Campo Grande (Mato Grosso do Sul)
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| Município de Campo Grande | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| "Cidade Morena" | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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Campo Grande é um município brasileiro da região Centro-Oeste, capital do estado de Mato Grosso do Sul. Reduto histórico de divisionistas entre o sul e o norte, Campo Grande foi fundada há mais de 100 anos por colonizadores mineiros, que vieram aproveitar os campos de pastagens nativas e as águas cristalinas da região dos cerrados. É a cidade mais importante de toda a região do antigo estado, desmembrado em 1977. Nos anos 1960, 70 e 80 apresentou um grande crescimento populacional, acima da média nacional. Hoje, a cidade tem característica e tamanho dignos de uma metrópole, com uma população de mais de 720 mil habitantes, sendo considerada uma das cidades mais desenvolvidas da região Centro-Oeste e do Brasil. Segundo pesquisa de 2006, Campo Grande é a 28ª melhor cidade do Brasil em infra-estrutura[4], fator decisivo na atração de investimentos.
Cidade planejada em meio a uma vasta área verde, que, além de suas ruas e avenidas arborizadas, possui em seu perímetro urbano um grande parque ecológico (Parque dos Poderes), onde estão inseridos os poderes administrativos do estado. Arborizada, limpa e com diversos jardins por entre as ruas largas, segue crescendo em harmonia com a natureza, a cultura indígena e as raízes históricas. Por causa da cor de sua terra (roxa ou vermelha), é carinhosamente chamada de Cidade Morena. Talvez o que mais impressione em Campo Grande seja o contraste do céu de 180º, quase sempre azul, com a cor da terra, as árvores e as construções históricas do centro. A cidade está localizada em uma região de planalto, em que é possível ver os limites da linha do horizonte ao fundo de qualquer paisagem. O aquífero Guarani passa por baixo da cidade[5].
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[editar] Dados históricos
- Criação da Vila
Em 1870 (por razão da Guerra da Tríplice Aliança) chegou a notícia aos moradores de Monte Alegre (no Triângulo Mineiro) de terras férteis para agropecuária, na região do então "Campo Grande da Vacaria". Isso acabou contentando José Antônio Pereira, que precisava de terras para alojar sua família. Em 21 de junho de 1872 chegou e se alojou em terras férteis e completamente desabitadas da Serra de Maracaju, na confluência de dois córregos - mais tarde denominados Prosa e Segredo - e que hoje é o Horto Florestal.
"No ano seguinte, José Antônio Pereira regressou a Monte Alegre, deixando o seu rancho e a sua lavoura incipiente entregues a João Nepomuceno, com quem se associara. Nepomuceno era caboclo de Camapuã, um arraial que morria, situado na antiga Fazenda Imperial do mesmo nome, nas cabeceiras do Coxim, e que ali aparecera, 'de muda' para Miranda, quebrando a monotonia do ermo com dois carros de bois que o peso da carga fazia chiar nos eixos." [Rosário Congro (1884-1963, primeiro historiador da cidade) in: "O município de Campo Grande - estado de Matto Grosso" 1919, páginas 9-10; reeditado pelo Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul, em 2003].
No dia 14 de agosto de 1875, José Antônio Pereira enfim retorna com sua família (esposa e oito filhos), escravos, além de outros (num total de 62 pessoas). No primeiro rancho, que houvera construído, encontra agora Manoel Vieira de Sousa (Manoel Olivério) e sua família, provenientes de Prata, que aqui haviam chegado atraídos pelas notícias dos campos de Vacaria, juntamente com seus irmãos Cândido Vieira de Souza e Joaquim Vieira de Souza, e alguns empregados, um dos quais Joaquim Dias Moreira (Joaquim Bagage). Minas Gerais; as famílias se unem e originam a primeira geração de campo-grandenses. No fim de 1877 cumpre uma promessa feita durante a viagem de retorno e constrói a primeira igrejinha (rústica de pau-a-pique com telhas de barro). As casas, de precário alinhamento, formaram a primeira rua (chamava-se Rua Velha, atual 26 de agosto, e terminava num pequeno largo (atual Praça dos Imigrantes), onde havia uma bifurcação, formando mais duas vias). José Antônio Pereira, fundador do arraial, construiu sua residência definitiva no final da ramificação de baixo (hoje rua Barão de Melgaço). Faleceu em sua fazenda "Bom Jardim", em 11 de janeiro de 1900, meses depois da emancipação política da vila (26 de Agosto de 1899). A partir de 1879 novas caravanas de mineiros foram chegando e sendo distribuídas nas terras devolutas, marcando suas posses, quase sempre sob a orientação do fundador. Estabeleceram assim as primeiras fazendas do Arraial de Santo Antônio do Campo Grande. No centro da rua, no comércio e farmácia, que pertenciam a Joaquim Vieira de Almeida, reuniam-se a alta sociedade do local. Era o homem que tinha maior instrução na vila e era o redator de documentos de caráter público ou privado. E eram resolvidos ali os problemas comunitários, de onde saíam as reivindicações ao governo. Foi de autoria do próprio Joaquim Vieira de Almeida uma correspondência solicitando a emancipação da vila.
- O nascimento do município
A região e a vila se desenvolviam em razão do clima e da privilegiada situação geográfica. Isso atraiu os habitantes de São Paulo, Rio Grande do Sul, Paraná e Nordeste, entre outros. Depois de cansativas e insistentes reivindicações (também devido a sua posição estratégica, e sendo passagem obrigatória em direção ao extremo sul do Estado, Camapuã ou ao Triângulo Mineiro), o governo estadual promulga a resolução de emancipação da vila e a eleva à condição de município, ao mesmo tempo mudando o seu nome para Campo Grande, em 26 de agosto de 1899. Com a emancipação ocorrida, Joaquim Vieira de Almeida havia falecido em decorrência de sua tuberculose e sem ver seu pedido atendido. O município de Campo Grande se desenvolve com a agropecuária, proporcionada pelo estabelecimento de fazendas de criação de gado em suas imediações e nos campos limpos de Vacaria. Torna-se um centro comercial bovino, de onde partiam comitivas conduzindo boiadas para o Triângulo Mineiro e o Paraguai. Construída em 1900 por Manuel da Costa Lima, a estrada boiadeira (hoje BR-163), passou a ligar Campo Grande às barrancas do Paraná. Com isso, as boiadas dirigiram-se também para São Paulo, onde abriu-se novo mercado para a região e novas oportunidades para o comércio local, além de intercâmbio. Chega a Campo Grande em 1909 o engenheiro Temístocles Pais de Sousa Brasil, que foi indicado e designado pelo Exército para realizar os estudos para a locação e a construção do quartel-general e outros aquartelamentos das Forças Armadas da região de Mato Grosso, além de ser designado para projetar a primeira planta urbana e rocio da vila de Campo Grande.
