Diferenças entre edições de "Polónia"

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Os historiadores postularam que ao longo da [[Antiguidade Tardia]] diversos [[Grupo étnico|grupos étnicos]] povoaram a região atualmente conhecida como Polónia. A exata [[etnia]] e [[Idioma|afiliação linguística]] destes grupos ainda é motivo de acalorados debates; a data e a rota tomada pelos colonizadores originais [[eslavos]] nestas regiões, em particular, desperta grande controvérsia.
 
O mais famoso achado arqueológico da pré-história da Polónia é a colónia fortificada de Biskupin (reconstruída atualmente como um museu), que remonta à [[cultura lusaciana]] (uma etnia que habitava perto do [[Rio Neisse]]) da [[Idade do Ferro]], por volta de 700 a.C..
 
=== Fundação, Idade do Ouro e Comunidade Polaco-Lituana ===
O golpe de Maio de 1926, por [[Józef Piłsudski]], entregou as rédeas da república polaca ao movimento ''Sanacja'' (uma coalizão em busca da "limpeza moral" da política do país). Este movimento controlou a Polónia até a eclosão da [[Segunda Guerra Mundial]], em 1939, quando tropas [[Alemanha Nazi|nazis]] (em 1 de Setembro) e [[União Soviética|soviéticas]] (em 17 de setembro) invadiram o país. [[Varsóvia]] capitulou em 28 de setembro. Conforme o [[Pacto Ribbentrop-Molotov]], a Polónia foi partilhada em duas zonas, uma ocupada pela Alemanha e outra, a leste, ocupada pela União Soviética.
 
De todos os países envolvidos na guerra, a Polónia foi o que mais perdeu em vidas, proporcionalmente à população total: mais de seis milhões de habitantes morreram, metade deles [[judeus]]. Foi da Polónia a quarta maior contribuição em tropas para o esforço de guerra aliado, após a URSS, o [[Reino Unido]] e os Estados Unidos, além de ter sido o primeiro país a lutar contra a [[Alemanha Nazi]]. Ao final do conflito, as fronteiras do país foram movidas na direcção Oeste, de modo a levar a fronteira oriental para a [[linha Curzon]]. Entrementes, a fronteira ocidental passou a ser a [[linha Óder-Neisse]]. A nova Polónia emergiu 20% menor em território (menos 77.500{{Fmtn|77500}} km²). O redesenho dos limites forçou a [[migração humana|migração]] de milhões de pessoas, principalmente [[polacos]], [[alemães]], [[ucranianos]] e judeus.
 
=== Período pós-guerra ===
A estrutura geológica da Polónia foi formada por uma colisão continental de Europa e África há mais de 60 milhões de anos, e de uma [[glaciação]] ocorrida na Europa no período [[quaternário]], entre outros. Ambos os processos originaram os [[Sudetos]] e os [[Cárpatos]]. A paisagem [[Morena (geologia)|Morena]] no norte da Polónia contém solos na maioria constituídos por [[areia]] ou [[marga]], e os vales de rios da [[idade do gelo]] contém [[loess]]. O planalto de Cracow Częstochowa, a cadeia de montanhas "Pieniny", e a cadeia de montanhas "Tatras Ocidentais" consistem de [[calcário]], e o Alto Tatras, os Montes Beskids, e os Montes Karkonosze são feitos de [[granito]] e [[basalto]]. Os montes Kraków-Częstochowa são uma das mais antigas cadeias de montanhas do mundo.
 
A Polônia tem 21 montanhas acima de 2000m{{Fmtn|2000}} m, todas nas [[Montanhas Tatra]]. Os Tatras, que consistem no Alto Tatras e Tatras Ocidentais, é o grupo de montanhas mais altas da Polónia. Nos Tatras se localiza o ponto mais alto da Polónia, o pico de [[Rysy]] ({{Fmtn|2499}} m). E no seu sopé se localiza um [[lago]], o Morskie Oko. O segundo maior grupo de [[montanha]]s da Polónia são os [[Beskides|montes Beskides]], em que o mais alto pico é o Babia Góra (1725m{{Fmtn|1725}} m). O terceiro maior grupo de montanhas é o Karkonosze, em que o pico mais alto é o Śnieżka (1602m{{Fmtn|1602}} m).Entre as mais belas montanhas da Polónia são os Montes Bieszczady no sudeste da Polónia, que tem como ponto mais elevado em território polaco o Tarnica, com uma elevação de 1346m1346 m. Turistas também frequentam os Montes Gorce no Parque Nacional dos montes Gorce, com elevações médias de (1300m{{Fmtn|1300}} m).
 
