Antônio Imbassahy

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Antônio Imbassahy
CPMI - Petrobras - 2014 - CPMIPETRO (15890699601).jpg
Antônio Imbassahy
Deputado federal pela Bahia Bahia
Período 1º de fevereiro de 2011
até a atualidade (2 mandatos consecutivos)
Governador da Bahia Bahia
Período 2 de maio de 1994
até 31 de dezembro de 1994
Antecessor(a) Ruy Trindade
Sucessor(a) Paulo Souto
Prefeito de Bandeira de Salvador.svg Salvador
Período 1° de janeiro de 1997
até 1° de janeiro de 2005 (2 mandatos consecutivos)
Antecessor(a) Lídice da Mata
Sucessor(a) João Henrique Carneiro
Deputado estadual da Bahia Bahia
Período 1º de fevereiro de 1991
até 1º de maio de 1994
1º de janeiro de 1995
até 31 de janeiro de 1995
Vida
Nome completo Antônio José Imbassahy da Silva
Nascimento 12 de março de 1948 (68 anos)
Salvador, BA
Dados pessoais
Alma mater Universidade Federal da Bahia
Cônjuge Márcia Imbassahy[1]
Partido PFL (1985–2004)
PSDB (2005– atualmente)
Profissão Engenheiro eletricista
linkWP:PPO#Política

Antônio José Imbassahy da Silva, ou simplesmente Antônio Imbassahy (Salvador, 12 de março de 1948), é um engenheiro eletricista e político brasileiro, ex-governador da Bahia, ex-prefeito de Salvador e, atualmente, Deputado Federal, filiado ao PSDB.

É o atual líder de seu partido na Câmara dos Deputados, eleito em Dezembro de 2015 e empossado em 3 de Fevereiro de 2016[2].

Carreira[editar | editar código-fonte]

Antônio Imbassahy formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia em 1969. Foi presidente da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (COELBA) em 1989. Nas eleições de 1990 elegeu-se deputado estadual, chegando à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia em 1994. Neste mesmo ano assumiu o governo estadual após as renúncias do governador Antonio Carlos Magalhães e do vice Paulo Souto que, respectivamente, disputariam o Senado e o governo estadual. Permaneceu no cargo até 31 de dezembro, quando deu lugar a Souto, eleito naquele ano. No ano de 1995 foi presidente da Eletrobras. Em 1996 foi eleito prefeito de Salvador, reelegendo-se em em 2000. Desde o início ligado ao grupo político comandado por Antônio Carlos Magalhães, em 2005 Imbassahy rompeu com o Carlismo, deixou o PFL e filiou-se ao PSDB, presidindo o diretório estadual da legenda entre 2005 e 2010. Em 2006, disputou uma vaga ao Senado, ficando em terceiro lugar. Nas eleições de 2008, candidatou-se novamente à prefeitura de Salvador, mas terminou a disputa na quarta posição. No ano de 2010, elegeu-se deputado federal, tendo sido reeleito em 2014. Na Câmara foi Vice-líder do PSDB em três ocasiões (16/2/2011 a 3/2/2012, 25/9/2012 a 1/2/2013 e 15/7/2015 a 19/11/2015), além de Vice-líder da Minoria (15/2/2012 a 9/4/2013), Líder da Minoria (5/2/2013 a 8/4/2014) e Líder do PSDB por duas vezes (4/2/2014 a 1/2/2015 e de 3/2/2016 até o presente).[3][4]

Sucessão de Eduardo Cunha[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2016 o PSDB chegou a indicar ao presidente interino Michel Temer o nome de Antônio Imbassahy para substituir o então presidente da Câmara Eduardo Cunha, acusado de diversas irregularidades e afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal. A ideia era que a candidatura emergisse a partir de um acordo político que viabilizasse novas eleições para o comando da Casa[5]. No entanto, após Cunha renunciar em Julho e de serem abertas inscrições para as candidaturas, Imbassahy e o PSDB decidiram apoiar Rodrigo Maia, do Democratas[6], em uma aliança que inclui parte do PT e visa derrotar o chamado "Centrão", aliado ao ex-presidente.[7]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Voto fotografado[editar | editar código-fonte]

