Tupanciretã

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Município de Tupanciretã
"Terra da Mãe de Deus"
Bandeira indisponível
Brasão indisponível
Bandeira Brasão
Hino
Aniversário 21 de dezembro
Fundação 21 de dezembro de 1928 (88 anos)
Gentílico tupanciretanense
Prefeito(a) Carlos Augusto Brum de Souza (PP)
(2013–2016)
Localização
Localização de Tupanciretã
Localização de Tupanciretã no Rio Grande do Sul
Tupanciretã está localizado em: Brasil
Tupanciretã
Localização de Tupanciretã no Brasil
29° 04' 51" S 53° 50' 09" O29° 04' 51" S 53° 50' 09" O
Unidade federativa  Rio Grande do Sul
Mesorregião Centro Ocidental Rio-grandense IBGE/2008 [1]
Microrregião Santiago IBGE/2008 [1]
Municípios limítrofes Cruz Alta, Santiago, Julio de Castilhos, Jóia, Jari, Quevedos, São Miguel das Missões e Capão do Cipó
Distância até a capital 389 km
Características geográficas
Área 2 252 km² [2]
População 22 286 hab. Censo IBGE/2010[3]
Densidade 9,9 hab./km²
Altitude 400 m
Clima Não disponível
Fuso horário UTC−3
Indicadores
IDH-M 0,709 elevado PNUD/2010 [4]
PIB R$ 576 743,241 mil IBGE/2008[5]
PIB per capita R$ 24 447,60 IBGE/2008[5]
Página oficial

Tupanciretã é um município do estado do Rio Grande do Sul, no Brasil.

Topônimo[editar | editar código-fonte]

"Tupanciretã" é um nome tupi que significa "terra da mãe de Deus", através da junção dos termos tupã ("Deus"), sy ("mãe") e retama ("terra")[6].

História[editar | editar código-fonte]

1. A Lenda

Todas as reduções jesuíticas foram batizadas com nome de santos da Igreja Católica.Em Tupanciretã, os Jesuítas invocaram o nome da Mãe de Deus.

Reza a lenda "Um missionário e alguns poucos índios foram colhidos por uma tempestade próximo ao planalto da Coxilha Grande. A noite chegava e com ela o pânico e o terror. Quando a desorientação desesperava o padre e os poucos índios companheiros, um relâmpago lhes mostrou na fímbria do horizonte, em plena noite, um vulto mal definido. A silhueta que os relâmpagos mostravam, era a imagem da madona exposta ao furor da tempestade, que arrebatara da capela pequenina a cobertura frágil. O sacerdote cheio de alegria cristã, exclamou: "Tupan-cy", e os índios, aterrorizados, repetiram: "Tupan-cy-retan", que na língua indígena quer dizer Tupan=Deus, cy=mãe e retan= terra, ou seja, "Terra da Mãe de Deus".

1.2. O Povoamento

O espaço que corresponde ao município de Tupanciretã, inicialmente era povoado pelos índios charruas e minuanos, mais tarde pelos jesuítas da redução da São João Batista, os quais implantaram várias fazendas criadoras de gado, entre elas a de São João Mirim, destinada a pecuária e a de Tupanciretã, à fruticultura.

Com a retirada dos jesuítas após 1801, a fazenda Tupanciretã foi “vendida” pelos índios que retiraram-se de sua área. Com a Lei de 21 de outubro de 1843, as suas terras foram incorporadas aos próprios nacionais. Os que se consideravam proprietários da fazenda não aceitaram tal decisão e para defender seus direitos nomearam o Dr. Hemetério José Veloso da Silveira.

1.3. A Emancipação

Em 1857, com a dissolução da sociedade pastoril entre os advogados João Nunes e Alexandre Jacinto da Silva, a fazenda fica abandonada por um longo período. Após é parcelada em glebas e vendida para vários compradores, entre eles, os herdeiros de João Nunes da Silva e Alexandre Jacinto.

Em 1835, veio para a região, o casal Albino da Silveira e Ana Silveira. Um dos seus filhos, Antônio José da Silveira foi o fundador da cidade de Tupanciretã e, enquanto o território gaúcho enfrentava uma das maiores guerras civis, a Revolução Federalista de 1893, Tupanciretã era apenas uma fazenda rural, propriedade do major Antônio José da Silveira, onde a casa colonial juntamente com os vastos galpões, alguns ranchos de agregados, expressavam as condições estabelecidas pela principal prática que moldou o município, ou seja, a criação de gado, sob forma extensiva.

No ano de 1984 o Major Antonio José da Silveira e sua esposa Constância Silveira com trabalho do engenheiro Antonio G. Edeler separaram 52 lotes de suas terra para doar as pessoas que andavam "sem era nem bera" após a guerra dos federalistas.

A 20 de setembro de 1894, após a Inauguração da estrada de ferro Santa Maria _ Cruz Alta, os revolucionários localizaram o lugar onde está situada Tupanciretã, numa estação intermediária.

Esta iniciativa despertou o interesse de muitos, que apostaram na terra moça, a possibilidade de futuro promissor na lavoura e na pecuária.

Começaram a chegar os primeiros habitantes, a margem que dividia Tupanciretã pelo centro, de um lado Cruz Alta, do outro Júlio de Castilhos, começaram a pontilhar os primeiros ranchos e casas, o comércio e a evolução.

Pelo decreto 4.200, de 21 de dezembro de 1928, assinado pelo Presidente do país, Getúlio Vargas, foi emancipado o município de Tupanciretã. Pelo decreto 4.201, da mesma data, foi nomeado Intendente Provisório o Cel. Estácio Nascimento e Silva. A cerimônia de instalação deu-se em 3 de janeiro de 1929.

Economia[editar | editar código-fonte]

Tupanciretã é considerada a capital da soja, devido à sua produção, que é a maior do estado do Rio Grande do Sul e também pela grande participação em movimentos a favor da liberação da soja transgênica.

Geografia[editar | editar código-fonte]

Localiza-se a uma latitude 29º04'50" sul e a uma longitude 53º50'09" oeste, estando a uma altitude de 465 metros. Sua população estimada pelo IBGE em 20016 era de 23.615 habitantes.

Referências

  1. a b «Divisão Territorial do Brasil». Divisão Territorial do Brasil e Limites Territoriais. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 1 de julho de 2008. Consultado em 11 de outubro de 2008 
  2. IBGE (10 out. 2002). «Área territorial oficial». Resolução da Presidência do IBGE de n° 5 (R.PR-5/02). Consultado em 5 de dezembro de 2010 
  3. «Censo Populacional 2010». Censo Populacional 2010. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). 29 de novembro de 2010. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  4. «Ranking IDHM Municípios 2010». Atlas do Desenvolvimento Humano 2013. Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD). 2010. Consultado em 25 de abril de 2015 
  5. a b «Produto Interno Bruto dos Municípios 2004-2008». Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Consultado em 11 de dezembro de 2010 
  6. http://www.fflch.usp.br/dlcv/tupi/vocabulario.htm

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]


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