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Hipódromo
Jockey Club de São Paulo
Localização Av. Lineu de Paula Machado 1263, São Paulo, Brasil
Desde 25 de janeiro de 1941 (83 anos)
Uso Cultura e lazer
Tamanho 600.000 m²
Tipo de corrida Thoroughbred, Galope plano
Fachada do Jockey Club ao anoitecer

O Jockey Club de São Paulo é a entidade que administra e detém a propriedade do Hipódromo de Cidade Jardim. Foi fundado em 14 de março de 1875, sob a denominação "Club de Corridas Paulistano". Sua primeira praça de corridas foi o Hipódromo da Mooca, na rua Bresser. Somente mais tarde, em 25 de janeiro de 1941, foi inaugurado o atual hipódromo da Cidade Jardim, localizado no bairro de mesmo nome, em São Paulo.[1]

O terreno do atual Jockey Club de São Paulo foi uma doação da Companhia Cidade Jardim que entendia a necessidade de um espaço maior que atendesse às demandas do público. O hipódromo foi então construído nos 600.000 metros às margens do Rio Pinheiros, ainda não retificado na época, entre 1937 e 1941.O projeto foi feito por Elisário Bahiana, arquiteto brasileiro e posteriormente remodelado pelo arquiteto francês Henri Sajous.[2]

Apesar da localização do novo hipódromo, a sede social do clube ainda permaneceu nas proximidades de seu local de origem, à rua do Rosário. Dali, mudou-se para a rua São Bento em 1917, depois para a rua 15 de Novembro, Praça Antônio Prado e, finalmente, nos anos 60, para a localização atual, situada à rua Boa Vista, no centro da cidade.[3]

O Jockey Club também possui o Centro de Treinamento de Campinas, na cidade do mesmo situada no interior do estado de São Paulo, no local onde funcionou o Hipódromo Boa Vista.[4]

História[editar | editar código-fonte]

Origens[editar | editar código-fonte]

Apesar da sede atual do Jockey Club de São Paulo só ter sido inaugurada em 1941, a história desta associação já marca mais de 100 anos. Em março de 1875, foi inaugurado o então Club de Corridas Paulistano tendo como um dos mais importantes fundadores Antonio da Silva Prado, que tinha na época 23 anos. A Diretoria ainda era composta pelo presidente Rafael Aguiar Pais de Barros, reconhecido como o patriarca do turfe. Após viagem para a Inglaterra, onde conheceu o esporte, o fundador do clube buscou os meios para criar o Club de Corridas na cidade de São Paulo que tinha, na época, 25.000 habitantes. O espaço foi arrendado por 20 contos de réis em um terreno na várzea da Mooca.[5]

O Jockey Club de São Paulo foi uma entidade formadora da elite empresarial paulistana. No início, uma seleção de 73 sócios dispunha de um capital de 9 contos e 90 mil réis. Rafael Aguiar Pais de Barros, junto com seus sócios, redigiu o regulamento de corridas e traçou as raias nas colinas da Mooca. Assim pôde ser inaugurada a primeira corrida no domingo de 29 de outubro de 1876. No evento, dois cavalos compareceram para disputar um prêmio de mil contos de réis do Governo da Província. Seus nomes eram Macaco e Republicano, o primeiro ainda desconhecido, de menor tamanho, enquanto o segundo apresentava mais vitórias. Entretanto, foi Macaco o primeiro cavalo a vencer uma corrida no Club correndo 1.609 metros em 2 minutos e 3 segundos, 2 segundos mais rápido que o adversário e contrariando as expectativas de quem assistia.[5]

Há ainda registros da primeira mulher a praticar o turfe em São Paulo, Domitila de Aguiar e Castro, que venceu com 2 minutos e 9 segundos no terceiro páreo da corrida de 10 de julho de 1877. Posteriormente, mais corridas foram sediadas, tendo uma média de três a cinco eventos anualmente até 1886. É em 1881 que o clube passará a ser chamado oficialmente por Jockey Club, que até então era considerado o nome informal. Em 1888, uma crise decorrente da abolição da escravatura atinge o Jockey e no ano seguinte morre o presidente Rafael Aguiar, dando início a uma nova fase a partir de 1890.[5]