=== Hidrografia ===
[[Imagem:Olecko_Jezioro_Oleckie_Wielkie.jpg|thumb|esquerda|[[Masúria]], região da Polônia que tem mais de dois mil [[lago]]s]]
Os maiores rios são o [[Vístula]] ({{lang-pl|Wisła}}), ({{Fmtn|1047}} km ou 651 milhas); o [[Rio Oder|Oder]] ({{lang-pl|Odra}})que forma parte da fronteira ocidental da Polónia, (854 km ou 531 milhas); seu afluente, o [[Rio Warta|Warta]], (808 km ou 502 milhas) ; e o [[Rio Bug Ocidental|Bug]], um afluente do Vístula, (772 km).
 
O Vístula e o Oder desaguam no [[Mar Báltico]], com muitos [[delta]]s na Pomerania. O rio Łyna e [[Rio Angrapa|Angrapa]] desaguam pelo Rio Pregolya para o Báltico, e o Rio Czarna Hańcza desaguadeságua no Báltico pelo [[Rio Neman|Neman]]. Embora a grande maioria dos rios na Polónia desaguam no Mar Báltico, os cursos d'água polacos têm origem no [[Rio Orava|Orava]], que desaguadeságua passando pelo Rio Váh e pelo [[Danúbio]] para o [[Mar Negro]].Os rios orientais têm origem em alguns riachos que desaguam no [[Rio Dniestre]] para o Mar Negro.
 
Os rios polacos são usados desde muito tempo para navegação. Os [[Viquingues]], por exemplo, viajaram pelo Vístula e pelo Oder em seus [[Dracar|Navios Dragão]]. Na [[Idade Média]] e na antiguidade moderna, quando a [[Comunidade Polaco-Lituana|Polônia-Lituânia]] foi um dos grandes estados mercadores da Europa, o carregamento de grãos e outros produtos agrícolas viajando em direção ao Vístula ([[Gedano]]) e que seguia para a Europa Oriental teve grande importância.
Até a [[Segunda Guerra Mundial]], a Polônia era uma sociedade religiosamente diversa , na qual grupos [[cristãos ortodoxos]], [[protestantes]], [[católicos romanos]] e [[Judaísmo|judaicos]] substanciais coexistiam.<ref>{{citar web|url=http://www.ruf.rice.edu/~sarmatia/104/241hannan.html|título=Polish Catholicism: A Historical Outline|data=16 de fevereiro de 2003|acessodata=21-08-2018|obra=The Sarmatian Review|publicado=|ultimo=Hannan|primeiro=Kevin|lingua=en}}</ref> Na [[Segunda República Polonesa]], o [[catolicismo romano]] era a religião dominante, declarado por cerca de 65% dos cidadãos polacos, seguido de outras denominações cristãs e cerca de 3% de crentes no [[judaísmo]].<ref>{{Citar web|url=http://historia.na6.pl/stosunki_wyznaniowe_ii_i_iii_rp|titulo=Stosunki wyznaniowe II i III RP - Historia na 6-tke|data=|acessodata=2018-08-21|obra=Historia na 6|publicado=Freshmind|ultimo=|primeiro=|lingua=pl}}</ref> Como resultado do [[Holocausto]] e da expulsão de populações alemãs e ucranianas no período pós-guerra, a população polonesa tornou-se esmagadoramente católica romana. Em 2007, 88,4 % da população pertencia à [[Igreja Católica]].<ref name="Maly Rocznik Statystyczny Polski 2009">{{citar web|url=http://www.stat.gov.pl/cps/rde/xbcr/gus/PUBL_oz_maly_rocznik_statystyczny_2009.pdf|título=Maly Rocznik Statystyczny Polski 2009|data=junho de 2009|acessodata=26-09-2009|obra=Główny Urząd Statystyczny 2009 (Anuário Estatístico da Polônia 2009)|publicado=Zakład Wydawnictw Statystyczny (Departamento de Publicação de Estatística)|ultimo=|primeiro=|editor-sobrenome=Dmochowska|editor-nome=Halina|local=Varsóvia|língua=pl, en|issn=1640-3630|arquivourl=https://web.archive.org/web/20110510022320/http://www.stat.gov.pl/cps/rde/xbcr/gus/PUBL_oz_maly_rocznik_statystyczny_2009.pdf|arquivodata=10-05-2011|urlmorta=yes}}</ref> Embora as taxas de prática religiosa sejam mais baixas, em 52%<ref name="ekumenizm">{{citar web|url=http://www.ekumenizm.pl/content/article/20080925183042429.htm|título=''94% Polaków wierzy w Boga''|publicado=Ekumenizm.pl|data=25 de setembro de 2008|acessodata=12 de abril de 2010|arquivourl=http://arquivo.pt/wayback/20160517212722/http://www.ekumenizm.pl/content/article/20080925183042429.htm|arquivodata=17 de maio de 2016|urlmorta=yes}}</ref> ou 51%<ref name="archive9">{{Citar web |url=http://cara.georgetown.edu/bulletin/international.htm |titulo=Cópia arquivada |acessodata=14 de fevereiro de 2008 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20080214110918/http://cara.georgetown.edu/bulletin/international.htm |arquivodata=14 de fevereiro de 2008 |urlmorta=yes }} – [[World Values Survey]] (WVS)</ref> dos católicos poloneses, a Polônia continua a ser um dos países mais religiosos da Europa.<ref name="cbos">{{pl icon}} Centrum Badania Opinii Społecznej (''[[Centre for Public Opinion Research (Poland)]]'' CBOS). Komunikat z badań; Warszawa, Marzec 2005. [http://www.cbos.pl/SPISKOM.POL/2005/K_049_05.PDF Co łączy Polaków z parafią?] Preface. Retrieved 2007-12-14.</ref>
 
