Jordânia

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المملكة الأردنّيّة الهاشميّة
(Al-Mamlakah al-Urduniyah al-Hashimiyah)

Reino Hachemita da Jordânia
Bandeira da Jordânia
Brasão de armas da Jordânia
Bandeira Brasão de armas
Hino nacional: عاش المليك
(As-Salam al-Malaki al-Urdoni)
"Longa vida ao rei da Jordânia"
Gentílico: jordano;
jordaniano[carece de fontes?]

Localização  Reino Hachemita da Jordânia

Capital Amã
Língua oficial Árabe
Governo Monarquia constitucional
 - Rei Abdullah II
 - Primeiro-ministro Abdalá Ensour
Independência da Liga das Nações 
 - Declarada 25 de maio de 1946 
Área  
 - Total 89.342 km² (112.º)
 - Água (%) 0,01
População  
 - Estimativa de 2015 6 721 882[1] hab. (110.º)
 - Densidade 64 hab./km² (131.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2014
 - Total US$ 80,153 bilhões*[2]  
 - Per capita US$ 11 973[2]  
PIB (nominal) Estimativa de 2014
 - Total US$ 36,550 bilhões*[2]  
 - Per capita US$ 5 459[2]  
IDH (2013) 0,745 (77.º) – elevado[3]
Moeda Dinar jordano
Fuso horário (UTC+2)
Cód. Internet .jo
Cód. telef. +962
Website governamental www.nic.gov.jo

Mapa  Reino Hachemita da Jordânia

Jordânia (em árabe: الأردن‎; transl.: al-Urdunn), oficialmente Reino Hachemita da Jordânia (em árabe: المملكة الأردنّيّة الهاشميّة; transl.: al-Mamlakah al-Urduniyah al-Hashimiyah), é um reino árabe no Oriente Médio, na margem leste do rio Jordão. O país faz fronteira com a Arábia Saudita ao sul e ao leste, o Iraque a nordeste, a Síria ao norte e Israel e Palestina a oeste.

Após a divisão feita depois da Primeira Guerra Mundial da Ásia entre o Reino Unido e a França, a Transjordânia foi oficialmente reconhecida pelo Conselho da Liga das Nações, em 1922. Em 1946, a Jordânia se tornou um Estado independente e soberano, oficialmente conhecido como o Reino Hachemita da Transjordânia. Depois de capturar a Cisjordânia durante a guerra árabe-israelense de 1948, Abdullah I passou a ter o título de Rei da Jordânia. O nome do estado foi alterado para Reino Hachemita da Jordânia em 1 de dezembro de 1948.[4]

Embora o sistema político do país seja o de uma monarquia constitucional, o rei detém amplos poderes executivos e legislativos. A Jordânia é classificada como um país de "alto desenvolvimento humano" no Relatório de Desenvolvimento Humano de 2014, feito pelas Nações Unidas.[3] O país também é considerado uma economia "renda média alta" pelo Banco Mundial.[5] A Jordânia tem um "estatuto avançado" com a União Europeia desde dezembro de 2010[6] e é um membro da zona de comércio livre euro-mediterrânica, além de também ser um dos membros fundadores da Liga Árabe[7] e da Organização para a Cooperação Islâmica (OCI).

História[editar | editar código-fonte]

Antiguidade[editar | editar código-fonte]

Ruínas romanas na cidade antiga de Gérasa

Na antiguidade, a Jordânia se tornou o lar para vários reinos semitas de línguas cananitas, incluindo os reinos de Edom, Moab e Ammon, o Reino de Israel e Judá e também os amalequitas.[8]

Ao longo de diferentes eras da história, a região esteve sujeita ao controle de poderosos impérios estrangeiros, como o Império Acadiano, o Egito Antigo, o Império Hitita, o Império Assírio, o Império Neoassírio, o Império Neobabilônico, o Império Aquemênida e, por breves períodos de tempo, pelos israelitas.[8]

A Estela de Mesa registrou a glória de Mesa, rei de Moabe e sua vitória sobre os israelitas. Os reinos de Amon e Moab são mencionados em mapas antigos, documentos Oriente Próximo, artefatos antigos greco-romanos e escrituras religiosas judaico-cristãs.[9]

Domínio otomano[editar | editar código-fonte]