- Crescimento e desenvolvimento
A comarca é criada em 1910. Seu primeiro juiz de direito foi Arlindo de Andrade Gomes. Seu primeiro promotor público, Tobias de Santana. As idéias modernizadoras dos primeiros administradores influenciaram várias áreas, da pecuária ao urbanismo, e foi traçada a zona urbana com avenidas e ruas amplas e arborizadas. É instalada a energia elétrica em 1916 e em 16 de julho de 1918, pelo Decreto nº. 772, o município é elevado à categoria de cidade. De 1921 a 1923, na gestão do intendente Arlindo Andrade, são feitas várias obras urbanas (urbanização da Av. Afonso Pena, arborização das vias principais e secundárias e ajardinamento da Praça Ari Coelho, entre outras). Outro fator de progresso para o município e para o estado de Mato Grosso foi a chegada da Estrada de Ferro Noroeste do Brasil, da RFFSA (atual Novoeste), em 1914, ligando as duas bacias fluviais: Paraná e Paraguai, aos países vizinhos: à Bolívia (em Corumbá) e ao Paraguai (em Ponta Porã). Foi um marco decisivo para o desenvolvimento de Campo Grande, que despontava como uma das mais progressistas do antigo estado de Mato Grosso.
Funcionando como pólo comercial e de serviços de uma vasta região, Campo Grande desenvolvia-se e firmava sua liderança no sul do Estado. A transferência, em 1921, do Comando da Circunscrição Militar, inicialmente sediado em Corumbá (antes de chegar á Campo Grande, a Circunscrição da 9ª Região Militar teve como sedes ainda as cidades de Cuiabá e Aquidauana). A transferência e construção dos quartéis e outros estabelecimentos militares foi outra iniciativa que contribuiu para o seu desenvolvimento e liderança. Outro passo para o seu desenvolvimento foi a vinda de imigrantes estrangeiros: (japoneses, árabes, armênios) a partir de 1924. Em 1930 já possuía cerca de doze mil habitantes (além de três agências bancárias, correios e telégrafos, várias repartições públicas, estabelecimentos de ensino primário e secundário, assim como clubes recreativos). Tinha acesso ao abastecimento de água canalizada, energia elétrica e telefone.
Em 1932, chegou a informação na cidade da deflagração da Revolução Constitucionalista. Quando a cidade soube da notícia, viu seu primeiro desafio: “de que lado ficar?” As lideranças da época (políticos e coronéis oriundos do norte do estado e radicados na região) romperam de vez com o poder e uniram-se a São Paulo contra tudo e todos. Com isso foi declarado um estado independente, o Estado de Maracaju, com Campo Grande sendo a capital administrativa. Seu governador foi o renomado médico Vespasiano Martins, então intendente. A sede (ou o palácio do governo) foi instalado no prédio da Maçonaria, de lá partindo as decisões e o planejamento do combate às forças legalistas). A capital legal do Estado, que era Cuiabá (esta recebia maior influência de Goiás, Rio de Janeiro, Paraná e parte de Minas Gerais), continua legalista. Campo Grande acabou, deste modo, tornando-se a capital do estado de Maracaju, anseio concretizado que já era manifestado desde o início do século (o sul independente do norte), mas que durou poucos meses, de 11 de julho até outubro de 1932.
- Capital de Mato Grosso do Sul
Com a vitória legalista, o sonho de divisão é frustrado, mas se reiniciou em 1958. Com o general Ernesto Geisel empossado na Presidência da República, é nomeado o general Golbery do Couto e Silva para a chefia de sua Casa Civil. Poucas pessoas lembraram que, vinte anos antes, esses dois militares (coronéis), estavam em Mato Grosso para viabilizar a divisão do estado em dois, e concluíram que esta não era apenas viável, mas muito necessária, pois havia uma diferença enorme entre as regiões norte (entrada da Floresta Amazônica) e sul (representada por campos de pastagem). Nos anos 60 Campo Grande abriga a sua primeira instituição de ensino superior, as Faculdades Unidas Católicas de Mato Grosso (FUCMAT), que depois seria a Universidade Católica Dom Bosco (UCDB). Nessa mesma década é criada a Universidade Estadual de Mato Grosso (UEMT), com um dos campi instalado na cidade (com cursos nas áreas de saúde, ciências exatas e tecnologia). Depois da divisão do estado passa a se chamar Fundação Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (FUFMS), hoje UFMS. Nos anos 70 fundou-se o Centro de Ensino Superior “Professor Plínio Mendes dos Santos” (Cesup), que logo depois passa a se chamar Universidade Para o Desenvolvimento do estado e da Região do Pantanal (Uniderp). A região sul elege a maioria da Assembléia Legislativa Estadual. Finalmente foi concretizada em 11 de outubro de 1977, pela Lei Complementar nº 31, a criação de um novo estado (o Mato Grosso do Sul), cuja capital seria Campo Grande.
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Vista aérea de Campo Grande em 1937 |
Planta de Campo Grande de 1939 |
[editar] Topônimo
Seu atual nome originou-se do primeiro nome, que era Arraial de Santo Antônio de Campo Grande.
[editar] Imigração
Há pouco tempo, o Brasil havia abolido a escravidão negra, então as necessidades de mão-de-obra nos campos e nas cidades eram uma questão de emergência, e o interesse em receber imigrantes por parte do governo brasileiro veio a solucionar uma questão que já estava se tornando agravante para o País.
