Carnaval do Rio de Janeiro

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Carnaval do Rio de Janeiro
A escola de samba Mocidade Independentel desfilando no Carnaval carioca.
Número de edições 125
Fundador(es) Deixa Falar
Local(is) Rua Marquês de Sapucaí, Estrada Intendente Magalhães e Avenidas principais.
Data(s) Primeira ou segunda semanas de Fevereiro
Gênero(s) Marchinhas de tradição e principalmente Samba, mas também apresenta Pop, Rock clássico, Frevo, Maracatu, Axé e Música Popular.

Carnaval do Rio de Janeiro é uma festa popular de cunho histórico, social e religioso; realizada durante cinco dias consecutivos no mês de fevereiro desde 1892. Esse festival é considerado o maior carnaval do mundo, desde 2004, pelo Livro dos Recordes. Constitui-se de uma manifestação cultural e festa popular mundialmente famosa e uma celebração constituída por diferentes tipos de manifestações, como desfiles de escola de samba, bailes de máscaras, festas móveis dos blocos de embalo seguidos por seus foliões fantasiados, e ainda bandas de rua e blocos de enredo ("escolas de samba" de pequeno porte), chamadas de cordões. Também se caracteriza pela irreverência e banalidade, pelos nomes de duplo sentido (especialmente dos blocos) e pela diversidade cultural, musical e sexual.

Após um período de decadência dos festejos de rua nas décadas de 80 e 90, quando o carnaval da cidade resumia-se quase que unicamente aos desfiles das escolas de samba, o carnaval dos blocos e bandas de rua voltou a crescer, entrando oficialmente para o Guinness Book.[1] Atualmente, o carnaval de rua da cidade é cerca de cinco vezes maior que os festejos realizados pelas escolas de samba e apresenta-se como um evento multifacetado, possuindo: blocos dos mais variados ritmos, como samba, marchinhas, ritmos nordestinos, entre outros; e blocos temáticos que tocam de Mamonas Assassinas a Beatles.[2][3]

O carnaval carioca pode ser considerado um evento cultural de alto prestígio, já tendo sido eleito, pelos internautas do site estrangeiro Fun Party, como a melhor festa do mundo. É citado, constantemente, como o carnaval mais famoso que existe. [4][5][6]

História[editar | editar código-fonte]

O Carnaval no Rio de Janeiro. As familias que aguentem bisnagas e outras cousas, 1907[7].

Sua história remonta do período da Independência do Brasil, quando elite carioca decidiu se afastar do passado lusitano e incrementar a aproximação com as novas potências capitalistas. A cidade e a cultura parisienses passariam, portanto, a ser os parâmetros a guiar as modas e modos a serem importados.

Imediatamente, surgem os grandes bailes de carnaval na cidade, que acabariam por incentivar outras formas de diversão, como os passeios ou promenades aos moldes do então já quase extinto carnaval romano. A ideia de se deslocar para os bailes em carruagens abertas seduzia a burguesia, que via, aí, uma oportunidade de exibir suas ricas fantasias ao povo e "civilizar" o carnaval.

Paralelamente ao movimento de implantação de uma festa civilizada, outras diversões rapidamente tomavam forma na cidade: o entrudo, com sua alegria desorganizada e espontânea, os grupos negros de Congadas (ou Congos) e Cucumbis, que aproveitavam-se da relativa liberalidade reinante para conseguir autorização policial para se apresentarem e, além disso, outros grupos reunindo a população carente de negros libertos e pequenos comerciantes portugueses (mais tarde conhecidos como Zé Pereiras), que sentiram-se incentivados a passear pelas ruas.

A mistura desses diferentes grupos acabaria por forçar uma espécie de diálogo entre eles. Em pouco tempo as influências mútuas se fazem notar através da adoção pelo carnaval popular, das fantasias e da organização características da folia burguesa. As sociedades carnavalescas por sua vez, passaram a incorporar boa parte dos ritmos e sonoridades típicos das brincadeiras populares.