Em 1516, a região da Transjordânia tornou-se parte do Império Otomano e assim permaneceu até 1918, quando o Exército Hachemita da Grande Revolta Árabe assumiu o controle do território jordaniano com a ajuda e o apoio de tribos locais.[8]

Durante a Primeira Guerra Mundial, as tribos da Transjordânia lutaram, juntamente com tribos de outras regiões, como o Hejaz, o Tihamah e o Levante, como parte do exército árabe da Grande Revolta Árabe. A revolta foi lançado pela hashemitas e liderada por Sherif Hussein de Meca contra o Império Otomano, que era apoiado pelos Aliados.[8]

Uma crônica da revolta foi escrita por T. E. Lawrence, que, como um jovem oficial do exército britânico, desempenhou um papel de ligação durante a revolta. Ele publicou a crônica em Londres em 1926, sob o título de Sete Pilares da Sabedoria, que foi a base para o filme icônico Lawrence da Arábia.[10]

Colonização britânica[editar | editar código-fonte]

Em setembro de 1922, o Conselho da Liga das Nações reconheceu a Transjordânia como um Estado sob o Mandato Britânico da Palestina e o memorando da Transjordânia e excluiu os territórios a leste do rio Jordão das disposições do mandato lidar com o assentamento judaico.[11] O Tribunal Permanente de Justiça Internacional e o Tribunal Internacional de Arbitragem, estabelecidos pelo Conselho da Liga das Nações, proferiram decisões em 1925 que determinaram que a Palestina e a Transjordânia fossem Estados sucessores recém-criados do Império Otomano, cuja soberania ficou suspensa até o momento em que eles seriam reconhecidos como independentes. A Transjordânia permanecido sob controle britânico até 1946.[12]

A liderança hachemita enfrentou múltiplas dificuldades para assumir o poder na região. As ameaças mais graves para a posição do Emir Abdullah na Transjordânia foram as repetidas incursões wahhabitas vindas do Najd até partes do sul de seu território.[13] O emir foi incapaz de repelir esses ataques sem apoio, de modo que os britânicos mantiveram uma base militar, com um pequeno destacamento da Força Aérea Real em Marka, perto de Amã.[13] A força britânica foi também usada para ajudar o emir (e, posteriormente, o Sultão Adwan) a suprimir rebeliões locais em Kura nos andos de 1921 e 1923.[13]

Independência[editar | editar código-fonte]

Em 17 de janeiro de 1946, Ernest Bevin, o então Secretário do Exterior do britânico, anunciou em um discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas, que o governo britânico pretendia tomar medidas no futuro próximo para estabelecer a Transjordânia como um Estado totalmente independente e soberano.[14]

O Tratado de Londres foi assinado pelo governo britânico e o Emir da Transjordânia em 22 de março 1946 como um mecanismo para reconhecer a independência total da região após a ratificação de ambos os parlamentos. A independência iminente da Transjordânia foi reconhecida em 18 de abril de 1946 pela Liga das Nações, durante a última reunião desta organização.[8]

Em 25 de maio 1946, a Transjordânia tornou-se o "Reino Hachemita da Transjordânia" quando o cargo de "Emir" foi re-designado para "Rei" pelo parlamento da Transjordânia no dia em que ratificou o Tratado de Londres. A data de 25 de maio ainda é comemorada como o dia da independência da Jordânia, embora oficialmente o mandato para a Transjordânia tenha terminado em 17 de junho de 1946, quando, em conformidade com o Tratado de Londres, foram trocadas as ratificações em Amã e a região ganhou a independência total.[8]

Conflito árabe-israelense[editar | editar código-fonte]

Pára-quedistas israelenses expulsam soldados jordanianos de trincheiras durante a Guerra dos Seis Dias

Em 15 de maio de 1948, Jordan invadiu a Palestina junto com outros países árabes e atacou a Jerusalém judaica.[15] Depois da guerra, a Jordânia ocupou a Cisjordânia e, em 24 de abril de 1950, o país anexou formalmente esses territórios, um ato que foi considerado ilegal e inválido pela Liga Árabe. O movimento fazia parte da política expansionista do governo jordaniano baseada no "Plano Grande Síria",[16] e, em resposta, Arábia Saudita, Líbano e Síria se juntaram ao Egito para exigir a expulsão da Jordânia da Liga Árabe.[17] [18] A moção de exclusão Jordânia da Liga foi impedida pelos votos contrários do Iêmen e do Iraque.[19] Em 12 de junho de 1950, a Liga Árabe declarou a anexação era uma medida temporária, prática e que Jordan estava usando o território como uma garantia em um acordo futuro.[20] [21] Em 27 de julho de 1953, o rei Hussein da Jordânia anunciou que Jerusalém Oriental era "a capital do Reino Hachemita" e constituía "parte integrante e inseparável" da Jordânia.[22]

