Universidade Federal do Rio de Janeiro

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UFRJ
Universidade Federal do Rio de Janeiro
Minerva UFRJ.jpg
Lema A Universidade do Brasil
Fundação 17 de dezembro de 1792 (219 anos) (Real Academia)
7 de setembro de 1920 (91 anos) (Universidade)
Tipo de instituição Pública, Federal
Mantenedora Coat of arms of Brazil.svg Ministério da Educação
Orçamento anual R$ 2 120 330 674,00 (Tesouro Nacional em 2011)[1]
Docentes 3 467[2]
Total de estudantes 45 753[2]
Graduação 35 789[2]
Pós-graduação 9 964[2]
Reitor(a) Carlos Antônio Levi da Conceição[3]
Vice-reitor(a) Antônio José Ledo Alves da Cunha[3]
Sede Rio de Janeiro (RJ) - Brasao.svg Rio de Janeiro[4]
Campi
Estado Brasão RJ BR.png Rio de Janeiro[4]
Cores Azul     
Afiliações ANDIFES, CRUB e RENEX[5]
Nomes anteriores Universidade do Rio de Janeiro
Universidade do Brasil
Página oficial ufrj.br
Logo Minerva.jpg
Instituições de ensino superior do Brasil Flag of Brazil.svg

A Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), também denominada Universidade do Brasil, é a maior universidade federal do país,[6] além de ser um dos centros brasileiros de excelência no ensino e na pesquisa,[7] está entre as melhores instituições da América Latina.[8]

Confirmando sua excelência, a UFRJ obteve o conceito muito bom, alcançando a nota máxima, no Índice Geral de Cursos (IGC) do Ministério da Educação (MEC).[9][10] Com alta produtividade científica, entre os destaques da UFRJ está a pesquisa, sendo uma das universidades ibero-americanas que mais publicam artigos científicos: entre 2003 e 2008 foram mais de doze mil publicações.[11]

Primeira instituição oficial de ensino superior do Brasil,[12] possui atividades ininterruptas desde 1792, com a fundação da Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho, uma das escolas que viriam a compor a universidade.[13] Por ser a primeira universidade federal criada no país em 1920, serviu como modelo para todas as outras.[14]

Compreende, além dos 80 cursos de graduação[15] e 370 de pós-graduação,[16] sete museus, com destaque para o Museu Nacional no bairro carioca de São Cristóvão, oito hospitais universitários, centenas de laboratórios e mais de quarenta bibliotecas.[17]

Localizada principalmente na cidade do Rio de Janeiro, a UFRJ atua em dez municípios. Seus principais campi são a Cidade Universitária – que abriga centros de pesquisa de referência internacional –, e o tradicional campus Praia Vermelha. Há também diversas unidades isoladas na capital fluminense, como a Faculdade de Direito (FD), o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS), o Museu Nacional, a Escola de Música (EM), o Observatório do Valongo (OV) e o Colégio de Aplicação (CAp). Recentemente, foi instalado em Duque de Caxias o Polo Avançado de Xerém, em parceria com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro).[18] Já em Macaé foi concebido um centro de pesquisa e ensino voltado para os potenciais ambientais e petrolíferos do norte fluminense.[19]

A UFRJ é uma das grandes responsáveis pela formação da elite intelectual brasileira. Alguns dos renomados alunos desta universidade incluem: os jornalistas Ali Kamel e Fátima Bernardes; o educador Anísio Teixeira; o engenheiro Benjamin Constant; os escritores Jorge Amado e Clarice Lispector; os políticos Francisco Pereira Passos e Osvaldo Aranha; além de médicos sanitaristas como Carlos Chagas, Osvaldo Cruz e Vital Brazil.

Há importantes centros de pesquisa instalados no Parque Tecnológico do Rio, localizado na Cidade Universitária,[20] como o Centro de Pesquisas e Desenvolvimento Leopoldo Américo Miguez de Mello da Petrobras (CENPES),[21] o Centro de Pesquisas de Energia Elétrica da Eletrobras (CEPEL),[22] o Centro de Tecnologia Mineral (CETEM),[23] o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN)[24] e o Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF).[25] Há também o Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-Graduação e Pesquisa em Engenharia (COPPE) que é o maior centro de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina,[26] destaca-se por possuir o maior e mais profundo tanque oceânico do mundo no Laboratório de Tecnologia Oceânica.[27]

Dessa forma, é notável que difundiu-se nesta universidade o célebre pensamento de uns dos seus mais importantes pesquisadores:[28]

Cquote1.svg Na Universidade se ensina porque se pesquisa. Cquote2.svg

Índice

[editar] História

Prédio em que a Faculdade Medicina funcionou até 1973, na Praia Vermelha.
Diploma conferido à época da Universidade do Rio de Janeiro, Escola Polytechnica.