- Imigração alemã e do leste europeu
Em 1924 a Europa, principalmente a Alemanha, vivia as conseqüências da 1ª Guerra Mundial. Propaganda de fartura e vida melhor era exibida em filmes sobre o sucesso das colônias européias no Sul do País, através de uma Companhia de Colonização Alemã a "Hacker". Esta Companhia providenciou a vinda de um grupo de Alemães, búlgaros, poloneses, russos, austríacos e romenos, para estabelecerem na Colônia de Terenos, um núcleo agrícola próximo de Campo Grande, demarcado para receber os novos colonizadores. A Companhia de colonização fracassou e a Prefeitura de Campo Grande se responsabilizou pela total assistência aos colonos imigrantes; fornecia alimentos, material agrícola, sementes, remédios, utensílios domésticos, inclusive o transporte das bagagens das famílias, vindas pela ferrovia. O então Prefeito de Campo Grande, Dr. Vespasiano Barbosa Martins não poupou esforços para que a Colônia progredisse, mas os Colonos acostumados com o trabalho mecanizado nas lavouras da Europa, não se adaptaram ao trabalho dura da enxada, e deixaram esta Colônia voltando alguns para a Europa, outros indo se estabelecer no Sul do País.
- Imigração espanhola
Nas primeiras décadas do século XX, os espanhóis chegaram à Campo Grande: Os Cubel, os Vasques, os Gomes, Sobral, Pettengil, Caminha e outros. Na década de 20, Francisco Cubel Pastor chega a Campo Grande com esposa e filhos, e funda a Padaria Hodierna Espanhola, e os bisnetos dos imigrantes que aqui vieram, hoje atuam nos mais variados ramos das atividades sociais, políticas e comerciais da cidade.
- Imigração italiana
Bernardo Franco Baís foi o primeiro italiano que chegou a Campo Grande e aqui constituiu uma grande família que contribui até hoje para o desenvolvimento político, econômico e social de Campo Grande. Depois, influenciado por ele, vários outros imigrantes aportaram no Sul de Mato Grosso em busca de novas terras, como é o caso de Francisco Giordano que em 1912 junto com sua família fixou-se nesta cidade.
Muitos outros italianos deram grande parcela de contribuição para a cidade, entre eles: Lacava, Mandetta, Molitemo, Menotti, Panutti, Carmelo Interlando, Leteriello, Bacchi, Bertoni, Camilo, Cândia, Dissoli, Espósito, Fragelli, Matioli, Maymone, Mayolino, Metello, Oliva, Muzzi, Pache, Oliva, Simioli, Tognini, Trivelato, Trombini, Zardo, Crepaldi, Bogarim, Candelorio e vários outros. Todos fizeram e fazem a história da cidade.
- Imigração japonesa
A crise que abalou o Japão com suas guerras, desempregos e superpopulação, fez com que criassem a Companhia Imperial de Imigração, e através dela no dia 18 de Junho de 1908, o navio chamado Kasato Maru, chegou ao Porto de Santos, trazendo 781 imigrantes, sendo que 26 famílias viriam para Mato Grosso, informados de suas terras férteis, pouco exploradas, e de clima agradável.
A notícia da necessidade de mão-de-obra para a construção da Ferrovia no Estado de Mato Grosso, com remuneração muito boa na época, exaltou os ânimos daqueles imigrantes que se desiludiram nas fazendas de café de São Paulo e Minas Gerais, e partiram com destino ao Sul de Mato Grosso. Em 1909 um grupo de 75 imigrantes, a maioria de Okinawa partiu de Santos em um cargueiro fretado pela construtora da ferrovia. Vieram pelo Sul até o estuário do Rio da Prata, percorreram parte do território Argentino até o Rio Paraguai, seguindo seu curso até seu destino em Porto Esperança, na base das obras da ferrovia, já em Mato Grosso. Outros vieram pelo Peru, também informados pelos serviços da Ferrovia Noroeste do Brasil.
Aqui as dificuldades também eram desanimadoras, mosquitos, febre amarela, ataque dos índios, com a morte de muitos imigrantes, obrigando alguns a desistirem do trabalho na construção da ferrovia. Com o final da construção da Ferrovia Noroeste do Brasil entre 1914 e 1915, muitos Japoneses se fixaram em Campo Grande. As condições para aqui se estabelecerem eram tentadoras, pela oferta de lotes a preços baixo, com a condição de neles se construir. Como havia deficiência na produção de hortifrutigranjeiros na região, e os preços dos alimentos eram exorbitantes, um grupo de sete famílias, formaram um núcleo de colonização que se chamou Mata do Segredo, e foram estes pioneiros que impulsionaram o surgimento de outros núcleos de Japoneses na região.
A venda de frutas e verduras ainda hoje se concentra nas mãos dos japoneses no Mercado Municipal e na Feira Central com quase 80 anos de existência, e transformando-se também, em ponto turístico da cidade, com suas barracas estilizadas, do sobá, yakisoba e ao espetinho de carne. Gerações de nisseis escolheram profissões liberais como, a medicina, odontologia, engenharia, política, ou comércio, dando continuidade ao crescimento econômico e cultural de Campo Grande.
- Imigração paraguaia
A instabilidade que sempre existiu no Paraguai desde a sua independência, obrigando o País a passar por várias guerras, golpes e ditaduras militares, fez com que milhares de Paraguaios deixassem seu País em busca de tranqüilidade e sustento para suas famílias. Devido à grande extensão fronteiriça de Mato Grosso do Sul com este País, e a facilidade em suas fronteiras, ajudou que muitos imigrassem, e continuaram a imigrar para nosso Estado. Em Campo Grande, a maior colônia de imigrantes é a Paraguaia, exercendo sua influência em todas as atividades econômicas, sociais, políticas e culturais.
O primeiro núcleo de paraguaios se deu onde se localiza hoje a Vila Carvalho, com registro da chegada da família de Eugênio Escobar em 1905. A Vila Popular também é formada em sua maioria por Paraguaios que aqui chegaram em 1959, e ali se estabeleceram próximo ao frigorífico, na época o FRIMA, que os empregavam por serem especialista na lida com o gado, principalmente na charqueada, sendo que outras vilas agrupam grande quantidade de Paraguaios. Introduziram-se nas mais variadas atividades do comércio, colocando em prática seus conhecimentos adquiridos no seu País, uns trabalhando com o couro nas selarias e sapatarias; outros como barbeiros, donos de bares, restaurantes e lanchonetes. Alguns, filhos de imigrantes são hoje, advogados, médicos, políticos, dando sua contribuição ao desenvolvimento de Campo Grande.
