Ilha do Governador

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Ilha do Governador
22° 48′ S 43° 12′ W
Geografia física
País  Brasil
 Rio de Janeiro
Localização Baía de Guanabara
Área 36,12[1] [2]   km²
Geografia humana
População 211 018[1] [2]
Densidade 5 806,56 hab./km²
Rio deJaneiro LE2002059 lrg.jpg
Imagem de satélite da Ilha do Governador (centro da imagem), a maior ilha da Baía de Guanabara
Estátua de um gato-maracajá (um dos primeiros nomes conhecidos da ilha), construída em 1920 na Praia da Guanabara[3]
Vista da Estrada do Galeão, uma das principais avenidas da ilha

A Ilha do Governador localiza-se no lado ocidental do interior da Baía de Guanabara, no estado do Rio de Janeiro. Compreende catorze bairros do município do Rio de Janeiro. Faz parte da região da Zona Norte do Rio de Janeiro.

História[editar | editar código-fonte]

Contendo uma superfície de 36,12 quilômetros quadrados, compreende catorze bairros da cidade do Rio de Janeiro - Bancários, Cacuia, Cocotá, Freguesia, Galeão, Jardim Carioca, Jardim Guanabara, Moneró, Pitangueiras, Portuguesa, Praia da Bandeira, Ribeira, Tauá e Zumbi -, com uma população total de aproximadamente 210 mil habitantes. Tradicionalmente residencial, atualmente apresenta características mistas, compreendendo ainda indústrias, comércio e serviços.

Descoberta em 1502 por navegadores portugueses, os índios Temiminós eram os seus habitantes na época. Chamavam-na de "Ilha de Paranapuã", termo que significa "colina do mar", pela junção de paranã, "mar"[4] e apuã, "colina"[5] , sendo também chamada de "Ilha dos Maracajás" (espécie de grandes felinos, então abundantes na região. "Maracajá" também era um outro nome dos índios temiminós que habitavam a ilha[6] .) pelos índios Tamoios, inimigos dos Temiminós.

Terra natal de Arariboia, foi abandonada pelos Temiminós em consequência dos ataques de inimigos Tamoios e de traficantes franceses de pau-brasil, os quais foram definitivamente expulsos em 1567, pelos portugueses.

O nome "Ilha do Governador" surgiu somente a partir de 5 de setembro de 1567, quando o governador-geral do então Estado do Brasil (e interino da Capitania do Rio de Janeiro) Mem de Sá doou ao seu sobrinho, Salvador Correia de Sá (o Velho - Governador e Capitão-general da Capitania Real do Rio de Janeiro de 1568 a 1572), mais da metade do seu território. Correia de Sá, futuro governador da capitania, transformou-a em uma fazenda onde se plantava cana-de-açúcar, com um engenho para produção de açúcar, exportado para a Europa nos séculos XVI, XVII e XVIII.

Em 1663, foi lançado ao mar o Galeão Padre Eterno, na época o maior navio do mundo. O galeão foi construído num local da ilha que passou a ser conhecido como Ponta do Galeão, originando o atual bairro do Galeão.

No século XIX, o Príncipe-Regente D. João utilizou o seu espaço como coutada para a caça. Segundo a tradição, conta-se que a Praia da Bica recebeu este nome por causa de uma fonte que costumava servir de banho ao jovem príncipe D. Pedro, mais tarde D. Pedro I (1822-1831). O desenvolvimento da Ilha do Governador, entretanto, só ocorreu a partir da ligação regular da ilha com o continente, efetuada por barcas a vapor com atracadouro na Freguesia desde 1838. Mais tarde, outros atracadouros foram construídos no Galeão e na Ribeira, integrando a área à economia do café e à atividade industrial (produção de cerâmica).

No início do século XX, os bondes chegaram à ilha, efetuando a ligação interna de Cocotá à Ribeira (1922), percurso estendido posteriormente até ao Bananal e a outros pontos. Também é neste século que se instalaram as unidades militares: a Base Aérea do Galeão, os quartéis dos Fuzileiros Navais e a Estação de Rádio da Marinha, época em que o bairro se constituía num balneário para a classe média da cidade do Rio de Janeiro.