O resultado de tudo isso é que as ruas do Rio de Janeiro veriam surgir toda uma variedade de grupos, representando todos os tipos de interinfluências possíveis. É essa multiplicidade de formas carnavalescas, essa liberdade organizacional dos grupos que faria surgir uma identidade própria ao carnaval carioca. Uma identidade forjada nas ruas, entre diálogos e tensões.[8]

Bailes[editar | editar código-fonte]

O carnaval da capital francesa foi um dos elementos de influência, fazendo com que a folia do Rio de Janeiro rapidamente apresente bailes mascarados aos moldes parisienses. Inicialmente promovidos ou incentivados pelas Sociedades Dançantes que existiam na cidade (como a Constante Polka, por exemplo) esses bailes acabariam por ser suplantados pelos bailes públicos, como o famoso baile público do Teatro São Januário promovido por Clara Delmastro[9].

O grande sucesso dos bailes acabaria por incentivar outras formas de diversão, como os passeios ou promenades aos moldes do então já quase extinto carnaval romano. A ideia de se deslocar para os bailes em carruagens abertas seduzia a burguesia, que via, aí, uma oportunidade de exibir suas ricas fantasias ao povo e "civilizar" o carnaval de feição 'entruda'[9].

O povo carioca assistia deslumbrado a esses cortejos sem, entretanto, se furtar a saudar com seus limões de cheiro os elegantes mascarados. A tensão decorrente desse embate carnavalesco faria com que a elite procurasse organizar cada vez mais seus passeios através da reunião de uma grande número de carruagens e da presença ostensiva de policiamento incorporado aos desfiles[9].

Sociedades Carnavalescas[editar | editar código-fonte]

Aos poucos essas promenades acabariam por adquirir uma certa independência em relação aos bailes até que, em 1855, um grupo de cidadãos notáveis organizaria aquele que ficou conhecido como o primeiro passeio de uma sociedade carnavalesca por uma cidade brasileira: o desfile do Congresso das Sumidades Carnavalescas. O sucesso desse evento abriria as portas para o surgimento de dezenas de sociedades carnavalescas que, em poucos anos, já disputariam entre si o exíguo espaço do centro da cidade durante os dias de carnaval[10].

Blocos e Cordões do carnaval de rua[editar | editar código-fonte]

Bloco Simpatia É Quase Amor.

O Rio de Janeiro é a cidade que, podemos dizer, tem mais tradição quando o assunto é blocos de rua. Desde meados do século 19, as pessoas saiam às ruas na cidade maravilhosa para se divertir e pular o carnaval em qualquer tipo de organização (ou desorganização).[11]

Nos anos 30, o prefeito Pedro Ernesto oficializou o Carnaval carioca. E a partir daí, a cidade passou a brincar também em grupos de categorias separadas, como blocos, ranchos, cordões, Zé Pereiras, corso e sociedades. Grupos mais organizados e com muitos participantes.[12]

O carnaval de rua sempre começa antes da data oficial, entre os dias 15 e 22 de janeiro; a partir desse período os blocos começam a sair às sextas-feiras e fins de semana e no dia de São Sebastião. Os primeiros blocos a sair são sempre: Aconteceu..., Bloco da Preta, Céu na Terra, Em Cima da Hora, Ih! É Carnaval, Me Enterra na Quarta; entre outros. Atualmente, o carnaval popular da cidade tem nos blocos Afroreggae, Banda de Ipanema, Bagunça o Meu Coreto[13], Bangalafumenga, Boêmios de Irajá, Cordão da Bola Preta, Carmelitas, Empolga às 9, Escravos da Mauá, Herdeiros da Vila, Me Beija Que Eu Sou Cineasta, Monobloco, Orquestra Voadora, Quizomba, Sargento Pimenta, Vagalume, o Verde[14] e Vai Barrar? Nunca! alguns de seus maiores expoentes no século 21 e conta com 456 blocos oficiais.[15]

Cordão da Bola Preta[editar | editar código-fonte]

No ano de 1918, surge o famoso Cordão da Bola Preta, que, segundo muitos afirmam, nunca foi um "cordão" propriamente dito, mas um bloco cuja finalidade e missão contida em seus estatutos era revigorar e reviver as tradições dos antigos "cordões" que haviam desaparecido.[16]

O bloco tem em sua marcha, a "Marcha do Cordão da Bola Preta", uma das mais famosas e emblemáticas músicas do carnaval brasileiro, eternizada pelos versos "Quem não chora, não mama":