A influência cultural paraguaia tornou-se a mais marcante no cotidiano do Campo-grandense, com as rodas de tereré (erva-mate com água fria), a polca paraguaia aguarônia e o chamamé, a festa de Nossa Senhora de Caacupê com missas, terços, muita comida e danças. Na alimentação, a "chipa" e a "sopa paraguaia" fazem parte do cardápio Campo-grandense. O uso de ervas medicinais exerce uma influência significante do costume paraguaio, onde se depara em cada esquina do centro da cidade, com um vendedor de ervas chamado "raizeiro". Os paraguaios também fundaram em Campo Grande o Hospital Adventista do Pênfigo, que trata, entre outras, a doença do fogo selvagem, que foi fundado pelo Pastor Alfredo Barbosa, nos anos 50, curando muitos doentes, graças ao emprego de uma fórmula fornecida por um homem vindo do Paraguai, de nome Jamar. Hoje o atendimento do hospital é feito à pessoas do mundo todo.
- Imigração portuguesa
Em 1913 chega a Campo Grande Antonio Secco Thomé com seus filhos Manoel e Joaquim Maria Secco Thomé. Especialistas na arte da Marcenaria e Carpintaria, logo conseguiu trabalho, e em seguida abriram seu próprio negócio. Com o passar dos anos abriram a Firma Thomé S. Irmãos, a mais importante do município, responsáveis por obras importantíssimas para a cidade e vários municípios do Estado de Mato Grosso.
Outros Portugueses aqui se estabeleceram e deram sua participação no desenvolvimento da cidade: os Oliveira, Cação, Figueira, Figueiredo, Pereira, Fonseca, Pedrosa, Duarte, Gonçalves, Cardoso, Mateus, Marques, os Dias Barreira e muitos outros.
- Imigração sirio-libanesa
A partir de 1912, fugindo das guerras sangrentas que assolavam o Oriente; Sírios, Libaneses, Turcos e Armênios, chegavam ao Porto de Santos. De Santos partiram para Porto de Corumbá, que era o portal de entrada para o Centro Oeste, e o pólo comercial de Mato Grosso. Alguns seguiram para Campo Grande, em lombos de burros e carretas puxados por juntas de bois outros através da estrada de ferro Noroeste do Brasil, chegaram cheios de esperança e dispostos ao trabalho, na próspera Vila de Campo Grande. No início, mascateavam pelo interior do Estado levando suas mercadorias, ao mais distante vilarejo ou fazendas. O mascate virou comerciante, e na rua 14 de Julho, Av. Calógeras e rua 26 de Agosto começaram a montar suas lojas, fartas de mercadorias das mais variadas categorias.Amim Scafe foi o primeiro comerciante Árabe que chegou a Campo Grande em 1894. A partir daí, outros foram chegando e instalando suas lojas comerciais, sendo eles: Salomão e Felipe Saad, Moisés Maluf e Marão Abalem, Moisés Sadalla, Salim Maluf, Felix Abdalla, Eduardo Contar, João Siufi, Chaia Jacob, Aikel Mansour, Abrão Julio Rahe, Elias Baixa, entre outros. Continuaram contribuindo para o crescimento de Campo Grande de geração em geração, atuando nas mais variadas atividades comerciais, liberais e políticos da capital de Mato Grosso do Sul.
[editar] Curiosidades
- É de Campo Grande o primeiro curso de pós-graduação em trânsito da América Latina, ministrado pelo Detran.
- Campo Grande foi a primeira cidade do Brasil a dispor de sobarias, restaurantes típicos japoneses que servem sobá.
- No Parque do Prosa (oficialmente Parque das Nações Indígenas), pesquisadores encontraram restos de povos pré-colombianos. Não se descarta a possibilidade de que a região tenha sido habitada por povos pré-históricos. Há indícios por toda a região.
- Até a chegada da ferrovia, o correio em Campo Grande vinha por Aquidauana, que se ligava ao Rio de Janeiro pelo rio da Prata. Os malotes percorriam vinte e tantas léguas a cavalo, em viagens que às vezes se atrasavam demais por excesso de combustivel no cavaleiro.
- A primeira sessão de cinema em Campo Grande foi na virada de século passada, embaixo das laranjeiras do único hotel da cidade. Um viajante levava a novidade pelo interior do país, fazendo de tela um lençol esticado, que quando molhado permitia melhorar a imagem dos curtas acelerados que extasiavam as incrédulas platéias.
- A primeira reportagem sobre Campo Grande ilustrada com belas fotos panorâmicas e com impressão de nível internacional foi certamente a publicada no Album Graphico de Matto Grosso, impresso na Europa em 1916.
- Com a chegada do trem, muitos imigrantes libaneses que há anos derretiam no calor de Corumbá acabaram se mudando felizes para Campo Grande, onde encontraram clima bem mais ameno, que segundo dizem é muito parecido com o da terra natal.
- Em Campo Grande está hoje uma das mais expressivas comunidades de descendentes de imigrantes japoneses originários da ilha de Okinawa. Aqui foram preservadas, inclusive, tradições culturais que na própria Ilha acabaram devastadas pela segunda grande guerra mundial, como o sobá por exemplo.
- Campo Grande tem uma escola projetada nos anos 50 pelo arquiteto Oscar Niemeyer. É a Escola Estadual Maria Constança de Barros, na rua Marechal Rondon, perto da Rodoviária. Tem a forma de um livro aberto. A escola é um orgulho da cidade.
- O Lago do Amor, na Cidade Universitária, já mereceu este nome. Nos anos sessenta e setenta foi refúgio de lazer do campo-grandense, com bar, pedalinhos, e muita moça bonita. Ganhou esse nome por ser cenário frequente de namoros no carro, ao som, certamente, de ié-ié-ié.
- O auto-cine também foi, por períodos intermitentes, a coqueluche da rapaziada motorizada de Campo Grande. A última tentativa de reavivá-lo foi há mais de dez anos, mas os filmes de arte programados não atraiam mais tanta gente quanto os western-spaguetti e pornochandadas dos anos 70.