Em 23 de julho de 1981, através do Decreto Número 3 157, do então prefeito Júlio Coutinho, no tempo do Governador Chagas Freitas, o bairro da Ilha do Governador foi oficialmente extinto e transformado nos seus atuais quatorze bairros oficiais.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Vista da Ilha do Governador, a maior ilha da baía

A região por sua peculiar localização dentro da Baía de Guanabara, conta com excelente ventilação, o que garante um clima bem mais ameno nos dias mais quentes de verão. Essa vantagem, por outro lado, representa um risco quando se tratam de grandes tempestades, pois o bairro fica sujeito a fortes vendavais e a incidência acima do comum para a região de chuva de granizo.

A arborização do bairro é bastante intensa, não apenas pela existência de reservas naturais de Mata Atlântica dentro da área da aeronáutica no Galeão e da Marinha no Jardim Guanabara, Bancários, Freguesia e bananal, mas também em diversas áreas públicas e principalmente nos quintais das inúmeras residências por todo o bairro, auxiliando na prevenção das ilhas de calor que se formam em algumas regiões pouco arborizadas e excessivamente construídas dentro de metrópoles. A APARU do Jequiá possui uma preservação do ecossistema de manguezal bastante considerável, em função de sua localização dentro da metrópole.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

O entorno da Praia do Quebracoco foi transformado em uma pequena reserva ecológica através da construção de um parque municipal, Professor Marcello de Ipanema; área vizinha à marina do Jardim Guanabara, formando um complexo de lazer. Além dessa praia, a ilha possui pequenas praias de orla fina, que estão localizadas em ruas de residênciais comuns:

Além de praias de orla expessa que atuam como o centro de esportes e vida noturna dos bairros.

Há também um rio que corta a Ilha, o Rio Jequiá.

Demografia[editar | editar código-fonte]

Criminalidade e poluição[editar | editar código-fonte]

Os repetidos confrontos entre criminosos e policiais e entre facções criminosas rivais pelo controle do tráfico de entorpecentes não ocorre apenas na ilha, mas em toda a cidade. A violência em boa parte da ilha contrasta com áreas de grande tranquilidade, onde a ocupação é estritamente residencial.

A forte poluição que domina a Baía de Guanabara contribui para o degradação das praias da ilha. Estas continuam sendo frequentadas, embora mais nas areias e nos quiosques do que na água.

Religião[editar | editar código-fonte]

Destacam-se: na Freguesia, a Igreja de Nossa Senhora da Ajuda (tombada como patrimônio nacional e que completou trezentos anos em 2010) em frente da qual se localiza a herma em homenagem ao escritor Lima Barreto; no Jardim Guanabara, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição e, na Ribeira, a Igreja da Sagrada Família ou a Igreja do Morro do Ouro. Na Ilha do Governador, atualmente existem sete paróquias, que fazem parte da Primeira Forania (região) do Vicariato Leopoldina, coordenado pela Arquidiocese de São Sebastião do Rio de Janeiro.

Como em todo o Rio de Janeiro, a Ilha do Governador possui um grande número de igrejas protestantes e evangélicas, dentre as quais:

Política[editar | editar código-fonte]

Símbolos[editar | editar código-fonte]

Brasão de armas[editar | editar código-fonte]

Apesar de não ser comum entre as cidades brasileiras, alguns bairros da cidade do Rio de Janeiro possuem símbolos, adquiridos à época em que seu território estava no estado da Guanabara. O brasão do bairro da Ilha do Governador é composto de:

Brasão da Região Administrativa da Ilha do Governador
  • Um escudo heráldico português (arredondado na base e formando ângulos retos na parte superior), encimado por uma coroa mural de cinco torres de ouro, símbolo de cidade-capital.
  • Aos lados, dois golfinhos, símbolo de povoação marítima, tendo ao lado direito a data de 1568, data da doação da sesmaria de mais da metade das terras da ilha, concedida por Mem de Sá, Governador-geral do Estado do Brasil, a Salvador Correia de Sá, o Velho, segundo governador da Capitania do Rio de Janeiro.
  • Do lado esquerdo, a data de 1961, de criação do brasão de armas da Ilha do Governador, ambos os números em vermelho.
  • Em baixo, ainda em vermelho, a legenda Governador, referente ao nome da ilha e ao cargo de Salvador Correia de Sá.
  • Divisão quartelada, sendo o primeiro quartel (à direita), sobre fundo branco (prata), um arco em vermelho disparando uma flecha, simbolizando a primitiva ocupação indígena da ilha. No segundo quartel (embaixo, à direita), sobre fundo vermelho, o retrato de Salvador Correia de Sá. À esquerda, no primeiro quartel, sob fundo azul, a Capela Imperial Nossa Senhora da Conceição, em ouro (amarelo), simbolizando a criação da Freguesia de mesmo nome, em 1710. Embaixo, sob fundo azul, as armas da Aeronáutica (asas) e da Marinha (uma âncora), em ouro (amarelo), simbolizando a ocupação militar da Ilha.