A Jordânia assinou um pacto de defesa mútua em maio de 1967 com o Egito, e participou na Guerra de 1967 entre Israel e os Estados árabes de Síria, Egito (República Árabe Unida) e Iraque. Durante a guerra, Israel ganhou o controle da Cisjordânia e toda a cidade de Jerusalém. Em 1988, a Jordânia renunciou todas as reivindicações sobre a Cisjordânia, mas reteve um papel administrativo sob uma colonização final, e o tratado com Israel permitiu a continuidade do papel jordano nos lugares sagrados dos muçulmanos em Jerusalém. O governo dos EUA considera a Cisjordânia como um território ocupado por Israel e acredita que o estado final seja determinado através de negociações diretas entre as partes nas bases das resoluções 242 e 338 do Conselho de Segurança da ONU.[8]

A guerra de 1967 trouxe um dramático aumento do número de palestinos vivendo na Jordânia. A população de refugiados – 700 000 em 1966 – cresceu com outros 300 000 da Cisjordânia. O período que se seguiu à guerra de 1967 viu um aumento no poder e importância dos elementos de resistência palestina (fedayin) na Jordânia. Os fedayin fortemente armados começaram a ser combatidos pelas forças de segurança do estado hachemita, e a luta aberta eclodiu em junho de 1970. Em setembro, a continuidade das ações dos fedayin na Jordânia obrigou o governo a tomar uma ação para reaver o controle sobre sua população e território. A batalha, na qual soldados palestinos de diversas fações da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) foram expulsos da Jordânia tornou-se conhecida como "Setembro Negro". As batalhas mais ferozes foram travadas no norte do país e em Amã. Outros governos árabes tentaram contribuir para uma solução pacífica, porém a situação se complicou quando uma força de tanques sírios tomou posições no norte da Jordânia para apoiar os fedayin, e foi forçada a recuar. Em 22 de setembro, ministros do exterior árabes reunidos no Cairo conseguiram um cessar-fogo começando no dia seguinte. Violências esporádicas continuaram, entretanto, até que as forças jordanas lideradas por Habis Al-Majali e com a ajuda de forças iraquianas (que tinham bases no país desde a guerra de 1967), obtiveram uma vitória decisiva sobre os fedayin em julho de 1971, expulsando-os totalmente do país.[8]

Em conferência realizada na cidade de Rabat, em 1974, a Jordânia concordou, juntamente com o resto da Liga Árabe, que a OLP fosse a "única representante legítima do povo palestino", deixando definitivamente então para a organização o papel de representar a Cisjordânia. Ocorreram batalhas ao longo da linha do cessar-fogo de 1967, no rio Jordão, durante a guerra árabe-israelita de outubro de 1973, mas a Jordânia mandou uma brigada para a Síria para lutar contra as unidades israelenses. A Jordânia não participou da Guerra do Golfo de 1990-91.[8]

Aperto de mão entre Hussein da Jordânia e Yitzhak Rabin, acompanhados de Bill Clinton, durante a assinatura do Tratado de paz Israel-Jordânia, em 26 de outubro de 1994

Acordo de paz[editar | editar código-fonte]

Em 1991, a Jordânia aceitou, juntamente com representantes da Síria, Líbano e representantes palestinos, participar de negociações de paz diretas com Israel na Conferência de Paz de Madrid, mediadas pelos Estados Unidos e Rússia.[8]

Foi negociado o fim das hostilidades com Israel e uma declaração neste sentido foi assinada em 25 de julho de 1994 (ver Declaração de Washington).[8]

Como resultado, o Tratado de paz Israel-Jordânia foi concluído em 26 de outubro do mesmo ano. Com o início das lutas entre Israel e a Autoridade Palestina, em setembro de 2000, o país ofereceu-se como mediador para ambos os lados. Desde então, a Jordânia tem procurado ficar em paz com todos os seus vizinhos.[8]

Geografia[editar | editar código-fonte]

A Jordânia é essencialmente um grande planalto cuja altitude vai decrescendo desde as serras relativamente baixas da zona ocidental (altitude máxima de 1754 m no Jabal Umm ad Dami, a sudoeste) até às fronteiras orientais.[carece de fontes?]

