Guerra da Coreia
| Guerra da Coreia | |||||||
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| Parte da(o) Guerra Fria | |||||||
Da esquerda para a direita e de cima para baixo: Na mais famosa imagem da guerra, marines desembarcam em Inchon; fogo noturno da artilharia norte-americana; caminhões militares atravessam o Paralelo 38° N; B-29 bombardeia Coreia do Norte; civis coreanos fogem da zona de combate. |
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| Intervenientes | |||||||
e outros |
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| Principais líderes | |||||||
| Harry Truman Douglas MacArthur Syngman Rhee Chung Il-kwon |
Kim Il-Sung Choi Yong-kun |
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| Forças | |||||||
| C. 1.139.518 | C. 1.212.000 | ||||||
| Vítimas | |||||||
| 474.000 (36.516 americanos e 58.127 sul coreanos) | entre 1.190.000 e 1.577.000 (215.000 norte coreanos e 114.000 chineses) | ||||||
A Guerra da Coreia foi travada entre 25 de Junho de 1950 a 27 de Julho de 1953, opondo a Coreia do Sul e seus aliados, que incluíam os Estados Unidos da América e o Reino Unido, à Coreia do Norte, apoiada pela República Popular da China e pela antiga União Soviética. O resultado foi a manutenção da divisão da península da Coreia em dois países. Em 1950, cinco anos e meio depois de vencer a Alemanha Nazista principalmente no front oriental russo em pleno inverno rigorosíssimo, os Estados Unidos e a União Soviética, ex-aliados, entram em conflito pelo controle da Coreia, uma nova zona de influência comercial e territorial, arriscando provocar uma terceira guerra mundial.
A península da Coreia é cortada pelo paralelo 38° N, uma linha demarcatória que divide dois exércitos, dois Estados: a República da Coreia, a sul, e a República Popular Democrática da Coreia, a norte. Essa demarcação, existente desde 1945 por um acordo entre os governos de Moscou e Washington, dividiu o povo coreano em dois sistemas políticos opostos: no norte o comunismo apoiado pela União Soviética, e, no sul, o capitalismo apoiado pelos Estados Unidos.
Em 3 de Julho de 1950, depois de várias tentativas para derrubar o governo do sul, a Coreia do Norte ataca de surpresa e toma Seul, a capital. As Nações Unidas condenam o ataque e enviam forças, comandadas pelo general americano Douglas MacArthur, para ajudar a Coreia do Sul a repelir os invasores.
Em Setembro, as forças das Nações Unidas começam uma ambiciosa ofensiva para retomar a costa oeste, ocupada pelo exército norte-coreano. No dia 15 desse mês, chegam com certa facilidade a Incheon, perto de Seul, e algumas horas depois entram na cidade ocupada. Os setenta mil soldados norte-coreanos são vencidos pelos cento e quarenta mil soldados das Nações Unidas. Cinco dias depois, exatamente três meses após o início das hostilidades, Seul é libertada.
Com essa vitória, os Estados Unidos mantêm sua supremacia no sul. No primeiro dia de Outubro, as forças internacionais violam a fronteira do paralelo 38, como os coreanos haviam feito, e avançam para a Coreia do Norte.
Durante quase três anos, o povo coreano, uma das mais notáveis culturas da Ásia, foi envolvido em uma brutal guerra fratricida, violentíssima de ambos os lados.
Milhares de prisioneiros amontoados em campos de concentração esperam ansiosamente por um armistício. Com a ajuda da China, as forças das Nações Unidas são rechaçadas para a Coreia do Sul. A luta pelo paralelo 38 continua. Em Seul, as tropas são visitadas por artistas como Marilyn Monroe que tentam elevar seu moral. O General MacArthur, insistindo em um ataque direto à China, é substituído, em Abril de 51, pelo General Ridgway.
Em 23 de Junho começam as negociações de paz, que duram dois anos e resultam num acordo assinado em Panmunjon, em 27 de Julho de 1953.
O único resultado é o cessar-fogo. Na guerra coreana morreram cerca de três milhões e meio de pessoas. O tratado de paz ainda não foi assinado, e a Coreia continua dividida em Norte e Sul.
Esta é a cronologia das coreias:
Índice |
[editar] 1950
- 25 de junho: A Coreia do Norte invade República da Coreia do Sul.
- 26 de junho: Início da Guerra da Coreia.
- 27 de junho: Forças sul-coreanas abandonam Seul.
- 29 de junho: Tropas norte-coreanas capturam Seul.
- 1 de julho: Tropas combatentes americanas chegam à Coreia.
- 3 de julho: Tropas norte-coreanas capturam Inchon.
- 7 de julho: Exército norte-coreano cruza o Rio Kum. Comando das Nações Unidas é criado.
- 8 de julho: Tanques T-34 norte-coreanos entram em Ch’onan.
- 26 de julho: A Austrália anuncia o envio de tropas para a Guerra da Coreia.
- 31 de julho: Batalha de Chinju.
- 10 de setembro: Batalha de Inchon
- 1 de outubro: Coreia do Sul atravessa o paralelo 38º N.
- 7 de outubro: Forças norte-americanas cruzam o paralelo 38°.
- 8 de novembro: Batalha aérea utilizando jatos.
[editar] 1951
- 11 de abril: General Matthew Ridgway assume o comando supremo.
- 13 de setembro:Batalha de Heartbreak Ridge
[editar] 1952
- 3 de janeiro: China e Coreia do Norte rejeitam proposta da ONU.
- 7 de maio: General Mark Clark substitui General Ridgway no comando supremo.
- 23 de junho: Estados Unidos atacam instalações militares no Rio Yalu.
- 29 de agosto: Aviões bombardeiam Pyongyang.
[editar] 1953
- 28 de março: China e Coreia do Norte aceitam proposta da ONU.
- 26 de abril: Negociações de armistício.
- 28 de abril: Partido Comunista Francês convoca operários para manifestação contra a Guerra da Coreia.
- 27 de julho: Armistício é assinado em Panmunjom. Fim da Guerra da Coreia.
[editar] Legado
O legado Guerra da Coreia é profundo em termos geopolíticos em praticamente todo o mundo. A Guerra da Coreia foi fundamental para o desenvolvimento da Guerra Fria, uma vez que deu origem à ideia que as duas superpotências (Estados Unidos e União Soviética) poderiam lutar uma guerra limitada num país do terceiro mundo. A guerra limitada foi uma estratégia característica de conflitos como a Guerra do Vietnã e a invasão soviética do Afeganistão.
A Guerra da Coreia foi a primeira guerra em que houve a participação da Organização das Nações Unidas.
[editar] Ver também
[editar] Ligações externas
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