Salão do Automóvel de São Paulo

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Renault Mégane exposto no Salão do Automóvel de 2006.
Robokia, feito a partir do Mohave.

O Salão do Automóvel de São Paulo (realizado de 1960 a 1969 no Parque Ibirapuera e a partir de 1970 no Anhembi Parque) é um evento ocorrido a cada dois anos na cidade de São Paulo, com o objetivo de mostrar as novidades do mundo automobilístico, expondo carros e alguns equipamentos, produtos de som como CD player e outros no Anhembi Parque. Em 2008 foi realizada a 25ª edição do evento. É o evento considerado como o maior e mais importante da América Latina neste segmento. Anualmente cerca de 600 mil pessoas comparecem para prestigiar este evento tão importante. O evento de 2010 está em exposição de 27 de Outubro a 7 de Novembro no Anhembi.

História[editar | editar código-fonte]

A história do Salão do Automóvel praticamente se confunde com a do início da indústria automobilística no Brasil. O espírito empreendedor de Caio de Alcântara Machado percebeu muito cedo - somente quatro anos após a implantação da indústria no país - que o automóvel tinha se tornado uma realidade irreversível para o brasileiro. Idealizado em 1959, foi montado pela primeira vez em 1960 e durou 16 dias. Ele teve organização da Alcântara Machado Feiras e Promoções e patrocínio da Anfavea - Associação Nacional dos Fabricantes de veículos automotores. Sua realização foi a manifestação da primeira fase de grande expansão da indústria automobilística no Brasil e respondeu à necessidade de promoção efetiva dos produtos de um setor ainda insipiente e carente da confiança do país.

A primeira edição, em 1960, causou um grande furor em termos de público para a época. Diariamente mais de 400 mil pessoas faziam filas intermináveis no Pavilhão da Indústria e do Comércio do Parque do Ibirapuera para ver as grandes vedetes do momento: Fusca, Dauphine, Simca Chambord, Aero Willys, FNM 2000 JK, e o pioneiro e minúsculo Romi-Isetta. Primeiro automóvel de passeio produzido no Brasil, o Romi-Isetta tinha somente uma porta frontal.

Eram 12 fabricantes, mais alguns temerários brasileiros se arriscando a mostrar seus experimentos, que faziam a alegria dos presentes. Essa euforia permanece até os nossos dias. Só que agora, em proporções globais.

As edições[editar | editar código-fonte]

A segunda edição (novembro/dezembro de 1961) passou a incluir tratores e equipamentos agrícolas. Suas atrações foram o primeiro esportivo de série, o Willys Interlagos, o primeiro modelo de concepção totalmente brasileira, o Centaurus, o DKW Belcar, o utilitário DKW Candango e o VW 1.200 adaptado para táxi.

O 3º salão (novembro/dezembro de 1962) celebrou a marca de 97% de nacionalização da fabricação de veículos, registrando o lançamento do Aero Willys 2600, a perua Simca Jangada, o esportivo Karmann Ghia e o DKW-Vemag Fissore. A Toyota mostrou o jipe Bandeirante e a Mercedes, seu primeiro ônibus de turismo.

Os médios e o mercado externo[editar | editar código-fonte]

O 4º salão (novembro/dezembro de 1964) saudou o lançamento do milionésimo veículo fabricado no Brasil e o início da fase de realização bienal da feira. A indústria começava a mostrar melhoramentos mecânicos, como a caixa de câmbio com quatro marchas sincronizadas do Aero Willys 2600, o sistema Lubrimat (que realiza a mistura automática óleo-gasolina para motor 2 tempos) do DKW-Vemag e a suspensão pneumática para ônibus da linha FNM. A Brasinca fazia sucesso com seu GT-4200 Uirapuru e a GM exibia seu novo conceito de utilitário, a perua Veraneio.

O 6º salão (novembro/dezembro de 1968) marcou o lançamento de produtos em uma nova faixa de mercado até então ignorada: o carro médio. A Ford (que já absorvera a Willys) lança o Corcel, a Volkswagen o Sedan 1600 4 portas e a General Motors seu primeiro automóvel, o Opala. Nos carros de luxo, o destaque é para o Ford Galaxie LTD de câmbio automático. Há a estreia da Alfa Romeo (após comprar a FNM) coma a linha FNM 2150 e da Chrysler, que havia adquirido a Simca, lançando o Explanada GTX e anunciando o Dodge Dart. Entre os modelos especiais, destacam-se o Puma AC e o FEI X-1 (misto de automóvel, lancha e avião), projetado na Faculdade de Engenharia Industrial, de São Bernardo do Campo.

No Anhembi[editar | editar código-fonte]

Stand da Volkswagen no salão do automóvel 2010.
Lamborghini no Salão do Automovel em São paulo.

O 7º Salão do automóvel (novembro/dezembro de 1970) inaugurou o Anhembi Parque, o primeiro espaço construído em São Paulo especialmente para abrigar mostras industriais. Entre os automóveis, destacam-se o Ford Landau, o Chevrolet Opala SS, o Charger e Charger RT, o VW Fuscão, a Variant e o Karmann-Ghia TC. Entre os carros especiais, tiveram sucesso o Puma conversível com carburação dupla (primeiro exportivo exportado, o Meta 20 de Chico Landi, o FEI X-3 (com motor Chrysler de 300 HP) e o primeiro carro elétrico brasileiro (fabricado pela Icovel), além de numerosos modelos de buggies).

