Antônio Imbassahy

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Antônio Imbassahy
Antônio Imbassahy ministro - cortada.jpg
Antônio Imbassahy
Deputado Federal pela Bahia
Período 1º de fevereiro de 2011
até a atualidade (2 mandatos consecutivos)
Ministro-chefe da Secretaria de Governo do Brasil
Período 3 de fevereiro de 2017
até 15 de dezembro de 2017
Presidente Michel Temer
Antecessor(a) Geddel Vieira Lima
Sucessor(a) Carlos Marun
45º Governador da Bahia
Período 2 de maio de 1994
até 31 de dezembro de 1994
Vice-governador Nenhum
Antecessor(a) Ruy Trindade
Sucessor(a) Paulo Souto
67º Prefeito de Salvador
Período 1º de janeiro de 1997
até 31 de dezembro de 2004
Antecessor(a) Lídice da Mata
Sucessor(a) João Henrique Carneiro
Deputado Estadual da Bahia
Período 1º- 1º de fevereiro de 1991
até 2 de maio de 1994
2º- 1º de janeiro de 1995
até 31 de janeiro de 1995
Dados pessoais
Nome completo Antônio José Imbassahy da Silva
Nascimento 12 de março de 1948 (70 anos)
Salvador, Bahia
Alma mater Universidade Federal da Bahia
Cônjuge Márcia Imbassahy[1]
Partido PFL (1985–2004)
PSDB (2005–presente)
Profissão Engenheiro eletricista
linkWP:PPO#Política

Antônio José Imbassahy da Silva, ou simplesmente Antônio Imbassahy (Salvador, 12 de março de 1948), é um engenheiro eletricista e político brasileiro.

Imbassahy foi o 45º Governador da Bahia e, entre 1997 e 2005, o 67º Prefeito de Salvador.

Eleito deputado federal pelo PSDB, foi escolhido líder de seu partido na Câmara dos Deputados, em dezembro de 2015 e empossado em 3 de Fevereiro de 2016.[2] Em dezembro do mesmo ano, foi escolhido para ser o ministro da Secretaria de Governo, substituindo Geddel Vieira Lima.[3] Pediu demissão da Secretaria em 8 de dezembro de 2017.[4]

Carreira[editar | editar código-fonte]

Antônio Imbassahy formou-se em Engenharia Elétrica pela Universidade Federal da Bahia em 1969. Foi presidente da Companhia de Eletricidade do Estado da Bahia (COELBA) em 1989. Nas eleições de 1990 elegeu-se deputado estadual, chegando à presidência da Assembleia Legislativa da Bahia em 1994. Neste mesmo ano assumiu o governo estadual após as renúncias do governador Antonio Carlos Magalhães e do vice Paulo Souto que, respectivamente, disputariam o Senado e o governo estadual. Permaneceu no cargo até 31 de dezembro, quando deu lugar a Souto, eleito naquele ano. No ano de 1995 foi presidente da Eletrobras. Em 1996 foi eleito prefeito de Salvador, reelegendo-se em 2000. Desde o início ligado ao grupo político comandado por Antônio Carlos Magalhães, em 2005 Imbassahy rompeu com o Carlismo, deixou o PFL e filiou-se ao PSDB, presidindo o diretório estadual da legenda entre 2005 e 2010. Em 2006, disputou uma vaga ao Senado, ficando em terceiro lugar. Nas eleições de 2008, candidatou-se novamente à prefeitura de Salvador, mas terminou a disputa na quarta posição. No ano de 2010, elegeu-se deputado federal, tendo sido reeleito em 2014. Na Câmara foi Vice-líder do PSDB em três ocasiões (16 de fevereiro de 2011 a 3 de fevereiro de 2012, 25 de setembro de 2012 a 1 de fevereiro de 2013 e 15 de julho de 2015 a 19 de novembro de 2015), além de Vice-líder da Minoria (15 de fevereiro de 2012 a 9 de abril de 2013), Líder da Minoria (5 de fevereiro de 2013 a 8 de abril de 2014) e Líder do PSDB por duas vezes (4 de fevereiro de 2014 a 1 de fevereiro de 2015 e de 3 de fevereiro de 2016 até o presente).[5][6]

Sucessão de Eduardo Cunha[editar | editar código-fonte]

Em maio de 2016 o PSDB chegou a indicar ao presidente interino Michel Temer o nome de Antônio Imbassahy para substituir o então presidente da Câmara Eduardo Cunha, acusado de diversas irregularidades e afastado do cargo pelo Supremo Tribunal Federal. A ideia era que a candidatura emergisse a partir de um acordo político que viabilizasse novas eleições para o comando da Casa.[7] No entanto, após Cunha renunciar em Julho e de serem abertas inscrições para as candidaturas, Imbassahy e o PSDB decidiram apoiar Rodrigo Maia, do Democratas[8], em uma aliança que inclui parte do PT e visa derrotar o chamado "Centrão", aliado ao ex-presidente.[9]

