Distrito Federal (Brasil)

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Distrito Federal
Bandeira do Distrito Federal
Brasão do Distrito Federal
(Bandeira) (Brasão)
Hino: Hino do Distrito Federal
Gentílico: brasiliense / distrital

Localização do Distrito Federal

Localização
 - Região Centro-Oeste
 - Estados limítrofes Goiás e Minas Gerais
 - Mesorregiões 1
 - Microrregiões -
 - Municípios -
Capital Brasília
Governo 2007 a 2011
 - Governador(a) José Roberto Arruda (DEM)
 - Vice-governador(a) Paulo Octávio (DEM)
 - Deputados federais 8
 - Deputados estaduais 24
 - Senadores Adelmir Santana (DEM)
Cristovam Buarque (PDT)
Gim Argello (PTB)
Área  
 - Total 5.801,937 km² (27º)
População 2009
 - Estimativa 2.606.885 hab. (20º)
 - Urbana 100% hab.
 - Densidade 402,00 hab./km² ()
Economia 2005
 - PIB R$80,517 bilhões ()
 - PIB per capita R$37.600,00 ()
Indicadores 2000
 - IDH 0,874 (2005) [1] () – elevado
 - Esper. de vida 74,9 anos ()
 - Mort. infantil 17,5/mil nasc. ()
 - Analfabetismo 4,4 (2003)% ()
Fuso horário UTC-3
Clima tropical Aw
Sigla BR-DF
Site governamental http://www.gdf.df.gov.br

O Distrito Federal é uma das 27 unidades federativas do Brasil, onde se localiza a capital federal Brasília, cujos limites estão onde termina o próprio Distrito Federal. A capital foi fundada em 21 de abril de 1960. Foi construída em três anos e dez meses, através de um projeto do presidente Juscelino Kubitschek de mudança da capital nacional do município do Rio de Janeiro para o centro do país. Até a criação de Brasília, a capital federal localizava-se na cidade do Rio de Janeiro, antecedida por Salvador.

Durante o Império, o equivalente ao Distrito Federal era o município neutro, onde se situava a corte no Rio de Janeiro. Depois da Proclamação da República o Rio de Janeiro tornou-se a capital federal, que somente no início da década de 1960 foi transferida para o centro do Brasil, no leste do estado de Goiás. Quando de sua transferência, o território onde se localizava a capital foi provisoriamente o estado da Guanabara (de 1960 a 1975). O Distrito Federal manteve inicialmente sua estrutura político-administrativa, permanecendo até hoje com o prestígio de instituições centenárias e uma capital com menos de meio século.

Com a reordenação republicana do território brasileiro as províncias passaram a estados e cada um deles passou a ser uma unidade da Federação. Quase todos são estados surgidos das províncias de mesmos nomes, exceto o Distrito Federal e outros estados criados pela divisão territorial, quando por exemplo se dividiu o estado do Goiás em dois, o território norte passou a ser o estado do Tocantins e o sul permaneceu Goiás.

Índice

[editar] História

Desde a primeira constituição republicana já constava um dispositivo que previa a mudança da Capital Federal do Rio de Janeiro para o interior do país.[2] No ano de 1891, foi nomeada a Comissão Exploradora do Planalto Central do Brasil, liderada pelo astrônomo Luís Cruls e integrada por médicos, geólogos e botânicos, que fizeram um levantamento sobre topografia, clima, geologia, flora, fauna e os recursos materiais da região do Planalto Central. A área ficou conhecida como Quadrilátero Cruls e foi apresentada em 1894 ao Governo Republicano.

Em 1922 uma comissão do Governo Federal estabelece a localização no cerrado goiano, mas o projeto fica engavetado. Apenas em 1955, durante um comício na cidade goiana de Jataí, o então candidato à presidência Juscelino Kubitschek afirmou que iria transferir a capital. Eleito presidente, Juscelino estabeleceu a construção de Brasília como meta-síntese de seu Plano de Metas.

O traçado de ruas de Brasília obedece ao plano piloto implantado pela empresa Novacap a partir de um anteprojeto do arquiteto Lucio Costa, escolhido através de concurso público. O arquiteto Oscar Niemeyer projetou os principais prédios públicos da cidade. Apesar de a cidade ter sido construída em tempo recorde, a transferência efetiva da infra-estrutura governamental só ocorreu durante os governos militares, já na década de 1970.