A parte ocidental é a mais acidentada, não só devido às cadeias montanhosas, mas também à descida abrupta até à depressão que liga o mar Vermelho ao mar Morto e ao rio Jordão.[carece de fontes?]

Todo o país é desértico ou semi-desértico, sendo a zona menos árida também aquela onde se aglomera a maior parte da população: a região noroeste, separada da Cisjordânia pelo Jordão. As maiores cidades são Amã e Irbid. Na Jordânia ficava o oásis de Azrad, que se reduziu a pó após projetos de irrigação.[carece de fontes?]

Clima[editar | editar código-fonte]

O clima na Jordânia é semi-seco no verão, com temperatura média em 30 ° C e é relativamente frio no inverno, com média em torno de 13 ° C . A parte ocidental do país recebe maior precipitação durante a estação de inverno, de novembro a março, e queda de neve em Amã (756 m ~ 1.280 m acima do nível do mar. Excluindo-se o vale do Rift, o resto do país está inteiramente acima de 300 m.[23]

Demografia[editar | editar código-fonte]

O Departamento de Estatística da Jordânia estimou a população em 6.249.000 habitantes em 2011.[24] Em julho de 2014, a população foi estimada em 7.930.491 pessoas.[25] Havia 946 mil famílias na Jordânia em 2004, com uma média de 5,3 pessoas por domicílio (em comparação com 6 pessoas por agregado familiar no censo de 1994).[26]

A população da Jordânia aumentou significativamente ao longo do século XX. Em 1920, a Transjordânia tinha uma população de 200 mil pessoas, que cresceu para 225 mil em 1922 e 400 mil em 1948.[27] Quase a metade da população em 1922 (cerca de 103.000) era nômade.[27] A Jordânia tinha duas cidades com mais de 10 mil habitantes em 1946: Amã (65.754) e Sal (14.479)[27] Após o afluxo de refugiados palestinos, que fugiram durante a guerra árabe-israelense de 1948, a população de Amã aumentou para 108.412 em 1952 e as cidades de Irbid e Zarqa mais do que duplicaram a sua população de menos de 10 mil pessoas para 23 mil e 28 mil habitantes, respectivamente.[27]

Um estudo publicado por Luigi Luca Cavalli-Sforza descobriu que os jordanianos são geneticamente mais próximos dos assírios, entre todas as outras nações da Ásia Ocidental.[28]

Imigrantes e refugiados[editar | editar código-fonte]

Campo Zaatari, para refugiados sírios na Jordânia

Em 2007, havia entre 700 mil e 1 milhão de iraquianos na Jordânia.[29] Desde a Guerra do Iraque, cerca de 500 mil cristãos assírios do Iraque têm resolvido mudar para o território jordaniano de forma permanente ou temporária.[30] Havia também 15 mil libaneses que emigraram para a Jordânia após a guerra de 2006 com Israel.[31] Para escapar da violência da guerra civil em seu país, mais de 500 mil refugiados sírios fugiram para a Jordânia desde 2012.[32]

A grande maioria dos jordanianos são etnicamente árabes, grupo responsável por 95-97% da população. Os cristãos assírios são responsáveis ​​por até 150 mil pessoas, ou 0,8% da população. A maioria são refugiados falantes do aramaico oriental vindos do Iraque.[33] Os curdos chegam a 30 mil pessoas e, assim como os assírios, muitos são refugiados do Iraque, Irã e Turquia.[34]

Há cerca de 1,2 milhão de trabalhadores migrantes ilegais e cerca de 500 mil legalizados no país.[35] De acordo com a UNRWA, a Jordânia era o lar de 1.951.603 refugiados palestinos em 2008, a maioria deles cidadãos jordanianos.[36] Cerca de 338 mil deles estavam vivendo em campos de refugiados da UNRWA.[37]

Religiões[editar | editar código-fonte]