A Universidade Federal do Rio de Janeiro é descendente direta dos primeiros cursos de ensino superior do Brasil. A Escola Politécnica (Poli) foi fundada em 17 de dezembro de 1792 como Real Academia de Artilharia, Fortificação e Desenho no reinado de Maria I de Portugal, embora o ensino de engenharia militar em aula já ocorresse desde 1699 por decreto régio de Pedro II de Portugal. Já a Faculdade de Medicina (FM) foi criada em 1808 pelo príncipe regente dom João VI com o nome de Academia de Medicina e Cirurgia.[29][30]

Criada pela união de várias faculdades já existentes em 7 de setembro de 1920 pelo então presidente Epitácio Pessoa, a instituição recebeu o nome de Universidade do Rio de Janeiro. Mais tarde, seria renomeada para Universidade do Brasil. Alguns historiadores consideram que isso se deve à visita de um monarca estrangeiro que pediu para receber o título de doutor da universidade local, como era seu costume. Como não havia uma Universidade do Brasil, houve a mudança de nome.[31] Em 1965, a Universidade ganharia seu nome atual sob o governo de Castelo Branco, seguindo a padronização dos nomes das universidades federais de todo o país. A deusa romana Minerva foi adotada na identidade institucional, considerada a deusa das artes e ofícios, também é associada como deusa da sabedoria e do conhecimento.[32][33]

No ano 2000, a reitoria da UFRJ entrou com um pedido na Justiça com o objetivo de voltar a ter o direito de a universidade chamar-se Universidade do Brasil, pois o nome foi modificado por um decreto emitido durante a Ditadura Militar. Esse pedido foi deferido e atualmente é possível utilizar os dois nomes para designar a universidade.[34]

[editar] Organização

[editar] Administração

Prédio da reitoria, projetado por Jorge Moreira e premiado em 1957 na IV Bienal de São Paulo.
Salão Dourado do Palácio Universitário.

A UFRJ é regida por um reitor, escolhido e nomeado pelo Ministro da Educação a partir duma lista tríplice composta por candidatos indicados através de eleições realizadas a cada quatro anos. Em geral, o Ministro respeita a decisão da comunidade acadêmica, escolhendo o primeiro colocado.[35] Desde 2011, o cargo de reitor é ocupado pelo engenheiro naval Carlos Antônio Levi da Conceição[36] – PhD em Arquitetura Naval pela Universidade de Londres[37] –, sendo seu vice o médico Antônio José Ledo Alves da Cunha[36] – PhD em Epidemiologia pela Universidade da Carolina do Norte.[38]

A administração universitária é formada por conselhos superiores, sendo eles: o Conselho Universitário (Consuni), órgão máximo deliberativo cujo presidente é o reitor; o Conselho de Curadores, órgão deliberativo responsável pelo controle do movimento financeiro e patrimonial da universidade que também possui como presidente o reitor; o Conselho de Ensino de Graduação (CEG), órgão colegiado responsável pelos atos acadêmicos e de acesso à graduação, seu presidente é o pró-reitor de graduação; e o Conselho de Ensino para Graduados (CEPG), órgão colegiado responsável pelas atividades de pesquisa e pós-graduação, presidiado pelo pró-reitor de pós-graduação e pesquisa.[39]

As pró-reitorias que compõem a administração universitária são as seguintes: Pró-reitoria de Graduação (PR-1), Pró-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa (PR-2), Pró-reitoria de Planejamento e Desenvolvimento (PR-3), Pró-reitoria de Pessoal (PR-4), Pró-reitoria de Extensão (PR-5) e a Pró-reitoria de Gestão e Governança (PR-6). Também há as seguintes superintendências: Superintendência Geral de Políticas Estudantis, Superintendência Geral de Atividades Fora da Sede, Superintendência Geral de Comunicação Social (SGCOMS), além do Setor de Convênios e Relações Internacionais (SCRI).[3]

