Vietname

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Cộng Hòa Xã Hội Chủ Nghĩa Việt Nam
República Socialista do Vietname / Vietnã
Bandeira do Vietname / Vietnã
Brasão do Vietname / Vietnã
Bandeira Brasão de Armas
Lema: Ðộc lập, tự do, hạnh phðC
("Independência, liberdade, felicidade")
Hino nacional: Tien Quan Ca
("As tropas estão a avançar")
Gentílico: Vietnamita;
vietnamês;
vietnamense;
vietnamiano

Localização do Vietname / Vietnã

Capital Hanói
21º2'N 105º51'L
Cidade mais populosa Cidade de Ho Chi Minh
Língua oficial Vietnamita
Governo Estado unitário
 - Presidente Trương Tấn Sang
 - Primeiro-ministro Nguyễn Tấn Dũng
 - Secretário-Geral do PCV Nguyễn Phú Trọng
Independência da França 
 - Declarada 2 de setembro de 1945 
 - Reconhecida 21 de Julho de 1954 
Área  
 - Total 331 689 km² (65.º)
 - Água (%) 1,3
População  
 - Estimativa de 2005 84 238 000 hab. (12.º)
 - Censo 1999 76 323 173 hab. 
 - Densidade 253 hab./km² (46.º)
PIB (base PPC) Estimativa de 2005
 - Total US$ 251,8 bilhões USD (36.º)
 - Per capita US$ 3 000 USD (123.º)
Indicadores sociais
 - IDH (2010) 0,572[1] (113.º) – médio
 - Esper. de vida 74,2 anos (65.º)
 - Mort. infantil 19,5/mil nasc. (93.º)
 - Alfabetização 90,3% (94.º)
Moeda Dong (VND)
Fuso horário (UTC+7)
 - Verão (DST) (UTC+7)
Org. internacionais ASEAN, ONU (FMI, OMS)
Cód. ISO VNM
Cód. Internet .vn
Cód. telef. +84
Website governamental www.vietnam.gov.vn

O Vietname (português europeu) ou Vietnã (português brasileiro) ou, oficialmente, República Socialista do Vietname / Vietnã, é um país asiático, localizado na Indochina, e limitado a norte pela China, a leste e a sul pelo Mar da China Meridional, e a oeste pelo Golfo da Tailândia, pelo Camboja e pelo Laos. A capital do país é Hanói.

Índice

[editar] História

Hoi An, Vietnã.

A história do Vietname está documentada há mais de 2500 anos. Durante mil anos, esta região foi dominada por sucessivas dinastias do império chinês, mas obteve a independência em 938 e estabeleceu a dinastia Ngô. O período dinástico terminou no século XIX, quando o país foi colonizado pela França em 1858. Durante a Segunda Guerra Mundial, com a derrota da França na primeira fase da Guerra, o Vietname foi ocupado pelo Japão e estabeleceram no trono o Imperador Bao Dai. Quando a guerra terminou, a França tentou restabelecer o controle, mas não conseguiu. Os franceses foram derrotados na Batalha de Dien Bien Phu, após oito anos de luta armada, comandada por Giap em 1954 na primeira guerra da Indochina, mesmo com ajuda dos EUA, mas na Conferência de Genebra o Vietname foi dividido em dois países separados, conhecidos como Vietname do Norte e Vietname do Sul. Durante a Guerra Fria, o norte comunista tinha o apoio da China e da União Soviética, enquanto o sul anti-comunista era apoiado pelos EUA, o que deu lugar à Guerra do Vietname, em que os americanos foram obrigados a abandonar em Março de 1973; a cidade de Saigão que foi tomada pelo Vietcong - frente de libertação do sul em Abril de 1975.[2]

Em Julho de 1976, a República do Vietname (Vietname do Sul) e a República Democrática do Vietname (Vietname do Norte) uniram-se na República Socialista do Vietname.[3]

[editar] A reunificação política

A guerra terminou com a vitória do Norte e com a reunificação dos dois territórios, em 1976. Completado o processo de reunificação, nasceu a República Socialista do Vietnam com posições pró-soviéticas.[3] Todavia, as consequências do conflito foram gravíssimas: os intensos bombardeamentos norte-americanos tinham destruído cerca de 70% das instalações industriais do Norte, tornado impraticáveis quase todas as vias de comunicação e queimado com bombas químicas vastas extensões de floresta (recordar em particular, sobre as devastadoras consequências do uso do napalm, uma mistura de sais alumínicos e ácidos orgânicos, usada na indústria bélica para a fabricação de bombas, precisamente pelo seu alto poder incendiário).[4]

Templo em Huế, Vietname.