O Cordão da Bola Preta foi fundado por Álvaro Gomes de Oliveira (também conhecido como "Caveirinha"), Francisco Brício Filho (Chico Brício), Eugênio Ferreira, João Torres e os três irmãos Oliveira Roxo, Jair, Joel e Arquimedes Guimarães, no ano de 1918. Caveirinha teria dado o nome ao bloco ao ver passar uma linda mulher com vestido branco com bolas pretas. [17]

Em 2012, o bloco carioca arrastou, segundo estimativas da polícia militar, um público aproximado de 2,3 milhões de pessoas pelas ruas do centro do Rio, o que teria feito o bloco, de acordo com os organizadores do desfile e de parte da mídia, tomar informalmente, do Galo da Madrugada (de Recife), o título de maior bloco de carnaval do mundo, dando início, assim, a uma rivalidade entre as duas agremiações.[18]

Nomes engraçados e de duplo sentido[editar | editar código-fonte]

Característica marcante do carnaval de rua do Rio, os nomes engraçados e de duplo sentido chamam atenção, como é o caso dos blocos: A Nega Indoidô; Apertado Mas Entra; Bafo da Onça; Boka de Espuma; Bloco dos Impussivi; Cacique de Ramos; Concentra Mas Não Sai; Deixa a Língua no Varal, Deita Mas Não Dorme; Enxota Que Eu Vou; É Mole, Mas Estica!; Imaginô? Agora Amassa!; Imprensa que eu Gamo; É Pequeno, Mas Vai Crescer; Largo do Machado Mas Não Largo do Copo; Loucura Suburbana; Melhor Ser Bêbado do Que Ser Corno; Mulheres de Chico; Mulheres Rodadas; Nem Muda Nem Sai de Cima; Parei de Mentir, Não de Beber; Planta na Mente; Pinta Mas Não Borra; Põe na Quentinha?; Que Merda é Essa?!; Rola Preguiçosa Tarda Mas Não Falha; Senta Que Eu Empurro; Se Cair, Eu Como; Simpatia É Quase Amor; Suvaco do Cristo; Te Vejo Por Dentro... Sou da Radiologia!; Último Gole; Vestiu Uma Camisinha Listrada e Saiu Por Aí; Virilha de Minhoca; Vem Comigo Cachaçada!; Vem Cá Me Dá; e Xupa Mas Não Baba[19]

Em fevereiro de 2012, a banda carioca Forfun realizou a música Largo dos Leões em promoção ao seu terceiro disco Alegria Compartilhada; na canção todas os versos são junções de nomes dos principais blocos carnavalescos de embalo em homenagem ao carnaval da cidade e em especial aos blocos que atravessam pelo bairro de Humaitá.

Democracia por Decreto[editar | editar código-fonte]

No ano de 2013, o então prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, publicou decreto no Diário Oficial proibindo a venda de abadás e qualquer outro tipo de restrição ou demarcação de áreas privadas durante os desfiles dos blocos de rua na cidade, com o fim de garantir que o carnaval de rua carioca permanecesse como uma festa popular gratuita e acessível à participação de toda e qualquer pessoa. [20][21]

O carnaval de rua do Rio é tido, constantemente, como um dos mais democráticos e acessíveis do país, não só por oferecer vasta diversidade temática, rítmica e cultural, mas também por permitir a participação gratuita de quem deseja participar da festa. Todos os blocos e bandas da cidade são gratuitos.[22]

"Blocos Temáticos"[editar | editar código-fonte]

Com o ressurgimento do carnaval de rua carioca veio também uma intensa diversificação musical e cultural em geral, o que pode ser observado no aparecimento dos "blocos temáticos", que surgem como característica marcante da festa, a exemplo dos blocos: Sargento Pimenta, que desfila ao som de Beatles; Pra Iaiá, composto exclusivamente por fãs e ex-músicos do grupo musical Los Hermanos; Terreirada Cearense, que tem como foco a música de raiz do Nordeste; Rio Maracatu, que entoa ritmos pernambucanos; do Super Mario Bloco, bloco nerd fundado em 2012; o New Kids on the Bloco, novo nome da tradicional Banda da Rodolfo Dantas realiza grande sucessos da música pop em versões mais instrumentais. E o Thriller elétrico, que reúne fãs do cantor Michael Jackson.[23][24][25][26] A Associação de Profissionais e Amigos do Funk cria um bloco dedicado ao funk carioca.[27]