A reabertura do Jockey sob a presidência de José de Souza Queirós foi reanimadora, mas sofreu altos e baixos por alguns anos. Em 1893 registrou até 41 corridas, mas ainda era seguida por outras dificuldades. Em 28 de abril de 1912, a pista do hipódromo da Mooca foi utilizada como pista de voo, com o Comandante Edu Chaves pilotando um aeroplano em direção ao Rio de Janeiro. Foi a primeira conexão feita entre as duas cidades por via aérea. Em 1920, há a melhora e ampliação do espaço, com o objetivo de abrigar mais 2.800 espectadores. Durante a Revolução Paulista de 1924, Revolução de 1930 e Revolução de 1932, as corridas precisaram ser suspensas, o que consequentemente resultou em momentos ruins para o Jockey.[5]

A nova sede[editar | editar código-fonte]

Entrada da atual sede do Jockey Club de São Paulo

Com a gestão de Luiz Nazareno de Assumpção, entre 1934 e 1941, mudanças primordiais marcariam mais um ciclo do Jockey. É no ano de 1941, no aniversário da cidade de São Paulo em 25 de janeiro, que ocorre a transferência da sede para o Hipódromo de Cidade Jardim, endereço atual da associação. Com a transição, mais modernidade e ambição surgiram na história do clube, significando melhorias na vida social e esportiva, enquanto o hipódromo da Mooca foi doado para a municipalidade.[6]

A doação do terreno pela Companhia Cidade Jardim para a construção da nova pista de corridas definiu o futuro do Jockey Club. Até então, considerava-se o local onde hoje está situado o Parque do Ibirapuera para a mudança. A localização à beira do Rio Pinheiros era uma região ainda pouco explorada e frequentada, sendo assim um motivo para expandir a cidade ainda em desenvolvimento.[5]

Ao longo de sua história, a associação cumpriu funções políticas, sociais e culturais. Atualmente, o Jockey possui aproximadamente 1,4 mil cavalos da raça puro-sangue inglês, animais que disputam corridas aos finais de semana e às segundas-feiras. Os páreos são realizados em pistas de grama de 2.119 metros ou de areia, com 1.993 metros. O Grande Prêmio São Paulo é a principal competição do ano, disputada em uma pista de grama de 2.400 metros.[3]

Arquitetura[editar | editar código-fonte]

A proposta de Elisário Bahiana na arquitetura consiste em difundir o uso racional da nova tecnologia do concreto, juntamente com o emprego de elementos formais do repertório de tendências Art Déco. Seu projeto consistia em um conjunto de arquibancadas, pista, vila hípica, edifícios para a casa do engenheiro e prédio de atividades veterinárias. O estilo preterido pelo arquiteto tinha características futuristas para a época da construção, com pilares em forma de esfera, desenhos geométricos e ornamentos esculpidos em forma de cabeças de cavalos. [5]

Na década de 50, o arquiteto Henri Sajous foi responsável pela remodelação dos principais prédios do Jockey Club, principalmente a arquibancada destinada aos sócios. Além disso, seu objetivo era ampliar as instalações, com novos projetos para hospital, casa do administrador, garagem, prédio da administração, novas cocheiras e aumento da sede social. O trabalho foi feito entre os anos 1946 e 1958 e incluiu no total mais 32 edificações.[5]

Como decoração do conjunto, 15 esculturas em travertino romano do brasileiro Victor Brecheret foram abrigadas nas instalações, sendo hoje o segundo maior acervo do artista.[6]

Significado histórico e cultural[editar | editar código-fonte]

O Jockey Club de São Paulo é um patrimônio tombado pela Secretaria de Estado da Cultura. A resolução é de 19 de novembro de 2010. [7]