O parlamentar envolveu-se em polêmica[8] em 2013 durante a votação da cassação do deputado federal Natan Donadon, que encontrava-se preso. Imbassahy filmou seu voto, favorável à perda de mandato do colega, alegando "inaugurar o voto aberto" na Casa.[9] Com isso, foi acusado de ferir o regimento interno da Câmara de Deputados.[10] O deputado chegou a escrever uma artigo de jornal para se justificar e encampou, junto com seu partido, uma campanha em prol do voto aberto na Câmara.[11]

Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Imbassahy é um dos nomes que integram a lista de 96 deputados federais e 25 senadores que teriam recebido doações eleitorais de empresas fornecedoras da Petrobras sob suspeita e investigadas pela Operação Lava Jato, da Polícia Federal. Ele teria recebido R$ 100 mil em sua campanha para a Câmara dos Deputados em 2010. Algumas das empresas são investigadas por depositar recursos na MO Consultoria, empresa de fachada do doleiro Alberto Youssef, ou são suspeitas de colaborar para o esquema de coleta de recursos administrado ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa.[12] Nas eleições de 2014, Imbassahy teria recebido doações de R$ 30 mil da Braskem, empresa ligada à Odebrecht, R$ 250 mil da OAS e R$ 76,8 mil da UTC.[13]

Metrô de Salvador[editar | editar código-fonte]

Empreiteiras envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras também foram acusadas pelo Ministério Público Federal de terem superfaturado a licitação para as obras do metrô de Salvador em 1999, maior obra da gestão de Antônio Imbassahy quando prefeito. O TCU detectou sobrepreço de pelo menos R$ 166 milhões, em valores da época, e responsabilizou gestores indicados por Imbassahy, além das empresas envolvidas. Ele foi vice-presidente da CPI da Petrobras entre Fevereiro e Dezembro de 2015, com a missão justamente de investigar estas empresas envolvidas em casos de corrupção na estatal. As irregularidades nas obras levaram o Ministério Público a mover duas ações, que acabaram suspensas porque o Superior Tribunal de Justiça considerou ilegais os grampos telefônicos da Operação Castelo de Areia e derrubou o caso. As obras do metrô foram feitas por um consórcio formado por Andrade Gutierrez, Camargo Corrêa e Siemens. As investigações apontaram que o consórcio pagou a uma empresa italiana, que havia feito a melhor proposta na licitação, para que desistisse da obra. O repasse, segundo a Procuradoria, foi feito por meio de um contrato de cerca de R$ 10 milhões para fornecimento de equipamentos. Documentos apreendidos apontam ainda, segundo a investigação, que foi formado um consórcio oculto com outras empreiteiras que também participariam das obras: Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Constran e Alstom.[14]

Atividades parlamentares (legislatura 2015/19)[editar | editar código-fonte]

Obs: Estão listadas apenas as atividades onde o parlamentar foi titular (atualizado em 11/07/16):

  • Comissão de Minas e Energia: 3/3/2015 - 2/2/2016;
  • Comissão de Seguridade Social e Família: 3/5/2016 - 6/6/2016;
  • Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional: 3/5/2016 - 18/5/2016;
  • PL 3722/12 - Desarmamento: 17/3/2015 - 20/3/2015;
  • CPI - Petrobras: 25/2/2015 - 22/10/2015 (1º Vice-Presidente).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

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Precedido por
Eliel Martins
Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia
1993 - 1995
Sucedido por
Eujácio Simões
Precedido por
Ruy Trindade
Governador da Bahia
1994 - 1995
Sucedido por
Paulo Souto
Precedido por
Lídice da Mata
Prefeito de Salvador
1997 - 2005
Sucedido por
João Henrique Carneiro