram acusados de estarem associados a maus espíritos e, por isso, muitas vezes foram queimados juntamente com as pessoas acusadas de bruxaria[7]. Até hoje ainda existe a ideia de que toda bruxa possui um gato preto de estimação, sendo esse animal associado aos mais diversos tipos de sortilégios. É muito comum ouvir histórias de sorte e azar associadas aos animais dessa cor.

Winston Churchill afaga um gato que habita um navio militar

Com o fim da inquisição, o gato foi novamente aceito nas moradias e nos navios, assumindo novamente a função de caçadores de roedores. Com o passar do tempo os gatos passaram a ser considerados animais finos, ganhando uma boa posição do ponto de vista social. Eram inclusive utilizados como acessórios em eventos sociais pelas damas. Nessa época o gato começou a ser modificado para exposições, começando assim a criação de raças puras, com pedigree. Uma das primeiras raças criadas para essa finalidade foi a persa, que ficou conhecida após sua introdução no continente europeu, realizada pelo viajante italiano Pietro Della Valle.

Atualmente os gatos são muito utilizados na prevenção de roedores nas áreas agrícolas

A primeira grande exposição de gatos aconteceu em 1871, em Londres. A partir desse momento, o interesse em se expor gatos desenvolvidos dentro de certos padrões propagou-se por toda a Europa.

Atualmente, os gatos são um dos mascotes mais populares em todo o mundo, servindo às pessoas como um bom animal de companhia e ainda continuam sendo utilizados por agricultores e navegadores de diversos países, como um meio barato de se controlar a população de determinados roedores.

Devido ao fato da sua domesticação ser relativamente recente, quando necessário, eles podem facilmente converter-se à vida selvagem, passando a viver em ambientes silvestres, onde formam pequenas colônias e caçam em conjunto. Os animais que vivem nessa situação recebem o nome de gatos ferais.[8][9][10]

Referências

  1. http://www.osgatos.com.br/historia.html
  2. «Cópia arquivada». Consultado em 31 de março de 2009. Arquivado do original em 6 de abril de 2009 
  3. a b «Cópia arquivada» (PDF). Consultado em 31 de março de 2009. Arquivado do original (PDF) em 30 de julho de 2013 
  4. http://www2.uol.com.br/sciam/reportagens/a_evolucao_dos_gatos.html
  5. http://www.salamalandro.redezero.org/o-gato-no-egito/
  6. «Cópia arquivada». Consultado em 31 de março de 2009. Arquivado do original em 1 de fevereiro de 2009 
  7. «Cópia arquivada». Consultado em 31 de março de 2009. Arquivado do original em 1 de setembro de 2009 
  8. «Quem são os gatos ferais que a Austrália quer exterminar». Folha de SP. Folha de S.Paulo 
  9. Erro de citação: Código <ref> inválido; não foi fornecido texto para as refs de nome ECB
  10. «ECOLOGIA URBANA DO GATO DOMÉSTICO (Felis silvestris catus) NA CIDADE DE BARCELONA» (PDF). Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias. 2016 
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