- Campo Grande é uma das primeiras cidades brasileiras a contar, com um cinema no sistema multiplex. Instalado junto ao shopping, tem dez salas, com bar/café, poltronas especiais para namorados e sessões iniciando de 15 em 15 minutos.
- Campo Grande foi a primeira cidade brasileira a ser atendida por um sistema de TV a cabo comercial. O módulo inaugural cobria apenas algumas quadras do Jardim dos Estados, bairro nobre da Capital.
- A torre da TV Educativa, no Parque dos Poderes, tem 100 metros de altura e é apontada pelos construtores como a mais alta torre de alvenaria da América Latina.
- Também voltados para o céu vivem os ufólogos e testemunhas ocasionais de aparições de ovnis, bastante frequentes por aqui. Não faltam relatos e casos impressionantes, como o registrado nos anos oitenta no estádio Morenão, durante uma partida de futebol. Aqui se publica a revista UFO (única publicação do gênero no Brasil) e próximo daqui, em Rochedinho, uma comunidade mística prepara-se para o contato da redenção.
- Não menos avoado, mas mais atento às coisas do chão, encontra-se também aqui o poeta Manoel de Barros, por muitos apontado como o maior do Brasil hoje. Pode ser visto na rua pois, apesar da celebridade, ainda é um homem que "abre portas, que puxa válvulas, que olha o relógio, que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá fora, que aponta lápis, que vê a uva etc. etc."
- Não é preciso ir até o Pantanal para ver garças, tucanos, araras e jacarés. Eles estão por toda a cidade, disfarçados de orelhão, ouvindo segredos da população.
- A estrada de ferro, que em 1914 chegou a região trazendo o progresso e a modernização, apresenta uma curiosidade que só a engenharia da época pode explicar. Em vez de atravessar a cidade em linha reta, a ferrovia faz uma enorme curva para, depois da estação, dar praticamente meia volta e seguir então rumo á Corumbá. Esse trajeto pitoresco ficará marcado no desenho de ruas e bairros mesmo depois da da retirada dos trilhos do centro da cidade, que ocorreu em 2005.
[editar] Geografia
[editar] Fuso horário
O fuso horário é de -1h com relação a Brasília e de -4h ao UTC.
[editar] Distâncias rodoviárias
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Estaduais
Nacionais
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Internacionais |
[editar] Geografia física
- Topografia
Campo Grande apresenta topografia plana e a formação Serra Geral é constituída pela seqüência de derrames basálticos. Estas rochas efusivas estão assentadas sobre arenitos eólicos da Formação Botucatu e capeadas pelos arenitos continentais, fluviais e lacustres. Sua menor altitude é 490 metros e a maior é de 698 metros, tendo altitude média de 592 metros.
- Solo
Os tipos de solos originais que constituem o município são:
- Latossolo vermelho escuro: solos minerais profundos e bem drenados;
- Latossolo roxo: solos profundos, bem drenados e com baixa suscetibilidade a erosão;
- Areias quartzrosas: solos minerais, não hidromórficos, textura arenosa, pouco desenvolvido e com baixa fertilidade natural;
- Solos litólicos: solos rasos, muito pouco evoluídos, apresentam teores baixos de materiais primários de fácil decomposição.
- Vegetação
Campo Grande possui um conjunto geográfico uniforme. Se localiza na zona neotropical e pertence aos domínios da região fitogeográfica da savana. Sua cobertura vegetal autóctone apresenta-se com as fisionomias de savana arbórea densa, savana arbórea aberta, savana parque e savana gramíneo lenhosa (campo limpo), além das áreas de tensão ecológica representadas pelo contato savana/floresta estacional e áreas das formações antrópicas. Os tipos de vegetação originais do município são:
- Cerrado: caracteriza-se por árvores baixas, de troncos retorcidos e cascas grossas, espalhada pelo terreno.
- Florestas ou matas: caracteriza-se pelo predominio de árvores altas que crescem bem próximas umas das outras.
- Campos: caracteriza-se pela formação de plantas rasteiras, predominando o capim e a grama.
- Hidrografia
Campo Grande localiza-se sobre o divisor de águas das bacias dos rios Paraná e Paraguai. O Aquífero Guarani banha a cidade[6], sendo capital do estado detentor da maior porcentagem do Aquífero dentro do território brasileiro. Hidrograficamente segue as seguintes informações:
- Bacia: Rio Paraná
- Sub-bacia: Rio Pardo.
- Rios: Anhandui e Anhanduizinho
- Córregos: Prosa, Segredo, Sóter, Pindaré, Vendas, Botas, Buriti, Lagoa, Imbirussú, Ceroula, Serradinho, Cabaça, Cascudo, Bandeira, Bálsamo, Brejinho, Poção, Formiga, Desbarrancado, Olho D'àgua, Cabeceira, Pedregulho, Nascente, Lageado e Guariroba (o consumo da água que abastece Campo Grande vem principalmente desses dois últimos).