Em agosto de 2017 votou contra o processo em que se pedia abertura de investigação do então Presidente Michel Temer, ajudando a arquivar a denúncia do Ministério Público Federal.[10]

Controvérsias[editar | editar código-fonte]

Voto fotografado[editar | editar código-fonte]

O parlamentar envolveu-se em polêmica[11] em 2013 durante a votação da cassação do deputado federal Natan Donadon, que encontrava-se preso. Imbassahy filmou seu voto, favorável à perda de mandato do colega, alegando "inaugurar o voto aberto" na Casa.[12] Com isso, foi acusado de ferir o regimento interno da Câmara de Deputados.[13] O deputado chegou a escrever uma artigo de jornal para se justificar e encampou, junto com seu partido, uma campanha em prol do voto aberto na Câmara.[14]

Lava Jato[editar | editar código-fonte]

Nas eleições de 2014, Imbassahy teria recebido doações de R$ 30 mil da Braskem, empresa ligada à Odebrecht, R$ 250 mil da OAS e R$ 76,8 mil da UTC.[15]

Atividades parlamentares (legislatura 2015/19)[editar | editar código-fonte]

Obs: Estão listadas apenas as atividades onde o parlamentar foi titular (atualizado em 11 de julho de 2016):

  • Comissão de Minas e Energia: 3/3/2015 - 2/2/2016;
  • Comissão de Seguridade Social e Família: 3/5/2016 - 6/6/2016;
  • Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional: 3/5/2016 - 18/5/2016;
  • PL 3722/12 - Desarmamento: 17/3/2015 - 20/3/2015;
  • CPI da Petrobras: 25/2/2015 - 22/10/2015 (1º Vice-Presidente).

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «Morre mãe de Márcia Imbassahy, mulher do ex-prefeito». Política Livre. 1 de setembro de 2009. Consultado em 23 de novembro de 2017. 
  2. Batista, João (17 de dezembro de 2015). «Imbassahy é eleito líder da bancada tucana na Câmara para 2016». Notícia Livre 
  3. Lima, Maria; Iglesias, Simone (8 de dezembro de 2016). «Tucano Imbassahy assumirá Secretaria de Governo no lugar de Geddel». O Globo 
  4. Amaral, Luciana (8 de dezembro de 2017). «Ministro tucano Antonio Imbassahy pede demissão do governo». Uol. Consultado em 8 de dezembro de 2017. 
  5. «Antonio Imbassahy». Portal da Câmara dos Deputados. Consultado em 23 de novembro de 2017. 
  6. «Antônio Imbassahy». Último Segundo. iG. Consultado em 23 de novembro de 2017. 
  7. Peres,, Bruno; Resende, Thiago; Di Cunto, Raphael (6 de maio de 2016). «PSDB vai propor Antônio Imbassahy para ocupar lugar de Cunha». Valor Econômico 
  8. Lima, Daniela (11 de julho de 2016). «PSDB deve apoiar candidatura de Rodrigo Maia à sucessão de Cunha». Folha de S.Paulo 
  9. «Lula libera apoio do PT ao nome de Rodrigo Maia». Brasil 24/7. 9 de Julho de 2016. Consultado em 23 de novembro de 2017. 
  10. «Como votou cada deputado sobre a denúncia contra Temer». CartaCapital. 3 de agosto de 2017. Consultado em 23 de novembro de 2017. 
  11. «Líder da oposição filma voto contra Donadon». Brasil 24/7. 30 de agosto de 2013. Consultado em 23 de novembro de 2017. 
  12. «Antonio Imbassahy: pelo voto aberto em todos os níveis». Correio. 3 de setembro de 2013. Consultado em 13 de maio de 2016.. Cópia arquivada em 6 de setembro de 2013 
  13. «Imbassahy filma voto a favor de cassação de Donadon». Bahia Notícias. 30 de agosto de 2013. Consultado em 13 de maio de 2016. 
  14. «Deputado quer anular votação que salvou mandato de Natan Donadon». www.vozdabahia.com.br. Voz da Bahia. 30 de agosto de 2013. Consultado em 23 de novembro de 2017. 
  15. Talento, Aguirre; Motta, Severino (5 de abril de 2015). «Empreiteiras são acusadas de desvios no metrô de Salvador». Folha de S.Paulo 
Precedido por
Eliel Martins
Presidente da Assembleia Legislativa da Bahia
1993 - 1995
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1994 - 1995
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Paulo Souto
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Lídice da Mata
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1997 - 2005
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João Henrique Carneiro