O 20º aniversário da indústria automobilística é comemorado pelo 10º salão (novembro de 1976) com ênfase em dois aspectos importantes no momento de crise do petróleo: a exportação e o transporte coletivo. O salão ganha um copatrocinador, o Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores), adquirindo a denominação de Salão do Automóvel e Autopeças. A estrela foi a Fiat Automóveis, recém-instalada em Betim, MG, lançando seu Fiat 147. Esse carro dominou todo o salão, sendo utilizado para mostrar a participação dos componentes nacionais em quase todos os estandes desse setor (pneus, tintas, rodas, tapetes, equipamentos, etc.). Os demais fabricantes mostraram apenas modificações nos modelos de linha. Só a Alfa Romeo mostrou novos modelos para substituir os antigos FNM: Alfa 2300 B e Alfa 2300 TI.

O 11º Salão do automóvel e Autopeças (novembro de 1978) celebrou a marca dos 2 milhões de veículos fabricados no Brasil, o recorde de 980 mil visitantes e uma presença maciça de fabricantes de autopeças (17% da área ocupada, 37% das empresas expositoras) - o que valeu uma nova reorganização do espaço de exposição.

Em 1983, empenhados em apoiar o esforço governamental de implantação do uso do álcool automotivo e em alavancar o comércio de veículos, a Copersucar e a Abrave (Associação Brasileira dos Revendedores de Veículos Automotivos) patrocinaram uma edição especial do salão (12ªB), denominada Salão do Automóvel a Álcool (novembro de 1983) - com a característica inédita e específica de ter as grandes montadoras substituídas pelos seus revendedores autorizados realizando vendas diretas ao público no recinto da exposição.

Cronologia[editar | editar código-fonte]

  • 1960: Em 25 de novembro de 1960, Caio de Alcântara Machado realizou a primeira mostra. Por conta dessa ousadia nascia o Salão do Automóvel, responsável por alguns dos melhores momentos da nossa indústria automobilística.
  • 1964: O salão foi realizado sobre o governo militar. As grande vedetes da edição foram o protótipo esportivo Capeta e o Aero Willys - ambos da Wyllis Overland - e o 4200GT da Brasinca.
  • 1970: Um pavilhão de proporções inimagináveis era o que reservava Caio de Alcantara Machado para essa mostra: 62 mil m². Era a época do milagre econômico e Chrysler, Volkswagen e Ford haviam assumido a Simca, DKW, e Willys, respectivamente.
  • 1976: Os 20 anos da indústria automobilística mostraram a chegada da Fiat, com o 147, ao país. O mercado começava a ser redigido pelas "quatro grandes": Ford, General Motors, Volkswagen e a recém-chegada Fiat.
  • 1981: Em 1980, teve início uma série de salões com pouco brilho, em função da crise que se instalava no Brasil. O público precisou se contentar com uns poucos modelos fora de série, motocicletas, lanchas e veleiros.
  • 1986: O Plano Cruzado ditou as regras dessa edição. Por sua conta, a indústria automobilística nacional resolveu não participar do evento. Mais uma vez venceu a criatividade de Caio de Alcantara Machado. Ele foi ao exterior e trouxe 59 carros de Primeiro Mundo. Sucesso, mesmo na crise. Foi mostrado também, o primeiro carro do Brasil a não utilizar o carburador (carros atuais não usam carburador).
O carro conceito Peugeot 20Cup exposto no Salão do Automóvel de 2006.
  • 1992: A abertura das importações procedida em 1990 permitiu que, finalmente, passássemos a conviver com o que de mais moderno havia no mundo. Audi, Jaguar, BMW, Mercedes e muitos outros modelos que encheram os olhos do público presente.
  • 1996: O destaque nesse ano foi a chegada das coreanas Kia Motors e Asia Motors, que juntando-se aos demais expositores foi pródigo em número de expositores.
  • 2000: Quarenta anos de salão. A frota nacional dos veículos em circulação pulou dos 700 mil iniciais para 20 milhões. A Peugeot mostrou o 206, modelo que ainda seria fabricado, a Ford trouxe o inusitado Focus, a Volkswagen o Bora e a Fiat apresentou a nova família Palio. A Kia mostrou o Besta na forma de um robô e causou filas imensas para ser visto.
  • 2004: A 23ª edição mostrou uma indústria consolidada. O público está mais informado e consciente e é clara a "invasão" de frequentadores de toda a América Latina. Com a estabilidade econômica, esse foi um dos momentos mais significativos do automobilismo nacional.
  • 2006: esta edição teve como principal atrativo os carros-conceito, como o elegante Fine-T. Também aconteceu a polêmica apreensão dos 6 carros da Lamborghini e estreia dos primeiros carros chineses da marca Chana Motors a desembarcar no Brasil. O público também foi recorde. Estima-se que 600 mil pessoas passaram no Pavilhão do Anhembi para apreciar as novidades do mundo automobilístico.
  • 2008: O maior salão da história. Inúmeros visitantes, vários carros-conceito. Nunca um evento como esse teve tanto prestígio no Brasil e no mundo.
  • 2010: A chamada "invasão chinesa", quando várias marcas desse país expuseram seus carros.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]