Em heráldica, o vermelho simboliza a vitória, com sangue, sobre o inimigo. No brasão, o vermelho simboliza a vitória decisiva para a conquista do Rio de Janeiro pelos portugueses.

No período de 1961 a 1975, o brasão de armas da Ilha do Governador teve uma estrela de prata sobre a coroa-mural de ouro, simbolizando o Estado da Guanabara. Com a fusão, em 1975, o brasão perdeu a estrela.

Subdivisões[editar | editar código-fonte]

A Ilha do Governador é dividida em quatorze bairros:

  1. Bancários
  2. Cacuia
  3. Cocotá
  4. Freguesia
  5. Galeão
  6. Jardim Carioca
  7. Jardim Guanabara
  8. Moneró
  9. Pitangueiras
  10. Portuguesa
  11. Praia da Bandeira
  12. Ribeira
  13. Tauá
  14. Zumbi

O bairro Cidade Universitária, na Ilha do Fundão, localiza-se na Região Administrativa XX - Ilha do Governador, mas não na Ilha do Governador enquanto acidente geográfico.

Economia[editar | editar código-fonte]

Comércio[editar | editar código-fonte]

Possui um comércio variado, desde o popular nos bairros do Cacuia e Cocotá até as lojas mais para a classe média ao longo da Estrada do Galeão, no Jardim Guanabara ou no Shopping Ilha Plaza. O dinamismo da economia do bairro só não é maior pois a limitação do gabarito em três pavimentos - devido à proximidade com o Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro-Galeão - reduz a capacidade de criação de oportunidades dentro do bairro e a criação de uma concentração de atividades com sinergia suficiente para atrair grande movimento de diversas regiões da metrópole. Apesar disso, boa parte da jovem mão de obra insulana encontra emprego nesse aeroporto.

Indústria[editar | editar código-fonte]

A tradição manufatureira da ilha remonta às caieiras coloniais, ampliada a partir da década de 1860, quando se iniciou a fabricação de produtos cerâmicos, telhas e tijolos que deram nome à Praia da Olaria. Essa atividade foi reforçada, na década seguinte, pela inauguração da Fábrica de Produtos Cerâmicos Santa Cruz (1873), nas terras da antiga Fazenda da Conceição, atual Jardim Guanabara.

No século XX, a partir da década de 1970, o estaleiro Transnave instalou-se na Ribeira e, posteriormente, o Eisa (ex-Emaq), na Praia da Rosa, fabricando embarcações de grande porte.

Destaca-se, ainda, a presença de dois complexos industriais transnacionais produzindo aditivos e óleos lubrificantes: a Shell, na Ribeira e a Exxon, no Zumbi.

O governo municipal encontra-se presente através de escritórios da Divisão de Conservação e Obras, do Departamento de Fiscalização e Edificações e de uma gerência da Companhia Municipal de Limpeza Urbana.

Serviços[editar | editar código-fonte]

Subsidiariamente, a ilha conta com um destacamento do Corpo de Bombeiros (a 19ª), uma delegacia de Polícia Civil (a 37ª), um batalhão da Polícia Militar (o 17°), um fórum regional (Cartório de Registro Civil, duas Varas Cíveis, uma de Família, uma Criminal com Tribunal do Júri, uma Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil seção Rio de Janeiro e um escritório da Defensoria Pública), agências de correios e agências dos principais bancos.

São atuantes, ainda, os tradicionais Lions e Rotary, em conjunto com a comunidade, oferecendo cursos profissionalizantes e palestras para a comunidade.