Mesquita Rei Abdulla I

O islã sunita é a religião dominante na Jordânia. Os muçulmanos constituem cerca de 92% da população do país, sendo que 93% deles se auto-identificam como sunitas (a porcentagem mais alta do mundo), de acordo com o Pew Research Center.[38] Há um pequeno número de muçulmanos ahmadi.[39]

O islã é também a religião oficial do país. A Jordânia tem leis que promovem a liberdade religiosa, mas que ficam aquém de proteger todos os grupos minoritários. Os muçulmanos que se convertem para outra religião, bem como missionários, enfrentam discriminação social e legal.[40] De acordo com o Índice de Prosperidade Legatum, 46,2% dos jordanianos participaram regularmente serviços religiosos em 2006.[41]

O país tem uma minoria cristã que compõe cerca de 6% da população, contra 30% em 1950.[42] Os cristãos tradicionalmente ocupam dois postos ministeriais e a eles são oficialmente reservados 9 das 150 vagas no parlamento.[43] A maior posição política alcançada por um cristão na Jordânia foi a de vice-primeiro-ministro, com Marwan al-Muasher em 2005.[44] Os cristãos também são muito influentes na mídia. Os árabes cristãos, ajudados por sua educação orientada para o conhecimento ocidental e de línguas estrangeiras, dominam as empresas da área. Um estudo realizado em 1987 por uma embaixada ocidental concluiu que quase metade das famílias de líderes empresariais jordanianos são cristãs.[45]

Cidades mais populosas[editar | editar código-fonte]

Governo e política[editar | editar código-fonte]

A Jordânia é uma monarquia constitucional, baseada na constituição de 1952, mas o rei detém amplos poderes executivos e legislativos. Ele serve como Chefe de Estado e Comandante-em-Chefe, e nomeia o poder executivo, que consiste no primeiro-ministro, conselho de ministros, e os governadores regionais. O monarca atual é Abdullah II.

O Parlamento da Jordânia consiste de duas câmaras: Câmara dos Representantes (Majlis an-Nuwāb) e Câmara do Senado (Majlis al-'Aayan).

O rei Abdullah II sucedeu seu pai Hussein, após a morte deste último, em fevereiro de 1999. Abdullah moveu-se rapidamente para reafirmar o tratado de paz da Jordânia com Israel e suas relações com os Estados Unidos. Durante o primeiro ano no poder, ele reorientou a agenda do governo sobre a reforma econômica.

Forças armadas[editar | editar código-fonte]

Parada militar em Amã

Os militares jordanianos gozam de um forte apoio dos Estados Unidos, do Reino Unido e da França. Isto é devido à posição crítica do país entre Israel, Cisjordânia, Síria, Iraque e Arábia Saudita, e muito próximo ao Líbano e ao Egito. O desenvolvimento das Forças de Operações Especiais tem sido particularmente significativo, aumentando a capacidade das forças jordanianas de reagir rapidamente às ameaças à segurança do Estado.[46]

Há cerca de 50 mil soldados jordanianos que trabalham com as Nações Unidas em missões de manutenção da paz em todo o mundo. Estes soldados fornecem tudo, desde a defesa militar e treinamento da polícia local, à assistência médica e ajuda humanitária. A Jordânia ocupa a terceira posição no mundo em participação de missões de paz da ONU,[47] com um dos mais altos níveis de contribuições de tropas para missões deste tipo entre os membros das Nações Unidas.[48]

Relações internacionais[editar | editar código-fonte]

A Jordânia tem seguido uma política externa pró-Ocidente e manteve relações estreitas com os Estados Unidos e o Reino Unido. Estas relações foram danificadas depois da Jordânia ficar neutra e manter relações com o Iraque durante a primeira Guerra do Golfo. Após o conflito, o país restaurou em grande parte as suas relações com os países ocidentais através da participação no processo de paz do Sudoeste da Ásia e da execução das sanções das Nações Unidas contra o Iraque. As relações entre a Jordânia e os países do Golfo Pérsico melhoraram substancialmente após a morte do rei Hussein em 1999. A Jordânia é um aliado-chave dos Estados Unidos e do Reino Unido e, ao lado do Egito, é um dos dois únicos países árabes que têm tratados de paz assinados com Israel.[49] [50]

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

Jordan governorates named.png

A Jordânia está subdividida em 12 "governorados":