- Clima
Em Campo Grande, as temperaturas são bastantes variáveis durante o ano. Predomina o clima tropical de altitude, com duas estações muito bem definidas: quente e úmida no verão e fria e seca no inverno. Nos meses de inverno a temperatura pode cair drasticamente. Precipitação média de 1.500 mm ao ano, com variações durante certos anos (para mais ou para menos). A amplitude térmica é muito grande devido a influência quase nula da maritimidade (a cidade está muito distante do oceano). O tempo em Campo Grande:
| Mês | Jan | Fev | Mar | Abr | Mai | Jun | Jul | Ago | Set | Out | Nov | Dez | Ano |
|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|---|
| Temperatura Média °C | 24.4 | 24.4 | 24 | 23.1 | 20.4 | 19.1 | 19.3 | 21.8 | 22.6 | 24.1 | 24.3 | 24.3 | 22.7 |
| T. Mínima Absoluta °C | 12.1 | 7.4 | 8.2 | 7.5 | 2 | 1.7 | -3.4 (1) | -0.4 | 2 | 8.8 | 10.6 | 14.8 | -3.4 |
| T. Mínima Média °C | 19.7 | 20.1 | 18.3 | 18.4 | 16 | 15.3 | 14 | 16 | 17.5 | 18.9 | 19.5 | 20.4 | 17.8 |
| T. Máxima Absoluta °C | 35,3 | 34,7 | 35 | 34,4 | 32,5 | 32 | 32,6 | 35,8 | 39,5 | 37,4 | 40,1 (2) | 37,2 | 40.1 |
| T. Máxima Média °C | 28,6 | 30,4 | 30,2 | 29,2 | 27,1 | 26,1 | 26,7 | 29 | 27,5 | 30,6 | 30,4 | 29,8 | 29.8 |
| Prec. Média mm | 243.3 | 187.1 | 145.4 | 101.2 | 111.4 | 44 | 45.7 | 39.7 | 81.1 | 130 | 110 | 229.3 | 1469 |
| Prec. Máxima 24h mm | 109.2 | 69.8 | 90 | 112 | 147 | 53.4 | 60.8 | 37.3 | 75.8 | 102.2 | 115.1 | 80.8 | 147 (3) |
| Umidade Rel. do Ar % | 80.8 | 80.6 | 78 | 77.5 | 74.8 | 72.3 | 65.9 | 59.6 | 63.2 | 67.6 | 72.5 | 80.3 | 72.8 |
[editar] Geografia política
O município de Campo Grande está localizado geograficamente na porção central de Mato Grosso do Sul, na Serra de Maracaju. Está eqüidistante dos extremos norte, sul, leste e oeste e se situa a 1.134 km de Brasília. Tem posição estratégica, sendo passagem obrigatória para o Paraguai, Bolívia e o turismo no Pantanal.
Possui uma latitude 20º26'34" Sul e a uma longitude 54º38'47" Oeste.
- Área territorial
Possui atualmente área total de 8.096,051 km², ocupando 2,26% da área total do Estado. A área urbana totaliza 334 km².
- Limites
Faz divisa com os municípios de Jaraguari, Rochedo, Terenos, Sidrolândia, Nova Alvorada do Sul e Ribas do Rio Pardo.
[editar] Economia
| Crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) (fonte: IBGE) | ||
|---|---|---|
| Ano | PIB (R$) | PIB per capita (R$) |
| 2000 | 3.621.488.000,00 | 5.385,27 |
| 2001 | 3.847.086.995,00 | 5.593,90 |
| 2002 | 4.802.070.000,00 | 6.830,00 |
| 2003 | 5.515.740.000,00 | 7.675,00 |
| 2004 | 6.356.403.000,00 | 8.658,00 |
| 2005 | 6.903.356.000,00 | 9.207,00 |
Campo Grande é o mais importante pólo de desenvolvimento econômico e social do estado (e também um dos maiores do oeste brasileiro) e se liga aos demais municípios e estados do Brasil por via aérea e rodoviária, além de ser o centro mais importante do antigo estado de Mato Grosso, desmembrado em 1977. Segundo pesquisa da revista Exame, em 2006 Campo Grande ficou com a 28ª melhor infra-estrutura entre todas as cidades do Brasil, fator decisivo na atração de investimentos.
[editar] População economicamente ativa
Sua população corresponde a 31,77% do total estadual e a arrecadação de ICMS é de 59,83%. A população economicamente ativa do município totaliza 333.597 pessoas (189.202 homens e 144.396 mulheres). Seu potencial de consumo é de 0,58% (est. 2006).
[editar] Setor primário
A pecuária bovina abastece os frigoríficos locais, que exportam carne para outros estados do Brasil. As principais culturas agrícolas são soja, arroz e mandioca. Outra atividade importante é a pecuária leiteira.
[editar] Setor secundário
Segundo o IBGE, há um total de 1300 indústrias no município.
[editar] Agroindústria
A junção dos setores primário e secundário, especialmente na agroindústria, desempenha papel importante na economia local.
[editar] Indústria de transformação
O Núcleo Industrial de Campo Grande, mais conhecido por Indubrasil, foi implantado pela Prefeitura local, sendo posteriormente transferido ao Estado. Conta com 80 lotes, sendo que 26 empresas estão instaladas. Além do ramo de indústria de alimentos, há outros setores bastante ativos, como o processamento de minerais não metálicos.
[editar] Setor terciário
Segundo o IBGE, Campo Grande tem um total de 13.000 estabelecimentos comerciais.
[editar] Comércio e serviços
De um modo geral, a maior parte da mão-de-obra ativa do município é absorvida pela setor terciário (comércio de mercadorias e prestação de serviços). A construção civil também desempenha papel muito importante na economia local. Antes de ser capital do Estado de Mato Grosso do Sul, Campo Grande já se destacava como pólo de desenvolvimento regional. Em 1950 o município concentrava 16,3% do total das empresas comerciais do Estado. Em 1980, aumenta para 24,3% e em 1997 para 34,85%. O número de estabelecimentos comerciais em 2005 era de cerca de 12 mil.
[editar] Turismo contemplativo
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Morada dos Baís, construído por Bernardo Franco Baís em 1918 |
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O Relógio Central de Campo Grande, atualmente na esquina da Rua Calógeras com a Avenida Afonso Pena, outrora localizava-se entre a Rua 14 de Julho e a Avenida Afonso Pena |
Campo Grande é uma cidade moderna e em sintonia com o presente. Evolui multiplicando oportunidades e confirmando, a cada dia, sua vocação para o progresso sem deixar de conservar o ar brejeiro. Dispõe de vários atrativos turísticos que retratam a história da cidade em várias épocas (revelados na culinária, artesanato e cultura). Oferecendo vários hotéis, bares, restaurantes e similares, além de equipamentos de lazer rural e urbano, a capital Morena já considerado um polo turístico cosmopolita (quase uma metrópole), sem perder suas raízes rurais que lhe dão características irresistíveis e uma cultura diferenciada. Por causa da cor de sua terra (roxa ou vermelha), é carinhosamente chamada de Cidade Morena. Talvez o que mais impressione em Campo Grande seja o contraste do céu de 180º, quase sempre azul, com a cor da terra, as árvores e as construções históricas do centro. A cidade está localizada em uma região de planalto, em que é possível ver os limites da linha do horizonte ao fundo de qualquer paisagem.