De 16 de outubro de 1978 até sua morte, em 2 de abril de 2005, [[Karol Józef Wojtyła]] (mais tarde, o [[Papa João Paulo II]]), um nativo polonês, reinou como [[Sumo Pontífice]] da [[Igreja Católica Romana]]. Ele foi o único Papa [[eslavo]] e polaco até à data e foi o primeiro papa não [[italiano]] desde o [[neerlandês]] [[Papa Adriano VI]] em 1522.<ref name="About">{{citar web|url=http://europeanhistory.about.com/od/religionandthought/a/biojohnpaulii.htm|título=Pope John Paul II 1920–2005|último =Wilde|primeiro =Robert|publicado=About.com|acessodata=2009-01-01}}</ref> Além disso, ele é creditado por ter desempenhado um papel significativo em acelerar a [[queda do comunismo]] na Polônia e em toda a [[Europa Central]] e [[Europa Oriental|Oriental]]. Ele é famoso por ter dito ao poloneses, no auge do comunismo, em 1979, que "não tenham medo", e depois de orar: "Venha o teu Espírito descer e mudar a imagem da terra ... esta terra.".<ref name="Domínguez">[[#Domínguez74|Domínguez, Juan]]: 2005</ref><ref name="Communism">{{citar web|url=http://www.religion-cults.com/pope/communism.htm|título=Pope John Paul II and Communism|acessodata=2009-01-01|publicado=Public domain text. May be distributed freely. No rights reserved.|datali=fevereiro de 2012}}</ref>
 
As minorias religiosas incluem cristãos ortodoxos ({{formatnum:506800}}),<ref name="CSO_2008"/> protestantes (cerca de 150 mil),<ref name="CSO_2008"/> [[Testemunhas de Jeová]] ({{formatnum:126827}}),<ref name="CSO_2008"/> [[católicos orientais]], [[Igreja Católica Nacional Polonesa|católicos poloneses]], [[mariavitas]], [[judeus]] e [[muçulmanos]] (incluindo os [[tártaros]] de [[Białystok]]).<ref name="CSO_2008"/>
De acordo com um relatório do [[Credit Suisse]], os poloneses são o segundo [[povo eslavo]] mais rico (depois dos [[tchecos]]) da [[Europa Central]].<ref name="thenews">{{citar web|url=http://www.thenews.pl/business/artykul141422_poles-getting-rich-quick-.html|título=Poles getting rich quick...|publicado=Polskie Radio, thenews.pl|acessodata=2010-10-13}}</ref> Apesar da Polônia ser um país etnicamente homogêneo, o número de estrangeiros está crescendo a cada ano.<ref name="egospodarka1">{{citar web|autor =Kasat Sp. z o.o.|url=http://www.egospodarka.pl/36792,Imigranci-w-Polsce-2008,1,39,1.html|título=Imigranci w Polsce 2008 – eGospodarka.pl – Raporty i prognozy|publicado=eGospodarka.pl|data=31 de dezembro de 2008|acessodata=26 de fevereiro de 2012}}</ref>
 