Governorado População (2008)[51] Área (km²) Densidade (/km²) Capital População (2008)[52]
Amã 1,939,405 8231 246,3 Amman 1.135.733
Irbid 950,700 1621 570,3 Irbid 650.000
Zarqa 838.250 4080 205,5 Zarqa 447.880
Balqa 349.580 1076 324,9 Salt 96.700
Mafraq 245.671 26435 9,3 Mafraq 56.340
Karak 214.225 3217 66,6 Karak 68.810
Jerash 156.680 402 379 Jerash 39.540
Madaba 135.890 2008 67,7 Madaba 83.180
Ajloun 118.496 412 287,1 Ajloun 55.000
Aqaba 107.115 6583 16,3 Aqaba 95.408
Ma'an 103.920 33163 3,1 Ma'an 50.350
Tafilah 81.000 2114 38,3 Tafilah 30.000

Economia[editar | editar código-fonte]

Panorama da capital Amã
Gráfico dos principais produtos de exportação do país

A Jordânia é classificada pelo Banco Mundial como um país de "renda média-alta".[5] A economia cresceu a uma taxa média de 4,3% ao ano desde 2005.[53] Aproximadamente 13% da população vive com menos de 3 dólares por dia.[53]

O PIB per capita aumentou 351% em 1970, diminuiu 30% na década de 1980, e aumentou 36% na década de 1990.[54] O país tem um acordo de livre comércio com a Turquia[55] e tem uma relação próxima com a União Europeia.[56]

A economia jordaniana é assolada pelo abastecimento insuficiente de água, petróleo e outros recursos naturais.[57] Outros desafios incluem déficit orçamental elevado, a alta dívida pública, os altos níveis de pobreza e desemprego.[53] A taxa de desemprego registrada em 2012 foi de cerca de 13% , mas muitos analistas consideram que um quarto da população em idade ativa esteja desempregada.[58] O desemprego juvenil é de quase 30%.[58] Além de ter poucos recursos naturais, a Jordânia também tem uma pequena base industrial.[58] A corrupção é particularmente pronunciada e a prática de nepotismo é generalizada.[58] O país também sofre de uma fuga de cérebros dos seus trabalhadores mais talentosos.[58] As remessas dos expatriados jordanianos são uma importante fonte de divisas.[59]

Devido ao lento crescimento interno, a alta energia, os subsídios de alimentação e um setor público inchado, a Jordânia geralmente tem déficits orçamentais anuais. Estes são parcialmente compensados ​​pela ajuda internacional.[58]

A economia da Jordânia é relativamente bem diversificada.[59] O comércio e as finanças combinados representam cerca de um terço do PIB; transporte e comunicação, serviços de utilidade pública e construção, [[mineração] e fabricação constituem o restante da economia local.[59] Apesar dos planos para aumentar o setor privado, o Estado continua a ser a força dominante na economia.[59] O governo emprega entre um terço e dois terços de todos os trabalhadores.[58]

Turismo[editar | editar código-fonte]

O turismo foi responsável por entre 10% e 12% do PIB jordaniano em 2006. Em 2010, 8 milhões de pessoas visitaram a Jordânia. O resultado foi 3,4 bilhões de dólares em receitas do turismo, 4,4 bilhões de dólares se o turismo médico for incluído.[60]

A Jordânia oferece desde locais históricos e culturais, como Petra e Gérasa, até polos de entretenimento em áreas urbanas, mais notavelmente Amã. Além disso, a recreação à beira-mar está presente em Aqaba e no Mar Morto através de inúmeros resorts internacionais. Eco-turistas têm inúmeras reservas naturais para escolher, como Reserva Natural de Dana, enquanto turistas religiosos visitam locais como o Monte Nebo e a cidade de Madaba.[carece de fontes?]

Boates, discotecas e bares existem em grandes cidades como Amã, Irbid, Aqaba, e muitos hotéis de 4 e 5 estrelas. Além disso, clubes de praia também são oferecidos no Mar Morto e em Aqaba. A Jordânia foi o palco do Petra Prana Festival em 2007, que comemorou a vitória de Petra como uma das sete maravilhas do mundo moderno, com DJs de renome mundial, como Tiesto e Sarah Main. O festival anual "Distant Heat", em Wadi Rum e Aqaba, foi classificado como uma das 10 melhores raves do mundo.[carece de fontes?]