Em 2015, surgiram os blocos: Brasília Amarela, que faz homenagem aos Mamonas Assassinas[28]; Match Comigo, inspirado no aplicativo de smart phone de encontros Tinder[29]; e o Pega no Meu Pau de Selfie e Balança, cuja inspiração veio da febre dos chamados "paus de selfie". Tendo no ano seguinte alterado o nome para Pega na Minha Tocha e Balança em alusão aos jogos da XXXI Olimpíada.[30]

Marchinhas - Patrimônio Imaterial do Rio[editar | editar código-fonte]

Em 2015, época dos 450 anos da cidade, o Instituto Rio Patrimônio da Humanidade (IRPH) passou a reconhecer as marchinhas de carnaval como patrimônio imaterial Rio de Janeiro, por considerá-las uma manifestação tipicamente carioca e um gênero musical que se popularizou por todo o país, contribuindo para o legado de diversos artistas e ajudando a construir a identidade carnavalesca carioca e nacional.[31]

Blocos estrangeiros na festa[editar | editar código-fonte]

A diversidade do carnaval de rua carioca vai além da variedade de ritmos e temas, englobando, também, desfiles de blocos formados por estrangeiros, como foi o caso do bloco britânico Carnaval Transatlântico, que estreou em 2014, e do bloco francês Ulalá Balancê, surgido no ano de 2013. [32][33]

Livro dos Recordes[editar | editar código-fonte]

Nos anos 2000, o carnaval de rua do Rio de Janeiro voltou a crescer, sendo homologado oficialmente pelo Guinness Book (o Livro dos Records), em 2004, como sendo o maior carnaval do mundo, com aproximadamente 2 milhões de pessoas por dia e um número de 400 mil visitantes estrangeiros. [34]

Em 2014, de acordo com dados da Empresa de Turismo do Município do Rio de Janeiro (Riotur), o carnaval de rua da cidade teria levado mais de 5 milhões de foliões às ruas, dos quais, destes, 918 mil seriam turistas, mas sem especificar exatamente a quantidade de estrangeiros. Teria, também, movimentado cerca de 2 bilhões de reais na economia local.[35]

Escolas de samba[editar | editar código-fonte]

Escola de samba Estação Primeira de Mangueira, uma das mais populares do carnaval.

No final dos anos 1920 o Brasil buscava criar uma identidade capaz de diferenciá-lo dentro da nova ordem mundial estabelecida após a Primeira Grande Guerra. O conceito de negritude se destacava mundialmente valorizando as produções culturais negras como a Arte africana e o jazz. A festa carnavalesca e o novo ritmo de base negra recém surgido, o samba, seriam as bases para a formulação de um sentido de brasilidade. A valorização do samba e da negritude acabariam aumentando o interesse da intelectualidade nos novos "grupos de samba" que surgiam nos morros cariocas. Esse grupos passaria a se apresentar "no asfalto", ou seja, longe dos guetos dos morros, sendo chamados de escolas de samba.

Tratados, inicialmente, como uma espécie de curiosidade "folclórica", esses grupos foram, pouco a pouco, cativando a sociedade carioca com seu ritmo marcado, com a sonoridade inesperada de suas cabrochas e com os temas populares de suas letras.

Luma de Oliveira, como Rainha de Bateria da Caprichosos de Pilares. Foi uma das mais polêmicas e populares rainhas de bateria do carnaval carioca.

Mantidas por décadas como elementos secundário da folia carnavalesca carioca, as escolas de samba adquiririam grande proeminência a partir da década de 1950, com a incorporação da classe média aos desfiles, consequência da aproximação entre as escolas e intelectuais de esquerda. A partir daí elas galgariam os degraus do sucesso até se tornarem o grande evento carnavalesco nacional.

