Partido Republicano da Ordem Social

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Partido Republicano da Ordem Social
Número eleitoral 90
Presidente Eurípedes de Macedo Júnior
Fundação 04 de janeiro de 2010 (7 anos)
Registro 24 de setembro de 2013 (3 anos)[1]
Sede Brasília
Ideologia Republicanismo
Nacionalismo
Partido pega-tudo
Espectro político Centro-direita
Membros  (2017) 90 839[2]
Deputados federais (2014)[3]
5 / 513
Cores      Azul

     Laranja

Página oficial
pros.org.br
Política do Brasil

Partidos políticos

Eleições

O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) é um partido político do Brasil. Foi fundado em 4 de janeiro de 2010 e obteve registro definitivo pelo TSE em 24 de setembro de 2013.[4][5] Seu número eleitoral é o 90 e suas cores são o azul e o laranja.[6] O presidente do PROS é Eurípedes de Macedo Júnior.[5] No início de outubro de 2013 foi anunciado que o então governador do Ceará, Cid Gomes e seu irmão, Ciro Gomes, se filiariam ao novo partido[7]. Nas eleições de 2014, o PROS esteve compondo a coligação "Com A Força do Povo" que reelegeu a presidente Dilma Rousseff e na maioria dos estados esteve apoiando candidatos a governador cujos partidos nacionalmente são da base do governo federal.[8] Com a saída do grupo de Ciro Gomes, o partido aos poucos se consolida como partido de centro e centro-direita, reunindo muitas lideranças, defensores do Republicanismo, Christian Right e nacionalismo. Entretanto, o partido se mantém como uma força a favor do estado intervencionista, se mantendo como aliado ao PT, PMDB e fazendo forte intervenção em aplicativos e redes sociais, sendo a mais recente a proibição do aplicativo Waze [1][2].

Ideologia[editar | editar código-fonte]

Tem como principal bandeira a Reforma tributária, diminuir impostos sem afetar a capacidade de atuação do Estado é o principal objetivo do partido que se considera uma legenda de centro e de Centro-Direita[9][10], mas na prática defende ideias e reúne lideranças que podem ser qualificadas como de direita.

O Partido Republicano da Ordem Social (PROS) por meio de uma ação política voltada para a solução dos grandes problemas nacionais, com absoluto respeito à dignidade da pessoa humana e na busca por uma nova ordem social, trabalha com as seguintes outras bandeiras:

Quanto às drogas: O uso de drogas tira o sossego das famílias, causa intranquilidade na saúde e na segurança pública. O PROS trabalhará para que a ação do Estado seja ampliada nas áreas de prevenção, tratamento, acolhimento, recuperação e reinserção social dos usuários, ao mesmo tempo em que promove repressão ao tráfico de drogas.

Quanto a Segurança: O PROS defende o resgate da segurança para devolver ao Brasil o sentimento de paz nas ruas, mediante a garantia dos direitos fundamentais de ir e vir, liberdade e integridade física e moral sem a ameaça ou lesão dos indivíduos ou ao seu patrimônio.

Quanto a Mobilidade Urbana: O PROS compromete-se a estimular a integração da estrutura urbana com a vida, o trabalho e a mobilidade dos indivíduos de forma digna, rápida, confortável, segura e econômica. O partido deseja levar às cidades brasileiras uma rede de transporte público multimodal, integrado e menos poluente. Entretanto, o partido, de forma polêmica, vem propondo a extinção do aplicativo Waze que distribui melhor o trânsito. A proibição do aplicativo já foi contestada por diversos grupos de economistas tanto de esquerda quanto de direita.[3]

Quanto ao Desenvolvimento Tecnológico: O PROS apoia o desenvolvimento tecnológico brasileiro estimulando o intercâmbio com países com capital intelectual tecnológico. Os novos conhecimentos poderão ser utilizados para o progresso da educação no país e aperfeiçoamento de mão de obra gerando desenvolvimento político, econômico e social.

Quanto a Desburocratização do Estado: Possibilitar uma reforma administrativa brasileira para promover o desenvolvimento de carreiras dos servidores públicos é um objetivo do PROS, bem também como estimular a meritocracia com o enfrentamento da subutilização de capital humano. Com isso, o PROS deseja disponibilizar maior desempenho na execução de serviços de manutenção e fortalecimento do Estado com reflexo para maior agilidade e comodidade para atendimento aos brasileiros.

Eleições de 2014[editar | editar código-fonte]

As primeiras eleições do PROS estão sendo as eleições gerais de 2014, nas quais são votados o presidente da república, os governadores, os senadores, os deputados federais e os deputados estaduais. Na votação para presidente e vice, o PROS apoiou Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), que foram reeleitos. No primeiro turno, a chamada Coligação com a Força do Povo foi formada também pelo PSD, pelo PP, pelo PR, pelo PRB, pelo PDT e pelo PCdoB (9 partidos).[8]