De uma maneira geral, as operações militares tinham tirado mão-de-obra às actividades industriais, causando assim a interrupção de todos os investimentos profundos do Norte; haviam impedido as actividades agrícolas no Sul; limitado fortemente em todo o país a pesca do mar alto que, pela enorme extensão das costas vietnamitas e pela densidade demográfica ao longo da faixa litoral, se reveste de cada vez de maior importância na economia vietnamita (lembremo-nos que é da da fermentação do pescado que se extrai o nuocman, o famoso condimento da cozinha local).

Essas problemáticas tiveram de ser imediatamente enfrentadas já na primeira fase da reconstrução, procurando uma resposta para ela, através de política de plano, em linha com os princípios ideológicos do socialismo e com o modelo de desenvolvimento já adoptado nos países comunistas. Contudo, passados quase trinta anos, a República ainda tem de resolver problemas importantes, entre os quais - e não é certamente o último - se encontra o da integração de duas estruturas económicas , hoje profundamente diferentes uma da outra; trata-se de um problema que evoca o outro, ainda mais complexo, da reunificação social e cultural de populações que continuamente divididas durante muito tempo, portanto com expressões de modos de vida opostos.

Na realidade, as duas estruturas económicas antes da forçada divisão política apresentavam uma unidade de fundo relacionada, por um lado, com a matriz rural comum de toda a região vietnamita e não só e, por outro, com a própria história colonial do país, porque a presença francesa teve muito mais influência no Sul; aliás, na então Saigão, sede administrativa, foi-se formando uma classe dirigente abertamente aos interesses estrangeiros _ primeiro franceses, depois, estadunidenses -, cujo comportamento económico teve importantes reflexos territoriais.

As diferenças regionais condicionaram claramente as orientações da política empreendida pelo governo, no momento da formação da nova República. Além de uma série de procedimentos organizacionais, como a modificação do aparelho administrativo do país - reestruturado e readaptado muitas vezes após a reunificação, de modo que, das 40 províncias existentes em 1957, se chegou às 60 actuais -, as políticas adoptadas previam no campo económico uma certa margem de liberdade à iniciativa privada nas regiões meridionais, onde se reconhecia o direito de propriedade sobre pequenas superfícies cultivadas, quando no resto do país prevaleciam já há algum tempo formas de gestão cooperativa.

Pelo contrário, o Estado controlava em todo o território os serviços fundamentais e as actividades financeiras e comerciais. Também se pôs em marcha, como veremos, um processo de abertura gradual aos capitais estrangeiros para estimular o desenvolvimento industrial em todo o país, com o qual se preparou, aliás, uma ulterior potenciação da indústria pesada; mais recentemente, para favorecer o incremento da produtividade, introduziram-se incentivos para a superação das quotas de produção, que já tinham sido previstas pelo plano econômico.

[editar] Geografia

O Vietname é um país longo e estreito que ocupa a costa oriental da península da Indochina, sobre o Golfo de Tonkin e o Mar da China e tem uma área de cerca de 331.688 quilômetros quadrados. O clima de monções é quente e chuvoso. Predominam as florestas tropicais e a rede hidrográfica é muito rica. A parte norte é mais elevada, sob influência das cadeias montanhosas formadoras do Himalaia do sul da China, onde se localiza o Fan Si Pan e seus 3.144 m de altitude, o ponto mais alto do país e de toda Indochina (agrupamento geopolítico regional deste país com o Laos e o Camboja). Em toda sua fronteira oeste com o Laos e com o nordeste do Camboja, estende-se a Cordilheira Anamita, com altitudes chegando em torno dos 2.000 m., servindo de divisor de águas entre o vale do Rio Mekong, em território laosiano, e a bacia hidrográfica costeira do Mar da China Meridional. Há dois deltas importantes, o do Rio Song Cai (Red River ou Rio Vermelho), que corta a capital do país, Hanoi, ao norte; e do Rio Mekong, ao sul, mais volumoso e que corta a maior cidade do país, Ho Chi Minh (Saigon), também o rio mais importante da Indochina. A agricultura ocupa a maioria da população, sendo o arroz o principal produto.

O norte do país é rico em antracito, linhito, carvão, minério de ferro, manganês, bauxita e titânio.