A primeira escola de samba surgiu no Rio de Janeiro e chamava-se Deixa Falar. Foi criada pelo sambista carioca chamado Ismael Silva. Anos mais tarde a Deixa Falar transformou-se na escola de samba Estácio de Sá. A partir dai o carnaval de rua começa a ganhar um novo formato. Começam a surgir novas escolas de samba no Rio de Janeiro e em São Paulo. Organizadas em Ligas de Escolas de Samba, começam os primeiros campeonatos para verificar qual escola de samba era mais bonita e animada.

A Era Joãosinho Trinta[editar | editar código-fonte]

Um dos mais emblemáticos e, provavelmente, o mais polêmico carnavalesco brasileiro, foi dono de uma trajetória que se iniciou quando seu nome artístico ainda se escrevia com “z”. Estreou no carnaval carioca na década de 60, no Salgueiro, onde conquistou dois títulos. Deixou o Salgueiro e foi para a Beija-Flor de Nilópolis onde estreou para a história dos desfiles de Escola de Samba introduzindo elementos inéditos em carros alegóricos e nas fantasias, como o tão usado esplendor. Ganhou um tricampeonato 1976 a 1978 pela escola de Nilópolis, tirando a hegemonia das 4 grandes (Portela, Império, Salgueiro e Mangueira). Seu maior e melhor desfile foi em 1989 com o enredo "Ratos e urubus, larguem minha fantasia", que teve a polêmica do cristo coberto por ordem judicial. No pano da cobertura tinha escrito "MESMO PROIBIDO OLHAI POR NÓS". Inovou em 2001, pela Acadêmicos do Grande Rio, onde fora mostrado algo jamais visto no Carnaval: o americano Eric Scott levanta voo em plena avenida, numa ousadia impactante que maravilhava os espectadores. Com tecnologia importada da NASA, o fato ficou marcado na história do carnaval. Joãosinho arrebatou, ao todo, 11 títulos do carnaval carioca. É dono da célebre frase "O povo gosta de luxo. Quem gosta de miséria é intelectual". [36]

A Era Paulo Barros[editar | editar código-fonte]

Paulo Barros, até então desconhecido do público, surge para o carnaval nos anos 2000, trazendo os impactantes "carros vivos" (alegorias formadas por pessoas executando coreografias) e torna-se famoso com os surpreendentes desfiles da Unidos da Tijuca. Após anos conseguindo apenas o vice-campeonato, o carnavalesco, enfim, é campeão com o enredo “É segredo”, da escola Tijucana. A comissão de frente, que trocava de roupa na Sapucaí, fora o grande destaque do carnaval campeão do ano de 2010. Desde então, Paulo Barros assume o posto de carnavalesco-sensação dos desfiles. [37]

Influência ao redor do mundo[editar | editar código-fonte]

Tendo como berço a cidade do Rio de Janeiro, os desfiles de escolas de samba ganharam fama internacional ao longo do tempo e se espalharam por vários países, passando a ocorrer em lugares como a Argentina e a Finlândia. [38][39]

Palcos dos desfiles
Centro do Rio Campinho Bonsucesso
Sambódromo da Marquês de Sapucaí Avenida Rio Branco Estrada Intendente Magalhães[40] Rua Cardoso de Moraes
Sambódromo.jpg Bola Preta.jpg Unidos do Cabral - comissão de frente - Carnaval 2009.JPG

Corte real[editar | editar código-fonte]

Rei-momo[editar | editar código-fonte]

Rainha do carnaval[editar | editar código-fonte]

A Rainha do Carnaval do Rio de Janeiro é a passista que tem o dever de cortejar a folia, junto com o Rei Momo, na referida cidade. onde fazem parte, a 1ª e 2ª princesas, diferente de algumas cidades, na cidade do Rio de Janeiro. as Rainhas do Carnaval não veem de uma determinada escola de samba. Nestes mesmos concursos as princesas são geralmente as segundas e terceiras colocadas, podendo ser 1ª Princesa e 2ª Princesa, respectivamente. Algumas delas após o reinado se tornam rainhas ou madrinhas de bateria.