Infraestrutura[editar | editar código-fonte]

Educação[editar | editar código-fonte]

A ilha conta com uma Biblioteca Regional localizada no Cocotá. Quanto ao ensino, a ilha possui escolas desde o básico até o ensino universitário. Há várias escolas municipais tradicionais, como Centro Interescolar Municipal Anísio Teixeira (Jardim Guanabara), Belmiro Medeiros, Cuba, Rodrigo Otávio, Brigadeiro Eduargo Gomes, Cândido Portinari, além do Colégio Brigadeiro Newton Braga (Ministério da Aeronáutica). No ensino médio público, possui o Colégio Estadual Mendes de Morais(Sendo considerado o melhor colégio do estado do Rio de Janeiro, recentemente foi reformado para atender aos padrões internacionais de ensino, hoje a escola conta com 23 salas e cerca de 2400 alunos, está localizado na Freguesia. Conta com escolas particulares, como o Colégio e Curso Progressão, no Cocotá, que oferece um ensino para competição tanto em concursos públicos quanto no mercado de trabalho e o colégio e curso Sonnart, Colégio Cenecista Capitão Lemos Cunha no Galeão; o Colégio Thales de Mileto no Jardim Guanabara e no Cocotá; o Centro Educacional Di Maggio (Sistema Bahiense) no Jardim Guanabara; a Escola Modelar Cambaúba, também no Jardim Guanabara, criada e mantida por uma associação de pais desde 1959; as escolas Bretanha, CeEduca e Edel na Freguesia; os colégios Passaredo, Colégio e Curso Zerohum e Cel no Jardim Guanabara. E no Tauá, os colégios MV1 Ilha , no Cocotá, e Jardim Guanabara;São Remo no Moneró; o Centro de Educação e Criatividade Ilha do Governador, localizado no Cocotá; o Centro Cultural Ilha do Governador, situado no Moneró e o Colégio Curso Carpe Diem, com uma unidade localizada no Jardim Carioca. Também conta com o Centro Brasileiro de Cursos, no Cacuia, e o Colégio Piaget, no Tauá.

Saúde[editar | editar código-fonte]

A ilha possui quatro hospitais de porte - O Hospital Municipal Evandro Freire (Portuguesa), o Hospital Municipal Paulino Werneck (Cacuia), o Hospital Infantil Nossa Senhora do Loreto (Galeão) e o Hospital da Aeronáutica (Galeão), além do Posto de Saúde Necker Pinto (Zumbi), Posto de Saúde Freguesia, Posto de Atendimento Médico Bancários (Bancários) e Posto de Atendimento Médico Combu (Jardim Carioca), além de várias clínicas particulares com centro cirúrgico e unidade de terapia intensiva.

O Hospital Municipal Paulino Werneck, situado na Estrada da Cacuia (Cacuia), estava planejado para passar para a Estrada do Galeão, na esquina com a Rua Haroldo Lobo, na Portuguesa. Com as obras concluídas, o hospital foi inaugurado mas com outro nome, Evandro Freire. O Paulino Werneck continua apenas com a emergência funcionando.

Água e esgoto[editar | editar código-fonte]

O fornecimento de água e esgoto é feito pela Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio de Janeiro. No Tauá, se localiza a Estação de Tratamento de Esgoto Ilha do Governador.[7] Nas praias da ilha, há ligações clandestinas de esgoto que poluem a Baía de Guanabara.

Transportes e acessos[editar | editar código-fonte]

A ilha possuía uma linha de bondes, em 1922, ligando o Cocotá à Ribeira, sendo estendida posteriormente até o Bananal[desambiguação necessária] e outros bairros. A linha foi desativada posteriormente.

Transporte[editar | editar código-fonte]

Acessos

O bairro é servido pela Estrada do Galeão, principal via de acesso que, graças à Linha Vermelha, coloca a ilha a vinte minutos da Zona Sul do Rio de Janeiro. O grande marco do desenvolvimento da ilha, porém, foi a construção das pontes ligando a Ilha do Governador à do Fundão e essa ao continente, em 1949.

A ilha possuía um sistema de bondes, atualmente desativado, mas uma das estações, a Estação de Bondes de Santa Cruz, permanece no Cocotá.

A inexistência de uma saída alternativa à Estrada do Galeão provoca grandes prejuízos aos habitantes, que, em algumas situações, chegam a perder horas em engarrafamentos.