[editar] Demografia

[editar] Política

Actualmente o Vietname é um país comunista. O sistema político é único partido (o partido comunista do Vietname) com o objectivo: O partido líder, o estado administra e o povo é dono através o poder é Assembleia do Vietname. De facto, até agora os representantes são membros de Assembleia ocupando 90% para cima. Os líderes do governo e de Assembleia são os antigos membros de partido e são apresentados pelo Bureau político do partido comunista do Vietname.[5] Segundo o Artigo 4 da Constituição Vietnamita, o Partido Comunista do Vietname é o único partido liderado. O líder do Partido Comunista do Vietname é um Secretário Geral que é o Senhor Nong Duc Manh.

[editar] Subdivisões

Regiões do Vietname
Províncias do Vietnã

O país é subdividido em 58 províncias e 5 cidades com estatuto de província.

As 5 cidades com estatuto de província são:

As 58 províncias são:

As províncias estão agrupadas em 8 regiões. As regiões não possuem fins administrativos, apenas econômicos e estatísticos. São elas:

Crianças de Người Ê Đê.

[editar] Economia

Entre os países do Sudeste Asiático, foi o Vietnã quem seguramente atingiu a independência política com maiores dificuldades e com altos custos sociais e ambientais. A região a norte do paralelo 17 obteve a independência da França em 1954 e organizou-se como República Democrática. O novo regime exerceu imediatamente um controle direto sobre a economia, nacionalizando as empresas industriais estrangeiras e implantando outras, especialmente nos sectores de base; nos campos, depois das expropriações dos latifúndios e das grandes propriedades, formaram-se primeiro cooperativas e, depois, empresas agrícolas estatais. A seguir, a República empreendeu, graças às ajudas soviéticas, uma guerra para alcançar a reunificação das províncias do Sul, ainda colónia francesa. Depois da derrota da França, os EUA, determinados a impedir o avanço do comunismo, envolveram-se cada vez mais no conflito e, a partir de 1965, intensificaram a sua presença no país (fala-se de cerca de meio milhão de soldados no pico máximo da presença bélica, entre homens do exército governamental e forças norte-americanas). Está listado entre as economias dos "próximos onze".[6]

[editar] A agricultura

Pelo menos até finais da segunda metade dos anos oitenta, o desenvolvimento económico aconteceu nesta base, fazendo registar um crescimento constante, mas sem acelerações especiais. Nos campos, disponibilizaram-se globalmente 500 000 hectares de terras abandonadas ou danificadas pela guerra; arrotearam-se mais de um milhão de novas terras; introduziram-se maquinarias e fertilizantes.[7]

A agricultura, já amplamente colectivizada, conseguiu superar as dificuldades subsequentes à guerra e alcançar resultados bastante positivos; a produção de arroz, distribuída por cerca de 90% das terras cultivadas, mostrou um crescimento notabilíssimo, a ponto que, pela primeira vez, o Vietname - um país eminentemente agrícola tal como outros estados da península da Indochina - se ter tornado auto-suficiente quanto ao consumo interno de arroz, de que é também exportador (5º produtor mundial).

Deve-se, na verdade, realçar que os produtores agrícolas independentes são excluídos dos benefícios directos do crescimento das exportações, porque a rede de comercialização interna e internacional ainda é controlada pelas empresas agrícolas públicas, que compram a um preço mais baixo que o mercado internacional os produtos destinados ao consumo externo. Além da orizicultura, estão em expansão as culturas do milho, batata-doce, mandioca, hortaliças, fruta (ananás e citrinos), cana-de-açúcar, borracha, chá, café (de que é o 2º produtor mundial depois do Brasil).

Apesar disto, as produções nacionais, sobretudo relativamente às carnes, ainda não cobrem as necessidades nacionais. É bastante mais visível a repartição das produções à escala regional: no Norte, além do arroz - de que no Tonquim se obtêm duas colheitas por ano.

[editar] Cultura

A música tradicional vietnamita combina as influências provenientes da China e da Índia. Os instrumentos típicos são o violino monocorde (lan dóc huyen) e a cítara vietnamita. Cada etnia possui seu estilo musical particular, seus trajes típicos e instrumentos.

O teatro vietnamita combina dança, mímica, música, canções e declamação num só espetáculo. Costumam ser montagens muito vistosas e originais, desde os mais tradicionais aos mais modernos. Numerosas companhias atuam constantemente por todo o país. Um dos espetáculos mais atrativos é o das "Marionetes de Água", onde narram-se estórias simples através de marionetes sobre água e que são manejadas com destreza por homens e mulheres ocultos trás o cenário.

