Museu de Arte Brasileira da Fundação Armando Álvares Penteado

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Disambig grey.svg Nota: Se procura pelo museu homônimo em Maceió, veja Museu de Arte Brasileira (Fundação Pierre Chalita).

O Museu de Arte Brasileira (MAB) está localizado no prédio da Fundação Armando Álvares Penteado (FAAP), na Rua Alagoas 903, no bairo Pacaembu, na cidade de São Paulo. Foi inaugurado no dia 10 de agosto de 1961 com uma exposição intitulada "Barroco no Brasil" e contou com a presença de Jânio Quadros, então presidente da República.

A exposição inaugural reuniu pinturas, objetos feitos em ouro, imagens sacras e móveis. Para a ocasião, foram moldados em gesso os profetas feitos por Aleijadinho para o pátio do Santuário de Bom Jesus de Matosinhos, em Congonhas do Campo, Minas Gerais, e também alguns portais de igrejas e residências mineiros e baianos. Até hoje esses moldes ocupam o saguão principal e são uma característica do lugar.

Outra marca do museu são os painéis de vitrais que ocupam uma parede e o teto do edifício. Um deles reúne 56 projetos de artistas brasileiros, como Lasar Segall, Bruno Giorgi, Candido Portinari e Tarsila do Amaral. Em 1997, o museu passou por uma reforma em sua área administrativa e na Sala Annie Álvares Penteado, que ganhou climatização e foi modernizada.

Em sua área externa podem ser encontradas esculturas de Nicolas Vlavianos, Bruno Giorgi e Brecheret, entre outros. O museu também abriga exposições temporárias, destinadas a mostrar as tendências da arte contemporânea brasileira.

O museu surgiu com a proposta de reunir e conservar um acervo de obras de artistas brasileiros ou radicados no Brasil. Atualmente, conta com cerca de 2600 obras de arte, entre elas obras acadêmicas, registros da vida interiorana feitos por artistas primitivos, testemunhos da ruptura causada pela Semana de Arte Moderna em 1922, experiências das várias tendências da arte abstrata dos anos 50 e 60 e investigações dos rumos que todas essas manifestações tomam nos dias de hoje.

Possui também trabalhos de vários artistas ligados ao Modernismo, como Di Cavalcanti, Brecheret, Tarsila do Amaral, Cícero Dias, Lasar Segall, Ernesto De Fiori, Alberto da Veiga Guignard, Alfredo Volpi, Ismael Nery e Anita Malfatti, além de artistas de períodos posteriores como Tomie Ohtake, Evandro Carlos Jardim, Arcângelo Ianelli, Franz Weissmann, Amílcar de Castro e Nicolas Vlavianos, como também de jovens artistas atuantes na arte brasileira de hoje, como Sandra Cinto, Albano Afonso e Cláudio Mubarac.

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