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Saúde[editar | editar código-fonte]

A Jordânia se orgulha de seu serviço de saúde, um dos melhores da região.[61] Os gastos totais em saúde feitos pelo governo em 2002 atingiram cerca de 7,5% do PIB de acordo com estatísticas oficiais, mas organizações internacionais de saúde estimam um número ainda mais elevado, de cerca de 9,3% do PIB. O CIA World Factbook estima a expectativa de vida na Jordânia em 80,18 anos, a segunda mais alta na região, após Israel.[62] A Organização Mundial da Saúde (OMS), no entanto, calculou em 73 anos a expectativa de vida dos jordanianos em 2011.[63] Havia 203 médicos para cada 100 mil habitantes nos anos 2000-2004.[64]

Cerca de 70% da população tem seguro de saúde.[65] As taxas de imunização infantil têm aumentado de forma constante ao longo dos últimos 15 anos; até 2002, imunizações e vacinas atingiram mais de 95% das crianças menores de cinco anos.[66]

A água e o saneamento básico estavam disponíveis para apenas 10% da população em 1950, enquanto que atualmente a cobertura chega a 99% dos jordanianos, de acordo com estatísticas do governo.[67]

Educação[editar | editar código-fonte]

A taxa de alfabetização de adultos em 2013 era de 97%.[68] O sistema educacional jordaniano é composto por um ciclo de dois anos de educação pré-escolar, dez anos de ensino básico obrigatório, e dois anos de ensino secundário ou formação profissional.[69] A UNESCO classificou o sistema de ensino da Jordânia na 18ª posição entre 94 nações por fornecer igualdade de gênero na educação.[70] Cerca de 20,5% do total das despesas do governo vão para a educação, em comparação com 2,5% na Turquia e 3,86% na Síria.[71] [72] O número de matrículas nas escolas secundárias aumentou de 63% para 97% dos estudantes e entre 79% e 85% dos estudantes do ensino médio passam para o ensino superior.[73]

Há 2.000 pesquisadores por milhão de pessoas, em comparação com 5.000 pesquisadores por milhão para os países com melhor desempenho na área.[74] De acordo com o Índice Global de Inovação de 2011, a Jordânia é a terceira economia mais inovadora no Oriente Médio, atrás de Qatar e Emirados Árabes Unidos]. O país tem 10 universidades públicas, 16 universidades privadas e 54 faculdades comunitárias, dos quais 14 são públicas, 24 privadas e outras filiadas com as forças armadas jordanianas, o Departamento de Defesa Civil, do Ministério da Saúde e da UNRWA.[75] Existem mais de 200 mil estudantes matriculados em universidades jordanianas a cada ano. Um adicional de 20 mil jordanianos prosseguiram para o ensino superior no exterior, principalmente nos Estados Unidos e no Reino Unido.[76]

Cultura[editar | editar código-fonte]

Mansaf, o prato tradicional do país[77]

A religião e a tradição desempenham um papel importante na moderna sociedade jordaniana. A sociedade local é relativamente tradicional, mas cada vez mais aberta aos efeitos da globalização. A Jordânia é considerado um dos países mais cosmopolitas do mundo árabe.[78]

De acordo com o Centro de Estudos Estratégicos, 90% dos jordanianos muçulmanos se descrevem como "religioso" ou "relativamente religioso", sendo que 52% dos jordanianos afirmam que práticas religiosas são "assuntos privados que devem ser diferenciadas da vida social e política".[79]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. Jordan Department of Statistics, 04/2015
  2. a b c d Fundo Monetário Internacional (FMI): World Economic Outlook Database (Outubro de 2014). Visitado em 29 de outubro de 2014.
  3. a b Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD): Human Development Report 2014 (em inglês) (24 de julho de 2014). Visitado em 2 de agosto de 2014.
  4. Sachar, Howard M.. A History of Israel: From the Rise of Zionism to Our Time. [S.l.]: Knopf Doubleday Publishing Group, 31 de julho de 2013. ISBN 978-0-8041-5049-1
  5. a b Country and Lending Groups Data.worldbank.org. Visitado em 26 de julho de 2012.
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Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • CLARKE, Robin; KING, Jannet.. O Atlas da Água.. 1ª ed. São Paulo: Pubifolha, 2005. 128 p. ISBN 85-7402-621-2

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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