[editar] Reitores ilustres

Egrégios nomes já estiveram como reitor da UFRJ,[40] dentre eles: o médico Benjamin Franklin Ramiz Galvão (reitor entre 1921-1925), primeiro reitor da universidade, membro da Academia Brasileira de Letras, tendo ocupado o cargo de presidente desta até 1934;[41] o médico Raul Leitão da Cunha (reitor entre 1934-1945);[42] o Ministro da Educação e Saúde, em 1950 e 1959, Pedro Calmon (reitor nos períodos 1948-1950 e 1951-1966), sendo presidente da Academia Brasileira de Letras em 1945;[43] o também imortal da Academia Brasileira de Letras Deolindo Augusto de Nunes Couto (reitor entre 1950-1951);[44] o Ministro da Educação Raymundo Augusto de Castro Moniz de Aragão (reitor entre 1966-1969);[45] e o economista Carlos Lessa (reitor entre 2002-2003), presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDS) em 2003.[46]

Palácio Universitário, construído em 1842 no estilo neoclássico.

[editar] Patrimônio

A principal estrutura da UFRJ é a Cidade Universitária (área de 5 238 337,82 m²), localizada na Ilha do Fundão, no entanto, o campus Praia Vermelha (área de 100 976,90 m²) ainda abriga dois dos principais centros da universidade, o Centro de Filosofia e Ciências Humanas (CFCH) e o Centro de Ciências Jurídicas e Econômicas (CCJE). Há o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e o Instituto de História (IH), ambos localizados no Largo de São Francisco, a Faculdade de Direito (FD) no centro do Rio de Janeiro, e o Museu Nacional, antiga residência da Família Imperial Brasileira, no Paço de São Cristóvão. Além de unidades do Observatório do Valongo (OV), da Escola de Música (EM) e da Casa do Estudante Universitário. Sendo unidades isoladas de saúde: Maternidade-Escola, Hospital Escola São Francisco de Assis (HESFA) e Escola de Enfermagem Anna Nery (EEAN). A UFRJ possui além do centro universitário de Macaé e do Polo Avançado de Xerém, terrenos na Avenida Chile na capital fluminense (área de 8 550 m²), em Itaguaí (área de 149 869,18 m²), em Jacarepaguá (Fazenda Vargem Grande com área de 10 000 m²), em Arraial do Cabo (área de 344 m²) e em Santa Teresa, uma reserva biológica exclusiva para pesquisa (área de 1 560 000 m²).[2]

[editar] Números

Ao todo, a universidade possui 60 unidades acadêmicas, sendo cada unidade vinculada a um dos seis centros. Seu corpo discente é composto por 35 789 estudantes de graduação, com 4 353 graduados/ano; já na pós-graduação são 5 510 estudantes de mestrado e 4 454 de doutorado. De um total de 3 467 docentes, 2 842 possuem dedicação exclusiva à universidade, 249 lecionam vinte horas semanais e 376 lecionam quarenta horas semanais. Ademais, o Colégio de Aplicação (CAp) possui cerca de 760 alunos matriculados.[2]

[editar] Estrutura

Jardins projetados por Roberto Burle Marx em 1953 no prédio da reitoria.

A estrutura da universidade é formada pelos seis centros universitários juntamente ao Escritório Técnico da Universidade (ETU), ao Fórum de Ciência e Cultura (FCC) e a Prefeitura da Cidade Universitária (PU).[47] Cada centro é formado por unidades e órgãos suplementares – dentre escolas, faculdades, institutos e núcleos – que desempenham atividades de ensino, pesquisa e extensão.[15] As unidades, por sua vez, assim como na maioria das universidades brasileiras, fragmentam-se em departamentos. Em geral, as unidades coordenam um dos cursos de graduação e pós-graduação, e os departamentos são responsáveis pelas disciplinas de acordo com suas linhas de pesquisa.[17]

[editar] Centros

[editar] Complexo médico-hospitalar

Estima-se que as oito unidades hospitalares da UFRJ realizam um total de 566 410 atendimentos, 8 293 cirurgias e 18 555 internações por ano.[54]

Há ainda, o Instituto de Doenças do Tórax (IDT), o Instituto de Neurologia Deolindo Couto (INDC), o Instituto de Ginecologia (IG) e a Maternidade-Escola.