Galeria[editar | editar código-fonte]

Clovis rio de janeiro.jpg

Ver também[editar | editar código-fonte]

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Leitura recomendada[editar | editar código-fonte]

  • ARAÚJO, Hiram. Carnaval: seis milênios de história. Rio de Janeiro: Gryphus, 2003.
  • AUGRAS, Monique. O Brasil do samba-enredo. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas, 1998.
  • CABRAL, Sérgio. As escolas de samba do Rio de Janeiro. Rio de Janeiro: Lumiar, 1996.
  • COUTINHO, Eduardo Granja. Os cronistas de Momo: imprensa e carnaval na Primeira República. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2006.
  • CUNHA, Maria Clementina Pereira. Ecos da folia: uma história social do carnaval carioca entre 1880 e 1920. São Paulo: Companhia das Letras, 2001.
  • FERREIRA, Felipe. O livro de ouro do carnaval brasileiro. Rio de Janeiro: Ediouro, 2005.
  • FERREIRA, Felipe. Inventando carnavais: o surgimento do carnaval carioca no século XIX e outras questões carnavalescas. Rio de Janeiro: Editora UFRJ, 2005.
  • KAS, Leonel e LODDY, Nigge. Meu carnaval Brasil. Rio de Janeiro: Editora Aprazível, 2009.
  • MORAES, Eneida de. História do carnaval carioca. Rio de Janeiro: Record, 1987.
  • PEREIRA, Leonardo Affonso de Miranda. O Carnaval das letras. Rio de Janeiro: Secretaria Municipal de Cultura, Departamento Geral de Documentação e Informação Cultural, Divisão de Editoração, 1994.
  • QUEIROZ, Maria Isaura Pereira de. Carnaval brasileiro: o vivido e o mito. São Paulo: Brasiliense, 1992.
  • SOIHET, Rachel. A subversão pelo riso: estudos sobre o carnaval carioca da Belle Époque ao tempo de Vargas. Rio de Janeiro: Editora Fundação Getúlio Vargas, 1998.

