Caio Ribeiro

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Caio
Informações pessoais
Nome completo Caio Ribeiro Decoussau
Data de nasc. 16 de agosto de 1975 (40 anos)
Local de nasc. São Paulo (SP),  Brasil
Altura 1,77 m
Informações profissionais
Clube atual Aposentado
Posição ex-Atacante
Clubes de juventude
Brasil São Paulo
Clubes profissionais
Anos Clubes Jogos e gol(o)s
1993–1995
1995–1996
1996–1997
1997
1998–1999
2000
2001
2002
2003
2004
2004–2005
1993–2005
Brasil São Paulo
Itália Internazionale
Itália Napoli
Brasil Santos
Brasil Flamengo
Brasil Santos
Brasil Fluminense
Brasil Flamengo
Brasil Grêmio
Alemanha Rot-Weiss Oberhausen
Brasil Botafogo
Total
090 0000(33)
008 0000(0)
021 0000(1)
030 0000(13)
083 0000(17)
045 0000(13)
021 0000(7)
008 0000(0)
034 0000(9)
015 0000(1)
042 000(11)
397 000(105)
Seleção nacional
1995
1996
1996
Brasil Brasil Sub-20
Brasil Brasil Sub-23
Brasil Brasil
007 0000(5)

004 0000(3)

Caio Ribeiro Decoussau, mais conhecido como Caio Ribeiro ou simplesmente Caio (São Paulo, 16 de agosto de 1975), é um comentarista esportivo e ex-futebolista brasileiro, que atuava como atacante.[1]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Como futebolista[editar | editar código-fonte]

Início[editar | editar código-fonte]

Caio foi revelado nas categorias de base do São Paulo e ganhou fama no futebol brasileiro ao participar das últimas formações do São Paulo de Telê Santana, que no início dos anos 1990 foi bicampeão da Copa Libertadores da América e da Copa Intercontinental. Em pouco mais de três anos, foram 90 jogos e 33 gols marcados com a camisa do tricolor paulista.

Futebol Italiano[editar | editar código-fonte]

Em 1995, após se destacar no Mundial Sub-20, Caio chamou a atenção da Internazionale, que tinha acabado de ser comprada pelo magnata italiano Massimo Moratti. Moratti, que injetaria muito dinheiro no clube por mais de uma década, via em Caio um diamante a ser lapidado, e por isso gastou 2,5 milhões de libras na sua contratação.[2]

Na sua primeira temporada na equipe, Caio foi escalado escalado apenas seis vezes pelo técnico Roy Hodgson.[2]

Foi então emprestado ao Napoli, onde também não se saiu bem e minou sua popularidade com as equipes italianas. Em 21 partidas na equipe, marcou apenas um gol, contra a Lazio, nas quartas de final da Copa da Itália.[2]

Retorno ao Brasil[editar | editar código-fonte]

Em 1997, com apenas 22 anos, Caio retornou ao Brasil para atuar pelo Santos. Foi pela equipe santista que Caio conquistou o primeiro título de expressão nacional, o Torneio Rio-São Paulo de 1997, faturado em cima do Flamengo.

Flamengo[editar | editar código-fonte]

Foi somente a partir de 1998, quando passou a vestir a camisa do Flamengo, que Caio voltou a destacar-se. Vestindo a camisa 16, ele chegou ao rubro-negro carioca com o propósito de formar dupla de ataque com Romário. Todavia, suas atuações irregulares fizeram com que o jogador entrasse, na maioria das vezes, no decorrer das partidas, sem assim, se firmar como titular do Fla. Porém, mesmo entrando no segundo tempo, ele era boa opção e sempre "botava fogo" na partida, o que o tornou "xodó" da torcida rubro-negra.[3] Entretanto, sempre que começava uma partida como titular, seu rendimento era abaixo do esperado e, com isso, a mídia esportiva deu início às primeiras contestações quanto à real qualidade de seu futebol.