[editar] Parque Tecnológico do Rio

Um dos blocos do Centro de Tecnologia.
Hall do bloco A do Centro de Tecnologia.

Na Cidade Universitária está instalado o Parque Tecnológico do Rio, em que funcionam os seguintes centros de pesquisa de relevância internacional:[20]

Há também o Centro de Excelência em Gás Natural (CEGN),[61] o Instituto de Engenharia Nuclear (IEN),[24] o Núcleo de Tecnologias de Recuperação de Ecossistemas (NUTRE)[62] e um centro de realidade virtual vinculado ao Laboratório de Métodos Computacionais em Engenharia (LAMCE).[63] Outras empresas já estabeleceram centros de pesquisa na Cidade Universitária, como Siemens,[64] Usiminas,[65] Schlumberger,[66] Baker Hughes,[67] FMC Technologies,[68] Repsol,[69] Halliburton[70] e Tenaris Confab.[71]

Ainda estão sendo abertas licitações para a construção de novos centros de pesquisa. Uma nova fase prevê ainda um grande complexo que abrigará pesquisas de mais de 200 empresas de pequeno e médio porte, que agregam alto valor tecnológico.[72]

[editar] Bibliotecas e museus

Guardando importantes documentos da história não só nacional, como também internacional, as bibliotecas e os museus da UFRJ podem ser considerados fonte primária de consulta dos pesquisadores mais renomados.

A universidade também possui os museus da Escola de Belas Artes, da Escola Politécnica, da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo, da Faculdade de Medicina e o da Geodiversidade.

Em 1983, foi implantado o Sistema de Bibliotecas e Informação (SiBI), desde então, os alunos contam com um fácil acesso às 44 bibliotecas, que possuem obras em todas as áreas do conhecimento. O sistema de acesso público ao acervo da UFRJ é feito através da Base Minerva, um banco de dados que integra todas as bibliotecas da universidade.[74]

[editar] Alunos

[editar] Ingresso

Capa do manual do último vestibular próprio realizado em 2011.

Tal como em outras universidades públicas brasileiras, o ingresso na UFRJ ocorre por meio de concurso público realizado anualmente. Qualquer pessoa que tenha concluído o ensino médio pode candidatar-se a uma das vagas oferecidas. O ingresso também é possível por meio da transferência externa, por isenção de vestibular (reingresso) e através de convênios internacionais.[75]

Carlos Chagas e seus filhos, Evandro Chagas e Carlos Chagas Filho: importantes médicos brasileiros e alunos da UFRJ.

Até o final da década de 1980, o concurso era realizado através do convênio Cesgranrio. Por discordar da metodologia utilizada para avaliar os estudantes, a universidade saiu deste convênio e passou a organizar o seu próprio concurso vestibular, denominado Concurso de Acesso aos Cursos de Graduação. Este era composto somente de questões discursivas, considerado por muitos, um dos vestibulares mais difíceis e exigentes por possuir provas bem elaboradas.[76]

Desde 2010, a universidade vem sendo favorável à utilização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para seleção de candidatos. Dessa forma, expandiu cada vez mais sua participação no Exame, até que, em 2011, decide extinguir o seu Concurso de Acesso e passa a utilizar somente os resultados do Enem, selecionando candidatos através do Sistema de Seleção Unificada (SiSU) do Ministério da Educação (MEC).[77]

Assim como outras universidades de excelência internacional, a UFRJ possui ações afirmativas, implantadas em 2010. Atualmente, 30% das vagas destinam-se à ação afirmativa que possui como critério estudantes da rede pública de todo o país, e que tenham renda familiar per capita de até um salário-mínimo.[78]

