Pejuçara

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Município de Pejuçara
Bandeira de Pejuçara
Brasão de Pejuçara
Bandeira Brasão
Hino
Fundação 15 de maio de 1966 (53 anos)
Gentílico pejuçarense
Prefeito(a) Eduardo Buzzatti (DEM)
(2017 – 2020)
Localização
Localização de Pejuçara
Localização de Pejuçara no Rio Grande do Sul
Pejuçara está localizado em: Brasil
Pejuçara
Localização de Pejuçara no Brasil
28° 25' 22" S 53° 39' 21" O28° 25' 22" S 53° 39' 21" O
Unidade federativa Rio Grande do Sul
Mesorregião Noroeste Rio-grandense IBGE/2008[1]
Microrregião Ijuí IBGE/2008[1]
Municípios limítrofes Panambi, Santa Bárbara do Sul, Cruz Alta, Boa Vista do Cadeado e Bozano
Distância até a capital 381 km
Características geográficas
Área 414,238 km² [2]
População 4 049 hab. est. IBGE/2016[3]
Densidade 9,77 hab./km²
Altitude 449 m
Clima subtropical úmido
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,796 alto PNUD/2000[4]
PIB R$ 107 466,273 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 27 055,96 IBGE/2008[5]

Pejuçara é um município brasileiro do estado do Rio Grande do Sul. Localiza-se a uma latitude 28º25'24" sul e a uma longitude 53º39'21" oeste, estando a uma altitude de 449 metros. Sua população é de 3.973 habitantes. Possui uma área de 414,78 km².

História[editar | editar código-fonte]

Por volta de 1810, já existia nas terras que hoje é o Município de Pejuçara uma geração muito grande de negros. Mas o primeiro estancieiro a adonar-se de terras dessa área foi Polucarpo José de Oliveira no ano de 1831, segundo consta no Cartório de Registro de Imóveis de Cruz Alta. Seis anos após, em 7 de julho de 1837, essa região passou a receber um grupo significativo de soldados escravos negros. Tudo se deve ao famoso combate dos Porongos, entre federalistas e farrapos, ocorrido na Fazenda Figueira, em Santa Bárbara. Esses soldados negros que participaram da luta ao lado dos farrapos que não tiveram sucesso, na fuga, seguiram as margens do rio Porongos, hoje Caxambu, embrenhando-se nas matarias em direção à Pedreira, Santa Apolônia e Vista Alegre e aí permanecendo até a chegada dos imigrantes italianos. O mapa confeccionado pela Independência de Cruz Alta, em 1920, identificava duas comunidades negras, uma a do campo dos Libertos, entre Linha Macuglia, Pedreira e Jacicema, nas terras possuídas pelo estancieiro Damas de Meira Collaço, e outra, na margem direita do Caxambu, área hoje pertencente à Panambi, o chamado Rincão dos Negros.

Habitaram também nesta área, índios, mas quando os imigrantes começaram a chegar, o governo os confinou em reservas. O que permaneceu da história destes índios é a origem do nome “Pejuçara”, que em tupi-guarani significa “terra de ventania”. Os imigrantes italianos chegaram ao Brasil vindos da Europa em uma época de muita pobreza e desemprego naquele país, e a maior parte deles instalou-se no Estado do Rio Grande do Sul em Silveira Martins, formando a quarta colônia no Estado. O imigrante tinha esperanças de que esta colônia se transformasse em uma grande cidade e como isso não aconteceu, eles saíram à procura de um lugar melhor. Depois de vários dias de viagem a cavalo ou em carroças chegaram a Colônia Visconde de Rio Branco, hoje Pejuçara. Em maio de 1899 chegaram as duas primeiras famílias de italianos, que eram as famílias Loss e Vanzan que começaram a abrir as primeiras roças. No mesmo ano outras famílias também chegaram, Mastella, Zanetti, Becker, Ferretti, Razzia, Basso, Bresolin, Gianluppi, Bertoldo e Trevisan. Luigi Basso (Luiz Basso, em português), foi nomeado pelo governo da época para distribuir aquele território entre os imigrantes que ali chegavam. De 1900 a 1930 chegaram diversas outras famílias de italianos. Os negros que estavam nesta área há vários anos, devido à falta de domínio das técnicas de cultivação, não souberam aproveitar as terras onde estavam. Os italianos que começaram a chegar passaram a cultivá-las. Os negros as entregavam a troco de cachaça ou então vendiam seus direitos. Por necessidade chegavam a trocar 54 hectares de terra por uma vaca de leite e assim por diante. Dessa forma os colonos foram ficando donos das terras e os negros acabaram trabalhando de empregados ou foram embora. Após muitos anos de ocupação, surgiu á lei do Usucapião e os italianos que estavam a mais ou menos 10 anos produzindo na terra, requereram escritura. Luigi Basso e seus filhos foram, durante muitos anos, os principais fornecedores de dormento para a Rede Ferroviária Federal, no interior do Rio Grande do Sul. Muitos descendentes dessas famílias migraram para outras regiões do estado (e do Brasil), iniciando ali a produção agrícola.