Em 1998, no seu primeiro ano vestindo o Manto Sagrado, Caio marcou apenas três gols em 31 partidas.

Em 1999, no seu segundo ano no rubro-negro, as coisas começaram a mudar.[4] A saída de Romário fez com que Caio ganhasse uma vaga definitiva no setor ofensivo rubro-negro, e o jogador acabou sendo decisivo na conquista da Copa Mercosul, marcando três gols nos dois jogos da decisão (dois no primeiro e um no segundo).[5]

Ainda em 1999, Caio entrou para a história do Flamengo de forma curiosa: foi o primeiro jogador de linha a ter de jogar como goleiro no decorrer de uma partida pelo clube. O fato aconteceu em 11 de setembro, pelo Campeonato Brasileiro, contra o Gama. Na ocasião, o goleiro Clemer foi expulso por defender uma bola fora da área e impedir o gol da equipe brasiliense. Caio, que havia entrado no jogo por meio da terceira substituição, ficou invicto nos dez minutos restantes, garantindo o empate por 1 a 1.

Esta atitude fez com que ele ganhasse de vez o carinho dos torcedores rubros-negros.

Retorno ao Santos[editar | editar código-fonte]

Em 2000, Caio voltou a jogar pelo Santos, não marcou gols, e em seguida, transferiu-se para o Fluminense.

Fluminense[editar | editar código-fonte]

Caio fez parte do projeto de recuperação do Tricolor carioca, que acabara de voltar para a primeira divisão do futebol brasileiro. Foi decisivo na ótima campanha no Brasileiro de 2001.

Sua última competição com a camisa tricolor foi o Rio-São Paulo de 2002.

Retorno ao Flamengo[editar | editar código-fonte]

A segunda passagem de Caio pelo Flamengo deu-se no segundo semestre de 2002. Ele foi o primeiro grande reforço do clube para a disputa da Copa dos Campeões daquele ano. Sua contratação só foi possível após ele aceitar uma redução de salário. "Tenho consciência da realidade atual do Flamengo e do futebol brasileiro. O mais importante agora não é a questão salarial. O principal é que volto para reencontrar o prazer de jogar e a torcida que sempre me respeitou e ajudou", disse ele, no dia de sua apresentação.[7]

Em sua segunda passagem pelo clube, fez oito partidas e não marcou nenhum gol.

Saída do Flamengo[editar | editar código-fonte]

Passou ainda pelo Grêmio, antes de ir para a Alemanha, onde jogou pelo Rot-Weiss Oberhausen.

Botafogo[editar | editar código-fonte]

Em 2004, chegou ao Botafogo[8] e ajudou a equipe carioca na luta contra o rebaixamento no Campeonato Brasileiro daquele ano. No ano seguinte, contribuiu para levar o Alvinegro à classificação para a Copa Sul-Americana. Foi um dos grandes responsáveis pela permanência do clube na Série A.

A exemplo do que ocorrera em outros clubes por que passara, Caio nunca se firmou como titular absoluto. Volta e meia, o jogador se lesionava e, graças à concorrência acirrada dos outros atacantes do time, muitas vezes teve de se sentar no banco de reservas. Em 2005, aos trinta anos, optou por encerrar a carreira, tendo atuado profissionalmente pela última vez pelo próprio Botafogo.[9] Caio foi considerado um jogador muito habilidoso, todavia era criticado por ter baixo rendimento em momentos importantes. Abandonou os gramados prematuramente, quando resolveu voltar a São Paulo e dedicar-se à família e aos amigos.

Seleção Brasileira[editar | editar código-fonte]

Pela Seleção Sub-20, Caio ajudou a equipe a conquistar o vice-campeonato mundial da categoria (a equipe foi derrotada na final pela Argentina do capitão Juán Pablo Sorín). Como camisa 9, o então atacante são-paulino anotou cinco gols em seis partidas e foi eleito o melhor jogador daquele Mundial.