[editar] Alunos ilustres

Nesta universidade notáveis profissionais obtiveram sua formação, como os médicos Carlos Chagas, Osvaldo Cruz e Vital Brazil; os jornalistas Ali Kamel e Fátima Bernardes; o arquiteto Oscar Niemeyer; os engenheiros e políticos Benjamin Constant Botelho de Magalhães, Francisco Pereira Passos, Giulio Massarani, Heródoto Bento de Mello e Paulo de Frontin; a engenheira química Belkis Valdman; os escritores Clarice Lispector, Evandro Lins e Silva, Jorge Amado, Mário Furley Schmidt, Marques Rebelo e Rubem Fonseca; os políticos Carlos Lacerda, Índio da Costa e Osvaldo Aranha; o educador Anísio Teixeira; os economistas Carlos Lessa e Mário Henrique Simonsen; o analista político Villas-Bôas Corrêa; o ministro Marco Aurélio Mello; o historiador José Honório Rodrigues; o matemático Leopoldo Nachbin; além de artistas como Ângela Leal, Ary Barroso, Ivan Lins e Mário Lago.

Homenagem aos alunos que resistiram ao Massacre da Praia Vermelha em 1966.

[editar] Movimento estudantil

Os discentes são representados pelo Diretório Central dos Estudantes Mário Prata (DCE). Fundado em 1930, sendo inclusive anterior à União Nacional dos Estudantes (UNE) (1937), acredita-se que tenha sido o primeiro DCE brasileiro. Foi uma entidade bastante representativa até que foi fechado pelo regime militar, em que várias lideranças do movimento estudantil foram assassinadas, entre elas, o estudante Mario Prata que era o presidente do DCE. A partir de fins da década de 70, quando ocorreu a gradual abertura política, os diretórios acadêmicos tiveram permissão para atuar novamente. Entre os diversos alunos que participaram da reativação do DCE, encontram-se Mário Furley Schmidt e alguns dos integrantes da Turma do Casseta e Planeta, como Marcelo Madureira, Beto Silva e Helio de la Peña.

Além do DCE, a universidade possui centros acadêmicos (CAs) para cada curso, como o Centro Acadêmico Carlos Chagas (CACC) da Faculdade de Medicina (FM), o Centro Acadêmico da Engenharia (CAEng) da Escola Politécnica (Poli), o Centro Acadêmico da Escola de Comunicação (CAECO), o Centro Acadêmico Max Planck (CAFís) do Instituto de Física (IF) e o Diretório Acadêmico da Escola de Química (DAEQ).

[editar] Ensino

[editar] Graduação

Os 80 cursos de graduação da UFRJ abrangem todas as áreas do conhecimento e são distribuídos entre os períodos integral, matutino, vespertino e noturno. Cada curso está vinculado a uma unidade acadêmica.[79] No entanto, alguns cursos são multiunidades, como, por exemplo, o curso de Nanotecnologia, oferecido em conjunto pela Escola Politécnica (Poli), pelo Instituto de Biofísica Carlos Chagas Filho (IBCCF), pelo Instituto de Física (IF) e pelo Instituto de Macromoléculas Professora Eloisa Mano (IMA).[80]

Abaixo estão descritos todos os cursos oferecidos e seus respectivos desdobramentos, dentre ênfases, habilitações ou modalidades que os alunos podem optar no decorrer da graduação.[81]

Biociências

Ciências Exatas

Humanidades

[editar] Pós-graduação

A UFRJ possui 370 cursos de pós-graduação, sendo 273 lato sensu (especialização) e 97 stricto sensu (mestrado, doutorado), distribuídos nas seguintes grandes áreas: Ciências Exatas e da Terra, Ciências Biológicas, Engenharias, Ciências da Saúde, Ciências Agrárias, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Humanas, Linguística, Letras e Artes, além dos cursos de caráter multidisciplinar. De forma semelhante aos cursos de graduação, cada programa de pós-graduação está vinculado a uma unidade acadêmica.[16] Em 2009, a universidade possuía 5 439 alunos matriculados em cursos de mestrado acadêmico, 179 em cursos de mestrado profissional e 4 499 em cursos de doutorado. Tendo, em 2010, 1 965 bolsas CAPES, 844 bolsas CNPq e 800 bolsas da própria universidade.[82]

Abaixo estão descritos todos os cursos oferecidos divididos entre lato sensu e stricto sensu, distribuídos de acordo com cada área de conhecimento.[81]