Foram diversas as denominações dadas à Colônia Italiana, região, hoje, do Município de Pejuçara:

  • Até 1898, denominava-se Mombuca;
  • De 1899 a 1938, Colônia Visconde de Rio Branco;
  • Em 31 de março de 1938, alterou o nome do Distrito “Visconde de Rio Branco” para “Rio Branco”;
  • A partir de 28 de maio de 1943, passou a denominar-se de Morotim;
  • Em 29 de dezembro de 1944, altera o nome para Pejuçara.

O distrito cresceu e se expandiu, surgindo as primeiras casas de comércio e com elas as mudanças econômicas e sócio-políticas. Esta expansão motivou a população a organizar um movimento emancipacionista em 1965, que resultou em plebiscito realizado no Distrito. Tendo este resultado positivo, a Assembleia Legislativa de Estado cria pela lei n° 5.156 de 15 de dezembro de 1965 o Município de Pejuçara. Mas só em 15 de maio de 1966 Pejuçara foi solenemente instalada a esta recebe Hildebrando Rodrigues Floriano como Interventor Federal. Passados dois anos o Município realiza sua primeira eleição, na qual Dary Bonamingo foi então eleito Prefeito. O Município mantém até hoje características de seus ancestrais, isto se verifica na religiosidade, nas festas, comidas típicas e na agricultura, principal economia do Município.[6]

Geografia[editar | editar código-fonte]

O município fica a 380Km da capital Porto Alegre e possui como principal via de acesso a RS 553. Pejuçara está posicionada geograficamente no Planalto Médio, na região Noroeste Colonial de Ijuí. Apresenta uma altitude de 480m acima do nível do mar, latitude 28°25’19 “S e longitude 53°39’12” W. Possui uma área de 414 km². A população atual está estimada em 3.900 habitantes, sendo 36,32% moradores da zona rural e 63,68% moradores da zona urbana.

Limita-se ao Norte com Panambi, ao Sul com Cruz Alta, a Leste com Panambi e Santa Bárbara do Sul e a Oeste com Bozano.

Hidrografia[editar | editar código-fonte]

As terras de Pejuçara não são banhadas por grandes rios. Entre os maiores destacamos o rio Caxambu que serve de limite ao Norte com o Município de Panambi e o rio Cambará serve de limite ao Sul com o Município de Cruz Alta. Além desses dois rios maiores existem outros rios menores chamados de arroios. Entre eles estão: Passo Liso, Inglês, Pedreira, Rio Branco, dos Engenhos, Mandu, Cambarazinho, Santa Clara, Taboão, Taboãozinho, Seringa e dos Pontevas.

Vegetação[editar | editar código-fonte]

Na nossa região predomina a Floresta Estacional Decidual, uma formação vegetal que apresenta cinco estratos:

  • Árvores deciduais- com até 30 metros de altura;
  • Árvores perenifólias- com altura em torno de 20 metros;
  • Arvoretas;
  • Arbustivo;
  • Herbáceo.

A presença de florestas no Município se deva à demanda das cooperativas locas por lenha para os secadores de grãos, normalmente de eucalipto. Existem ainda alguns produtores que vendem lenha, varas, palanques e madeira para a construção civil, sendo utilizado, além do eucalipto, o pinus, pinheiro-brasileiro e louro.