Referências

  1. Largest Carnival Guinness World Records.
  2. «No Rio, carnaval de rua supera folia na avenida». Consultado em 19.01.2015. 
  3. «Mamonas Assassinas são tema de carnaval no Rio». Estadão. Consultado em 19.01.2015. 
  4. «Carnaval carioca é eleito a melhor festa do mundo por site estrangeiro». RCVB. 
  5. «Conheça o Carnaval mais famoso do mundo». 
  6. «O Carnaval do Rio de Janeiro, o mais famoso do mundo.». Iberostar. 
  7. Don Quixote, 31 jan. 1907, 8e ano, n°146.
  8. «História do carnaval do Rio de Janeiro». Inside Rio Carnaval. Consultado em 19.01.2015. 
  9. a b c Rio de Janeiro aqui. «Bailes de Carnaval no Rio de Janeiro». Consultado em 09/11/2013. 
  10. Rio de Janeiro aqui. «As Grandes Sociedades Carnavalescas». Consultado em 09/11/2013. 
  11. «Blocos de rua levam irreverência ao carnaval do Rio; história de um dos blocos será contada na Sapucaí». Consultado em 19.01.2015. 
  12. «Carnaval: uma história que não perdeu a empolgação». Prefeitura do Rio. 17.02.2014. Consultado em 19.01.2015. 
  13. http://oglobo.globo.com/rio/blocos-de-carnaval/diretores-do-bagunca-meu-coreto-se-casam-durante-desfile-7558450
  14. http://oglobo.globo.com/rio/blocos-de-carnaval/bloco-vagalume-verde-faz-desfile-ecologicamente-correto-7559033
  15. «Riotur divulga a lista dos 455 blocos que vão animar o carnaval de rua na cidade do Rio». Consultado em 19.01.2015. 
  16. «Cordões e Blocos de Carnaval». Consultado em 19.01.2015. 
  17. «História». Consultado em 19.01.2015. 
  18. «Cordão da Bola Preta arrasta 2,3 milhões pelo Centro do Rio, diz PM». 18.02.2012. Consultado em 19.01.2015. 
  19. «Nomes engraçados e com duplo sentido impulsionam blocos no Rio». G1. 
  20. «Decreto proíbe abadás e demarcação de área vip nos blocos de rua do Rio». UOL. 
  21. «Rio proíbe venda de abadás e criação de áreas VIP em blocos de rua». Rede Brasil Atual. 
  22. «O Democrático e Acessível Carnaval de Rua do Rio». R7. 
  23. «Thriller». G1. 
  24. «Pra Iaiá: o bloco dos Los Hermanos». Consultado em 19.01.2015. 
  25. Cristina Boeckel (20/01/2015). «Novos blocos de rua do Rio têm homenagens e luta contra machismo». G1. Consultado em 20/01/2015. 
  26. «Carnaval é com o Super Mario Bloco». Consultado em 05/02/2015. 
  27. Bem além do batidão
  28. «Bloco de carnaval Brasília Amarela homenageia Mamonas Assassinas». O Globo. 
  29. «Tinder inspira bloco no Rio». O Globo. 
  30. «Bloco ‘Pega no meu pau de selfie e balança’ sairá na segunda-feira de carnaval no Rio». Jornal Extra Online. 
  31. «Marchinhas de carnaval como 'Cabeleira do Zezé' viram patrimônio carioca». O Globo. 
  32. «'Carnaval Transatlântico': Bloco inglês estreia na Lapa neste sábado». O Dia. 
  33. «Blocos temáticos cariocas têm Beatles e cultura francesa no carnaval de rua». EBC. 
  34. «Largest carnival». Guinness World Records. Consultado em 20/01/2015. 
  35. «Carnaval de rua do Rio movimentará este ano mais de R$ 2 bilhões, estima Riotur». EBC. Consultado em 07/01/2015. 
  36. «Joãosinho Trinta: O Mago do Carnaval». 
  37. «Paulo Barros - 2010». 
  38. «Cariocas ensinam argentinos a fazer versão local do carnaval do Rio». 
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  40. «Luma de Oliveira - Musa do Carnaval». 
  41. Cesar Tartaglia (29/11/1993). «A Rainha do Rio». Consultado em 09/02/2015. 
  42. Fernando Maia (11/02/1994). «Uma cidade em ritimo de samba». Consultado em 09/02/2015. 
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  49. G1 (11/11/2006). «RIO CONHECE OS NOVOS REI MOMO E RAINHA DO CARNAVAL 2007». 04h35. Consultado em 14/09/2013. 
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  51. G1 (29/Setembro/2008). «Rio conhece os novos Rei Momo e Rainha do Carnaval 2009». 04h35. Consultado em 14/09/2013. 
  52. Terra (12/10/2009). «Rio escolhe princesas e rainha do Carnaval de 2010». Consultado em 14/09/2013. 
  53. UOL (18/01/2011). «Após desistência de mais uma princesa, Rio apresenta nova corte do Carnaval». 19h31. Consultado em 14/09/2013. 
  54. G1 (21/11/2011). «De tamborim nas mãos, dançarina é eleita Rainha do carnaval carioca 2012». 12h36. Consultado em 14/09/2013. 
  55. G1 (04/11/2012). «Rei Momo e Rainha do Carnaval 2013 são eleitos na Cidade do Samba». 07h45. Consultado em 14/09/2013. 
  56. Carnavalesco (04/11/2012). «Conheça o rei momo, rainha e princesas do Carnaval 2013». Consultado em 14/09/2013. 
  57. SRZD-Carnaval (09/11/2013). «Carnaval de 2014 já tem sua Corte Oficial». 00h07. Consultado em 09/11/2013. 
  58. G1 (09/11/2013). «Rainha e Rei Momo do carnaval 2014 do Rio são eleitos». 00h15. Consultado em 09/11/2013. 
  59. G1 (09/11/2013). «'Em êxtase', Rainha do Carnaval do Rio 2014 comemora coroação». 8h59. Consultado em 09/11/2013. 
  60. G1 (15/11/2014). «Rei Momo e Rainha são eleitos no Rio». Consultado em 26/11/2014. 
  61. UOL (15/11/2014). «Rio de Janeiro escolhe sua nova Corte de rei e rainha do Carnaval 2015». Consultado em 26/11/2014. 
  62. G1 (14/11/2015). «Rio elege Rei Momo e Rainha do carnaval para 2016». Consultado em 31/01/2016. 
  63. Claudia Dias, para o UOL. «Corte do Carnaval: Wilson Dias e Clara Paixão voltam a reinar em 2016». Consultado em 31/01/2016.  Parâmetro desconhecido |ata= ignorado (Ajuda)

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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