Atualmente, o acesso por transporte público para a Ilha do Governador é seu maior problema, fruto de poucas opções, causadas pela restrição por parte dos órgãos municipais de mais opções de transportes por ônibus e de linhas alternativas. Com isso, há poucas (e às vezes nenhuma) opções de linhas para alguns lugares fora da ilha.

A Viação Ideal, oriunda da região de Jacarepaguá, se mudou para a Ilha há mais de 70 anos e se juntou com a Transportes Paranapuan na operação de linhas ligando a Ilha a outros bairros do Rio como Meier, Tijuca e o Centro. Durante os anos 2000, a Ideal passou por uma crise financeira mas se recuperou e passou a oferecer um serviço melhor aos insulanos, colocando e renovando a frota com ônibus mais novos, enquanto a Paranapuan, continua com um serviço meramente criticado pelos moradores da Ilha e sendo uma das empresas mais reclamadas do município do Rio.

Ruas

As principais são a Estrada do Galeão, Estrada do Cacuia, Estrada do Dendê, Rua Cambaúba, Avenida Paranapuã e a Estrada das Canárias, todas destacadas pela extensão das mesmas.

Ônibus

A linha de ônibus Mauá - Governador, da Companhia Paranapuã, foi a primeira a fazer a travessia de passageiros pela nova ligação[carece de fontes?]. Seis anos depois, em 1955, a Viação Ideal chegou com as suas linhas. As duas empresas operam até hoje no bairro e são responsáveis por quase todas as linhas internas e de ligação com o continente. Além destas, há linhas intermunicipais bastante famosas como a AutoViação Reginas ligando a ilha a municípios como São João de Meriti e Duque de Caxias e a AutoViação 1001, integrando a ilha à cidade de Niterói.

BRT

A Ilha contará nos próximos anos, com a TransCarioca. na qual ligará o bairro até a Barra da Tijuca e que conta com duas estações desse BRT.

Transporte alternativo

A ilha sofre com o intenso fluxo de transportes alternativos (kombis e vans), muitas vezes piratas, que provocam congestionamentos e acidentes com bastante frequência.

Ciclovias[editar | editar código-fonte]

A ilha conta com uma rede tímida de ciclovias, apesar do uso intenso de bicicletas por seus habitantes. A maior se localiza na Estrada do Rio Jequiá. Há pouco mais de dois anos, o tão esperado anel cicloviário foi inaugurado na Ilha e foram colocadas clico faixas em vários ruas do bairro, fazendo uma interligação entre a já citada Ciclovia da Estrada Rio Jequiá até bairros como Moneró e Bancários e fazendo a interligação pelo bairro do Jardim Guanabara.

Hidrovias[editar | editar código-fonte]

As primeiras barcas - a vapor - atracavam na Freguesia e depois também no Galeão e na Ribeira[desambiguação necessária] e chegaram em 1838. Antes disso, a ilha era servida por embarcações a vela.

A partir de 1986, foi reativada a travessia marítima entre a Praça 15 de Novembro e a Ribeira, por serviço de barcas, ocasião em que o serviço de aerobarcos (hoje desativado) voltou a operar, realizando o mesmo percurso em doze minutos.

Hoje em dia, as Barcas se localizam no Cocotá e a viagem para a Praça 15 de Novembro demora cerca de cinquenta minutos. São uma alternativa para evitar os engarrafamentos nas horas de pico, já que as únicas saídas são a Linha Vermelha e a Avenida Brasil.

Aeroporto internacional[editar | editar código-fonte]

Em 1952, foi inaugurado o Aeroporto do Galeão, ampliado em 1977 para atender linhas internacionais (quando passou a chamar-se Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro). Maior complexo aeroportuário da época, com capacidade inicial para seis milhões de passageiros por ano, o antigo Galeão passou a operar como Terminal de Cargas. O Aeroporto internacional, depois Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro - Galeão - Antônio Carlos Jobim, atualmente consta de dois terminais de passageiros, um terminal de cargas da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), um terminal da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos, um terminal de cargas da VARIG LOG e um hangar industrial da Varig Engenharia e Manutenção. Como é um aeroporto misto (civil e militar), ainda conta com o chamado Galeão Velho para operações do Correio Aéreo Nacional e para recepção e entrega de carga junto às empresas transportadoras de carga aérea, sem contar que as aeronaves militares, que pousam no Aeroporto Internacional Tom Jobim, têm, como destino, o pátio militar, localizado na Base Aérea do Galeão.