Nas eleições estaduais, o PROS lançou poucos candidatos a governadores, senadores (e suplentes), pois em quase todos os estados está fazendo parte de coligações grandes, em que os partidos negociam entre si os cargos da chapa. O PROS só saiu sozinho (chapa pura) no estado da Paraíba, porém, lá, quase não disputou o cargo de senador, pois a candidata e os seus suplentes (Leila Fonseca, Zinho e Hélder Vieira) tiveram suas candidaturas indeferidas pelo TSE por problemas nas documentações (regularizadas após substituição feita pelo partido - Lindinalva Farias entrou no lugar de Hélder Vieira). No entanto, os candidatos a governador e a vice na Paraíba (Major Fábio e Olavo Filho) tiveram suas candidaturas aceitas e participaram normalmente da disputa. Nos outros estados, nem todos os candidatos do PROS a esses cargos tiveram já suas candidaturas avaliadas pelo TSE, mas a maioria foi aceita. No Amapá, a candidata do PROS a 1a suplente ao senado (Cleidineide Batista) renunciou. No total, o PROS ainda tem 3 candidatos para cada um desses cargos (governador, vice, senador, suplentes 1os e 2os), que ou já foram deferidos ou foram ainda avaliados.[8]

Candidatos a governadores pelo PROS

  • AM - José Melo (coligação Fazendo Mais por Nossa Gente - 16 partidos; o vice é do SD)
  • PB - Major Fábio (chapa pura)
  • TO - Ataídes Oliveira (coligação Reage Tocantins - 7 partidos; o vice é do PTN)

Candidatos a vice-governadores pelo PROS

  • CE - Izolda (coligação Para o Ceará Seguir Mudando - 18 partidos; o titular é do PT)
  • PB - Olavo Filho (chapa pura)
  • PR - Cida Borghetti (coligação Todos Pelo Paraná - 17 partidos; o titular é do PSDB)

Candidatos a senadores pelo PROS

  • CE - Mauro Filho (coligação Para o Ceará Seguir Mudando - 18 partidos)
  • PB - Professora Leila Fonseca (chapa pura)
  • RJ - Liliam Sá (coligação Trabalhista e Republicana - 3 partidos)
  • TO - Sargento Aragão (coligação Reage Tocantins - 7 partidos)

Candidatos a 1os suplentes de senadores pelo PROS

  • MG - Professora Maria Inês (coligação Minas pra Você - 5 partidos; o titular é do PMDB)
  • PB - Sargento Lindinalva Farias (chapa pura)
  • PI - José Amauri (coligação A Vitória com a Força do Povo - 8 partidos; o titular é do PTB)
  • RJ - Comandante Noberto (coligação Trabalhista e Republicana - 3 partidos; o titular é do PROS)

Candidatos a 2os suplentes de senadores pelo PROS

  • CE - Honório Pinheiro (coligação Para o Ceará Seguir Mudando - 18 partidos; o titular é do PROS)
  • PB - Zinho (chapa pura)
  • RJ - Fernando William Ferreira (coligação Trabalhista e Republicana - 3 partidos; o titular é do PROS)
  • TO - Mauro Zani (coligação Reage Tocantins - 7 partidos; o titular é do PROS)

Apesar de ter poucos candidatos a governador pela própria sigla, o PROS está em todas as 27 unidades federativas apoiando algum candidato ao cargo. A maioria desses candidatos (21) é de partidos que nacionalmente estão apoiando a presidenta Dilma nessa eleição. Oito são do PT (AC, CE, DF, MG, MS, MT, PI e RS), seis são do PMDB (AL, ES, PA, RN, SE e SP), dois são do PR (RJ e PR), um é do PSD (SC), um do PCdoB (MA), além dos três do próprio PROS (AM, PB e TO). O PROS apoia também quatro candidatos de partidos que nacionalmente apoiam a candidatura de Aécio Neves (PSDB) à presidência: dois do PSDB (GO e PR), um do PTdoB (AP) e um do DEM (BA). Os outros dois candidatos a governadores apoiados pelo PROS, em Pernambuco e em Roraima, são do PSB (da ex-candidata a presidente Marina Silva).[8]

Participação do partido nas eleições presidenciais[editar | editar código-fonte]

Ano Candidato a Presidente Candidato a Vice-Presidente Coligação Votos  % Colocação
2014 Dilma Rousseff (PT) Michel Temer (PMDB) PT, PMDB, PSD, PP, PR, PROS, PDT, PCdoB e PRB 54 495 459 51,64

Referências

  1. Tribunal Superior Eleitoral (TSE). «TSE - Partidos políticos registrados no TSE». Consultado em 7 de novembro de 2015 
  2. Tribunal Superior Eleitoral (maio de 2017). «Filiados». Consultado em 08 de maio de 2017  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  3. «Bancada da Eleição de 2014 para Deputado Federal (Titulares)». Câmara dos Deputados  Parâmetro desconhecido |acesso_data= ignorado (ajuda)
  4. "Partido Republicano da Ordem Social consegue registro no TSE". Tribunal Superior Eleitoral. Site oficial
  5. a b Apesar de suspeitas, TSE aprova a criação de mais 2 partidos políticos no país - Folha de S.Paulo, 24 de setembro de 2013
  6. «Eleições / Estatísticas / Filiados». TSE. Consultado em 10 de outubro de 2014 
  7. Diário de Pernambuco
  8. a b c d «TSE - Estatísticas Eleitorais 2014». TSE. Consultado em 10 de outubro de 2014 
  9. Partido nanico diz ter conseguido assinaturas e pede registro no TSE - Jornal de Londrina, 25 de maio de 2013
  10. TSE deve aprovar registro de partido da “Ordem Social” - Diário de Goiás, 28 de agosto de 2013

Ligações externas[editar | editar código-fonte]