Cursos de pós-graduação lato sensu

Cursos de pós-graduação stricto sensu

[editar] Campi

[editar] Rio de Janeiro

A principal infraestrutura da UFRJ é a Cidade Universitária, situada na Ilha do Fundão, Zona Norte do Rio de Janeiro, ocupando quase toda a sua extensão. A Ilha foi criada na década de 1950 pela união de várias ilhas preexistentes por meio de aterros. Entretanto, as atividades acadêmicas deste campus só iniciaram-se em 1970. O projeto inicial previa que todos os cursos fossem transferidos para lá.[83] O campus teve seus prédios construídos por grandes arquitetos modernistas brasileiros. Alguns dos projetos ganharam prêmios de arquitetura, caso do prédio da reitoria, projetado por Jorge Moreira e premiado na IV Bienal de São Paulo.[84]

O campus possui alojamento (com 500 vagas) para alunos de graduação, três restaurantes universitários, centros esportivos e agências bancárias.[85][86] Em 2010, foi inaugurada a Estação de Integração com o objetivo de oferecer maior segurança e comodidade à comunidade acadêmica. Por ali passam diversas linhas intercampi e internas transitando 24h por toda extensão da Cidade Universitária, sendo oferecidas gratuitamente.[87]

O campus Praia Vermelha, localizado na Urca, Zona Sul do Rio de Janeiro, concentra, principalmente, cursos ligados às ciências humanas. Seu prédio de maior destaque é o Palácio Universitário, construído em estilo neoclássico, em 1842, para ser um hospital para alienados. O hospital foi inaugurado por D. Pedro II dez anos mais tarde. Em 1949 o edifício foi cedido à então Universidade do Brasil, que restaurou e adaptou as instalações para ser sua sede.

Escola de Química, referência na área de Engenharia Química, localizada no Bloco E do Centro de Tecnologia.
Palácio Universitário, principal prédio que compõe o campus Praia Vermelha.

Já na região central do Rio de Janeiro, estão distribuídas diversas unidades isoladas. A Faculdade de Direito (FD) no Palácio Conde dos Arcos que abrigou o Senado Federal; a Escola de Música (EM) instalada desde 1913 no antigo prédio da Biblioteca Nacional; o Observatório do Valongo (OV); o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais (IFCS) e o Instituto de História (IH) ambos situados no prédio que sediou a Escola Nacional de Engenharia, no Largo de São Francisco de Paula.

No Plano Diretor UFRJ 2010-2020 há um projeto de transformação do campus Praia Vermelha em um grande centro cultural e de transferência da maior parte das atividades acadêmicas deste campus e das unidades isoladas para a Cidade Universitária, retomando o projeto inicial da Cidade Universitária de concentrar as atividades universitárias na Ilha.[88]

Isto tem gerado discussões na universidade pelo fato de boa parte dos alunos, professores e funcionários das unidades a serem transferidas não aceitarem a concentração destas na Cidade Universitária, visto a distância da Zona Sul à Zona Norte, e o trânsito caótico da Linha Vermelha.[89] Aloísio Teixeira, então reitor e defensor da integração, argumentou que o Palácio Universitário não suporta mais a circulação de duas a três mil pessoas ao dia, estando os problemas da Cidade Universitária estão em seus acessos.[90]

[editar] Macaé

A presença da UFRJ em Macaé vem desde a década de 1980, em que pesquisadores do Instituto de Biologia (IB) realizavam pesquisas em lagoas da Região dos Lagos. Em parceria com a Prefeitura Municipal de Macaé, em 1994, foi instituído o Núcleo de Pesquisas Ecológicas de Macaé (NUPEM). O reconhecimento da presença e importância da Universidade no município foi visível, tanto que a Prefeitura doou um terreno de 29 mil m² em que foi instalada a infraestrutura inicial da centro universitário.[91]

Em 2005, o NUPEM foi concebido como unidade do Centro de Ciências da Saúde (CCS), e no ano de 2006, pela primeira vez iniciou-se um curso de graduação da UFRJ fora da capital fluminense, a Licenciatura em Ciências Biológicas na sede do NUPEM. Com o reconhecimento em março de 2008 de campus, a Prefeitura Municipal de Macaé construiu uma Cidade Universitária, com um prédio de seis blocos para receber cursos de graduação, pós-graduação e extensão.[92] Os cursos de graduação oferecidos atualmente são: Medicina, Química, Ciências Biológicas, Nutrição, Enfermagem e Obstetrícia, Farmácia e Engenharia (de Produção, Civil e Mecânica).[93] O campus também conta com dois programas de pós=graduação, em Ciências Ambientais e Conservação e em Produtos Bioativos e Biociências.[94]