Cultura[editar | editar código-fonte]

A ilha conta também com duas academias de letras e artes e contava com duas galerias de exposição - o Retiro das Artes e o Ateliê Flutuante Francisco Xavier -, sendo que este último foi desativado, pois foi corroído pela maresia e hoje só restam alguns destroços do barco no local.

Atualmente, a ilha possui um centro integrado de artes, a Casa de Cultura Elbe de Holanda (Jardim Guanabara) e vem procurando difundir, juntamente com várias organizações não governamentais, a cultura e valores nacionais. Recentemente, a Lona Cultural Renato Russo foi inaugurada no Aterro do Cocotá, ampliando a atividade cultural no bairro com preços populares e extensa programação de diferentes manifestações artísticas (ROCK'N ILHA , Reggae a Lona Com Amor, Clube dos Poetas), além de Oficinas Culturais Populares.

Foi inaugurada, também, uma escola de filosofia, no bairro da Portuguesa[carece de fontes?].

No tocante ao lazer, os moradores e visitantes contam com sete grandes clubes (Iate Clube Jardim Guanabara, Governador Iate Clube, Jequiá Iate Clube, Esporte Clube Jardim Guanabara, Esporte Clube Cocotá, Associação Atlética Portuguesa e Associação Cristã de Moços), dois teatros (Óperon e Lemos Cunha), inúmeras casas noturnas, entre elas Provisório Club (Jardim Guanabara), Varandas (Portuguesa) e Deck 303 (Freguesia).

Esporte e lazer[editar | editar código-fonte]

Possui além das praças duas grandes áreas de lazer e esporte, o Parque Professor Roy Robson (1954-1989) também conhecido como Corredor Esportivo do Moneró e o Parque Poeta Manuel Bandeira (1886-1968) também conhecido como Aterro do Cocotá. O Aterro do Cocotá foi inaugurado em 19 de abril de 1978, em 2003, foi ano, que beneficiado pelo Projeto Rio-Cidade da Prefeitura em mandato do Prefeito César Maia, passou por ampla reforma, ganhando ciclovia, novas quadras poliesportivas, sendo duas de vôlei, grande pista de skate(Skate Park), campo de futebol com grama sintética e outras importantes melhorias. O Corredor Esportivo foi inaugurado em 1989, mas com melhorais sendo feitas durante o mandato do Prefeito Marcello Alencar (1989-1992) e no mandato seguinte do Prefeito César Maia (1993-1996), em 2002 em novo mandato do Prefeito César Maia o Corredor Esportivo recebeu grandes reformas, ciclovia, surgimento da quadra de basquete, aumento de extensão e outras importantes melhorias.

Comunicação[editar | editar código-fonte]

Os primeiros telefones - de sistema de magnetos - funcionaram na ilha em 1933. A Companhia Estadual de Telefones da Guanabara chegou com as linhas convencionais em 1962. Durante alguns anos, dois prefixos serviam à ilha - o 393 e o 396. Em novembro de 1989, a Telecomunicações do Estado do Rio de Janeiro incorporou a Companhia Estadual de Telefones da Guanabara.

Por sua característica territorial geograficamente definida e uma população que supera a de alguns municípios fluminenses, a ilha conta com uma imprensa regional desde maio de 1900, quando circulou o primeiro periódico local: O Suburbano. Mais de vinte outros se seguiram até os nossos dias. A ilha também é sede da difusora AM Rádio Rio de Janeiro.

Música[editar | editar código-fonte]

Três escolas de samba marcam a sua presença no carnaval carioca: a União da Ilha, o Boi da Ilha e a Acadêmicos do Dendê. A União da Ilha, em 2010, retornou ao Grupo Especial.

Cinema[editar | editar código-fonte]

Em dezembro de 2009, foi reinaugurado o cinema do shopping Ilha Plaza, localizado no último piso. O novo cinema possui quatro salas modernas, administradas pela Br Malls.

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

Bibliografia[editar | editar código-fonte]

  • IPANEMA, Cybelle de. História da Ilha do Governador. Rio de Janeiro: Livraria e Editora Marcello de Ipanema, 1991. 200 p.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]