Como jogador do Napoli, Caio foi pela primeira vez na sua carreira convocado para a Seleção Brasileira Sub-23, em 1996, e disputou a terceira edição da Copa Ouro, organizada pela Concacaf, fazendo dupla de ataque com Sávio.

Disputou ainda o Torneio Pré-Olímpico daquele ano, ajudando a equipe a sagrar-se campeã. Este torneio guarda boas lembranças para Caio: numa partida contra a Bolívia, ele fez os quatro gols da goleada brasileira por 4 a 1.[10]

Pela seleção principal, atuou em quatro jogos, sendo três vitórias e uma derrota. Marcou três gols.[11]

No total, somando as equipes sub-20 e sub-23, Caio vestiu a camisa amarelinha em onze partidas e marcou sete gols.

Carreira fora dos Gramados[editar | editar código-fonte]

Como comentarista esportivo[editar | editar código-fonte]

Em 2007, dois anos após sua aposentadoria dos gramados, o ex-jogador decidiu-se por fazer um curso de especialização em Gestão no Esporte. Paralelamente a isto, passou a trabalhar também como comentarista esportivo na Rádio Globo e no SporTV, canal que também pertence às Organizações Globo.

Em 2008, com o destaque no SporTV, foi promovido e passou a ser comentarista também nas transmissões de futebol da Rede Globo, no cargo que antes era ocupado por Walter Casagrande, que havia sido afastado devido à sua dependência de drogas. Cerca de um ano e meio depois, com o retorno de Casagrande, os dois passaram então a comentar juntos os jogos transmitidos pela Globo.

Caio veio a conquistar bastante notoriedade nacional ao fazer parceria com Tiago Leifert no programa Central da Copa, exibido pela Rede Globo durante a Copa do Mundo de 2010, que obteve altos índices de audiência. A notoriedade foi tanta, que a emissora manteve a atração mesmo após o final da Copa, e o Central da Copa permaneceu sendo exibido após ou durante os jogos da Seleção Brasileira.

Como comentarista em Jogos Eletrônicos[editar | editar código-fonte]

Ao lado do apresentador Tiago Leifert, Caio comenta os jogos FIFA 13, FIFA 14 , "FIFA 15" e "FIFA 16", além de Copa do Mundo FIFA Brasil 2014, nas suas versões brasileiras.

Títulos[editar | editar código-fonte]

São Paulo
Santos
Flamengo
Seleção Brasileira
  • Torneio Pré-Olímpico: 1996

Prêmios individuais[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. uolesportevetv.blogosfera.uol.com.br/ Caio faz 40 anos. Já foi o melhor sub-20 do mundo e fez comentário polêmico
  2. a b c tfcorp.net/ A passagem decepcionante de Caio Ribeiro pelo futebol italiano
  3. trivela.uol.com.br/ Entidades místicas do futebol brasileiro: o jogador talismã
  4. globoesporte.globo.com/ No Brasileirão 1999, Caio brilhou com a camisa do Flamengo
  5. globoesporte.globo.com/ Eu estava lá! Caio relembra partidas históricas entre Flamengo x Palmeiras
  6. globoesporte.globo.com/ No dia do aniversário de Caio Ribeiro, recorde o dia que ele foi goleiro do Fla
  7. douradosnews.com.br/ Flamengo acerta contrato com atacante Caio
  8. uolesporte.blogosfera.uol.com.br/ Prass com cabelo e Caio Ribeiro no Bota: As pérolas das figurinhas de 2005
  9. esportes.r7.com/ Relembre alguns "garotos" que se aposentaram de forma precoce no futebol
  10. uolesporte.blogosfera.uol.com.br/ Caio Ribeiro já fez 4 pela seleção em um jogo. E se vangloria disso no Fifa
  11. terceirotempo.bol.uol.com.br/ Que Fim Levou? Caio Ribeiro