[editar] Duque de Caxias

No segundo semestre de 2008, a UFRJ iniciou suas atividades em Xerém, região com grande potencial industrial e tecnológico, no município de Duque de Caxias com o curso de graduação em Ciências Biológicas: Biofísica.[95] Com o objetivo de colaborar com o Instituto Nacional de Metrologia, Normalização e Qualidade Industrial (Inmetro), a Universidade estabeleceu parceria com a Prefeitura Municipal de Duque de Caxias e com a Fundação para o Desenvolvimento Tecnológico e Políticas Sociais (FUNDEC).[96]

Atualmente são oferecidos, além de Ciências Biológicas: Biofísica, os cursos de Ciências Biológicas: Biotecnologia e Nanotecnologia, implantados no primeiro semestre de 2010.[97] Os alunos têm à disposição a infraestrutura e os laboratórios do Inmetro. Em 2012 será inaugurado o campus universitário, em área do Inmetro, cedida à UFRJ.[98]

[editar] Polos de Educação a Distância

Os cursos à distância funcionam através do consórcio do Centro de Educação Superior a Distância do Rio de Janeiro (CEDERJ), firmado entre a UFRJ e as seguintes instituições:[99]

Ministrados na modalidade semipresencial, em que é necessária a participação de alunos em determinadas atividades presenciais, a UFRJ oferece os cursos de Licenciatura em Ciências Biológicas, Física e Química. Ao final do curso, o aluno recebe o diploma igual ao do aluno presencial da universidade que é matriculado, de acordo com o polo escolhido. O ingresso é por meio do vestibular do próprio consórcio. Os polos estão instalados nos seguintes municípios: Angra dos Reis, Duque de Caxias, Itaperuna, Macaé, Paracambi, Piraí, Rio de Janeiro, Três Rios e Volta Redonda.[100]

[editar] Hino

Escola de Música, pioneira na pós-graduação em Música,[101] oferece, além da licenciatura, 24 habilitações em bacharelados.[102]

O Centro de Letras e Artes (CLA) escolheu, através de concurso em 2010, um hino oficial para a instituição, representando uma das mais antigas e notáveis universidades do país que ainda não dispunha de um canto solene. A composição vencedora, denominada Sou UFRJ, é de Eva Shirlene da Silva Pinto.[103]

I

Oh, Deusa da Sabedoria!
Tu és a minha inspiração!
Nesta jornada, a estrela-guia,
E deste hino, a emoção.
Sou UFRJ! A educação é a minha rota.
Sem temor ou preconceito,
Abro o coração ao mundo inteiro!

REFRÃO

Universidade Federal
Do Rio de Janeiro,
O sonho encantado, do povo brasileiro.
A chave da vitória,
Universo em evolução;
Da sociedade, a glória;
Do país, a solução.

II

Universidade do Brasil,
Na vanguarda desta nação,
Consciência, cultura ou arte brasileira,
Abrindo fronteira à globalização.
Em pesquisa, pioneira,
Formação do cidadão,
Incansável e mais forte a cada geração!

[editar] Projetos

Interior da Capela de São Pedro de Alcântara no Palácio Universitário.

[editar] Jornal da UFRJ

O Jornal da UFRJ é uma publicação de periodicidade mensal da Superintendência Geral de Comunicação Social. Vem sendo publicado desde 2003 abordando assuntos de interesse do público discente, docente, do funcionalismo, além do público externo. É disponibilizado tanto digital como impresso, tendo uma tiragem de 25 mil exemplares, sendo distribuído pelos diversos campi da universidade.[104]

[editar] Conhecendo a UFRJ

O Conhecendo a UFRJ é um evento que ocorre anualmente durante dois dias na Cidade Universitária, em que estudantes do ensino médio vivenciam o dia-dia da universidade através de palestras e visitas guiadas na Cidade Universitária. Em sua oitava edição, no ano de 2010, cerca de aproximadamente 14 mil estudantes participaram do evento.[105]

