Antônio Imbassahy

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Antônio Imbassahy
CPMI - Petrobras - 2014 - CPMIPETRO (15890699601).jpg
Antônio Imbassahy
Ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil
Período 3 de fevereiro de 2017
até atualidade
Presidente Michel Temer
Antecessor(a) Geddel Vieira Lima
Sucessor(a) -
Deputado Federal pela Bahia
Período 1º de fevereiro de 2011
até 3 de fevereiro de 2017
(2 mandatos consecutivos)
45º Governador da Bahia
Período 2 de maio de 1994
até 1º de janeiro de 1995
Vice-governador Nenhum
Antecessor(a) Ruy Trindade
Sucessor(a) Paulo Souto
67º Prefeito de Salvador
Período 1º de janeiro de 1997
até 1º de janeiro de 2005
Antecessor(a) Lídice da Mata
Sucessor(a) João Henrique Carneiro
Deputado Estadual da Bahia
Período 1º- 1º de fevereiro de 1991
até 2 de maio de 1994
2º- 1º de janeiro de 1995
até 1º de fevereiro de 1995
Dados pessoais
Nome completo Antônio José Imbassahy da Silva
Nascimento 12 de março de 1948 (69 anos)
Salvador, Bahia
Alma mater Universidade Federal da Bahia
Cônjuge Márcia Imbassahy[1]
Partido PFL (1985–2004)
PSDB (2005–presente)
Profissão Engenheiro eletricista
linkWP:PPO#Política

Antônio José Imbassahy da Silva, ou simplesmente Antônio Imbassahy (Salvador, 12 de março de 1948), é um engenheiro eletricista e político brasileiro. É o atual Ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil.

Imbassahy foi o 45º Governador da Bahia e, entre 1997 e 2005, o 67º Prefeito de Salvador.

Eleito deputado federal pelo PSDB, foi escolhido líder de seu partido na Câmara dos Deputados, em dezembro de 2015 e empossado em 3 de Fevereiro de 2016[2]. Em dezembro do mesmo ano, foi escolhido para ser o ministro da Secretaria de Governo, substituindo Geddel Vieira Lima.[3]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Antônio Imbassahy formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia em 1969. Foi presidente da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (COELBA) em 1989. Nas eleições de 1990 elegeu-se deputado estadual, chegando à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia em 1994. Neste mesmo ano assumiu o governo estadual após as renúncias do governador Antonio Carlos Magalhães e do vice Paulo Souto que, respectivamente, disputariam o Senado e o governo estadual. Permaneceu no cargo até 31 de dezembro, quando deu lugar a Souto, eleito naquele ano. No ano de 1995 foi presidente da Eletrobras. Em 1996 foi eleito prefeito de Salvador, reelegendo-se em 2000. Desde o início ligado ao grupo político comandado por Antônio Carlos Magalhães, em 2005 Imbassahy rompeu com o Carlismo, deixou o PFL e filiou-se ao PSDB, presidindo o diretório estadual da legenda entre 2005 e 2010. Em 2006, disputou uma vaga ao Senado, ficando em terceiro lugar. Nas eleições de 2008, candidatou-se novamente à prefeitura de Salvador, mas terminou a disputa na quarta posição. No ano de 2010, elegeu-se deputado federal, tendo sido reeleito em 2014. Na Câmara foi Vice-líder do PSDB em três ocasiões (16 de fevereiro de 2011 a 3 de fevereiro de 2012, 25 de setembro de 2012 a 1 de fevereiro de 2013 e 15 de julho de 2015 a 19 de novembro de 2015), além de Vice-líder da Minoria (15 de fevereiro de 2012 a 9 de abril de 2013), Líder da Minoria (5 de fevereiro de 2013 a 8 de abril de 2014) e Líder do PSDB por duas vezes (4 de fevereiro de 2014 a 1 de fevereiro de 2015 e de 3 de fevereiro de 2016 até o presente).[4][5]

Sucessão de Eduardo Cunha[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2016 o PSDB chegou a indicar ao presidente interino Michel Temer o nome de Antônio Imbassahy para substituir o então presidente da Câmara Eduardo Cunha, acusado de diversas irregularidades e afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal. A ideia era que a candidatura emergisse a partir de um acordo político que viabilizasse novas eleições para o comando da Casa[6]. No entanto, após Cunha renunciar em Julho e de serem abertas inscrições para as candidaturas, Imbassahy e o PSDB decidiram apoiar Rodrigo Maia, do Democratas[7], em uma aliança que inclui parte do PT e visa derrotar o chamado "Centrão", aliado ao ex-presidente.[8]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Voto fotografado[editar | editar código-fonte]

O parlamentar envolveu-se em polêmica[9] em 2013 durante a votação da cassação do deputado federal Natan Donadon, que encontrava-se preso. Imbassahy filmou seu voto, favorável à perda de mandato do colega, alegando "inaugurar o voto aberto" na Casa.[10] Com isso, foi acusado de ferir o regimento interno da Câmara de Deputados.[11] O deputado chegou a escrever uma artigo de jornal para se justificar e encampou, junto com seu partido, uma campanha em prol do voto aberto na Câmara.[12]

Operação Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Ver artigo principal: Operação Lava Jato

Nas eleições de 2014, Imbassahy teria recebido doações de R$ 30 mil da Braskem, empresa ligada à Odebrecht, R$ 250 mil da OAS e R$ 76,8 mil da UTC, Ao todo teria recebido R$ 356,8 mil em doações.[13]

Atividades parlamentares (legislatura 2015/19)[editar | editar código-fonte]

Obs: Estão listadas apenas as atividades onde o parlamentar foi titular (atualizado em 11 de julho de 2016):

  • Comissão de Minas e Energia: 3/3/2015 - 2/2/2016;
  • Comissão de Seguridade Social e Família: 3/5/2016 - 6/6/2016;
  • Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional: 3/5/2016 - 18/5/2016;
  • PL 3722/12 - Desarmamento: 17/3/2015 - 20/3/2015;
  • CPI da Petrobras: 25/2/2015 - 22/10/2015 (1º Vice-Presidente).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

Precedido por
Eliel Martins
Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia
1993 - 1995
Sucedido por
Eujácio Simões Filho
Precedido por
Ruy Trindade
Governador da Bahia
1994 - 1995
Sucedido por
Paulo Souto
Precedido por
Lídice da Mata
Prefeito de Salvador
1997 - 2005
Sucedido por
João Henrique Carneiro