Gradualmente, a importância do turismo na economia do país aumenta. Em 2015, a Polônia foi visitada por 16,728 milhões de turistas, gerando receita de US $ 9,728 bilhões.<ref>[http://mkt.unwto.org/en/publication/unwto-tourism-highlights-2016-edition UNWTO Tourism Highlights, 2016 Edition]</ref> O mais importante neste campo são as grandes cidades ([[Cracóvia]], [[Varsóvia]], [[Estetino]] (Szczecin), [[Danzigue]] (Gdańsk), [[Białystok]], [[Breslávia]] (Wroclaw) e [[Katowice]]) e áreas de lazer, por exemplo [[Świnoujście]] e [[Zakopane]].<ref>[http://stat.gov.pl/obszary-tematyczne/kultura-turystyka-sport/turystyka/turystyka-w-2016-roku,1,14.html Główny Urząd Statystyczny. Turystyka w 2016 roku]</ref>
 
== Infraestrutura ==
=== Ciência e tecnologia ===
[[Imagem:Marie_Curie_c1920.png|thumb|upright|esquerda|[[Marie Curie]], ganhadora do [[Prêmio Nobel de Física]] de 1903 do [[Prêmio Nobel de Química]] de 1911]]
De acordo com a Frost & Sullivan's Country Industry Forecast, o país está se tornando um local interessante para investimentos em [[pesquisa e desenvolvimento]]. Empresas [[multinacionais]], tais como [[ABB]], [[Delphi]], [[GlaxoSmithKline]], [[Google]], [[Hewlett-Packard]], [[IBM]], [[Intel]], [[LG Electronics]], [[Microsoft]], [[Motorola]], [[Siemens]] e [[Samsung]] criaram centros de pesquisa e desenvolvimento na Polônia.<ref name="autogenerated1">Polish Information and Foreign Investment Agency {{Citar web |url=http://www.paiz.gov.pl/index/?id=7b7a53e239400a13bd6be6c91c4f6c4e |titulo=Cópia arquivada |acessodata=22 de novembro de 2007 |arquivourl=https://web.archive.org/web/20080219145055/http://www.paiz.gov.pl/index/?id=7b7a53e239400a13bd6be6c91c4f6c4e |arquivodata=19 de fevereiro de 2008 |urlmorta=yes }}</ref> Mais de 40 centros de pesquisa e desenvolvimento e 4.500{{Fmtn|4500}} pesquisadores fazem do país o maior centro de pesquisa e desenvolvimento na Europa Central e Oriental.<ref name="chicagotribune1">{{citar web|url=http://www.chicagotribune.com/news/sns-rt-us-poland-immigrantstre7bs11w-20111229,0,2982543.story|título=Topic Galleries|publicado=chicagotribune.com|acessodata=6 de fevereiro de 2012}}</ref> Empresas escolheram a Polônia por causa da disponibilidade da força de trabalho altamente qualificada, a presença de universidades, o apoio das autoridades e o maior mercado da Europa Central.<ref name="autogenerated2">Newswire [http://www.newswiretoday.com/news/26490/ Poland Emerges as the European R&D Hub Despite Favorable Conditions in Asia Pacific]</ref>
 
Hoje as instituições de [[ensino superior]] da Polônia; universidades tradicionais (encontrados em suas principais cidades), bem como instituições técnicas, médicas e econômicas, empregam cerca de 61 mil pesquisadores e membros da equipe de pesquisa. Há cerca de 300 institutos de pesquisa e desenvolvimento, com cerca de 10 mil pesquisadores. No total, existem cerca de 91 mil cientistas na Polônia hoje. No entanto, nos séculos XIX e XX, muitos cientistas poloneses trabalharam no exterior um dos maiores desses exilados foi [[Maria Skłodowska-Curie]], física e química que viveu boa parte de sua vida na [[França]]. Na primeira metade do {{séc|XX}}, a Polónia era um centro florescente da matemática. Matemáticos poloneses proeminentes foram formados pela [[Escola de Matemática de Lviv]] (como [[Stefan Banach]], [[Hugo Steinhaus]], [[Stanisław Ulam]]) e pela [[Escola de Matemática de Varsóvia]] (como [[Alfred Tarski]], [[Kazimierz Kuratowski]], [[Wacław Sierpiński]]). Os acontecimentos da [[Segunda Guerra Mundial]] levaram muitos deles para o [[exílio]]. Tal foi o caso de [[Benoît Mandelbrot]], cuja família deixou a Polônia quando ele ainda era uma criança. Um aluno da Escola de Matemática de Varsóvia foi [[Antoni Zygmund]], um dos grandes nomes da análise matemática do {{séc|XX}}.
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