[editar] Geografia

Brasília vista da Estação Espacial Internacional, o Plano Piloto pode ser visto no centro da imagem.

Abriga uma população estimada em cerca de 2.606.885 habitantes (segundo o IBGE 2009), tendo como área territorial total 5.822,1 km², o que representa em termos de densidade populacional de aproximadamente 443 hab./km². O Distrito Federal é um semi-enclave de Goiás, sendo circundado por praticamente todo o território do estado; apenas na ponta sudeste o Distrito Federal faz divisa com a cidade mineira de Cabeceira Grande (até 1995, distrito de Unaí).

[editar] Geomorfologia e Relevo

Áreas planas e elevadas, colinas arredondadas e chapadas intercaladas por escarpas. Assim é caracterizado o relevo dominante do Distrito Federal. Ao norte e ao sul pequenas diferenças podem ser percebidas na paisagem.

  • Norte: relevo acidentado, com vales profundos chamados "vãos".
  • Sul: são comuns os vales abertos e as encostas pouco íngremes.
  • Altitudes. 1.100 metros é a média, tendo como ponto mais elevado a Chapada da Vendinha, localizada a noroeste com 1.349 metros.

Situada em uma vertente está a cidade de Brasília; quanto mais próxima do rio Paranoá menor será sua altitude, chegando a 1.152 metros no centro de Brasília.

[editar] Clima

O clima é tropical de altitude, com um verão úmido e chuvoso e um inverno seco e frio. A temperatura média anual é de cerca de 19,8°C, podendo chegar aos 30,0°C de média das máximas em setembro, e aos 10,5°C de média das mínimas nas madrugadas de inverno em julho. A mínima absoluta histórica foi de 1,6°C em 1975 (fonte: Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) sendo acompanhada de uma geada. A máxima absoluta histórica foi de 34,5°C em 12 de outubro de 1963 (Fonte: Inmet). A temperatura, porém, varia de forma significativa nas áreas menos urbanizadas, onde a média das mínimas de inverno cai para cerca de 10°C a 5°C. A umidade relativa do ar é de aproximadamente 80%, podendo chegar aos 15% ou menos no inverno.

[editar] Vegetação

A vegetação típica do Distrito Federal é o cerrado. Essa vegetação tem como características os troncos retorcidos, folhas e cascas grossas. É o domínio que está sofrendo maior devastação nos últimos anos. O índice de desmatamento dessa região é da ordem de 70%, ou seja, hoje, da área original do cerrado, restam apenas 30%. O cerrado divide-se em:

  • Cerradão: presença arbórea acima de 60% da área, com um pequeno espaçamento entre as árvores, o que torna a mata fechada.
  • Cerrado típico: vegetação localizada nos latossolos profundos e bem drenados no Brasil Central. Ocorre em áreas extensas, formadas por uma camada de gramíneas e uma cobertura florestal que varia de 10% a 60% da área.
  • Campo limpo: localizado em solos mais rasos. Região campestre com inexpressiva presença de árvores.
  • Campo sujo: ocorre em solos pouco ou mais profundos que o campo limpo. Existe uma pequena presença arbórea (cerca de 10%). A grande variedade topográfica, edáfica e de umidade proporciona a variedade de espécies da região.(Caetano, 2004).

[editar] Hidrografia

O Distrito Federal é caracterizado como um divisor de águas.

-Principais bacias hidrográficas da região:

Atualmente essas bacias passam por um forte processo de degradação devido a dois aspectos diretos: a utilização excessiva da agropecuária e a ocupação irregular do solo para fins urbanos. (Caetano, 2004).

[editar] Demografia

Mapa do Distrito Federal do Brasil destacando a região administrativa de Brasília.
Composição étnica
Cor Porcentagem
Brancos 44%
Pardos 47%
Pretos 7%

[editar] Política

Palácio do Buriti, sede do governo do Distrito Federal.
  • O Distrito Federal rege-se por lei orgânica, típica de municípios, e não por uma constituição estadual. Acumula as competências legislativas reservadas aos Estados federados e municípios, não vedadas pela Constituição.
  • O caráter híbrido do Distrito Federal é observável por sua Câmara Legislativa, mistura de Câmara de Vereadores (Poder Legislativo Municípal) e Assembléia Legislativa (Poder Legislativo Estadual) e o chefe do Poder Executivo é um Governador, ao invés de um prefeito.