Topografia[editar | editar código-fonte]

A topografia do Município de Pejuçara é composta na sua maior por Latossolo Vermelho Distroférrico Típico e uma pequena área no Norte do Município formada por Neossolo Litólico Eufórico Chernossólico.

O latossolo vermelho distroférico típico apresenta relevo ondulado e textura argilosa. Sua coloração é vermelha escura. Possui mais de 60% de argila e menos de 10% de areia. O neossolo litólico eutrófico chernossólico apresenta textura média e é um solo muito sustentável a erosão devido ao acentuado declive.

Quanto a capacidade de uso das terás, o solo de Pejuçara caracteriza-se por persuadir terras cultiváveis de forma continuada intensivamente e capazes de produzir boas colheitas de culturas anuais adaptadas, sem limitação sérias à mecanização.

O clima dominante é o temperado subtropical úmido de máximas superiores a 36 °C e inferiores a 43 °C. A temperatura média anual é de 17 °C e 20 °C, mas já atingiram -8,5 °C. As geadas se estendem até o mês de agosto com algum perigo no mês de outubro. A precipitação anual é de 1.773mm, somando um total de 80 a 110 dias de chuva, apresentando esporadicamente estiagens no verão. A umidade relativa do ar varia entre 70 e 80%.

População[editar | editar código-fonte]

A população é formada basicamente pela etnia italiana (85%), possuindo também descendentes de afros (10%), alemães (3%) e poloneses (2%).

O crescimento de população pode ser visto no quadro abaixo.

População Residente por ano:

  • ANO POPULAÇÃO MÉTODO
  • 2010: 3.973 Censo
  • 2007: 3.900 Censo
  • 2006: 4.302 Estimativa
  • 2005: 4.285 Estimativa
  • 2004: 4.246 Estimativa
  • 2000: 4.189 Censo

Esportes[editar | editar código-fonte]

Futebol[carece de fontes?][editar | editar código-fonte]

  • Avenida Esporte Clube
  • Grêmio Esportivo e Recreativo São Luiz
  • Sociedade Esportiva e Recreativa Mancha Verde
  • Esporte Clube Farroupilha
  • Esporte Clube Leão de Judá
  • Grêmio Esportivo Concórdia
  • Esporte Clube Canarinho
  • Gaúcho da Linha Macúglia
  • Cruzeiro de Rincão de Jesus
  • Juventus do Passo do Inglês
  • Apolo 11 de Linha Jacicema
Campeonato Municipal de Futebol de Campo
Campeão Ano Campeão Ano
2019
São Luiz 2018
2017
Farroupilha 2016
Mancha Verde 2015
Mancha Verde 2014 Farroupilha 1987
Não ocorreu 2013 1986
Mancha Verde 2012 São Luiz 1985
Farroupilha 2011 Farroupilha 1984
Farroupilha 2010 Farroupilha 1983
Farroupilha 2009 1982
Mancha Verde 2008 1981
São Luiz 2007 1980
Farroupilha 2006 1979
Canarinho 2005 1978
Mancha Verde 2004 1977
2003 1976
2002 1975
2001 1974
2000 1973
1999 1972
São Luiz 1998
1997
São Luiz 1996
São Luiz 1995
1994
São Luiz 1993
São Luiz 1992
São Luiz 1991
1990
1989
Farroupilha 1988


Equipe Títulos ano
São Luiz 9 1985, 1991, 1992, 1993, 1995, 1996, 1998, 2007 e 2018
Farroupilha 9 1983, 1984, 1987, 1988, 2006, 2009, 2010, 2011 e 2016
Mancha Verde 5 2004, 2008, 2012,2014
Canarinho

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Estimativas populacionais para os municípios e para as Unidades da Federação brasileiros em 01.07.2016» (PDF). Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Consultado em 25 de junho de 2017 
  4. «Ranking decrescente do IDH-M dos municípios do Brasil». Atlas do Desenvolvimento Humano. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2000. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. Trabalho de Graduação, Projeto de Arquitetura, Acadêmico- Gilnei Parussolo.

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

{{Esboço-municípiosbr/Rio Grande do Sul}