Maria do Rosário (política)

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Maria do Rosário
Foto:Elza Fiúza/ABr
Deputada federal do Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul
Período 1º de fevereiro de 2003
até a atualidade
Ministra da Secretaria Especial de Direitos Humanos do Brasil Brasil
Período 1º de janeiro de 2011
até 1º de abril de 2014
Presidente Dilma Rousseff
Antecessor(a) Paulo Vannuchi
Sucessor(a) Ideli Salvatti
Deputada estadual do Rio Grande do Sul Rio Grande do Sul
Período 1º de fevereiro de 1999
até 1º de fevereiro 2003
Vereadora de Porto Alegre Bandeirapoa.jpg
Período 1993
até 1998
Vida
Nascimento 22 de novembro de 1966 (49 anos)
Veranópolis, RS
Dados pessoais
Cônjuge Eliezer Pacheco
Partido PCdoB (1989-1992)
PT (1993-atualmente)
Profissão Professora

Maria do Rosário Nunes (Veranópolis, 22 de novembro de 1966) é uma professora e política brasileira. Exerceu o cargo de Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República até 1º de abril de 2014, e ocupa atualmente uma cadeira na Câmara Federal. Em 2014, foi aprovada para o curso de doutorado em Ciência Política na UFRGS.[1]

Biografia[editar | editar código-fonte]

Formação[editar | editar código-fonte]

Maria do Rosário é formada pela UFRGS e possui especialização pela USP. Em 2014, foi aprovada na seleção para cursar doutorado em Ciência Política na UFRGS.[1]

Carreira política[editar | editar código-fonte]

Iniciou sua trajetória política no Partido Comunista do Brasil, pelo qual foi eleita vereadora em Porto Alegre, para a legislatura 1993-1996 com 7555 votos. No ano seguinte à posse, migrou para o Partido dos Trabalhadores (PT), pelo qual conquistou a reeleição em 1996 sendo a vereadora mais votada com mais de 20 mil votos[2] . Maria do Rosário não chegou a concluir seu segundo mandato na Câmara Municipal, pois em 1998 foi eleita deputada estadual com 77 mil votos, sendo a segunda mais votada do Rio Grande do Sul.

Em 2003 assumiu seu primeiro mandato como deputada federal e, em 2006, foi reeleita. Em 2002 teve 143 mil votos e foi reeleita com 110 mil votos, ficando sempre entre os candidatos mais votados do Estado. Em 2004, foi candidata a vice-prefeita na chapa encabeçada por Raul Pont. A derrota para José Fogaça tirou o ciclo do PT na cidade de Porto Alegre, que durava desde a vitória de Olívio Dutra em 1988.

No PT já exerceu cargos na direção do partido, a nível municipal e estadual, e concorreu à presidência nacional do partido em 2005 tendo sido derrotada, tendo sido vice-presidente nacional do PT durante a gestão 2005-2007 e membro da Executiva Nacional (2007-2008). Atua na corrente interna Movimento PT.

Em 2008 foi a candidata do PT para a prefeitura de Porto Alegre. No primeiro turno, depois de figurar em terceiro lugar nas pesquisas eleitorais, ficou em 2º lugar, com 22,73% da preferência do eleitorado (179 587 votos),[3] credenciando-se para disputar o segundo turno com José Fogaça, candidato à reeleição. No segundo turno conseguiu 327 799 votos (41,05% do total), sendo derrotada por Fogaça.[4]

Eleições 2010[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de 2010, Maria do Rosário foi barrada pelo Tribunal Regional Eleitoral gaúcho para concorrer a uma possível reeleição.[5] O TRE encontrou problemas com as dívidas da campanha de 2008, quando concorreu à prefeitura de Porto Alegre.[5] Com diversos recursos, inclusive direcionados ao Tribunal Superior Eleitoral, Maria do Rosário foi absolvida das acusações e pôde concorrer.[6] Tal resposta por parte do TSE, no entanto, só foi divulgada um dia depois das eleições de 3 de outubro. Durante a apuração dos votos, a candidata figurava em último lugar e sem votos. Depois da decisão do TSE, o povo gaúcho viu Maria do Rosário reeleita para um terceiro mandato com mais de 146 mil votos, sendo a sexta mais votada no estado.

Ainda durante as eleições de 2010, Maria do Rosário coordenou o programa de governo da então candidata Dilma Rousseff nas áreas de direitos humanos, educação e políticas para as mulheres.

Secretaria de Direitos Humanos[editar | editar código-fonte]

Em 8 de dezembro de 2010, a presidente eleita, Dilma Rousseff, confirmou a escolha da parlamentar gaúcha para ocupar a Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República, que tem status de ministério. Maria do Rosário aceitou o convite e mostrou-se bastante contente com a confiança da Presidente.

Maria do Rosário recebeu, no dia 1 de Janeiro de 2011, no Palácio do Planalto, o título de Ministra da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República das mãos da presidente Dilma Rousseff.

Tomou posse no dia 3 de Janeiro, pedindo ao Congresso a aprovação do projeto de lei que cria a Comissão da Verdade e prometendo cumprir as metas do 3º Plano Nacional de Direitos Humanos.[7] Ela também pediu ao Congresso que aprove a proposta de emenda constitucional do trabalho escravo, que prevê a expropriação e a destinação para a reforma agrária de todas as terras onde a prática seja encontrada.[7]

Deixou a pasta em 1º de abril de 2014, sendo substituída pela ministra Ideli Salvatti, que trocou a Secretaria de Relações Institucionais para assumir a Secretaria de Direitos Humanos.[8]

CPI da Petrobrás[editar | editar código-fonte]

A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) protagonizou um bate boca com integrante tucano da CPI da Petrobrás no dia 9 de abril de 2014. Durante o depoimento do tesoureiro do PT no Congresso, o deputado federal Delegado Waldir (PSDB) chamou João Vaccari Neto de “maior corrupto e ladrão da história do país” e acusou o PT de “patrocinar a corrupção” no Brasil. Revoltada com as declarações do tucano, Maria do Rosário questionou sua sanidade mental[9] :

Cquote1.svg O senhor passou no psicotécnico? Como passou no concurso para delegado? . Cquote2.svg
Maria do Rosário (PT-RS)

No início da sessão, Vaccari foi acusado pelo deputado Jorge Solla (PT-BA) de suspeita de envolvimento com o ato de um funcionário da Câmara dos Deputados que soltou cinco roedores no Plenário da CPI, assim que Vaccari entrou no recinto[10] .

Blitz da Lei Seca[editar | editar código-fonte]

Em abril de 2015, a deputada foi flagrada trafegando pelas ruas de Porto Alegre sem o documento do seu carro. Em sua defesa, a parlamentar disse que não havia bebido e elogiou o trabalho dos policiais.[11]

Doação de Empreiteira e Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Na delação premiada do ex-dirigente da Engevix, Gerson de Mello Almada, o empreiteiro confessou ter elaborado uma lista de políticos do PT que receberiam doações da empresa por meio do lobista Milton Pascowitch, apontado como o operador de propinas da empresa.[12] O nome da deputada Maria do Rosário estava nessa lista, junto com outros políticos do partido dos trabalhadores.[13]

Referências

Ligações externas[editar | editar código-fonte]


Precedido por
Paulo Vannuchi
Ministra de Estado Chefe da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República
2011 — 2014
Sucedido por
Ideli Salvatti