[editar] Divisão administrativa

Ceilândia, com a caixa d'água em segundo plano, uma das cidades-satélite do Distrito Federal.

No Brasil, a idéia de cidade está intimamente ligada à de município, porém o Distrito Federal é exceção a esta regra: há diversos núcleos urbanos, sendo o principal deles a região administrativa de Brasília, que por sua vez também se confunde com a idéia de Plano Piloto. Quanto aos outros núcleos, há muita discussão sobre se estes seriam cidades distintas, ou se seriam na verdade bairros distantes da capital do país. De qualquer forma, o Distrito Federal não é município e nem estado, constituindo um tipo independente de entidade federativa. Possui governador, assim como os estados, mas não é subdividido em municípios, portanto, não possuindo também nenhum prefeito.

É dividido em regiões administrativas, que historicamente foram chamadas de cidades-satélite (atualmente, alguns consideram este termo pejorativo). Convém lembrar também que alguns destes núcleos, como Planaltina, por exemplo, são mais antigos do que a própria Brasília. Planaltina, inclusive, já chegou a ser município de Goiás, antes de ser incorporado ao Distrito Federal.

O Distrito Federal possui autonomia para instituir e arrecadar tributos próprios aos estados, como o imposto sobre a circulação de mercadorias e serviços (ICMS), imposto sobre a propriedade de veículos automotores (IPVA), municipais imposto predial e territorial urbano (IPTU), e demais que, pela Constituição brasileira de 1988, são de competência dos estados. Além disso, não se subordina administrativamente ao vizinho estado de Goiás, no qual seu território está encravado.

[editar] Infra-estrutura

[editar] Transportes

Uma rodovia de acesso ao Distrito Federal

O Distrito Federal é atendido principalmente por transporte coletivo de ônibus. O principal ponto de saída e chegada de ônibus urbanos no DF é a rodoviária do Plano Piloto, que liga Brasília a todas as outras cidades-satélites e ao entorno. Há ainda a rodoferroviária de Brasília, que recebe os ônibus de viagens interestaduais mais longas.

Outras regiões administrativas possuem terminais rodoviários interurbanos, como Taguatinga e Gama. A maioria, entretanto, possui apenas terminais urbanos, que normalmente funcionam como pontos finais de linhas urbanas, com alguma linha direta para a rodoviária do Plano Piloto.

Há uma demanda também pelo serviço de metrô que atende apenas algumas cidades-satélites (Guará, Águas Claras, Taguatinga, Ceilândia e Samambaia) e que vem sendo cada vez mais usado.

O Distrito Federal é servido pelas seguintes rodovias federais:

[editar] Educação

Resultados no ENEM
Ano Portugues Redação
2006[3]
Média
37,96 (7º)
36,90
52,74 (7º)
52,08
2007[4]
Média
54,06 (5º)
51,52
56,90 (4º)
55,99
2008[5]
Média
43,61 (7º)
41,69
60,12 (6º)
59,35

O ensino médio no Distrito Federal obtém um resultado no ENEM acima da média nacional desde 2006.

[editar] Curiosidades

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O Distrito Federal é uma unidade atípica da Federação, com as seguintes particularidades:

  • O Distrito Federal não é um estado federado, mas também não é um município. As regiões administrativas, portanto, não têm prefeitos.
  • É o menor território autônomo do Brasil – com apenas 5.783 km², que equivale a 26% da área de Sergipe, o menor estado brasileiro.
  • Por limitação constitucional, não pode ser dividido em municípios.
  • O Distrito Federal não tem capital, mas Brasília, Capital Federal da República Federativa do Brasil, é a sede do governo do Distrito Federal.

Notas

[editar] Ver também

[editar] Ligações externas

[editar] Bibliografia

CAETANO, Nilson F. Apostila Alub/Pré-vestibular. Editora Exato. Caderno IV, p. 2 (Geografia). Brasília-DF, 2004.