[editar] UFRJ Mar

O UFRJ Mar é um projeto desenvolvido no litoral do estado do Rio de Janeiro abrangendo diversas áreas do conhecimento, como Educação Física, Engenharia, Ciências Biológicas e Geociências. O projeto utiliza um dos mais completos conjuntos de laboratórios para ensino e pesquisa de estudos marítimos e costeiros no desenvolvimento de soluções para os problemas que enfocam o mar como meio ambiente e fonte de recursos.[106]

[editar] Ver também

Referências

  1. Orçamento da UFRJ no Portal de Transparência Pública. Página visitada em 22 de junho de 2011.
  2. a b c d e f Números da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Página visitada em 22 de junho de 2011.
  3. a b c Reitoria e administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Página visitada em 12 de janeiro de 2012.
  4. a b Unidades da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Página visitada em 18 de dezembro de 2011.
  5. Instituições que compõe a Rede Nacional de Extensão - RENEX. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  6. Lista das maiores universidades brasileiras em número de matrículas. Página visitada em 9 de janeiro de 2012.
  7. Ranking de melhores universidades do mundo tem 7 brasileiras. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  8. As 10 Melhores universidades do mundo e da América Latina 2010. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  9. Indicador de qualidade das instituições de educação superior - IGC 2009. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  10. Indicador de qualidade das instituições de educação superior - IGC 2010. Página visitada em 12 de janeiro de 2012.
  11. USP e Unicamp lideram ranking de produção científica de universidades iberoamericanas. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  12. UFRJ foi a primeira Instituição de Ensino Superior do Brasil. Página visitada em 1 de outubro de 2011.
  13. Origens da Universidade Brasileira. Página visitada em 8 de maio de 2007.
  14. Página comemorativa dos 90 anos de UFRJ - História da Universidade. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  15. a b Informações sobre os Cursos de Graduação. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  16. a b Página da PR-2 - Programas de Pós-graduação oferecidos pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  17. a b Faculdades, Institutos e Escolas da UFRJ. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
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  20. a b Um “Vale do Silício” para o pré-sal. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
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  26. COPPE tornou-se o maior centro de ensino e pesquisa em engenharia da América Latina. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
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  59. GE anuncia expansão de sua rede de pesquisa global e Brasil pode receber primeiro Centro de Tecnologia da empresa na América Latina. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  60. GE já está com centro provisório no Fundão. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  61. UFRJ vai precisar de técnicos, pesquisadores e engenheiros. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
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  85. Futuros alunos da UFRJ terão novo restaurante. Página visitada em 27 de janeiro de 2012.
  86. Restaurante Universitário Central é inaugurado. Página visitada em 27 de janeiro de 2012.
  87. UFRJ inaugura estação de integração no campus Cidade Universitária. Página visitada em 27 de janeiro de 2012.
  88. Plano Diretor da Universidade Federal do Rio de Janeiro 2010-2020. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  89. Unidades deliberam sobre possível transferência para o Fundão. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  90. Transferência de campus da UFRJ, na Urca, para o Fundão causa polêmica. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  91. UFRJ/Macaé tem novo campus de engenharia. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  92. Campus da UFRJ em Macaé terá Pró Reitoria. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  93. Parceria entre Prefeitura e UFRJ amplia oferta de cursos superiores em Macaé. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  94. Macaé é o primeiro município do interior a ter mestrado da UFRJ. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  95. UFRJ oferece 60 vagas em ciências biológicas no campus Xerém. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  96. O campus da UFRJ em Xerém, artigo de Wanderley de Souza. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  97. UFRJ terá mais um campus dedicado a graduação em novas tecnologias. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  98. Reestruturação da UFRJ inclui novo campus avançado em Xerém. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  99. Cederj abre inscrições para curso superior à distância. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  100. Cursos de graduação oferecidos através do Consórcio CEDERJ na educação a distância. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  101. Programa de Pós-Graduação da Escola de Música. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  102. Curso de Bacharelado em Música da Escola de Música. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  103. Divulgada letra do Hino da UFRJ. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  104. Jornal da UFRJ completa 50 edições. Página visitada em 26 de janeiro de 2012.
  105. Universidade realiza nona edição do “Conhecendo a UFRJ”. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.
  106. Textos do Núcleo Interdisciplinar UFRJ Mar. Página visitada em 10 de janeiro de 2012.

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