O motivo de seu tombamento vem de sua importância histórica e cultural para São Paulo, desde seu surgimento até os dias atuais. O conjunto arquitetônico constitui parte integrante da paisagem da cidade, representando uma prática instrutiva da formação da elite paulistana, tanto na área esportiva quanto social. O Jockey Club definiu um papel histórico na urbanização e ocupação de São Paulo. Foi uma construção precursora ainda no século XX por sua dimensão simbólica, monumentalidade, além de requinte e sofisticação como reflexo da expressão de uma mentalidade e prática cultural relevante da história da sociedade. Ainda que seja uma propriedade privada e restrita, o Jockey apresenta uma possibilidade de lazer para a população, com uma diversidade de instalações e atividades.[8]

Estado atual[editar | editar código-fonte]

Panorama da fachada do Jockey Club, na Avenida Lineu de Paula Machado

A atual administração do Jockey Club pretende uma nova reforma do hipódromo, tendo em vista uma restauração profunda das instalações além de um novo modelo de gestão. O objetivo é recuperar as dependências, atraindo novos sócios e solucionar um significativo acúmulo de dívidas ao longo dos anos. [6]

Acidente com helicóptero[editar | editar código-fonte]

No dia 10 de fevereiro de 2010, um helicóptero da Rede Record sofreu uma pane e caiu no Jockey Club. O piloto morreu na hora e o cinegrafista foi levado para o hospital com ferimentos graves. O helicóptero da Rede Globo registrou o momento da queda do Esquilo Águia Dourada. O acidente aconteceu por volta das sete e meia da manhã.[9]

Música[editar | editar código-fonte]

A Chácara do Jockey é um espaço dentro do Jockey Club de São Paulo reservado para eventos como shows, espetáculos e festivais. Atrações internacionais e nacionais se apresentam no local com capacidade para 35.000 pessoas dispostas em 19.400 metros.[10]

Festivais
Concertos

Galeria[editar | editar código-fonte]

Ver também[editar | editar código-fonte]

Referências

  1. «O Jockey Club de São Paulo». www.jockeysp.com.br. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  2. «Arquivo Arq». Arquivo Arq. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  3. a b «História - Jockey Club de São Paulo». www.jockeysp.com.br. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  4. «Trote & Galope». Trote & Galope. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  5. a b c d e f g «Processo de tombamento - Vol. 1» (PDF). Consultado em 25/11/2-16  Verifique data em: |acessodata= (ajuda)
  6. a b c palomarodrigues. «O Jockey quer voltar às cabeças». CartaCapital 
  7. «Gabinete do secretário» (PDF). Diário Oficial. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  8. «Jockey Club de São Paulo». www.arquicultura.fau.usp.br. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  9. «Helicóptero da 'Record' cai no Jockey Club de SP; 1 morre». Terra 
  10. «Jockey Club de São Paulo». www.jockeysp.com.br. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  11. «Folha de S.Paulo - Free Jazz Festival:Shorter é o maior - 14/08/98». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  12. «Folha Online - Ilustrada - Mais compacto, TIM Festival chega a SP com destaques do rock e jazz - 14/09/2004». www1.folha.uol.com.br. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  13. «Festival Telefonica Sonidos divulga programação». omelete.uol.com.br. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  14. «Pela 1ª vez no Brasil, Eminem fecha o festival F1 Rocks em São Paulo». Pop & Arte. 5 de novembro de 2010 
  15. «Vivo Open Air 2015 - Jockey Club de São Paulo - Guia da Semana». Guia da Semana. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  16. «Lollapalooza - Jockey Club de São Paulo - sábado 07-04-2012 - Guia da Semana». Guia da Semana. Consultado em 25 de novembro de 2016 
  17. «Lollapalooza 2013: programação». Lollapalooza 2013. 29 de março de 2013 
  18. «Planeta Terra confirma festival em outubro no Jockey Club, venda de ingressos a partir de 03/07 - 505 Indie». 505 Indie (em inglês). 22 de junho de 2012 
  19. «Público reclama de desorganização e lama em concerto de Andrea Bocelli | VEJA São Paulo». VEJA São Paulo 
  20. «Sem surpresas, Elton John enfileira hits no Jockey Club - Carol Pascoal – Passagem de Som». VEJA SP. Consultado em 25 de novembro de 2016 

Ligações externas[editar | editar código-fonte]

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