- Áreas verdes
Aves cortando o céu e animais em parques urbanos. Visitar a cidade é estar em contato com a natureza. Suas áreas verdes são locais para a contemplação, lazer e prática de exercício. Há uma variedade de locais na cidade. Campo Grande dispõe das seguintes áreas verdes:
- Cachoeirinha (Mapa)
- Inferninho (Mapa)
- Lago do Amor (Mapa)
- Lagoa Itatiaia (Mapa)
- Parque Anhanduí (Mapa)
- Parque Ayrton Senna (Mapa)
- Parque Ecológico do Sóter (Mapa)
- Parque Estadual do Prosa (Mapa)
- Parque Estadual Mata do Segredo (Mapa)
- Parque Florestal Antônio de Albuquerque (Mapa)
- Parque Itanhangá (Mapa)
- Parque Jacques da Luz (Mapa)
- Parque das Nações Indígenas (Mapa)
- Parque dos Poderes (Mapa)
- Praça Ary Coelho (Mapa): é a praça mais tradicional da cidade, localizada no centro da capital.
- Praça Cuiabá (Mapa): conhecido tambem por Monumento Cabeça de Boi, seu traçado topográfico foi feito em 1923, no início da construção dos quartéis e da Vila Militar do Exército. O local, na época da inauguração do Coreto (1925), ainda não era uma praça, mas apenas uma rotatória na confluência das ruas Dom Aquino, Marechal Rondon e Duque de Caxias. Possui também um coreto.
- Praça das Araras (Mapa): dispõe de quadra esportiva, espelho d'água, parque infantil e o monumento das araras. Também conhecida como Praça União. Inaugurada em 1964. O monumento foi criado pelo artista Cleir para despertar a atenção da população para a preservação da arara azul. Por causa das polêmicas esculturas das araras, que lhes emprestam o nome, a Praça das Araras é uma das mais procuradas pelos campo-grandenses e visitantes.
- Praça Esportiva Belmar Fidalgo (Mapa): dispõe de toda infra-estrutura esportiva.
- Praça dos Imigrantes (Mapa): a praça é dividida em duas partes: uma com lanchonete e banheiros e outra com 30 estandes onde são vendidos trabalhos artesanais. Neste local, ainda há um mini palco que é utilizado para apresentações em dias comemorativos, como Dia das Mães, Dia do Artesão e Dia do Índio, entre outras.
- Praça Lúdio Martins Coelho ou Ludinho (Mapa)
- Praça Oshiro Takamari (Mapa): onde funciona a Feira Indígena
- Praça da República (Mapa): conhecida como Praça do Rádio, por ficar em frente á sede do Rádio Clube.
- Praça Vilas-Boas (Mapa): conhecida também como praça do peixe, por ter um formato semelhante á de um peixe.
- City Tour
O ônibus turístico da cidade. Seu trajeto inclui todos os pontos turísticos e culturais de Campo Grande e é feito por um ônibus de dois andares (sendo o andar superior aberto) que foi adaptado apenas para essa finalidade.[1]
- Patrimônio imaterial
Os monumentos são marco registrado da cidade e registro de sua história e eterniza a história e importância dos povos que contribuiram para a evolução urbana de Campo Grande. Algumas edificações se mesclam a história da cidade.
- Esplanada dos Ferroviários (Mapa): antiga Estação Ferroviária Estrada de Ferro Noroeste do Brasil (N.O.B.).
- Monumento do Aviador (Mapa): o avião foi usado na 2ª guerra mundial e homenageia o Tenente Aviador Chaves Filho.
- Monumento ao Índio (Mapa)
- Monumento da Imigração Japonesa (Mapa): localizado na área central da Praça da República, o monumento foi construído em homenagem aos 70 anos da imigração japonesa, inaugurado no dia 26 de agosto de 1979. O monumento representa a maqueta de uma casa típica japonesa
- Monumento dos Imigrantes (Mapa): considerado o Marco da Fundação da cidade. Homenageia as primeiras famílias de migrantes que vieram de Minas Gerais e é representado por um carro de boi. Fundado em 1996.
- Monumento Pantanal Sul (Mapa)
- Obelisco (Mapa): foi construído em homenagem ao fundador da cidade, José Antônio Pereira.
- Paço Municipal (Mapa): construída na década de 70.
- Palácio das Comunicações Jornalista David Nasser (Mapa): instalada no Parque dos Poderes, pertencente ao Governo do Estado e realiza produções locais através da Rádio Educativa e TVE Regional. Possui a maior torre de alvenaria do Brasil e do mundo com 100 metros de altura.
- Relógio Central (Mapa): foi inaugurada em 2000, na esquina das Avenidas Afonso Pena e Calógeras.
A importância dos templos históricos
- Igreja de Santo Antônio/Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Abadia (Mapa): construída por volta de 1880, sendo a primeira igreja construída na cidade e é homenagem ao santo protetor de José Antônio Pereira, fundador da cidade. Foi demolida em no ano de 1922 para a construção da atual igreja matriz, tendo recebido o titulo de Catedral Metropolitana de Nossa Senhora da Abadia depois da benção do Papa João Paulo II em 1991. Rua do Padre, sn - Centro.
- Igreja de São Benedito: construida em 1910 para pagar uma promessa feita á São Benedito e está intimamente ligada á Eva Maria de Jesus, a Tia Eva, escrava que veio de Goiás.
- Paróquia de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro (Mapa): fundada em 1938, localiza-se em um dos primeiros bairros da cidade, o Amambaí.
- Paróquia de São Francisco de Assis (Mapa): localiza-se ao lado da estação ferroviária e uma das poucas igrejas que ainda conservam sua arquitetura original, é utilizada para prática religiosa e cultos e pertence aos padres franciscanos, formando com o conjunto ferroviário um marco referencial urbano da parte antiga da cidade. Considerada uma das maiores construções históricas de Campo Grande. Rua 14 de Julho, 4213.
- Paróquia São José (Mapa): construída em 1938, sendo uma das mais frequentadas na cidade. Notar os belos vitrais da igreja. Localizado nas esquina das ruas Dom Pedro Celestino e Dom Aquino.
- Templo da Igreja Presbiteriana Central de Campo Grande (Templo no WikiMapia): templo construído em 1935 e um dos mais procurados para casamentos. Rua Dom Aquino, 1854, Centro.