A tradição literária vietnamita começa com a tradição oral, que incluí lendas, mitos e canções populares. Outras das expressões literárias é a que aparece representada em caracteres chineses, e data da época do primeiro reino independente vietnamita. Dominavam naquela época os textos de caráter budista e confuciano, nos que a rima e o verso guardavam formas muito rígidas. A literatura moderna combina todas estas formas e outros escritas em nom e em quoc ngu.

Uma das artes em que se destaca é a cerâmica; sua produção gozou de uma grande reputação ao largo da história.

[editar] Áo dài

Garota vietnamita usando um Áo dài vermelho.

O áo dài é o traje típico vietnamita para as mulheres. Em sua forma atual, é um vestido de seda de corte apertado, utilizado sobre calças.

Áo dài é pronunciado /ˈáʊ ˈjà/ no sul do Vietnã e /ˈáʊ ˈzàɪ/ no norte. Áo vem duma palavra do chinês medieval que significa "casaco acolchoado" (襖). Na língua vietnamita atual, áo se refere a um item de vestimenta que cobre o corpo inteiro a partir do pescoço, enquanto dài significa "longo." O termo áo dài vem sendo aplicado a diversos tipo de roupas, historicamente, incluindo o áo ngũ thân, uma vestimenta aristocrática do século XIX. Inspirado pelas modas de Paris, o artista Nguyễn Cát Tường, de Hanói, redesenhou o ngũ thân como um vestido, em 1930. Na década de 1950, os estilistas de Saigon apertaram o caimento do vestido, produzindo a versão utilizada pelas mulheres vietnamitas hoje em dia. O vestido foi extremamente popular no Vietnã do Sul na década de 1960 e no início da década de 1970. Os comunistas, no entanto, que dominaram todo o país a partir de 1975, não aprovavam o vestido e favoreceram estilos mais frugais e andróginos. Na década de 1990 o áo dài reconquistou popularidade. A roupa equivalente para os homens, chamada de áo gấm ("roupão de brocado"), também é vestida em ocasiões especiais, como casamentos e aniversários de morte. O comentário acadêmico sobre o áo dài enfatiza a maneira que a roupa associa a beleza feminina ao nacionalismo vietnamita, especialmente na forma de concursos de "Miss Aodai", populares tanto entre vietnamitas expatriados como no próprio Vietnã.[8] "Aodai" é uma das poucas palavras do vietnamita que chegaram a aparecer em dicionários do idioma inglês.

[editar] Nón là

Estudante usando um áo dài branco e um nón lá.

O nón lá ("chapéu de folhas") é um símbolo de vida tradicional vietnamita. É prático, elegante e extremamente durável, muito leve no peso e oferece proteção contra o sol tropical e das chuvas de monção. É usado em todo o país e também nas zonas rurais do Laos e áreas fronteiriças do Camboja. É usado por agricultores, pescadores, comerciantes, modelos de moda, camponeses, estudantes, adultos, crianças, homens, mulheres e moradores da cidade . Vê-se nos campos, nas ruas, nas praças e em cerimônias tradicionais. O nón lá tambem é usado para carregar água, colher e transportar frutas e legumes.

São feitos em todo o país. Diferentes regiões têm suas próprias versões de design. A área ao redor de Hue, no centro do país, é muito conhecida por seus chapéus de arte, que tambem são leves, resistentes e decorados com frases e imagens de conhecidos marcos históricos e culturais da região.

[editar] Ver também

Notas e Referências

  1. Ranking do IDH 2010. PNUD. Página visitada em 4 de novembro de 2010.
  2. CIA The World Factbook - Vietnam. Página visitada em 8 de Abril de 2009.
  3. a b A derrota e a unificação (em português). A Guerra do Vietnã. educaterra.terra.com.br. Página visitada em 15/01/2012.
  4. Consequências da guerra (em português). A Guerra do Vietnã. educaterra.terra.com.br. Página visitada em 15/01/2012.
  5. Comunistas do mundo destacam renovação socialista vietnamita (em português). diarioliberdade.org (13 de dezembro de 2011). Página visitada em 15/01/2012.
  6. Weisenthal, Joe (22 de fevereiro de 2011). 3G Countries. Businessinsider.com. Página visitada em 06/08/2011.
  7. [1] Vuong, Quan-Hoang; Tran, Tri-Dung (2009). "The cultural dimensions of the Vietnamese private entrepreneurship", Icfai Journal of Entrepreneurship Development, Vol. VI, Nos. 3 & 4 (Sept. & Dec. 2009), pp. 54–78. Icfai University Press.
  8. Traditional Costumes and Fashion (em inglês). About Vietnam. ci.seattle.wa.us. Página visitada em 15/01/2012.

[editar] Ligações externas

[editar] Governo

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