[editar] Turismo de eventos
Campo Grande se destaca no quesito turismo de eventos no Brasil, oferecendo muitas oportunidades de negócios. Recebe vários eventos nacionais e internacionais, dispondo de ótima infra-estrutura de serviços. Entre os locais onde ocorrem eventos e apresentações localizados em Campo Grande estão:
- Datas e principais eventos
- Data móvel: Expogrande, Moto Road;
- Janeiro: Festa de Santo Reis;
- Fevereiro: Carnaval de Rua;
- Maio: Festa de São Benedito;
- Junho: Arraial de Santo Antônio;
- Agosto: Bon Odori, Corrida do Facho, Desfile Cívico-Militar, Morena Folia, Passeio Ciclistico;
- Outubro: Festas das Nações;
- Dezembro: Festa de Nossa Senhora do Caacupé.
- Espaços para eventos
- Anfiteatro Dr. Ernani Bayer da UNIDERP Campus III: dispõe de 200 lugares.
- Anfiteatro Manoel G. S. Filho: 171 lugares, localizado no Campus I da UNIDERP.
- Anfiteatro Plínio Mendes dos Santos: 300 lugares, localizado no Campus I da UNIDERP.
- Anfiteatro Professor Doutor Doreis Xavier Oliveira: 171 lugares, localizado no Campus I da UNIDERP.
- Auditório Almirante Barroso do Sesc Horto: dispõe de 108 lugares.
- Auditório Arte Viva
- Auditório da Associação Comercial de Campo Grande: dispõe de 220 lugares.
- Auditório da Associação Médica de Campo Grande: dispõe de 300 lugares.
- Auditório da Câmara dos Dirigentes Logistas de Campo Grande ou CDL: dispõe de 150 lugares.
- Auditório da Casa da Indústria da FIEMS: dispõe de 180 lugares.
- Auditório da PLANURB: dispõe de 67 lugares.
- Auditório das Engenharias: 139 lugares. Localizado no Campus I da UNIDERP
- Auditório do Bahamas Apart Hotel: dispõe de 86 lugares.
- Auditório do Empire Center: dispõe de 80 lugares.
- Auditório do Hotel Iguaçu: dispõe de 40 lugares.
- Auditório do Hotel Internacional: dispõe de 60 lugares.
- Auditório do Hotel Metropolitan: dispõe de 60 lugares.
- Auditório do Hotel Vale Verde (120 lugares): Possui equipamento de som.
- Auditório do Museu de Arte Moderna e Contemporânea ou MARCO: dispõe de 100 lugares.
- Auditório do Sebrae: dispõe de 176 lugares.
- Auditório do SENAC: dispõe de 169 lugares.
- Auditório Osvaldo Kielzer da Rocha do SESC Almirante Barroso: dispõe de 130 lugares.
- Auditório Rubens Corrêa do Centro Cultural José Otávo Guizzo: dispõe de 60 lugares.
- Auditórios da Universidade Católica Dom Bosco ou UCDB: dispõe de 4 auditórios com capacidades de 420, 330, 150 e 284 lugares.
- Auditórios do Hotel Advanced: dispõe de 3 salas de até 50 lugares.
- Auditórios do Hotel Brumado: dispõe de 2 salas de até 160 lugares.
- Auditórios do Hotel Buriti Suíte: dispõe de 3 salas com até 120 lugares.
- Centro de Convenções Rubens Gil de Camillo (Mapa): considerado o melhor investimento turístico do ano de 1994, com o PIT (Prêmio de Imprensa do Turismo) no Rio de Janeiro.
- Centro de Convenções do Bristol Exceler Plaza Hotel (Mapa): dispõe de 05 salas com diversas capacidades.
- Centro de Convenções do Bristol Jandaia Hotel (Mapa): dispõe de 05 salas: Auditório Bodoquena (60 lugares), Auditório Guaicurus (30 lugares), Auditório Nabileque (47 lugares), Auditório Paiaguás (250 lugares) e Auditório Taquari (120 lugares).
- Centro de Convenções do Novotel (Mapa): dispõe de 07 salas com diversas capacidades (de 18 a 250 lugares).
- Centro de Convenções Gunter Hans (Mapa): dispõe de 1 sala de 220 lugares e mais 3 de 25 lugares cada.
- Centro de Eventos Albano Franco (Mapa): Espaço reservado para grandes feiras industriais, shows e grandes eventos.
- Parque Laucídio Coelho (Mapa): Espaço reservado para grandes feiras agropecuárias, shows, leilões e grandes eventos.
[editar] Turismo rural
Na cidade há também a opção do turismo rural. Pode-se conhecer estâncias, pousadas rurais, pesque-pagues, trilhas ecológicas, cachoeiras e fazer esportes radicais e cavalgadas. No day-use o turista pode conhecer a história e cultura dos peões locais, além de ter a opção de comprar guloseimas e artesanato rural.
[editar] Demografia
[editar] População
| Crescimento populacional | ||
|---|---|---|
| 1960 | 74.249 | |
| 1970 | 140.140 | |
| 1975 | 180.300 | |
| 1980 | 291.777 | |
| 1991 | 526.126 | |
| 1996 | 600.069 | |
| 2000 | 663.621 | |
| 2003 | 705.975 | |
| 2005 | 749.768 | |
| 2006 | 765.247 | |
| 2010(*) | 826.000 | |
| 2020(*) | 975.000 | |
| 2022 (*) | 1.005.000 | |
| (*) Previsão | ||
Desde a sua criação, a população de Campo Grande tem crescido de maneira constante, com uma população de mais de 720 mil habitantes e cerca de 90 hab/km², sendo o terceiro maior e mais desenvolvido centro urbano da região Centro-Oeste e a 23ª maior cidade do Brasil.
Considerando Terenos como parte de Campo Grande (pois ela fica distante da capital apenas 20 km), a população da grande Campo Grande passaria para 778.139 habitantes (essa distância equivale à do bairro das Moreninhas, o maior da cidade com cerca de 65 mil habitantes).
Entre seus moradores é possível encontrar descendentes de espanhóis, italianos, portugueses, japoneses, sírio-libaneses, armênios, paraguaios e bolivianos. A qualidade de vida de Campo Grande acabou atraindo também muitas pessoas de outros estados do Brasil, especialmente dos estados vizinhos (São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Rio Grande do Sul).